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Sábado da Criação, o Salvador e Criador

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21032010

Mensagem 

Sábado da Criação, o Salvador e Criador






Sábado da Criação, o Salvador e Criador

Ekkehardt Mueller

Introdução

1. O Debate da Evolução x Criação

Durante o ano de 2009 pessoas ao redor do mundo celebram o 200° aniversário do nascimento de Darwin e o 150° aniversário da publicação de seu mais importante livro, A Origem das Espécies.
Aqui estão algumas opiniões quanto ao debate da evolução versus criação e sobre alguns conceitos relacionados, tais como a queda do homem. Todas as citações a seguir procedem de pessoas que se consideram cristãs:

Francisco J. Ayala, cientista e filósofo escreve: "A evidência da evolução é esmagadora..." [1] "Que a evolução ocorreu... é um fato." [2] "A maior realização de Darwin foi mostrar que a organização complexa e funcional do ser humano pode ser explicada como resultado de um processo natural, seleção natural, sem qualquer necessidade de recorrer a um Criador ou outro agente externo." [3]
Por outro lado, o cientista Cornelius G. Hunter assegura: "Como então a evolução pode ser um fato, se até mesmo a evidência positiva não a apóia muito bem? A questão é que a evolução é considerada um fato porque os darwinistas acreditam que refutaram a alternativa: a criação divina." [4] "O Darwinismo depende da religião, mas somente para superar a teoria oposta.... A evolução, por falta de provas, se torna o filtro explicativo para tudo que observamos na natureza, não importa quão inadequado é o ajuste. [5]

O cientista-teólogo inglês Arthur Peacocke toma uma posição diferente. Ele declara: "A morte biológica não pode ser considerada, de forma alguma, a conseqüência de qualquer coisa que os seres humanos supostamente fizeram no passado, pois a história evolutiva mostra que ela é a forma exata por meio da qual eles surgiram... A interpretação tradicional do terceiro capítulo de Gênesis de que houve uma 'Queda' histórica, uma ação dos nossos progenitores humanos que é a explicação da morte biológica, deve ser rejeitada... Não houve uma era áurea, nem passado perfeito, nem as pessoas 'Adão' ou 'Eva' de quem toda a humanidade descendeu e definhou, e que foram perfeitos em seu relacionamento e comportamento." [6]

O teólogo Christopher Southgate fala sobre "um falso e igualmente não científico apelo para a queda histórica". [7] E a filósofa-teóloga "Patrícia A. Williams objeta às narrativas da queda... De seu ponto de vista elas são uma má interpretação de Genesis 2-3, que [de acordo com ela] foram mal-interpretadas muito tempo atrás por Paulo a fim de prover a 'catástrofe' da qual o evento de Cristo é a nossa 'salvação'". [8] Pelo menos, ela deixa claro que: Se não houve criação, não houve queda, e a vinda de Jesus não significou salvação do pecado para a humanidade. Muitos cristãos são inconsistentes de acreditar em Jesus como Salvador enquanto negam a Jesus como Criador.

2. Colossenses 1:15-20

Agora vamos deixar todas essas opiniões e ouvir a Bíblia. Em Colossenses 1:15-20 encontramos um dos maravilhosos hinos de Paulo sobre Jesus Cristo:

Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

I. Contexto

1. O Contexto Histórico

Colosso era uma cidade cerca de 18 km de distância de Laodicéia e 21 Km de distância de Hierápolis com suas fontes termais. Ainda sabemos sua localização. Caminhei pela colina onde pelo menos parte do Colosso foi enterrada. Nenhuma cidade moderna foi construída em cima de suas ruínas. Todavia, Colosso não foi escavada.

A igreja cristã em Colosso foi provavelmente fundada por Epafras. Aqui também aconteceu a famosa história envolvendo Filemon e seu escravo fugitivo, Onésimo, convertido por Paulo em Roma. Mas a igreja estava lutando com falsos ensinos.

Não sabemos a exata natureza desta heresia, mas podemos reconhecer alguns elementos ao olhar para a refutação de Paulo. A carta ao colossenses retrata Jesus nos mais altos termos. A heresia deve ter rebaixado a preeminência de Jesus.

Em Col. 2:8 Paulo exorta contra a "filosofia e vãs sutilezas" que podem indicar elementos Helenísticos nessa heresia. De acordo com Col. 2:8 anjos estavam sendo adorados. "Rudimentos do mundo" ocorrem em Col. 2:8-20.
Formas extremas de asceticismo associadas com experiências místicas podem ter acompanhado esta heresia (Col. 2:16), e finalmente, a heresia pode ter contido elementos judaicos como a circuncisão (Col. 2:11; 3:11) e referências as festas (Col. 2:16). Paulo também menciona a "tradição humana". Provavelmente, o falso ensino foi uma mistura de idéias judaicas e pagãs, atrativas a muitas pessoas.

Como ajudar a igreja? A luta de Paulo pelos cristãos em Colosso é reconhecidamente correta, desde o início de sua carta quando fala sobre a verdade (Col. 1:1-6), sobre os fiéis ensinos de Epafras (1:7), e seu próprio desejo de que os cristãos de Colosso crescessem no conhecimento de Deus (1:9, 10). A solução para o problema de heresia está em Jesus, na correta compreensão de Sua natureza e ministério, e em seguir o exemplo do mestre.

2. O Contexto Literário

Após uma pequena abertura de saudação em sua carta (Col. 1:1-2) Paulo expressa gratidão e ora pela igreja (Col. 1:3-14). O parágrafo termina com uma mensagem tranqüilizadora sobre a certeza da nossa salvação e do perdão dos nossos pecados (Col. 1:13-14).
Como esta redenção se tornou possível? Ela se tornou uma realidade através de Jesus. No hino que se segue, Paulo agora se demora em Jesus, louvando Sua obra e supremacia (Col. 1:15-20).

II. O Texto

1. A Estrutura

A primeira parte deste maravilhoso hino enfatiza Jesus como Criador (v. 15-16):

"Este é... o primogênito de toda a criação;
pois, nele, foram criadas todas as coisas....
Tudo foi criado por meio dEle e para Ele. (v. 15-16)

O hino termina de modo paralelo (v. 18b-20) com Jesus como o reconciliador e redentor "havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz":

"Ele é... o primogênito de entre os mortos...
Porque aprouve a Deus que, nEle, residisse toda a plenitude...

por meio dEle, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas..." (v. 18b-20)

Note:
(1) Existe o primogênito de toda a criação e o primogênito da morte.

(2) NEle e por meio dEle todas as coisas foram criadas. Por outro lado: nEle, reside toda a plenitude e por meio dEle concilia-se consigo mesmo todas as coisas.

(3) Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra. E por meio dEle todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus foram reconciliadas.

A mesma pessoa que criou todas as coisas foi capaz de reconciliar todas as coisas através de Seu sangue derramado na cruz.

A seção central do hino, versos 17 e 18, enfatiza que todas as coisas são mantidas nEle. Jesus é o sustentador. Tudo é dependente dEle e de Seu cuidado.

