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Paulo defende o Dízimo em I Coríntios 9

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Paulo defende o Dízimo em I Coríntios 9

Mensagem por Eduardo em Seg Out 10, 2011 2:05 pm

1 Coríntios 9:1-27 diz:

Não sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?
Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.
Esta é minha defesa para com os que me condenam.
Não temos nós direito de comer e beber?
Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?
Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?
Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado?
Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo?
Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois?
Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante.
Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais?
Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.
Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar?
Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.
Mas eu de nenhuma destas coisas usei, e não escrevi isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória.
Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!
E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada.
Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho.
Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais.
E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei.
Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei.
Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.
E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.
Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.
E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.
Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar.
Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.
Com toda certeza Paulo usou essa analogia para ser real. Ele não perderia tempo com uma analogia inútil e sem efeitos morais e práticos. Uma das diretrizes da palavra de Deus é ser relevante e produtiva em nossas vidas. Não confunda a Bíblia com um conto de fadas, ou como diz Pedro "não seguimos fábulas engenhosamente inventadas". 2 Pedro 1:16. Se Paulo usou a administração do templo baseado na Torá como modelo para a igreja, é por que assim Deus quer.

Paulo abriu mão de um direito que existe, no entanto usou desse direito aceitando salário de outras igrejas (2Co 11:8). O fato de alguém abdicar de um direito não o torna inexistente para outros. O contexto que você tenta esconder é claro, em I Coríntios 9:13 o apóstolo usa a ilustração do templo e do serviço dos levitas no altar, dizendo que eles tiravam do altar o seu sustento. Qual era esse sustento? O dízimo, não há dúvida nenhuma.

Paulo tinha direito a casar-se como os outros apóstolos, e a reclamar das igrejas o que for necessário para sua esposa e filhos se os tivesse, sem ter de trabalhar com suas próprias mãos para obtê-los. Aos que procuram fazer o bem a nossas almas, devemos provê-los de sua alimentação. Porém, renunciou a seu direito para não impedir seu êxito pelo fato de reclamá-lo. dever da gente é manter a seu ministro. Podem declinar de seu direito, como fez Paulo, porém transgridem um preceito de Cristo os que negam ou retêm o devido sustento.

1 Timóteo 5:17-18 diz que os presbíteros devem receber amparo e sustento da obra.

1 Coríntios 9:6-14 afirma que assim como era determinado pela Lei de Deus para o sustento do templo deve ser feito para o sustento do evangelho:

"6 Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? 7 Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado? 8 Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo? 9 Porque na lei de Moisés está escrito:

Não atarás a boca ao boi que trilha o grão.(Deuteronômio 25:4)

Porventura tem Deus cuidado dos bois? 10 Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante. 11 Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais? 12 Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo. 13 Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? 14 Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho."

Deus ordenou a mesma Lei de Deus (onde está incluso o dízimo) usada no AT para servir de regra na administração da igreja para o anúncio do evangelho.

Saiba mais: http://www.monergismo.com/textos/lei_evangelho/Paulo-detalhes-lei-Deus-hoje-q48_gary-north.pdf

"Não ligarás a boca ao boi que debulha. E digno é o obreiro do seu salário." [1 Timóteo 5:18]

A proibição de atar a boca do boi que trabalha em um moinho é mencionada pela primeira vez em Deuteronômio 25:4 e deixa claro que o animal precisa de sustento para realizar o trabalho pesado, de modo que deve poder comer livremente daquilo que seu trabalho produz. No Novo Testamento, esse mesmo princípio foi usado pelo apóstolo Paulo para ensinar que um ministro do evangelho tem o direito de esperar receber alguma compensação daqueles que se beneficiam de seu ministério, direta ou indiretamente.

O apóstolo Paulo cita outras duas passagens do Velho Testamento para nos ensinar qual a forma de sustento dos ministros cristãos. A primeira é em I Co. 9.9: “Porque na lei de Moisés está escrito: não atarás a boca ao boi que trilha o grão...” A segunda nesse mesmo livro e capítulo no v. 13: “Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar participam do altar?”,

Engraçado como a lei para umas coisas serve para outras não. No Novo Testamento a diversas referências ao Antigo Testamento endossando a vigência do mesmo, em 1 Timóteo 5.17,18 há uma dessas claras referências: "Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha."

Compare-se com o tema de Paulo em 1 Cor. 9:7-14 quanto a uma justa remuneração para o ministério. Paulo toma a Palavra de Deus como a autoridade final: os que dedicam todo seu tempo ao ministério devem receber um salário justo. Alguns comentadores pensam que Pablo não se refere a sustento financeiro senão à honra própria do cargo e de um serviço louvável. O boi recebe alimento por seu serviço, portanto um ancião deve receber o respeito e a honra dignos de seu ministério.

A defesa de Paulo para a remuneração dos ministros do evangelho, tem sua base argumentativa nos textos do AT que se referem às entradas que mantinham os sacerdotes (1Co 9:6-14). Segundo ele:

1) Havia apóstolos que não trabalhavam secularmente (v. 6).

2) Pagar ministros era uma prescrição da lei (v. 8 e 9), e esta o fazia pelo sistema de dízimos (Nm 18).

3) O verso 13, diga-se, é uma referência direta do dízimo. Pois baseia seu apelo para o pagamento de ministros da igreja no direito dos sacerdotes e levitas que tinham seu sustento garantido pelo dízimo, a principal de suas entradas. Afinal não eram os sacerdotes e levitas os únicos que se podiam achegar ao altar e prestar o serviço sagrado no Templo (Nm 18:20-26)?

4) Essa parte, devida aos sacerdotes, é um direito do qual já estavam fazendo uso (vv. 10 e 12).

5) O mesmo sistema deve ser usado para os ministros do evangelho (v. 14).

6) Um direito do qual Paulo abriu mão (1 Co 9:12, 15), entre os coríntios (2Co 11:7), mas por causa da contestação do seu apostolado (2Co 11:5, 6) e para não dar ocasião aos falsos apóstolos (2Co 11:8 a 13), no entanto usou desse direito aceitando salário de outras igrejas (2Co 11:8).

7) Esse é um direito tão natural, segundo o apóstolo, como de alguém que planta uma vinha (1Co 9:7; Dt 20:6) e dela cuida (Pv 27:18).

Para começar vamos analisar esse contexto por partes. Nos versos 3 a 6 Paulo inicia sua defesa para com os que me acusam de querer viver para a obra e deixar de trabalhar. O seu sustento deveria vir de quem, mano ? Respondo, da igreja. Isso fica claro no verso 12:

"Se outros participam deste direito sobre vós, por que não nós com mais justiça?"

Prosseguindo... no verso 13 Paulo pergunta:

"Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, participam do altar?"

Ai Paulo mata três de suas falácias: 1) O templo continua necessário; 2) Que faz os serviços no templo deve receber sustento sobre esse trabalho; 3) Esse sustento era proveniente dos dizimos e ofertas.

Paulo, em I Coríntios 9 , está discutindo aqui o seu direito de sustento por parte das igrejas. Fala do dever das igrejas de sustentarem seus obreiros, usando várias figuras para ilustrá-lo, entre elas a do boi que debulha. Pergunto em seguinte: "Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais"? I Coríntios 9:11.

Em I Coríntios 9:13 o apóstolo usa a ilustração do templo e do serviço dos levitas no altar, dizendo que eles tiravam do altar o seu sustento.

Qual era esse sustento? O dízimo, não há dúvida nenhuma.

Vem agora a conclusão do apóstolo, em que estabelece o princípio paralelo nas duas dispensações: "Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho." I Coríntios 9:14.

Note a palavra "assim". Quer dizer que do mesmo modo como eram sustentados os sacerdotes, assim devem ser sustentados os ministros do evangelho, isto é, com os dízimos entregues pelo povo de Deus.

É importante também o verbo: "ordenou". Trata-se de uma ordem de Cristo, cuja autoridade merece ser respeitada. É um dever do crente, como era do judeu, entregar os dízimos para o sustento do ministério. O Dr. W. C. Taylor considerava esta passagem a mais forte, com referência ao dízimo, no Novo Testamento.











I Coríntios 9:7-18. O Apóstolo Paulo fala do plano financeiro do templo do Velho Testamento nesta passagem. O templo de Deus foi mantido pelos dízimos e ofertas do povo de Deus. Nota as palavras no versículo 14, "Assim ordenou também o Senhor". Paulo disse que Deus manda seu povo sustentar, cuidar, e manter sua igreja da mesma forma que o templo foi mantido no Velho Testamento.
1. Dizimar antes da Lei de Moisés. Gênesis 14:20 e 28:22. Abraão e Jacó deram seus dízimos muitos anos antes da lei de Moisés. Mostra que já foi o mandamento de Deus e que não somente faz parte da lei de Moisés.
2. Dizimar sob a Lei de Moisés. Números 18:24-28, Levítico 27:30. Deus mandou seu povo dar o dízimo sob a lei de Moisés. Então, continuou sendo a maneira certa para sustentar e manter o trabalho dele. Nota II Crônicas 31:5-12, e Neemias 10:37-38. Deus chamou aquele que não dizimou ladrão em Malaquias 3:8-10. Porque? Porque estava roubando Deus. Ainda é a verdade. O dízimo é do Senhor!
3. Dizimar no Novo Testamento. Mateus 23:23, I Coríntios 9:13-14, I Coríntios 16:2, Hebreus 7:1-8.
Jesus Cristo disse (Mateus 23:23) aos Fariseus, "Deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas". Jesus disse aqui que os Fariseus deveriam dar os dízimos. Quando Ele diz que devemos dizimar, não vou discutir com Ele.
O Apóstolo Paulo disse (I Coríntios 9:14), "Assim ordenou também o Senhor". Deus ordenou o que nesta passagem? Sustentar os que pregam o Evangelho e manter o trabalho de Deus da mesma forma do Velho Testamento. Como foi no Velho Testamento? Pelos dízimos e ofertas do povo de Deus.
O Apóstolo Paulo disse (I Coríntios 16:2), "Conforme a sua prosperidade". Dar segundo a sua prosperidade tem que ser o dízimo (dez por cento).
Hebreus 7:8 diz, "Ali, porém, aquele de quem se testifica que vive". Abraão no Velho Testamento pagou seus dízimos ao sacerdócio de Melquisedeque. Jesus Cristo é o cumprimento do sacerdócio dele. Como Abraão deu seus dízimos ao sacerdote Melquisedeque, agora o povo de Deus dá seus dízimos ao nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo.
Por isto, sabemos que ainda é o Plano de Deus para financiar seu trabalho. Este é o único plano de Deus na Bíblia para sustentar, cuidar, e manter sua obra. Não estamos interessados nos planos humanos.
O fato de Paulo abdicar desse direito não o torna nulo. Os que anunciam o evangelho ainda tem o direito de viver do evangelho, mesmo com o essa clausula de poder abdicar dessa prerrogativa, assim como Paulo o fez nesse episódio, no entanto usou desse direito aceitando salário de outras igrejas (2Co 11:8): "Outras igrejas despojei eu para vos servir, recebendo delas salário". 2 Coríntios 11:8

Vejamos a defesa de Paulo para com os que o condenavam:

1) Não temos nós direito de comer e beber?

A acusação era que Paulo não tinha o direito de comer e beber ?

2) Só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?

Eis a resposta, fica claro que alguns obreiros tinham o direito de deixar de trabalhar.

