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Princípio "Dia=Ano": Evidências bíblicas para a aplicação da equivalência de 1 dia por 1 ano para os cálculos de tempo em profecia

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Princípio "Dia=Ano": Evidências bíblicas para a aplicação da equivalência de 1 dia por 1 ano para os cálculos de tempo em profecia

Mensagem por Eduardo em Dom Dez 18, 2011 1:00 pm

O princípio do dia-ano está claramente fundamentado nas Escrituras, apesar da tentativa de alguns em desacreditá-lo totalmente. A seguir, serão apresentadas as evidências bíblicas que o apóiam:
1) Depois que os espias observaram Canaã por 40 dias, regressaram com um relatório sobre a fertilidade da terra; porém, 10 deles desanimaram o restante do povo, falando da dificuldade de nela entrar, o que levou os israelitas a se revoltarem contra Deus e contra Moisés. Como castigo por sua incredulidade, Deus determinou que eles haveriam de peregrinar 40 anos pelo deserto: “Vossos filhos serão pastores neste deserto quarenta anos e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que o vosso cadáver se consuma neste deserto. Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos e tereis experiência do Meu desagrado.” Números 14:33 e 34. Nessa passagem, está nítida a relação entre os 40 dias em que os espias percorreram a terra e os 40 anos em que o povo de Israel deveria jornadear pelo ermo, além de ser apresentado o princípio norteador dessa associação: “cada dia representando um ano”.

2) Em Ezequiel 4:4-7, a relação dia-ano está claramente delineada, embora no sentido inverso ao de Números. Pelos 390 anos de iniqüidade do reino de Israel, Ezequiel deveria se deitar sobre o seu lado esquerdo por 390 dias: “Deita-te também sobre o teu lado esquerdo e põe a iniqüidade da casa de Israel sobre ele; conforme o número dos dias que te deitares sobre ele, levarás sobre ti a iniqüidade dela. Porque Eu te dei os anos da sua iniqüidade, segundo o número dos dias, trezentos e noventa dias; e levarás sobre ti a iniqüidade da casa de Israel.” Depois, o profeta recebeu ordem de fazer o mesmo pelo reino de Judá, deitando-se sobre o seu lado direito por 40 dias, em virtude dos 40 anos de iniqüidade: “Quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito e levarás sobre ti a iniqüidade da casa de Judá. Quarenta dias te dei, cada dia por um ano. Voltarás, pois, o rosto para o cerco de Jerusalém, com o teu braço descoberto, e profetizarás contra ela.”. Ezequiel contém, portanto, o princípio de que um ano representa um dia, ao passo que Números contém o princípio de que um dia representa um ano. Essa relação inversa não anula o princípio, pois a proporção se mantém inalterada.

3) Gênesis 29:27 também mostra a íntima relação entre dias e anos. Tendo servido 7 anos para desposar Lia (embora por engano, como é de conhecimento geral), Jacó deveria trabalhar por outros 7 para também receber a permissão de se casar com Raquel. Como, geralmente, a festa de casamento durava 7 dias (Juízes 14:12 e 17), Labão informou a Jacó que ele deveria cumprir a semana das bodas de Lia, para também desposar Raquel, com a condição de que o servisse por mais 7 anos: “Decorrida a semana desta, dar-te-emos também a outra, pelo trabalho de mais sete anos que ainda me servirás. Concordou Jacó, e se passou a semana desta; então, Labão lhe deu por mulher Raquel, sua filha.” Gênesis 29:27 e 28. Assim, foram 7 anos de trabalho para cada período de 7 dias de festa de casamento, o que torna evidente o paralelismo entre dias e anos.

4) Levítico 25:8 usa a expressão “sete sábados de anos”, de acordo com o hebraico, e traduzida por “sete semanas de anos”, na Versão Almeida Revista e Atualizada, ao falar do ano do jubileu: “Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos.”. Aí, a terminologia para designar o período de uma semana ou 7 dias é aplicada a um período de 7 anos. É o método de calcular em que um dia representa um ano.

5) É curioso notar que, até mesmo entre os gentios, era conhecida a relação dia-ano. Isso pode ser demonstrado por um episódio da vida do Imperador Tibério, narrado pelo escritor romano Caio Suetônio Traqüilo (c. 69 A.D. – c. 141 A.D.): “A Diógenes o Gramático, com quem se habituara a discutir, todos os sábados, recusou-lhe uma audiência particular que lhe fora pedida, e mandou-lhe dizer por um pequeno escravo que voltasse no sétimo dia. Como este gramático se apresentasse à porta do seu palácio, em Roma, para saudá-lo, passado aquele prazo, contentou-se em adverti-lo que tornasse a voltar ao fim de sete anos.” (A Vida dos Doze Césares, p. 113, Editora Tecnoprint S.A.). Está evidente, no trecho citado acima, que Tibério associou o sétimo dia a um prazo de 7 anos, o que só é possível mediante a aplicação do princípio que relaciona um dia simbólico a um ano literal.

