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Grandes Teólogos Evangélicos Negam a Imortalidade da Alma

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12102010

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Grandes Teólogos Evangélicos Negam a Imortalidade da Alma







Imortalidade da Alma--Grandes Teólogos Evangélicos a Negam


É interessante, pois até mesmo a primeira bíblia em Inglês ( king James Version ) foi traduzida por um homem que fez essa mesma indagação:

“Ao colocar as almas que partiram no céu, no inferno, ou no purgatório, destruís os argumentos com os quais Cristo e Paulo provam a ressurreição . . . Se a alma está no céu, dizei-me que motivo há para a ressurreição?” Trata-se duma pergunta lógica. Caso a morte seja vencida por meio de uma alma ‘imortal e imperecível’, então que propósito tem a ressurreição que Jesus ensinou, e na qual criam os antigos patriarcas hebreus? — Hebreus 11:17-19, 35; João 5:28, 29.
William Tyndale (séc 16) escreveu no prefácio de sua tradução.


Vejam o que um irmão de Belo Horizonte, MG., postou numa comunidade Orkut:

Dr Russel Shedd, um teólogo de peso pesado, da Igreja Batista, em congresso de pastores em Bhte, se colocou a favor do aniquilacionismo e morte da alma. Ele é considerado um dos maiores teólogos da atualidade, e quando perguntado sobre a morte da alma em Mateus 10:28, assim se posicionou: Não vou lembrar as exatas palavras, mas foi gravado, tenho como conseguir a gravação). Ele mencionou que a morte da alma é a segunda morte e isso combina com a idéia de que a eternidade do inferno seja apenas um periodo (aion) citando defensores do aniquilacionismo.

A seguir, ele apresenta um breve estudo sobre o sentido dos termos originais para "eterno", "eternamente".

"Aionios" é o adjetivo de "aion", significando "de longo tempo", "de longa duração". Pode significar "eterno" apenas em relação a Deus mas não no seu sentido original.

"Aion" tem plural, portanto não pode significar eterno. Há frases onde a palavra "aion" é usada repetidamente na Bíblia, um "aion" adicionado a outro "aion". Mas como, se "aion" deveria por si mesmo ser o infinito? Há frases se referindo a um "aion" ou a uns "aions" e ALÉM (ton aiona kai ep aiona kai eti: eis tous aionas kai eti. - Septuaginta – Êxo. 15:18; Dan. 12:3; Miq. 4:5). Algumas vezes a Bíblia se refere ao fim do "aion" (Mat. 13: 39, 40, 49; 24:3; 28:20; I Cor. 10:11; Heb. 9:26.), se referindo ao fim de um ciclo, de uma era, não ao fim do mundo.

Alguns tradutores ainda colocaram um "eterno" onde nem havia "olam"/"aion", como em Mat. 18:8. Mas o fato é que Jesus sempre falou sobre um "temporário período de correção" (kolasin aionion) em contraste com os escritos pagãos que falavam sobre um "castigo eterno" (aidios timoria). A palavra SEMPRE usada pelos escritores gregos ao se referir a um castigo eterno é "aidios". Então, a Bíblia iria usar a palavra "aidios" se o inferno fosse eterno.

Vejamos o que diz As Origens da Punição Eterna escrita por Hanson em 1899:


"Por exemplo, os fariseus, de acordo com Josefo, achavam que a penalidade para o pecado era um tormento sem fim e eles declaram essa doutrina sem ambigüidade. Chamavam de eirgmos aidios (prisão eterna) e timorion adialeipton (tormento sem fim) enquanto nosso Senhor chamava a punição do pecado de aionion kolasin (longa punição)"

As palavras eirgmos aidios ou "prisão eterna" e timorion adialeipton, "tormento sem fim", jamais aparecem no Novo Testamento. Claro, pois Deus é AMOR e é para ser AMADO e não TEMIDO.
_______

Muito bem. Talvez seja surpresa para muitos contudo mais e mais grandes nomes da Teologia protestante (e mesmo católica) estão abandonando a tradicional crença na imortalidade da alma e adotando a visão holista--ou seja, a eternidade é um dom divino que Deus concederá aos remidos SÓ em função da ressurreição dos mortos, e não algo que já trazemos embutido no interior do ser como um "fantasminha camarada". . .

Idéias aniquilacionistas têm sido debatidas entre os evangélicos por mais de um século, mas nunca se tornaram parte da corrente principal da fé evangélica, nem sequer foram largamente discutidas no meio evangélico até recentemente. É o que mostra o artigo a seguir, onde se critica o aniquilacionismo evangélico e mostra um panorama novo:

http://www.bomcaminho.com/jip001.htm

Entre vários nomes dos que contrariavam a doutrina de imortalidade da alma que eu poderia citar lembraria (entre mais novos e mais antigos) Oscar Cullmann, John Stott, Clark Pinnock, Helmut Thielicke, Karl Barth, Paul Althaus, Otoniel Mota, os tradutores bíblicos Wyclif, Tyndale, Moffatt, Weymouth, e muito mais gente.
John Robert Walmsley Stott,
CBE (27 de abril de 1921) é um líder Anglicano britânico que é conhecido com uma das grandes lideranças mundiais evangélicas. Serve como Presidente da Igreja All Souls em Londres desde 1950. Estudou na Trinity College Cambrigde, onde se formou em primeiro lugar da classe tanto em francês como em teologia, e é Doutor honorário por varias universidades, na Inglaterra, nos Estados Unidos e no Canadá. Uma de suas maiores contribuições internacionais são os seus livros. John Stott começou sua carreira como escritor em 1954 e já escreveu mais de 40 títulos e centenas de artigos, além de outras contribuições à literatura cristã.

