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A religião sempre perde?

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05032012

Mensagem 

A religião sempre perde?










Posted on 05/03/2012 by Blog Sétimo Dia


Sempre
que a religião e a ciência disputam alguma questão de fato, a religião
perde. Esse é o ponto de vista comum. A implicação é que a religião
nunca deveria fazer reivindicações factuais, por não ter contato com a
realidade. Essa posição é apoiada por apelos à Física de Galileu, à
Geologia de Hutton e Lyell, à Biologia de Darwin e à Psicologia de Freud
e outros. Argumenta-se que a religião, sobretudo a religião do
sobrenatural, sempre perdeu no passado e sempre perderá no futuro.
Deveríamos abandoná-la ou, pelo menos, adotar uma versão liberal que não
apresente reivindicações improváveis.

Para algumas
religiões tal asserção é irrelevante, por não fazer asseverações a
respeito do Universo físico. Para o cristianismo bíblico, porém, essa
assertiva seria fatal. Como poderíamos falar acerca da criação do mundo e
subseqüente Queda, do Êxodo, da ressurreição de Jesus e Sua prometida
Segunda Vinda como matérias de fato? Removidos esses parâmetros, o
cristianismo entra em colapso.

Entretanto, existem vários problemas com a
afirmação de que “a religião sempre perde”. Em primeiro lugar,
estritamente falando, a disputa real não ocorre entre ciência e
religião; existem cientistas do lado “religioso” e teólogos do lado
“científico”. A verdadeira contenda ocorre entre o naturalismo e o
sobrenaturalismo, entre aqueles que crêem que o Universo é
auto-suficiente e nunca recebe interferências externas, e aqueles que
entendem que Deus pode, e por vezes realiza, mudanças no curso natural
dos eventos.

Sendo assim, o caso Galileu não se alinha
com os demais exemplos. Ambos os lados compartilham uma cosmovisão
supernaturalística. A única questão teológica é se os eventos
incidentais da Bíblia deveriam ser tratados como ontologicamente
(realmente) corretos, ou apenas como fenomenologicamente (aparentemente)
corretos, e também a questão da autoridade da Igreja Católica em geral.
O caso não envolve a autoridade do papa falando “ex cathedra”.

A proposição de que a religião nem sempre
perde é verdadeira, embora trivial. A ciência nunca consegue provar
completamente que algo é errado. Em ciência, mesmo quando uma teoria
parece estar muito mais avançada que outra, sempre existe a
possibilidade de que evidências adicionais venham a favorecer a teoria
hoje fora de moda. Podemos argumentar que uma teoria fez predições
acuradas. Mas não podemos cientificamente saber com absoluta certeza que
determinada teoria é verdadeira.

Assim, vamos reformular a proposição de
modo a atribuir-lhe maior conteúdo empírico. Hipóteses científicas e
históricas, compatíveis ou provenientes da filosofia supernaturalística,
por vezes apresentam um volume consideravelmente maior de apoio
empírico do que hipóteses compistica ou originárias da filosofia
naturalística. Mais importante ainda, esse apoio tem em vários casos
aumentado substancialmente com o passar do tempo.

Exemplos históricos

No domínio da história,
uma refutação exemplar ao argumento de “a religião sempre perde” é a
confiabilidade da cronologia dos livros bíblicos de Reis e Crônicas.
Durante longo tempo os céticos acreditaram que a cronologia “bíblica”
não existia, e que as confusas peças cronológicas efetivamente
existentes eram incompatíveis com a cronologia “real”, secular.1 Depois
de Thiele,2 a cronologia de Reis e Crônicas passou a ser vista como
coerente e capaz de ser corretiva à cronologia secular.3 A abordagem
bíblica venceu, ou pelo menos demonstrou-se muito melhor para a
explanação dos dados. A religião não perdeu nesse caso e sob esse
aspecto parece improvável que venha a perder no futuro.

