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Dom de Linguas. Linguas extáticas, estranhas ou novos idiomas?

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Dom de Linguas. Linguas extáticas, estranhas ou novos idiomas?

Mensagem por exegético em Ter Jan 12, 2010 7:32 pm

Muitos cristãos sinceros acreditam que o Dom de Linguas é falar em estado de transe(extático) uma Lingua desconhecida da humanidade.No entanto desde a primeira referencia que o Novo Testamento faz sobre o Dom de Linguas,já fica evidente que se trata de Linguas das Nações.Confira no texto Bíblico:
Marcos 16:15 E disse-lhes: IDE por TODO O MUNDO e pregai o evangelho a TODA CRIATURA.
Marcos 16:16 Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.
Marcos 16:17 Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; FALARÃO NOVAS LINGUAS...
Podemos extrair do contexto dessa passagem Bíblica , pelo menos 5 razões pelas quais concluimos que o Dom de Linguas aí é Idioma das Nações e não uma Lingua extática.Razão 1: o contexto anterior da promessa do falar novas linguas é o IDE por TODO O MUNDO pregando o evangélho;logo o Dom de Linguas está ligado a pregação mundial do evangélho. Razão 2: no texto Bíblico Grego o termo GLOSSA traduzido como linguas,Significa de acordo com os dicionário de Grego Bíblico,"idioma ou dialéto falado por um povo ou nação" se fosse uma lingua mística com palavras soltas e repetitivas o vocábulo Grego para esse fenômeno seria BARTOLOGUEO e não GLOSSA, o único lugar na Biblia que aparece Bartologueo é em Mateus 6:7 onde Cristo diz: e, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. VÃS REPETIÇÕES é a tradução de BARTOLOGUEO do texto GREGO . Na verdade os pagãos(GENTIOS),foram os primeiros a invocar e adorar seus deuses através de orações extáticas pronunciando frases repetitivas como uma espécie de mantra e muitas vezes em transe(veja Isaias8:18-12). Eusébio de Cesaréia comenta em seu livro:Historia Eclesiastica que essa lingua extática adentrou a liturgia Cristã em meados do sec II com o herege Montano mas logo foi combatida pelos pais eclesiástcos .Essa Lingua extática ressurgiu no seio Cristão nos últimos anos através dos modernos movimentos pentecostal e carismático. Cristo desaconselhou a oração repetitiva e sem consciencia do que está dizendo.Em todo o Testamento Grego quando se aborda o dom de linguas,o termo para linguas é sempre GLOSSA exceto em Atos 2 que é DIALÉCTUS,porém tem o mesmo significado de GLOSSA, IDIOMA dum povo ou Nação,e nunca,Lingua desconhecida das Nações.
Razão 3: Tanto na passagem em questão como todas as outras do Novo Testamento se referem ao dom de linguas colocando o termo linguas sempre no PLURAL e não no SINGULAR ,é sempre LINGUAS e não lingua, variedade de linguas e não UMA lingua mística singular,ou dos Anjos.
E a razão 4 é que o termo Grego para "NOVAS" é KAINÓS e não NEÓS. Se fosse NOVAS LINGUAS, no sentido de uma NOVA LINGUA que passaria a existir na Terra o termo para NOVAS aí teria de ser NEÓS que tem o sentido de INÉDITO.Mas CRISTO quis dizer que a Lingua era somente NOVA para AQUELE que passaria a falá-la e não para a humanidade,por isso o termo usado foi KAINÓS, que é o vocábulo exáto para expor que apesar de se tratar de linguas ja existente entre as nações eram novas para os Discípulos que passariam a conhece-las e e falá-las.
Razão 5; essa promessa de Falar Novas Linguas se cumpriu em Atos 2,onde o contexto Bíblico alí diz que estavam em Jerusalém pessoas vindas de varias Nações para comemorar o Pentecostes e então os Discípulos cada um recebeu do Espirito Santo o conhecimentos das Linguas que o Espirito queria que conhecesse(ver Atos2:4) E cada um pregou para as Nações das respectivas linguas que tinham aprendido do Espirito,e todas elas, ouviram a mensagém em sua Lingua(ver Atos2:5-8).
A Didaquê Siríaca,um dos mais antigos documento da Historia da igreja primitiva comenta em sua parte introdutória o relato de Atos 2, e diz que os Dicíspulos aprenderam do Espirito, linguas de outras nações e nunca mais as esqueceram.E foram para as Nações que falavam as linguas que aprederam e pregaram o evangelho para elas.A Didaquê chega a mencionar uma das linguas que Pedro teria aprendido do Espirito Santo ( a lingua Persa) ,Veja mais sobre esse assunto na parte introdutória da Diaquê Siríaca
Por tanto,conclue se que NOVAS LINGUAS, não é uma lingua falada em transe onde o crente estaria "possivelmente" sobre o dominio do Espirito que fala pela boca dele palavras desconhecidas da humanidade; PORÉM NOVAS LINGUAS , são linguas das nações que os crentes aprederiam sem ir a escola ,más, por milagre do Espírito, e dessa forma cumpriram de maneira extraordinária a missão de pregar o evangelho a toda as Nações
Autor; Exegético (almeida_responde@hotmail.com)

