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O Ecumenismo e o Impacto da Justificação pela Fé

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26082010

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O Ecumenismo e o Impacto da Justificação pela Fé







O Ecumenismo e o Impacto da Justificação pela Fé

Publicado em agosto 26, 2010 por Seventh Day

Análise das discrepâncias entre católicos e protestantes sobre a doutrina da salvação.

A imputada justiça de Cristo torna desnecessária qualquer infusão por meio dos sacramentos ou obras meritórias.

O Concílio de Trento (1545-1563) condenou a doutrina protestante da justificação, e os protestantes contra-atacaram. Afinal, a verdade estava em jogo. Mas agora, não. A sobrevivência do cristianismo é apresentada como razão para reduzir diferenças e realçar concordâncias, a fim de enfrentar um inimigo comum: o secularismo.

Especialmente desde o 2º Concílio do Vaticano (1963-1965), a Igreja Católica Romana tem trabalhado para atrair outras igrejas. Um artigo intitulado “Evangélicos e católicos juntos: A missão cristã no terceiro milênio” afirma: “Juntos oramos pelo cumprimento da oração do nosso Senhor: ‘A fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste’. Juntos, evangélicos e católicos confessamos nossos pecados contra a unidade que Cristo deseja para todos os Seus discípulos”.1 O artigo continua dizendo que protestantes e católicos em comum acordo aceitam que “o escândalo do conflito entre cristãos obscurece o escândalo da cruz, enfraquecendo assim a missão de Cristo”.

Qual é a missão de Cristo? Se essa missão é proclamar a salvação através da vida e morte de Jesus, seria o caso de se perguntar: Têm católicos e protestantes a mesma missão? A compreensão que os dois grupos têm sobre salvação não responde positivamente a essa pergunta.
Definição de Trento



Segundo o decreto de Trento, a versão Vulgata Latina das Escrituras era a Bíblia oficial, mas essa versão não faz justiça à palavra grega dikaiosuné, cujo significado é “declarar justo”. A Vulgata traduz a palavra pelo termo latino justificare, que significa “tornar justo”. Ser alguém declarado justo nada tem que ver com mérito pessoal, ao passo que “feito justo” implica obras meritórias. “O verbo grego se refere a alguma coisa fora da pessoa em questão, enquanto o latim se refere às qualidades da pessoa.”2

Ainda de acordo com Trento, justificação “não é apenas uma remissão de pecados, mas também a santificação e renovação do homem interior, através da recepção voluntária da graça e dos dons, por meio dos quais um injusto se torna justo, um inimigo se torna amigo”.3 Fé, esperança e amor são infundidos no cristão, declara Schroeder.4 Com essa infusão, tem início um processo no qual as obras meritórias promovem a justificação. 5 Essa contribuição católica é crucial. É uma visão que parece confundir as categorias de justificação e santificação, colocando santificação antes da justificação. William Shedd está certo, ao afirmar que “os homens
são justificados para que sejam santificados, não santificados para que sejam justificados”.6

Além disso, o conceito católico de justificação infundida, ou “justificação física”,7 é um estado em que se verifica apenas uma remissão dos pecados, pois a culpa ainda permanece e o débito deve ser saldado pelo castigo temporal, mesmo além deste mundo, no purgatório.8 Isso, acredito eu, não faz justiça à cruz.

A teologia católica defende que a justificação é um ato transformador pelo qual algo sobrenatural é infundido, colocado no coração e na mente do crente. Em contraste, a visão protestante afirma que “ser justificado” significa Deus declarar que uma pessoa é justa através da aceitação, pela fé, da morte vicária de Cristo. Nada novo é infundido no crente. Isso me parece fazer justiça à cruz.
Definição da Escritura



A justificação é recebida através da fé em Jesus Cristo e não pode ser conquistada. Diz Paulo: “Sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3:24); pois “o homem é justificado pela fé, independentemente das obras” (v. 28). E mesmo a fé, em si mesma, não é algo que brota do coração humano, mas um dom que vem de Deus (Rm 10:17; Ef 2:7, 8). Seres humanos são “justificados pelo Seu [de Cristo] sangue” (Rm 5:9). O Calvário foi o “único ato de justiça” pelo qual “veio a graça sobre todos os homens, para a justificação que dá vida” (v. 18). “Aquele [Cristo] que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5:21).