O hino sobre Jesus retrata toda a sua grande realização como criador, sustentador, e redentor de todo o cosmos. Estes aspectos da obra de Jesus não podem ser separados um do outro.

2. Jesus como Criador

a. A Perspectiva Única do Novo Testamento

O NT adiciona uma dimensão única ao assunto da criação no AT. Sempre buscamos ter em vista tanto o AT como o NT quando se trata do ensino bíblico. E isto é bom.

Mas imagine se tivéssemos apenas o AT. O que ouviríamos sobre a criação seria impressivo. Seríamos informados que Deus criou tudo incluindo a humanidade. Essa criação era bem recente, vários milhares de anos atrás, e levou apenas uns poucos dias para ser completada. Depois, a queda mudou não somente o relacionamento da humanidade com Deus e introduziu a morte à criação, mas também alterou todo o ecossistema.

Contudo, sem o NT alguns aspectos da criação não seriam completamente claros. Embora o AT aponte para Cristo como o Criador de forma obscura (ex.: o plural em Gên. 1:26), é o NT que descreve claramente que Jesus Cristo, totalmente humano e totalmente divino, é o Criador de todas as coisas (João 1:3; Col. 1:15-16; Heb 1:2, 10).

Estes textos excluem Jesus do reino dos seres criados. Sua função não se resume em trazer salvação. Ele também nos criou e tem um interesse pessoal em cada um de nós. Além disso, a perspectiva cósmica, que inclui mais do que a criação que encontramos, é claramente descrita no NT.

Jesus também nos deixou declarações pessoais sobre a criação, por exemplo, quando disse que o sábado foi feito para o homem (Mar 2:27-28), ou quando confirmou o relato da criação: "...desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se-á a sua mulher, e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne..." (Mar 10:6-8). Em outro lugar, falou do "princípio do mundo, que Deus criou" (Mar 13:19). Mencionou também, Abel, o filho de Adão e Eva e o reconheceu como uma pessoa real que viveu na terra (Mat 23:35).

Os autores do NT seguiram o exemplo de Jesus e continuamente uniram criação, queda, e salvação. Um depende do outro. Sem criação, não há salvação. De acordo com o último livro da Bíblia, em um período de crise o povo de Deus no tempo do fim chamará toda a humanidade de volta à adoração a Deus como Criador.

Vamos agora retornar ao texto e ver o que ele diz sobre Jesus. Todas as frases de algum modo se relacionam ao conceito da criação.

b. Jesus em Col. 1:15-20

(1) A Imagem de Deus

Col. 1:15: "Este é a imagem do Deus invisível." Os versos 13 e 14 deixam claro que estamos falando de Jesus Cristo.

O fato de Cristo ser a imagem de Deus significa que, de algum modo, o Deus invisível que nos criou e nos salvou ser tornou visível e andou em nossa esfera. Cristo participa da natureza de Deus e perfeitamente revela Deus em forma humana.

(2) O Primogênito

Jesus é também o primogênito de toda criação. Este texto tem sido frequentemente mal compreendido. Como a Bíblia interpreta o termo "primogênito"?

O primogênito humano desfruta do direito da primogênitura (Gên. 43:37) e uma porção da herança (Deut. 21:16-17). O filho primogênito de um rei recebia o reinado (2 Crôn. 21:3). Os chefes das tribos de Israel eram os primogênitos (1 Crôn. 5:12).

Todavia, em vários casos, pessoas que originalmente não pertenciam à categoria de primogênitos foram feitos primogênitos. Por exemplo, Manassés era o primogênito (Gên. 41:51), mas Efraim, o segundo, tomou seu lugar (Gên 48:20; Jer 31:9; cf. 1Crô 26:10; Êxo. 4:22).

O Salmo 89 é bem esclarecedor. Descreve a bondade e fidelidade de Deus. Ele fez uma aliança com Davi e prometeu que seu trono seria preservado. Falando sobre Davi, Deus declarou no verso 27: "Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra." Davi que era o oitavo filho de seus pais (1 Sam 16:10-11) se tornaria o primogênito. O significado disso está escrito na segunda metade do verso: Davi como o primogênito seria o mais elevado dos reis. A aliança com Davi foi finalmente cumprida no Messias, o Filho de Davi. Salmo 89:27 não enfatiza a questão de ser nascido ou ser primeiro cronologicamente, mas enfatiza o grau especial, a dignidade, e autoridade do primogênito.

Em Colossenses a questão não é se Jesus nasceu ou foi criado. A questão é que Ele é Aquele por meio de quem a criação foi possível. Isto é enfatizado no verso seguinte: Ele criou todas as coisas. Se Ele criou todas as coisas, Ele mesmo não foi criado. E nem foi também, nascido na eternidade passada. Paulo faz um paralelo entre o "primogênito da criação", no verso 15, com o "primogênito da morte" no verso 18. Assim como Jesus é o primogênito da criação, Ele é o primogênito da morte. Mas mesmo como primogênito da morte, ele não foi o primeiro, no sentido temporal. Outros foram ressuscitados antes dEle. Ele foi o primeiro no sentido de que todas as ressurreições, quer no passado ou futuro, foram e são dependentes da Sua ressurreição. Sem a Sua ressurreição nenhuma outra ressurreição é possível.

O verso 18 mostra o significado de Jesus ser o primogênito, a saber, "que Ele mesmo virá para tomar o primeiro lugar em tudo". Como no salmo 89 aqui também, ser o "primogênito" está associado a ser exaltado como rei supremo e governador do universo. Ele é o Rei da criação, e Ele é o Rei da ressurreição. Tanto a criação como a ressurreição são possíveis apenas através dEle.

(3) O Criador de Todas as Coisas

O verso 16 começa e termina com a declaração de que todas as coisas foram criadas por Ele e por meio dEle. A lista das realidades criadas no verso 16 é inclusiva e apresenta um quadro cósmico: céu e terra, visível e invisível, todos os governantes e autoridades. Isto não deixa espaço algum para Jesus ser parte do mundo criado. Ele criou não somente este mundo com seu sistema solar, mas todos os poderes e autoridades, e excede a todas elas.

(4) Aquele que é Preexistente

Jesus é antes de todas as coisas (Col. 1:17) Esta declaração fala de sua preexistência. Ele não apenas viveu antes de sua encarnação, mas também existiu antes de qualquer outra coisa. Não importa o quanto voltemos na eternidade, não existe um período quando Cristo não existia. Ele não foi criado ou nascido, mas é o Deus Criador.

(5) O Sustentador de Todas as Coisas

Jesus é também o sustentador (Col. 1:17). Todas as coisas que foram criadas por Jesus são agora sustentadas por Ele. O verbo indica a atividade contínua de Jesus na sustentação de todas as coisas. Em todos os tempos, mesmo durante a Sua encarnação, Jesus susteve Sua criação. Sem esta "atividade contínua de sustentação... tudo se desintegraria.[9] Nenhuma criatura é autônoma.[10]

(6) O princípio

No verso 18, Jesus é chamado de princípio ou cabeça (Col. 1:18). Paulo nesta carta usa a palavra consistentemente no sentido de "princípio" (1:16, 18; 2:10,15). Jesus é o supremo princípio. De acordo com Apoc. 3:14, Jesus é a origem ou princípio da criação de Deus.