O fato de Paulo citar a lei, já FAZ PROVA de que a predominancia era de judaizantes ?
Isso é um típico Petitio Principii, conhecido no Brasil como Petição de Princípio ou Argumento Circular. Ou seja, mesmo sem evidência objetiva você usa seu próprio preconceito como argumento. Você tenta firmar a conclusão para demonstrar uma tese partindo do princípio que a mesma é válida e transforma a conclusão numa premissa é um petitio principii. Isso é um típico Petitio Principii. Paulo cita a Lei para quem ele quiser, isso de forma alguma é prova de que seus ouvintes eram judeus. Não há separação de doutrina entre os gentios e os judeus fiéis a Cristo. Você transforma a conclusão numa premissa, mesmo sem evidência objetiva tenta firmar uma tese partindo do princípio que seu preconceito contra judeus é um fundamento válido. Em 1 Coríntios 9, Paulo defende a verdadeira função da Lei tanto para gentios como para judeus.

Corinto (em grego: Κόρινθος, transl. Kórinthos, AFI: ˈkorinθos) é uma cidade e antigo município da Grécia, situado na Coríntia, na periferias do Peloponeso.

A cidade de Corinto na época de Paulo


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Re: Paulo defende o Dízimo em I Coríntios 9

Mensagem por Eduardo em Dom Nov 06, 2011 9:36 am

1.

Apóstolo.

Este capítulo, considerado superficialmente, poderia dar a impressão de que Pablo se aparta do tema principal do capítulo anterior; mas é só uma continuação do tema que vem tratando, especialmente do vers. 13. Pablo ilustra sua disposição a renunciar a seus direitos pelo bem de outros, mostrando que renunciou a seus legítimos direitos de apóstolo. Foi desafiada sua legítima asseveração de ser apóstolo (vers. 3) e Pablo apresenta, em conseqüência, as provas de sua apostolado. A apresentação de seu direito a ser reconhecido como apóstolo constitui um dos relatos mais formosos, elevados e ennoblecedores que se possam encontrar a respeito da virtude da abnegação e dos princípios que devessem motivar ao ministro do Evangelho. O que está cheio do espírito de Cristo está disposto a fazer qualquer coisa e a ser qualquer coisa para fazer progredir o reino de Deus.

Não sou livre?

A evidência textual estabelece (cf p. 10) primeiro a pergunta "Não sou livre?" Assim se faz mais clara a relação entre este versículo e a conclusão do cap. 8. É como se Pablo dissesse: "Vos estou pedindo que renuncieis a vossa liberdade e que vos abstenhais de usá-la arbitrariamente. Peço-vos que considereis a condição espiritual de vossos irmãos mais débeis, e que de acordo com ela controleis vossa liberdade. Não estou fazendo eu o mesmo? Tenho certos privilégios como apóstolo dos quais não me estou aproveitando, pois se o fizesse, estorvaria a alguns em seu devido progresso na senda cristã". A construção das perguntas deste versículo demonstra que, em todos os casos, espera-se uma resposta afirmativa.

Vi a Jesús.

Uma objeção contra a afirmação de Pablo de que era apóstolo, baseava-se em que ele não tinha estado com Cristo enquanto este esteve na terra. Jesús tinha chamado aos apóstolos seus "testemunhas" (Hech. 1: 8). E Pablo não tinha acompanhado ao Senhor antes de sua morte; mas sim o tinha visto depois de sua ressurreição, e por isso podia exigir que se o incluísse no grupo dos apóstolos (ver Hech. 9: 3-5; com. 1 Cor. 15: 8). É importante notar que Pablo com freqüência apoiava sua demanda de ser apóstolo referindo-se a sua visão do Senhor (Hech. 22: 14-15; 26: 16; 1 Cor. 15: 8-9).

Minha obra.

O apóstolo se refere ao fato de que precisamente os mesmos que levantavam objeções contra seu caráter de apóstolo, tinham sido convertidos ao Senhor por meio de seu ministério; e o apresenta como uma prova de que Jesús o reconhecia como apóstolo e o abençoava nessa obra. Não era, pois, razoável pensar que Deus abençoasse assim a um impostor; portanto, o estabelecimento da igreja de Corinto devido ao ministério de Pablo era uma prova de sua apostolado. É correto que um ministro se refira às bênçãos que acompanham a sua obra de pregar o Evangelho, como uma prova do fato de que é chamado por Deus para o ministério da Palavra (ver Mat. 7: 16, 20).

No Senhor.

Pablo admite que tudo o que fez o conseguiu mediante o poder do Senhor. Sabia que por si mesmo nada podia fazer (cf. Juan 15: 5). Todo seu poder e sabedoria derivavam do Senhor, quem o tinha chamado a sua missão de apóstolo (Rom. 1: 1; 1 Cor. 1: 1; 1 Tim. 2: 7; 2 Tim. 1: 1; Tito 1: 1). Esta completa submissão à vontade de Deus e o reconhecimento inteligente da incapacidade de um homem para fazer algo por seu próprio poder, é o primeiro e o mais importante fator para seu ministério de sucesso no Evangelho.

2.

Para outros.

"Para outros" que não estavam em Corinto, que não tinham sido convertidos pelo ministério de Pablo. Os tais poderiam duvidar de que ele tinha sido enviado por Deus para pregar o Evangelho, mas seguramente que seus irmãos de Corinto não podiam albergar tal dúvida. Como tinha trabalhado entre eles durante muito tempo, tinham tido muitas oportunidades de familiarizar-se com ele e de ver quanto sucesso tinham tido seus esforços. Tinham suficiente evidência de que tinha sido enviado para fazer uma grande obra para Deus.

Selo.

Ou certificado de autenticidade. Pablo declara enfaticamente que a presença dos membros da igreja em Corinto- precisamente os que duvidavam de seu direito a ser chamado apóstolo- era a confirmação absoluta de seu direito a ser apóstolo. Um homem não podia ter efetuado a conversão deles. Isso era obra de Deus. Era evidente que Deus estava com seu servo e sem dúvida o tinha enviado.

Deus usa a seus servos como um hábil artesão utiliza suas ferramentas. Eles são o meio nas mãos divinas para cumprir os propósitos de Deus entre os homens. Bem como o carpinteiro usa diversas ferramentas 721 para fazer um belo móvel, e quando o termina se reconhece que é um produto de suas mãos, na mesma forma se vale o Senhor de seus obreiros para converter em troféus de sua graça a homens e mulheres que se achavam perdidos no pecado. O artesão conhece suas ferramentas e as usa habilmente; o Senhor conhece a seus servos, e sob sua divina condução recebem poder para ganhar as pessoas para o reino. Este sucesso no ganho de almas para o Senhor indica que ele aceitou seu serviço e que os considera como suas testemunhas.

3.

Acusam.

Gr. anakrínÇ, "examinar", "averiguar"; como apologia, é um termo legal que se aplica aos Juízes nos tribunais, quem se sentam para julgar, pesquisar e decidir sobre os casos que lhes são apresentados (ver Luc. 23: 14; Hech. 4: 9; 24: 8).

Esta.

Os comentadores discrepam quanto a se este pronome se refere ao que precede (vers. 1-2) ou ao que segue. Este pronome quiçá seja uma introdução adequada para a mais ampla discussão dos versículos que seguem, e não um resumo dos dois versículos anteriores. Se assim fora, o que segue constituiria a defesa que apresenta Pablo frente aos que questionavam sua autoridade como apóstolo. Nos vers. 4-6 o apóstolo apresenta as principais objeções que tinham sido esgrimidas, e nos versículos seguintes demonstra que não têm validez.

Defesa.

Gr. apologia, "apologia", "defesa oral". É um termo legal, que se aplicava a um discurso em defesa de alguém acusado ante um tribunal (ver Hech. 25: 16; Fil. 1: 7, 17; 2 Tim. 4: 16). Aqui descreve a resposta de Pablo ante os que o julgavam por afirmar que era apóstolo. Como sabia plenamente que tinha estabelecido o fundamento da igreja de Corinto mediante o poder divino, referiu-se aos crentes como "o selo" ou confirmação solene de sua apostolado, como seu defesa contra todos seus opositores.

4.

Direito.

Gr. exousía, "direito", "autoridade". Pablo reclama todos os direitos e prerrogativas que tinha qualquer dos outros apóstolos.

De comer e beber.

Poderia deduzir-se pelo cap. 8 que Pablo se estava referindo a seu direito de comer alimentos oferecidos aos ídolos se assim o desejava, mas o contexto não apóia este ponto de vista (vers. 2-3, 6-7). Pablo está tratando agora a questão de seu direito como apóstolo a ser sustentado pelas igrejas às quais ministraba. Pablo reclama que ele -como todos os outros obreiros evangélicos que entregam sua vida ao ministério da Palavra de Deus- tem o direito de ser sustentado pelas igrejas. Isto se baseia em fundamentos muito razoáveis, como ele procede a demonstrá-lo (vers. 7- 14).

A objeção que Pablo parece estar respondendo é esta: ele e seu colega Bernabé trabalhavam com suas mãos para sustentar-se (Hech. 18: 3, 6), mas outros predicadores e maestros religiosos exigiam ser sustentados por aqueles a quem ministraban. Nestas circunstâncias parece como se Pablo se desse conta que ele e Bernabé não tinham direito a ser sustentados pelos membros de igreja, porque estes não sabiam que eles eram apóstolos. Frente a este raciocínio Pablo responde que ainda que admitiu que trabalhava com suas mãos para sustentar-se, era equivocada a dedução que se sacava desta circunstância. Não era porque não tinha direito a ser sustentado, nem porque não sentia esse desejo, senão porque estava seguro que seria para o bem espiritual da igreja que ele não exigisse ser sustentado.

5.

Uma irmã.

Isto é, uma mulher cristã, membro da igreja (ver Rom. 16: 1; 1 Cor. 7: 15; Sant. 2: 15).

Por mulher.

O texto grego diz, "irmana mulher", o que poderia entender-se "uma irmã como mulher". Esta mulher teria, como seu esposo, o direito de ser sustentada pela igreja. Parece que Pablo dissesse: "Não tenho talvez o direito de levar uma esposa, que também é crente, e viajar com ela a vossas expensas, como fazem os outros apóstolos?" Alguns pensaram que uma "irmã" não se referia a uma esposa, senão a uma ajudante que pudesse atender aos apóstolos na mesma forma em que certas mulheres atendiam a Cristo (ver Luc, 10: 38-42); mas a referência de que Pedro era casado (Mat. 8: 14; Mar. 1: 30) sugere que se faz referência a esposas.

Como. . . os outros apóstolos.

Isto indica que a prática geral era que os apóstolos viajassem acompanhados. Pode ter várias razões para que as esposas acompanhassem aos apóstolos em suas viagens. Em alguns países do Próximo Oriente não era fácil para os homens reunir um auditório de mulheres com o propósito de instrí-las em religião, mas as esposas dos apóstolos podiam fazê-lo sem dificuldades. Por isso poderia ter sido 722 uma grande vantagem que os apóstolos levassem a suas esposas para que lhes ajudassem nos labores domésticos, e também para que os cuidassem quando se adoeciam ou eram perseguidos. Em sua obra Pablo preferia o celibato (ver com. cap. 7: 7) e sem dúvida, há casos quando um homem pode fazer uma obra melhor sem ter a cargo uma família. Mas é evidente que não há nenhuma base bíblica para impor o celibato no ministério.

Irmãos do Senhor.

ver com. Mat. 12: 46. Nos começos do ministério de Cristo, seus irmãos não acreditavam em ele (ver com. Juan 7: 3-5). É indubitável que mais tarde mudaram seu parecer e foram contados entre os predicadores do Evangelho. Também é evidente, segundo esta afirmação, que eram casados e levavam a suas esposas, pelo menos em alguns de suas viagens. Ver com. Hech. 1: 14.

