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Daniel 9: Fazendo o melhor pelos outros e o Jesus pouco divulgado

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17072011

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Daniel 9: Fazendo o melhor pelos outros e o Jesus pouco divulgado







Daniel 9 (parte 1): Fazendo o melhor pelos outros


De mãos dadas com a mulher, o homem negro avança com nobreza até a saída da penitenciária. A imprensa e o povo se espremem na tentativa de vê-lo, acenando entre sorrisos confiantes. Os quase trinta anos de detenção não amenizaram as marcas de intrepidez no rosto de alguém que lutou pelo povo – uma luta pelo direito de voz e voto, de liberdade e cidadania, de justiça e igualdade para o homem negro. Era o fim do apartheid, regime que segregava desumanamente na África do Sul as pessoas de acordo com sua etnia. As pressões internacionais aliadas às revoltas populares consolidaram a libertação de um dos maiores vultos do século 20: Nelson Mandela.

Ao longo da História, poucos homens abraçaram causas humanitárias com tanto destemor e abnegação como Mandela. Isso porque é natural a todos nós buscar aquilo que é de nosso interesse, ao invés da procura por interesses alheios. Por esse fator, a vida dos heróis que lutaram por seus países, povos ou grupos sociais nos emociona tanto.

Semelhante em disposição a Mandela, um estadista hebreu abriu mão de seus interesses com o objetivo de priorizar seu povo. Os judeus sofriam em exílio, inseridos em uma realidade mais atroz do que a enfrentada por homens e mulheres negros contemporâneos de Nelson Mandela. Tendo servido na corte desde a época de Nabucodonosor, o profeta Daniel permanecia na política, mesmo após a substituição da dominação babilônica pelo comando do Império Medo-Persa. Na ótica do mensageiro de Deus, parecia que o cativeiro era interminável. Embora soubesse pelo estudo das profecias de Jeremias (Jr 29:10) que o exílio duraria 70 anos, Daniel se sentia inseguro, uma vez que nada em seu horizonte apontava para o fim do cativeiro.

Uma possibilidade começou a se desenhar na mente daquele estadista experiente: Será que o cativeiro não estava sendo postergado devido aos pecados do povo? Afinal, a própria razão de ser da condição dos judeus, arrastados para um país estrangeiro, tinha explicação na extrema rebeldia nacional, que os levara a rejeitar coletivamente a mensagem divina dada por meio de vários profetas, entre os quais contava-se o próprio Jeremias (2Cr 36:15-21). Se o comportamento rebelde da nação se repetisse, como Deus poderia abençoá-los?

Como você é capaz de notar, Daniel, a quem a Bíblia não atribui nenhum erro específico e que sempre procurou manter conduta exemplar, tinha motivos suficientes para criticar a postura de seus compatriotas. Aliás, não é assim que agimos ao perceber erros na forma como a liderança da igreja atua? Não criticamos os organizadores quando o culto jovem fica aquém do esperado? Numa geração marcadamente influenciada pelo padrão de qualidade das emissoras de televisão, a exigência é constante. Temos uma percepção mais crítica em relação às atividades da igreja. Mas não para por aí. Tendemos a criticar indivíduos por suas deficiências e fracassos. Esse espírito corrosivo, invariavelmente, volta-se contra nós mesmos, agindo como um ácido sobre a espiritualidade – já que a crítica aos que nos rodeiam tira o foco de nós mesmos, deixamos de enxergar a “trave” de nosso olho enquanto reparamos no cisco que invade a retina do próximo (Lc 6:42)…

Daniel, felizmente, tinha outra mentalidade; ele resolveu orar por seu povo. Não foi uma corriqueira oração antes do almoço – Daniel realmente orou! Ele jejuou e deixou de usar as finas roupas da realeza, passando a se cobrir com um tecido áspero, além de jogar terra sobre a própria cabeça, em sinal de humilhação na presença do Senhor (Dn 9:3).