(7) A Cabeça

De forma semelhante à idéia de autoridade deve ser compreendida (Col. 1:18; 2:10,19). O conceito de que Jesus é a cabeça do corpo, da igreja (Col. 1:18; 2:19) é ampliado em Col. 2:10. Jesus é a cabeça acima de todo poder e autoridade. Ele está assentado à direita de Deus. (Col. 3:1)

(8) Aquele Que Tem Supremacia Sobre Tudo

Jesus que criou e sustém todas as coisas terá supremacia sobre todas as coisas. Isto inclui "os últimos grandes inimigos da humanidade, pecado e morte.[11]

(9) Toda a Plenitude NEle Habita

Colossenses 1:19 atribui a plenitude a Jesus Cristo. O seu significado é desenvolvido mais adiante em Col. 2:9: "Nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade." A própria essência da divindade é encontrada em Jesus, mesmo no Cristo encarnado. Portanto, Ele tem a habilidade para criar através de Sua palavra e por ela trazer as coisas à existência.

(10) O Reconciliador

A reconciliação de todas as coisas através de Jesus é enfatizada em Col. 1:20 e aplicada aos cristãos (verso 22). A atividade salvadora do Pai mencionada em Col. 1:13 e a atividade salvadora do Filho se referem à mesma realidade. O termo "todas" e a esfera de reconciliação, a saber, os céus e a terra, refletem precisamente o que foi dito acerca da criação no verso 16. Jesus, o Deus Criador, é Jesus, o Deus Salvador. Jesus resgatou toda uma criação universal. Ele "assume uma reconciliação universal, e... pratica um reinado universal..."[12]

c. Resumo

Quando consideradas em conjunto, estas maravilhosas descrições de Jesus enfatizam-No como criador. Ao mesmo tempo Ele é Sustentador e Salvador. Em hino mencionado e em seu contexto Paulo segue o relato de Gênesis que vai da criação (Gên. 1-2) a queda (Gên. 2) e a promessa de salvação (Gên. 3:15).

Os conceitos de criação e salvação estão inseparavelmente ligados. Portanto, é ilógico desconsiderar Jesus como Criador ou reinterpretar sua atividade criadora em um processo evolutivo e ainda mantê-Lo como Salvador. É inconsistente reivindicar que Jesus nos salvou através de sua única e definitiva morte na cruz, um curto evento na história, e manter que Ele nos criou através de um processo, que levou milhões ou bilhões de anos e envolve a morte como um mecanismo crucial.

Além disso, o poder criador de Jesus é visto no fato de que seus seguidores são recriados espiritualmente (Efésios 2:10; 2 Cor 5:17) e que Jesus criou Sua igreja (Efésios 2:15). Em Apoc. 21-22 ouvimos até mesmo de um novo céu e uma nova terra. Nenhum desses processos criativos que depende do sacrifício de Cristo na cruz requer um processo evolutivo.

Por outro lado, se é verdade que Jesus é Criador, Ele deve saber através de que processo realizou a criação. Suas palavras carregam um peso que excede a todo conhecimento humano. Uma vez que Jesus é o Criador, não podemos falar sobre o assunto de criação e os problemas relacionados à fé e ciência sem focalizar nEle e se, tomá-Lo com seriedade.

III. Aplicação

1. Tome uma Decisão

Para onde iremos daqui?

No dia 3 de fevereiro de 2009, a Universidade de Wisconsin-Madison publicou um artigo contendo uma entrevista com Ronald Numbers sobre razão ou fé. Aqui está um extrato: "Ronald Numbers, professor de História da Ciência e Medicina..., é uma das principais autoridades no mundo sobre as reações à... teoria de evolução de Charles Darwin versus criacionismo...."

Ele é "filho de um pastor adventista do sétimo dia... foi educado em escolas adventistas e cresceu crendo firmemente no criacionismo e a interpretação literal da Bíblia que sua igreja defende... Depois, enquanto fazia pós-graduação na Universidade de Califórnia, Berkeley, assistiu a uma palestra sobre as florestas fósseis do Parque Nacional de Yellowstone. O que ele ouviu naquela tarde provocou uma crise de fé que balançou o fundamento de sua compreensão do mundo e seu lugar nele. 'Aquilo foi como uma ruptura na barreira. Admiti naquela noite a possibilidade da existência de vida na terra por 30.000 anos', diz Numbers. 'Uma vez que decidisse aceitar evidência científica contra as alegações inspiradas, não haveria retorno. Eu mais ou menos sabia disso naquela noite. Comecei a questionar tudo.'"

Ao explicar a crença da criação, o que ele obviamente não mais compartilha, diz: Para os criacionistas, a história é baseada na Bíblia e a crença de que Deus criou o mundo de 6.000-10.000 anos atrás.... Nós humanos éramos perfeitos porque fomos criados a imagem de Deus. E então veio a queda. A morte aparece e todo o relato [na Bíblia] se torna uma deterioração cada vez maior. Então, depois temos Jesus no Novo Testamento, que promete redenção. O evolucionismo abala isto completamente. Com a evolução, nada começa perfeito, tudo começa com pequenas coisas primitivas que se movem, que evoluem em macacos e, finalmente, humanos. Não existe estado perfeito do qual cair. Isso transforma todo o plano da salvação em uma tolice, pois jamais houve uma queda "[13]

Sem dúvida temos que tomar uma decisão: (1) aceitar o ensino bíblico sobre criação ou (2) reinterpretá-lo ou (3) abandoná-lo completamente. Para alguns de nós pode ser uma decisão difícil, especialmente para aqueles envolvidos em uma comunidade científica. Parece que a pessoa precisa escolher entre a fé e a ciência e, no entanto não deseja abandoná-las. Entretanto, também é uma decisão a favor ou contra Jesus, porque Ele é tanto o Criador como o Salvador de acordo com o testemunho bíblico.

Ainda me lembro dos estudos bíblicos que dei para uma talentosa senhora, uma bióloga que teve o privilégio de participar de uma das expedições à Antártica, organizada pelo governo alemão. Ao estudar plâncton ela decidiu acreditar na criação. Eu a convidei para discursar aos estudantes universitários das nossas igrejas, foi uma excelente reunião.

A decisão para seguir o testemunho bíblico e o exemplo de Jesus pode significar ter que nadar contra a correnteza. Além do que, significará viver com algumas questões, assim como outros, pois não temos todas as respostas aos enigmas da origem. Portanto, será uma decisão baseada na fé, confiando na própria revelação de Deus em Sua Palavra.

2. Considere as Conseqüências

Eu pessoalmente aceito esta opção como a melhor alternativa. Por quê?