Cefas.

Isto é, Pedro (ver com. Mat. 4: 18; 16: 18; Mar. 3: 16; 1 Cor. 1: 12). Quanto ao fato de que o apóstolo Pedro era casado, ver Mat. 8: 14; Mar. 1: 30. Como com seu exemplo aprovou o casal dos clérigos, é estranho que quem pretende ser seu sucessor prohiba que os clérigos se casem.

6.

Bernabé.

Bernabé era um proprietário procedente da ilha de Chipre, quem se uniu à igreja de Jerusalém e compartilhou seus bens com os crentes mais pobres (Hech. 4: 36-37). Mais tarde foi enviado para do que atendesse a crescente obra em Antioquía (Hech. 11: 22). Sentindo a necessidade a mais ajuda, conseguiu os serviços de Pablo (Hech. 11: 25-26). Posteriormente se uniu a Pablo em sua primeira viagem missionário (Hech. 13: 1-4). Depois dessa viagem, não continuaram trabalhando juntos por não se ter posto de acordo quanto a se levar A Juan Marcos com eles na segunda viagem (Hech. 15: 36-39). Esta é a primeira menção que faz Pablo de Bernabé depois de que se separaram vários anos antes de que se escrevesse esta epístola aos corintios.

Direito de não trabalhar.

A forma da pergunta em grego equivale a uma enfática afirmação de que Pablo e Bernabé tinham a faculdade, ou direito, de abster-se de trabalhar para sustentar-se, se preferiam fazê-lo. Pablo só tinha um anseio depois de sua conversão: testemunhar por Cristo e persuadir aos homens a que o aceitassem como seu Salvador (1 Cor. 9: 16; 2 Cor. 5: 11; Fil. 3: 13-14). Vigiava constantemente para evitar qualquer coisa que pudesse ser um impedimento para que os homens acreditassem em sua mensagem (ver Rom. 9: 1-3; 10: 1; 14: 16, 19-21; 1 Cor. 8: 13; 9: 22-23). Os pagões desconfiavam dos forasteiros que os visitavam, portanto o apóstolo se propôs não lhes dar motivo para que o acusassem de ir a eles como maestro religioso para que o sustentassem.

Parece que algumas pessoas seguiam de perto a Pablo em suas viagens missionárias para criar-lhe continuamente dificuldades, destruir sua autoridade e estorvar sua obra (ver Hech. 13: 45, 50; 14: 2, 19; 17: 5; Gál. 2: 4; 3: 1; 5: 12). Alguns desses indivíduos eram maestros cristãos de origem judia que criam que a lei de Moisés estava em vigência para os cristãos, e tratavam de impor sua doutrina sobre as igrejas estabelecidas por Pablo e Bernabé, com o qual acordavam dúvidas a respeito de Pablo. Como não podiam encontrar nenhuma base real de queixa contra ele, faziam aparecer a negativa de Pablo de aceitar que o sustentassem os crentes de Corinto, como uma evidência de que não era um verdadeiro apóstolo de Cristo. Ver com. 2 Cor. 11: 22.

O ministro do Evangelho sempre deve estar em guarda contra o perigo de fazer ou dizer algo que pudesse resultar num motivo de escândalo para aqueles por quem está trabalhando. Isto exige -pelo bem de outros e se for necessário- a disposição de abandonar nossos legítimos direitos e prerrogativas.

7.

Quem foi jamais soldado?

Gr. strateúÇ, "servir como soldado" em tempo de guerra ou de paz; expressão que se usava para o serviço militar em general. O soldado dedica sua vida ao serviço militar em favor de seu povo e sua pátria. Seu dever é proteger os interesses dos que o empregam como soldado, ainda sacrificando sua vida se é necessário. Mas o soldado tem direito a esperar que os que o alistam supram todas suas necessidades, para que fique inteiramente livre de dedicar suas energias à obra que lhe foi encomendada. O soldado tem direito a receber sua paga dos que o empregam, e o ministro do Evangelho -soldado de Cristo- tem direito a esperar que o sustentem aqueles a quem ministra. Esta é a primeira ilustração.

Expensas.

Gr. opsÇnion, "ração militar" "estipendio", "atribuição", "salário". Na antigüidade se acostumava pagar aos soldados parcialmente com rações de carne, cereais ou fruta. Os soldados não esperavam 723 que se os obrigasse a conseguir seu próprio alimento, porque era responsabilidade dos que os alistavam. O obreiro evangélico não deve ver-se também não na necessidade de dedicar seu tempo e energia a ganhar seu alimento o custo de outras coisas que precisa.

Vinha.

A segunda ilustração está tomada da agricultura. O que planta uma vinha ou horto não espera que seu trabalho seja em vão, senão que pensa no momento quando desfrutará do fruto de sua vinha. O ministro do Evangelho dedica seu tempo, trabalho e talentos em benefício da igreja -a vinha de Deus-, e é correto que seja sustentado por ela (ver Sal. 80: 8-9; Isa. 5: 1-4; 27: 2-3).

Rebanho.

A terceira ilustração reafirma o argumento das dois anteriores. Quando Pablo escolheu esta ilustração, quiçá estava pensando no símbolo da igreja de Deus como um rebanho de ovelhas (Juan 10: 7-9, 11; Heb. 13: 20) e no ministro como um pastor (Éfe. 4: 11).

Não deve passar-se por alto a importante lição que se ensina por meio deste plano divino para o sustento do ministério. O coração natural é extremamente egoísta; o homem trata continuamente de acumular riquezas. O plano por meio do qual a igreja sustenta aos que se ocupam nela de ministrar nas coisas espirituais, ajuda aos membros a vencer a tendência natural do coração para o egoísmo. Também proporciona um método para que os feligreses expressem em forma prática seu apreço pelos esforços despregados pelos ministros em favor deles, e mais importante ainda: é um meio para que expressem sua gratidão a Deus por seu amor e cuidado com eles, que se manifesta mediante os serviços de seus ministros designados.

8.

Como homem.

A forma da pergunta em grego pede uma resposta negativa. Este plano para o sustento do ministério, era só uma opinião humana? Provavelmente tinha quem assim o argumentavam afirmando que não tinha base bíblica para esse plano.

Não diz isto também a lei?

A lei de Deus, já fora a dos Dez mandamentos ou as regras e prescrições chamadas a lei de Moisés, era considerada com grande respeito pelos judeus e pelo setor judaico da igreja cristã. Quando Pablo discutia com os judeus acostumava provar seus argumentos com o AT. No vers. 7 demonstrou com raciocínios humanos que é equitativo que a igreja sustente aos ministros do Evangelho. Agora demonstra mediante ilustrações do AT que o mesmo princípio era reconhecido e posto em prática durante os dias do antigo Israel.

9.

Lei de Moisés.

Quanto a uma definição desta lei, ver com. Luc. 2: 22; 24: 44; Hech. 15: 5.

Focinheira.

A citação é de Deut. 25: 4. Este embozalamiento do boi se fazia envolvendo-lhe o focinho ou metendo-se numa canastita atada aos cornos do animal, de maneira que o boi pudesse respirar sem dificuldade, mas não comer. A lei que permitia que os bois comessem o grão enquanto faziam seus percursos para debulhá-lo, demonstrava a consideração de Deus para com os animais domésticos. Geralmente se considera como uma disposição humana em favor dos animais que trabalham, mas este versículo sugere que há um significado mais profundo do que a mera humana bondade para os animais.

Tem Deus cuidado?

A forma em que se expressa esta pergunta no grego pede uma resposta negativa; no entanto, não devemos concluir por isto que Pablo recusava uma interpretação literal do versículo. Deus cuida dos bois. Pablo está destacando o fato de que a disposição humanitária que permitia que o boi comesse do grão que estava debulhando, contém um princípio de aplicação universal. Os que trabalham têm direito a ser sustentados com os frutos de seu esforço (1 Cor. 9: 7; 2 Tes. 3: 10). Esta sábia e justa medida foi muito pervertida pelo homem sob o controle de Satanás. Milhões de trabalhadores não receberam uma paga adequada por seu trabalho; não se lhes deu uma parte justa dos frutos de seus esforços. Deus tem em conta esta grande injustiça e assegurou a seus fiéis que em seu reino de glória eterna todos desfrutarão dos frutos de seu labor (ver Isa. 65: 21-22).

10.

Inteiramente.

Gr. pántÇs, "certamente", "seguramente", "sem dúvida". No entanto, Pablo não nega a aplicação literal da lei (ver com. vers. 9). Singelamente está fazendo uma aplicação tão ampla do princípio, que em comparação com a amplitude da aplicação, por assim dizê-lo, a aplicação literal é insignificante.

Por nós.

Pablo aplica agora definidamente esta lei aos que são chamados por Deus para proclamar o Evangelho. Poderia perguntar-se, em que sentido foi dada esta 724 lei por causa do ministério? A resposta mostra que o plano de Deus é que todos os que se esfuerzan honradamente têm direito a esperar uma recompensa. Não é que a recompensa seja a grande meta no caso do obreiro evangélico, pois ele prega porque, a semelhança de Pablo, não pode fazer outra coisa (vers. 16). Mas o Senhor demonstra sua bondosa consideração por seus obreiros. Ainda que o verdadeiro ministro do Evangelho se sente constrenhido a trabalhar pela salvação de seus próximos, não se espera que o faça sem a esperança de uma compensação que implica sua sustento material e sua gozo futuro (ver Jer. 20: 9; 2 Cor. 1: 14; 1 Tes. 2: 19-20).

Com esperança deve arar.

O que se ocupa de cultivar a terra tem que se sentir motivado a despregar seus máximos esforços. Para poder fazê-lo deve ter a justificada esperança e a expectativa de que seu trabalho e diligência serão coroados com sucesso. Deve trabalhar com a plena segurança de que se lhe permitirá desfrutar dos resultados de seus labores. O que está obrigado a trabalhar sem esta esperança inspiradora, acha-se em grande desvantagem, e não é provável que possa despregar seu máximo esforço. Como pode manifestar grande interesse em seu labor o que não tem a segurança de receber uma compensação adequada? Como pode esperar-se que se dedique desinteressada e incansavelmente à tarefa que lhe foi confiada? Como pode liberar-se de preocupações quando pensa nas necessidades de sua família? Se esta é a situação do que se ocupa numa obra secular, não será também verdadeiro do que trabalha na vinha do Senhor?

Com esperança de receber do fruto.

O texto grego diz "de compartilhar", ou seja, "de receber sua parte" (BJ). No plano de salvação, Deus usa muitos agentes para o cumprimento de seus propósitos. Bem como na agricultura um homem prepara o terreno e outro recolhe a colheita, assim também na grande obra de ganhar almas para o reino de Deus, o Espírito Santo pode usar a uma pessoa para semear a semente do Evangelho no coração do que procura a verdade, e a outra para que conduza a essa pessoa através do água do batismo para que entre na igreja (cf cap. 3: 6-7). Qualquer que seja a parte que um obreiro tenha tido na conversão de um alma para Cristo, compartilhará a recompensa com todos os outros a quem o Senhor tenha usado para atrair essa alma a Deus (ver Mat. 20: 8- 10; Juan 4: 36-38; 1 Cor. 3: 8,14). O ministro que semeia a semente da verdade tem tanto direito ao sustento material, como o predicador que numa data posterior tenha tido o privilégio de estabelecer uma igreja composta pelos que foram doctrinados no Evangelho pelo premiê (ver 2 -Tim. 2: 6).

