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Miguel é um título do Divino Jesus!

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23022009

Mensagem 

Miguel é um título do Divino Jesus!







MIGUEL: IDENTIDADE E FUNÇÃO A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA BÍBLICA



Autor(es):
Luan Henrique Gomes RIBEIRO
Resumo
Este estudo é uma pequena proposta para identificarmos quem, dentro do contexto das Escrituras, é o arcanjo Miguel e quais seriam as suas principais funções. Os escritos a respeito do arcanjo Miguel remontam pelo menos até o 3º século a.C. Visto que em toda a história houve diferentes opiniões sobre o assunto, este trabalho apresenta não somente uma análise histórica, mas também um estudo exegético em todas as passagens bíblicas onde a figura de Miguel aparece. O método utilizado é o gramático-histórico, de modo que é dada uma ênfase no aspecto gramático-teológico das passagens.
Palavras-chave: Arcanjo, Miguel, Anjo do Senhor, Príncipe, Céu


Está escrito em Daniel 10:13:

"Mas o príncipe do reino da Pérsia se pôs defronte de mim vinte e um dias, e eis que Miguel, UM DOS primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia". (RC)

Se Miguel neste texto é chamado de "um dos", então este texto poderia a primeirra vista indicar que existem outros arcanjos do mesmo tipo que Miguel. Nesse verso a palavra “um” vem da palavra hebraica “echad”, que também é freqüentemente traduzida como “primeiro”. A Nova Versão Internacional (NVI) traduz “um dos príncipes supremos”. Há traduções (em inglês) que traduzem Daniel 10:13 da seguinte forma: “o primeiro dos príncipes”. Também é importante salientar que a mesma Bíblia que chama a Miguel de “um dos primeiros príncipes” diz ser Ele “o vosso príncipe” (Daniel 10:21) e “o grande príncipe” (Daniel 12:1). Comparando estes textos com Isaías 9:6 e Atos 5:31 (preste atenção no termo “príncipe”), não podemos ter dúvidas de que o Ser mencionado em Daniel 10:13 mencionado é Cristo.

A versão bíblica judaica (só o Velho Testamento), da American Jewish Society, e onde nossas Bíblias traduzem como "primeiro dia" [da Criação] essa Bíblia traduz como numeral cardinal. Assim, eis como traduz Gênesis 1:5: "And God called the light Day, and the darkness Night. And there was evening and there was morning, one day".

A tradução do texto de Daniel 10:13 pode tranquilamente ser feito como--"O primeiro dentre os primeiros príncipes", pois a palavra hebraica para "um" também tem o sentido de "primeiro", como vimos na tradução judaica. Isso é reconhecido pelo comentarista bíblico John Gill, analisando Dan. 10:13: ". . . eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia"; chamado no Novo Testamento de Arcanjo, o Príncipe dos anjos, o Cabeça de toda principalidade e poder; e não é outro senão o Cristo, o Filho de Deus, um Anjo incriado; que é "Um" ou "o primeiro dos principais príncipes", superior aos anjos em natureza, nome e ofício; ele veio para "ajudar" Gabriel, não como uma criatura semelhante, mas como o Senhor dos exércitos; mas como um camarada soldado, mas como o General dos exércitos do céu e da Terra. superior a ele em sabedoria e força; e ele o ajudou dando-lhe bons conselhos, e instruções, que ele ao segui-los teve êxito.

http://www.irmaos.com/bibliaonline/

Chamar Cristo de Arcanjo, de forma alguma diminiu sua divindade. Quem se der ao trabalho de pesquisar a Bíblia, verá que só há um, e apenas um Arcanjo mencionado em todo o texto sagrado; esse arcanjo é exatamente Miguel.

É claro que se alguém examinar a Bíblia cuidadosamente, de capa a capa, não conseguirá encontrar nenhum texto que afirme ser Miguel um nome de Cristo, mas igualmente não conseguirá encontrar qualquer passagem que o negue. No entanto, o exame cuidadoso do texto sagrado nos dá muitas evidências para que possamos entender que, realmente, o nome Miguel identifica a Cristo quando está em oposição direta a Satanás, como adiante veremos.