Essas informações, exaradas de várias partes das Escrituras (com exceção do item anterior), já são suficientes para a aceitação do princípio profético do dia-ano, restando apenas a questão da legitimidade de sua aplicação aos períodos de Daniel e Apocalipse. Os tópicos a seguir demonstram a necessidade dessa aplicação:

1) As profecias de Daniel e Apocalipse estão repletas de símbolos e não seria coerente encarar seus períodos de tempo como literais. Talvez o maior argumento em favor do uso da relação dia-ano em Daniel e Apocalipse seja o exato cumprimento das 70 semanas, que não são entendidas como literais por nenhum teólogo competente, embora haja diferenças de interpretação.

2) A não ser em Daniel e Apocalipse, a Bíblia nunca emprega dias para designar um período superior a um ano. Na verdade, o mais longo período que, noutro lugar, é designado pela palavra “dias” é o de Ester 1:4 (180 dias). Além dessa passagem, somente em Gênesis 7:24; 8:3; e Neemias 6:15, aparecem períodos superiores a 40 dias. Em parte alguma, um período maior que um ano é expresso em termos de “meses”, com exceção de Apocalipse 11:2 e 13:5. Somente 2 passagens em toda a Escritura usam as palavras “doze meses” (Ester 2:12 e Daniel 4:29). A expressão normal para 42 meses é “três anos e seis meses” (Lucas 4:25 e Tiago 5:17). Jamais a Escritura designa um período superior a 7 semanas por meio dessa palavra (“semana”), a não ser, é claro, em Daniel 9:24 (as 70 semanas). Assim, a singularidade das expressões “duas mil e trezentas tardes e manhãs” e “setenta semanas” denota que elas não podem se referir a dias literais.

3) Alegam alguns que o princípio do dia-ano não pode ser aplicado nem a Daniel 8:14, nem a Daniel 9:24-27, em virtude de que nessas passagens não consta o termo “dia”. Tal raciocínio é superficial e destituído de razão, pois o conceito de “dias” está implícito em ambos os textos:

3.1) A expressão “tardes e manhãs” remonta a Gênesis 1, em que cada dia é designado como possuindo “tarde e manhã”: “Houve tarde e manhã, o primeiro dia” (verso 5), são os dizeres das Escrituras. Isso demonstra que, em Daniel 8:14, a expressão “tardes e manhãs” equivale a “dias”.
3.2) Visto que a palavra hebraica para “semana” (heb.: - shabua) é derivada do número 7, alguns têm sugerido que Daniel 9 esteja se referindo a “grupos de sete” e não a “semanas”, o que permitiria entender o período ali mencionado como constituído naturalmente de anos, sem lançar mão do princípio profético do dia-ano. Porém, em Daniel 10:2 e 3, a mesma palavra é usada para indicar as 3 semanas em que Daniel ficou a jejuar: “Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que passaram as três semanas inteiras.”. Por volta daquela época, os samaritanos, que eram hostis aos judeus, haviam contratado alguns conselheiros para indispor os reis da Pérsia contra a obra de reconstrução da cidade de Jerusalém. Ver Esdras 4:5 e 6. O anjo Gabriel foi, então, comissionado para dissipar tais influências do coração de Ciro, rei dos persas. No entanto, um anjo caído lhe opôs ousada resistência, a qual só foi vencida com o auxílio de Miguel, “o grande príncipe”. Ao descrever essa intensa batalha espiritual, Gabriel assim se expressou: “Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia.” Daniel 10:13. Nesse fascinante relato, as “três semanas inteiras”, durante as quais Daniel jejuou em prol de seu povo, são equacionadas aos “vinte e um dias” do conflito entre Gabriel e o “príncipe do reino da Pérsia”, o que demonstra que a palavra “shabua” (plural: - shabuim) realmente estava indicando um conjunto de 7 dias, sendo correto, portanto, traduzi-la como “semana”.

O texto de Daniel 10:3 traz literalmente “três semanas de dias”. Alguns têm insinuado que o capítulo 10 usa a expressão “semanas de dias” para contrastar com as “semanas de anos” do capítulo 9. Tal conclusão é enganosa porque em todas as passagens do Antigo Testamento em que a expressão “de dias” é acrescentada a um período de tempo, ela simplesmente indica que se trata de períodos completos. Assim, o hebraico pode dizer “anos de dias”, mas isso deve ser entendido como “anos inteiros” (ver Gênesis 41:1; Levítico 25:29; e 2 Samuel 13:23 e 14:28); ou pode dizer “um mês de dias”, o que deve ser traduzido como “um mês completo” (ver Gênesis 29:14; Números 11:20 e 21; Juízes 19:2; e 2 Reis 15:13). Da mesma sorte, as palavras “de dias” em Daniel 10:3 intencionam apenas indicar que o vidente jejuou por “três semanas inteiras”.