Stott assinala: “O fogo mesmo é chamado ‘eterno’ e ‘inextinguível’, mas seria muito estranho se aquilo que nele fosse jogado se demonstrasse indestrutível. Esperaríamos o oposto: seria consumido para sempre, não atormentado para sempre. Segue-se que é o fumo (evidência de que o fogo efetuou seu trabalho) que ‘sobe para todo o sempre’ (Apocalipse 14:11; ver 10:3)”.
[John Stott e David L. Edwards, Essentials: A Liberal-Evangelical Dialogue (London: Hodder and Stoughton, 1988), pág. 316.]

Em 1987, Clark Pinnock escreveu um artigo bombástico de duas páginas intitulado “O Fogo, e Nada Mais”, mas que, apesar de amplamente lido, não provocou maiores discussões do que uma exposição de quinhentas páginas sobre o assunto: “O Fogo que Consome” (1982), publicada por Edward William Fudge, talentoso leigo das Igrejas de Cristo. Entretanto, em 1988, surgiram dois curtos trabalhos de defesa, ambos de veteranos evangélicos anglicanos: oito páginas de John Stott em "Essentials", e dez do falecido Philip Edgecumb Hughes em "A Verdadeira Imagem"7, que puseram o gato no meio dos pombos. Diz John Stott:


“Eu questiono se o ‘tormento eterno e consciente´ é compatível com a revelação bíblica de justiça divina, a menos que talvez (como tem sido argumentado) a impenitência dos ímpios também perdure ao longo da eternidade... Eu acho o conceito de tormento consciente eterno emocionalmente intolerável e não compreendo como as pessoas conseguem conviver com isso sem cauterizar seus sentimentos ou esfacelá-los com a tensão. Mas as nossas emoções são um guia instável, não confiável para nos conduzir à verdade e não devem ser exaltadas ao lugar de suprema autoridade em determiná-la ... minha pergunta deve ser - e é - não o que me diz o meu coração, mas, o que diz a Palavra de Deus?”


Os luteranos da IECLB possuem instruções para funerais onde dizem para ressaltar sempre a ressurreição, não a saída de alguma "alma" do tipo "espírita" (é o que consta de uma publicação de instrução deles). Pastores luteranos têm publicado artigos nessa linha, e a revista Time recentemente indicou que o 4o. homem mais importante da hierarquia da Igreja Anglicana também manifestou-se condenando a tese da imortalidade da alma.

Aleluia! Está na hora do mundo protestante descartar esse falso ensino que não aproxima ninguém de Jesus Cristo e sim de conceitos pagãos.

Cada vez é maior o número de importantes teólogos e estudantes da Bíblia que reconhecem a falta de fundamento bíblico para as noções dualistas (de que Deus criou o homem com um corpo material e uma alma imortal), entre os quais, dos mais recentes, podem-se citar Oscar Cullmann, John Stott, Clark Pinnock, e mais antigos como Karl Barth, Emil Brunner, Helmut Thielecke, Paul Althaus, e o erudito presbiteriano Otoniel Mota (autor de Meu Credo Escatológico).

Num passado mais distante temos os nomes do poeta cristão inglês João Milton, o primeiro-ministro britânico e teólogo William Gladstone, os tradutores bíblicos Moffatt, Weymouth, Wycliff e Tyndale.

Vejam mais adiante como um pastor luterano se expressa também nessa linha, na verdade dentro de uma certa tradição do próprio Martinho Lutero que expressou-se contra as teses de imortalidade da alma por um tempo (Lutero infelizmente deixou-se levar depois pela pressão de outros de seu tempo e terminou não destacando tanto uma posição holista).

O Dr. Samuele Bacchiocchi, no seu livro altamente elogiado por teólogos e professores de seminário das mais diferentes confissões, Imortalidade ou Ressurreição? calcula em 300 os nomes desses destacados eruditos bíblicos que têm assumido essa posição claramente holista, desprezando o conceito popular de que o homem é um ser criado dualisticamente--com um corpo material e uma alma imortal.

Para exemplificar essa posição sobre imortalidde, com a visão "holista" da natureza humana claramente prevalecendo entre intelectuais do maior gabarito nos meios evangélicos, vejamos um trecho do artigo "A Pessoa Total, Tricotomia ou Dicotomia?", pelo teólogo reformado Anthony Hoekema.

Um dos aspectos mais importantes da visão cristã do homem é a de que devemos vê-lo em sua unidade, como uma pessoa total. Os seres humanos têm sido imaginados como consistindo de partes separadas e, algumas vezes, de partes distintas, que são, dessa forma, abstraídas da totalidade. Assim, nos círculos cristãos, tem sido crido do homem como consistindo tanto de “corpo” e “alma” como de “corpo”, “alma” e “espírito”. Tanto os cientistas seculares como os teólogos cristãos, contudo, estão reconhecendo gradativamente que tal entendimento dos seres humanos está errado, e que o homem deve ser visto como uma unidade. Visto que nossa preocupação é com a doutrina cristã do homem, devemos dar uma nova olhada para o ensino bíblico a respeito dos seres humanos, para ver se de fato isto é assim. -- Capítulo 12 do livro “Criados à Imagem de Deus”, da editora Cultura Cristã.

O referido estudo, tem aspectos muito positivos nas suas definições de termos bíblicos para o homem como um ser integral, condenando os conceitos populares de tricotomia e dicotomia à base da crença de imortalidade da alma, bem como na sua parte final, onde mostra as implicações práticas da visão do homem como esse ser holístico, integral—o cuidado com o corpo (contrariando concepções platônicas de este ser mau e mera ‘prisão’ e ‘inimigo’ da alma), a prática de exercícios físicos e esportes, os aspectos psicossomático e coisas tais.