(1) Porque eu confio em Jesus e na Bíblia mais do que na "filosofia" e "tradição humana" (Col. 2:8; 3:16). Cornelius Hunter escreveu: "Se é verdade que errar é humano, então a ciência é verdadeiramente humana. Da alquimia à chapa de rádio, a ciência tem uma longa história de graves erros. Mas a ciência aprende com seus erros... Os cientistas aprendem que nada é inviolável, mesmo as teorias mais populares podem ser um erro." [14]

(2) Eu aceitei a criação porque ela me permitiu adquirir uma visão consistente da Divindade e Seu plano de salvação.

A onipotência de Deus não é questionada (Col. 1:11,16-17). Possivelmente seria, se atribuíssemos a Ele uma abordagem evolucionária para chegar à vida. Não poderia Ele fazer melhor? O Deus bíblico fala e tudo acontece.

Nem a sua imparcialidade e a sua justiça são questionadas (Col. 3:24-25). Se Deus/Jesus é capaz de criar a vida falando e tudo acontecendo, mas usasse um processo que causasse imensa dor, sofrimento, e morte para multidões de organismos, Deus seria concebido como cruel e injusto.

Criar seres humanos pelo processo da criação como descrito em Gên. 1 atesta o cuidado e amor de Deus por Suas criaturas. Ele tem um interesse pessoais em Sua criação e em seu bem estar (col 1:12-14, 22; 2:13; 3:4). Isto é consistente com Seu ato de abnegação na cruz.

Uma perspectiva criacionista também me permite ver Deus como um ser da mais elevada inteligência (Col 2:2-3) e como um Deus de beleza que usa o melhor processo possível para criar um paraíso intocado pelo pecado e pelo mal.

(3) Eu aceito a criação porque creio que acreditar no conceito bíblico da criação beneficia a humanidade.

Não temos que viver com dupla personalidade e não temos que separar artificialmente o aspecto da fé do dia a dia.

O ser humano tem valor próprio e dignidade (Col. 1:2, 12). Ele não é produto do acaso em um processo tedioso, mas veio diretamente a existência através da mente e das mãos de Deus.

Isto permite um consistente relacionamento com Deus desde o princípio da história da terra, por parte da humanidade. Por outro lado, é Deus em Sua onipotência quem estabelece este relacionamento. Entre outras coisas, ele inclui reciprocidade, atenciosas intervenções de Deus, e Sua resposta às orações de Seus filhos (Jer. 33:2-3).

Aqueles que sabem que foram criados por Deus têm a oportunidade de encontrar o real significado da vida e descobrir o grande plano de Deus não somente para a pessoa, mas também para o universo (Col 1:19-20, 25-27). Eles vivem seguindo o exemplo de Jesus em amor: um estilo de vida eticamente sadio, serviço ao próximo, e testemunho (Col. 1:10, 23, 28; 2:2; 3:14).

Eles vivem com esperança da vida eterna no reino de Deus (Col. 1:5, 12-14, 27; 2:13).

Eles experimentam paz (Col. 1:2, 19; 3:15) porque podem descansar em Deus e nEle depositar suas preocupações, pesares, e ansiedade.

Conclusão

Oro para que tomemos a decisão de aceitar Jesus tanto como Criador como Salvador e nos firmemos nisto, mesmo durante tempos desafiantes. Que possamos experimentar a alegria que encontramos ao seguí-Lo.

"...pois, nele, [Jesus] foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus."

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Por que, Deus disse, Lembra-te?

Publicado em 22/10/2010 por Seventh Day




O que ele poderia fazer?



Inúmeras pesquisas e questionários confirmaram que a forma mais popular do ceticismo moderno é negar a história da criação. Setenta e dois por cento dos ministros entrevistados expressaram diferentes graus de dúvida de que Deus realmente falou e o mundo veio à existência de acordo com o relato bíblico. Esta descrença fundamental levou à rejeição de outras doutrinas fundamentais do cristianismo, como o nascimento virginal e a expiação.

É interessante notar que Deus aparentemente antecipou muita controvérsia sobre o registro da criação e sua alegação de criar toda a impressionante massa da matéria apenas ordenando que ela existisse – bem, certamente que haveriam céticos e descrentes de tais fatos, mesmo aqueles que leram sobre isso e acreditaram que iriam esquecer tão cedo o fato miraculoso sob a influência desconcertante de um milhão de falsos deuses, que poderiam surgir.

Então Deus precisava fazer algo incomum para preservar o conhecimento do seu poderoso ato da criação. Esse poder de chamar o céu e a terra à existência que O diferencia de todos os deuses e suas falsas alegações enganosas. O que Ele poderia fazer que constantemente apontasse à humanidade voltar-se para a semana da criação, quando Ele estabeleceu para sempre a Sua autoridade divina?
Criação – A Marca da Soberania de Deus



Deus escolheu lembrá-los de forma convincente do Seu poder criador, pondo de lado o sétimo dia da semana da criação, como um dia sagrado de descanso e recordação. Isso constituiria uma tremenda salvaguarda da soberania de Deus - uma marca de Seu direito de governar como o único Deus verdadeiro. Isto iria, ao mesmo tempo, se mostrar como um devastador desmascaramento de todos os deuses que não haviam criado os céus e a terra.

Os escritos dos profetas do Antigo Testamento estão saturados com lembretes dos poderes peculiares da criação de Deus. Davi escreveu: “Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o Senhor fez os céus” (Salmo 96:5). Jeremias expressou isso: “Mas o Senhor é o verdadeiro Deus; ele é o Deus vivo…Os deuses que não fizeram os céus e a terra, esses perecerão…Ele fez a terra pelo seu poder” (Jeremias 10:10-12).

Será que o próprio Deus demonstrou uma extrema urgência em manter a verdade da criação viva diante dos olhos do mundo? Sim. A tal ponto que Ele escreveu no coração de Sua grande lei moral à obrigação vinculativa de toda alma vivente de santificar o sábado e, assim, reconhecer a Sua autoridade divina. Dentro desses princípios eternos que constituem o fundamento de Seu governo e refletem o Seu caráter perfeito, Deus escreveu estas palavras: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum…Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há…por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11).

Que ato para destacar o onipotente trabalho da criação! Uma vez por semana, enquanto a Terra gira sobre seu eixo, o lembrete do sábado iria viajar ao redor da terra atingindo cada homem, mulher e criança com a mensagem de uma criação instantânea. Por que Deus disse Lembra-te? Porque esquecer o sábado é esquecer o Criador também.
Conversão - Poder Criativo no Trabalho



Paralelo ao relato de uma criação física, encontramos o registro do poder de Deus para recriar o coração humano. Evidentemente, os dois processos derivam da mesma fonte onipotente.É requerido tanto poder para efetuar a conversão ou recriação quanto chamar alguma coisa à existência na criação. Disse o apóstolo: “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4:24). Desde que o novo nascimento é a mais básica marca de identificação do crente justificado, não é nenhuma maravilha que os escritores da Bíblia constantemente nos lembrem do poder criador que distingue o Deus verdadeiro de todas as falsificações. Apontando para além do mero fato de uma criação física, Deus pronunciou estas palavras, também, “E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica” (Ezequiel 20:12).

