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O Dilúvio Universal Comprovado pela Ciencia

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12042010

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O Dilúvio Universal Comprovado pela Ciencia







Quanto tempo durou o dilúvio

(Gráfico elaborado pelo pastor Sávio Lúcio dos Santos; clique na imagem para vê-la ampliada)






Se vocês pegarem em qualquer livro de Geologia publicado antes de 2007, ele dirá que as mudstones (depósitos de lama) demoram muito tempo para se formarem, uma vez que se depositam a um ritmo muito lento. Mas isso até 2007! Um estudo publicado na Science mostrou que, ao contrário do que os geólogos evolucionistas pensavam, os depósitos de lama podem assentar-se rapidamente sob condições muito enérgicas.

A reportar este estudo, a Physorg explica bem a situação: “Há muito tempo que os geólogos pensavam que os depósitos de lama só irão assentar se as águas estiverem calmas, mas uma nova investigação de geólogos da Indiana University Bloomington e do Massachusetts Institute of Technology mostra que as lamas podem-se acumulam mesmo quando as correntes se movem velozmente“.
Os evolucionistas julgavam que o rápido fluxo das águas iria prevenir que os depósitos de lama se formassem. No entanto, nada como a investigação científica para separar aquilo que é científico daquilo que é opinião. O interessante é que os depósitos de lama constituem nada mais nada menos do que “2/3 do registo sedimentar geológico” da Terra, segundo Juergen Schieber, líder do estudo.
Ou seja, a investigação científica mostrou que a maior parte do registo geológico pode ter-se formado através do rápido fluxo das águas (aquilo que seria de esperar caso a bíblia tivesse razão a respeito do dilúvio descrito em Génesis).
CONCLUSÃO
O investigador disse outra coisa interessante: “Temos a certeza de que a nossa descoberta vai influenciar a forma como os geólogos e os paleontólogos reconstroem o passado da Terra“. É interessante porque é algo que os criacionistas se fartam de dizer e de chamar a atenção daqueles que são evolucionistas por ignorância (=evolucionista porque foi o que me disseram na escola quando estava no 5º e 6º ano).
Alguma “certeza” afirmada sobre o passado não é fruto de observação científica mas sim de interpretação das observações. Escusado será dizer que esta nova observação fez com que os evolucionistas, mais uma vez, corrigissem os manuais. Imaginem quantos estudantes rejeitaram o dilúvio bíblico face às “evidências científicas”, que mostravam que um dilúvio não poderia ser responsável pela grande parte do registo geológico. Só é pena é que essas “evidências” sejam tão verdadeiras como eu ter nacionalidade paraguaia.
Mais uma vez, as observações científicas estão de acordo com o que a Bíblia diz! O criacionismo bíblico ganhou mais um round! A ciência voltou a desmentir mitos evolucionistas.




PODERIAM AS ÁGUAS DO DILÚVIO TER PROVINDO DE UMA CAMADA
ATMOSFÉRICA OU DE UMA FONTE EXTRA-TERRESTRE?

Robert E. Kofahl é Ph.D. foi coordenador do “Creation Science Research Center”.

Este artigo contém material de um trabalho apresentado na 3ª Conferência Nacional Americana sobre Criação e Ciência, em Minneapolis, Minnesota, U.S.A., em agosto de 1976.


Várias tentativas de modelos têm sido feitas para explicar a existência de uma camada atmosférica de água ou vapor, bem como de uma possível fonte extra-terrestre de água ou gelo. Esses modelos têm tido quatro preocupações no quadro criacionista global relativo às origens, a saber, a explicação de um clima semi-tropical ante-diluviano, a disponibilidade de substancial quantidade de água para o dilúvio, a explicação da ação glacial e do congelamento catastrófico posterior ao dilúvio, e a possibilidade de redução da taxa de produção de Carbono-14 anteriormente ao dilúvio. O ponto de vista usual tem sido fornecer explicações que envolvem somente forças naturais, sem a miraculosa intervenção divina. A análise crítica desses modelos indica que é impossível o fornecimento de uma parte substancial das águas do dilúvio, ou de gelo, tanto de uma camada atmosférica quanto de fontes extra-terrestres, a não ser com a miraculosa intervenção divina especial. Todos os modelos falham por não preencher as exigências das leis da Física ou da Fisiologia. São oferecidas as linhas gerais preliminares para o estabelecimento de modelos quantitativos de uma camada atmosférica limitada de vapor d’água.

Introdução


Os criacionistas freqüentemente deploram, e com razão, especulações temerárias muitas vezes praticadas pelos evolucionistas. Exemplos clássicos de tais especulações encontram-se em “A Origem das Espécies” onde Darwin, para usar as palavras de W. R. Thompson, “engendrou aquelas frágeis torres de hipóteses baseadas em hipóteses, onde os fatos e a ficção entremeiam-se em uma confusão inextricável” (1). Thompson continuou sugerindo que “essas construções correspondem a um apetite natural”, comum ao homem, e em particular aos evolucionistas.
Entretanto, não parece que os criacionistas também têm evidenciado uma tendência para a especulação excessiva? A literatura criacionista está repleta de especulações, teorias sem propósito, e modelos extremados. Uma característica comum de muitas dessas especulações de criacionistas é o esforço feito para explicar algum aspecto do relato da criação ou do dilúvio em termos “naturalísticos” que não envolvem nenhuma intervenção divina direta. Os criacionistas, às vezes, têm sido quase tão engenhosos quanto os evolucionistas para divisar explicações que excluem da pré-história, tanto quanto possível, o milagre divino.
Uma área importante de preocupação especulativa dos criacionistas tem sido a dos modelos de camadas atmosféricas, e de fontes extra-terrestres para as águas do dilúvio. Um breve catálogo, provavelmente incompleto, de especulações relativas a camadas atmosféricas, ou a fontes extra-terrestres de água ou gelo na época do dilúvio, inclui o seguinte:
1. Uma camada de vapor d’água que possivelmente proporcionou uma parcela substancial das águas do dilúvio (2).

2. Uma cobertura esférica rígida, de gelo em torno da Terra, mantida pela resistência estrutural, e finalmente rompendo-se para produzir o dilúvio e a glaciação, ou ainda uma cobertura de gelo em rotação, mantida pela força centrífuga e rompendo-se para produzir o dilúvio e a glaciação (3).

3. A precipitação de água ou gelo em órbita em torno da Terra, para produzir o dilúvio e a glaciação (4).

4. A colisão de vapor d’água ou gelo proveniente do espaço exterior, com a Terra, para produzir o dilúvio e a glaciação (5).
Todas essas idéias foram apresentadas no passado como modelos científicos que supostamente poderiam explicar a fonte das águas do dilúvio, o clima ante-diluviano, ou os efeitos pós-diluvianos de congelamento rápido e glaciação, mediante causas naturais e não sobrenaturais. Entretanto, todas elas entram em conflito com limitações provenientes de leis físicas ou fisiológicas, bem estabelecidas. Todas elas são impossíveis sem a intervenção divina especial que se sobreponha às leis da Física, e algumas delas, mesmo com a intervenção miraculosa, exigiriam tal reconstrução drástica do ambiente terrestre, que se tornam insustentáveis como modelos para a Terra ante-diluviana. Propõe-se examinar essas idéias com relação às falhas mais óbvias, algumas das quais já foram, sem dúvida, reconhecidas por outros estudiosos do assunto.