Contudo, cremos que pelo meio do texto completo ele se complica, porque sugere que há, realmente, um estado intermediário de “alegria” para os salvos, embora se esqueça de dizer o que se passa com os não-salvos. Teriam também um estado intermediário de “tristeza”? Em que condições? Num inferno de fogo? Numa ‘casa de reclusão’ que alguns interpretam como sendo o sheol ou hades, que seria a sua parte “podre”, tendo ainda uma parte de “glória” (que seria o “seio de Abraão” da parábola do homem rico e Lázaro) para os remidos?

Ele admita ser algo de “misterioso” o que se passa nesse estado intermediário. Mas Paulo fala que essa questão não tem que assim ser entendida, pois dirige-se aos tessalonicenses nestes termos: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes a respeito dos que dormem” (1 Tess. 4:13). Daí passa a expor-lhes em detalhes como se dariam os eventos finalíssimos da ressurreição final. Igualmente ele fala aos coríntios que não desejava que fossem ignorantes a respeito dos dons espirituais (1 Cor. 12:1). Em seguida, não os deixa na ignorância disso, pelo contrário, passa a expor-lhes detalhadamente a questão.

Alega Hoekema: “A Bíblia não nos dá qualquer descrição antropológica da vida nesse estado intermediário. Podemos especular a respeito dela, podemos tentar imaginar a que esse estado será, mas não podemos formar nenhuma idéia clara da vida entre a morte e a ressurreição. A Bíblia ensina sobre ela, mas não a descreve. Como Berkouwer diz, o que o Novo Testamento nos conta a respeito do estado intermediário não é nada mais do que um sussurro”. Daí, cita algumas passagens em que, de modo decepcionante, foge da profundidade exegética que demonstrou nas análises anteriores.

O Dr. Samuele Bacchiocchi apresenta uma solução muito superior, clara e coerentemente bíblica sobre a condição do homem entre a morte e a ressurreição, em sua obra altamente elogiada por eruditos de diferentes confissões, Imortalidade ou Ressurreição?, daí que disponibilizamos a qualquer interessado que nos solicite por MP ou pelo e-mail [Solo usuarios registrados y activados tiene acceso a enlaces ] um artigo amplo que sintetiza cada capítulo da referida obra, chamando atenção especialmente ao seu capítulo IV ("A Visão Bíblica da Morte") onde Bacchiocchi expõe o ensino bíblico sobre o que se passa na morte.

Façamos, porém, uma rápida análise dos textos que A. Hoekema cita tentando resolver a questão do "estado intermediário" entre a morte e a ressureição, mas em que claramente se complica todo.

Estado Intermediário: Análise dos Textos em Que Hoekema Se Complica* “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt 10.28). – O autor não cita o texto completo que continua dizendo: “temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno [geena] tanto a alma como o corpo”.

Se este texto prova alguma coisa é exatamente que Deus eliminará a alma, junto com o corpo. A palavra para “perecer” é apollumi, que em 2a. Ped. 3:7 é empregada para falar da “destruição dos homens ímpios” num contexto em que o Apóstolo descreve a ação dos fogos purificadores do tempo do fim.

Embora os homens possam matar o corpo, não podem matar a pessoa para sempre, eliminando a sua vida eterna em potencial, visto que ela vive no propósito de Deus (ver Luc. 20:37, 38), e Deus pode restaurar e restaurará a vida de tal pessoa fiel como criatura, por meio duma ressurreição. Afinal, como diz o Apóstolo João, “Aquele que tem o Filho, tem a vida” (1 João 5:12). Para os servos de Deus, a perda de sua “alma”, ou vida, como criatura é apenas temporária, não permanente. . . .

* “Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam (Ap 6.9)”.

Se o autor imagina que esta declaração prova uma condição de “alegria” dos santos, o que temos aí, para começo de conversa, nem é expressão de alegria, e sim de tristeza e desejo de vingança. Novamente ele não citou o texto no seu devido contexto—“Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, . . . não julgas nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?” (vs. 10).

Isso não me parece que reflete muita alegria e gozo celestiais. Ademais, parece estranho que as almas dos remidos que foram martirizados fiquem espremidas debaixo de um altar em gritos de perenes lamúrias. Será que não encontram nada melhor para fazer ali nos páramos da glória? E os demais habitantes do reino celeste têm que ficar agüentando esse festival de expressão de mágoas irresolvidas o tempo todo?

Num livro cheio de representações simbólicas, temos que entender isso como linguagem figurada. João fala das “almas” para só mencionar os que sofreram martírio e que no devido tempo serão justiçados. Assim também Tiago fala dos salários dos trabalhadores que “clamam” contra os seus exploradores (Tia. 5:1-5), ou do sangue de Abel que da terra “clama” contra o seu assassino (Gên. 6:10). Linguagem obviamente figurada.

Ademais, o autor claramente se contradiz ao admitir que esse estado intermediário envolve “almas”, destruindo toda a sua exposição condenando o dicotomismo. No fim de contas, cadê a unidade, o holismo, se há separação de corpos (na sepultura) e almas (debaixo do altar)?

* “Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados”. (Hb 12.22-23)

Aí ele se complica de novo, pois Paulo fala de duas congregações—do povo de Deus junto ao Sinai, e da “congregação dos santos” que tem como ponto de referência o Monte Sião. Isso é meramente linguagem metafórica, contrastando as dispensações judaica e cristã.

Afinal, é impossível achegar-nos a “espíritos” que estão no céu, ¿verdad? Assim como não há como voltar atrás e congregar-nos junto ao Sinai. . .