3.3) A Septuaginta (ou Versão dos Setenta) dá pleno apoio à tradução de Daniel 9:24 como “setenta semanas”, pois utiliza a palavra grega (hebdomades), a qual sempre tem o significado de “semana”, quando poderia ter usado (hepta), que significa “sete”. É interessante notar também que a Septuaginta usa a expressão “hepta hebdomades” em Deuteronômio 16:9, em conexão com a Festa das Semanas, calculada com base em “sete semanas” contadas a partir do dia em que as primícias eram agitadas perante o Senhor. Isso não deve ser traduzido por “sete grupos de sete”, o que demonstra que, para os sábios judeus que confeccionaram a Septuaginta, o real sentido de “shabuim” é “semanas”.





Bibliografia:
“Perguntas e Respostas Sobre Questões Doutrinárias”, Ministério, março-abril de 1.988, Santo André, S.P.: Casa Publicadora Brasileira.
SHEA, William H., “Year-Day Principle”, Parts 1, 2 and 3, Selected Studies on Prophetic Interpretation, Daniel and Revelation Committee Series, vol. 1, pp. 56-93.
SUETÔNIO, A Vida dos Doze Césares, tradução de Sady-Garibaldi, Rio de Janeiro, R.J.: Editora Tecnoprint, S.A..
A interpretação profética das “2.300 tardes e manhãs” de Daniel 8:14 por parte dos Adventistas do Sétimo Dia depende fundamentalmente de tres factores:
1º) As Setenta Semanas de Daniel 9 são a explicação que o Anjo Gabriel veio trazer a Daniel a parte da visão do capítulo 8 que ele não tinha compreendido, e portanto as Setenta Semanas são parte integrante dos 2.300 dias;
2º) O ponto de partida para as Setenta Semanas é o mesmo para o início dos 2.300 dias;
3º) Os períodos de tempo nestas profecias não devem ser entendidos de forma literal, mas sim, aplicando-se o princípio de que 1 dia na profecia equivale a um ano literal de 360 dias.
Proponho o estudo deste 3º Iten. Em temas anteriores, creio eu, não terá ficado suficientemente claro.
Base Bíblica
Encontramos nas Escrituras dois textos bíblicos que estabelecem a relação de 1 dia ser considerado por conta de 1 ano:
“Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos, e conhecereis o meu desagrado.” Números 14:34

“Quando tiveres cumprido estes, tornar-te-ás a deitar sobre o teu lado direito, e levarás a maldade da casa de Judá quarenta dias; um dia te dei por cada ano.” Ezequiel 4:6

É significativo verificarmos que um profeta contemporâneo a Daniel e que viveu tão próximo no exílio, Ezequiel, tenha vivido de forma tão prática e experimental, por determinação do Senhor Deus, a equivalência de um dia por cada ano.

Encontramos nestes dois versos aquilo que os teólogos chamam de “Princípio da Miniaturização Simbólica”. Perceba no contexto de Números 14 como as 12 tribos são representadas por 12 homens que expiaram a terra de Canaã, e como os 40 dias em que expiaram a terra foi projectado para os 40 anos em que teriam que aguardar para entrar na terra prometida.

Princípio da Miniaturização Simbólica:
É facil de compreeder e de aceitar que em profecias onde temos grandes impérios mundiais representados de forma simbólica, a miniatura seja feita por animais e outros elementos, consideremos também que no cálculo do tempo mencionado nestas profecias seja considerado o Princípio da Miniaturização Simbólica, onde o tempo também é simbólico e miniaturizado.

Muito embora, o princípio acima seja fundamentado na bíblia e racionalmente a aplicação da equivalência de 1 dia por 1 ano para os cálculos de tempo em profecia, muitos ainda resistem e insistem não encontrar evidências bíblicas que comprovem a veracidade da sua aplicação. Há os que afirmem que os dois versos acima não provam nada de forma conclusiva, e acusam os Adventistas do Sétimo Dia a tecer as bases da sua interpretação profética num pressuposto frágil, frutos de uma imaginação fértil.

Vamos então fazer um outro tipo de análise, tentemos ignorar os dois versos acima, e verificar nas próprias profecias onde os tempos são mencionados, se existe alguma razão para não considerarmos estes períodos como literais.