Por favor, não deixe esta cena passar despercebida: Daniel intercede pelo seu povo. Em sua oração, não há discriminação entre ele e Israel como um todo; os pecados são confessados em nome de um “nós” que engloba indistintamente Daniel e toda a comunidade da qual ele fazia parte. Que autoconceito equilibrado Daniel manifestou! Longe de qualquer sentimento de prepotência ou arrogância, ele se inclui entre aqueles que necessitam de restauração espiritual (Dn 9:4-8).

Simultaneamente, o profeta e estadista revela um senso peculiar de dependência divina. Sua confiança na palavra de Deus confiada a Moisés praticamente dirige o raciocínio dessa comovente oração (Dn 9:11-13).

Quando nossa disposição é orar em lugar de criticar, algumas coisas mudam, primeiramente em termos de suprimento relativo às necessidades que nós temos. Deus nos atende quando vê não egoísmo, mas altruísmo no coração que ora. Afinal, Ele sabe que, ao responder a prece do altruísta, a bênção se multiplicará, porque será repartida com outras pessoas. Não quer você também permitir que o Espírito Santo crie em você o desejo de interceder pelos anelos e urgências de outros? Deus o convida agora para olhar para algo maior do que o seu próprio umbigo – a mão estendida de quem carece do seu melhor.

(Douglas Reis, pastor e professor em Santa Catarina)

Pense e discuta:

1. Cite pelo menos três atitudes que Daniel manifestou ao orar que podem ser aplicadas em sua vida hoje.
2. Que semelhanças você encontra entre Daniel 9:3-19 e Neemias 1:4-11?
3. Só orar não basta! O que você pode fazer de prático para ajudar a outros?
4. Já ouvi testemunhos que começam descrevendo diversas tentativas humanas para resolver determinado problema; havendo todas elas fracassado, a pessoa afirmou que, naquele momento, havia decidido orar. Por que deixamos a oração por último? De que precisamos a fim de priorizar a oração na hora da crise?

Clique aqui para fazer o download do PowerPoint da palestra sobre os capítulos 8 e 9 de Daniel.

Leia também: "Capítulo 8 – A batalha é muito mais antiga"


Daniel 9 (parte 2) – O Jesus pouco divulgado


Em que você pensa quando ouve a palavra “Jesus”? Algumas imagens, sem dúvida, aparecem de forma automática em seu cérebro: um homem ainda jovem estendendo a mão sobre um cego acamado ou alguém submetido a ofensas e maus-tratos até ser pendurado em uma cruz. Conhecemos o Jesus que nasceu de uma virgem e foi acolhido em um estábulo. Ouvimos do Jesus que no início da adolescência impressionou os experts em religião. Estamos familiarizados com poucos pães alimentando grandes públicos, travessias sobre ondas bravias, mortos deixando suas tumbas em rochas e paralíticos que, ao serem curados, pareciam estar em uma aula de aeróbica, de tão eufóricos!

A questão é que, para além de um Jesus atrelado a essas atividades tão bem retratadas nos evangelhos, vemos outro Jesus: aquele que morreu, ressuscitou, ascendeu ao Lar e hoje ministra no santuário celestial. E este aspecto importantíssimo é retratado nas profecias de Daniel. O estudo do magnífico ministério de Cristo em Seu santuário vai exigir mais de nossa atenção, contudo, irá nos presentear com uma compreensão mais clara de Jesus e Sua obra.

Primeiramente, vamos relembrar o que descobrimos no capítulo 8. Além de apresentar os grandes impérios mundiais desde a época de Daniel até o fim, a profecia destaca o poder perseguidor que se colocaria contra Deus e Seu povo – o poder romano. Tal poder perseguidor é retratado em suas duas fases: a Roma dos imperadores e a Roma dos papas. Esta última ganha maior destaque em Daniel 8.