Em Romanos 4, Paulo usa os termos “justificar” (dikaioó) ou “justiça” (dikaiosuné) no sentido de declaração, não no sentido de transformação. “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado [logizomai] para justiça” (Rm 4:3); imputado ou “considerado a favor dele”. Imputado ou considerado, isso simplesmente significa que Abraão foi legalmente declarado ou considerado justo, por causa de sua fé em Deus. Há nove ocorrências da palavra logizomai nesse capítulo, significando “imputação”, e não infusão.

A imputada justiça de Cristo torna desnecessária qualquer infusão por meio dos sacramentos ou obras meritórias. O Calvário foi a quitação plena da dívida. Justiça imputada sempre encontra seu recipiente em total dependência da imputação ou concessão da justiça de Cristo. Contrário a isso, o ensinamento da Igreja Católica sobre infusão focaliza justiça inerente e méritos humanos. O desempenho pessoal e a mediação de outros (Maria e os santos) tomam o lugar da exclusiva dependência do Cristo crucificado, ressuscitado e intercessor diante do Pai, no trono celestial.
Diferenças de Compreensão



A fundamental diferença entre a compreensão católica e a protestante sobre justificação é a diferença entre imputação e infusão. Conforme disse Paul Schrotenboer, “à parte de uma nova confissão católica romana sobre justificação, Trento permanece como a principal barreira entre os herdeiros da Reforma e o catolicismo romano”.9

Em harmonia com a antiga tradição católica, a encíclica Redemptori Missio, de João Paulo II (07/12/1990), afirma: “Deus estabeleceu Cristo como o único mediador e que ela mesma [a Igreja] tem sido estabelecida como o sacramento universal de salvação”. Citando o 2º Concílio do Vaticano, a encíclica continua dizendo que “o diálogo deveria ser conduzido e implementado com a convicção de que a Igreja é o meio ordinário de salvação e que somente ela possui a plenitude dos meios de salvação”.10

O 2° Concílio do Vaticano também estabelece que “através da Igreja, nós habitamos em Cristo”. A igreja é o corpo de Cristo. “Nesse corpo, a vida de Cristo é derramada nos crentes [infusão], que, através dos sacramentos, são unidos numa forma real e misteriosa com Cristo… Ao participarmos do corpo do Senhor através do pão da Eucaristia, somos admitidos em comunhão com Ele e uns com os outros.”11 A Igreja e seus sacramentos têm um papel central no processo católico de salvação – posição não encontrada no protestantismo.

Mais adiante, a encíclica papal fez uma declaração significativa, confiando a Igreja e sua missão à direção de Maria, visão essa que não é aceita pelos protestantes. Enquanto os protestantes sustentam que a salvação ocorre somente através de Cristo e que Ele é a causa única e único mediador da salvação, os católicos creem que a Igreja, Maria e os santos também exercem função mediadora entre Deus e os seres humanos. Esses três são colocados entre Cristo e os crentes e, frequentemente, funcionam como se a missão dEle – vida, morte e atual intercessão – não fosse suficiente.
Quem está mudando?



Acaso, está se desmoronando a barreira de Trento? Ou a missão protestante do século 16 está mudando? Alguns influentes líderes protestantes estão preocupados. David F. Wells, por exemplo, escreve: “O mundo evangélico, de fato, está se dividindo porque suas verdades centrais, que uma vez o mantiveram unido, já não têm o mesmo poder de unir que tinham no passado e, em alguns casos, são completamente rejeitadas, sem nenhuma reação posterior.”12 Exemplo disso é o surgimento de muitos movimentos exóticos que rejeitam a doutrina da justificação somente pela fé (sola fide), fundamento sobre o qual a igreja protestante é sustentada ou de onde se desmorona. Acertadamente, Guy P. Walters adverte que “a igreja está enfrentando uma ameaça capaz de solapar seus alicerces”.13

Karl Barth se referiu ao Concílio de Trento como aquele que “fala de boas obras do homem regenerado, que é apenas um pecadorzinho e comete apenas minúsculos pecados, e que está na feliz posição de ser capaz de crescer na graça da justificação em cooperação com ela, e até mesmo aumentar o grau de sua eterna bemaventurança. A consequência prática de tudo isso é que a miséria do homem não é considerada, de nenhum modo, coisa séria ou perigosa para cristãos e não cristãos. A comunhão da Reforma não poderia reconciliar-se com a igreja que sustenta essa doutrina, e não pode aceitar o convite para essa união hoje”.14