Três Profecias de Tempo:
1) “Um tempo, e tempos, e metade de um tempo” Dan. 7:25
Este período de tempo, que é repetido no livro de Daniel no capítulo 12 verso 7 (e também em Apoc. 12:14), deve ser entendido como 3 anos e meio. A base bíblica para o entendimento de que “tempo” significa “ano” está explicitada em Dan. 11:13 (“...e ao cabo de tempos, isto é, de anos,...”).
Uma outra evidência de que “tempo” significa “ano” é comparando a maneira como a Bíblia menciona o mesmo período em Apocalipse:
Apoc. 11:2 e 13:5 à 42 meses
1 ano = 12 meses
3 ½ anos x 12 meses = 42 meses
Apoc. 11:3 e 12:6 à 1.260 dias
1 ano = 360 dias
3 ½ anos x 360 dias = 1.260 dias

No capítulo 7, o contexto onde é mencionado, refere-se ao tempo em que o Chifre Pequeno estaria destruindo os santos do Altíssimo. Pelo paralelismo observado entre as profecias Daniel 2 e 7, verificamos que este Chifre Pequeno que surge do animal terrível e espantoso simboliza a continuação do império romano em sua fase cristã (ou papal).

Se quisermos entender estes 3 anos e meio como literais teremos um grande problema ao tentarmos concilia-lo com os fatos históricos, pois sabemos que o poder romano religioso perseguiu, prendeu e matou todos aqueles que dele discordavam por um período bem maior.

Por outro lado, se considerarmos 1 dia na profecia igual a 1 ano literal de 360 dias, teremos:
3 ½ anos proféticos x 360 dias = 1.260 dias proféticos
Como 1 dia profético = 1 ano literal
Temos que 1.260 dias proféticos = 1.260 anos literais

Este período bem maior corresponde muito melhor à realidade dos fatos históricos, que falam de um poder religioso dominando e perseguindo maciçamente desde o fim do quinto século ou início do sexto até o fim do século 18 ou início do século 19.

2) “Até 2.300 tardes e manhãs” Dan. 8:14
Já estudamos as fortes razões que nos leva entender a expressão “tardes e manhãs” como “dias”, ou seja, 2.300 dias.
Referente a este período de tempo temos os seguintes versos que afirmam tratar-se de um período que alcança os finais dos tempos:
“Entende, filho do homem, porque esta visão se realizará no fim do tempo” Dan. 8:17.
“Eu te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira, porque ela se exercerá no determinado tempo do fim” Dan. 8:19.
“A visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira; tu, porém, cerra a visão, porque só daqui a muitos dias se cumprirá” Dan. 8:26

Como a visão de Daniel 8 foi dada 6 séculos antes do nascimento de Cristo, fica completamente sem sentido entender o período de 2.300 dias como literais, com referências tão explícitas quanto a sua abrangência no futuro.

Uma outra evidência está no facto dos símbolos em Daniel 8 referirem-se a impérios que se desenvolveram ao longo de séculos. A menção de símbolos tão abrangentes na linha de tempo da História não combina com a menção de um período de pouco mais de 6 anos.

É muito mais coerente considerar que a profecia está a referir-se a um período de tempo muito maior, por se tratar de um tempo simbólico assim como são simbólicos todos os demais itens da profecia.

Se neste simbolismo considerarmos que um dia equivale a um ano teremos um período muito mais coerente de 23 séculos em vez de apenas 6 anos 4 meses e alguns dias.

3) “Setenta semanas estão determinadas...” Dan. 9:24-27
Esta profecia de tempo é a mais significativa de todas por confirmar de forma clara e objectiva a precisão do princípio dia/ano nos peculiares períodos de tempo mencionados nas profecias de Daniel.
Esta profecia estabelece um início para o cálculo que devem levar ao Messias (vs.25). Já vimos que o decreto para restaurar e edificar Jerusalém foi promulgado por volta de 500 anos antes do nascimento de Cristo, e só este facto já inviabiliza a aceitação das 70 semanas como literais (cerca de 1 ano e 4 meses). Mais uma vez está evidente que a profecia só se torna compreensível se considerarmos que as 70 semanas se referem a um tempo simbólico e não literal.

Porém, quando aplicamos o princípio dia/ano que tudo se encaixa de maneira perfeita:
1 semana = 7 dias
70 semanas x 7 dias = 490 dias
1 dia profético = 1 ano literal
490 dias proféticos = 490 anos literais

Como a profecia fala de um período de 69 semanas até o aparecimento do Messias, temos:
69 semanas x 7 dias = 483 dias proféticos = 483 anos literais
Somando 483 anos ao ano de 458/457 a.C. (data para o decreto de Artaxerxes) chegaremos ao ano de 26/27 d.C., justamente o ano em que Jesus foi baptizado e deu início ao Seu ministério público.

Só que a profecia traz ainda mais inflormações que confirmam de forma inquestionável a correção destes cálculos. O verso 26 diz que o Messias seria cortado (morto) e na sequência o verso 27 afirma que isto ocorreria na metade da última semana: fazendo as contas:
69 semanas + ½ semana = 69 ½ semanas
69 ½ semanas x 7 dias = 486 ½ dias proféticos = 486 ½ anos literais
458/457 a.C. + 486 ½ anos à 30/31 d.C.