Outra refutação exemplar é o livro de
Daniel. Os céticos originalmente declaravam que Belsazar jamais
existira, que a cronologia era desesperadamente confusa, e que uma vez
que todo o livro constituía ficção, não fazia sentido procurar referidas
pessoas na história.4

O tempo obrigou a uma mudança nessa visão
histórica. Belsazar não apenas existiu, como veio a ser o príncipe
coroado (também considerado rei na linguagem hebraica) capaz de oferecer
apenas o terceiro posto na hierarquia do reino. A cronologia de
Nabucodonosor, levando os cativos de Jerusalém, veio a demonstrar-se
precisamente correta. Talvez o mais interessante é que os nomes de
Daniel5 e seus três amigos6 foram encontrados em documentos babilônicos.
Isso não significa que todas as declarações do livro de Daniel tenham
sido confirmadas. A identidade de Dario, o Medo, ainda apresenta dúvidas
(embora não tenhamos eliminado todos os candidatos). Mas a argumentação
em favor da historicidade de Daniel hoje se encontra claramente em
melhor posição do que no passado. A religião está vencendo aqui.

Exemplos científicos

O mesmo pode ser dito a
respeito da ciência. Durante mais de um século os adventistas
defenderam, com base na inspiração, o ponto de vista de que o tabaco
representa “um lento, insidioso, porém maligno veneno”.7 No tempo em que
isso foi escrito, o ponto de vista não foi aceito pela comunidade
científica, mas ao longo dos últimos 50 anos, tornou-se massacrante a
evidência de que as hipóteses originalmente associadas à religião
estavam corretas. Aqui a religião não perdeu. A mesma autora falou em
favor de uma dieta vegetariana, e as evidências prosseguem crescendo em
favor dessa opção.

Existem também casos diretamente
relevantes na controvérsia criação-evolução. O primeiro exemplo
encontra-se na Cosmologia. Porventura o Universo se estende por todo um
passado, indefinido no tempo, ou existe um limite finito de tempo para
ele? A maioria dos cientistas apóia fortemente a primeira hipótese,
muitas vezes com preconceito categoricamente anti-sobrenatural como
explicação para a sua preferência.8 Essa idéia constituiu a parte maior
das objeções contra a cosmologia do Big Bang. Se o Universo teve um
princípio, pelo menos remanesce a sugestão de que foi necessário um
Criador. O desejo de proteger um Universo eterno foi tão grande que, ao
assim proceder, Einstein cometeu aquilo que ele mesmo mais tarde
identificou como seu maior erro,9 introduzindo uma constante cosmológica
na equação que expressa o Universo, de modo a mantê-lo grosseiramente
estático. Entretanto, o peso da evidência encontra-se agora solidamente
por trás do conceito de que o Universo teve um começo. A religião não
está perdendo aqui.

Outro exemplo é a pretensa existência de
órgãos vestigiais. Desde Darwin, os órgãos vestigiais têm sido usados
para argumentar contra o projeto e, portanto, contra o Projetista. Na
clássica exposição, Wiedersheim10 listou mais de 150 estruturas por ele
consideradas vestigiais. Ele foi cuidadoso em observar que algumas
delas, tais como as glândulas tiróide e supra-renais, provavelmente
possuíssem alguma função, caso em que não deveriam ser consideradas
verdadeiramente vestigiais; e que esse poderia ser o caso de outros
órgãos. Alguns de seus seguidores, contudo, não tiveram a mesma
precaução, de modo que não era incomum que órgãos como o timo, a
hipófise e o apêndice fossem descritos como completamente inúteis.11 A
ausência de cautela seria necessária se os órgãos vestigiais devessem
ser usados contra os que criam no projeto, pois se alguma função lhes
fosse atribuída, sua existência num organismo projetado não contaria
como evidência contra o Projetista.12 Contudo, essa falta de prudência
demonstrou-se uma idéia péssima, pois investigações adicionais têm
encontrado funções razoáveis para todas essas estruturas, destruindo,
por vezes dramaticamente, os argumentos contrários ao projeto.
Poder-se-ia argumentar que, nesse caso, o preconceito anti-sobrenatural
efetivamente atuou em detrimento da ciência, provocando a tendência de
levar os cientistas a não investigarem possíveis funções para uma
estrutura, pelo fato de que seu preconceito naturalístico sugeria
inexistência de função.