11.

Semeamos.

O símbolo da semeia se emprega na Bíblia para representar a predicação do Evangelho e a comunicação da magna esperança e os privilégios que se oferecem mediante a fé em Cristo (ver Mat. 13: 3, 19-23; Juan 4: 38). O adequado deste símbolo se vê quando se recorda que o que semeia semente num campo a espalha por todo o terreno. O ministro do Evangelho também prega a Palavra de Deus a toda classe de pessoas. Prega a todos os que querem escutar, pois não sabe quem responderá favoravelmente e quem demonstrará que é como o terreno pedregoso e o caminho transitado da parábola do sembrador (ver Mat. 13: 4-5). Seu dever é semear a semente, deixando que o Espírito de Deus a faça frutificar (ver Ecl. 11: 6; Mar. 4: 26-28).

O espiritual.

O obreiro cristão dá bênçãos de um valor infinitamente maior do que o sustento material que recebe. Proclama o Evangelho com todas suas bênçãos e consolações. Faz que a gente se familiarize com Deus, com o plano de salvação e com a esperança do céu. Guia aos homens no caminho do consolo e a paz; sob a direção do Espírito Santo eleva aos homens da degradação da idolatria e o culto aos falsos deuses, ao gozo da comunhão com o Deus vivente; em resumo: como embaixador de Cristo, convida aos homens a que recebam esse conhecimento que lhes proporciona vida eterna (ver Juan 17: 3; 2 Cor. 5: 20). Coloca ante os homens os tesouros de valor eterno, em comparação com os quais todas as riquezas da terra se desvanecem na insignificancia (ver Isa. 55: 2; Mat. 13: 44-46; Apoc. 3: 17-18; 21: 3-4, 7; 22: 14).

Grande coisa.

A demanda de sustento material está muito bem justificada devido a que a compensação à qual os obreiros têm direito é algo muito inferior ao que eles dão. Para a comunidade cristã não só resulta insignificante atender ao ministro o "o material", senão que para dita comunidade é também um alegre dever fazer tal 725 coisa; mediante ele pode manifestar parcialmente seu apreço pelo que o Senhor fez por ela (ver Rom. 15: 27).

12.

Outros.

Refere-se sem dúvida a outros maestros religiosos da igreja de Corinto. Pablo quiçá estava pensando em alguns dos já mencionados (cap. 1: 10-11; 3:3), caudilhos das diferentes divisões dentro da igreja, que quiçá exigiam o direito de ser sustentados por ela. Podem ter sido os mesmos que tentavam demonstrar que Pablo não era apóstolo porque ele não exercia, como eles, o direito de ser sustentado pela igreja. Mas demonstrou que se outros tinham direito a ser sustentados, a demanda dele era muito mais válida. Tinha sido o primeiro instrutor em Corinto; tinha-os conduzido ao Senhor, e lhes tinha ajudado a organizar sua igreja. Trabalhou ali durante mais tempo e mais intensamente, ensinando-lhes e guiando-os nas coisas espirituais.

Direito.

Gr. exousía, "direito", "autoridade", "prerrogativa".

Não usamos.

Apesar de que Pablo tinha maior direito a exigir sustento material da igreja, não tinha insistido em fazê-lo, preferindo renunciar a sua prerrogativa neste assunto e trabalhar para sustentar-se. Era muito cuidadoso para não ser motivo de escândalo a ninguém; para que não fora possível que alguém o acusasse de ter motivos mercenários ao ir a Corinto a pregar o Evangelho (ver Hech. 18: 3; 2 Cor. 11: 7-9; 12: 14). Esta é uma ilustração da completa consagração de Pablo à missão de sua vida de salvar almas para o reino de Deus (ver 1 Cor. 9: 22). Sua primeira e única consideração, em todo tempo, era o que se devia fazer para os melhores interesses daqueles a quem ministraba. Esta consagração abnegada à causa do Senhor é característica de todos os que captaram a visão de Jesús, e que conhecem por experiência o significado de estar mortos ao pecado e vivos a Deus mediante Jesucristo (ver Hech. 9: 6; Gál. 2: 20; 5: 24-26).

Suportamos.

A determinação de Pablo de sustentar-se a si mesmo o induziu a suportar toda classe de penalidades. Estava disposto a suportá-las se desse modo podia promover-se o reino de Deus.

Obstáculo.

Pablo almejava que nada do que pudesse fazer, em forma alguma fora um obstáculo para o progresso da obra da Predicação do Evangelho. Não era porque tivesse dúvida alguma a respeito de seu direito a ser plenamente sustentado, senão porque cria que negando-se a si mesmo esse direito podia beneficiar a causa de Cristo e evitar certas más conseqüências que poderiam ter-se produzido se tivesse insistido em seu justo direito.

13.

Sabeis.

Pablo se refere ao que se conhecia pelo geral entre os judeus e entre os que estavam familiarizados com eles: que os sacerdotes tinham direito a ser sustentados com os recursos do templo. A história dos israelitas foi registrada para o benefício da igreja cristã, e os princípios de administração eclesiástica do serviço do templo antigo são dignos de cuidadoso estudo.

Os que trabalham.

No templo não só trabalhavam os sacerdotes senão também os levitas, quem cuidavam dos utensílios e móveis sagrados do santo edifício. Mantinham limpo o templo e preparavam o necessário para o santuário, como o azeite e o incenso; também proporcionavam a música para o serviço do templo (ver Núm. 1: 50-53; 3: 5-37; 4: 1-33; 8: 5-22; 1 Crón. 23: 3-6, 24, 27-32).

Do templo.

Deus tinha dado instruções mediante Moisés de que os sacerdotes e seus ajudantes não deviam ter herança alguma na terra de Palestina, mas si receber todo sua sustento do templo (Núm. 18: 20-24; 26: 57, 62; Deut. 18: 1-8). Os sacerdotes e levitas, livres das responsabilidades próprias do cuidado das terras e outras propriedades, podiam dedicar todo seu atendimento à importante obra do templo. Não deviam preocupar-se pelos recursos para satisfazer suas necessidades temporárias. Deus tinha ordenado que todo isso se atendesse com os dízimos e as oferendas ceremoniais dados pela congregação.

Ao altar.

Estas palavras sem dúvida se referem especificamente aos sacerdotes, pois seu dever era oferecer os sacrifícios no altar. LEVITA-LOS ajudavam na preparação dos sacrifícios e no cuidado dos utensílios e instrumentos que usavam os sacerdotes, mas era prerrogativa exclusiva dos sacerdotes oferecer os sacrifícios ante o Senhor e colocar o incenso sobre o altar de ouro adiante do véu (Exo. 28: 1-3; Núm. 18:1-7).

Do altar.

Parte dos animais de certos sacrifícios era reservada para o sacerdote, portanto, este participava dos animais 726 sacrificados no altar (Lev. 6: 16-18; 7: 15-16, 31-34; Núm. 18: 8-10; Deut. 18: 1-2).

14.

Ordenou.

Gr. diatássÇ, "dispor", "indicar", "dar ordens". Deus ordenou, em general, que seus ministros sejam aliviados da dupla responsabilidade de pregar o Evangelho e de ganhar seu sustento material. Jesús enviou a seus discípulos aos povos e as aldeias de Palestina, e lhes disse que não se preocupassem por suas necessidades físicas, porque disso se encarregariam aqueles por quem eles iam trabalhar (Mat. 10: 9-10; Luc. 10: 7). Deus informou aos israelitas que uma décima parte de todas suas posses era dele, e que o dever deles era entregar um fiel dízimo aos sacerdotes do templo (Lev. 27: 30, 32; Núm. 18: 21; Mal. 3: 10-11; Heb. 7: 5). Jesús sancionou este plano quando esteve na terra (Mat. 23: 23). Assim se estabeleceu claramente o modelo do método divinamente ordenado que deve seguir a igreja cristã para o sustento material do ministério. O Israel da antigüidade se apartou das claras instruções de Deus neste assunto, e recebeu uma maldição (Mau. 3: 8-9). O não devolver a Deus o que é seu expõe ao cristão à mesma maldição que foi pronunciada sobre Israel, enquanto o cumprimento fiel e com boa vontade deste mandamento justo e equitativo, faz que o crente possa reclamar o cumprimento da maravilhosa promessa dada para o que obedientemente devolve o dízimo (Mau. 3: 10-12). O homem é por natureza extremamente egoísta. Segue o exemplo do grande adversário da verdade, quem perdeu sua elevada posição no céu por cultivar o desejo do ensalzamiento próprio (ver Isa. 14: 12-15; Jer. 17: 9).

Entregar o dízimo e dar oferendas é uma reprensión contínua do egoísmo humano; ademais, ajuda ao dador a pôr sua confiança em Deus e não nas coisas materiais (ver Mat. 6: 19-21). Desse modo resulta evidente que a entrega do dízimo e a generosa dádiva de oferendas para o sustento do ministério e o progresso da obra de Deus em toda a terra, proporciona bênçãos ao que dá e ao que recebe. Se refrena o egoísmo, e se fomenta e mantém o interesse na obra da igreja. Ao mesmo tempo, os que se entregaram à obra do ministério estão devidamente atendidos, livres do ônus e preocupação de tratar de atender os assuntos seculares e também as coisas espirituais.

Vivan.

Se todos os membros de igreja são fiéis na entrega dos dízimos e das oferendas, terá abundantes recursos para levar adiante a obra do Evangelho. Podem-se empregar mais obreiros e se apressa a vinda do Senhor. Os ministros têm o dever de educar neste assunto de ordem econômico aos membros de igreja, para que os crentes possam receber as bênçãos que Deus prometeu aos que cumprem com o plano divino conteúdo nesta ordem, e também para fazer progredir a proclamação do Evangelho em todo mundo (ver 2 Cor. 8: 4-8, 11-12; 9: 6-12; HAp 277).

15.

Aproveitei-me.

Ver com. vers. 12.

Faça-se assim.

Os corintios sem dúvida teriam estado dispostos a sustentar a Pablo se ele o tivesse desejado. O apóstolo se está assegurando de que a defesa de seus direitos não era mal interpretada.

Prefiro morrer.

Esta declaração parece ser exagerada, até que compreendemos que Pablo não está procurando glória pessoal, senão a glória de Deus como o demonstram os versículos seguintes. A passagem nos dá outra vislumbre da maravilhosa consagração de Pablo ao Senhor e a sua causa, e destaca sua completa abnegação quando se tratava daquele que o tinha isentado. O homem pode fazer tudo o que crê que é a vontade de Deus, mas se não o faz com boa vontade não conhecerá o que era a glória de Pablo. Mas o que faz prazenteiramente mais do que é requerido, como o fazia Pablo no que se referia à questão do sustento, obtém uma recompensa especial.

16.

Pois se.

O tema de Pablo dos vers. 16-17 é difícil, e se lhe deram várias interpretações. Alguns adicionam as palavras "como outros fazem" na primeira parte do vers. 16: "Pois se anuncio o Evangelho como outros fazem [recebendo pagamento daqueles a quem prego], não tenho por que gloriarme". Outros, em mudança, vêem uma declaração mais geral, como se Pablo dissesse: "Singelamente o fato de que pregue o Evangelho não é um motivo de glória para mim, pois me é imposta necessidade".

Não tenho por que.