Ou se preferir:
26/27 d.C. + 3 ½ anos à 30/31 d.C.

Justamente o ano em que Cristo foi crucificado.
Somente com a aplicação do princípio dia/ano que a precisão matemática da profecia é confirmada através dos factos históricos. É por este motivo que podemos afirmar sem medo de errar que o ministério de Jesus prova, confirma e estabelece como um sólido fundamento a validade e aplicabilidade do princípio dia/ano nos cálculos dos tempos proféticos.

Como, no livro de Daniel, o capítulo 9 está intimamente ligado ao capítulo 8, não temos outro caminho senão considerar que o mesmo princípio dia/ano, testado e aprovado no capítulo 9, seja também aplicado no tempo profético do capítulo 8.

Uma forma peculiar de indicar tempo

A própria maneira peculiar como os períodos de tempo são mencionados na profecia, leva-nos a interpretá-los de uma outra forma diferente da literal.

Quando a Bíblia menciona períodos de tempo literais a forma mais comum é como lemos no texto abaixo:
“Em Hebrom reinou sobre Judá sete anos e seis meses, e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá.” II Sam. 5:5.

Não seria nada convencional o autor bíblico, querendo relatar o tempo literal do reinado, descrever 7 anos e seis meses como 2.700 dias, ou mesmo como 90 meses. Trinta e três anos literais são descritos simplesmente como trinta e três anos e não como 11.880 dias ou 396 meses.
Como foi demonstrado, a maneira invulgar de designar o tempo é mais uma outra forte evidência que aponta para o seu simbolismo.

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É possível inferir de citações bíblicas e do Espírito de Profecia a idéia de que o princípio dia/ano não deve ser aplicado depois de 1844? E como fica a interpretação de Apoc 8:1 de que “quase meia hora profética” equivale a sete dias? — M. T. F.
Calculamos as 2300 tardes e manhãs de Daniel 8:14 como 2300 anos mediante a aplicação do princípio dia-ano. Considerando que a purificação do santuário terrestre ocorria num único dia, não deveria o juízo investigativo, nesse caso, ter durado apenas um ano? Por que esse princípio deixa, agora, de ser aplicado?
O princípio dia/ano é aplicável exclusivamente a períodos de tempos proféticos apocalípticos que se estendem no máximo até 1844. Não pode ser aplicado de outra forma.
É verdade que a purificação do antigo santuário terrestre ocorria num determinado dia do ano litúrgico de Israel. Mas não tomava o dia todo, para que valesse um ano completo pelo aludido princípio.
Mesmo que o tomasse, esse dia, a exemplo do que ocorria com outros dias de eventos religiosos, era apenas uma data de calendário e nada mais que isso; não perfazia um “período profético’ menos ainda apocalíptico; portanto, o princípio dia/ano nada tem que ver com aqueles dias, e vice-versa.
Se tivéssemos que aplicar o princípio a essas datas, entraríamos em sérias dificuldades. Por exemplo, a festa dos “pães asmos’ que apontava para o corpo de Jesus oferecido na cruz, durava sete dias, Se a aplicação fosse correta, o corpo de Jesus deveria permanecer na forma de um sacrifício (na cruz, ou mesmo na sepultura), por sete anos.
A festa de Pentecostes, que apontava para a descida do Espírito Santo, era comemorada, a exemplo da Expiação, num dia apenas; deveria, então, o Espírito Santo ter vindo sobre a Igreja apenas durante um ano? E assim por diante.
Cada festa religiosa dos judeus tinha uma importante aplicação escatológica, concernente ao seu significado, mas não ao tempo de sua duração. Uma coisa é independe da outra.
Com respeito à primeira pergunta, lembro que toda vez que nos desviamos de nosso critério de interpretação profética, o historicismo, nos arriscamos a descambar para a fantasia. Ellen G. White sempre respeitou esse critério em seus comentários sobre as profecias (ver especialmente o livro O Grande Conflito), e é por isso que ela afirmou categoricamente que “o tempo não tem sido um teste desde 1844, e nunca mais o será” (Primeiros Escritos, pág. 75); depois de 1844 “não pode haver contagem definida de tempo profético” (Manuscrito 59, 1900).
É por isso também que ela afirma que “nenhum período profético se estende até ao segundo advento” (O Grande Conflito, pág. 456) e que “quanto mais freqüentemente se marcar um tempo definido para o segundo advento, e mais amplamente for ele ensinado, tanto mais se satisfarão os propósitos de Satanás” (Ibidem, pág. 457). Tudo isto subentende que o princípio dia-ano não deve ser aplicado para além de 1844.
Apocalipse 10:6 afirma que já não haveria “mais demora” quando o anjo estivesse para tocar a sétima trombeta (v. 7). O termo original grego vertido como “demora” nesse texto é chronos, que quer dizer “tempo que transcorre” (vem daí a palavra cronômetro).
Entendemos que a sétima trombeta é tocada a partir de 1844. Em 1840 completou-se o período de 391 anos e 15 dias da sexta trombeta (9:15). A expressão “para tocar’: significando a iminência do toque, aponta para um pouco de tempo antes de 1844. Nessa ocasião, o estudo profético era intenso, e abriu a perspectiva do cumprimento do “mistério de Deus’: como previsto em Apoc. 10:7.
“Tempo que transcorre” é a condição sine qua non para qualquer período, não importando a sua duração. Naturalmente, “tempo que transcorre” não significa necessariamente “períodos de tempo” previamente estabelecidos; mas sem “tempo que transcorre” não haverá o estabelecimento de qualquer período.
O que o anjo está dizendo, portanto, não é que não haveria passagem de tempo desde o toque da sétima trombeta até a volta de Jesus, pois ninguém é tão tolo que afirme que o tempo, de lá para cá, não tem transcorrido. Significa, sim, que não haveria mais período definido, específico, de tempo profético a ser inserido em qualquer época após 1844. Os que pos-põem, por exemplo, o cumprimento dos 1290 e 1335 dias de Daniel 12:11 e 12 para imediatamente antes da volta de Jesus estão violando o que o Apocalipse declara.
Ellen G. White confirma tudo isso. Comentando Apocalipse 10:6, ela diz: “Esse tempo, que o anjo anuncia com solene juramento, não é o fim da história deste mundo, nem do tempo de graça, mas de tempo profético que precederia o advento de nosso Senhor; isto é, as pessoas não terão outra mensagem sobre tempo definido.
Após este período de tempo, que se estende de 1842 a 1844, não pode haver um delineamento definido de tempo profético. O cômputo mais longo se estende até o outono de 1844” (SDABC, vol. 7, pág. 971). “Esta mensagem anuncia o fim dos períodos proféticos:’ — Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 108.
Portanto, se os períodos de tempo profético avançam, no máximo, até 1844, segue-se que o princípio dia-ano (necessário para o cálculo dos referidos períodos) não mais é válido para depois desta data. Isto significa que a interpretação correta de Apoc. 8:1 não exigirá o emprego deste princípio, da mesma forma que não o empregamos na interpretação do milênio do capítulo 20.
Autor: José Carlos Ramos, professor de Teologia no UNASP, campus Engenheiro Coelho, SP
Fonte: Revista Adventista, Dezembro de 2006