Por favor note que o sábado foi santificado para ser a marca de um povo santificado. A palavra “santificar”, significa pôr de lado para uso sagrado (um dia que falava do poder criador de Deus), também servia como um lembrete que Deus também pode separar pessoas para um uso santo através da regeneração ou recriação.

À luz desses fatos, é fácil entender por que o diabo tem travado uma contínua e desesperada batalha contra o sábado do sétimo dia. Por quase seis milênios ele tem trabalhado através do orgulho da tradição, desinformação e fanatismo religioso para destruir a santidade do especial sinal da autoridade de Deus – o sábado.

Como uma marca do direito de Deus governar, o sábado desafiou a jactância de Satanás de que tomaria o lugar de Deus. Disse o adversário: “Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono… e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:13-14). Satanás realmente queria ser adorado. Para isso, ele tinha que anular o título de Deus como Soberano. A autoridade de Deus repousava sobre sua alegação de ser o Criador, e o sábado era a marca dessa autoridade. Destruindo o sábado, Satanás queria preparar o caminho para criar um governo de contrafação, baseado em falsas alegações de autoridade, simbolizado por um dia de contrafação de culto.

A Batalha pela Autoridade

É fascinante olhar para trás ao longo dos tempos e ver o desenrolar da grande controvérsia entre Cristo e Satanás. O contexto foi sempre focado sobre a questão da autoridade.

A estratégia do maligno tem sido um ataque em duas frentes sobre a alegação de Deus ser o Criador. Primeiro, pela teoria da evolução com a sua doutrina humanista da seleção natural. Em segundo lugar, por um esforço secular para destruir a observância do sábado do sétimo dia, a marca do Seu poder criativo.

Nós só podemos dizer de passagem que cada uma dessas tentativas infernais para desacreditar a autoridade de Deus produziu um amargo sucesso além de qualquer expectativa. Milhões foram transformados em céticos religiosos e agnósticos, devido a doutrina de Darwin da evolução orgânica.Negando qualquer queda do homem que exigiria um Salvador do pecado, a evolução golpeou o plano da redenção, assim como o fato da criação.

Em uma veia similar, os ataques de Satanás sobre o sábado, levaram milhões a desobedecerem ao único mandamento do Decálogo que Deus havia feito um teste específico de obediência à lei inteira.

Um bom plano de subverter a lealdade de milhões de pessoas que se dedicavam ao verdadeiro Deus exigia uma obra-prima da estratégia satânica. Levaria tempo. Implicaria em séculos de engano. Não haveria volta dramática de servir a Deus servindo a Satanás. O segredo seria o de ganhar a obediência por meio de subterfúgios religiosos. Satanás entendeu o princípio de Romanos 6:16 muito antes de Paulo escrever as palavras “Não sabeis que daquele a quem vos apresentais como servos para lhe obedecer, sois servos desse mesmo a quem obedeceis”. A obediência é a maior forma de lealdade e adoração. Se Satanás pudesse criar uma questão que levasse as pessoas a desobedecerem a Deus, ele teria ainda uma chance de ganhar a obediência delas à sua causa. A disputa decisiva teria lugar em relação à lei de Deus. Ela constituia o fundamento do governo de Deus. Como Satanás poderia destruir a confiança na Lei e fazer as pessoas obedecerem a ele ao invés dela? E qual mandamento ele deveria atacar? Obviamente, aquele que apontava para o poder criador de Deus e Seu direito de governar. Como o sinal de identificação do verdadeiro Deus, o sábado tem sido sempre um objeto do ódio satânico.

Deus tinha escolhido o sábado como um teste de lealdade à Sua lei no Antigo Testamento: “Que eu possa prová-los”, disse o Senhor, “se andam em minha lei ou não” (Êxodo 16:4).

O Ponto de Teste, da Lei

Uma vez que Deus havia feito do sábado o ponto de teste de todos os Dez Mandamentos, Satanás determinou a fazer dele o gigantesco problema dos séculos. Ao destruir o sábado, Satanás estaria preparado para lançar seu super plano de reivindicar obediência a um dia de contrafacção de adoração. Manipulando a fraqueza de um cristianismo comprometido que tinha lentamente aderido às influências pagãs, Satanás cria sua obra prima – Uma Igreja-Estado Mundial – que impiedosamente cumpriria seu sistema de contrafacção de adoração.

Por mais de mil anos, começando com a conversão do Imperador pagão Constantino, a história negra da apostasia se desenrolava. Por pouco o primeiro ato do imperador recém-professo cristão era fazer uma lei contra a guarda do sábado e instituir outras leis que exigiam repouso no primeiro dia da semana, um feriado pagão dedicado à adoração do sol.

Não vamos nos alongar, neste momento, sobre a história bem documentada dos concílios da igreja papal, que reforçaram a observância do domingo pagão sob pena de morte. Os fatos são bem conhecidos para aqueles que estão dispostos a pesquisar os registros com uma mente aberta. Durante os séculos IV e V, o primeiro dia da semana, foi exaltado por decreto papal para deslocar o verdadeiro sábado da Bíblia.

Infelizmente, os preconceitos e informações falsas, levaram milhares de cristãos a fecharem os olhos à esmagadora evidência histórica desta substituição. As raízes de seus preconceitos não são difíceis de identificar. Satanás tem trabalhado por muito tempo em seu sistema oposição para permitir que o sábado seja facilmente rejeitado. Através dos tempos, ele aperfeiçoou uma série de sutis e falsos argumentos para reforçar a obediência a seu dia de contrafacção de adoração. Ele continua a odiar o sábado que identifica o verdadeiro Deus.

Apenas como nós expusemos estes ataques ao sábado do sétimo dia, somos capazes de compreender por que milhões continuam a observar o primeiro dia da semana, um dia para o qual não há apoio bíblico. Ninguém discorda com o significado da Lei escrita pela mão de Deus: “O sétimo dia é o sábado do Senhor. . . nele não farás nenhuma obra”. No entanto, milhões não a obedecem. Ninguém pode refutar a esmagadora evidência da origem pagã do domingo, mas milhões o guardam ao invés do sábado, claramente ordenado nos Dez Mandamentos. Por quê? Repito, a razão está enraizada nos argumentos inteligentes de Satanás, que criaram um clima de preconceito contra o santo sábado do Senhor. Vamos agora examinar algumas grandes falácias desses argumentos.

1º Grande Falácia – O Sábado foi feito apenas para os Judeus

Esta falsidade ganhou tal força que multidões de cristãos chamam isso de “Shabat – Sábado Judáico”. Mas em nenhum lugar encontramos tal expressão na Bíblia. Ele é chamado de “o sábado do Senhor”, mas nunca de “o sábado dos judeus” (Êxodo 20:10). Lucas era um escritor gentio do Novo Testamento e, muitas vezes se referiu a coisas que eram peculiarmente judaicas. Ele falou da “nação dos judeus”, “o povo dos judeus”, “a terra dos judeus” e a “sinagoga dos judeus” (Atos 10:22, 12:11, 10:39; 14:1). Mas, por favor, note que Lucas nunca se referiu ao “sábado dos judeus”, embora ele mencionasse o sábado repetidamente.