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Dom de Linguas em 1Coríntios 14. Linguas extáticas?

Mensagem por exegético em Ter Jan 19, 2010 8:26 pm

A terminologia "Linguas extáticas" quer dizer:Linguas faladas em êxtase.
na verdade existe muitas variantes dentro da escola de interpretação do Dom de Linguas como sendo de Linguas extáticas veja algumas:
-O Espírito Santo fala pela boca do crente a lingua dos anjos.
-O Espirito Santo fala pela boca do crente a lingua de um país distante.
-O Espírito Santo fala ao ouvido do crente e o espírito do crente expressa a mensagém em lingua estranha desconhecida da humanidade.
Apesar da particularidade em determinados elementos na abordagém de cada um desses segmentos de interpretação do Dom de Lingua em 1Cor 14;Há dois fatores que todos eles concordam em relação ao falar em linguas:
1-Ao falar em Linguas, as palavras saem inconscientemente.(êxtase)
o crente até tem o poder de buscar o falar ou de interromper o falar, mas está fora de seu controle escolher as palavras que vão sair de sua boca.
2-aquele que fala em Linguas não entende o que ele diz, a não ser quando há Interpretação.
Más uma análise cuidadosa de 1Cor 14, não aprova as interpretações acima;ao contrário, nos revela que o genuíno Dom de Linguas era receber do Espirito o conhecimentos de outros idiomas e passá a falá-los naturalmente não em êxtase.
Diferentemente do conceito de Linguas extáticas,em Corintios 14 aquele que falava em Linguas entendia o que ele estava dizendo,veja:
14:4 "O que fala em língua edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja."
Aí díz que o que falava em linguas era edificado, e no contexto desse capítulo edificar é enteder veja o verso 5:
"5 Ora, quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis, pois quem profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a não ser que haja interpretação para que a igreja receba edificação.
Logo,era a igreja que não entendia,por isso dependia da tradução, para que houvesse a edificação da Igreja."
O verso 17 também diz claramente que o ouvinte e não o que falava é que não era edificado:
"17 Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado."

é verdade que no verso 14 vamos encontrar uma aparente contradição com o que vimos até aqui:
"14 Porque se eu orar em língua, o meu espírito ora, sim, mas a minha mente fica sem fruto"
A correta interpretação desse verso e que o coloca em harmonia com o que já está claro acima é a seguinte: espírito no contexto desse capítulo é uma referencia aos sentimentos e emoção e mente é referencia a razão e o racional,
os crentes em Corintios falavam em outras linguas em espirito apenas, que era: pela emoção e satisfação sem se preocuparem se os ouvintes iriam entender ou não tais linguas.E a mente ficava sem fruto tem a ver justamente com a não compreensão das outras pessoas em relação ao que estava sendo dito.
A mente como ja disse está ligada a parte racional do culto;a oração tinha uma mensagém para os ouvintes mas essa mensagém não colheu fruto.Pois ninguém a entendeu. Eu gosto muito de lingua inglesa,e se eu fizer uma oração em minha Igreja falando em Ingles,eu serei edificado e meu espirito orará de fato(sentirei satisfação) mas a minha mente ficará sem frutos,a parte racional,a mensagém que havia na oração não produzirá fruto,porque ninguem a entendeu.
veja os proximos versos onde Paulo esclarece na mesma abordagém que expús:
15 Que fazer, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.
E no verso 16 ele arremata mostrando que orar no espírito é quando o outro não entende:
16 De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o amém sobre a tua ação de graças aquele que ocupa o lugar de indouto, visto que não sabe o que dizes?
17 Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado.