Barth acrescenta: “Com sua doutrina de justificação, a Igreja Católica Romana fechou as portas à reforma de si mesma e se privou de toda possibilidade para tomar a iniciativa de unir a dividida Igreja. Era impossível para as igrejas evangélicas voltar à comunhão com Roma, quando o ponto decisivo do diálogo era conduzido dessa maneira. Elas não podiam renunciar à verdade pela unidade.”15 Esse comprometimento da verdade, em favor da unidade, está na base dos recentes documentos católicos-protestantes com vistas à conquista de uma superficial unidade contra o secularismo.

Embora somente a Escritura tenha sido a regra de fé e crença dos reformadores no século 16, atualmente, métodos críticos são colocados acima dela por alguns eruditos protestantes, assim como, no catolicismo, o Magistério é colocado acima da Escritura. Quando a Escritura não é suprema, quando não lhe é permitido interpretar-se a si mesma, a tradição usurpa o papel interpretativo que ela possui seja entre católicos, seja entre protestantes. Essa é uma das razões fundamentais pela quais, hoje, existe mais harmonia entre católicos e protestantes do que no século 16. Em outras palavras, o protestantismo está mudando.
O Contexto Perdido



Naturalmente, a salvação é muito mais ampla que justificação. O abismo entre os pecadores e o Salvador é intransponível pela iniciativa do pecador. Porém, Deus tomou a iniciativa de estender a cruz sobre o abismo a fim de resgatar os seres humanos. Salvação requer a vida, morte, ressurreição e atual ministério de intercessão do Salvador. Ela envolve justificação, santificação e glorificação final. Requer a obra do Espírito Santo, que restaura no ser humano a imagem de Deus que foi maculada pelo pecado.

Salvação implica um trabalho de recriação e somente Deus pode recriar. É por isso que Escritura apresenta a salvação em três tempos: “fomos salvos” (Rm 8:24), “somos salvos” (1Co 1:18) e “será salvo” (Mt 24:13). Salvação é um processo, começando com o novo nascimento (Jo 3:3-7), e terminando com a glorificação por ocasião da segunda vinda de Cristo (1Co 15:51-55). Salvação é a resposta de Deus para o problema do pecado. Considerando que pecado é transgressão da lei (1Jo 3:4), resultando em morte (Rm 6:23), Cristo morreu a fim de pagar a dívida pecaminosa do homem (Is 53:5). O Calvário não significou a mera revelação do amor de Deus; ele significou redenção. Com a morte de Cristo, foi mantida a imutabilidade de Sua lei. Ele revelou a verdade a respeito da cruz. Isso não é abordado no corrente debate entre católicos e protestantes. A salvação necessita ser estudada no contexto relacional da Trindade. Ela não é resultado de obras meritórias humanas, como nossos amigos católicos romanos acreditam, nem é uma obra de Deus decidindo por decreto o destino humano, conforme a crença dos nossos amigos reformadores. Os primeiros veem a salvação como fruto das obras humanas; os últimos a consideravam resultado de um decreto divino. O ponto de vista dos primeiros era lançado contra o ponto de vista dos últimos. Teólogos adeptos dos dois conceitos precisam considerar a salvação no contexto relacional da Trindade.

A história relacional da Trindade é um eterno concerto de amor. Entre as Pessoas da Trindade há um recíproco amor eterno, de modo que cada uma delas ama as outras duas Pessoas e, assim, a Divindade ama Seus seguidores, o que é a própria essência da lei conforme foi enunciado por Jesus Cristo (Mt 22:37-40). A natureza de Deus é amor (1Jo 4:8), e a história do amor trinitariano demonstra que a lei é um transcrito do caráter divino.

Pecado é mais que transgressão da lei (1Jo 3:4), é quebra de relacionamento, porque “tudo o que não provém de fé é pecado” (Rm 14:23). O pecado destrói o relacionamento com a Trindade. Por outro lado, a salvação é a restauração desse relacionamento. Isso significa que a aliança entre a Trindade e os seres humanos reflete a aliança de relacionamento que existe entre a própria Trindade. De fato, essa aliança de relacionamento na dinâmica íntima da Trindade transborda na dinâmica exterior entre ela e os seres humanos. Os crentes amarão a Deus e aos semelhantes, e observarão a lei de Deus através do concerto de comunhão com a Trindade.

