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Lucas merece confiança como historiador?

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03112012

Mensagem 

Lucas merece confiança como historiador?




Sir William Ramsay: o ex-cético

Lucas existiu e escreveu o livro de Atos com precisão histórica e geográfica. A primeira sentença pode ser verdadeira, mas a segunda está longe de ser realidade. Isso se deve ao fato de que esse livro foi escrito no II século d.C., ou seja, bem distante dos eventos do cristianismo do século anterior que ele pretendia narrar.

O principal nome desta visão foi Ferdinand Christian Baur, teólogo da Universidade de Tübingen no século 18. Baseado na filosofia de Hegel (tese, antítese e síntese), ele desenvolveu toda uma estrutura dos primórdios do cristianismo. Para Baur, Pedro representava a ala judaica do cristianismo (tese), Paulo, a gentílica (antítese), Atos, a igreja unida (síntese), algo que só foi possível no II século. Toda essa estrutura do seu pensamento estava fundamentada na Redaktiongeschichte (a história da redação), um movimento de pensamento alemão que afirmava que o livro de Atos e também os evangelhos foram escritos mais de uma perspectiva teológica do que histórica.



Foi nesse contexto que surgiu a figura de Sir William Ramsay, um adepto de tais idéias que viajou para a Ásia Menor, as terras das viagens missionárias de Paulo, com a intenção de provar os pressupostos de Baur e da Redaktiongeschichte. Porém, todas as suas pesquisas arqueológicas mostraram o contrário. A obra de Lucas é extremamente precisa quando se refere aos costumes, lugares e personagens do I século d.C. Ramsay, ao longo de seus trabalhos, considerou o livro de Atos como autoridade em assuntos como topografia, antiguidades e sociedade da Ásia Menor e como sendo um aliado útil em escavações obscuras e difíceis.[1]

Uma de suas contribuições para a historicidade do livro foram seus estudos sobre a grande fome nos dias do imperador Cláudio (At 11:27-30). O pano de fundo do texto bíblico segundo alguns não é histórico, é improvável e nem corroborado por outras evidências.[2] Ramsay encontrou diversas fontes sugestivas em conformidade com a passagem de Atos. Diversos historiadores mencionam algo sobre a escassez de alimentos nesse período de Roma. Suetônio, historiador romano do II século, menciona uma assiduae sterelitates (fome intensa) durante o império de Cláudio (41-54 d.C.). Tácito menciona duas fomes na capital do Império e Eusébio de Cesárea fala de uma fome na Grécia e provavelmente na Ásia Menor.[3] Todas essas informações nos levam a crer que o reinado de Cláudio foi marcado por más colheitas que ocasionaram ausência de alimento em diversas partes do Império. Curiosamente, Atos 12, o capítulo seguinte, contém fatos que acontecerem em 44 d.C. (a perseguição e morte de Herodes Agripa I), ou seja, durante o período referido acima.

Hoje temos um fato bastante irônico. Eruditos do Novo Testamento negam a historicidade de Atos 4 e historiadores da antiguidade consideram as narrativas desse livro como historicamente exatas. B. H. Warmington, professor de História Antiga na Universidade de Bristol, afirmou que “quando se refere a aspectos da lei e o governo romano, os historiadores têm considerado como fontes confiáveis”. Para A. N. Sherwin-White, um dos maiores eruditos em historia romana, “a confirmação da historicidade de Atos é abundante e qualquer tentativa de nega-la é absurda”.[5]

O escritor com maior número de livros no Novo Testamento é sem dúvida alguma Paulo. Lucas, ao contrario, escreveu apenas dois livros, o evangelho que leva o seu nome e os Acta Apostolorum (Atos dos Apóstolos), mas somente estes dois ocupam mais de 30% do segundo cânon. Na realidade, algumas evidências nos levam a crer que o Evangelho e Atos são na realidade uma única obra, dividida em dois volumes.