Más veja que disse que o outro não era edificado e não ele.porque era o outro que não entendia.
por isso o verso 13 por mais que pareça não quer dizer que o que ora em linguas não entende o que diz:
"13 Por isso, o que fala em língua, ore para que a possa interpretar."
Aqui se refere a alguem que veio de nação distante e tinha recebido o conhecimento de linguas de paises vizinhos de sua nação de origém, e então queria exibir seu dom na igreja de corinto,mesmo não havendo ninguem que o traduzisse e não podia traduzir por não conhecer a lingua local.Más ele entendia o que estava dizendo.Porém havia necessidade de um intéprete por ele não conhecer a lingua local.
Por último o que acaba de vez com a crença de que o dom de linguas ´seria o Espírito Santo falando na boca da Pessoa ou a influencia Dele levando a pessoa ao transe e passando a falar palavras ininteligiveis é que se for assim então o Espírito Santo comete erros e Paulo corrige o Espirito Santo veja:

"9 Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar.
28 Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus."
perceba que Paulo nesse capítulo está corrigindo o mau uso da habilidade de falar outras linguas.Que na teologia carismática e pentecostal fatalmente o Espírito Santo estaria promovendo esse mau uso sendo no mínimo o combustível.
Alguem para tentar tirar a culpa do Espirito interpretou erradamente esse verso:
32 pois os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas;
primeiro,que espírito aí está no plural(Não é o Espírito Santo)
Más também o erro dessa tentativa de esclarecer provocou uma blasfêmia ainda maior:Dizer que podemos controlar o Espírito Santo e submetê-lo a nossa vontada até para fazer algo inconviniente...
nesse verso está falando exatamente que o exercicio do falar em Lingua é algo natural do crente e não sobrenatural, e tb o momento do profeta entregar a profecia.Pois os profetas depois de uma visão que tinham,todas queria expor o que viram ao mesmo tempo para a Igreja por isso paulo pede para controlarem seus impusos emotivos e falar um de cada vez.

Concluindo ,o Dom de Linguas em Corinto é o mesmo de Atos ,porem sendo mau usado e paulo colocou a forma certa de exercer o dom.

Na Didaquê siríaca comenta na parte introdutoria que os Dícipulos aprenderam do Espírito Santo, linguas de Diversasnações que eles jamais esqueceram e então eles foram a essas nações pregar o evangelho.
O que o Espírito Santo faz é colocar uma vez na mente do crente o conhecimento de outra lingua e ele nunca mais esquece....essa nova lingua passava a ser algo natural dele como se fosse sua propria lingua.A unica diferença dom dom de linguas com as linguas na torre de Babel.É que em babel Deus trocou a lingua materna por outra, e no caso do dom de linguas Deus das a pessoa o conhecimento de outras linguas além da dela. é assim que a gente entende que o crente falava em outra lingua em corinto de forma errada...

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Re: Dom de Linguas. Linguas extáticas, estranhas ou novos idiomas?

Mensagem por Eduardo em Sab Abr 02, 2011 10:11 pm

Atendendo ao pedido de um amigo, estou colocando hoje um resumo sobre o estudo referente ao DOM DE LÍNGUAS.

Uma análise mais aprofundada sobre a "evidência" do batismo com o Espírito Santo deixa claro que não há UM SINAL específico, único, que simbolize tal batismo.

O grande e verdadeiro SINAL é a vida transformada (cf. Gál. 5:22-23).

Relatos de recebimento do Espírito Santo, sem a menção de que falaram em línguas

Há 9 passagens no livro de Atos que tratam sobre pessoas “cheias” do Espírito Santo, mas nenhuma delas fala do dom de línguas:
4:8 - Pedro perante o Sinédrio
4:31 - Igreja em oração pela libertação de Pedro
6:3 - Escolha dos diáconos
6:5 - Descrição de Estêvão
7:55 - Estêvão perante os líderes judaicos
9:17 - Imposição de mãos sobre Paulo
11:24- Descrição de Barnabé
13.9 - Paulo perante Elimas
13:52- Relato sobre os discípulos

O sinal do batismo no Espírito Santo

No Novo Testamento, a evidência do recebimento do Espírito não reside no fenômeno extático exterior, passível de enganosa imitação, mas na conversão do homem a Jesus Cristo, com seus respectivos frutos (Gálatas 5:22-26).

Quando ocorreu o dom de línguas no NT ele era como um sinal dentre outros. Este dom não veio como conseqüência de uma busca determinada, mas como surpresa (Atos 10:45). O dom não era esperado, exigido nem procurado, como fazem os pentecostais hoje.

Nosso máximo exemplo – Jesus – em nenhum momento do Seu ministério falou em “línguas estranhas” para provar que era cheio do Espírito.