Portanto, quando a Escritura estabelece que a salvação é alcançada somente pela fé e não é dependente de obras humanas (Ef 2:7, 8), temos aí uma verdade fundamental. A salvação é unicamente resultado do amor e da graça de Deus para com os pecadores. Por causa do que tem realizado através de Cristo, Ele nos declara justos. Justificação não é a infusão de alguma coisa em nossa vida; muito menos nossas boas obras colaboram em coisa alguma no processo da salvação. Porém, a pessoa salva foi salva para as boas obras; não pelas boas obras. Pessoas que foram salvas vivem como salvas, experimentando uma vida de obediência através de boas obras. Cristo afirmou que o amor a Deus é revelado na observância da Sua lei (Jo 14:15). Santificação significa justamente isto: “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim” (Gl 2:20). Isso proclama a verdade a respeito do Calvário.

A essência da observância da lei é demonstrada na história da Trindade. Seu amor recíproco não muda, pois a lei é tão imutável quanto Deus. A Escritura declara que Deus não muda (Ml 3:6) e que “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13:8). É por isso que a lei foi escrita no coração dos crentes no período histórico do Antigo Concerto (Dt 5:29; 6:4; 11:13; 30:6, 10; Is 51:7) assim como no período do Novo Concerto (Jr 31:31-33). A salvação sempre incluiu a inscrição da lei no coração e mente, pois salvação é restauração, transformação de rebeldes transgressores da lei em crentes guardadores da lei. Como diz o Apocalipse, “aqui está a paciência dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). No debate entre católicos e protestantes, a importância da observância da lei no contexto da salvação parece ter sido perdida.

Promover a união pela qual Cristo orou não é simplesmente teorizar sobre diferenças, reacomodá-las, e depois pretender que haja concordância. Cristo orou nos seguintes termos: “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade” (Jo 17:17). “A fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti” (v.21). Essa é uma união real. A Divindade está unida em amor e verdade. Nenhum outro tipo de união responde à oração de Cristo nem combate o secularismo, porque também é um tipo se união secular. Assim, os líderes que estão empenhados em construir a união entre católicos e protestantes estão no caminho errado: afastam-se para longe em vez de se aproximar da verdadeira união.

Referências:
1 Charles Colson, First Things: The Journal of Religion, Culture and Public Life, maio de 1994, p. 43.
2 Alister E. McGrath, Christianity’s Dangerous Idea: The Protestant Revolution – A History From the Sixteenth Century to the Twenty-First (Nova York, NY: HarperCollins, 2007), p. 29.
3 H. J. Schroeder, The Canons and Decrees of the Council of Trent (Rockford, IL: Tan Books and Publishers, 1978), p. 33.
4 Ibid., 34.
5 Ibid., 36, 45.
6 William G. T. Shedd, Dogmatic Theology (Phillipsburg, NJ: Presbyterian & Reformed Publishing, 2003), p. 800.
7 Francis Turrentin, Institutes of Elenctic Theology (Phillipsburg, NJ: Presbyterian & Reformed Publishing, 1994), v. 2, p. 660.
8 H. J. Schroeder, Op. Cit., p. 46.
9 Paul G. Schrotenboer, Roman Catholicism: A Contemporary Evangelical Perspective (Grand Rapids, MI: Baker, 1988), p. 66.
10 J. Michael Miller, ed., The Encyclicals of John Paul II (Huntington, IN: Our Sunday Visitor, 1996), p. 441, 442.
11 Walter Abbott, ed., The Documents of Vatican II (Londres: Herder and Herder Publishing, 1967), p. 19, 20.
12 David F. Wells, em By Faith Alone: Answering the Challenges to the Doctrine of Justification (Wheaton, IL: Crossway, 2007), p. 13.
13 Guy P. Waters, em By Faith Alone: Answering the Challenges to the Doctrine of Justification, p. 32.
14 Karl Barth, Church Dogmatics, 4:2 (Edinburgh: T&T Clark), p. 498.
15 Karl Barth, Church Dogmatics, 4:1, p. 626.

Artigo escrito por Norman R. Gulley Professor de Teologia na Universidade Adventista do Sul, Estados Unidos, publicado na Revista Ministério de Mai/Jun de 2010.

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Concisa e pertinente palavra sobre a essência soteriológica do Cristianismo: a salvação pela fé!





Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão” (Gálatas 2.21).
Quando comparamos o Cristianismo Bíblico com as religiões do mundo, utilizando as Escrituras para nos guiar, vemos que a lacuna entre eles é intransponível. Na verdade, somos forçados a concluir que realmente há apenas duas religiões no mundo: o Cristianismo Bíblico de um lado, e todas as outras religiões, de outro. (Refiro-me ao cristianismo bíblico como uma “religião” apenas para propósitos comparativos: uma religião é um sistema de crenças elaboradas pelo homem, enquanto que o Cristianismo Bíblico é o que Deus revelou à humanidade).

Essas duas “religiões” são diferenciadas principalmente por aquilo que ensinam a respeito da salvação – como uma pessoa pode chegar ao Céu, ao Paraíso, ao Valhalla, ao Nirvana ou à morada de Deus, ou seja lá o que as pessoas crêem sobre a vida após a morte. Cada uma pode ser classificada em uma destas categorias: (1) o que o ser humano tem de realizar ou (2) o que Deus consumou (através de Jesus). Em palavras mais simples: a religião do “Fazer” ou a do “Feito”. Estou me referindo ao fato de que: (1) ou há coisas que devemos fazer (realizações humanas) ou (2) não há nada que possamos fazer porque tudo já foi feito (consumação divina) para ganharmos a entrada no céu.

Apenas o Cristianismo bíblico está na categoria de consumação divina. Todas as outras religiões do mundo devem ser classificadas sob o rótulo de realizações humanas. Consideremos primeiro algumas das religiões mais importantes, como o hinduísmo, o budismo, o islamismo, o judaísmo e determinadas denominações ou seitas que professam ser cristãs.
O hinduísmo é um sistema de obras que envolve a prática de yoga, cuja finalidade jamais foi melhorar a saúde de alguém (contrariamente ao que muitos ouviram falar).



O hinduísmo tem cerca de 330 milhões de deuses que precisam ser apaziguados por meio de algum tipo de ritual. Dois anos atrás, fiz uma visita a um enorme templo hindu nas vizinhanças de Chicago. O estacionamento estava repleto de carros luxuosos. O revestimento era de pedras importadas da Itália. Não foram poupados recursos financeiros na construção. Do lado de dentro, médicos, advogados e engenheiros, dentre outros (de acordo com meu guia turístico), estavam servindo refeições aos ídolos: a Hanuman, o deus-macaco, e a Ganesha, o deus-elefante.

O hinduísmo é um sistema de obras – coisas que a pessoa precisa fazer para atingir o moksha, que é o paraíso hindu. Ele envolve a prática de yoga, cuja finalidade, contrariamente ao que muitos ouviram falar, jamais foi melhorar a saúde de alguém. Em vez disso, é um meio de morrer para seu próprio corpo na esperança de se livrar do âmbito físico. Isso supostamente une a pessoa a Brahman, a suprema deidade do hinduísmo. A reencarnação, um sistema que supostamente capacita a pessoa a construir seu caminho para o céu através de muitos nascimentos, mortes e renascimentos, é outro dos ensinamentos dessa religião.

O budismo também se baseia primeiramente em obras. Buda cria que a chave para se alcançar o Nirvana, que é alegadamente o estado de perfeição e de felicidade, é através de um entendimento das Quatro Nobres Verdades, e através da prática do Nobre Caminho Óctuplo.

Em essência, as Quatro Nobres Verdades declaram que nós suportamos o sofrimento por causa de nossos desejos ou de nossos anelos. Essas “Verdades” afirmam que o sofrimento cessará quando pararmos de tentar satisfazer aqueles desejos. De acordo com o budismo, podemos atingir isso seguindo o Nobre Caminho Óctuplo, o qual possui os elementos da “visão correta, intenção correta, fala correta, ação correta, sustento correto, esforço correto, cuidado correto, e concentração correta”. Tudo isso é feito por meio dos esforços humanos, isto é, “por se fazerem as coisas corretas” a fim de se atingir o Nirvana.

No islamismo, o paraíso é obtido quando Alá pesa as obras boas e os feitos maus em uma balança no Dia do Julgamento. O Corão declara: “Pois as coisas que são boas removem as que são más” (Sura 11:114). É um processo quantitativo. As boas obras devem ultrapassar ou obscurecer os feitos maus. Também se lê no Ccorão: “A balança daquele dia será verdadeira: Aqueles cuja balança [de boas obras] tiver bastante peso prosperarão: Aqueles cuja balança for leve terão suas almas na perdição” (Sura 7:8,9).