* “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água”. (1 Pe 3.18-20).

Puxa, como pode ele levantar essa esdrúxul tese de que Cristo foi literalmente aos infernos pregar para espíritos de condenados, para lhes dar uma segunda oportunidade, sem falar na discriminação inexplicável de só beneficiar com tal pregação os espíritos dos “dias de Noé”?

* "Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e de outro lado estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor". (Fp 1.22-23).

Só que Paulo não diz que sua partida era imediatamente após a morte. Pelo contrário, vejamos onde ele se expressa em termos idênticos, inclusive falando exatamente da sua "partida": "Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda". 2a. Tim. 4:6-8.

E na mesma epístola aos Filipenses, mais adiante, ele expressa a sua grande esperança sobre essa partida desta vida: "Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas". Fil. 3:20, 21.

Se ele cresse que haveria esse estado intermediário de "alegria", ele se alegraria em falar de como "nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, Jesus Cristo, a quem iremos encontrar tão logo morramos". Não é essa a linguagem paulina, porém.

* "Temos, portanto, sempre ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; visto que andamos por fé, e não pelo que vemos. Entretanto estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor". (2 Co 5.6-8).

À luz do que já vimos em Filipenses 1:22-23 e 3:20, 21, ainda 2a. Tim. 4:6-8, o tempo da partida de Paulo não era imaginado como imediatamente após a morte. Um texto da Bíblia não muito claro se entenderá por outros mais claros. E não pode haver maior clareza no debate sobre o que se dá com os mortos do que em 1 Cor. 15 todo, além de 1a. Tess. 4:13-17, onde Paulo não deixa a mínima pista de entender que haja algum "estado intermediário" de alegria ou tristeza logo em seguida ao evento da morte.

Diz ele no vs.1-4: "Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu, se é que, estando vestidos, não formos achados nus. Porque, na verdade, nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos, mas sim revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida".

Ele usa a metáfora do "estar despido", o que não quer que aconteça. Ou seja, ficar sem o revestimento da "casa não feita por mãos, eterna, nos céus". Isso não denota nenhum "estado intermediário", pois ele fala de deixar um e assumir outro DE IMEDIATO, sem um espaço em que ficaria "despido", ou seja, destituído de um corpo. O corpo mortal é que será revestido de imortalidade, e o contexto claramente indica isso--o mortal (corpo terreno) sendo revestido do imortal (corpo celestial--ver 1 Cor. 15:35-55). Enxergar nestas passagem alguma idéia de "alma" é violentar o sentido desta passagem e todas as demais onde Paulo trata de sua expectativa real para o porvir.

* “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso". (Lc 23.43).

Este tema já foi amplamente discutido e fica claro que, pelo contexto, Jesus está acentuando ao homem arrependido a garantia de que seria lembrado naquele mesmo momento até o encontro deles no Paraíso. O contexto indica que, segundo muitas boas versões bíblicas, o pedido do homem foi: "Senhor, lembra-te de mim quando VIERES no Teu Reino". Claro, isso faz muito mais sentido à luz da constante pregação do Cristo quanto ao reino vindouro e "o fim do mundo". Ademais, como Jesus ao terceiro dia disse à Madalena, "não Me detenhas que ainda não subi para o Meu Pai" (João 20:17), isso liqüida a questão. Jesus não poderia estar no Paraíso no mesmo dia, pois não havia subido ao Pai ao terceiro dia. Sobre esta questão Hoekema não dá um pio. . .

* ”A fim de que sejam os vossos corações confirmados em santidade, isentos de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos”. (1 Ts 3.13)

Como ele não reparou a clareza da linguagem—NA VINDA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Na vinda, não na ida de alguma “alma” para o céu. Tanto que temos o texto-tortura para os imortalistas que é João 14:1-3. Jesus fala de Seu RETORNO para encontrar por fim os discípulos, e nesse intermédio nada comenta de eles irem se “alegrar” nos lugares que lhes foi preparar, e sim que quando retornasse, estaria PARA SEMPRE com eles. Daí em diante é que haveria perpétua alegria para eles.

* ”Pois se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará juntamente em sua companhia os que dormem”. (1 Ts 4.14)

Sim, e daí? Trará de onde? Ora, Jesus mesmo explica que “vem a hora quando os que se acham NAS SEPULTURAS ressuscitarão—os que fizeram o bem, para a ressurreição da vida, os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5:28, 29).
REFLEXÃO FINAL
Creio que a breve reflexão abaixo apresenta uma visão muito mais equilibrada que acentua a FÉ como elemento fundamental na nossa expectativa do porvir. "Quem tem o Filho, tem a vida" (1 João 5:12):

MORTE: UM SALTO NO ESCURO, PELA FÉ
Neste debate todo sobre a natureza do homem há certos pontos necessários de serem ressaltados para que não se tenha uma noção errada de como os holistas encaram a questão da morte.

Alguém disse que acha incrível a pessoa simplesmente “desaparecer” assim, sem nada lhe restar para marcar sua presença. Mas Deus não precisa de nenhuma “marca” de uma pessoa para fazê-la retornar à vida. Vejamos a ilustração do computador: Neste fórum podem-se ver, no modo de edição de textos, do lado esquerdo da tela, figurinhas engraçadas (emoticons), umas chorando, outras sorrindo, ou aplaudindo, enfim, em movimento, mas quando eu desligo o computador, some tudo, não fica nenhum “sinal” de tais figurinhas. Mas basta eu religar a máquina e dar os cliques-cliques necessários e tudo “ressuscita”, volta à vida. Para onde foram nesse período em que a máquina esteve desligada? Ora, está tudo registrado na memória do computador, e ali permanecem quietos esses divertidos emoticons até serem novamente ativados eletronicamente.