O que motivou Lucas a escrever sua obra? Logo no prólogo do seu evangelho, ele a justifica (1:1-4). Ele diz que sua “acurada investigação” (v. 3) era destinada para Teófilo. O autor o chama de “excelentíssimo” (kratiste em grego) e ele devia ser alguém muito importante, já que esse termo é usado outras duas vezes, para Félix (23:26) e Festo, e ambos possuíam cargos extremamente importantes na política da época. Não só isso, mas o texto da obra se assemelha muito a dossiês jurídicos do I século. Provavelmente Teófilo tenha sido um advogado que estaria defendendo o apóstolo Paulo perante o júri romano.

Em favor dessa opinião, temos três detalhes importantes: 1) Em Lucas 1:3 ele usa a palavra grega akribos, minucioso em detalhes, tinha de ser algo preciso; 2) a partir de Atos 13 o foco é quase totalmente voltado para Paulo; e 3) o segundo volume da obra termina com Paulo na prisão.

Se Lucas tinha interesse em ser preciso em todos os detalhes históricos e geográficos de sua obra, por que ele não seria também com os assuntos religiosos? Se sua mensagem histórica é digna de crédito, é de se esperar o mesmo sobre as boas-novas da salvação em Cristo Jesus. Quando os "Williams Ramsays" dos tempos modernos, os céticos descrentes da Bíblia, olharem para Ela sem pressupostos negativos, quem sabe chegarão à mesma conclusão que aquele chegou.

Luiz Gustavo Assis é aluno do 4º ano de Teologia na Faculdade Adventista de Teologia, campus Engenheiro Coelho.

Referências:

1. Ramsay, William M. St. Paul: the Traveller and the Roman Citizen. Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1962. p. 8.
2. Ramsay, p. 48. Ele está citando um autor chamado Schürer, que não acreditava no relato bíblico.
3. Thompson, J. A. The Bible and Archaeology. Grand Rapids, MI: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1972. p. 382
4. Bornkamm, Günter. Paulo: Vida e Obra. Petrópolis, RJ: Vozes, 1992. p. 16.
5. Yamauchi, Edwin. Las Excavaciones y las Escrituras. Casa Bautista de Publicaciones. 1977. p. 104, 105.
-----------

Escrevi recentemente duas cronologias de Jesus: uma sobre a sua última semana e outra sobre o seu nascimento.
Não é uma tarefa fácil, em função das muitas possibilidades.
O mais difícil, no entanto, é deparar com autores, respeitáveis autores, que simplesmente dizem que as informações apresentadas por Lucas não são dignas de crédito. Um deles (Geza Vermes) chega a dizer que o médico não investigou cuidadosamente os fatos, como diz no seu prólogo.
Eu fiz uma opção: Lucas (bem como Marcos e Mateus) são dignos de crédito.
Com prazer, então, li um artigo sobre a veracidade dos livros de Lucas e Atos dos Apóstolos. Nele, Randall Niles (ex-cético) lembra que, desde o século 18, os historiadores vêm dizendo que Lucas errou em nomes de pessoas e lugares. Ele recorda que Sir William Ramsay iniciou sua pesquisa para demonstrar que o Novo Testamento foi escrito no terceiro século. Sua conclusão foi decepcionante: "Lucas é um historiador de primeira linha. não apenas suas informações factuais são fidedignas, como ele tem o verdadeiro sentido da histórica. Em resumo, este autor deve ser colocado junto com os grandes historiadores".
Eis uma lista resumida da acurácia lucana:
. Quando anuncia o início do ministério público de Jesus, Mucas menciona cita "Lisânias, tetrarca de Abilene" (Lucas 3.1) Os eruditos questionaram, pois este Lisânias viveu 40 anos antes, até que foi descoberta uma inscrição do tempo de Tibério (14-37 AD) que nomeava Lisânias como retrarca de Abilene.
. Lucas diz que Paulo foi levado a Gálio, o procônsul da Acaia (Atos 18.12). Errou, disseram alguns eruditos. No entanto, uma inscrição do imperador Cláudio, datada do ano 52 AD, foi revelada, com o seguinte texto: "Lucius Junios Gallio, meu amigo e procônsul da Acaia".
. Lucas aponta Erasto como colaborador de Paulo e tesoureiro de Corinto (Atos 19.22; Romanos 16.23). Num teatro escavado encontrou-se, em 1928, a seguinte inscrição: "Erasto em retorno por sua função de tesoureiro fez a pavimentação às suas próprias expensas".
. Lucas atribui a Plúbio, chefe da ilha de Malta, o título de "homem principal da ilha" (Atos 28.7). Novo questionamento, até que uma inscrição recentemente descoberta falasse de Públio como "homem principal".
. Lucas usa a expressão grega "politarcas" ("oficiais da cidade") para designar os líderes de Tessalônica (Atos 17.6). Durante séculos, Lucas ficou desacreditado porque não havia qualquer referência a este título na literatura grega. No entanto, foram descobertas recentemente cerca de 20 inscrições com o termo "politarca", cinco dos quais se referindo a Tessalônica.
. Lucas diz que Icônio era uma cidade da Frigia, mas os historiadores diziam que ficava na Licaônia (Atos 17.5). Em 1910, Ramsay, que buscava provas em contrário, encontrou um monumento que afirmava que Icônio era uma cidade da Frigia.
Lucas cita 32 países, 54 cidades e nove ilhas, sem um erro sequer.