Exame crítico da camada atmosférica e outros modelos

1 - Uma camada de vapor d’água contendo parte substancial das águas do dilúvio
A título de argumentação, suponhamos que a camada de vapor contivesse o equivalente da ordem de 300 metros de água líqüida. Se nuvens estivessem então presentes, poderiam corresponder somente a uma pequena fração da água total, pois nuvens contendo grandes quantidades de água (isto é, alguns centímetros) somente podem continuar suspensas na atmosfera pelo efeito de violentas correntes de convecção térmica. Portanto, o modelo é o de uma Terra circundada por um envoltório de vapor d’água transparente, que ao se condensar produziria uma camada de água líquida de 300 metros, para contribuir com uma porção apreciável das águas do dilúvio bíblico. Numerosos problemas surgem neste modelo de camada atmosférica.


a - O problema da transmissão da luz
Estudos feitos nas águas claras e puras do Crater Lake, em Oregon, indicaram que à profundidade de 300 metros a radiação é de somente cerca de 0,2 por cento da existente nas camadas superficiais das águas do lago (6). Realmente, nos líqüidos a absorção é a principal causa da redução da penetração da luz, enquanto que nos gases a difusão é a maior causa, exceto nos intervalos de comprimentos de onda das bandas de absorção do gás específico.
Cálculos teóricos relativos à difusão da luz solar na atmosfera, pelo vapor d’água, indicam que com somente o equivalente a um centímetro de água líqüida na atmosfera, a atenuação devida à difusão pelo vapor d’água é de dois a quatro por cento no intervalo visível (7). Porém, neste modelo hipotético a atmosfera conteria 30.000 vezes essa quantidade de vapor d’água. É duvidoso, portanto, que mais do que alguns por cento da luz solar pudessem atingir a superfície da Terra. Certamente nenhuma estrela seria visível, embora Gênesis 1:16 implique que as estrelas eram visíveis.
b - O problema do aumento da pressão atmosférica
Resultariam também dificuldades bastante sérias devido ao aumento da pressão atmosférica produzida pela massa de água na atmosfera superior. Esse acréscimo de pressão seria equivalente ao de 300 metros abaixo do nível do mar, ou seja, de cerca de 30 atmosferas. Tem sido considerado que, como alguns cientistas têm vivido sob altas pressões em laboratórios submarinos, é concebível que tais condições existissem na Terra anteriormente ao dilúvio. Entretanto, há pelo menos dois problemas aparentemente insolúveis associados a essa idéia:

1. Primeiramente, em profundidades maiores do que 45 metros o Nitrogênio do ar começa a ter um efeito narcótico sobre os mergulhadores (8). Isso torna impossível utilizar o ar em grandes profundidades, sendo comum então substituir o Nitrogênio por Hélio. Portanto, para que a idéia valesse no mundo ante-diluviano, a atmosfera terrestre teria de ter todo seu Nitrogênio substituído por Hélio, o que constitui um grande absurdo, especialmente porque as plantas necessitam de Nitrogênio atmosférico.
2. As pressões mais elevadas das maiores profundidades tornam tóxico, e mesmo mortal, o Oxigênio do ar, porque os tecidos vivos não podem suportar os efeitos do Oxigênio com pressões parciais maiores do que 0,65 atmosferas (9). Portanto, nas grandes profundidades, o conteúdo de Oxigênio do gás fornecido ao mergulhador é muito reduzido, chegando mesmo a cerca de um por cento à profundidade de 300 metros. Assim, o modelo da camada atmosférica exigiria que o conteúdo de Oxigênio da atmosfera fosse reduzido a esse nível extremamente baixo.
c - Outras dificuldades
A consideração rudimentar de tal modelo para a atmosfera ante-diluviana logo revela outras dificuldades embaraçosas. Primeiramente, a pressão adicional de 30 atmosferas comprimiria a atmosfera atual em uma camada de cerca de somente 300 metros de espessura. Acima dela existiria supostamente a camada de vapor d’água equivalente a 300 metros de água líquida. A pressão de 30 atmosferas na parte inferior dessa camada exigiria temperatura não inferior a 234 °C para evitar que o vapor d’água se condensasse sob forma líqüida (10).
Sob tais condições, o mundo constituiria local traiçoeiro para a vida. A escalada de montanhas seria esporte perigoso, e os pássaros não ousariam voar alto. Qualquer perturbação na camada atmosférica ocasionaria a precipitação de chuva com temperatura superior a 200 °C!
Parece óbvio que é inaceitável qualquer modelo da atmosfera ante-diluviana que exija tais modificações das características do ar terrestre. Uma camada de vapor bem poderia ter existido no mundo ante-diluviano, porém o seu conteúdo total de água poderia fornecer somente uma pequena parte das águas do dilúvio, com a hipótese de que a camada fosse sustentada por forças naturais e não sobrenaturais.
Dentro do conhecimento do autor não há maneira pela qual qualquer gás possa ser introduzido na atmosfera da Terra sem que correspondentemente aumente a pressão na superfície. Não há força conhecida na Física, que possa sustentar uma grande quantidade de vapor d’água na atmosfera sem aumentar a pressão na superfície proporcionalmente à massa total do vapor d’água. Supondo-se a temperatura de 234 °C para o vapor d’água nessa camada, 99 por cento do vapor d’água estaria a menos de 130 quilômetros da superfície da Terra, e metade estaria a menos de 16 quilômetros (11).
Aparentemente tem sido suposto por alguns que se o vapor d’água fosse levado a uma temperatura muito alta, isso ajudaria de alguma maneira a mantê-lo suspenso sem aumentar a pressão atmosférica na superfície. Entretanto, não é isso o que acontece. O efeito do aumento da temperatura é a expansão do invólucro de vapor em oposição à atuação da força de gravidade, porém o decréscimo resultante na pressão sob a superfície seria menor.
Por exemplo, se a temperatura da camada de vapor fosse elevada para 1700 °C, metade do vapor d’água estaria contido dentro de 65 quilômetros, e 99 por cento dentro de 450 quilômetros acima da superfície da Terra. Isso é calculado desprezando o fato de que o campo gravitacional da Terra diverge, de tal modo que as superfícies equipotenciais são esféricas, e não planas.
Portanto, neste modelo atmosférico três quartas partes da massa estão contidos a cerca de 130 quilômetros acima da superfície da Terra. Como a força da gravidade varia inversamente com o quadrado da distância ao centro da Terra, a diminuição da aceleração da gravidade correspondente a uma altitude de 130 quilômetros seria de cerca de somente quatro por cento. Conseqüentemente, a alteração no modelo de camada de vapor devido à divergência do campo gravitacional terrestre corresponderia a uma expansão de não mais do que cerca de quatro por cento.
Assim, essas conclusões não são afetadas substancialmente pela hipótese simplificadora de um campo gravitacional uniforme. Um modelo para a camada atmosférica de vapor d’água que apresenta temperaturas muito elevadas não resolve, portanto, problema de pressões excessivas na superfície em conseqüência de grandes quantidades de vapor d’água naquela camada.
Outra idéia que alguns têm aceito é a de que a água sob forma ionizada poderia possivelmente explicar as grandes quantidades de água na camada atmosférica, sem exigir uma grande pressão na superfície. Entretanto, para que isso acontecesse, todas as moléculas de água mantidas em suspensão teriam de estar ionizadas. Porém, a repulsão mútua dos íons com carga espacial tão elevada (2,5.1036 statcoulombs) ocasionaria tal explosão que atingiria os limites da galáxia no processo (12). O esquema da água ionizada é inteiramente inexeqüível.

Pode-se concluir, de todas as considerações anteriores, que um modelo de camada atmosférica de vapor que postule suficiente quantidade de vapor d’água para alimentar as águas do dilúvio, é inaceitável a menos que também se postule a intervenção divina especial para manter essa camada atmosférica anteriormente ao dilúvio, e para destruí-la no tempo oportuno, precipitando-a sobre a Terra sob a forma de água líquida.