Como vimos, o paralelo entre Daniel 2, 7 e 8 mostra que o juízo em Daniel 7, que leva à segunda vinda de Cristo, é o mesmo evento da purificação do santuário (obviamente, o celestial) em Daniel 8:14, e esse evento tem lugar algum tempo depois do período de 1.260 anos de perseguição (fim do século 18 ou início do século 19) ainda antes da segunda vinda.

Também vimos que a profecia dos 2.300 dias de Daniel 8 foi a única parte não explicada da visão, e que Gabriel veio a Daniel no capítulo 9 com aquela explicação, a profecia das setenta semanas, que foi "cortada" dos 2.300 dias. Esta profecia das setenta semanas, fundamentada em Jesus, forma a base para a profecia dos 2.300 dias; também provê a data inicial dos 2.300 dias, que trouxe aquela profecia para 1844, uma data que se ajusta perfeitamente com o que nos foi mostrado em Daniel 7 e 8.

Assim, temos a essência da profecia de 1844, firmemente arraigada não só nos volumosos impérios históricos mundiais mas na própria cruz de Cristo.

Tempo profético

Nas semanas anteriores, estudamos três profecias de tempo: "um tempo, dois tempos e metade de um tempo" (Dan. 7:25), as "duas mil e trezentas tardes e manhãs" (Dan. 8:14), e as "setenta semanas" (Dan. 9:24). Trabalhamos com a premissa de que o tempo não deve ser considerado literal, mas profético, e que em cada um desses casos os dias devem ser interpretados como anos.

Assim, estávamos lidando com períodos de centenas ou até milhares de anos, e não de breves períodos de uns poucos anos, como seria se fossem entendidos como tempo literal.

A pergunta é: que justificativa temos para supor que esses períodos não são literais, mas proféticos, e que devemos usar o princípio dia/ano ao interpretá-los?

1. Que evidência contém a visão de Daniel 8 de que as 2.300 tardes e manhãs não se tratam de tempo literal? Dan. 8:17, 19 e 26

O poder do chifre pequeno, que surge de Roma pagã, existirá até o fim do juízo final, ou o fim do mundo.

2. Que evidência temos de que o tempo da profecia no verso 25 não deve ser considerado literal? Dan. 7:24-27

Tendo em vista o contexto em que são dadas (grandes impérios mundiais que, começando na antigüidade e culminando com o fim do mundo, abrangem milhares de anos de história), não faz sentido considerar literais as grandes profecias de tempo nos capítulos de Daniel 7 e 8; isto é, no caso de Daniel 7, cobrindo apenas três e anos e meio, e em Daniel 8, cerca de 6 anos e três meses (ou 2.300 dias literais). Esses períodos dificilmente fazem justiça à magnitude dos eventos descritos nas visões.