Como não existe nenhuma afirmativa direta, teremos de analisar informações em diferentes passagens, que contribuam para esclarecer o assunto. Para isso buscaremos informações diversas, tais como:

- o significado da palavra “arcanjo”,
- o significado da palavra “anjo”,
- o significado do nome Miguel,

E mais adiante analisaremos:

- as atitudes de anjos e homens nas ocasiões em que se encontraram,
- situações em que o anjo aceitou adoração de homens.

ANJO – Anjo vem da palavra grega angelos, que significa mensageiro, embaixador em assuntos humanos, que fala e age em lugar daquele que o enviou. Na Bíblia, os anjos são mensageiros de Deus, espíritos ministradores, enviados para serviço a favor daqueles que hão de herdar a salvação (conforme Hebreus 1:13-14). Vendo por esta perspectiva, se poderia dizer que a obra de Cristo, ao representar o Pai diante da humanidade (“quem Me vê a Mim, vê o Pai” – João 14:9), ao trazer-nos a Sua mensagem de amor e de salvação, realizou a obra de um anjo, pois veio a este mundo enviado por Deus para servir como Embaixador do Céu. Cristo é o Anjo do Senhor (citado em Gênesis 16:7 e em mais quarenta e seis ocorrências nas Escrituras).

ARCANJO – Prefixo "arc" significando "principal" ou "mais importante". Portanto, ‘Arcanjo’ significa ‘Principal dos Anjos’ ou ‘Mais Importante dos Anjos’ A palavra arcanjo ocorre apenas duas vezes nas Escrituras, em 1 Tess. 4:16 e Judas 9. É interessante que ela nunca ocorre no plural na Bíblia, denotando haver apenas um anjo principal ou arcanjo. (Compare com 2 Tess. 1:7; Mateus 24:30-31; 25:31 e Apoc. 12:7). Podemos notar que em Apocalipse 12:9 menciona "batalhavam o dragão e os seus anjos". De modo que o Diabo não só se constitui em deus de imitação (2 Coríntios 4:4), mas também procura tornar-se arcanjo, embora a Bíblia nunca lhe dê este título.

MIGUEL – Ocorre apenas cinco vezes nas Escrituras. Significa ‘Quem é semelhante a Deus?’ É uma pergunta, pois, não existe ninguém semelhante a Deus. (Compare com Isaías 46:5 [que reza: "A quem me assemelhareis, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes?")

Você pode notar que todas as vezes que a Bíblia mostra Miguel, ela o cita como o único anjo que tem superioridade sobre Satanás.

Miguel é apresentado em Judas 9 como o "Arcanjo" que, na disputa "a respeito do corpo de Moisés" (Deuteronômio 34:5 e 6), enfrentou o diabo com as palavras: "O Senhor te repreenda!" Essa alusão identifica Miguel como o "Arcanjo do Senhor" que, na contenda sobre o "sumo sacerdote Josué", disse igualmente ao diabo em Zacarias 3:1 a 3:

"E me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor. Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreende, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo? Ora, Josué, vestido de vestes sujas, estava diante do Anjo. "

É interessante notarmos que, tanto em Zacarias 3 como em Gênesis 22:11 a 18, Juízes 6:11 a 24, Juízes 13; e Atos 7:30 a 40, o Anjo do Senhor é identificado como sendo o próprio Senhor!

Jacó viu anjos num sonho (Gênesis 28:12) e mais tarde lutou com o Anjo do Senhor (Gênesis 32:22-32). Josué encontrou-se com Alguém que Se identificou como “o Príncipe do Exército do Senhor”, que o mandou descalçar as sandálias porque o lugar em que estava era santo, da mesma forma que foi dito a Moisés quando se encontrou com Deus na sarça ardente.