Pablo tinha sugerido no vers. 15 que tinha motivos para gloriarse jactarse, mas neste versículo aclara que não tinha nada no assunto de seu predicação do Evangelho que lhe desse direito algum para jactarse, porque se sentia constrenhido a pregar. 727.

Necessidade.

Pablo não podia jactarse do que estava obrigado a fazer. Toda esperança de recompensa devia estar relacionada com algo que ele fizesse voluntariamente, e não como obrigação. Isso mostraria a verdadeira inclinação e o desejo de seu coração. Quando diz "necessidade", sem dúvida se refere a sua vocação ao ministério (ver Hech. 9: 4-6, 17-18; 13: 2; 22: 6-15, 21; 26: 15-19), que não podia ignorar e ao mesmo tempo ter paz ou o favor de Deus.

Se não anunciar.

Pablo conhecia o castigo do silêncio. Sabia que estava comisionado por Deus para proclamar as alegres novas da libertação do pecado, e que se permanecia calado não teria paz, nem alegria, nem completa comunhão com Cristo.

Permanecer calado teria significado para ele negar a comissão que o Senhor lhe tinha dado (ver Hech. 22: 14-15, 21; Rom. 11: 13; 15: 16; Éfe. 3: 7-8).

Todos os que são chamados por Deus para pregar o Evangelho como ministros, não podem ocupar-se em nenhuma outra classe de atividade e sentir-se felizes ou contentes. Se um homem pode com limpa consciência e paz mental deixar de pregar, então de jeito nenhum devesse entrar no ministério (ver OE 452). O ministério do Evangelho é a vocação que implica a maior responsabilidade no mundo, e só devessem entrar nele os que estão dispostos a ser guiados pelo Espírito do Senhor e respondem ao sentimento de um dever sagrado (ver 3T 243). O verdadeiro ministro de Jesucristo não se tem em conta a si mesmo e a sua própria conveniência. Não trata de fazer o menos possível nem limita seu serviço a certo número de horas diárias; almeja fazer mais do que parece necessário porque amoa ao Senhor e aprecia o valor das almas. Sente-se impulsionado por um sentimento íntimo de urgência de procurar e salvar as almas perdidas (ver Jer. 20: 9). E o que é verdade e necessário em relação com o ministério, também se aplica a cada seguidor do Senhor. Jesús ordenou a todos os que acreditam em ele que sejam suas testemunhas (ver Mat. 28: 19-20; Hech. 1: 8; DTG 313-314; 3JT 288-289). Todos os que amam ao Salvador responderão a essa ordem deixando que o Espírito Santo brilhe através deles para benefício de todos aqueles com quem se relacionam (ver Dão. 12: 3; Mat. 5: 16; Fil. 2: 15).

17.

De boa vontade.

Gr. hekón, "afanosamente", "por própria iniciativa". Pablo não quer dizer que fazia sua obra a reganhadientes ou com má vontade, senão que sua vocação não era o resultado do plano que originalmente tinha tido para a carreira de sua vida (ver com. vers. 16).

Recompensa.

Não é do todo claro que quis dizer Pablo; quiçá se referiu a que se se tivesse ocupado da predicação do Evangelho como o faziam outros maestros, teria recebido uma recompensa como eles indubitavelmente a percebiam (vers. 14). Essa não era a recompensa que Pablo procurava (ver com. vers. 18). "Se o fizesse por própria iniciativa, certamente teria direito a uma recompensa. Mas se o faço forçado, é uma missão que se me confiou" (BJ).

De má vontade.

Gr. ákÇn, cujo significado é o oposto de hekón (ver com. "de boa vontade"). Portanto, no contexto significa que não era de acordo com sua própria resolução, pois quando foi chamado à obra tinha outros planos. De maneira que o fato de que estivesse pregando o Evangelho não era um motivo para que se gloriara.

Comissão.

Gr. oikonomía, "mayordomía"; "missão" (BJ); "administração" (NC). A Pablo se lhe tinha confiado uma mayordomía. Nos dias do apóstolo os mordomos com freqüência eram escravos, eleitos de entre a servidão e encarregados dos bens da casa (ver Luc. 12: 42-43). Não há aqui a idéia de degradar o ministério cristão ao nível de um ofício servil; a palavra se usa com o propósito de ilustrar a forma em que Pablo foi feito apóstolo.

Pablo não quis dizer que pregava o Evangelho movimentado unicamente por uma simples obrigação, porque esse ônus lhe tinha sido imposta, ou em forma tal que sua vontade não estava de acordo com o que estava fazendo. Uma vez que recebeu seu apelo aceitou com alegria sua responsabilidade como mordomo e decidiu enaltecer seu cargo. Cria que para fazer isto era necessário que se abstivesse da recompensa material ordenada pelo Senhor para os ministros do Evangelho (ver Luc. 10: 7; 1 Cor. 9: 13-14). Isto significava que trabalharia sem as comodidades e remunerações de que poderia ter desfrutado legitimamente, e se submetia a penalidades e esforços para sustentar-se a si mesmo enquanto pregava o Evangelho. Um comportamento desta natureza demonstrava que seu coração estava em sua obra e que em realidade desfrutava dela e a amava.

18.

Galardão.

Uma razão para que Pablo 728 procedesse assim pode achar-se em seu anterior antagonismo contra Cristo e seus seguidores, sua conversão milagrosa (ver Hech. 7: 58; 8: 1, 3; 9: 1-6) e o elevado da responsabilidade que se lhe tinha confiado (ver 1 Cor. 15: 8-10; Éfe. 3: 7-8; 1 Tim. 1: 15-16). Sentia profundamente o grande erro que tinha cometido ao perseguir aos seguidores de Jesús, ainda que sinceramente cria que ao fazê-lo estava cumprindo a vontade de Deus (ver 1 Tim. 1: 13). A misericórdia pela qual Pablo foi perdoado de sua errada oposição ao Evangelho está ilustrada graficamente nas palavras de Cristo ao Pai a respeito dos homens que o crucificaban (ver Luc. 23: 34). Um sincero arrependimento pelo mau que se fez, faz que Deus possa perdoar ao pecador arrependido (ver Hech. 2: 37-38; 3: 19).

Pablo reconhecia que a forma misericordiosa em que Deus o tratava e a grande responsabilidade que tinha sido posta sobre ele pelo apelo específico a sua missão apostólica, convertiam-no no recipiente de favores dos quais era completamente indigno e que nunca poderia retribuir (ver 1 Tim 1: 11-12,14,16). Prazenteiramente aceitava a comissão que tão bondadosamente se lhe tinha dado e sem reservas reconhecia sua obrigação de pregar o Evangelho a todos os homens (ver Rom. 1: 14-15; 1 Cor. 9: 16). Abrumado de amor e gratidão para Jesús, entregava-se à gozosa tarefa de levar a mensagem de salvação a todos: judeus e gentis. Sentia-se movido a renunciar à legítima disposição feita para seu sustento (vers. 13-14). Não queria que seu gozo na obra fora interferido nem aceitava pagamento pelo que para ele era um trabalho de amor. Estava determinado a que não se lhe arrebatasse o privilégio de render um serviço abnegado (vers. 15). Sentia-se completamente recompensado porque seu Senhor o considerava digno da elevada vocação do ministério evangélico, e porque se lhe permitia demonstrar seu desinteressado amor pelo Salvador trabalhando pelas almas a suas próprias expensas, sem ser um ônus para a igreja.

Gratuitamente.

Isto é, sem solicitar recursos de seus conversos para seu sustento.

Abusar.

Gr. katajráomai, "usar" ou "abusar"(ver com. 1 Cor. 7: 31). Aqui provavelmente

deva entender-se "usar", pois Pablo não estava recebendo nem reclamando uma sustentação parcial. A palavra não deve ser entendida em sentido incorreto.

Pablo afirmou várias vezes seu direito a que o sustentassem os crentes (vers. 4-5, 11-12), mas não se propunha reclamar seu direito. se o tivesse feito

teria sido um obstáculo para o Evangelho e se teria visto privado de seu almejado galardão de oferecer a salvação a todos a quem se dirigia sem preço algum ou sobretaxa (vers. 12).

Não se pode sustentar pelas afirmações de Pablo nos vers. 15-18 que os ministros do Evangelho necessariamente devem trabalhar num ofício para sustentar-se sem esperar nada das igrejas. O apóstolo aclara com muito cuidado que seu proceder era a exceção e não a regra (vers. 5-7, 9). Deus instriu definidamente a sua igreja a respeito de seu plano para o sustento de seus ministros (vers. 14; HAp 272-275).

Direito no evangelho.

"Direito que me confere o Evangelho" (BJ). Isto é, a autoridade ou direito de Pablo de ser sustentado por seus conversos quando pregava o Evangelho.

19.

Livre.

Ver com. vers. 1. Pablo volta ao tema do cap. 8: 9-13. Afirma que não permitirá que sua liberdade se converta numa pedra de tropeço para os débeis. Prossegue dando outros conselhos de renunciar a seus direitos por causa de outros.

Fiz-me servo.

Literalmente "me escravizei". Pablo estava disposto a trabalhar para benefício de outros, como um escravo o faz sem recompensa nem paga. Como um escravo que deseja agradar a seu amoo ou porque estava forçado a fazê-lo, ele estava disposto a conformar-se com os hábitos, os costumes e as opiniões de outros até onde fosse possível, sem claudicar nos princípios. Os ministros de Deus sempre devem estar prontos para adaptar-se e adaptar seu ministério à idiosincrasia daqueles para quem trabalham (ver. 2T 673).

Ganhar a maior número.

Na vida de Pablo todas as coisas estavam subordinadas a seu grande propósito de pregar o Evangelho e ganhar almas para Cristo. Estava preparado para ser tido em pouca estima, se ao fazê-lo alguns podiam ser ganhados para o Senhor (ver Rom. 9:3). A louvável ambição do apóstolo era que pudesse ser usado pelo Espírito Santo para conduzir ao maior número possível a do que aceitassem ser salvados do pecado mediante Cristo. Esta é a ambição de todo verdadeiro ministro do Evangelho. 729.

20.

Como judeu.

Aqui e nos vers. 21-22 Pablo apresenta em forma mais detalhada o comportamento a do que se referiu no vers. 19. Tinha-se comportado nessa forma entre toda classe de gentes. Tinha pregado muito entre os judeus, e chegava até eles desde o ponto de vista de um verdadeiro judeu (ver Hech. 13: 14, 17-35; 17: 1-3; 28: 17-20). Não só adaptava seu predicação aos judeus, senão que também parecia adaptar-se a seus costumes quando não estava em jogo algum princípio (ver Hech. 16: 3; 18: 18; 21: 21-26; 23: 1-6). Conhecia muito bem as modalidades dos judeus, já que ele mesmo tinha sido fariseo e membro do sanedrín (ver Hech. 23: 6; 26: 5; Fil. 3: 5; HAp 83). Pablo usou bem este conhecimento do judaísmo em suas atividades de evangelização entre suas connacionales e em sua própria defesa (ver Hech. 23: 6-9). Moldava-se às práticas e aos preconceitos dos judeus até onde podia fazê-lo com boa consciência. Não os ofendia desnecessariamente, senão que se esforçava por aproveitar seu conhecimento dos costumes e crenças deles, de maneira que lhe fosse mais fácil apresentar-lhes o Evangelho. Seu único propósito ao adaptar-se até onde lhe fosse possível à filosofia da vida dos judeus, era conduzí-los ao Salvador.

Como sujeito à lei.