Por outro lado, se aplicarmos o princípio dia/ano, as profecias de tempo fazem mais sentido, enquadrando-se muito melhor na escala dos eventos em que são descritos.

Daniel 9 e o tempo profético

3. Que evidência interna temos de que a profecia das setenta semanas não pode ser considerada tempo literal? Dan. 9:24-27

Como vimos em lição anterior, não importa que datas sejam usadas para a ordem de restaurar e reedificar Jerusalém e para o ministério de Jesus, houve claramente muito mais que setenta semanas entre os dois eventos. Tomada literalmente, a profecia fica sem sentido. Mas é interessante que, se for aplicado o princípio dia/ano, a profecia fica perfeitamente clara, levando-nos diretamente a Jesus. Assim, em sentido real, o ministério de Jesus, como revelado em Daniel 9, prova a validade do princípio dia/ano.

No entanto, algumas pessoas argumentam que a palavra semanas em Daniel 9:24 significa "semanas de anos", e que cada uma dessas semanas significa sete anos. Então, temos "setenta semanas de anos", o que significa 490 anos.

O único problema é que a palavra traduzida por "semanas" em Daniel 9:24 nunca aparece em nenhum outro lugar na Bíblia com sentido diferente de semanas de dias. Nunca significa "semanas de anos".

4. Dentro dos próprios textos, que evidência mostra que o autor queria dizer semana, ou semanas, e não "semanas de anos"? Êxo. 34:22; Lev. 12:5; Deut. 16:10; Daniel 10:2 e 3

Em Daniel 10:2 e 3 aparece a mesma palavra do capítulo 9:24, e semanas obviamente não significa semana de anos (Daniel jejuou por três semanas de anos, ou 21 anos?). Da mesma forma, mesmo que se aceite o erro de que a palavra em Daniel 9:24 significa "semanas de anos", uma semana de anos ainda representa sete anos, o mesmo número de anos que teríamos se usássemos o princípio dia/ano. Assim, o princípio dia/ano se encontra tão enraizado na profecia que mesmo uma tentativa inventada para livrar-se desse princípio acaba confirmando o que tenta negar!

Setenta semanas e 2.300 dias

Como vimos, a profecia das setenta semanas não faria sentido se fosse tomada literalmente. Uma vez que o princípio dia/ano seja aplicado, ela nos conduz diretamente a Jesus. Deste modo, a mesma profecia requer o princípio dia/ano.

5. Daniel 9:24-27 requer o princípio dia/ano. Mas, sendo que essa profecia foi "cortada" da profecia dos 2.300 dias, o que se torna evidente sobre o princípio dia/ano e os 2.300 dias?

A profecia das setenta semanas significa 490 anos. Os 2.300 dias, se fossem literais, representariam pouco mais de seis anos. Como os 490 anos poderiam ser "cortados" de pouco mais de seis anos? Evidentemente, não. De 2.300 anos? Sim! Conseqüentemente, aqui temos mais uma evidência de que o princípio dia/ano também deve ser aplicado à profecia dos 2.300 dias. Não faz sentido aplicar também o princípio às setenta semanas, que são só parte dos 2.300 dias, e não aplicar aos 2.300 dias.

Não é de admirar que os adventistas não sejam os únicos a usar o princípio dia/ano para os 2.300 dias. Um dos maiores estudiosos judeus, Rashi (1040-1105 d.C.), traduziu Daniel 8:14 assim: "E ele me disse: até 2.300 anos. ..." Não só esta idéia não é uma invenção dos adventistas, como foi usada muito antes de nós por outros estudiosos dessas mesmas profecias.

6. Embora, por si só, os textos a seguir não provem o princípio dia/ano, que evidência eles nos dão a esse respeito? Núm. 14:34; Ezeq. 4:5 e 6

7. Que relação você percebe no uso das palavras dia e ano na Bíblia? Gên. 5:14; 5:23; 9:29

Mais provas

A pergunta de Daniel 8:13 não se refere à atividade do chifre pequeno, apenas. A pergunta se refere a tudo que foi descrito no capítulo, o que inclui a visão sobre o carneiro e o bode, (Medo-Pérsia e Grécia) e também à atividade do chifre pequeno (Roma pagã e papal). Uma tradução literal seria: "Quanto tempo a visão, o diário e a transgressão da desolação para entregar o santuário e o exército para serem pisoteados?" Em outras palavras, a pergunta menciona tudo o que aconteceu na visão. De fato, a palavra visão no verso 13 é hazon, que, como vimos anteriormente, se refere ao carneiro, ao bode e ao chifre pequeno, isto é, Medo-Pérsia, Grécia e Roma.