Cristo ensinou claramente que “o sábado foi feito para o homem” (Marcos 2:27). O fato é que Adão era o único homem na existência, no tempo que Deus fez o sábado. Não havia judeus no mundo pelo menos 2.000 anos após a criação. Ele nunca poderia ter sido feito para eles. Jesus usou o termo “homem” no sentido genérico, referindo-se à humanidade. A mesma palavra é usada em conexão com a instituição do casamento, que também foi introduzido na criação. A mulher foi feita para o homem como o sábado foi feito para o homem. Certamente ninguém acredita que o casamento foi feito apenas para os judeus. O fato é que duas lindas e originais, instituições foram criadas por Deus antes do pecado entrar no mundo – o casamento e o sábado – Ambas foram feitas para o homem, ambas receberam a bênção especial do Criador e ambas continuam a ser tão santas agora como quando foram santificadas no Jardim do Éden.

Também é interessante notar que Jesus foi quem fez o sábado na primeira semana de tempo. Havia uma razão para a sua afirmação de ser o Senhor do sábado (Marcos 2:28). Se Ele é o Senhor do sábado, então o sábado deve ser o dia do Senhor. João teve uma visão sobre “o dia do Senhor”, de acordo com Apocalipse 1:10. Aquele dia tinha que ser o sábado. É o único dia assim designado e reivindicado por Deus na Bíblia. Ao escrever os Dez Mandamentos, Deus chamou-lhe “o sábado do Senhor” (Êxodo 20:10). Em Isaías, Ele é citado como tendo dito: “meu santo dia” (Isaías 58:13).

Mas não devemos ignorar o fato de que esse Deus que criou o mundo e fez o sábado foi o próprio Jesus Cristo. João escreveu: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez…E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:1-3, 14).

Paulo claramente identificou Jesus como o Criador “. . . seu Filho amado: em quem temos a redenção… Porque nele foram criadas todas as coisas” (Colossenses 1:13-16).

Para os cristãos separar Jesus do sábado é um erro trágico. Pois Ele é o autor, o Criador, o Santificador, e o arquiteto do sábado. Desconsiderar a bênção que Ele colocou neste dia é negar a Sua autoridade.

Este argumento tem levado muitos a crer que o sábado existiu apenas durante um período limitado de tempo após a criação. Mas isso é um fato? Na verdade, o sábado nunca poderia ser apenas um tipo ou sombra de qualquer coisa, pela simples razão de que ele foi feita antes do pecado entrar na família humana. Certas sombras e observâncias típicas foram instituídas como conseqüência do pecado e apontavam para a libertação do pecado. Tais eram os sacrifícios empregados para simbolizar a morte de Jesus, o Cordeiro de Deus. Não teria havido nenhum sacrifício animal se não houvesse o pecado. Essas ofertas foram abolidas quando Cristo morreu na cruz, porque os tipos tinham encontrado o seu cumprimento (Mateus 27:51). Mas nenhuma sombra existiu antes do pecado entrar no mundo e, portanto, o sábado não poderia ser incluído na lei cerimonial de tipos e sombras.

Paulo se refere ao sistema temporário de ordenanças em Colossenses 2:14-16 como sendo “contra nós” e “contrário a nós.” Ele os amarrou a oferta de alimentos, libações, e festivais anuais da lei que foram “riscados”. É verdade que ele se refere também aos sábados no texto, mas tome cuidado e note que ele os chamou de “sábados que são sombras das coisas futuras”. Foram alguns dias de sábado destruídos na cruz? Sim, houve pelo menos quatro sábados anuais que aconteciam em certos dias fixos do mês, e que foram pregados à cruz. Eles eram sombras e exigiam carne específica e libações. Esses sábados anuais são descritos em Levítico 23:24-36 e, em seguida resumidos nos versos 37 e 38: “Estas são as solenidades do Senhor, que apregoareis para santas convocações, para oferecer ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de alimentos, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio; além dos sábados do Senhor…”.As escrituras claramente diferenciam os sábados anuais, o sábado das sombras, e o sábado semanal. Os sábados cerimoniais foram apagados na cruz, tinham sido adicionados como uma conseqüência do pecado. Mas o sábado da lei dos Dez Mandamentos, foi santificado antes do pecado ser introduzido no mundo e mais tarde foi incorporado a grande lei moral escrita pelo dedo de Deus. Ele era eterno em sua natureza.

2º Grande Falácia – Basta guardar qualquer dia em sete

Com este argumento Satanás preparou o mundo para aceitar um substituto para o sábado que Deus tinha ordenado. Sobre as tábuas de pedra Deus escreveu a grande e imutável lei dos séculos. Cada palavra era séria e significativa. Nem uma linha era ambígua ou misteriosa. Pecadores e cristãos, cultos e incultos, não têm problema em entender as palavras simples e claras dos Dez Mandamentos. Deus explicou o que ele queria dizer. Ninguém tentou anular essa lei como muito complicada de compreender.

A maioria dos dez mandamentos começam com as mesmas palavras: “Não”, mas no coração da Lei encontramos o quarto mandamento que é introduzido com a palavra “Lembra-te”. Porque ele é diferente? Porque Deus estava ordenando chamar à memória algo que já existia, mas havia sido esquecido. Gênesis descreve a origem do sábado, com estas palavras, “ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera,… abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera” (Gênesis 2:1-3).

Qual o dia que Deus abençoou e santificou? O sétimo dia. Como deve ser santificado? Descansando. Pode qualquer um dos outros seis dias ser santificado? Não. Por que? Porque Deus não ordenou descansar nesses dias, mas trabalhar. A bênção de Deus faz diferença? Claro que sim. É por isso que os pais orarm para que Deus abençoe seus filhos. Eles acreditam que isso faz diferença. O sétimo dia é diferente de todos os outros seis dias, porque tem a bênção de Deus.

Mais algumas perguntas: Por que Deus abençoe este dia? Porque Ele criou o mundo em seis dias. Era o aniversário do mundo, um memorial de um ato poderoso. Pode o memorial do sábado ser alterado? Nunca. Porque ele aponta para trás, para um fato consumado. 04 de julho é o Dia da Independência nos EUA. Pode ser mudado? Não. Porque a Declaração de Independência foi assinada em 04 de julho de 1776. Seu aniversário também não pode ser mudado. É um memorial de seu nascimento, que aconteceu em um dia definido. A História teria de acontecer novamente para alterar o seu aniversário, para mudar o Dia da Independência, ou para mudar o dia de sábado. Podemos chamar um outro dia de Dia da Independência, e podemos chamar a outro dia de sábado, mas isso não significa que seja assim.