Os que morrem estão na memória de Deus. Ele conhece a cada um de nós, e Jesus disse alegoricamente que até os fios de nossa cabeça estão contados.

Conta-se a história de uma garota que estava presa na sacada de um dos andares de um edifício em chamas. Os bombeiros prepararam uma rede para que as pessoas saltassem em segurança. A menina hesitava em saltar, pois estava tudo escuro e esfumaçado, embora os bombeiros lhe dessem toda instrução necessária da direção em que devia pular. Mas ela não se animava a dar esse salto no escuro.

Daí, apareceu o pai dela e gritou: “Querida, aqui é o seu pai. Lance-se sem medo para o seu lado direito e será amparada sem problemas aqui, com a rede que lhe armaram”. Ouvindo a voz do pai, a menina não teve mais dúvidas e lançou-se na direção da direita, chegando em perfeita segurança à rede.

Assim, a morte é um salto no escuro, amigos. A Bíblia diz que “o justo viverá pela fé”. É pela fé que sabemos que os que morrem em Cristo ressuscitarão, mesmo que não fique nenhuma “evidência” da vida após décadas, séculos ou milênios desde a morte. É confiando no Pai Eterno que podemos morrer, sabendo que a morte é somente um sono do qual despertaremos naquele dia.

Pastor Luterano Explica Bem a Questão da Natureza Humana
Na hora da morte, assim defende uma linha de pensamento, decompõe-se o corpo, mas permanece a alma imortal. Corpo e alma são duas partes distintas, separadas no ser humano. A alma - invisível, imortal - mora no corpo - a parte visível, mortal. O corpo é como uma gaiola em que está preso um passarinho. Na hora da morte, a alma imortal se liberta da prisão e volta para as suas origens. Segundo outro modo de pensar, ela continua vagando pelo mundo - 'almas penadas' - à espera de uma nova encarnação, até conseguir se purificar das contaminações do corpo e alcançar a eternidade.

Qual a concepção que a Bíblia nos apresenta em relação a essa tríade? Para a Bíblia, corpo e alma não são partes distintas que habitam uma na outra, mas são maneiras de descrever o ser humano todo. Corpo é o ser humano que faz algo consigo mesmo ou sofre uma ação. Corpo é o próprio 'eu' (I Coríntios 7.4; 9.27; 13.3) que pode dominar-se a si próprio ou ser dominado por alguém outro. Portanto, nós não temos corpo, nós somos corpo.

Da mesma forma, nós não temos alma, nós somos alma. Alma é a força da vida ou a própria vida (Salmos 6.4; 23.3; Mateus 6.25; 10.28; Romanos 11.3; II Coríntios 1.23). Alma é este mesmo eu que tem força de vontade, que procura algo.

Portanto, alma não é uma partezinha imortal no ser humano, mas, na hora da morte, morre a pessoa toda. Porém, essa não é a última palavra. Assim como Deus criou o ser humano do nada, ele cria nova vida na ressurreição. Como se pode ver, ambas as concepções defendem vida depois da morte. A diferença é que uma parte do pressuposto de algo imortal, não afetado pelo pecado em nós. A outra reconhece a radicalidade do pecado e anuncia nova vida a partir do agir salvador de Deus.

Para refletir, leia Gênesis 2.7

Pastor Martin Volkmann

Este é um livro que uma irmã que reside em São Paulo me emprestou e que muito apreciei. A Morte de Um Guru, de Rabi R. Maharaj, conta o depoimento de um ex-hinduísta que estava sendo preparado para ocupar o lugar do falecido pai, um 'guru' entre os indianos da Jamaica, mas conheceu o evangelho e aceitou a fé cristã.

É uma história impressionante e altamente instrutiva, sobretudo nestes tempos de promoção aberta do espiritismo e de religiões orientais pela TV (como certa novela da Globo que, ao que parece, tenta glamurizar a cultura da Índia, terra do hinduísmo). A obra é oferecida ainda à venda no site da Editora Esperança.



Estes dias ouvia por uma estação de rádio evangélica, aqui nos EUA, que é de toda uma rede de estações internacionais ("Family Radio"), uma explicação de seção em que um especialista responde a perguntas bíblicas. E fiquei gratamente surpreso quando o ouvi esclarecendo a alguém que perguntava algo relativo à misericórdia eterna divina (citando um salmo) que isso deve se entender de duas formas:

a) a misericórdia de Deus é eterna para com os salvos, pois para sempre desfrutarão do misericordioso ato divino da salvação;

b) a misericórdia divina se refletirá no próprio castigo eterno dos pecadores, pois o que se dará é o seu total ANIQUILAMENTO. Ele fez questão de ressaltar que as noções tradicionais de um inferno de fogo eterno são erradas pois aí não haveria essa "misericórdia" confirmada. Deus eliminará os pecadores e nisso também se reflete a Sua misericórdia.

Aleluia, mais e mais grandes estudiosos da Bíblia estão descobrindo a verdade do holismo e do aniquilacionismo, negando as teses de imortalidade da alma e inferno de fogo eterno (em termos temporais). Já tenho mencionado alguns dos mais recentes, como Oscar Cullmann, John Stott, Clark Pinnock, Eldon Ladd entre teólogos de diferentes confissões que se identificam como holistas, condenando as crenças de imortalidade da alma e inferno de fogo inapagável.