É importante deixar bem claro que os que consideram Miguel como um título referente a Cristo, ou percebem nas "epifanias" registradas na Bíblia (manifestações da Divindade junto aos homens em diferentes formas ou personagens) NÃO NEGAM NECESSARIAMENTE SUA DIVINDADE. Pelo menos não é o caso dos adventistas do sétimo dia que consideram a Cristo o Verbo de Deus, que estava com Deus e ERA Deus.

Se há grupos que confundem as coisas, como as "testemunhas de Jeová", e valem-se do título de Miguel para negar a divindade de Cristo, esse é um erro interpretativo da parte deles que não é compartilhado pelos adventistas, embora alguns DESONESTAMENTE procurem traçar um paralelo entre os ASD e os TTJ nesse ponto. Essa gente devia informar-se melhor dos fatos antes de saírem-se com essas declarações falsas.

Miguel não é mais que um título do Divino Jesus!

Publicado em 24 de junho de 2009, por leandroquadros
Postado em: A Verdade sobre os Adventistas, Apologia, Dúvidas, Textos difíceis

O nome Miguel significa: “Quem é semelhante a Deus?”. É um desafio a satanás que, desde o princípio, quis ser igual ao Criador (Isaías 14:12-14). Sempre que Miguel é mencionado na Bíblia, se refere à pessoa de Jesus como Comandante dos exércitos celestiais em direta disputa com Satanás. Para nossa felicidade eterna, Miguel sempre sai vitorioso. Leia: Judas 9; Daniel 10:13, 21;12:1; Apocalipse 12:7.
Detalhe: quando nós Adventistas afirmamos que Miguel significa “semelhante a Deus”, no original e para a cultura hebraica, entendemos que “semelhante” significa “igual” (ver João 5:18; 19:7).
Miguel, portanto, é um dos nomes de honra de Jesus e em nada interfere na Divindade dEle. Por isso, é injusta a comparação que alguns “apologistas” modernos fazem entre os Adventistas e as Testemunhas de Jeová, que usam o argumento de que Cristo é “Miguel” para “provar” que Ele é uma “criatura”.
Sendo Jesus chamado de o “arcanjo” (e até de anjo algumas vezes, como veremos a seguir) nas Escrituras, isto não O torna “anjo” no sentido de criatura, assim como o fato de Ele ser chamado de cordeiro (João 1:29) e leão (Apocalipse 5:5) não o torna animal. Da mesma forma que estes nomes simbólicos se referem a determinadas funções de Jesus, os termos “arcanjo” e “anjo”, também. Anjo significa “mensageiro” e Jesus é o “mensageiro de Deus Pai” à humanidade, o Mensageiro que comunica as boas notícias de Salvação!
Portanto, para os Adventistas do Sétimo Dia e demais cristãos ortodoxos, Jesus é Deus no mais pleno sentido da palavra. A Bíblia não deixa dúvidas: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”. João 1:1-3. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. João 1:14. “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste”. Colossenses 1:15-17. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. Filipenses 2:5-11.
E o texto de Judas 9? Se o aplicarmos a Jesus não estaríamos rebaixando a Sua autoridade perante Satanás?
“Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” Judas 1:9.
Este texto não rebaixa a autoridade de Jesus, mas contém uma preciosa lição para nós cristãos. Cristo, mesmo sendo Deus, não respondeu a diabo da mesma forma: não se rebaixou a ponto de proferir palavras de difamação ao diabo, mesmo (Cristo) falando com autoridade. A natureza perfeita de Jesus não permite que Ele faça uso do mesmo comportamento do inimigo (proferir palavras malignas, juízo infamatório, como diz o texto – compare-o com Filipenses 2:5-8 e veja o contraste entre caráter de satanás e o caráter humilde de Cristo).