Eis aqui um exemplo interessante daquilo que um muçulmano enfrenta para chegar ao paraíso: no dia 3 de abril de 1991, a revista egípcia Akher Saaregistrou um debate acalorado entre quatro mulheres jornalistas e o sheik Dr. Abdu-Almonim Al-Nimr, que ocupa uma posição elevada na Universidade Islâmica Al-Azhar (no Cairo, Egito, a mais prestigiosa instituição islâmica sunita). Uma das jornalistas perguntou-lhe: “No islamismo, as mulheres são obrigadas a usar o jihab [um véu ou uma cobertura para a cabeça]? Se eu não usar o jihab, irei para o inferno a despeito de minhas outras boas obras? Estou falando sobre a mulher decente que não usa o jihab”.
O Corão declara: “Pois as coisas que são boas removem as que são más” (Sura 11:114). É um processo quantitativo. As boas obrasdevem ultrapassar ou obscurecer os feitos maus.



O Dr. Al-Nimr respondeu: “As ordenanças no islamismo são muitas, minha filha, e Alá nos faz prestar contas por cada uma delas. Isso significa que, se você agir de acordo com aquela ordenança, ganha um ponto. Se você negligenciar uma ordenança, perde um ponto. Se você orar, ganha um ponto; se você não jejuar, perde um ponto; e assim por diante”. E ele continuou: “Eu não inventei uma nova teoria. (...) Para cada homem há um livro no qual todas as suas boas obras e os seus feitos maus são registrados, até mesmo como tratamos nossos filhos”.

A jornalista disse: “Isso significa que, se eu não usar o jihab, não irei para o fogo do inferno sem que se leve em consideração o restante de minhas boas obras”. O Dr Al-Nimr replicou: “Minha filha, ninguém sabe quem irá para o fogo do inferno. (...) Eu posso ser o primeiro a ir para lá. O califa Abu-Bakr Al-Sadik disse: “Não tenho a menor confiança nos esquemas de Alá, mesmo que um de meus pés esteja dentro do paraíso, quem poderá determinar qual obra é aceitável e qual não é?”. Você faz tudo o que pode, e a prestação de contas é com Alá. Peça a ele que a aceite”.

No judaísmo, o céu é alcançado por aquele que guarda a Lei e seus cerimoniais. Obviamente, isso não é consistente com o que o Tanakh[Antigo Testamento] ensina, mas essa tem sido a prática do judaísmo por milênios. Como disse Jesus: “E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15.9).

Suas palavras também se aplicam a uma série de denominações e cultos “cristãos” que enfatizam as obras como sendo necessárias para a salvação. Os Testemunhas de Jeová, os Mórmons, os Adventistas do Sétimo Dia, os adeptos da Igreja de Cristo, os Católicos Romanos, os membros das igrejas Ortodoxas Oriental e Russa, muitos Luteranos, e inúmeros outros. Todos incluem algo que precisa ser realizado ou que é necessário para a salvação, seja o batismo, os sacramentos, ou a filiação a uma determinada organização e a observância de seus requisitos.

Aqui está um exemplo extraído dos primeiros 30 anos de minha própria vida como católico romano. Eu vivia por um sistema religioso de leis, muitas das quais os católicos são obrigados a guardar. O começo é o batismo. Se uma pessoa não é batizada, a Igreja diz que ela não pode entrar no céu. A Igreja também diz que, embora o batismo seja exigido, ele não é nenhuma garantia. Existem muitas outras regras que um católico tem que observar.
Há obrigações que um católico deve satisfazer com respeito tanto às crenças quanto às obras.



Tenho um livro em meu escritório chamado Código da Lei Canônica. Ele contém 1.752 leis, muitas das quais afetam o destino eterno de uma pessoa. Os pecados reconhecidos pela Igreja Católica Romana são classificados como mortais ou veniais. Um pecado mortal é aquele que amaldiçoa uma pessoa, condenando-a ao inferno, se essa pessoa morrer sem tê-lo confessado e sem ter sido absolvida dele por um sacerdote. Um pecado venial não precisa ser confessado a um sacerdote, mas, confessado ou não, todo pecado acrescenta tempo de punição à pessoa. O pecado venial deve ser expiado aqui na terra através do sofrimento e das boas obras ou então ser purgado nas chamas do purgatório após a morte da pessoa.