2 - Uma película esférica, rígida, de gelo circundando a Terra, mantida por resistência estrutural ou por força centrifuga, entrando em colapso para ocasionar o dilúvio e a glaciação


Alguns têm suposto que tal película poderia sustentar-se pela sua resistência estrutural. Entretanto, o cálculo da força de compressão sobre essa película mostra ser também impossível esse modelo. Sendo M a massa da Terra, G a constante de gravitação universal, ρ a densidade do gelo, e r o raio da película, a tensão de compressão na película será de
σ = M.G.ρ / 2.r



Considerando o raio da película igual a 6693 quilômetros (isto é, 322 quilômetros acima da superfície da Terra), então ρ = 2,74.109 kgf/m2. Porém, a tensão de ruptura à compressão do granito, bastante superior à do gelo, é somente de 2,39.107 kgf/m2. A película de gelo romperia instantaneamente, jamais podendo ser mantida pela própria resistência estrutural. Além disso, o problema da absorção da luz permaneceria idêntico, ou maior do que no caso considerado anteriormente.
Outros têm considerado que uma película de gelo em rotação poderia ser mantida pela força centrífuga contrabalançando a força da gravidade. Entretanto, basta um conhecimento rudimentar de Física para mostrar que a força centrífuga seria dirigida perpendicularmente ao eixo de rotação da película, de maneira que somente no equador haveria sua ação oposta à da gravidade, e ainda assim a tensão de compressão no equador seria idêntica à da película estacionária.
Outro problema invalida a idéia de uma película em rotação. De fato, tal película conteria elevada energia cinética, que em média seria dada, por unidade de massa, pela expressão:

ec = M.G / 3.r


se a rotação for exatamente suficiente para a força centrífuga contrabalançar a força da gravidade no equador da película esférica. Consideradas as mesmas características da película supostas anteriormente, ter-se-ia ec = 4740 cal/g. Entretanto, para converter um grama de gelo a 0 °K (isto é, 273 °C abaixo de zero) em vapor a 100 °C, são necessárias somente 860 calorias. Portanto, se tal película em rotação se rompesse sobre a Terra, não produziria nem um dilúvio, nem um efeito de congelamento, pois, contendo cerca de cinco vezes a energia necessária para vaporizar o gelo, envolveria a Terra em uma nuvem de vapor d’água quente.

3 - Água ou gelo em órbita qualquer
O resultado da transferência para a Terra seria idêntico ao do caso da película de gelo em rotação - um banho de vapor superaquecido, e não dilúvio ou congelamento.4 - Vapor d’água, água, ou gelo proveniente do espaço exterior
______
A velocidade de escape da superfície da Terra, dada pela fórmula V = √ 2.M.G/r é cerca de 11,12 km/s, sendo r o raio da Terra. Qualquer objeto caindo do espaço exterior atingirá pelo menos essa velocidade ao atingir a superfície da Terra. A correspondente energia cinética é de 6,25.1011 ergs/grama, ou 14900 calorias/grama. Isto representa cerca de 17,5 vezes a quantidade de calor necessária para converter o gelo na temperatura de 0 °K a vapor a 100 °C. Novamente resultaria um banho de vapor em vez de um dilúvio ou de um efeito de congelamento, ou da formação de calotas glaciais.




Um modelo amplamente discutido apresenta um "visitante" que se aproxima da Terra proveniente do espaço exterior, trazendo consigo um satélite de gelo. Supostamente o satélite colide com a Terra produzindo o dilúvio, congelamento, e efeitos glaciais. Considere-se o modelo seguinte, algo semelhante ao proposto por Patten na Referência 5.
Suponha-se que a massa do visitante fosse um décimo da Terra, que sua distância no apogeu fosse 16.000 quilômetros, que sua órbita em torno da Terra fosse parabólica, e que o raio da órbita do satélite visitante fosse de 16.000 quilômetros. Obtêm-se então os seguintes dados: velocidade do visitante no apogeu, relativa à Terra, igual a 7,0.105 cm/s; velocidade do satélite em sua órbita, relativamente ao visitante, igual a 1,6.105 cm/s.
Sem fazer um estudo computacional do problema dos três corpos, o que estaria além das possibilidades do autor, parece fora de dúvida que o satélite não poderia possivelmente atingir a superfície da Terra com uma velocidade relativa menor do que (7,0-1,6).105 = 5,4.105 cm/s. Certamente a velocidade seria maior, porém a anterior corresponde à energia cinética de 3500 calorias/grama, suficiente para vaporizar o gelo a 0° K mais de quatro vezes.
Tem também sido proposto que o gelo do espaço exterior estivesse carregado eletricamente, de tal modo que pudesse interagir com o campo magnético terrestre. Prótons, elétrons e átomos ionizados provenientes do espaço realmente assim interagem e são fortemente defletidos, porém sua relação carga/massa é milhões de vezes maior do que poderia possivelmente ser o caso para qualquer cristal de gelo carregado. Assim, qualquer deflexão seria pequena, e a energia cinética não seria afetada de maneira alguma. A carga elétrica nos cristais de gelo não poderia evitar uma catástrofe térmica resultante da sua colisão com a Terra.

Os modelos não sobrenaturais falham
Esse exame crítico indica que estão fadados ao malogro todos os modelos que supõem a provisão de quantidades substanciais de água ou gelo mediante uma camada atmosférica de vapor d’água, gelo ou água em órbita, película de gelo, ou gelo ou vapor d’água do espaço exterior, estritamente em acordo com a lei natural e sem a intervenção sobrenatural na ordem natural. Eles não podem se ajustar às leis estabelecidas da Física, ou com as exigências fisiológicas para a existência da vida.
Houve numerosos aspectos sobrenaturais no dilúvio, notadamente o anúncio e o propósito divino, os planos divinamente dados para a arca, a perfeita sincronização e coordenação dos vários acontecimentos geológicos e atmosféricos, a voluntária reunião dos animais, a sua manutenção por um ano na arca, e a preservação da arca e oito almas durante um ano de violência global não igualada na história do mundo desde a criação.
Por que, então, se sentiriam frustrados os criacionistas se não puderam divisar um mecanismo natural detalhado para outros aspectos daquele grande cataclismo? Deus não está sujeito a limites de necessidades ou circunstâncias. Não há necessidade de especulação naturalística na tentativa de explicar esses acontecimentos, quando cada especulação pode ser negada, como mostrado.

