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“USA: Too Big to Fail”, Grande demais para quebrar

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“USA: Too Big to Fail”, Grande demais para quebrar

Mensagem por Eduardo em Dom Set 18, 2011 11:50 am



Crise nos EUA é risco de colapso mundial

Há poucos dias, os bancos centrais da União Européia, Estados Unidos, Japão, Canadá, Suíça e Austrália injetaram mais de US$ 300 bilhões nos seus sistemas financeiros, a fim de lhes dar liquidez. Tranqüiliza os mercados e evita a fuga massiva de investime

Para perspectivar as coisas há que dizer que a quantidade de dinheiro que os bancos centrais sacrificaram para diminuir a falta de liquidez do sistema financeiro equivale a 35% do produto interno bruto do México, e que as ocasiões anteriores em que se teve que recorrer a medidas idênticas foram em contextos de alarme mundial. A última vez que a Reserva Federal dos Estados Unidos teve que lançar mensagens tranqüilizadoras aos mercados foi depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque e Washington, e antes só o tinha feito em 1987 – depois da chamada “2ª feira negra”, quando a bolsa de valores de Wall Street sofreu a pior queda da sua história –, tal como em 1929, no início da Grande Depressão estadunidense. A gravidade e relevância histórica dos três acontecimentos mencionados faz supor que a recente reação das autoridades financeiras mundiais poderia ser um dos primeiros sobressaltos de uma crise global.

A crise do setor imobiliário estadunidense deu-se inicialmente pela dificuldade das famílias desse país que contraíram créditos hipotecários de alto risco para pagar os seus empréstimos, devido ao incremento das taxas de juro. De acordo com números do The Wall Street Journal, 80% da dívida dos consumidores estadunidenses – mais de US$ 12 bilhões – corresponde a créditos hipotecários. Como conseqüência, muitas das instituições de crédito que financiaram durante anos o boom imobiliário nos Estados Unidos viram-se afetadas: dezenas de empresas de créditos hipotecários encerraram e muitas outras suspenderam totalmente os empréstimos, o que começou a afetar os restantes sectores econômicos do país. É alarmante a asseveração do presidente do banco de investimento estadunidense Bear Stearns, Sam Molinaro, no sentido de que a “atual situação dos mercados foi a pior que viu em 22 anos”. Estas declarações juntamente com a inusual preocupação das autoridades financeiras, parecem obedecer a comportamentos típicos dos grandes capitais no preâmbulo de uma grave crise econômica mundial.

Por outro lado, não deixa de ser preocupante que as autoridade mexicanas subestimem os riscos que a atual situação dos mercados financeiros colocam à economia nacional. Segundo o subsecretário da Fazenda e Crédito Público, Alejandro Werner, “este fenômeno não afetou os mercados domésticos” devido à “solidez da economia mexicana”. No entanto, face à baixa sustentada nas expectativas de crescimento econômico e à queda dos preços do petróleo e das remessas, é lícito supor que o impacto de uma eventual crise mundial no país seria muito mais grave do que as autoridades afirmam. Portanto, é imprescindível que o governo do nosso país comece a atuar com sério senso econômico, deixe de subestimar os sinais da vulnerabilidade da economia mexicana ante um eventual cenário de crise e inicie medidas como a reativação do mercado interno e o fim da contenção salarial, a fim de prevenir a reedição de cenários tão lamentáveis como a crise bancária da passada década que concluiu com o desfalque nacional da Fobaproa. Caso contrário, as conseqüências poderia ser catastróficas para a população.

Editorial do jornal mexicano La Jornada, publicado em 13 de agosto.
Filme documentário de 2011, é centrado na crise financeira de 2008, nos Estados Unidos e seu reflexo na economia mundial. Exibido pelo canal fechado de televisão HBO, retrata situação de pânico em Wall Street e a ação desesperada do secretário do Tesouro, Henry Paulson, ante a falência do Banco Lehman Brothers.