Há obrigações que um católico deve satisfazer com respeito tanto às crenças quanto às obras. Por exemplo, a pessoa precisa crer que Maria foi concebida sem pecado (um evento chamado de Imaculada Conceição). Se um católico não crer nisso, ele comete um pecado mortal, que carrega a penalidade da perdição eterna. O dia da Imaculada Conceição é dia santo de guarda, dia em que todos os católicos devem assistir à missa. A pessoa que não fizer assim pode estar cometendo um pecado mortal.

Todos os sistemas de crenças que mencionei, e também muitos outros, consistem em fazer ou não fazer determinadas coisas para alcançar o “céu”. Todos são baseados nas realizações humanas. Mas, e o Cristianismo Bíblico? É diferente? Como?
Muitos sistemas de crenças consistem em fazer ou não fazer determinadas coisas para alcançar o “céu”. Todos são baseados nas realizações humanas.



Efésios 2.8-9 deixa claro: Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”. Isso é bem direto. Nossa salvação não tem nada a ver com nossas realizações.

O versículo 8 nos diz que é pela graça que somos salvos. A graça é um favor imerecido. Se qualquer mérito estiver envolvido, não pode ser graça. A graça é um presente de Deus. Portanto, se for pela graça, não pode ser pelas obras. Isso parece bastante óbvio. Alguém trabalha duramente por um mês e seu patrão chega até ele, com seu cheque de pagamento na mão, e diz: “Muito bem, José, aqui está o seu presente!” Não! José trabalhou por aquilo que está sendo pago. Não há nenhum presente envolvido.

No que se refere a um trabalhador, Romanos 4.4 nos diz que seu salário é o pagamento por aquilo que seu empregador lhe deve, e que seu cheque de pagamento não tem nada a ver com a graça nem com um presente. Um trabalhador que fez um bom trabalho pode se gabar ou sentir orgulho por aquilo que realizou. Todavia, tudo isso é contrário à graça ou a um presente. A graça não dá lugar para nenhuma sensação de mérito próprio, e um presente liquida qualquer sensação de algo que foi merecido ou que foi entregue em pagamento por serviço prestado.

O ensinamento de Paulo aos efésios é reafirmado na Epístola a Tito:

Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna” (Tito 3.4).

Podemos perceber que isso é consistente com Efésios 2.8-9. Não é por meio de nossas obras que somos salvos – não é por meio de obras de justiça que fizemos – somos salvos por meio da misericórdia dEle. Você pode muito bem imaginar que, como católico romano, condicionado por uma vida de regras e rituais da Igreja, tive grande dificuldade para crer que a fé era a única base por meio da qual eu poderia entrar no céu. Isso não fazia sentido para mim.
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Efésios 2.8)



Bem, não apenas faz sentido, mas é a única maneira por meio da qual uma pessoa pode ser salva. Isso é algo miraculosamente sensato!

Primeiro, o que impede uma pessoa de ir para o céu ou de desfrutar da vida eterna com Deus? Sabemos que a resposta é “o pecado”. Segue abaixo uma pequena amostra de versículos que se aplicam:Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23); Porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23); Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus” (Isaías 59.2); A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.20); E o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1.15).

Em Gênesis 2, Deus explica a Adão as conseqüências da desobediência a Ele. Adão foi admoestado a não comer de um determinado fruto no Jardim do Éden. Esse foi um mandamento relacionado com a obediência e o amor – e não que Deus estivesse retendo algo de Adão, como sugeriu a Serpente. Lembramos que Jesus disse: Se alguém me ama, guardará a minha palavra”, ou seja, guardará os Seus ensinamentos (João 14.23). Nosso amor por Deus é demonstrado por nossa obediência.

Qual foi a penalidade estabelecida por Deus para a desobediência? Gênesis 2.17 diz: “Porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Adão e Eva amaram a si mesmos mais do que a Deus porque não “guardaram a palavra dEle”. Eles Lhe desobedeceram e a conseqüência foi a morte. “Porque, no dia em que comessem do fruto, certamente morreriam”. Nas Escrituras, a morte sempre envolve a separação, e, no julgamento de Deus sobre eles, duas aplicações são encontradas: (1) a morte física (a degeneração do corpo, levando finalmente à sua separação da alma e do espírito), e (2) a separação eterna de Deus.