Há bispos, pastores, tradutores da Bíblia, teólogos e intelectuais e muitos outros através dos séculos que, buscando respostas no vasto repertório bíblico, defendem o estado de inconsciência na morte e a concessão da imortalidade como recompensa da fé, concedida exclusivamente por meio de Cristo. Estes estudiosos pertencem a denominações variadas, mas têm em comum a análise acurada dos textos bíblicos que revela o estado do homem na morte. Eles mostraram a disposição de aceitar essa revelação como suficiente neste importante assunto teológico. A seguir, as declarações sobre o tema, extraídas de diversas fontes.

Nicolau, bispo grego (século XII da era cristã):
“Quando qualquer ser criado é eterno, não o é por si, nem em si, nem para si, mas pela bondade de Deus; pois tudo quanto é feito e criado tem um início e mantém sua existência somente mediante a bondade do Criador”. - Citado em Compendium of the History of Doctrines, vol. 2, págs. 4 e 5.
Os Valdenses (século XV) contestaram a doutrina do purgatório e intercessão dos santos ensinando em seu catecismo de instrução para os jovens que o homem é apenas “mortal”. - Moreland, The History of the Evangelical Churches of the Valleys of the Piedmont, 1658, pág. 75.
Martinho Lutero (1493-1546), reformador alemão e tradutor da Bíblia:
“Salomão conclui que os mortos estão dormindo, e nada sentem, em absoluto. Pois os mortos ali jazem, sem contar os dias nem os anos, mas quando forem despertados, terão a impressão de ter dormido apenas um minuto”. - An Exposition of Solomon’s Book, Called Ecclesiastes or the Preacher, 1573, fl. 151 v.
“Mas nós, cristãos . . . devemos educar-nos e acostumar-nos, com fé, a desprezar a morte e considerá-la um sono profundo, intenso e doce; a considerar o esquife nada mais que o seio do Senhor Jesus Cristo ou Paraíso, a sepultura coisa nenhuma senão um brando e confortável leito para repousar: Verdadeiramente, diante de Deus, é na realidade justamente isso, pois Ele testifica em João 11:11: Lázaro o nosso amigo dorme; Mateus 9:24: A menina não está morta, mas dorme. Assim, também, S. Paulo em I Coríntios 15, remove da vida todos os aspectos odiosos da morte em relação ao nosso corpo mortal, e não apresenta nada mais que aspectos encantadores e jubilosos da vida prometida”. - Works of Luther, vol. 6, págs. 287 e 288.
William Tyndale (1484-1536), tradutor da Bíblia para o inglês e mártir cristão:
“E vós, colocando-as [as almas que partiram] no céu, no inferno ou no purgatório, destruís os argumentos mediante os quais Cristo e Paulo provam a ressurreição. . . . E mais, se as almas estão no céu, dizei-me por que não estão em tão boas condições como os anjos? E então, que motivo existe para a ressurreição?” - An Answer to Sir Thomas More’s Dialogue, liv. 4, cap. 4, págs. 180 e 181.
John Milton (1608-1674), considerado o maior dos poetas sacros, secretário latino de Cromwell:
“Visto, pois, que o homem todo, como se diz, consiste uniformemente do corpo e alma (quaisquer que sejam os distintos campos atribuídos a essas divisões), mostrarei que, na morte, primeiro, o homem todo, e depois, cada parte componente sofre a privação da vida. . . . A sepultura é a comum custódia de todos, até o dia do juízo”. - Treatise of Christian Doctrine, vol. 1, cap. 13.
Edward White (1819-1887), congregacional, presidente da União Congregacionalista:
“Eu mantenho firmemente, depois de quarenta anos de estudo do assunto, que é a noção da aplicação de um tormento absolutamente eterno no corpo e na alma, que unicamente concede terreno às idéias de Ingersoll na América, ou Bradlaugh na Inglaterra [ambos ateus militantes, N.R.]. Creio, mais firmememente do que nunca, que é uma doutrina tão contrária a todos os ensinamentos da Bíblia como é contrária a todo instinto moral da humanidade”. - Introdução ao livro The Unspeakable Gift, de J. H. Pettingell, pág. 22.
Robert W. Dale (1829-1895), editor de The Congregacionalist, presidente do Primeiro Concílio Internacional de Igrejas Congregacionais em 1891:
“Não estou convencido de que elas [as crenças condicionalistas] tenham enfraquecido absolutamente a autoridade de meus ensinos de quaisquer das grandes doutrinas centrais da fé cristã. A doutrina da Trindade permanece intocada, e a doutrina da encarnação e a doutrina da expiação em seu sentido evangélico, e a doutrina da justificação pela fé, e a doutrina do juízo segundo as obras, e a doutrina da regeneração receberam, creio, dessas conclusões, uma ilustração nova e mais intensa”. - Edward White, His Life and Work, págs. 354, 355.
Hermann Olshausen (1796-1839), lente de Teologia em Konigsberg:
“A doutrina da imortalidade da alma e o nome são igualmente desconhecidos na Bíblia”. - Biblical Commentary on the New Testament, vol. 4, pg 381.
William Gladstone (1809-1898), primeiro-ministro britânico e teólogo:
“Outra consideração de maior importância é a de que a imortalidade da alma é doutrina inteiramente desconhecida às Escrituras Sagradas, e não assenta em bases mais elevadas do que as de uma opinião filosófica mantida engenhosamente, mas grave e formidavelmente contestada”. - Studies Subsidiary to the Works of Bishop Butler, ed. de 1896, pg 184.
J. Agar Beet (1840-1924), lente wesleiano:
“As páginas seguintes são . . . um protesto contra uma doutrina que, através de longos séculos, foi quase universalmente aceita como verdade divina ensinada na Bíblia, mas que me parece inteiramente alheia a ela, tanto na frase como na idéia, e derivada unicamente da filosofia grega. . . .
“Os que reivindicam para seu ensino a autoridade de Deus, devem provar que ela procede dEle. Essa prova, nesse caso, nunca vi”. - The Immortality of Soul, 5a. edição, 1902, Prefácio.
F. R. Weymouth (1822-1902), tradutor do Novo Testamento em linguagem moderna:
“Minha mente não concebe mais grosseira deturpação da linguagem do que quando cinco ou seis das palavras mais fortes que a língua grega possui, significando destruir ou destruição são interpretadas como significando manter uma existência eterna mas ‘miserável’. Traduzir preto em vez de branco não é nada em comparação com isto”. - Citado por Edward White em Life in Christ (1878), pág. 365.
“O uso no Novo Testamento de palavras como ‘morte’, ‘destruição’, ‘fogo’, ‘perecer’, para descrever a retribuição futura aponta para a probabilidade de uma terrível angústia seguida da extinção do ser, como a condenação que espera aos que, pela persistente rejeição do Salvador, se demonstram completamente, e portanto irremediavelmente maus”. (Comentário sobre Hebreus 9:28) - New Testament in Modern Speech.
Franz Deliztzsch (1813-1890), hebraísta, lente em Rostock:
“Não existe coisa nenhuma em toda a Bíblia, que implique uma imortalidade nativa”. (Comentário Sobre Gên. 3:22).
“Do ponto da Bíblia a alma pode ser morta, ela é mortal”. (Comentário sobre Núm. 23:10). - A New Commentary on Genesis
George Dana Boardman (1828-1903), pastor batista, fundador da Fundação Boardman de Ética Cristã da Univ. de Pensilvânia:
“Nem uma única passagem da Santa Escritura, do Gênesis ao Apocalipse, ensina, quanto eu esteja apercebido, a doutrina da imortalidade natural do homem. Por outro lado, a Escritura Sagrada afirma positivamente que só Deus é que tem a imortalidade (1 Tim. 6:16), isto é: Deus unicamente, é imortal, natural e inerentemente, em Sua própria existência”. - Studies in the Creative Week, págs. 215 e 216.