O verdadeiro “sinal” da plenitude do Espírito na vida do crente é:
Atos 2:42-47; 4:32-37 - Desprendimento, amor, comunhão, zelo pela obra do Senhor.
Romanos 5:5-6 - Amor a Deus e a Seus filhos
1João 5:2-3 - Obediência

O DOM DE LÍNGUAS E SUA NATUREZA

ATOS 2
O Espírito Santo foi derramado no Pentecoste, e não antes, porque o ministério do Espírito não havia ainda sido iniciado (João 7:39; Atos 2:33). O ministério do Espírito só iniciou após a glorificação de Jesus como Vencedor sobre a morte.

Pedro estava naquela ocasião em um momento especial para a disseminação do Evangelho. Estavam em Jerusalém milhares de judeus vindos de diversas partes do mundo (v. 5), e aquela seria a ocasião propicia para falar de Jesus para eles. Mas como isso ocorreria, uma vez que eles falavam diferentes idiomas (vv. 6-11)?

Deus, então, dotou o apóstolo da capacidade sobrenatural de pregar o evangelho de uma maneira que todos os diferentes grupos linguísticos compreendessem e pudessem aceitar a mensagem. E foi o que aconteceu.

Pedro pregou e cada pessoa ali presente o ouviu falar em sua própria língua, ou seja, o dom concedido em Atos 2 não foi uma “língua estranha” ou “língua dos anjos”, incompreensível. Mas foi, sim, a capacidade de falar no idioma da pessoa que estava necessitando da mensagem de salvação. E qual foi o resultado? Veja no verso 41.

ATOS 10
Deus já havia concedido a Pedro uma revelação sobre o preconceito religioso que ainda estava presente no coração dos judeus, inclusive dele próprio (Atos 10:9-16, 28).

Após receber a visita de pessoas enviadas por Cornélio, Pedro vai ter com ele, porém leva “alguns irmãos”, para servirem de testemunha da conversão do militar gentio (v. 23).
Ao chegarem lá, Pedro compreende o significado da visão sobre o lençol, pois ele percebeu que a mensagem do evangelho deveria alcançar todas as pessoas, de todas as nações, independentemente de raças (vv. 28 e 34).

Após Pedro pregar sobre Jesus e confirmar a conversão do centurião, o Espírito desce sobre os que ouviam o apóstolo, deixando os discípulos judeus “admirados” (v. 44-45), pois viam Cornélio e outros falando em línguas, “engrandecendo a Deus” (v. 46). Imediatamente eles reconheceram que ali estavam pessoas féis a Deus, e concluíram a festa com o batismo de Cornélio nas águas.

O dom de línguas aqui serviu para quebrar o preconceito que os judeus tinham sobre a aceitação de gentios no Reino de Deus. Tanto é assim, que a Igreja da Judéia ficou querendo mais informações sobre o ocorrido (Atos 11:1-18), e Pedro teve a oportunidade de testemunhar do que ele havia visto com seus próprios olhos.

Como militar romano, Cornélio também poderia usar o dom de falar em outros idiomas para difundir a mensagem do evangelho em suas viagens pelo Império.

ATOS 19
Paulo faz um breve questionamento aos discípulos que encontrou em Éfeso, e percebe que eles receberam um batismo “pobre”, pois não possuíam nenhum conhecimento sobre o Espírito Santo (Atos 19:1-3).

Paulo os orienta, acrescentando o ensino verdadeiro sobre a salvação em Jesus Cristo, e eles recebem o batismo no Espírito Santo, com a manifestação do dom de falar em línguas (v. 6).

Assim como no caso de Cornélio, o dom serviu para ajudar aqueles discípulos a pregarem o Evangelho naquela cidade, conhecida pela importância do seu porto, e pela grande passagem de pessoas de todas as regiões, e de outras nações também.

Foram então batizados em nome de Jesus; e impondo-lhes Paulo as mãos, receberam também o batismo no Espírito Santo que os capacitou a falar as línguas de outras nações, e a profetizarem”. - Atos dos Apóstolos, p. 283.

1 CORÍNTIOS 14
Em Coríntios, a língua não era “estranha”, mas um dom legítimo que precisava ser orientado.

O que é um dom espiritual? - Capacitação natural, dada por Deus aos salvos, para um objetivo útil da Igreja.
O que é um talento? - Capacitação natural, recebida por herança ou adquirida por treinamento, podendo ser usado dentro ou fora da Igreja.