Adão e Eva não morreram instantaneamente, mas o processo de morte começou naquele momento para eles e para toda a criação. Entretanto, seu relacionamento espiritual com Deus mudou imediatamente e para sempre. O julgamento de Deus pelo pecado é eterno: separação de Deus para sempre. É uma penalidade infinita. E Deus, que é perfeito em todos os Seus atributos, inclusive em justiça, tinha que efetuar a punição. Deus não podia permitir que eles saíssem em segredo e simplesmente tivessem uma nova oportunidade. Isso teria significado que Ele não era perfeitamente fiel à Sua Palavra. A penalidade tinha que ser paga.
Adão e Eva não morreram instantaneamente quando desobedeceram, mas o processo de morte começou naquele momento para eles e para toda a criação. Entretanto, seu relacionamento espiritual com Deus mudou imediatamente e para sempre. O julgamento de Deus pelo pecado é eterno: separação de Deus para sempre. Então, o que Adão e Eva poderiam fazer?



Então, o que Adão e Eva poderiam fazer? Nada, exceto morrer física e espiritualmente, que é ficar separado de Deus para sempre. E, o que o restante da humanidade pode fazer, visto que todos pecaram? Nada. Bem, alguém pode perguntar: E o que acontece se nós fizermos todo tipo de boas obras que possam suplantar nossos pecados, ou se formos sempre à igreja, ou se formos batizados, fizermos obras religiosas, recebermos os sacramentos e assim por diante? Nenhuma dessas coisas pode nos ajudar. Por quê? Porque elas não pagam a penalidade. Então, o que podemos fazer? Não há nada que possamos fazer, exceto pagarmos nós mesmos a penalidade, sendo separados de Deus para sempre.

Nossa situação seria absolutamente sem esperanças; entretanto, Deus possui alguns outros atributos além de ser perfeitamente justo. Ele também é perfeito em amor e em misericórdia! Porque Deus amou o mundo de tal maneira que enviou Seu Filho unigênito para pagar a penalidade em nosso lugar (João 3.16).

E isso é exatamente o que Jesus fez na Cruz. É incompreensível para nós que, durante aquelas três horas de trevas – quando bradou: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27.46) – Ele tomou sobre Si os pecados do mundo e sofreu a ira de Seu Pai em nosso lugar. Na Cruz, Ele [provou] a morte por todo homem” (Hebreus 2.9), ou seja, Ele experimentou e pagou a penalidade infinita pelos pecados de todos nós.

Quando aquele feito divino terminou, Jesus clamou, “Está consumado!” (João 19.30), significando que a penalidade havia sido paga totalmente. Foi uma realização divina porque era algo que apenas Deus poderia fazer! Deus tornou-Se homem e morreu fisicamente porque a morte física fazia parte da penalidade. Todavia, como Deus-Homem, Ele pôde experimentar completamente a penalidade que cada pecador experimentaria, a saber, ser espiritualmente separado de Deus para sempre.

A justiça de Deus exige pagamento. Ou pagamos a penalidade nós mesmos, ou nos voltamos para Jesus pela fé e recebemos os benefícios de Sua expiação sacrificial. O que lemos em Romanos 6.23? Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. A Bíblia não poderia ser mais clara em afirmar que a salvação é exclusivamente “o dom gratuito de Deus”, e que apenas podemos apropriar-nos desse presente por meio da fé.

Qualquer tentativa de merecer a salvação por meio de nossas obras não é apenas fútil – é impossível! Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tiago 2.10). E, ainda pior, tentar merecer a salvação é uma negação da infinita penalidade imposta por Deus, uma rejeição do “dom inefável” de Deus, e um repúdio ao que Cristo realizou por nós.

Isso é algo em que a maioria dos evangélicos costumava crer. Já não é mais o caso, uma vez que a apostasia ganha espaço nos Últimos Dias. Recentemente, um levantamento de um instituto de pesquisas (feito com mais de 40 mil americanos) verificou que 57% daqueles que diziam ser evangélicos não criam que Jesus é o único caminho para o céu. Como Jesus é o único que proporciona a consumação divina, tudo o que resta é o engano fútil das realizações humanas para se alcançar a salvação.

Fonte: Chamada

Em Cristo Jesus,
Pr. Artur Eduardo
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Eduardo

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