William Temple (1881-1944), arcebispo de Cantuária, Primaz da Grã-Bretanha:
“A doutrina da vida futura implica nosso primeiro desemaranhar do autêntico ensino das Escrituras clássicas, dos acréscimos que muito depressa começaram a obscurecê-las” - Nature, Man and God, pág. 460.
Martin J. Heinecken, lente de Teologia Sistemática do Seminário Teológico Luterano de Filadélfia, EUA.:
“No registro bíblico da criação é-nos dito que Deus formou o homem do pó da terra, e que Ele então lhe soprou nas narinas e o homem se tornou alma vivente. Isto é geralmente interpretado como se Deus fizesse uma alma, que é a pessoa real, e que Ele então tivesse dado a essa alma uma habitação temporária num corpo, feito do pó da terra. Mas este é um dualismo falso. . . . O homem deve ser considerado uma unidade”. - Basic Christian Teachings, págs. 36 e 37.
Emil Brunner (1889-1966), professor de Teologia Sistemática e Prática da Universidade de Zurique:
“A opinião de que nós homens somos imortais porque nossa alma é de uma essência indestrutível, porque divina, essa opinião é, de uma vez para sempre, irreconciliável com o ponto de vista bíblico de Deus e do homem. . . . A crença filosófica na imortalidade é como um eco, reproduzindo e falsificando a superior Palavra desse Criador divino. É falsa porque não toma em conta a real perda desse destino original, devido ao pecado”. - Eternal Hope, págs. 105, 106 e 107.
James Moffat (1870-1944), famoso tradutor da Bíblia e missionário:
“É a alma capaz de alcançar um valor imortal, ou é ela essencialmente imortal? No esquema da fé cristã, pode ser aniquilada? É a personalidade uma posse imorredoura ou é alcançada mediante obediência à vontade de Deus somente? As implicações do ponto de vista cristão da fé não são incompatíveis com a última ponderação e é, creio, uma questão interessante observar se o ponto de visto comumente chamado imortalidade condicional há de obter corroboração no futuro. É contrário ao platonismo, mas não há muita evidência contra ela na mensagem do cristianismo, como alguns parecem ter por assegurado”. - Literary Digest, 5 de abril de 1930, pg 22.
James S. Stewart (1896- ), conhecido professor de literatura e Novo Testamento na Universidade de Edimburgo:
“A filosofia ensinou aos gregos a crerem numa imortalidade puramente espiritual, sem um corpo de qualquer tipo. Homens sábios consideravam o corpo como uma tumba em que o espírito vivente permanecia sepultado. . . . A morte era o escape do aprisionado espírito. Mas Paulo não podia conceber um campo para espíritos desincorporados. Para ele, a mera idéia disso teria sido repgnante”. - A Man in Christ, p. 267.
Oscar Cullman (1902- ), professor de Novo Testamento Hitória Eclesiástica na Universidade de Basel e na Sorbonne:
“A doutrina grega da imortalidade da alma e a esperança cristã na ressurreição diferem tão radicalmente porque o pensamento grego tem uma interpretação totalmente diferente da criação. A interpretação judaica e cristã da criação exclui todo o dualismo grego de corpo e alma”. - Immortality of the Soul or Resurrection of the Dead?, págs. 29 e 30.
Y. B. Trémel, sacerdote católico dominicano:
“O Novo Testamento obviamente não concebe a vida do homem após a morte filosoficamente ou em termos da natural imortalidade da alma. Os escritores sagrados não pensam que a vida advém como resultado de processos naturais. Pelo contrário, para eles é sempre o resultado da salvação e redenção; depende da vontade de Deus e da vitória de Cristo”. - Lumière et Vie (1955), págs. 33 a 37.
Otoniel Mota, pastor presbiteriano brasileiro:
“A doutrina da imperecibilidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho. A doutrina não se mantém diante das concepções psicológicas modernas e da teoria mais racional acerca da propagação do ser humano, corpo e alma”.- Meu Credo Escatológico, ed. 1938, pág. 3.
Inúmeras outras personagens importantes do pensamento cristão poderiam ser citadas, mas estes aqui apresentadas são suficientemente representativas da grande hoste de eruditos e sinceros cristãos através dos tempos, que têm rejeitado a concepção popular de imortalidade da alma, acentuando que a imortalidade só pode ser obtida por meio de Cristo.
Há ainda alguns fatos que merecem ser destacados no estudo deste assunto:
1o. As Escrituras mesmas ensinam a condição de total inconsciência dos que jazem no pó da terra, e fazem a comparação entre os seres humanos e os animais, que na morte seriam iguais, segundos palavras do sábio Salomão: Eclesiastes 3:19-21; 9:5 e 6; Salmo 146:3 e 4.
2o.Embora na morte homens e animais se comparem, há a promessa de que “vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão, os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28 e 29). Todos ressuscitarão, pois, para comparecer perante o divino tribunal.
3o. Os que admitem a imortalidade da alma passam por alto geralmente o aspecto cristocêntrico do ensino da imortalidade condicional. Pois se o dom da imortalidade será concedido a alguns, é porque estes atenderam ao chamado do evangelho de Cristo. Foram atraídos pela mensagem da cruz, onde Cristo morreu para pagar o preço de seus pecados. Mas ao terceiro dia ressuscitou para ser o penhor de quantos hão de ressurgir para a vida eterna. Em Cristo, pois, concentram-se nossas esperanças quanto à posse da vida eterna. 1 Coríntios 15:16-18; João 11:11-14. “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (I João 5:12).
4o. Do ponto de vista da lógica, o pensamento bíblico parecerá muito mais coerente. De que valeria uma ressurreição final para atribuição de salvação e condenação, sendo que, segundo a crença na imortalidade da alma, os justos já estariam no gozo das bem-aventurança celestiais (teriam partido para a “glória”, na morte) e os ímpios já estariam no inferno ou purgatório? Em outras palavras, todos os casos já teriam sido decididos com o próprio fim da existência de cada um e não haveria necessidade de ressurreição e juízo finais.
5o.. Segundo a Bíblia, os ímpios após receberem o veredito divino, serão exterminados sobre a própria terra (Apocalipse 20:7 a 9 e 14, cf. 21:1, 2). Haverá, assim, uma “solução final” para o problema do pecado sem um prévio “campo de concentração” de fogo e enxofre pois em parte alguma, na descrição do “lago de fogo” é dito que este se transfira para alguma parte do universo enquanto queima em tormentos os ímpios. A angústia e o sofrimento não serão eternizados e os seres humanos não terão uma pena injusta, desproporcional à culpa.
6o. A Bíblia mostra que Satanás e seus seguidores serão finalmente desarraigados de sobre a Terra (Malaquias 4:1-3; Romanos 6:23; Ezequiel 28:13-19). Será um ato de misericórdia final de Deus-a união de Seu amor e justiça.
7o.O entendimento da imortalidade condicional representa, sem dúvida, o melhor antídoto contra a crescente influência do espiritismo, Nova Era, além de destruir as bases de doutrinas erradas como o purgatório, batismo pelos mortos e intercessão dos santos de algumas religiões que se intitulam cristãs.
Finalmente, pelos depoimentos anteriores, percebe-se que a linha dos que aceitam a colocação bíblica de imortalidade condicional, é mais constante, mais forte e mais ilustre do que se tenha, talvez, percebido. Os nomes desses homens têm adornado o púlpito da igreja cristã e têm merecido a confiança e respeito de seus colegas, do passado e do presente.Prof. Azenilto G. Brito