A pergunta, então, pode ser parafraseada desta forma: Quanto tempo terão permissão para continuar todas estas coisas, desde o surgimento da Medo-Pérsia, o surgimento da Grécia e, finalmente até o ataque de Roma contra o ministério celestial de Cristo?

8. Pela tradução literal do texto dado acima, por que os 2.300 dias não podem ser considerados tempo literal? Se fosse tempo literal, como poderia cobrir todos os eventos referidos na pergunta?

A resposta deve ser óbvia: os 2.300 dias devem cobrir todos os eventos incluídos na visão de Daniel 8, isto é, Medo-Pérsia, Grécia, Roma e o santuário purificado. 2.300 dias literais nem começam a cobrir um desses reinos, quanto menos todos eles. Por outro lado, com o princípio dia/ano, o problema é resolvido imediatamente. Vinte e três séculos, e não pouco mais de seis anos, cobrem os eventos em questão.



Se você ler novamente a pergunta de Daniel 8, perceberá que ela trata de longos períodos históricos, que envolvem perseguição, apostasia, sofrimento, tudo dentro da moldura de um longo tempo (veja vs. 23-25). Finalmente, o que aconteceria? E não só nos é dito o que aconteceria, mas essas profecias nos dizem quando essas coisas teriam lugar. Apesar das presentes circunstâncias, Deus dará fim a tudo isto e transformará todas as coisas para Sua glória. Como esta noção deve lhe dar força e coragem para permanecer fiel, apesar das circunstâncias?
Princípio dia/ano

9. Volte à visão e à interpretação em Daniel 7. Por que aqueles símbolos nos ajudam a entender que o tempo da visão é simbólico?

Daniel 7 é um capítulo cheio de todos os tipos de símbolos e imagens que não devem ser tomadas literalmente. Assim, por que deveríamos tomar o tempo profético ali mencionado como literal, quando quase tudo mais é simbólico?

10. Leia Daniel 8. No mesmo tom da pergunta anterior, que evidência temos de que o tempo aqui deve ser considerado simbólico, e não literal?

O objetivo de Daniel 8 não era falar sobre bodes voadores (v. 5), assim como o tema de Daniel 7 não era animais com dentes de ferro (v. 7). Ao contrário, estes elementos eram simbólicos; da mesma maneira, os tempos mencionados também eram simbólicos.

De fato, dos três períodos que estudamos – "um tempo, dois tempos e metade de um tempo" (Dan. 7:25), os "dois mil e trezentos dias" (Dan. 8:14), e as "setenta semanas" (Dan. 9:24)– nenhum é escrito na forma como o tempo normalmente é expresso. Por exemplo, em vez de dizer 2.300 dias, por que Gabriel não disse que o santuário seria limpo em "seis anos, três meses e 20 dias"? Em II Samuel 5:5, o texto diz que o rei "reinou sobre Judá sete anos e seis meses", e não por 2.700 dias. O mesmo acontece com as duas outras profecias de tempo: nenhuma é expressa na maneira usual para se referir ao tempo.

11. Compare Lucas 4:25 e Tiago 5:17 com Daniel 7:25. Quais desses textos se referem a tempo literal, e como esse tempo literal foi expresso, em comparação com o texto que se refere ao tempo profético?

Estudo adicional

Alguns estudiosos também mostraram a evidência do vínculo entre dias e anos na poesia hebraica, na qual dias são usados em paralelo com anos, mostrando um vínculo semântico entre os dois períodos de tempo:

"São os Teus dias como os dias do mortal?
Ou são os Teus anos como os anos de um homem" – Jó 10:5.
"Dizia eu: Falem os dias,
e a multidão dos anos ensine a sabedoria." – Jó 32:7.
"Penso nos dias de outrora,
trago à lembrança os anos de passados tempos." – Salmo 77:5.

Em cada um destes casos, dias e anos significam basicamente a mesma coisa; isto é, são palavras diferentes usadas para transmitir a mesma idéia. Embora esses paralelos não provem, por si mesmos, o princípio dia/ano, mostram que, na mente dos hebreus, dias e anos estavam intimamente ligados.

Pergunta para consideração

Pense nisto: Estamos neste mundo há dois mil anos desde a morte de Cristo. Como estas profecias de tempo, entendidas sob o princípio dia/ano, nos ajudam a perceber que realmente estamos vivendo próximos ao fim, e que não devemos esperar que se passem outros dois mil anos antes que Cristo volte? Isto é, como estas profecias nos ajudam a entender onde estamos na história do mundo, e por que devemos saber que a vinda de Cristo está próxima?


"Conforme aquele caminho que chamam SEITA, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na LEI e nos PROFETAS" (Atos 24:14 ) - Paulo, o apostolo dos gentios
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Eduardo

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