Fonte: http://www.prazerdapalavra.com.br/mensagens/revista-da-biblia/2430-lucas-merece-confianca-como-historiador.html

Decidi começar com o escritor conhecido por muitos como São Lucas porque esse é o lugar onde os arqueólogos e historiadores pareciam começar. Além disso, Lucas escreveu cerca de um quarto do Novo Testamento (Evangelho de Lucas e o Livro de Atos), por isso, para mim, essa era uma parte grande o suficiente para começar a testar a veracidade de todo o Novo Testamento.

Começando cerca de 150 anos atrás, os estudiosos na Europa começaram a rejeitar os registros históricos de São Lucas. Estes acadêmicos declararam que não havia nenhuma evidência para apoiar a existência de vários locais e líderes mencionados nos escritos de Lucas e, portanto, rejeitaram a totalidade de sua narrativa. No entanto, descobri que achados arqueológicos do século passado revelaram que Lucas era um historiador muito preciso e que os dois livros de sua autoria foram registros históricos absolutamente autoritários!

Um dos maiores arqueólogos de todos os tempos foi Sir William Ramsay. Ele estudou em famosas escolas históricas alemães em meados do século XIX, as quais ensinaram que o Novo Testamento foi um tratado religioso escrito aproximadamente na metade do século III AD, e não um documento histórico registrado no primeiro século. Ramsay estava tão convencido deste ensinamento que acabou entrando no campo da arqueologia e foi para a Ásia Menor especificamente para encontrar as provas físicas que refutassem o registro bíblico de Lucas. Depois de anos de estudo de campo, Ramsay reverteu completamente a sua visão de toda a Bíblia e da história do primeiro século. Ele escreveu:
    Lucas é um historiador de primeira categoria, não apenas são as suas declarações de fato de confiança, mas ele é possuidor do verdadeiro sentido histórico ... em suma, esse autor deve ser colocado junto com os maiores historiadores.1
A exatidão de Lucas é demonstrada pelo fato de que ele nomeia importantes figuras históricas na sequência temporal correta. Ele também usa os corretos e, muitas vezes obscuros, títulos governamentais em várias áreas geográficas, incluindo os politarcas de Tessalônica, os guardiães do templo de Éfeso, o conselho de Chipre e o "primeiro homem da ilha" de Malta. No anúncio de Lucas do ministério público de Jesus, ele menciona: "Lisânias tetrarca de Abilene". Estudiosos questionaram a credibilidade de Lucas já que o único Lisânias conhecido por séculos foi um líder que governou Cálcis entre 40-36 AC. No entanto, uma inscrição datada do tempo de Tibério (14-37 DC) foi encontrada, e ela registra a dedicação do templo mencionando Lisânias como o "tetrarca de Ábila" (Abilene perto de Damasco). Isso combina com o relato de Lucas e surpreendeu o grupo liberal da época.2