Os comentadores diferem na explicação desta frase. Uns interpretam que o primeiro grupo mencionado por Pablo neste versículo são os judeus como nação, e que os "que estão sujeitos à lei" são os judeus considerados em relação com suas crenças; mas outros explicam que "judeus" significa os que o são por origem, isto é, segundo a carne, e que os "que estão sujeitos à lei" são os gentis convertidos em prosélitos do judaísmo. Há outros mais do que crêem que os "sujeitos à lei" são os judeus ortodoxos, ou fariseos. Outra explicação é que os dois grupos são idênticos, e que Pablo está usando um recurso literário -o paralelismo- para dar ênfase e preparar o caminho para a expressão correspondente, "os que estão sem lei" (vers. 21). Outro comentador sugere que esta expressão poderia referir-se aos que criam que a salvação se ganha guardando a lei, como era o caso dos judeus conversos ao cristianismo, quem sustentavam que ainda estavam obrigados a cumprir com todas as observações rituais da lei mosaica para receber a aprovação de Deus (ver Hech. 15: 1; 21: 20-26). Quanto ao significado da expressão "sob a lei", ver com. Rom. 6: 14.

Pablo não violava desnecessariamente as leis dos judeus. Não os reprendía porque respeitassem a lei de Moisés, nem se negava a conformar-se com essa lei quando podia fazê-lo sem entrar em componendas. Era tão cauteloso quanto a isto que pôde afirmar, quando foi acusado pelos dirigentes judeus, que tinha guardado as leis e práticas judaicas (ver Hech. 25: 8, 28: 17).

Ganhar.

Pablo não cria que era necessário que os cristãos se conformassem com as leis ceremoniais nem as observâncias rituais, mas almejava fazer todo o possível para criar uma impressão favorável, e assim estar em melhor posição para convencer aos "sujeitos à lei" da verdade do Evangelho (ver Hech. 15: 24-29) e "ganhá-los".

21.

Sem lei.

Isto é, os que não conheciam os preceitos da lei como os conheciam os judeus; em outras palavras, os gentis ou pagões (ver com. Rom. 2: 14).

De Deus.

Para que não fora mau juízo e acusado de recusar toda lei, o apóstolo agregou a modo de explicação que em todas suas relações com os homens, já judeus, já gentis, sempre tinha em conta seu dever para com Deus.

De Cristo.

Pablo obedecia a Cristo e seguia seus ensinos desde o momento de sua conversão. Estava unido a ele por vínculos de amor, gratidão e dever. O propósito dominante de sua vida era prestar obediência contínua e cordial à vontade do Salvador.

Para ganhar.

O único desejo de Pablo, em suas relações com todos os homens, era ganhá-los para Cristo.

22.

Débeis.

Aqueles cuja entendimento do Evangelho era limitada e que poderiam ofender-se por coisas que eram perfeitamente lícitas (ver com. Rom. 14: 1). Quando tratava com "os débeis", Pablo não se comportava deliberadamente numa forma que acordasse seus preconceitos e confundisse seu limitado entendimento da verdade. Não os escandalizava não se adaptando a seus costumes no vestido, alimento e ainda em seus serviços religiosos (ver Hech. 16: 1-3; Rom. 14: 1-3, 13, 15, 19-21; 1 Cor. 8: 13). Esta condescendência ante os pontos de vista dos irmãos mais débeis poderia ter parecido uma debilidade de Pablo; mas em realidade era um sinal de que possuía grande fortaleza moral. Seguro como estava de seu conhecimento pessoal do amor 730 de Jesús e da supremacia da única grande verdade da salvação pela fé em Cristo, bem podia permitir-se agradar aos débeis adaptando-se a suas peculiaridades em coisas que não eram de maior importância, como abster-se do uso de alimentos oferecidos aos ídolos (cap. 8: 4, 7-9).

De todo.

A versatilidade de Pablo o capacitava para adaptar-se em diferentes circunstâncias a toda classe de pessoas de qualquer condição, naquelas coisas que não comprometiam nenhum princípio. Pablo nunca renunciava a seus princípios.

De todos modos.

Gr. pántÇs, "certamente", "definidamente", "ao menos"; "a toda costa" (BJ).

Salve a alguns.

Tudo o que fazia Pablo -sua rápida adaptação à sociedade na que se encontrava e sua disposição para ser tolerante e paciente para com a gente- tinha um só propósito: a salvação dos que acreditassem em sua mensagem. Não se expressava como se tivesse pensado que todos se salvariam, pois sabia que muitos não creriam (Rom. 9: 27; 11: 5). Em seu amoldamiento aos costumes, hábitos e opiniões de toda classe de pessoas para poder salvar a alguns, Pablo seguia de perto o modelo do Salvador, descrito pelo profeta: "Não quebrará a cana cascata" (Isa. 42: 1-3). A adapabilidade é uma das qualidades mais úteis que pode cultivar um ministro. Ajuda-lhe a trabalhar como Jesús trabalhava: nos lares dos pobres e ignorantes, entre os mercadores e comerciantes nos lugares públicos, nos banquetes e diversões dos ricos, e em sua conversa com os sábios. Estará disposto a ir a qualquer parte e a usar qualquer método que seja mais adequado com o fim de ganhar almas para o eterno reino de Deus, de glória e de paz (ver MC 14-15; OE 124-125).

23.

Por causa do evangelho.

Isto revela o princípio que motivava e guiava a Pablo em tudo o que fazia. Estava tão consciente da realidade do amor de Jesús, da realidade do poder de sua ressurreição e da verdade da misericórdia divina para com o pecador arrependido, que estava inspirado com uma paixão imperecível de salvar aos homens, sem importar-lhe quanto lhe custasse. O mesmo lhe sucederá a todos os que são regenerados pelo Espírito Santo e estão em íntima comunhão com Jesús (ver Hech. 1: 8; 2: 17-18, 21; 4: 13; CC 72-73). O eu desaparece da vida daquele que realmente amoa ao Salvador. Só vive para fazer a vontade de Deus (ver Gál. 2: 20).

Copartícipe dele.

Leste é o clímax da esperança do apóstolo: que pudesse ter o gozo de compartilhar a recompensa da vida eterna com aqueles por quem tinha trabalhado e sofrido. Nesta afirmação se pode ver o mesmo amor fervente por seus próximos que animava a Moisés, quem não queria ser salvado se Israel não era perdoado e restaurado ao favor divino (Exo. 32: 31-32), e também o inexpresable amor de Jesús. O céu perderia boa parte de sua gozo sem a presença daqueles pelos quais ele morreu (Juan 14: 3; 17: 24; cf. MC 72).

24.

Não sabeis?

Nos vers. 24-27 Pablo usa das bem conhecidas concorrências atléticas que se celebravam periodicamente em Grécia e no mundo helenístico, para ilustrar o tema que está tratando: a necessidade de praticar a abnegação para conseguir a salvação de outros. Nos vers. 26-27 se aplica a lição a si mesmo. Quiçá Pablo faz alusão aos jogos ístmicos ou corintios, com os quais estavam mais familiarizados os habitantes de Corinto. Esses jogos consistiam em carreiras pedestres, concorrências de pugilato, luta e lançamento do disco. Pablo alude a dois: às carreiras pedestres (vers. 24-25) e ao pugilato (vers. 26-27).

Prêmio.

Nos jogos só um podia atingir a vitória; no entanto, todos os que participavam estavam dispostos a suportar penalidades e uma severa preparação a fim de aumentar suas possibilidades de conquistar o prêmio. O galardão que se dava ao vencedor era uma coroa de folhas de pinheiro, loureiro, oliveira, salsa ou macieira.

Correi de tal maneira.

Todos os participantes das carreiras gregas se esforçavam ao máximo para ganhar o prêmio. Usavam toda a habilidade e vigor que tinham adquirido como resultado de seu intenso treinamento. Nenhum deles era indiferente ou apático ou descuidado. A todos se oferece a coroa da vida eterna, mas só atingirão o prêmio os que se submetam a um estrito treinamento. Isto significa que o cristão sempre será guiado em palavras, pensamentos e ações pelas elevadas normas da Bíblia, e não se deixará dominar pelos desejos e as inclinações de seu próprio coração; se perguntará a cada passo do caminho: "Que faria Jesús? Este proceder, este plano de trabalho, ou esta classe de recreação, aumentarão 731 minha fortaleza espiritual ou a diminuirão?" Recusará qualquer coisa que numa forma ou outra interfira com seu progresso espiritual; caso contrário, não poderá conquistar a vitória (ver Heb. 12: 1-2).

25.

Luta.

Gr. agÇnízomai, "lutar", "contender", "batalhar", "esforçar-se". "Agonizar" deriva de agÇnízomai (ver com. Luc. 13: 24). Competir pela vitória nos jogos gregos significava mais do que efetuar um esforço imperfeito; era lutar desde o princípio até o fim, sem nenhuma trégua.

Abstém-se.

Gr. egkrat"uomai, "exercer domínio próprio". Para ter alguma esperança de vitória, o atleta que competia tinha que dominar seus desejos e apetites, e ainda mais: ser capaz de fazer que seu corpo respondesse imediatamente às ordens de seu pensamento, e vencer a indolência natural e a renuencia a esforçar-se, debilidade que com tanta freqüência aflige à humanidade. Devia abster-se de tudo o que estimulasse e excitasse, e levasse ao debilitamento, como por exemplo, o vinho, uma vida desenfreada e pasional, e as complacências exageradas. Era necessário que exercesse domínio próprio em todas as coisas, não só nas evidentemente daninhas, senão também no uso daquelas que não eram prejudiciais em si mesmas. Devia praticar uma estrita moderação nos alimentos e bebidas, e recusar do todo qualquer coisa que pudesse debilitar seu corpo.

O cristão que se está esforçando por conquistar o prêmio da vida eterna, deve seguir um programa que em alguns aspectos se parece ao dos competidores nos jogos gregos. O que deseja ser tido em estima pelo Senhor no dia final, precisa valor, fé, perseverança, abnegação e laboriosidad; deve esforçar-se como o fazem os atletas que competem pelas honras terrenais, que são efêmeros (cf. Mat. 24: 13; Luc. 13: 24; Fil. 3: 13-15; 1 Tim. 6: 12; 2 Tim. 2: 4-5; 4: 7; Heb. 12: 1-4; Sant. 1: 12; Apoc. 2: 10). Na carreira cristã cada competidor que cumpre com os requisitos do treinamento, receberá o prêmio (ver Apoc. 2: 10; 22: 17). A vida eterna é inteiramente um presente de Deus, mas lhe será dada só aos que a procuram e se esfuerzan com toda sua energia para atingí-la (ver Rom. 2: 7; Heb. 3: 6, 14).

Coroa.

Gr. stéfanos, "guirnalda" ou "coroa" com freqüência feita de folhas, que se levava como sinal de vitória ou gozo (ver com. vers, 24).

Incorruptible.

¡Que diferença incalculável entre a recompensa do vencedor nos jogos gregos e a do cristão vitorioso! ¡Cuán afanosamente correm os homens em procura do sucesso temporário, e até que grau de incomodidade e ainda de sofrimento estão dispostos a submeter-se com tal de ser famosos adiante do mundo! Se estão dispostos a tudo isto por uma coroa que cedo perece, ¡quanto mais fervente e perseverante deve ser a luta do cristão pela coroa inmarchitable da vida eterna! A entrada do pecado no mundo perverteu os pensamentos e as idéias dos homens, e Satanás teve grande sucesso em induzir-lhes a transgredir todas as leis da saúde. Portanto, geralmente vivem em tal forma que apressam sua ruína corporal por causa de seus hábitos na comida, a bebida, o vestido, o sonho, o trabalho, as recreações e a maneira de pensar (ver CH 18-19).