Outro detalhe vale ser mencionado: no capítulo 8, nem tudo recebe explicação. O próprio anjo, que serve de intérprete para Daniel, declara: “A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, preserva a visão, porque se refere a dias ainda muito distantes” (Dn 8:26). Qual parte da profecia deixou de receber esclarecimento? Aquela que se referia a um período específico de tempo, as 2.300 tardes e manhãs (Dn 8:14). Daniel se incomodou bastante por não compreender esse pedaço da visão, a ponto de adoecer (Dn 8:27).

Passam-se os anos, Babilônia é subjugada pela Medo-Pérsia e a situação dos judeus continua a mesma. Talvez isso perturbasse Daniel, conhecedor que era de que o cativeiro de Israel duraria 70 anos (como descobrimos, Daniel era profundo estudioso das profecias de Jeremias). E se a parte não esclarecida da visão (capítulo 8) indicasse uma nova resolução divina, no sentido de prolongar o tempo de cativeiro?

Neste ponto, Daniel é como você e eu, alguém que tinha dúvidas a respeito do cumprimento da vontade de Deus. A saída? Orar! O experiente estadista só poderia pedir ao Senhor para restaurar Sua nação desgarrada. O mais tocante é que o coração do Santo do Universo não fica imune aos rogos de Seus filhos sinceros e, por isso, a oração do profeta cativo em terra estranha teve pronta resposta.

O mesmo anjo responsável por dar a notícia a uma jovem israelita de que ela seria mãe do Salvador da raça humana foi incumbido de socorrer Daniel. O motivo? Deus amava e tinha em alta conta o profeta (Dn 9:21-23). O mesmo tipo de interesse pela alma em dúvida, que se ajoelha em busca de luz, é manifestado pelo Céu em nossos dias.

O anjo didaticamente responde a dúvida de Daniel a respeito da visão. De qual visão estamos falando? A única visão que não fora completamente elucidada, como vimos, é a que acompanhamos no capítulo 8. As “2.300 tardes e manhãs” não receberam uma explicação; sendo assim, voltar para esse assunto era parte da tarefa do anjo Gabriel.

Vale observar que “tardes e manhãs” é o fraseado que na Bíblia descreve o dia judaico – que se inicia ao pôr do sol (à tarde, portanto) e se estende ao poente do dia seguinte (cf. Gn 1). Logo, 2.300 tardes e manhãs são 2.300 dias.

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo” (Dn 9:24). O termo “determinadas” significa, literalmente, que as setenta semanas foram “cortadas”, “separadas” de um período maior. Setenta semanas equivalem a 400 dias, um período menor do que os 2.300 dias. Na verdade, as setenta semanas são uma fatia dos 2.300 dias.

Quando tem início essa profecia? De acordo com a exposição feita por Gabriel, a partir da “saída da ordem para edificar Jerusalém”, que naquele instante histórico estava reduzida a escombros (Dn 9:25 ). Houve pelo menos três decretos permitindo aos judeus o retorno a sua pátria. Somente um deles, o último, nos interessa, pelo seu caráter definitivo que levou à libertação de Israel. Esse decreto, assinado por Artaxerxes, em 457 a.C., se acha registrado em Esdras 6:6-12.

Temos de aplicar o princípio dia/ano que usamos para compreender o capítulo 7. O uso dessa ferramenta nos levará a entender que as 70 semanas ou 490 dias equivalem a 490 anos literais. Esse período começa em 457 a.C. e termina em 27 d.C. (isso porque não existe o ano-zero; o ano 1 a.C. é seguido pelo ano 1 d.C.). Qual a finalidade desse tempo especial predito por Daniel? Os 490 anos servem como uma oportunidade para que os judeus, como povo, deixassem de pecar, tivessem suas faltas removidas, experimentassem a justiça eterna e o santuário celestial fosse ungido, como uma forma de inauguração (Dn 9:24).

Para entender como isso iria acontecer na prática, temos que nos voltar para a última semana (de 27 a 34 d.C.). Nos últimos sete anos, viria o Ungido, ou seja, Jesus estaria capacitado para a Sua missão como Salvador. Sabemos que antes de começar Seu ministério efetivamente, Jesus foi batizado por João Batista (Mt 3:13-17). O batismo foi Sua unção. O que viria a seguir?