No livro de Atos, Paulo foi levado perante Gálio, o procônsul de Acaia. Novamente, a arqueologia confirma essa narrativa. Em Delfos, uma inscrição do Imperador Cláudio foi descoberta, que diz: "Lúcio Júnio Gálio, meu amigo, o procônsul da Acaia..." Os historiadores datam essa inscrição de aproximadamente 52 DC, apoiando o tempo da visita de Paulo lá em 51 DC. 3

Mais tarde no livro de Atos, Erasto, um colega de Paulo, é nomeado tesoureiro de Corinto. Em 1928, arqueólogos escavaram um teatro coríntio e descobriram uma inscrição que diz: "Erasto, em troca por sua posição de tesoureiro, construiu a calçada à sua própria custa." O pavimento foi colocado em 50 DC.4

Em uma outra passagem, Lucas dá a Plúbio, o homem principal da ilha de Malta, o título de "primeiro homem da ilha". Estudiosos questionaram esse título estranho e o consideraram não-histórico. Inscrições têm sido recentemente descobertas na ilha que na verdade dão a Plúbio o título de "primeiro homem".5

Em outra parte, Lucas usa o termo grego "politarca" ("governantes da cidade") para se referir aos líderes de Tessalônica. Embora pareça irrelevante, esta era um outro grande argumento contra a credibilidade de Lucas durante séculos, pois nenhuma outra literatura grega aparentava usar este termo de liderança. No entanto, cerca de 20 inscrições já têm sido descobertas que usam o termo "politarca", incluindo cinco descobertas que se referem especificamente à antiga liderança em Tessalônica.6

Como um último exemplo, Lucas chama de Icônio uma cidade em Phyrigia. Quem se importa? Bem, este foi também um grande argumento contra a credibilidade de Lucas durante séculos. Estudiosos, usando escritos de historiadores como Cícero, sustentaram que Icônio era em Licaônia, não Phyrigia. Portanto, os estudiosos declararam que o livro de Atos como um todo não era confiável. Sabe o quê? Em 1910, Ramsay estava procurando por evidência que apoiasse esta antiga reivindicação contra o Lucas e acabou descobrindo um monumento de pedra que declarava que Icônio era de fato uma cidade em Phyrigia.7 Muitas descobertas arqueológicas desde 1910 têm confirmado isso - Lucas estava certo!

Ao analisar a pesquisa e os escritos de São Lucas, o famoso historiador AN Sherwin-White declara:
    No fim das contas, Lucas cita os nomes de trinta e dois países, cinquenta e quatro cidades e nove ilhas sem erros.8

    Para Atos a confirmação da historicidade é esmagadora. . . . Qualquer tentativa de rejeitar a sua historicidade básica deve agora parecer um absurdo.9


1 Sir William M. Ramsey, The Bearing of Recent Discovery on the Trustworthiness of the New Testament, Hodder & Stoughton, 1915.
2 Pat Zukeran, Archaeology and the New Testament, 2000, 4, http://www.probe.org/docs/arch-nt.html. Citação bíblica: Lucas 3:1.
3 Ibid. Citação bíblica: Atos 18:12-17.
4 Ibid. Citação bíblica: Atos 19:22.
5 Ibid. Citação bíblica: Atos 28:7.
6 Eric Lyons, Luke and the Term Politarchas, Apologetic Press, 2002, http://www.apologeticspress.org/rr/rr2002/res0204b.htm. Citação bíblica: Atos 17:6.
7 "The Book of Acts," New Testament Introductions. The Blue Letter Bible. 2002-04. http://www.blueletterbible.org/study/intros/acts.html. Citação bíblica: Atos 14:6.
8 Norman Geisler, Baker Encyclopedia of Apologetics, Baker Books, 1999, 47.
9 A. N. Sherwin-White, Roman Society and Roman Law in the New Testament, Editora Clarendon, 1963, 189.


http://www.allaboutthejourney.org/portuguese/sao-lucas.htm





Evangelho de Lucas
A abertura da história de Natal do Evangelho de Lucas é familiar para muitos de nós ...

    Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. 1

Nesta passagem do Evangelho de Lucas, aprendemos de um decreto de César Augusto que todo mundo será tributado e que todos devem retornar à sua cidade natal para o recenseamento formal. Também lemos que esse conceito de registro e impostos foi decretado pela primeira vez quando Quirino (também conhecido como Cyrenius) era governador da Síria. Bem, por séculos todo esse texto foi considerado uma invenção, já que que não havia nenhum registro secular desse censo romano ou de que as pessoas tiveram que retornar às suas cidades de origem. Além disso, o único registro de Quirino (Cyrenius) sendo "governador" da Síria foi de 6-7 DC (Josefo), muito tarde para coincidir com o registro bíblico.

Sabe o quê? Descobertas recentes revelam que os romanos realmente tinham um registro regular dos contribuintes e que realizavam um censo formal a cada 14 anos, começando com o reinado de César Augusto.2 Além disso, uma inscrição e outras evidências arqueológicas revelam que Quirino estava de fato "governando" a Síria em torno de 7 AC (embora não com o título oficial de "governador", mas como o de líder militar do território).3 Finalmente, um papiro descoberto no Egito discute de forma geral o sistema de tributação romano, declarando o seguinte: "Por causa do censo que está se aproximando, é necessário que todos aqueles que residem por algum motivo fora de sua cidade de origem devem imediatamente se preparar para regressar aos seus próprios governos a fim de que possam concluir o cadastramento das famílias... "4

Eu tive que admitir que Lucas já tinha sido aprovado pela minha noção de um "teste de credibilidade". Na verdade, o seu estilo não se encaixava de forma alguma com o fanatismo religioso que eu esperava. Como eu, o seu objetivo ao escrever as suas narrativas era de recolher provas e apresentar o "caso" histórico de Jesus e seus ensinamentos. Para mim, foi algo poderoso que Lucas escreveu o seu texto inteiro como um trabalho de pesquisa - "uma exposição em ordem" - para um oficial romano chamado Teófilo. Aqui está o início do registro de Lucas:

    ...igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído. 5

Então, como um escritor oficial da história, Lucas passou o meu teste com uma nota excelente. Eu ainda não estava pronto para aceitar a teologia da sua narrativa do Evangelho, mas realmente não estava "testando" isso ainda. Eu ainda estava verificando a autenticidade e a credibilidade desses caras ...

Após o Evangelho de Lucas, o que estava por vir na minha lista ...?



1 Lucas 2:1-3, A Bíblia Sagrada.
2 E. M. Blaiklock, "Quirinius," The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible, vol. 5, Zondervan Publishing House, 1976, 6. Veja também: http://users.rcn.com/tlclcms/census.html#Anchor4.
3 Ronald Marchant, The Census of Quirinius: The Historicity of Luke 2:1-5, Interdisciplinary Biblical Research Institute, Research Report #4, 1980, 4-6, http://www.ibri.org/04census.htm.
4 Veja: http://users.rcn.com/tlclcms/census.html#Anchor4. Citado em Maier, Fullness, 4, o qual está citando de A. H. M. Jones, ed., A History of Rome through the Fifth Century, Harper e Row, 1970, II, 256f.
5 Lucas 1:3-4, A Bíblia Sagrada.


http://www.allaboutthejourney.org/portuguese/evangelho-de-lucas.htm


"Conforme aquele caminho que chamam SEITA, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na LEI e nos PROFETAS" (Atos 24:14 ) - Paulo, o apostolo dos gentios
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