Será que Deus sempre dá ao homem o privilégio de escolher seu próprio dia de descanso? Não, Ele não dá. Na verdade, Deus confirmou na Bíblia que o sábado foi resolvido e selado por sua própria escolha divina e não deve ser adulterado. Leia Êxodo 16 sobre a concessão do maná. Durante 40 anos, Deus operou três milagres a cada semana para mostrar a Israel que dia era sagrado. (1) Não caía maná no sétimo dia; (2) eles não podiam colher o maná durante a noite para o dia seguinte, pois ele se deteriorava; (3), mas quando eles guardavam o maná para o sábado, ele mantinha-se doce e fresco!

Mas alguns israelitas tinham a mesma idéia que muitos cristãos modernos. Eles sentiram que qualquer dia, em sete ficaria bem para o guardarem: “E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis?” (Êxodo 16:27, 28). Essas pessoas pensaram que qualquer outro dia podia ser guardado como o sábado. Talvez estavam planejando observar o primeiro dia da semana, ou algum outro dia que lhes fosse mais conveniente. O que aconteceu? Deus os encontrou e os acusou de quebrarem a sua lei colocando-se a trabalhar no sétimo dia. Deus diria a mesma coisa para aqueles que violam o sábado hoje em dia? Sim. Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre, Ele não muda. Deus deixou bem claro que, independentemente de seus sentimentos, aqueles que saem para trabalhar no sábado são culpados de violarem a Sua lei. Tiago explica que é pecado quebrar qualquer um dos Dez Mandamentos: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei” (Tiago 2:10-11).

3º Grande Falácia – Não é possível localizar o verdadeiro sétimo dia

Essa é uma falácia que tem confortado muito na desobediência do quarto mandamento. Isso simplesmente não é verdade. Aqui estão quatro provas positivas que identificam o verdadeiro sábado de hoje:

1. Segundo as Escrituras, Cristo morreu na sexta-feira e ressuscitou no domingo, primeiro dia da semana.

Praticamente todas as igrejas reconhecem esse fato, observando o Domingo de Páscoa e a Sexta-Feira Santa. Aqui está a prova bíblica: “chegando a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus;e tirando-o da cruz, envolveu-o num pano de linho, e pô-lo num sepulcro escavado em rocha, onde ninguém ainda havia sido posto. Era o dia da preparação, e ia começar o sábado” (Lucas 23:52-54).

Aqui está a prova de que Jesus morreu na véspera do sábado. Era o chamado “dia da preparação”, porque era a hora de se preparar para o sábado. Leiamos os próximos versículos: “E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia, seguindo a José, viram o sepulcro, e como o corpo foi ali depositado. Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento” (Lucas 23:55-56).

Por favor note que as mulheres descansaram durante o sábado, “segundo o mandamento”. O mandamento diz: “O sétimo dia é o sábado”, por isso sabemos que eles estavam observando sábado. Mas o versículo seguinte diz: “Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra revolvida do sepulcro” (Lucas 24:1-2).

Quão claramente estes três dias consecutivos são descritos para nós. Ele morreu sexta-feira, o dia da preparação, comumente chamado de Sexta-Feira Santa. Ele descansou no túmulo, no sétimo dia, sábado, “conforme o mandamento.” Depois, no domingo, primeiro dia da semana, o Domingo de Páscoa para muitos, Jesus ressuscitou dos mortos.

Quem pode localizar a Sexta-feira Santa ou o Domingo de Páscoa terá absolutamente nenhuma dificuldade em encontrar o verdadeiro sábado.

2. O calendário não foi alterado de modo a confundir os dias da semana.

Nós podemos ter certeza que o nosso sétimo dia é o mesmo dia, que Jesus observou quando Ele estave aqui. O Papa Gregório XIII fez uma mudança no calendário em 1582, mas ela não interferiu com o ciclo semanal. O nosso atual calendário gregoriano foi nomeado depois, quando ele fez aquela pequena alteração em 1582.

O que o Papa Gregório fez no calendário?

“Ao ser organizado o Calendário Gregoriano, notou o astrônomo Luiz Lílio que havia um atraso de dez dias, de acordo com os calendários existentes. Luiz Lílio deu conselhos ao Papa Gregório XIII, e este decidiu que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 se chamasse 15 de outubro. A mesma reforma foi ordenada por Carta Patente do Rei Henrique III e a segunda-feira, 20 de dezembro de 1592, sucedeu ao domingo 9, isto é, o dia seguinte a 9 de dezembro devia ser 10 e passou a ser 20. Houve protestos. Os protestantes não se conformaram com as decisões do Papa. Os ingleses concordam em 1572. Fazem suceder ao dia 2 do mês de setembro do referido ano, o dia 14, isto é, o dia 3 passa a ser dia 14, ficando todos os povos cristãos com um mesmo calendário, o Gregoriano.” – Itanel Ferraz, Segue-Me, p. 13.

Muito bem, o que ocorreu em outubro de 1582, nos países que fizeram tal mudança, foi o seguinte: Apanhe lápis e papel. Imagine fazer uma folhinha e escreva o título (que é o mês) outubro O ano é 1582. Escreva agora, em horizontal, os dias da semana, como encontrados em todas as folhinhas e calendários. dom. seg. ter. qua. qui. sex. sáb. Certo? Agora iremos transcrever, na íntegra, os numerais referentes a estes dias da semana, tais como foram em outubro de 1582. Então escreva debaixo da segunda-feira o número um. O número dois debaixo da terça. O três debaixo da quarta, e quatro debaixo da quinta-feira, e agora – note bem – escreva o número quinze debaixo da sexta-feira, e daí para frente, o número dezesseis em diante até completarem-se os 31 dias deste mês de outubro de 1582.

Notou o que aconteceu? Houve um pulo de 4 para 15, uma alteração nos números, mas não modificou absolutamente em nada a sequência semanal.

Em síntese, o que simplesmente aconteceu e é tão fácil compreender, foi que “quinta-feira, 4 de outubro, foi seguida de sexta-feira, dia 15. Daí resultou que, embora tivessem sido removidos certos dias do mês, a ordem dos dias da semana não se alterou. E é o ciclo da semana o que nos traz os dias de Sábado. Ao passarem os anos, as outras nações foram gradualmente adotando o Calendário Gregoriano no lugar do Juliano, como se chama o antigo. E cada nação, ao fazer a mudança, empregou a mesma regra de saltar dias do mês, sem tocar na ordem dos dias da semana.” – Francis D. Nichol, Objeções refutadas, pág. 28.

Quando guardamos o sábado do sétimo dia, estamos observando o mesmo dia que Jesus observou, e Ele fazia isso toda semana de acordo com Lucas 4:16.

3. A terceira evidência para o verdadeiro sábado é a mais conclusiva de todas. O povo judeu tem observado o sétimo dia desde a época de Abraão, e ainda o observa hoje.

Aqui está uma nação inteira – Milhões de indivíduos – que tem contado o tempo meticulosamente, semana após semana, com calendário ou sem calendário, a milhares de anos. Poderiam eles ter perdido a trilha?