“Ele [o Unido, Jesus] fará firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana [o que equivale a três anos e meio] fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares […]” (Dn 9:27). O ministério de Jesus durou três anos e meio, exatamente como Daniel predisse! Ao fim desse tempo, Jesus foi sacrificado na cruz, anulando a lei cerimonial judaica, que servia apenas como um símbolo de Sua vinda. Cordeiros não precisavam mais ser mortos, porque o Cordeiro de Deus finalmente chegara (Jo 1:29).

Se Jesus começou Seu ministério em 27 d.C. e morreu três anos e meio depois, estamos no ano 31 d.C. Mas ainda haveria outros três anos e meio equivalentes à segunda metade da última semana. Só daí acabaria a oportunidade que Deus dera aos judeus.

De fato, a oportunidade passou sem ser aproveitada. No ano 34 d.C., os judeus marcaram sua recusa ao plano de Deus, condenando o diácono Estêvão (At 7) e iniciando uma perseguição que dispersou os cristãos de Jerusalém. Com isso, os seguidores de Cristo passaram a compartilhar as boas-novas em outras terras.

As 70 semanas apontam para o amor incondicional de Deus, e também mostram a ingratidão e descaso humano diante das oportunidades da graça.

Como foi falado, as 70 semanas (ou 490 anos) são uma “fatia” dos 2.300 anos. Levando-se em conta que os 490 anos terminam em 34 d.C., temos que continuar a partir dessa data para contabilizar a última parte da profecia. Dos 2.300 anos, descontando 490 (que se aplicam aos judeus especialmente), sobram 1.810 anos. Contando de onde paramos, chegamos à data de 1844. O que aconteceria, portanto, em 1844? “Até duas mil trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado” (Dn 8:44).

Em 22 de outubro de 1844,* Jesus iniciou Sua obra no santuário celestial, “que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb 8:2). O santuário celeste, que serviu de modelo para Moisés construir o tabernáculo do deserto (Hb 8:5), agora serviria de palco para uma nova fase da obra de Jesus. Graças a essa nova obra, você pode se aproximar de Deus. Atenda ao convite inspirado: “Acheguemos-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.”

(Douglas Reis é pastor, escritor e capelão em Santa Catarina)

Pense e discuta:

1. Revise os cálculos dos 2.300 anos e das 70 semanas e faça o seu próprio gráfico da profecia.
2. Que benefícios a obra de Jesus no santuário celeste traz para a sua vida cristã?
3. A ideia de um Juízo antes da volta de Jesus o assusta? Como podemos encarar o juízo de forma positiva?

(*) A data 22 de outubro corresponde à comemoração do dia da expiação judeu no ano de 1844. Levando-se em conta que o dia da expiação, quando o sumo sacerdote comparecia ao compartimento Santíssimo do templo, é símbolo do juízo antes da volta de Jesus, não restam dúvidas de que o início da última obra de intercessão realizada pelo Salvador ocorreu no mesmo dia que a festa que a prefigurava. Um grupo de judeus rígidos, chamados caraítas, chegou à data de 22 de outubro para o acontecimento do dia da expiação em 1844 mediante observação rigorosa dos preceitos bíblicos, usando o aparecimento da Lua e da cevada no campo para estabelecer o início dessa festa religiosa. Mesmo os caraítas tendo aberto mão de sua contagem do tempo, aceitando formas não bíblicas de cálculos como os demais judeus, ainda em 1844 eles continuavam com seu calendário a parte. (Para maiores detalhes, ler o artigo “22 de Outubro ou 23 de Setembro”, de Christian Alvarez, publicado na revista Ministério de julho-agosto de 2008, p. 17-20).

Leia também: Daniel 9 (parte 1): Fazendo o melhor pelos outros”
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Eduardo

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