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Saduceus, a Elite Sacerdotal

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08062012

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Saduceus, a Elite Sacerdotal





Saduceus, nome de um partido oposto à seita dos fariseus. Compunha-se de um número comparativamente reduzido de homens educados, ricos e de boa posição social. A julgar pela sua ortografia, a palavra saduceu deriva-se de Zadoque, que em grego se escrevia Sadouk. Dizem os rabinos que o partido tirou o nome de Zadok, seu fundador, que viveu pelo ano 300 A. C. Porém, compondo-se este partido de elementos da alta aristocracia sacerdotal, crê-se geralmente que o nome Zadoque se refere ao sacerdote de igual nome que oficiava no reinado de Davi, e em cuja família se perpetuou a linha sacerdotal até a confusão política na época dos Macabeus. Os descendentes deste Zadoque tinham o nome de zadoquitas ou saduceus.

Os saduceus representavam um grupo helenizado, entretanto religiosamente muito conservador, que não concordou com as reformas na religião de Israel. Seus confrontos e rivalidades com os fariseus foram por influência política, reagindo a ingerência dos fariseus sobre as camadas dominantes e dirigentes da sociedade. Distinguiam-se dos fariseus nos seguintes pontos:

A) Negavam a ressurreição ejuízo futuro, afirmavam que aalma morre com o corpo (Mt 22. 23-33; At 23. 8);

B) Negavam a existência dos anjos e dos espíritos (At 23. 8);

C) Negavam o fatalismo em defesa do livre arbítrio, ensinando que todas as nossas ações estão sujeitas ao poder da vontade, de modo que nós somos a causa dos atos bons; que os males que sofremos resultam de nossa própria insensatez, e que Deus não intervém nos atos de nossa vida, quer sejam bons, quer não.

D) Negavam a imortalidade e a ressurreição, baseando-se na ausência destas doutrinas na lei mosaica, não defendiam a fé patriarcal na existência do sheol, não só por não se achar bem defendida, como por não conter os cernes das doutrinas bíblicas acerca da ressurreição do corpo e das recompensas futuras. Não se pode negar que os patriarcas criam na existência futura da alma além da morte. Negando a existência da alma e dos espíritos, os saduceus entravam em conflito com a angeologia do Judaísmo elaborada no seu tempo, e ainda iam ao outro extremo: não se submetiam ao ensino da lei (Ex 3.2; 14.19).

O saduceus, como movimento antifarisaico, rejeitavam as tradições da Torá oral dos fariseus, concentrando-se na Torá escrita. O que importava aos saduceus era a unidade do culto, a nação, a terra e a história. Praticando sua idéia de nação, voltaram-se contra Herodes, que era de origem não-judaica na sua pretensão de ser rei de Israel, o que não estava de acordo com a Escritura (Dt 17.15).

A principio, provavelmente, davam relevo à doutrina arespeito da Interferência divina nas ações humanas, punindo-as ou recompensando-as neste mundo, de acordo com seu caráter moral. Se realmente ensinavam, como afirma Josefo, que
Deus não intervém em nossos atos, bons ou maus, repudiavam os ensinos claros da lei de Moisés em que professavam crer (Gn 3. 17; 4.7; 6.5-7). É possível que começassem negando as doutrinas expressamente ensinadas na letra da Escritura. E, rendendo-se à influência da filosofia grega, adotaram os princípio, aristotélicos, recusando-se a aceitar qualquer doutrina que não pudesse ser provada pela razão pura.


Quanto à origem e desenvolvimento dos saduceus, Schurer é de parecer que a casa sacerdotal de Zadoque, que estava à testa dos negócios da Judéia no quarto e terceiro século A. C. quando sob o domínio persa e grego, começou, talvez inconscientemente, a colocar a política acima das considerações religiosas.

No tempo de Esdras e de Neemias, a família do sumo sacerdote era mundana e inclinada a consentir na junção de judeus com os gentios. No tempo de Antíoco Epifanes, grande número de sacerdotes amava a cultura grega, entre eles contavam-se os sumos sacerdotes Jasom, Menelau e Alcimus. O povo postou-se ao lado dos Macabeus para defender a pureza da religião de Israel. Quando este partido triunfou, os Macabeus tomaram conta do sacerdócio e obrigaram os zadoquitas a se retirarem para as fileiras da política, onde continuaram a desprezar os costumes e as tradições dos antigos e a favorecer a cultura e a civilização grega.

João Hircano, Aristóbulo e Alexandre Janeu, 135-78 A. C. deram apoio aos saduceus, de modo que a direção dos negócios políticos estava. em grande parte em suas mãos, durante o domínio dos romanos e de Herodes, visto serem os sacerdotes deste período, membros da seita doa saduceus (At 5. 17).

Os saduceus, e assim mesmo os fariseus, que iam ao encontro de João Batista no deserto, foram por ele denominados raça de víboras (Mt 3. 7). Unidos aos fariseus, pediram a Jesus que lhes fizesse ver algum prodígio do céu (Mt 16. 1-4). Contra estas duas seitas, Jesus preveniu a seus discípulos. Os saduceus tentaram a Jesus, propondo-lhe um problema arespeito da ressurreição. A resposta de Jesus reduziu-os ao silêncio. Ligaram-se com os sacerdotes e com o magistrado do templo para perseguirem a Pedro e a João (At 4.1-22). Tanto os fariseus como os saduceus achavam-se no sinédrio, quando acusavam a Paulo, que, aproveitando-se das suas divergências de doutrina, habilmente os atirou uns contra os outros.


"Conforme aquele caminho que chamam SEITA, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na LEI e nos PROFETAS" (Atos 24:14 ) - Paulo, o apostolo dos gentios
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