Diretrizes sugeridas para os modelos de camadas atmosféricas
As considerações anteriores de maneira alguma excluem um regime atmosférico ante-diluviano muito diferente das condições atuais, um regime que poderia ter sido mantido por meios naturais ou sobrenaturais. A atmosfera ante-diluviana poderia ter, e na opinião do autor provavelmente teve mesmo, uma camada de vapor d’água que produziria um poderoso "efeito de estufa" no clima global.
A história dos modelos de camadas atmosféricas tem sido até agora marcada por discussões altamente especulativas, com pequeno esforço para a modelagem quantitativa. Talvez possam agora ser feitos esforços no sentido dos modelos quantitativos, em face de já se ter alguma idéia da limitação que deve ser feita quanto à quantidade total de vapor d’água na atmosfera. Considere-se a seguir um modelo bastante simples.
O conteúdo total de água na atmosfera atual é igual a cerca de somente 2,5 cm de água líquida (13). Se fosse aumentado para não mais do que 15 cm, por exemplo, o efeito sobre a configuração global do clima certamente seria radical. Mesmo na atual atmosfera o vapor d’água e as nuvens são responsáveis pela maior parte da absorção de energia pela atmosfera. O acréscimo de 12,5 cm de água na atmosfera resultaria somente em um aumento desprezível na pressão no nível da superfície.
Para um modelo inicial grandemente simplificado, então, suponhamos que a atmosfera contenha 15 cm de água e que o ar seco tenha, no nível do mar, 21% de Oxigênio e 79% de Nitrogênio. Suponha-se ainda que a temperatura uniforme seja de 27 °C, que existe equilíbrio termodinâmico, e que todos os gases obedeçam à lei dos gases perfeitos (Os 15 cm de água correspondem a uma pressão parcial de vapor d’água de 11,2 mm Hg, no nível do mar).
Se a pressão total no nível do mar é de 760 mm Hg, as pressões parciais do Oxigênio e do Nitrogênio serão de 157 mm Hg e 591 mm Hg, respectivamente. Com uma pressão parcial de vapor d’água de 11,2 mm Hg, como a pressão de vapor d’água saturado a 27 °C e de 26,74 mm Hg, resulta no nível do mar a umidade relativa de 42%.
Supondo que todos os gases obedeçam à lei dos gases perfeitos, que a aceleração da gravidade seja uniforme, e que exista equilíbrio termodinâmico, a densidade parcial de cada gás constituinte varia exponencialmente em função inversa da altitude (Ver Referência 11). Nas regiões superiores da atmosfera, a quantidade relativa dos gases mais leves será maior do que os valores atuais no nível do mar.
Assim, neste modelo o conteúdo de vapor d’água no nível do mar é de 9,4.10-3 gramas por grama de ar seco. Porém, na altitude de 30 km o conteúdo de vapor d’água é aumentado para 33,6.10-3 gramas por grama. Na atmosfera atual o conteúdo de vapor d’água na estratosfera é muito mais baixo, cerca de 2.10-6 gramas por grama(14). Neste modelo, portanto, o conteúdo de vapor d’água na atmosfera superior é aumentado por um fator de cerca de 17.000.
Com este modelo extremamente simplificado como ponto de partida, podem ser feitas estimativas das características de absorção e de radiação de energia, da atmosfera, podendo-se tirar algumas conclusões preliminares sobre como teria o modelo dinâmico de diferir do modelo inicial de equilíbrio. Deveria então tornar-se evidente se tal modelo tem ou não o potencial para produzir o tipo de regime climático que os criacionistas têm postulado a partir do registro bíblico da era antediluviana, e a partir dos dados da Paleontologia. Desenvolver este assunto aqui seria prolongar demasiado, pelo que o assunto será abordado em outro artigo.
Pode ser observado, de passagem, que o grau de aumento postulado anteriormente para o vapor d’água da atmosfera superior, não alteraria substancialmente a taxa de produção de Carbono-14 pelos nêutrons gerados pelos raios cósmicos. Teria de haver um aumento adicional da ordem de 10 a 100, antes que ocorresse um efeito em grande escala sobre a produção de Carbono-14, com os efeitos correspondentemente grandes sobre as estimativas de idades Carbono.
O estabelecimento de modelos quantitativos para a atmosfera é uma tarefa sumamente complexa, que este autor não se julga qualificado a empreender. As estimativas feitas com régua de cálculo neste artigo são apresentadas somente como abordagem preliminar do problema, à luz da limitação grosseira que foi estabelecida para o conteúdo total de água. Certamente em um modelo detalhado deverão ser levados em conta outros constituintes atmosféricos, tais como o gás carbônico e o ozônio, juntamente com o vapor d’água, nos cálculos relativos à radiação e à absorção.
Pareceria que o problema mais difícil no estabelecimento de modelos para o tipo de atmosfera geralmente suposto pelos criacionistas para o mundo ante-diluviano, tem sido o da manutenção da estabilidade em um planeta em rotação recebendo radiação do Sol. Sem dúvida muitas outras dificuldades surgem ao se estabelecerem modelos. Entretanto, se os criacionistas continuarem a considerar os efeitos de uma camada atmosférica antediluviana de vapor d’água, é tempo de adequar os modelos às exigências das leis físicas, e continuar a desenvolver os detalhes quantitativos..
Água das janelas dos céus


Cabe uma observação final a respeito da fonte das águas do dilúvio. A linguagem das Escrituras parece sugerir provisão sobrenatural. Por exemplo, Stanley Udd apresentou evidências exegéticas e gramaticais para o ponto de vista de que as "águas acima do firmamento" citadas em Gênesis 1:7 eram água líquida (15). Se esse for o caso, essas águas eram sustentadas de alguma forma no espaço mediante um "fiat" sobrenatural, e poderiam ter sido a fonte das águas sobrenaturalmente precipitadas através das "janelas dos céus", como registrado em Gênesis 7:11.
Agradecimentos
O autor é sumamente grato ao Editor, Harold Armstrong, pelo seu auxilio na supervisão de vários tópicos de Física, no manuscrito.
Referências
(1) Thompson, W. R. 1956. "Introduction", The origin of species by Charles Darwin, E. P. Dutton and Co., New York.
(2) Daly, Reginald 1972. Earth's most challenging mysteries. The Craig Press, Nutley, N. J., pp. 234-235, Whitcomb,John C., Jr. 1972. The early earth, Baker Book House, Grand Rapids, pp. 44, 46, 118, Rehwinkel, Alfred M. 1951. The flood, Concordia Pub. House, Saint Louis, pp. 12-13; Whitcomb, John C., Jr., and Henry M. Morris 1961. The Genesis flood, The Presbyterian and Reformed Pub. Co., Philadelphia, pp. 9, 77, 121, 255-257, Ramm, Bernard 1954. The Christian view of science and scripture, Wm. B. Eerdmans Pub. Co., Grand Rapids, pp. 234-235.
(3) Westberq. V. L.. The Master Architect. Napa. California.
(4) Gaverluk, Emil and Jack Hamm 1974. Did Genesis man conquer space?, Thomas Nelson Inc., Publishers, New York, pp.45-54.
(5) Patten, Donald W. 1966. The biblical flood and the ice epoch, Pacific Meridian Pub. Co., Seattle, pp. 101-163; Camping, Harold 1974. Adam when?, Frontiers for Christ, Alameda, Calif., pp. 207-215.
(6) Tyler, J. E. and R. C. Smith 1970. Measurements of spectral irradiance underwater. Gordon and Breach, Science Publishers, Inc., New York, p. 52.
(7) Kondratyev, K. Y. 1969. Radiation in the atmosphere. Academic Press, New York, p. 239.
(8) McGraw Hill Encyclopedia of Science and Technology 1971 Vol. 4, p. 284.
(9) Ibid., pp. 284-285.
(10) Handbook of Chemistry and Physics, 56th Edition 1975-1976, p. E-l9.

(11) Para uma atmosfera contendo só um constituinte gasoso, de acordo com a Lei dos Gases Perfeitos, em um campo gravitacional uniforme, e à temperatura constante, a densidade em função da altitude é expressa por:
ρ(h) = ρ(0) e-ah onde

ρ(0) = MP(0)/R.T e

a = Mg / R.T

sendo

M = massa molecular
R = constante dos gases perfeitos
T = temperatura absoluta
g = aceleração da gravidade
Para o cálculo da altitude h(t) abaixo da qual é compreendida uma certa fração f da massa total da atmosfera tem-se a expressão:
h(f) = [-2,303 log (1 – f)] / a


(12) A energia eletrostática de uma carga Q colocada sobre uma esfera de raio r é Ee = Q2 / r. Para concentrar uma carga Q = 2,5.1036 statcoulombs sobre a superfície de uma esfera de raio r = 8.000 km seria necessária a energia de 7,8.1063 ergs. A energia gravitacional inerente à galáxia é da ordem de Eg = GM2 / R,
onde
G é a constante gravitacional,
M a massa da galáxia,
R a distância radial média da massa a partir do centro da galáxia.
Para nossa galáxia tem-se aproximadamente Eg =1,3.1059 ergs. Desta forma, uma Terra carregada hipoteticamente com aquela energia poderia explodir 10.000 galáxias!

(13) McGraw Hill Encyclopedia of Science and Technology, 1971, Vol. 6, p. 630.
(14) Ibid., Vol. 1, p. 678.
(15) Udd, Stanley, V. 1975. The Canopy and Genesis 1:6-8. Creation Researrch Society Quarterly, 12(2):90-93.

Artigo publicado na

Folha Criacionista 15



Tempestade criou maior cemitério de dinossauros


Cientistas afirmam ter confirmado que um cemitério de dinossauros no Canadá é o maior já conhecido. Segundo os pesquisadores do Royal Tyrrell Museum, em Alberta, uma tempestade, equivalente aos atuais furacões, dizimou os animais na região, que até então era uma área costeira, e formou o cemitério. As informações são do Live Science. Os pesquisadores afirmam que a tempestade que atingiu a região foi catastrófica, o nível da água teria ficado entre 3,6 m e 4,6 m e rapidamente inundou o local. “A inundação pode ter atingido mais de 100 km de costa”, diz o paleontólogo e geólogo David Eberth à reportagem. Os restos de 76 milhões de anos [na cronologia evolucionista] desses animais se espalham por uma área de 2,3 mil m² e pertenciam a seres como o herbívoro Centrossauro, que era parecido com o Triceratops. De acordo os paleontólogos, a descoberta pode explicar o motivo pelo qual o oeste do Canadá é tão rico em fósseis de dinossauros.

