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Havia escolas em Israel?

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27022010

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Havia escolas em Israel?




Educação Superior

PERGUNTA: Havia escolas em Israel?

Por Angel Manuel Rodríguez

Muitos especialistas creem que as escolas começaram a aparecer em Israel, depois do exílio de Judá. Outros argumentam que havia escolas antes do exílio. A razão dessa discrepância é que os dados bíblicos sobre o assunto não são claros. Somos forçados a lidar com inferências e provas circunstanciais. Vamos começar com uma descrição geral das escolas do antigo Oriente Próximo e, em seguida, faremos um breve exame das evidências bíblicas.

1. Escolas no Antigo Oriente Próximo: Iniciemos com o que é aceito como fato histórico: havia escolas na Mesopotâmia e Egito muito antes de Israel. Alguém pode facilmente argumentar que Moisés frequentou escolas. Sugere-se que,

no Egito, havia templo, corte e escolas militares para a formação técnica e profissional dos que iriam trabalhar nessas áreas. Grande ênfase era dada ao aprendizado da escrita, tarefa de muitos anos, devido à complexidade dos hieróglifos egípcios. Os que frequentavam escolas eram principalmente crianças do sexo masculino, da classe alta egípcia. As filhas do Faraó frequentavam algumas escolas.

O sistema escolar da Mesopotâmia surgiu por volta de 2500 a.C. para alunos de famílias ricas. Enquanto algumas evidências indicam que, no Egito, as aulas eram ministradas dentro dos prédios,

na Mesopotâmia o quintal era o principal lugar. Os alunos sentavam-se em pedaços de tecidos espalhados pelo chão, com pequenos montes de areia em frente de cada um, para a prática da escrita. Eram necessários vários anos para aprender as centenas de sinais da escrita sumeriana e acadiana. As escolas formavam os que trabalhavam no templo, jovens para trabalhar na corte real e líderes militares. Eles aprendiam línguas, música, adivinhação, matemática, álgebra, astrologia e outros assuntos relacionados com o bem-estar do país.

2. Escolas em Israel:A educação das crianças em Israel repousava essencialmente sobre os pais. Eles eram os responsáveis pela instrução religiosa básica (e.g., Dt 6:4-9, 20-25). A educação profissional era de responsabilidade do pai, que ensinava ao filho a sua profissão. Uma vez que o alfabeto hebraico consistia em 22 consoantes, era relativamente fácil ensinar e aprender a ler e a escrever. Isso sugere que o analfabetismo era pouco menor em Israel do que no Egito e na Mesopotâmia (cf. Js 18:9; Dt 24:1). Os acrósticos eram usados para facilitar a memorização do alfabeto. O poema da mulher virtuosa (Pv 31:10-21)é um acróstico e contém as habilidades básicas esperadas de uma mulher israelita, que incluíam o projeto, decoração e administração da casa, horticultura, tecelagem e a criação dos filhos. A menina poderia ser instruída tanto em casa como na escola.

Alguns argumentos apoiam a existência de escolas em Israel. Primeiro: o fato de as escolas serem comuns em 
outras nações no antigo Oriente Próximo. Segundo: havia a necessidade de instruir os levitas e sacerdotes nos assuntos relacionados ao Templo, tais como os tipos de sacrifícios (Lv 1–5), diferenças entre o que era limpo e imundo (Lv 15), rituais (e.g., Lv 16), festivais (Lev. 23), etc. Terceiro: os jovens necessitavam de formação para trabalhar em funções administrativas e como conselheiros para os reis. Essas funções requeriam não apenas alfabetização, mas também o aprendizado de línguas estrangeiras, criação de estratégias militares, fabricação de armas, treinamento para usá-las, etc. Quarto: Havia uma necessidade constante de escribas para servir o povo em geral e, também, para trabalhar para o rei na confecção de documentos oficiais, relatórios, crônicas do reino e preservação dos livros que encontramos na Bíblia. Essas escolas deviam testificar a religião e as necessidades administrativas do povo e do palácio. As chamadas “escolas de profetas” muito provavelmente existiam para tal propósito (cf. 2 Reis 2:3; 6:1).

3. Deus como Professor:Havia uma forte convicção, no país, de que o verdadeiro professor de Israel era o Senhor (Is 2:3). Nesse caso, cada professor era um instrumento de Deus na formação do caráter dos alunos e no desenvolvimento do conhecimento e das habilidades que necessitavam para servir ao Senhor, ao povo e ao reino.

Será que não devemos esperar que o Senhor ensine nossos jovens por meio de professores dedicados e consagrados? Claro que sim!

Angel Rodríguez é diretor do Instituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral.


"Conforme aquele caminho que chamam SEITA, assim sirvo
ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto esta escrito na LEI
e nos PROFETAS"
(Atos 24:14 ) - Paulo, o apostolo dos gentios
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