Os dons SEMPRE são concedidos pelo Espírito com um fim “proveitoso” para a Igreja (1Co 12:7; 1Co 14:12, 19). Portanto, o objetivo principal da concessão do dom é EDIFICAR, INSTRUIR e ORIENTAR a Igreja de Deus (Efésios 4:11-13).

No caso do dom de línguas, a condição para que ele seja útil é que possa ser COMPREENDIDO (1Co 14:6-11). Para a evangelização e edificação é necessário que os “sons” sejam compreensíveis. Isso deixa totalmente de fora as "línguas estranhas" que vemos nos movimentos pentecostais e carismáticos da atualidade.

Como é dito que, embora o que fala em línguas não seja entendido por ninguém, mas é dito que o que fala em outra língua se edifica a si mesmo, e que só pode haver edificação se houver entendimento, conclui-se que o que fala em línguas, fala uma língua estrangeira, porque os que falam as “línguas estranhas” atuais dizem sempre que não sabem o que estão falando. Já que o que fala se edifica (1Co 14:1-4), e portanto entende o que fala, então ele certamente fala em um idioma estrangeiro.

O que ocorre em 1Co 14 é o mesmo dom de Atos 2. O que estava havendo de errado era a desordem com que acontecia o dom, e a irreverência que isto causava ao culto. Por isso Paulo orienta a organização do dom (vv. 26-33, 39-40).

Os pentecostais dizem que o dom de línguas é uma “prova” perante a igreja de que determinado irmão foi “batizado” com o Espírito Santo. Neste caso, o dom seria um sinal para os crentes, o que está totalmente em desarmonia com o que Paulo afirma no verso 22.

Paulo também estava interessado em desvincular o culto cristão com o culto à deusa Cibele, que era realizado em Corinto, e que era caracterizado por grandes demonstrações de êxtase e transes.

ESTUDO DO TERMO GREGO USADO PARA “LÍNGUAS”

O estudo de uma palavra no seu original bíblico pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas.
A palavra grega utilizada para “línguas” é GLOSSA (de onde vem glossário, glossolalia, etc.). Em inúmeras passagens do Novo Testamento, esta palavra (ou suas variações) SEMPRE está vinculada ao idioma falado pelas pessoas e nações.

Vejamos alguns dos versículos onde esta palavra ocorre:


Lucas 1:64; Atos 10:46; 1Ped. 3:10
; Atos 2:26; Atos 19:6; Apoc. 13:7;
Rom. 14:11; Rom. 3:13; Apoc. 14:6; 16:10; Filip. 2:11; 1Cor. 12:10, 28, 30; 1Jo 3:18; Tiago 3:5-6; 1Cor. 13:1; Marcos 7:33, 35; Atos 2:3-4; 1Cor. 14:5-6; 1Cor. 14:9; 1Cor. 13:8; 1Cor. 14:18, 23, 39; Apoc. 5:9; 1Cor. 14:22; Apoc. 10:11; Apoc. 7:9; 11:9; Apoc. 17:15; Lucas 16:24; Atos 2:4, 11; Marcos 16:17; 1Cor. 14:2, 4, 13-14, 19, 26-27; Tiago 1:26; 3:8.

Observe, especialmente, os que estão em destaque.

Não restam dúvidas, CONFORME O TEXTO BÍBLICO, de que o dom de línguas é uma manifestação sobrenatural para o crente falar em OUTRO IDIOMA ESTRANGEIRO, diferente do seu, para o qual ele não teve qualquer treinamento, com o ÚNICO objetivo de fazer avançar a pregação do evangelho, levando a Igreja de Deus a ser edificada e reconhecida.

Portanto, o dom bíblico não tem NADA parecido com as manifestações emocionais e confusas que são observadas nas Igrejas Pentecostais de nossos dias.


Para quem deseja se aprofundar no assunto, sugiro a leitura do excelente livro do prof. Vanderlei Dorneles, Cristãos em busca do êxtase, publicado pela editora do UNASP.

Dê, também, uma lida nos seguintes materiais:

- Contraste entre o Pentecostalismo e os Pais da Igreja (Revista Kerigma - UNASP)

- O Dom de Línguas em Corinto (Revista Kerigma - UNASP)

Os Adventistas crêem na existência de TODOS os dons espirituais mencionados nas Escrituras, e crêem que o Espírito Santo nos dotará deles, na medida em que sua necessidade seja manifesta.
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Re: Dom de Linguas. Linguas extáticas, estranhas ou novos idiomas?

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