Deus exige que os seus compreendam bem a necessidade de uma reforma nestas coisas, e a prática de um estrito domínio próprio em tudo o que tem que ver com a conservação da saúde. O homem não está em liberdade de fazer o que lhe plazca em sua forma de viver, pois foi comprado por Deus e está na obrigação de fazer tudo o que possa para respeitar as leis da saúde, a fim de manter seu corpo e sua mente na melhor condição possível (ver 1 Cor. 6: 19-20; 10: 31). O cristão cheio do amor pelo Salvador não permite que o dominem seus apetites e paixões; pelo contrário, em todo aceita o conselho que Deus deu para sua vida mental, física e espiritual. Os apetites carnais devem ser submetidos às faculdades superiores da mente, que está sob a condução do Espírito Santo (ver Rom. 6: 12; MJ 459-460). O álcool e o fumo -venenos comprovados- são exemplos evidentes dos vícios que Satanás introduziu com enganos entre os seres humanos, aumentando assim sua debilidade física e espiritual, e dificultando sua preparação para receber a recompensa eterna oferecida a todos os que estão dispostos a ser sóbrios em todas as coisas (ver Prov. 23: 20-21, 29-32; 1 Cor. 6: 10; CH 125).

O que se nega a abandonar hábitos crônicos de complacência nociva, não importa de que classe sejam, como pode esperar que será abençoado por Deus e que receberá as boas vindas no reino da glória divina? A única conduta segura é recordar que o 732 corpo deve ser mantido em sujeição sempre e em todas as coisas, até que Jesús vinga (ver Sal. 51: 5; Rom. 7: 18, 23-24; 8: 13, 23; 1 Cor. 9: 27; Fil. 3: 20-21; Couve. 3: 5-6). A bênção da vida eterna -ou coroa eterna, Apoc. 2: 10- não será dada aos que consideram que a vida presente é uma ocasião para a complacência dos apetites e das paixões, e para satisfazer cada capricho e desejo da natureza pervertida.

Deus dará a vida eterna unicamente aos que usam sua vida agora como uma oportunidade para ganhar a vitória sobretudo o que impeça a saúde mental, física e espiritual, demonstrando assim seu verdadeiro amor e obediência ao Salvador que tanto sofreu por eles (ver Sant. 1: 12; 1 Ped. 5: 4; Apoc, 2: 10; 3: 10-11; 7: 14-17).

26.

Não como a esmo.

Pablo sabia exatamente para onde ia e o que estava fazendo. Seu propósito era avançar tão rapidamente como lhe fosse possível na carreira da vida. Não tinha nenhuma confusão em sua mente quanto à direção que devia tomar. Corria com uma segurança clara e positiva de atingir a meta. Esforçava-se até o sumo para não perder a coroa, uma coroa não de folhas marchitables, senão de vida imortal, paz, gozo e felicidade no reino de glória. O corredor dos jogos gregos não tinha a segurança de chegar primeiro à meta e obter o prêmio. Mas Pablo sabia que ele e qualquer que cumprisse com as condições divinas, podia estar seguro do sucesso. Quando já se acercava ao fim de sua carreira, expressou sua absoluta segurança de que receberia a coroa junto com todos os outros cristãos vencedores (ver 2 Tim. 4: 7-8).

Brigo.

Gr. puktéÇ, "brigar com os punhos", "boxear". "Exerço o pugilato" (BJ); "luto no pugilato" (BC). A briga a murros, ou boxe, era uma forma de diversão nas antigas concorrências atléticas. Pablo introduz uma mudança na metáfora: o corredor no estádio é agora um pugilista ou boxeador.

Golpeia o ar.

Poderia pensar-se que um boxeador "golpeia o ar" quando pratica só ou seu antagonista esquiva seus golpes, desperdiçando seu esforço no ar. Mas Pablo mostra claramente que não desestimava a seu adversário, nem permitia que se escapasse de seus golpes, nem desperdiçava seu tempo boxeando com sua sombra, porque seu adversário -Satanás- estava sempre presente e devia ser resolvido frente a ele. Cada golpe era dirigido com certeza, com toda sua vontade e energia, para que chegasse com eficácia a sua meta. Os desejos corruptos da carne deviam ser suprimidos, e todo seu ser devia ser posto em sujeição a Deus por meio de Cristo (ver 2 Cor. 10: 3-5).

Muitos cristãos sabem que se deve ganhar a vitória sobre os desejos e apetites que se opõem à vontade de Deus, mas são débeis em seus esforços para dominar o eu. Parece que brigam, mas em realidade não querem que seus golpes castiguem o que é parte de si mesmos, porque têm medo de dor dos golpes bem dirigidos. Amam demasiado sua natureza pecaminosa e por isso não a castigam; falta-lhes suficiente força de vontade para não fazer caso à carne que pede misericórdia. Mas esse não era o caso de Pablo. O não queria ser condescendente com sua carne pecaminosa e sua natureza carnal. Estava envergonhado dela, aborrecia-a e desejava sua morte. Por essa razão eliminava todos os pensamentos e sentimentos de compaixão ou ternura para com ela, e lhe propinaba golpes com toda sua força, habilidade e vontade (ver Couve. 3: 5; CH 51). Estas palavras não devem ser interpretadas como as dos gnósticos (ver as pp. 56-59). Pablo considerava que o corpo devia ser dominado, mas não destruído como se fora intrinsecamente mau.

27.

Golpeio.

Gr. hupÇpiázÇ, literalmente "golpear embaixo do olho", "amoratar um olho". Pablo empregou a metáfora do pugilato dos gregos para ilustrar graficamente a natureza feroz do conflito em que deve participar todo cristão verdadeiro.

As luvas de boxe que se usavam então não eram como os que se usam agora. FAZIAM-NOS com freqüência com tiras de couro de boi, que as vezes se reforçavam com conjunturas de bronze. O verbo hupÇpiázÇ descreve vívidamente o rigor e a dureza com que os cristãos genuínos devem tratar sua natureza pecaminosa. Sugere a rígida disciplina e o renunciamiento que devem pôr-se em prática para poder ganhar a vitória sobre todas as paixões corruptas próprias das más tendências humanas.

Ponho-o em servidão.

Assim mostra Pablo seu firme propósito de ganhar uma vitória absoluta sobre todas suas más inclinações e corruptas paixões e tendências. Para ele não valia fazer as coisas a médias. Sabia que era uma luta a morte, sem importar qual era o custo em sofrimento e angústia para sua natureza terrenal. Estava consciente que deviam morrer as coisas más que lutavam contra 733 suas aspirações espirituais. Esta é uma lição que devem aprender todos os que esperam estar em condições de ser aceitados como cidadãos do céu. Os impulsos e anseios dos apetites e as paixões naturais devem ser postos em sujeição a Cristo. Isto é possível unicamente quando a vontade se rende a Cristo (ver Fil. 4: 13; CC 43-44, 59).

Não seja que.

Pablo não tinha o propósito de permitir que coisa alguma lhe impedisse conseguir a salvação; estava preparado para fazer qualquer coisa que Deus dispusesse a fim de ser idóneo para o céu. Sabia que o espreitava o constante perigo de ser enganado devido ao subtil que é o pecado, e estava determinado a não deixar de fazer nada do que lhe correspondia para assegurar-se o sucesso em atingir a coroa da vida eterna.

Heraldo para outros.

Pablo quiçá continua com a metáfora dos jogos, pois se refere a si mesmo como o heraldo que convocava aos corredores para a carreira, mas que ao mesmo tempo era um dos competidores.

Eliminado.

"Desqualificado" (BJ). Gr. adókimos, "que não suporta a prova", "recusado depois da prova", "desaprovado". Como heraldo, Pablo tinha anunciado as regras que regiam "o jogo" espiritual; como competidor, esperava-se que, acima de todos os demais, se cinhera às regras. Tinha sido zeloso em proclamar a outros os regulamentos que regem a concorrência para a vida eterna. Aqui expressa sua determinação de praticar um rígido controle sobre sua natureza pecaminosa para não sofrer a terrível desgraça de ser achado defeituoso pelo grande juiz ao fim da carreira. Os ministros cristãos, que apresentam ante o mundo as regras concernientes à vitória na concorrência pela salvação eterna, precisam ser sumamente cuidadosos quanto a sua própria condição espiritual para que não falhem em algum respecto, e se fiquem sem essa recompensa que durante toda sua vida apresentaram a outros para que a conquistem. Se todos os que são chamados ao ministério do Evangelho fossem tão fiéis e firmes em trabalhar pelas almas como o foi Pablo, o reavivamiento e a reforma que tanto almeja a igreja apareceriam sem demora e Cristo viria cedo.
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Eduardo

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Re: Paulo defende o Dízimo em I Coríntios 9

Mensagem por Eduardo em Ter Nov 08, 2011 8:11 pm

David de Oliveira escreveu:
1Co 9:14 Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho... Nessa linha de pensamento, fica totalmente evidente... Evangelho = Dinheiro dos Outros
Para os nossos picaretas modernos, se você precisa viver de alguma coisa, então é dinheiro.
E se forem mantimentos, você concorda ?
1 Co 9:15 Mas eu de nenhuma destas coisas usei... 1 Co 9:18 Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho. 1 Co 9:19 Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais.
O fato de Paulo abdicar desse direito não o torna nulo. Os que anunciam o evangelho ainda tem o direito de viver do evangelho, mesmo com o essa clausula de poder abdicar dessa prerrogativa, assim como Paulo o fez nesse episódio, no entanto usou desse direito aceitando salário de outras igrejas (2Co 11:8): "Outras igrejas despojei eu para vos servir, recebendo delas salário". 2 Coríntios 11:8

Vejamos a defesa de Paulo para com os que o condenavam:

1) Não temos nós direito de comer e beber?

A acusação era que Paulo não tinha o direito de comer e beber ?

2) Só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?

Eis a resposta, fica claro que alguns obreiros tinham o direito de deixar de trabalhar.
1 Co 9:16 Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!

1 Co 9:17 E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada.Todo o cristão tem obrigação de anunciar o Evangelho. Ai de você se não o fizer. E se fizer de boa mente (de graça) terá um galardão. Se fizer de má vontade (cobrando), como os fieis lhe confiarão dinheiro, tu vai só ganhar grana aqui na Terra mesmo... Aqui o apóstolo defende sua maneira, de que a evangelização deve ser gratuita...
Isso é muito profundo, pois indica que TODO aquele que evangeliza cobrando dinheiro, não terá nenhum galardão no céu, Deus desconsiderará essa sua obra, por que o dinheiro ganho aqui na terra, já é o seu galardão.
No entanto usou desse direito aceitando salário de outras igrejas (2Co 11:8): "Outras igrejas despojei eu para vos servir, recebendo delas salário". 2 Coríntios 11:8
E tudo isso ele fez, para ser participante do Evangelho, por temor a sua própria alma.
Então, segundo sua tese, Paulo fez tudo isso por medo que sua alma fosse para o inferno ?
E que devemos procurar evangelizar gratuitamente procurando os galardões celestiais, que é bem melhor do que o dinheiro da terra...
Segundo essa tua tese Paulo é tão interesseiro quando os pastores que você critica. Segundo sua tese Paulo não quer dinheiro mas está interessadíssimo no galardão, ou seja, ele seria mais um interesseiro.
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Re: Paulo defende o Dízimo em I Coríntios 9

Mensagem por rcassiadcn em Sab Jan 14, 2012 6:57 pm

Décima parte, ou 10 por cento, entregue ou paga como tributo, especialmente para fins religiosos.