Poder-se-ia argumentar, adicionalmente,
que o preconceito anti-sobrenatural efetivamente matou pessoas. Embora o
baço não estivesse na lista de Wiedersheim, quando ingressei na
faculdade de medicina comumente se descrevia esse órgão como
praticamente inútil e que poderíamos viver melhor sem ele, uma vez que
tendia a sangrar quando danificado. Argumentava-se que seu único uso era
demonstrar que humanos e caninos compartilhavam um ancestral comum. Nos
cães o baço armazena sangue para uma autotransfusão em caso de
sangramento. Como resultado, quando o órgão sofria alguma lesão, via de
regra era removido sem qualquer esforço para preservar-lhe a função.
Somente mais tarde tornou-se evidente que a ausência do baço predispunha
grandemente a pessoa a infecções por pneumococos. O procedimento
cirúrgico hoje é preservar a função do baço sempre que possível, quer
através da reparação do próprio órgão, quer deixando-lhe pequenas
porções no abdômen, esperando que elas venham juntar-se e manter a
função.

Pode-se argumentar que os crentes no
naturalismo deveriam ter sabido melhor das coisas. Qualquer órgão
verdadeiramente vestigial deveria perder-se por completo, e isso de
forma bastante rápida. Mas se admitissem isso, os proponentes do
naturalismo ficariam privados de um de seus argumentos favoritos.13
Aparentemente, a necessidade de desacreditar os criacionistas impediu
uma avaliação imparcial da evidência e da teoria.

A história repetiu-se com a controvérsia
do “DNA-lixo”. Quando o DNA foi descoberto, muitos evolucionistas
supuseram que existiam no genoma de vários organismos, incluindo
humanos, vastas quantidades totalmente inúteis de DNA. Conforme
observado por Standish,14 eles talvez estivessem ignorando a teoria da
evolução nesse seu preconceito anti-sobrenatural. Permanece, porém, o
ponto de que os defensores do sobrenaturalismo geralmente efetuaram
melhores predições a respeito da extensão do “DNA-lixo”, e dessa forma o
preconceito anti-sobrenatural efetivamente bloqueou a pesquisa (o
inverso daquilo que usualmente se afirma).

Crescimento na compreensão

Isso traz à baila outro
ponto importante. Uma das razões pelas quais se pretende que a “ciência”
(naturalismo) não perde, é porque ela abraça achados que originalmente
se pensava fossem favoráveis à “religião” (sobrenaturalismo). Assim, a
temporalidade do Universo e outras idéias como o dano causado pelo
tabaco são simplesmente incorporados ao modelo naturalístico, e o
moderno crente do naturalismo muitas vezes não se apercebe dos tons
religiosos das controvérsias anteriores. O tópico passa a ser visto
simplesmente como mais um exemplo do firme avanço da ciência.

Contudo, nem sempre a mesma flexibilidade
tem sido assegurada à religião. Por exemplo, a maioria dos teólogos
incorporou uma visão heliocêntrica do sistema solar à sua teologia. Mas
os crentes do naturalismo não permitem que os teólogos se esqueçam de
que, num determinado tempo, a maioria dos cristãos15 discordava da
teoria heliocêntrica, e que a Igreja Católica dissentiu com força
suficiente como para obrigar Galileu a renegar e banir seus livros, uma
ação que ela tem sido forçada a repudiar. Aqui a igreja estava em erro.
Mas se for possível considerar o cristianismo atual como responsável
pelos equívocos da maioria de seus predecessores, também se deve
permitir que o naturalismo seja considerado responsável pelos erros da
maioria de seus antecessores.