Levando o governo George Bush à emissão de socorro financeiro de mais US$ 1 trilhão para alavancar as dezenas de instituições, da segurada AIG ao conglomerado do Merryl Lynch, a receber aporte de recursos públicos. A especulação financeira do “sub-prime” imobiliário, geradora de riqueza artificial, fragilizou a economia norte-americana. Com reflexo em todo o mundo, particularmente na Europa.

O filme comprova como o Estado está nos dias atuais, em função da desregulamentação neoliberal do sistema financeiro, subordinado e totalmente capturado pelo mercado das finanças mundial. Pensamento no Brasil, expressado em boa hora, pelo estimado economista e excepcional homem público, Luiz Gonzaga Belluzzo.

Entende que na crise atual “todos os princípios que são considerados canônicos da política econômica acabam sendo violados. Há velocidades diferentes. Está mais aguda na Europa. Os Estados foram abandonando compromissos assumidos no pós-guerra com assalariados e velhos e foram privatizando tudo. As classes médias foram perdendo e houve aumento do conservadorismo. Essa resistência contra o Estado e o superindividualismo são fortes. Estão ferindo direitos econômicos e sociais construídos no século XX.”

Sobre os EUA, Belluzzo é taxativo: “Vão ficar nesse chove não molha: crescimento baixo, com os empregos qualificados em baixa. O crédito não cresce porque as famílias estão engasgadas com a dívida anterior.

As empresas não investem porque olham para as famílias. O dinheiro vem para cá, e o Brasil está engolindo esse tsunami de dólares. Dólares são comprados com uma taxa de juros que tem um diferencial grande com a americana, o que impacta a dívida pública. Seria um custo menor se impusesse limites a essa entrada.”

Diferentemente do passado, a crise financeira está centrada no mundo rico e desenvolvido, expressando conjuntura inusitada. Percepção traduzida com objetividade pelo economista Luciano Coutinho, presidente do BNDES: “O mundo desenvolvido está em recessão, o que fez com que os preços das nossas exportações sofressem com mercados deprimidos nos países desenvolvidos e a recuperação mundial está acontecendo só nos países em desenvolvimento, especialmente na Ásia, com a China, mas também com outras economias, e aqui na América Latina, com o Brasil que teve crescimento expressivo no ano passado.”

Longe da euforia marqueteira que marcou o governo brasileiro em tempos recentes, Luciano Coutinho com realismo e responsabilidade, aponta a necessidade da economia brasileira moderar o ritmo de crescimento. Afirmando: “Vamos passar por um período difícil nos próximos 1,5 a 2 anos, até esse quadro mudar. Até termos um crescimento mais equilibrado na economia mundial, nossa indústria estará sob pressão muito forte.

Exportação prejudicada pelo fraco crescimento dos mercados de destino originais do Brasil, embora o país esteja agora tentando diversificar as exportações cada vez mais para as economias em desenvolvimento.”

Em síntese: O Brasil não pode baixar a guarda ante a crise do mundo desenvolvido. Ela demonstra que os Estados (Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha, Itália) são secundários. Socorrer os bancos europeus e norte-americanos é a prioridade do engodo neoliberal.

* Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira
A semana que começa pode ser particularmente perigosa para o mundo. Na hipótese de até sexta-feira não haver solução para a negociação entre Partido Republicano e governo Obama sobre cortes no Orçamento e elevação do teto da dívida, de US$ 14,3 trilhões, o ambiente global pode esquentar. Não dá para esperar até o dia 2 de agosto, prazo final para um acerto entre as partes.

A incerteza e o medo de um default podem precipitar atitudes. Basta um grande investidor em títulos do Tesouro dos Estados Unidos ver a probabilidade de default como possível para disparar esses papéis no mercado e se livrar deles para se sentir seguro, caso o pior aconteça. Quando um fizer isso, um segundo vai atrás. É o princípio da corrida bancária.

O alerta vermelho já foi dado pela China, a maior detentora desses papéis, e pelas agências de rating S&P e Moody"s. As duas ameaçaram rebaixar a nota "triple A" dos títulos americanos, até agora o ativo líquido mais confiável do mercado financeiro.

No pior cenário, se houver queda no valor dos títulos o mercado imediatamente ajusta os juros para cima, o que aborta qualquer possibilidade de recuperação da economia americana. Famílias e investidores ficarão mais pobres. O mundo será levado à depressão, pois nenhum país vai escapar da catástrofe.