A pesquisa ainda pode provar que dinossauros com chifres, como o Centrossauro e o Triceratops, viviam em grupos maiores do que se pensava com números que facilmente se aproximariam de centenas e até de milhares de animais.

A reportagem afirma ainda que o cemitério foi descoberto em 1997, mas a confirmação de seu tamanho ocorreu apenas neste mês e foi detalhada no livro New Perspectives On Horned Dinosaurs. A região de Alberta é considerada muito rica em fósseis. Lá viveram, por exemplo, o Velociraptor e o Tiranossauro Rex, além de outros animais pré-históricos, como os Pterossauros.

(Terra)

Nota: Seria bom que explicassem que fenômeno foi responsável pelo rápido soterramento e posterior fossilização de dinossauros em todo o mundo (não apenas no Canadá). Também seria bom que levassem em conta que muitos desses fósseis de dinossauros espalhados pelo planeta indicam morte por asfixia. Quando é que vão juntar todas essas (e outras) evidências num único modelo e admitir o óbvio?[MB]

Leia também: “Dino-holocaust linked to monster storm”

Organismos de 34.000 anos enterrados vivos


Microbial communities in fluid inclusions and long-term survival in halite


GSA Today, v. 21, no. 1, doi: 10.1130/GSATG81A.1


*E-mail: lowenst@binghamton.edu


**Now at Dept. of Geology and Geophysics, University of Hawai’i at M¯anoa, Honolulu, Hawai’i 96822, USA


Tim K. Lowenstein*, Brian A. Schubert**, and Michael N. Timofeeff, Dept. of Geological Sciences & Environmental Studies, State University of New York, Binghamton, New York 13902, USA



Live Science: Brian Schubert



ABSTRACT


Fluid inclusions in modern and ancient buried halite from Death Valley and Saline Valley, California, USA, contain an ecosystem of “salt-loving” (halophilic) prokaryotes and eukaryotes, some of which are alive. Prokaryotes may survive inside fluid inclusions for tens of thousands of years using carbon and other metabolites supplied by the trapped microbial community, most notably the single-celled alga Dunaliella, an important primary producer in hypersaline systems. Deeper understanding of the long-term survival of prokaryotes in fluid inclusions will complement studies that further explore microbial life on Earth and elsewhere in the solar system, where materials that potentially harbor microorganisms are millions and even billions of years old.


+++++


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Última edição por Ronaldo em Seg Abr 12, 2010 9:30 pm, editado 1 vez(es)


"Conforme aquele caminho que chamam SEITA, assim sirvo
ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto esta escrito na LEI
e nos PROFETAS"
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O Dilúvio Universal Comprovado pela Ciencia :: Comentários

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Mensagem em Seg Abr 12, 2010 9:27 pm por Carlstadt

Tempestade criou maior cemitério de dinossauros, diz estudo [E que tempestade!]



Cientistas afirmam ter confirmado que um cemitério de dinossauros no Canadá é o maior já conhecido. Segundo os pesquisadores do Royal Tyrrell Museum, em Alberta, uma tempestade, equivalente aos atuais furacões, dizimou os animais na região, que até então era uma área costeira, e formou o cemitério. As informações são do Live Science.
Os pesquisadores afirmam que a tempestade que atingiu a região foi catastrófica, o nível da água teria ficado entre 3,6 m e 4,6 m e rapidamente inundou o local. "A inundação pode ter atingido mais de 100 km de costa", diz o paleontólogo e geólogo David Eberth à reportagem.
Os restos de 76 milhões [sic] de anos desses animais se espalham por uma área de 2,3 mil m² e pertenciam a seres como o herbívoro Centrossauro, que era parecido com o Triceratops. De acordo os paleontólogos, a descoberta pode explicar o motivo pelo qual o oeste do Canadá é tão rico em fósseis de dinossauros.

A pesquisa ainda pode provar que dinossauros com chifres, como o Centrossauro e o Triceratops, viviam em grupos maiores do que se pensava com números que facilmente se aproximariam de centenas e até de milhares de animais.
A reportagem afirma ainda que o cemitério foi descoberto em 1997, mas a confirmação de seu tamanho ocorreu apenas neste mês e foi detalhada no livro New Perspectives On Horned Dinosaurs. A região de Alberta é considerada muito rica em fósseis. Lá viveram, por exemplo, o Velociraptor e o Tiranossauro Rex, além de outros animais pré-históricos, como os Pterossauros.
[Foto: Fósseis de vários dinossauros que morreram afogados na inundação]

Fonte: Redação Terra

Nota: Vários outros cemitérios de dinossauros como este descrito acima já foram descobertos por todo o mundo e todos eles sugerem que os animais morreram afogados por inundações e muita lama que os pegaram de surpresa. As evidências do Dilúvio Universal descrito na Bíblia e em vários outros documentos históricos de diferentes povos da antiguidade estão aí, mas o apego ao paradigma evolucionista cega a maior parte dos cientistas, ao passo que estes tentam dar outras explicações (menos plausíveis) para o que aconteceu com esses animais do passado. Dilúvios locais ou um único mundial? Use o seu bom-senso para responder, juntando as peças do quebra-cabeça de evidências.[ALM]
[/b]



Oceanos podem estar escondidos dentro da Terra

Estudos medindo a eletrocondutividade no interior do planeta indicam que talvez haja imensos oceanos sob a superfície da Terra. A água é um condutor extremamente eficiente de eletricidade. Por isso, cientistas da Oregon State University, nos Estados Unidos, acreditam que altos níveis de condutividade elétrica em partes do manto terrestre - região espessa situada entre a crosta terrestre e o núcleo - poderiam ser um indício da presença de água. Os pesquisadores criaram o primeiro mapa global tridimensional de condutividade elétrica do manto. Os resultados do estudo foram publicados nesta semana na revista científica Nature.

As áreas de alta condutividade coincidem com zonas de subducção, regiões onde as placas tectônicas - blocos rígidos que compõem a superfície da Terra - entram em contato e uma, geralmente a mais densa, afunda sob a outra em direção ao manto. Geólogos acreditam que as zonas de subducção sejam mais frias do que outras áreas do manto e, portanto, deveriam apresentar menor condutividade.

"Nosso estudo claramente mostra uma associação próxima entre zonas de subducção e alta condutividade. A explicação mais simples seria (a presença de) água", disse o geólogo Adam Schultz, coautor do estudo.

Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas não sabem ao certo quanta água existe sob o fundo do mar e quanto dessa água chega ao manto. "Na verdade, não sabemos realmente quanta água existe na Terra", disse um outro especialista envolvido no estudo, o oceanógrafo Gary Egbert. "Existem alguns indícios de que haveria muitas vezes mais água sob o fundo do mar do que em todos os oceanos do mundo combinados."

Segundo o pesquisador, o novo estudo pode ajudar a esclarecer essas questões.

A presença de água no interior da Terra teria muitas possíveis implicações. A água interage com minerais de formas diferentes em profundidades diferentes. Pequenas quantidades de água podem mudar as propriedades físicas das rochas, alterar a viscosidade de materiais presentes no manto, auxiliar na formação de colunas de rocha quente e, finalmente, afetar o que acontece na superfície do planeta.

Se a condutividade revelada pelo estudo for mesmo resultado da presença de água, o próximo passo seria explicar como ela chegou lá. "Se a água não estiver sendo empurrada para baixo pelas placas, seria ela primordial? (Estaria) lá embaixo há bilhões de anos?" [sic], pergunta Schultz.