Isso nos conduz ao último ponto. A razão
para utilizar o argumento de que “a religião sempre perde”, é evitar que
se tenha de lidar com vários assuntos nos quais a visão
sobrenaturalista aparentemente está vencendo no presente; e onde ela
vence, o naturalismo estará morto. O naturalismo pode sobreviver aos
números de Reis e Crônicas ou à toxicidade do tabaco, ou mesmo (sob a
forma de deísmo) ao Big Bang. Mas o naturalismo não consegue sobreviver
sem uma explanação naturalística da origem da vida. Mas tal explicação
não existe, nem mesmo uma que seja remotamente plausível. Quanto mais
aprendemos, pior se apresenta a situação para o naturalismo. Ele o
reconhece implicitamente. A melhor evidência disso é a insistência na
origem monofilética da vida (isto é, todas as espécies descendem de uma
mesma forma original). A despeito da evidência em favor da explosão
cambriana16 e de diferentes códigos genéticos para alguns organismos (p.
ex., o paramécio), os crentes do naturalismo continuam insistindo em
que todos os organismos da Terra compartilham um ancestral comum. Se
eles realmente cressem que foi fácil iniciar a vida, simplesmente
aceitariam a hipótese de que ela teve início várias vezes. O fato de se
aferrarem à hipótese da origem monofilética da vida testifica que
implicitamente reconhecem a dificuldade de conhecer seu início, mesmo
uma única vez, quanto mais tantas vezes.

Mas os defensores do naturalismo acham-se
absolutamente comprometidos com a origem não-sobrenatural da vida. Uma
idéia quanto ao vigor desse comprometimento pode ser obtida de uma
passagem excelente (e acurada) do livro de Robert Shapiro, intitulado
“Origins: A Skeptic’s Guide to the Origin of Life on Earth”.17 Nessa
obra ele aponta as falhas das várias teorias, optando finalmente pela
teoria de pequenos peptídeos não-modernos, como sendo a menos
problemática. Mas à página 130, apresenta seu próprio preconceito:
“Poderá chegar no futuro, o dia em que todos os experimentos químicos
razoáveis realizados para descobrir a origem da vida venham a
demonstrar-se inequivocamente um fracasso. Além disso, novas evidências
geológicas poderão indicar o aparecimento súbito da vida sobre a Terra.
Finalmente, talvez tenhamos explorado o Universo sem encontrar traços de
vida ou processos capazes de conduzir a ela em qualquer parte. Nesse
caso, alguns cientistas poderiam decidir volver-se para a religião em
busca da resposta. Outros, contudo, inclusive eu mesmo, tentariam
escolher as explanações científicas sobreviventes, menos prováveis, na
esperança de selecionar uma que fosse um pouco mais provável que as
remanescentes”.

Assim, o naturalismo requer uma defesa
contra o óbvio. A melhor defesa é: “Até agora nunca perdemos. Você
sempre perderá se esperar o tempo suficiente”. No caso da origem da
vida, parece que o naturalismo já teria perdido há muito tempo, se seus
defensores não se houvessem recusado a reconhecer a derrota.

O único problema com a defesa da idéia de
que “a religião sempre perde”, é que ela não é verdadeira; se a atual
tendência da pesquisa prosseguir, ela certamente não será verossímil.
Tal declaração deveria ser reconhecida como aquilo que realmente é: uma
declaração de crença que está em desacordo com as lições observáveis da
história e da ciência. A religião nem sempre perde.18

Paul Giem (M.D. pela Loma Linda
University) é médico emergencial atuante na Califórnia. Suas pesquisas
eruditas incluem a interface entre ciência, religião e história.
Escreveu um livro nessa área, Scientific Theology, que se encontra
disponível no site http://www.scientifictheology.com. Os contatos com o
autor podem ser feitos pelo e-mail paulgiem@yahoo.com
.