Uma moratória leva o sistema financeiro global a entrar em colapso, pois os papéis desvalorizados habitam as carteiras de todos os países, a exceção talvez de Cuba e da Coreia do Norte. A perda será brutal para governos (como reservas), instituições financeiras e fundos soberanos. O FED (Federal Reserve, o Banco Central americano) não vai conseguir operar com todos os proprietários dos títulos do Tesouro. O que vai acontecer é imprevisível, pois nunca houve na história do capitalismo uma situação de insolvência em que não haja um ativo seguro para onde correr.

Cada nação vai tentar se salvar erguendo barreiras tarifárias para tentar proteger seu mercado doméstico. O fluxo internacional do comércio vai cair brutalmente. As instituições financeiras vão se fragilizar, particularmente nos EUA e na Europa. O teste de estresse conduzido pelo Banco Central Europeu na semana passada detectou que 30% das 90 maiores instituições europeias estão com problemas. Nesse caldo que precede a depressão muitas instituições devem quebrar. O quadro é apocalíptico. Por isso, é considerado por economistas como improvável, impossível.

"O que assusta mais é pensar que o mundo está dependendo do bom senso do Partido Republicano americano para não mergulhar no caos", ironiza o economista Fernando Cardim, para quem a probabilidade de um desastre é pequena, mas "deveria ser zero".

A torcida agora é para que, no Senado, onde os democratas ainda são maioria e os republicanos parecem mais sensatos que os da Câmara, se costure um Plano B para livrar o planeta do pesadelo. Um eventual calote criaria um cenário de terror nos mercados e é isso que o governo americano tenta evitar. "Não acredito que o Partido Republicano na hora H vá alimentar esse quadro ruim só para levar Obama às cordas do ringue. Se não fecharem um acordo, a depressão será pior que a da década de 30", pressagia Carlos Thadeu, economista e ex-presidente do Banco Central. Para Cláudio Fristach, da consultoria Inter.B, "a solução está em marcha". A dívida americana é grande demais para quebrar.

O Brasil, quarto maior detentor de títulos americanos, pode tirar uma lição positiva do imenso imbróglio que envolve Estados Unidos e já está formado na Europa. O risco de um colapso mostra que com dívida não se brinca. Qualquer endividamento pode crescer muito rapidamente. Mesmo casos aparentemente saudáveis do ponto de vista fiscal podem sofrer uma deterioração muito rápida, avisa o consultor.

O problema americano está levando os presidentes de Bancos Centrais a darem tratos à bola sobre como compor suas reservas. Com reservas no patamar de US$ 300 bilhões o BC brasileiro deveria pensar também em diversificar a composição delas. A crise no hemisfério norte tem revelado a fragilidade das duas principais moeda.

Qual será a melhor alternativa ao dólar que deixe os governos emergentes mais a salvo de riscos de default dos países ricos? Para Fristach um bom investimento é o ouro. "Quem investiu em ouro está se dando bem." Moedas mais fortes, como o yuan, da China, não têm conversibilidade e nem mercado. A melhor alternativa, talvez, fosse uma cesta de moedas.

A questão mais grave nesse contexto trágico é que o mundo capitalista está totalmente atrelado à economia americana, que vai continuar em recessão, podendo até mesmo mergulhar numa depressão caso faça um corte muito severo nos gastos e tenha que lidar com alta dos juros. Todos os analistas estão de olhos postos no desfecho no curto prazo dessa crise política nos EUA, que evidencia a vulnerabilidade da economia mundial. Poucos, no entanto, enfatizam o fato de que a "retomada da normalidade" nada mais significa do que a volta à esdrúxula situação vigente desde os anos 80, na qual a economia dominante e locomotiva da economia mundial é ao mesmo tempo a maior devedora do mundo, embora paradoxalmente seus credores contem com o crescimento indefinido de sua gigantesca dívida.

Vera Saavedra Durão é repórter especial no Rio. Sergio Leo, o titular da coluna, está em férias.
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