"E se foi levada para baixo à medida que as placas lentamente afundam, seria isso um indício de que o planeta já foi muito mais cheio de água em tempos longínquos? Essas são questões fascinantes para as quais ainda não temos respostas."

Os cientistas esperam, no futuro, poder dizer quanta água estaria presente no manto, presa entre as rochas.

Este estudo teve o apoio da Nasa, a agência espacial americana.

(G1 Notícias)

Nota: Embora muitos adeptos da teoria diluvianista afirmem, baseados em evidências geológicas, que os montes não tenham sido tão altos no mundo antediluviano e que as fossas oceânicas também não devam ter sido tão profundas, e que se a Terra fosse mais ou menos planificada poderia ter havido água suficiente para cobrir vastas extensões de terra, essa nova pesquisa poderá responder à pergunta que insiste em não calar na mente e na boca de muitos opositores do modelo diluvianista bíblico: Para onde foi toda a água do dilúvio? Quem sabe não esteja aí a resposta?[MB]

Oceanos podem estar escondidos dentro da Terra

Nem de propósito… pouco tempo depois de ter redigido um post a abordar as águas do Dilúvio e de onde elas vieram, eis que novas investigações indicam que podem existir oceanos por debaixo da superfície terrestre.
Estudos medindo a eletrocondutividade no interior do planeta indicam que talvez haja imensos oceanos sob a superfície da Terra. A água é um condutor extremamente eficiente de eletricidade. Por isso, cientistas da Oregon State University, nos Estados Unidos, acreditam que altos níveis de condutividade elétrica em partes do manto terrestre – região espessa situada entre a crosta terrestre e o núcleo – poderiam ser um indício da presença de água. Os investigadores criaram o primeiro mapa global tridimensional de condutividade elétrica do manto. Os resultados do estudo foram publicados nesta semana na revista científica Nature.
As áreas de alta condutividade coincidem com zonas de subducção, regiões onde as placas tectônicas – blocos rígidos que compõem a superfície da Terra – entram em contato e uma, geralmente a mais densa, afunda sob a outra em direção ao manto. Geólogos acreditam que as zonas de subducção sejam mais frias do que outras áreas do manto e, portanto, deveriam apresentar menor condutividade. “Nosso estudo claramente mostra uma associação próxima entre zonas de subducção e alta condutividade. A explicação mais simples seria (a presença de) água“, disse o geólogo Adam Schultz, co-autor do estudo.
Apesar dos avanços tecnológicos, especialistas não sabem ao certo quanta água existe sob o fundo do mar e quanto dessa água chega ao manto. “Na verdade, não sabemos realmente quanta água existe na Terra“, disse um outro especialista envolvido no estudo, o oceanógrafo Gary Egbert. “Existem alguns indícios de que haveria muitas vezes mais água sob o fundo do mar do que em todos os oceanos do mundo combinados.” Segundo o cientista, o novo estudo pode ajudar a esclarecer essas questões.

Depois desta descoberta, os cientistas batem-se para tentar descobrir como a água chegou àquele lugar. Schultz perguntou:

Se a água não estiver sendo empurrada para baixo pelas placas, seria ela primordial? (Estaria) lá embaixo há bilhões de anos?
Com base em Génesis 7:11, os criacionistas diriam que a Terra já foi criada com estes oceanos internos.

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Mensagem em Seg Jul 12, 2010 11:23 am por Eduardo

O Dilúvio de Noé e o Épico de Gilgamesh

Artigo traduzido de: Creation 30(3):12–15, jun–ago 2008. Título original: “The Noah’s Flood and the Gilgamesh Epic”. Copyright Creation Ministries International Ltda, . Usado com permissão.

por Jonathan Sarfati

Na Bíblia, dificilmente algo é tão atacado como o julgamento cataclísmico de Deus, expresso no Dilúvio de Noé. Os ataques começaram com um físico escocês chamado James Hutton (1726-1797), que decretou em 1785, antes de examinar as evidências:
o passado do nosso planeta deve ser explicado pelo que vemos acontecendo agora… Não há poderes há serem empregados que não sejam naturais ao globo, nem ação a ser admitida exceto aquelas cujo princípio conhecemos” (ênfase nossa). (1)
Essa não é uma refutação do ensino bíblico da Criação e do Dilúvio, mas uma repulsa dogmática em considerar, até mesmo, possíveis explicações – justamente como a zombaria predita por Pedro em 2 Pedro 3.

De fato, a descrença no Dilúvio tornou-se tão forte que muitos colégios cristãos claramente não o ensinam mais. Porém, Jesus ensinou que o Dilúvio foi uma história real, tão real como Sua futura segunda vinda:
Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos.” (Lucas 17:26-27)


Nesta passagem, Jesus fala diretamente sobre Noé como sendo uma pessoa real (que foi Seu antecessor – Lucas 3:36), a Arca como uma embarcação real, e o Dilúvio como um evento real. Aqueles que têm uma disposição teológica mais ou menos conservadora não negarão o Dilúvio completamente, mas, em geral, dirão que ele foi um evento meramente local, na região da Mesopotâmia (atual Iraque). (2) Porém, os liberais, que não se importam com as palavras de Jesus, vão mais longe. Um ponto-de-vista bem comum é que a história bíblica do Dilúvio de Noé não foi sequer histórico, mas sim emprestado das lendas diluvianas da Mesopotâmia.

O Épico de Gilgamesh

Em 1853, o arqueólogo Austen Henry Layard e sua equipe escavavam a livraria palaciana da antiga capital assíria, Nínive. Entre os seus achados estavam uma série de 12 tabletes de um grande épico. Os tabletes datavam de cerca de 650 a.C., mas o poema era muito mais antigo. O herói, Gilgamesh, de acordo com a Lista dos Reis Sumérios, (3) foi um rei da primeira dinastia de Uruk, que reinou por 126 anos. (4)

Na lenda, porém, Gilgamesh é 2/3 divino e 1/3 mortal. Ele tinha enorme inteligência e força, mas oprimia seu povo. As pessoas clamaram aos deuses, e o deus do céu, Anu, o deus chefe da cidade, criou um homem perigoso chamado Enkidu, forte o suficiente para desafiar Gilgamesh. Quando chegou a hora, eles lutaram, mas nenhum dos dois venceu. Sua inimizade, então, transformou-se em respeito mútuo e devotada amizade.

Os dois novos amigos partiram juntos em aventuras, mas os deuses acabaram matando Enkidu. Gilgamesh pranteou dolorosamente seu amigo, e compreendeu que ambos deveriam morrer um dia. Porém, ele aprendera sobre alguém que se tornara imortal – Utnapishtim, o sobrevivente do Dilúvio global. Gilgamesh viajou através dos mares para encontrar Utnapishtim, que lhe contou sobre sua vida extraordinária.

O Dilúvio de Gilgamesh

Na verdade, foi “O Dilúvio de Utnapishtim”, que é contado no 11ª tablete. O conselho dos deuses decidiu enviar um dilúvio sobre toda a terra, a fim de destruir a humanidade. Mas Ea, o deus que criou o homem, alertou Utnapishtim, de Shruppak, uma cidade às margens do Eufrates, e mandou-o construir um enorme barco:
Oh! homem de Shuruppak, filho de Ubartutu:

Demolí a casa e construí um barco!

Abandona a fartura e procura seres vivos!

Despreza possessões e mantém vivos esses seres!

Faz todos os seres vivos entrarem no barco.

O barco que constróis,

suas dimensões devem ser iguais umas às outras:

seu comprimento deve corresponder à sua largura.” (5)

Utnapishtim obedeceu:

“Um acre (inteiro) era o espaço do seu chão (660′ x 660′)

Dez dúzias de côvados a altura de cada uma de suas paredes,

Dez dúzias de côvados cada canto do convés quadrado.

Eu sulquei a forma de seus lados e os juntei.