REFERÊNCIAS

1. Edwin Thiele, The
Mysterious Numbers of the Hebrew Kings, 3a ed. (Grand Rapids, Mich:
Zondervan, 1983, p. 12) dá muitos exemplos, includindo Heinrich Ewald
(The History of Israel, London, 1876), Julius Wellhausen (“Die
Zeitrechnung des Buchs der Könige seit der Theilung des Reichs”,
Jahrbücher für Deutsche Theologie XX:607-40, 1875), e Bernhard Stade
(Geschichte des Volkes Israel, Berlin, 1889).
2. The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings. Grand Rapids, MI: Zondervan, 1983.
3. Kenneth A. Strand, “Thiele’s Biblical Chronology as a Corrective for
Extrabiblical Dates”, Andrews University Seminary Studies 34 (1996):
295-317.
4. Paul Giem, Scientific Theology (Riverside, Calif: La Sierra
University Press, 1977), pp. 98-109, contém uma discussão do problema
com referências. Disponível no site http://www.scientifictheology.com.
5. William Shea, “Bel(te)shazzar meets Belshazzar”, Andrews University Seminary Studies 26 (1988) 1:67-81.
6. “Extra-Biblical Texts and the Convocation on the Plain of Dura”, Andrews University Seminary Studies 20 (1982) 1:29-57.
7. Ellen G. White, The Ministry of Healing (Mountain View, Calif.:
Pacific Press Publ. Assn., 1905), p. 327. Veja também, Spiritual Gifts
(Battle Creek, Mich.: Seventh-day Adventist Publishing Association, 1864
[1945 facsimile]), 4A: 36,37.
8. Robert Jastrow, God and the Astronomers (New York: W. W. Norton and
Company, 1978). Embora os defensores do sobrenaturalismo sempre estejam
de um lado e os naturalistas de outro, conforme observado por Helge
Kragh (Cosmology and Controversy [Princeton, N.J.: Princeton University
Press, 1999], pp. 251-268), ainda assim se observou uma tendência de a
pessoa alinhar-se com o lado mais compatível com a sua avaliação do
teísmo.
9. Citado, entre outros lugares, em Oxford Reference Online, disponível
no site
http://www.oxfordreference.com/pages/Sample_Entries__sample_01.html. A
referência mais antiga que consegui encontrar, e provavelmente a fonte
original, é G. Gamow, My World Line (New York: Viking Press, 1970), p.
44.
10. The Structure of Man: An Index to His Past History, H. & M.
Bernard, trans.; G. B. Howes (ed. London: MacMilllan and Co., 1895).
11. Para o apêndice, ver K. R. Miller, Finding Darwin’s God (New York: Cliff Street Books, 1999), pp. 100,101.
12. Para que um argumento anti-sobrenatural tenha êxito, é importante
que a estrutura sob consideração não possua função. Não é suficiente que
apenas apresente função mínima ou compensada. De outra forma, tais
estruturas como os dedos mínimos poderiam ser consideradas
desnecessárias, já que existem muito poucas funções que não podem ser
executadas igualmente bem por seres humanos que perderam seus dedos
mínimos, e que ainda assim parece irrazoável pretender que eles não
tenham sido projetados.
13. Um argumento tal é tão atrativo que ainda segue sendo usado. Aparece, por exemplo, em Miller, pp. 100-101.
14. Standish, “Rushing to Judgment: Functionality in Noncoding or ‘Junk’
DNA”, Origins 53 (2002): 7-20. Disponível em
http://www.grisda.org/origins/53007.pdf.
15. Nem todos; Philip Melanchthon constituiu exceção.
16. Explosão Cambriana é o nome dado às evidências de que, ao passo que
nas rochas pré-cambrianas talvez existam três ou quatro filos (grupos
básicos de organismos), dentro de um período muito curto de tempo, a
maioria dos modernos filos (e aparentemente muitos filos que morreram)
aparece sem qualquer forma intermediária conhecida. Isso não seria de se
esperar a partir da teoria evolucionista padrão.
17. (New York: Summit Books, 1986).
18. Uma versão anterior deste artigo foi publicada em Origins 55 (2004):
3-8, available at http://www.grisda.org/origins/55003.pdf.

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