A “Imortalidade” da Alma

Arcipreste George Florovsky
Tradução: Rev. Pedro Oliveira Junior.








Uma Evidente Desvantagem do Conceito de "Morrer e Ir Pro Céu"
Imaginemos um dedicado pai de família cristão que se empenha para manter os filhos nos caminhos do Senhor, tendo deixado um exemplo de fidelidade aos ensinos e práticas da Igreja, e assiduidade em assistir a seus cultos. Infelizmente, morre ainda relativamente jovem, e vai para o céu com sua "alma imortal". Daí, fica por lá esperando que tanto os filhos quanto a esposa terminem por aparecer por lá algumas décadas depois.

Contudo, passa o tempo, e. . . nada. Digamos que a esposa, viúva, casa-se com outro homem (o que é de seu pleno direito), mas este é um crente frouxo e termina se desviando da fé e a levando junto, bem como deixando uma má influência sobre os jovens filhos. Estes terminam saindo da Igreja, envolvendo-se com drogas e crimes (fatos que não são tão raros assim), enfim, perdendo-se totalmente nos caminhos da tentação.

Daí, o pobre homem, lá nos páramos da glória, chega à triste conclusão de que após uma passagem de tempo em que naturalmente deveriam todos ter falecido e a ele se unido ali, mas isso não ocorrendo é porque não se salvaram, e estão, ao contrário, torrando no inferno de fogo eterno, em torturas colossais, assim condenados por toda a eternidade.

Como pode ter paz e alegria celestiais um homem sob tais condições?!

Muito mais lógico é entender que TODOS juntos herdarão o Reino "naquele dia", como diz Paulo ao expressar sua esperança de receber no porvir a coroa da glória eterna:

    6 Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida está próximo.
    7 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
    8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. -- 2 Tim. 4.
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