Dei a ela seis conveses,
Dividindo-a (assim) em sete partes.”… (6)
Utnapishtim selou a arca com piche, (7) tomou todos os tipos de animais vertebrados, e os membros de sua família, mais alguns outros humanos. Shamash, o deus do sol, fez chover pães e trigo. Então veio o dilúvio, tão violento que:
“Os deuses ficaram apavorados pelo dilúvio,

e se retiraram, ascendendo ao céu de Anu.

Esconderam-se como cães, agachando-se na parede exterior.

Ishtar gritou, como uma mulher na hora do parto,

a doce voz da Soberana dos Deuses lamentou:

‘Ai dos dias antigos tornados em barro,

porque eu disse coisas más na Assembléia dos Deuses!

Como pude eu dizer coisas más na Assembléia dos Deuses,

ordenando uma catástrofe para destruir meu povo!!

Mal dera eu à luz meu querido povo

e eles encheram o mar, como muitos peixes!’

Os deuses – aqueles de Anunnaki – choravam com ela,

humildemente assentaram-se chorando, soluçando de tristeza (?),
seus lábios queimando, ressecados de sede.” (5)
Porém, o dilúvio foi relativamente curto:
Seis dias e sete noites

vieram o vento e o dilúvio, a tempestade sobre a terra.

Quando o sétimo dia chegou, a tempestade foi parando.

O dilúvio foi uma guerra – lutando consigo mesmo como uma mulher
padecendo (em labor).” (5)
Então a arca repousou sobre o Monte Nisir (ou Nimush), a quase 500 km do Monte Ararat. Utnapishtim enviou uma pomba e depois uma andorinha, mas nenhuma delas pôde encontrar terra, e retornaram. Então ele enviou um corvo, e este não voltou. Por fim, ele soltou os animais e sacrificou uma ovelha. Mas isso não foi tão breve, porque os pobres deuses estavam morrendo de fome:
Os deuses cheiraram o aroma,

os deuses cheiraram o doce aroma,
e reuniram-se como moscas sobre o sacrifício (de ovelha).”
Então Enlil viu a arca e ficou furioso porque alguns humanos haviam sobrevivido. Mas Ea o repreendeu severamente por trazer a grande matança através do dilúvio. Conseqüentemente Enlil concedeu imortalidade a Utnapishtim e sua esposa, e mandou-os para viver muito longe, no Monte dos Rios.

Foi ali que Gilgamesh o encontrou, e ouviu sua notável história. Primeiro Utnapishtim testou a dignidade de Gilgamesh, para obter a imortalidade, desafiando-o a ficar acordado por 7 noites. Mas Gilgamesh estava muito exausto e caiu rapidamente no sono. Utnapishtim pediu à sua esposa para assar pães e os colocava ao lado de Gilgamesh, todos os dias em que ele dormia. Quando Gilgamesh acordava, pensava que tinha dormido por apenas um momento. Mas Utnapishtim mostrou a Gilgamesh os pães em diferentes estágios de maturação, mostrando que ele tinha dormido por muitos dias.

Mais uma vez, Gilgamesh lamentou sua morte inevitável, e Utnapishtim compadeceu-se dele. Então lhe revelou onde poderia encontrar uma planta da imortalidade. Era uma planta espinhosa, nos domínios de Apsu, o deus da água doce subterrânea. Gilgamesh abriu um canal até Apsu, atando pesadas pedras ao seu tornozelo, afundando cada vez mais, e pegou a planta. E, embora ela o ferisse, ele se livrou das pedras, e subiu.

Infelizmente, na viagem de volta, Gilgamesh parou em uma nascente fria para se banhar, e uma cobra pegou a planta. Gilgamesh, então, chorou amargamente, porque não podia mais retornar às águas subterrâneas.

Comparação de Gênesis e Gilgamesh ( 8)

GênesisGilgamesh
Extensão do DilúvioGlobalGlobal
CausaMaldade dos homensPecados dos homens
Quem era o Alvo?Toda a humanidadeUma cidade e toda a humanidade
Quem o enviou?YahwehAssembléia dos “deuses”
Nome do heróiNoéUtnapishtim
Caráter do heróiJustoJusto
Meios de anunciaçãoDiretamente de DeusEm um sonho
Foi ordenado a construir um barco?SimSim
O herói se queixou?NãoSim
Tamanho do barcoTrês andaresSete andares
Tinha compartimentos internos?MuitosMuitos
PortasUmaUma
JanelasPelo menos umaPelo menos uma
Revestimento externoPichePiche
Forma do barcoCaixa oblongaCubo
Passageiros humanosSomente os membros da famíliaFamília e alguns outros
Outros passageirosTodos os tipos de animais terrestres (vertebrados)Todos os tipos de animais terrestres
Meios do DilúvioÁguas subterrâneas e chuva forteChuva forte
Duração do DilúvioLongo (40 dias e noites)Curto (6 dias e noites)
Teste para encontrar terraEnvio de pássarosEnvio de pássaros
Tipos de pássarosCorvo e três pombasPomba, andorinha e corvo
Lugar de repouso da ArcaMontanhas – de AraratMontanhas – de Nisir
Houve sacrifício após o Dilúvio?Sim, por NoéSim, por Utnapishtim
O herói foi abençoado após o Dilúvio?SimSim


Quem veio primeiro?

Podemos ver, a partir do tablete, que há muitas similaridades – o que indica uma fonte comum. Mas há também diferenças significativas. Inclusive a ordem de envio dos pássaros, no relato de Noé, é mais lógico. Ele compreendeu que o não-regresso de um pássaro decompositor, como o corvo, não provava nada. Por outro lado, Utnapishtim mandou o corvo por último. Noé, entretanto, compreendeu que enviar uma pomba era mais lógico – quando a pomba retornasse com uma folha fresca de oliveira, Noé saberia que a água baixara. E se não retornasse em uma semana, isso significaria que a pomba encontrara um bom lugar para se estabelecer.

Os inimigos do cristianismo bíblico afirmam que o relato da Bíblia é derivado do épico de Gilgamesh. Mas os discípulos de Cristo não podem concordar com isso. De acordo com o ensino do apóstolo Paulo, em 2 Coríntios 10:5, é importante demolir essa teoria liberal.

O Gênesis é mais antigo

Faz mais sentido que o Gênesis seja o relato original, e os mitos pagãos surjam como distorções desse relato. Embora Moisés tivesse vivido muito depois do evento, ele provavelmente agiu como editor de fontes muito mais antigas. (9) Por exemplo, Gênesis 10:19 fornece direções referenciais verdadeiras, “indo para Sodoma e Gomorra, Admá e Zeboim”. Essas eram as cidades da planície que Deus destruiu, por causa de sua extrema maldade, 500 anos antes de Moisés. Ou seja, Gênesis apresenta direções, em um tempo que essas cidades eram pontos de referência bem-conhecidos, não sepulcros debaixo do Mar Morto.

É comum criar lendas a partir de eventos históricos, mas não criar história a partir de lendas. Os liberais, em geral, também afirmam que o monoteísmo é um estágio tardio no desenvolvimento evolutivo da religião. A Bíblia ensina que o homem era originalmente monoteísta. Evidências arqueológicas sugerem o mesmo, indicando que somente depois a humanidade degenerou para um panteísmo idólatra. (10)

Por exemplo, em Gênesis, o julgamento de Deus é justo. Ele é paciente com a humanidade por 120 anos (Gênesis 6:3), mostrando misericórdia a Noé e à sua descendência. Os deuses do Épico de Gilgamesh, ao contrário, são caprichosos e desajeitados, escondendo-se durante o Dilúvio e ficando esfomeados sem os sacrifícios humanos, que os alimentam. Isto é, os escritores humanos do Épico de Gilgamesh reescreveram o relato verdadeiro, e fizeram seus deuses à sua própria imagem.