 Em nenhuma ocasião se ordenou aos cristãos do primeiro século pagar dízimos. O objetivo primário do arranjo de dízimos, sob a Lei, era sustentar o templo e o sacerdócio de Israel; conseqüentemente, a obrigação de pagar dízimos cessaria quando aquele pacto da Lei mosaica chegasse ao fim, por estar cumprido, por meio da morte de Cristo na estaca de tortura. Efésios 2:15 "Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz," (Col 2:13,14) É verdade que os sacerdotes levitas continuaram a servir no templo em Jerusalém até que este foi destruído em 70 EC, mas os cristãos, a partir de 33 EC, tornaram-se parte de um novo sacerdócio espiritual que não era sustentado por dízimos. — Ro 6:14 ;"Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça". He 7:12 " Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.

Como cristãos, em vez de darem quantias fixas, especificadas, para custear as despesas congregacionais, deviam contribuir “segundo o que a pessoa tem”, dando “conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado” (2Co 8:12) "Se existe a prontidão, é aceitável segundo o que alguém tem, e não segundo o que não tem. Contudo, o apóstolo Paulo deu o próprio exemplo, procurando não acarretar à congregação uma carga financeira indevida pois ele mesmo era fabricante de tendas. At 18:3 ,"e, por ser do mesmo ofício, com eles morava, e juntos trabalhavam; pois eram, por ofício, fabricantes de tendas.; 1Te 2:9 "Porque vos lembrais, irmãos, do nosso labor e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus.

Traducoes
Bilblia Almeida revisada corrigida Fiel
Almeida revisada impressa biblica
e outras

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Re: Paulo defende o Dízimo em I Coríntios 9

Mensagem por Eduardo em Sab Jan 14, 2012 7:16 pm

Olá rcassiadcn,

Vamos analisar atentamente seus srgumentos.
rcassiadcn escreveu:Em nenhuma ocasião se ordenou aos cristãos do primeiro século pagar dízimos.
Este é o famoso argumento do silêncio. O argumentum um silentio, argumentum ex silentio ou argumento do silêncio é uma conclusão baseada em silêncio ou falta de provas. No campo de estudos clássicos este termo refere-se à conclusão de que um autor não sabia um determinado assunto por causa da falta de referências a ela em seus escritos. Quando usado como um modo de teste de raciocínio puro está classificada entre as falácias.

O ditado que afirma que “ausência de evidência não é evidência de ausência” não é só verdadeiro como indispensável neste contexto. Nem tudo o que Deus ordena está registrado no NT, por exemplo, em nenhuma ocasião se ordenou aos cristãos do primeiro século que o casamento entre irmãos é proibido, mas sabemos que essa prática é uma abominação, pois está determinado na Torá que esse ato é proibido. Da mesma forma os mandamentos eternos da Lei de Deus não precisam estar repetidos no NT, eles já são válidos por si só.


"Conforme aquele caminho que chamam SEITA, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na LEI e nos PROFETAS" (Atos 24:14 ) - Paulo, o apostolo dos gentios
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Re: Paulo defende o Dízimo em I Coríntios 9

Mensagem por rcassiadcn em Dom Jan 29, 2012 6:23 pm

Boa Noite a Todos,

E boa leitura;

Falando ainda sobre o Dizímo, No antigo Israel, o dízimo era obrigatório sob a Lei mosaica a fim de sustentar os trabalhadores do templo, os levitas e os sacerdotes. (Números 18:21) "E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação". O texto explica que o dizímo eram um dos requesitos na Lei mosaica, entao era obrigatório.

Números 18: 24-29 "Porque os dízimos dos filhos de Israel que eles fazem como oferta alçada a Jeová, eu os dei por herança aos levitas; portanto lhes disse: Entre os filhos de Israel não terão herança.
Disse Jeová a Moisés: Também falarás aos levitas, e lhes dirás: Quando receberdes dos filhos de Israel os dízimos que deles vos dei por vossa herança, fareis uma oferta alçada deles, o dízimo dos dízimos.
Imputar-se-vos-á a vossa oferta alçada, como grão da eira e como a plenitude do lagar. Assim também fareis uma oferta alçada a Jeová de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel; e a dareis ao sacerdote Arão. De todas as dádivas que são feitas, oferecereis toda a oferta alçada que é devida a Jeová, a parte que lhe é consagrada, tudo o que é melhor delas". Visto que os Levitas nao tinham terras por herança Jeová lhes deu o Dizímo.

Estes não tinham terras segundo a tribo, mas sim certas cidades, de modo que necessitavam desse apoio especial. Além disso, os israelitas fiéis podiam dar contribuições voluntárias para projetos especiais, como a construção do tabernáculo e, mais tarde, do templo. — Êxodo 25:1-8 "Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta; de todo o homem cujo coração o impelir a isso, dele tomareis a minha oferta.
Esta é a oferta, que deles tomareis: ouro, prata, cobre, estofo azul,
púrpura, escarlata, linho fino, pêlos de cabras, peles de carneiros tintas de vermelho, peles de animais marinhos, madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo de unção e para o incenso aromático, pedras de ônix e pedras de engaste para o efode e para o peitoral. Far-me-ão um santuário para que eu habite no meio deles".

1 Crônicas 29:3-7 "Além disso, porque pus o meu afeto na casa do meu Deus, dou a ela o ouro e a prata do tesouro que possuo, afora tudo o que preparei para a santa casa: três mil talentos de ouro, do ouro de Ofir, e sete mil talentos de prata refinada, para cobrir as paredes das casas: de ouro para as obras de ouro, e de prata para as obras de prata e para toda a sorte de obra que se devia fazer por mão de artífices. Quem se oferece voluntariamente a consagrar-se hoje a Jeová?
Os príncipes das famílias, e os príncipes das tribos de Israel, e os capitães de mil e de cem, juntamente com os intendentes da obra do rei, fizeram ofertas voluntárias; e deram para o serviço da casa de Deus cinco mil talentos de ouro e dez mil dáricos, dez mil talentos de prata, dezoito mil talentos de bronze e cem mil talentos de ferro".

Contudo, quando Jesus morreu, a Bíblia diz que ‘ele aboliu a Lei de mandamentos, consistindo em decretos’. (Efésios 2:15 "tendo abolido na sua carne a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para que dos dois ele criasse em si mesmo um homem novo, fazendo assim paz",
Colossenses 2:13, 14. " A vós, estando mortos pelos vossos delitos e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, tendo-nos perdoado todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o inteiramente, cravando-o no Madeiro". Em outras palavras, do ponto de vista de Deus, a Lei não mais se aplicava aos judeus nem aos cristãos. Assim, junto com outras modalidades da Lei, como os sacrifícios regulares no templo, não mais se exigia o dízimo dos fiéis.

Entre os cristãos, o dar é motivado pelo amor, não por lei. O apóstolo Paulo explicou esse princípio quando organizou uma coleta em favor de cristãos necessitados na Judéia. Ele disse: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.” (2 Coríntios 9:7)
Pois, que cada um contribua como tem resolvido nos seus coraçoes isto é que Jeová Deus espera de cada um.

Traduçao usada Sociedade Biblica Britanica.

rcassiadcn

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Re: Paulo defende o Dízimo em I Coríntios 9

Mensagem por Eduardo em Dom Jan 29, 2012 9:08 pm

rcassiadcn escreveu:Em outras palavras, do ponto de vista de Deus, a Lei não mais se aplicava aos judeus nem aos cristãos. Assim, junto com outras modalidades da Lei, como os sacrifícios regulares no templo, não mais se exigia o dízimo dos fiéis.
Por um lado, a lei sempre aponta ao evangelho para segurança de salvação, e por outro, o evangelho sempre nos convida a um maior respeito à lei. Por isso Paulo assevera, em Romanos 3:31, que a fé estabelece a lei, não a anula.

Saiba mais: http://dialogue.adventist.org/articles/11_1_badenas_p.htm
e http://adventista.forumbrasil.net/t511-a-lei-de-deus

Segundo o apostolo Paulo a Lei tem sua função e continua em vigor para dar conhecimento do pecado. Paulo declara que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado (Rm 3.19, 20), e 1ª João 3:4 confirma o mesmo conceito. Segundo a palavra de Deus a Lei em Rm 4:15 a Lei dá o conhecimento do pecado. Paulo até cita um dos Dez Mandamentos no verso 7: "É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás." (Rm 7:7).

O significado da afirmação em Romanos 7:14 de que a lei é espiritual inclui tudo o que Paulo expressou no verso 12 desse sétimo capítulo de Romanos, quando disse: "E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom". A lei de Deus é espiritual PORQUE VEM DO ESPÍRITO DE DEUS. A lei de Deus faz parte da natureza do Espírito Santo, seu Autor. Dizer que a lei é espiritual significa dizer que é perfeita, porque seu caráter advém de seu Autor, O Santo Espírito de Deus.

Em apocalipse 14.12 encontramos: "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." e em Ap 12:17, o apóstolo João destacou os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus. Veja: "E o dragão (Satanás) irou-se contra a mulher (Igreja), e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo."

Esta mulher descrita neste versículo, é a verdadeira igreja de Jesus Cristo no final dos tempos. Veja que existe a lei de Deus e o testemunho de Jesus coexistindo harmoniosamente. Interessante é que, o próprio Jesus Cristo quem anunciou estas palavras a João em apocalipse 12. 17, e João às escreveu e enviou às igrejas.


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Re: Paulo defende o Dízimo em I Coríntios 9

Mensagem por Redimido em Sex Fev 03, 2012 8:15 pm

Atenção amigo... não confunda dízimo com oferta.

Oferta é algo que a igreja faz para manutenção da casa onde se reúnem, e a qual o ministro tem o direito pois somos-lhe devedores. No entanto se o pastor não precisa de depender da igreja então deve ser o primeiro a dar o exemplo e trabalhar para viver como todos os outros.

No entanto isso não é o dízimo... o dízimo era mandamento com promessa de bênção ou maldição.
Além disso o dízimo nunca foi dinheiro, nem tampouco podia ser dado fora das regras estabelecidas por DEUS... Tinha de ser dado no tempo certo certo e no templo em Jerusalém, não onde cada um quisesse, nem quando quisesse, nem como quisesse.
Eram regras bem definidas e ai de quem as alterasse.

No entanto tal como o resto da lei, eram figuras da realidade, e chegando a realidade tudo foi abolido.
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Re: Paulo defende o Dízimo em I Coríntios 9

Mensagem por Eduardo em Sex Fev 03, 2012 8:33 pm

Redimido escreveu:No entanto se o pastor não precisa de depender da igreja então deve ser o primeiro a dar o exemplo e trabalhar para viver como todos os outros.
Em 1 Coríntios 9:1-27 Paulo é claro:
"Não sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor? Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor. Esta é minha defesa para com os que me condenam. Não temos nós direito de comer e beber? Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?"
Essas perguntas denotam uma prática comum entre os apostólos, são afirmações em forma de perguntas retóricas. Sigam a sequencia, nelas está escrito que Paulo era apóstolo, livre, viu a Jesus Cristo Senhor nosso. A igreja de Corinto é selo do seu apostolado a obra dele no Senhor. Paulo era seu apóstolo, tem direito de comer e beber, levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas. E finalmente, Paulo e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar.


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Re: Paulo defende o Dízimo em I Coríntios 9

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