Impossível. A única forma que poderiam ter perdido um dia teria sido toda a nação ter dormido 24 horas a mais e ninguém lhes dizer sobre isso mais tarde.

Não houve nenhuma mudança ou perda do sábado desde que Deus o criou em Gênesis. A origem da semana é encontrada na história da criação. Não há nenhuma razão científica ou astronômica para medir o tempo em ciclos de sete dias. É um arranjo arbitrário de Deus e foi miraculosamente preservado por uma razão: porque o santo dia de sábado aponta para o poder criativo do único Deus verdadeiro. É um sinal de Sua soberania sobre o mundo e sobre a vida humana, um sinal da criação e da redenção.

Não é esta a razão pela qual Deus irá preservar a observância do sábado por toda a eternidade? Nós lemos em Isaías 66:22, 23: “Pois, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, durarão diante de mim, diz o Senhor, assim durará a vossa posteridade e o vosso nome. E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor” (Isaías 66:22-23).

O sábado é tão precioso para Deus que Ele terá o seu povo o observando na Nova Terra. Se é tão precioso para Ele, não deveria ser precioso para nós? Se nós vamos guardá-lo na eternidade, então, não deveríamos guardá-lo desde agora?

Em uma época de falsos deuses, da evolução ateísta, e das tradições dos homens, o mundo precisa do sábado mais do que nunca como uma prova de nossa lealdade para com o grande Deus Criador e um sinal de nossa santificação através do Seu poder.

4. Prova número quatro está no fato de que mais de cem línguas da terra usam a palavra “sábado” para o sábado.

Por exemplo, a palavra espanhola para o sábado é “Sábado”, que significa sábado. O que isso prova? Isso prova que quando as centenas de línguas se originaram no tempo, muito tempo atrás, o sábado era reconhecido como o dia de sábado e foi incorporado ao próprio nome do dia.

4º Grande Falácia – O sábado era apenas um memorial de Libertação do Egito

Essa idéia estranha é extraída de um único texto do Antigo Testamento e é distorcida para contradizer muitas declarações claras sobre a verdadeira origem do sábado. O texto encontra-se em Deuteronômio 5:14-15: “mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem assim como tu. Lembra-te de que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia do sábado”.

Algumas pessoas supõe a partir deste texto que Deus deu o sábado como um memorial do Êxodo do Egito. Mas a história do Gênesis da instituição do sábado (Gênesis 2:1-3) e a redação do quarto mandamento de Deus (Êxodo 20:11) revela o sábado como um memorial da criação.

A chave para entender estes dois versos repousa na palavra “servo.” Deus disse: “Lembra-te de que foste servo na terra do Egito.” E na frase anterior a esta, os lembra “que o teu servo e a tua serva descansem assim como tu”. Em outras palavras, a sua experiência no Egito como servos iria lembrá-los a lidarem de forma justa com seus servos, dando-lhes o descanso sabático. Na mesma linha Deus ordenara: “Quando um estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o maltratareis… pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Levítico 19:33-34).

Não era incomum Deus relembrar a libertação do Egito como um incentivo para obedecerem aos outros mandamentos. Em Deuteronômio 24:17, 18, Deus disse: “Não perverterás o direito do estrangeiro nem do órfão; nem tomarás em penhor o vestido da viúva. Lembrar-te-ás de que foste escravo no Egito, e de que o Senhor teu Deus te resgatou dali; por isso eu te dou este mandamento para o cumprires”.

Nem o mandamento para serem justos nem o de guardar o sábado foi dado para lembrar o Êxodo, mas Deus lhes disse que a Sua bondade ao tirá-los do cativeiro constituiu um forte motivo adicional para que tratassem amavelmente seus servos e tratassem com justiça os estrangeiros e as viúvas.

Da mesma forma, Deus falou com eles em Levítico 11:45: “porque eu sou o Senhor, que vos fiz subir da terra do Egito, para ser o vosso Deus, sereis pois santos, porque eu sou santo”. Certamente ninguém insistiria que a santidade não existia antes do Êxodo, ou que seria sempre limitada apenas aos judeus, para relembrarem a sua libertação.

5º Grande Falácia – Guardar o domingo, em Honra da Ressurreição

É verdade que Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana, mas em nenhum lugar há o menor indício na Bíblia para alguém guardar esse dia. A base para a observância do sábado é o comando direto escrito pela mão de Deus.

Muitos eventos maravilhosos ocorreram em determinados dias da semana, mas não temos ordem de guardá-los como santos. Jesus morreu por nossos pecados na sexta-feira. Isso é provavelmente o evento mais significativo em toda a história registrada. Ele marca o momento que minha sentença de morte foi comutada e a minha salvação garantida. Mas nenhum texto bíblico sugere que devemos observar este dia de tamanha importância.

Foi um momento dramático, quando Jesus ressuscitou dos mortos, naquela manhã de domingo, mas não há um traço de evidência bíblica de que devemos observá-lo em honra da ressurreição. Não há nenhum exemplo da observância do domingo encontrado registrado nas Escrituras.

Há, naturalmente, um memorial da ressurreição ordenado na Bíblia, mas não é a guarda do domingo. Paulo escreveu: “Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:4).

O Batismo é o memorial da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. Aqueles que acreditam que a observância do domingo honra Sua ressurreição citam a reunião dos discípulos no cenáculo no mesmo dia que Ele ressuscitou dos mortos. Para eles esta reunião foi para celebrar a Sua ressurreição. Mas quando lemos o relato bíblico do evento, descobrimos que as circunstâncias eram bem diferentes. Lucas nos diz que, embora os discípulos foram confrontados com a história do testemunho ocular de Maria Madalena, eles “não acreditaram”. “Depois disso manifestou-se sob outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo, os quais foram anunciá-lo aos outros; mas nem a estes deram crédito. Por último, então, apareceu aos onze, estando eles reclinados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem dado crédito aos que o tinham visto já ressurgido” (Marcos 16:12-14).

Obviamente, nenhum desses discípulos que estavam no cenáculo acreditaram que Ele havia ressuscitado, então eles não poderiam estar ali reunidos alegremente celebrando a ressurreição de Jesus. João explica a razão para estarem reunidos com estas palavras: eles estavam “reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus” (João 20:19).

Assim, temos analisado os principais argumentos usados contra a observância do santo Sábado de Deus. Nenhum desses argumentos fornece um traço de evidência de que Deus mudou de opinião sobre o sábado. Quando ele escreveu a palavra “lembrar” ao quarto mandamento, era em referência ao mesmo sétimo dia que aparece em nosso calendário de parede. Nem os homens nem os demônios podem diminuir a validade dessa eterna lei moral. Que Deus conceda a cada um de nós a coragem para honrar o mandamento do sábado como um teste especial do céu ao nosso amor e lealdade. Como nós descobrimos, quando Jesus voltar, vamos guardar esse mesmo sábado com Ele, na eternidade. Amém; vem, Senhor Jesus !

Texto de autoria de Joe Crews publicado no site Amazing Facts. Crédito da Tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/


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