Toda a teoria da derivação de Gilgamesh é baseada na desacreditada Hipótese Documentária. (9) Ela assume que o Pentateuco foi compilado por sacerdotes, durante o Exilo Babilônico no sexto século a.C. Mas as evidências internas não mostram sinais disso, e todos os sinais mostram que foi escrito por alguém que acabava de sair do Egito. Os inventores eurocêntricos da Hipótese Documentária, como Julius Wellhausen, pensavam que a escrita não havia sido inventada na época de Moisés. Mas muitas descobertas arqueológicas de escritos antigos mostram que isso é ridículo.

Todos os povos relembram um Dilúvio

Os liberais frequentemente afirmam que o Épico de Gilgamesh foi o embelezamento de uma severa cheia de rio, isto é, uma inundação local. Isso funcionaria se houvesse lendas diluvianas semelhantes somente ao redor do antigo oriente próximo. Mas há centenas de lendas diluvianas espalhadas pelo mundo – veja a figura 1 para alguns exemplos. (11)



Os aborígenes australianos também têm lendas de um dilúvio massivo, bem como os povos que vivem nas densas florestas próximas ao Rio Amazonas, na América do Sul. A Dr. Alexandra Aikhenvald, autoridade mundial em linguagens daquela região, diz:
… sem sua linguagem e estrutura, os povos não têm raiz. Ao registrar algo você está também relembrando as histórias e folclores. Se estes se perderem, uma grande parte da história daquele povo também se perde. Essas histórias muitas vezes têm uma raiz comum, que fala de um evento real, não de um simples mito. Por exemplo, todas as sociedades amazônicas já estudadas possuem uma lenda acerca de um grande dilúvio.” (12)
Isso faz sentido completo, se houve mesmo um Dilúvio global, como ensina o Gênesis, e todos os grupos de pessoas descendem dos sobreviventes que mantiveram as memórias daquele cataclisma.

A forma da Arca

A Arca foi construída para ser um tremendo estábulo. Deus disse a Noé para fazê-la com 300x50x30 côvados (Gênesis 6:15), o que é equivalente a cerca de 140x23x13,5 metros, e dá um volume de 43.000m³ (metros cúbicos). Isto é justamente o necessário para impedir que a embarcação vire, e suavizar a navegação. Há três tipos principais de rotação em embarcações (e aviões), sobre três eixos perpendiculares:

1. A guinada, que é a rotação sobre um eixo vertical, isto é, a proa e a popa movem-se alternadamente da esquerda para a direita.

2. A arfagem, que é a rotação sobre um eixo lateral, uma linha imaginária da esquerda para a direita, isto é, a proa e a popa movem-se alternadamente para cima e para baixo.

3. A Rolagem, que é a rotação sobre o eixo longitudinal, uma linha imaginária da popa à proa, tendendo a tombar o barco para um dos lados.
A guinada não é perigosa, no sentido em que não pode virar um barco, mas pode tornar a navegação desconfortável. A arfagem também é um modo improvável de se virar um barco. Em qualquer caso, o enorme cumprimento do barco o faria se alinhar paralelamente à direção das ondas, e essas turbulências seriam mínimas.


A rolagem é, de longe, o maior perigo. A Arca, porém, supera esse problema sendo muito mais extensa que alta. Seria quase impossível tombá-la – mesmo se a Arca fosse, de algum modo, tombada a 60º, ela poderia endireitar-se a si mesma, como mostrado no diagrama abaixo.



Mas seria impossível virar a Arca mesmo a uma fração disto. David Collins, que trabalhou como arquiteto naval, mostrou que mesmo um vento de 210 nós (três vezes a força de um furacão) não poderia superar o momento de recuperação (em inglês, righting moment) da Arca, que a teria impedido de inclinar-se muito além de 3º. (13)

Além disso, os arquitetos navais coreanos confirmam que uma barcaça com as dimensões da Arca teria ótima estabilidade. Eles concluíram que, se a madeira tivesse uma grossura de somente 30 cm, poderia ter navegado em condições marítimas com ondas maiores que 30m. (14) Compare isso com um tsunami (ondas gigantes), que tem tipicamente cerca de 10m de altura. Note também que há menos perigo nos tsunamis, porque eles são perigosos somente próximos à praia – em mar aberto, dificilmente são perceptíveis.



Contraste-a com a arca de Utnapishtim – um grande cubo! É difícil pensar em um design mais ridículo para uma embarcação – ela rolaria em todas as direções mesmo com o menor distúrbio. Porém, é fácil de explicar a história se os autores distorceram o Gênesis, e acharam que uma dimensão é mais fácil de lembrar que três, “suas dimensões devem ser iguais umas às outras”. (Além disso, essa forma cúbica parece muito mais agradável.) Os autores humanos pagãos não perceberam que as dimensões da Arca real tinham que ser justamente aquelas que eram. Mas o inverso disso é inconcebível: escritores judeus, dificilmente conhecedores das habilidades necessárias para a arquitetura naval, tomaram a mítica Arca cúbica e transformaram-na na mais estável embarcação de madeira possível!

Gênesis é o original

O Épico de Gilgamesh tem paralelos muito próximos ao relato do Dilúvio de Noé. Suas similaridades tão próximas devem-se à sua proximidade com o evento real. Porém, há grandes diferenças também. No Épico, todas as coisas, do politeísmo grosso à absurda arca cúbica, bem como as lendas sobre dilúvio espalhadas pelo mundo, mostram que o relato de Gênesis é o original, enquanto que o Épico de Gilgamesh é uma distorção.

Observação: veja Nozomi Osanai, A comparative study of the flood accounts in the Gilgamesh Epic and Genesis, Tese de Mestrado, Wesley Biblical Seminary, EUA, 2004, que foi escrita independentemente deste artigo, e fornece mais detalhes. Ela graciosamente nos permitiu (ao CMI, n.t.) publicar sua tese no nosso site:
.
Referências

1. Hutton, J., ‘Theory of the Earth’, um artigo (com o mesmo título do seu livro de 1795) comunicado à Sociedade Real de Edinburgh, e publicado no Transactions of the Royal Society of Edinburgh, 1785; citado com aprovação em Holmes, A., Principles of Physical Geology, 2ª edição, Thomas Nelson and Sons Ltd., Grã-Bretanha, pp. 43–44, 1965.
2. Para refutações da concessão do dilúvio local veja, Anon., Noah’s Flood covered the whole earth, Creation 21(3):49, Junho–Agosto 1999.
3. López, R.E., The antediluvian patriarchs and the Sumerian king list, Journal of Creation 12(3):347-357, 1998.
4. Heidel, A., The Gilgamesh Epic and Old Testament Parallels, University of Chicago Press, p. 3, 1949.
5. The Epic of Gilgamesh, Tablete XI, , 12 Março 2004.
6. The flood narrative from the Gilgamesh Epic, , 12 Março 2004.
7. Pelo menos para a verdadeira Arca de Noé, esse piche teria sido feito de resina fervida de pinheiro e carvão vegetal. De fato, as maiores indústrias de piche da Europa fazem piche desta forma por séculos.
8. Adaptado de Lorey, F., The Flood of Noah and the Flood of Gilgamesh, ICR Impact 285, Março 1997.
9. Grigg, R., Did Moses really write Genesis? Creation 20(4): 43–46, 1998.
10. Schmidt, W., The Origin and Growth of Religion, Cooper Square, New York, 1971.
11. De Monty White.
12. Barnett, A., For want of a word, New Scientist 181(2432):44–47, 31 Janeiro 2004.
13. Collins, D.H., Was Noah’s Ark stable? Creation Research Society quarterly 14(2):83–87, Setembro 1977.
14. Hong, S.W. et al., Safety investigation of Noah’s Ark in a seaway, Journal of Creation 8(1):26–36, 1994. Todos os coautores são da equipe do Instituto Coreano de Pesquisas de Navios e Engenharia Oceânica (Korea Research Institute of Ships and Ocean Engineering), em Daejeon. Eles também analisaram outras possíveis ameaças à Arca, tais como freqüencia de umidade do convés (deckwetting frequency), aceleração em vários pontos e frequência de batida (slamming frequency).

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