Em certa ocasião, Deus Pai, mesmo sendo poderoso, não optou por expulsar de vez Satanás de Sua presença. (Ler Jó 1:6-12). Do mesmo modo que o Pai não perdeu Sua autoridade Divina por ter permitido que Satanás dialogasse, Jesus não perde a autoridade dEle pelo fato de deixar o diabo falar e por não querer (Jesus) fazer parte daquele tipo de palavreado maldoso. Jesus é um Deus de classe.
Leia Zacarias 3:1-8, especialmente o verso dois. Poderá confirmar que o “Anjo do Senhor” (termo usado em referência ao próprio Cristo) é Miguel em Judas 9.
E Daniel 10:13? A expressão “um dos primeiros príncipes” não estaria sugerindo que há outros no mesmo pé de igualdade que Miguel, ou seja, que este ser é um anjo mesmo?
Conquanto Miguel seja chamado de “um dos primeiros príncipes” isso não O coloca no mesmo pé de igualdade que os demais anjos. No Céu há uma hierarquia de anjos (há querubins, serafins…), cada um com um papel a desempenhar na adoração a Deus e no plano da salvação (Hebreus 1:14). Se Jesus escolheu alguns anjos para serem príncipes com Ele no governo dos demais anjos (sendo Ele o Príncipe Supremo), que problema haveria em Ele ser chamado de “um dos primeiros príncipes”? Não há dificuldades em Jesus ser o Príncipe Principal (por ser Deus) e estabelecer outros seres abaixo dele, com o mesmo nível de governo, para dirigir os anjos. Isto em nada afeta a autoridade Divina do nosso Salvador.
O pastor americano Mark Finley em seu livro Revelando os Mistérios de Daniel, pág. 125, traz uma informação importante: há traduções (em inglês) que traduzem Daniel 10:13 da seguinte forma: “o primeiro dos príncipes”.
Interessante é que não são apenas os Adventistas do Sétimo Dia que identificam Miguel com Jesus Cristo. Comentaristas como João Calvino, Matthew Henry, entre outros, tiveram a mesma opinião! (Disponibilizarei no blog várias citações deles que constam no livro “Questões Sobre Doutrina” – Casa Publicadora Brasileira).
Também é importante salientar que a mesma Bíblia que chama a Miguel de “um dos primeiros príncipes” diz ser Ele “o vosso príncipe” (Daniel 10:21) e “o grande príncipe” (Daniel 12:1). Comparando estes textos com Isaías 9:6 e Atos 5:31 (preste atenção no termo “príncipe”), não podemos ter dúvidas de que o Ser mencionado em Daniel 10:13 mencionado é Cristo.
1ª Tessalonicenses 4:16 relaciona a “voz do arcanjo” com a ressurreição dos santos por ocasião da volta do Senhor Jesus. Cristo mesmo declarou que os mortos sairiam do túmulo ao ouvirem SUA VOZ (João 5:28, 29). Esta é outra evidência de que Miguel tem de ser um dos nomes de honra do Salvador.
“A literatura judaica descreve a Miguel como o mais elevado dos anjos, o verdadeiro representante de Deus, e o identifica como “anjo de Yahweh”, o qual se menciona com freqüência no Antigo Testamento como um ser divino” (Dicionário Bíblico Adventista do 7º Dia [CD ROM, espanhol]).
Daniel é a maior evidência de que Miguel é um dos nomes de honra do Divino Jesus
O livro de Daniel, a meu ver, apresenta a maior das evidências de que o nome “Miguel” deve obrigatoriamente ser aplicado a Cristo. Temos neste livro quatro grandes blocos proféticos que dão ênfase a Jesus e ao Seu reino. Estes blocos proféticos nos ajudam a entender o livro, seu propósito e também a descobrir quem é o personagem principal das profecias da Bíblia. Veja:
CAPÍTULO 2: Jesus aparece como sendo a Pedra que destrói a estátua;
CAPÍTULO 7: Jesus aparece como sendo o Filho do Homem que se dirige ao Ancião de Dias (Deus Pai);
CAPÍTULO 8: Jesus aparece em cena como sendo o Príncipe dos Príncipes;
CAPÍTULOS 10-12: Jesus aparece como Miguel, o libertador.
Veja que interessante: se Miguel não fosse Jesus, o sincronismo do livro de Daniel (apresentado em seus blocos proféticos) seria quebrado! É muito estranho imaginarmos que nos três primeiros blocos proféticos o centro é Jesus enquanto que no último o personagem principal é um “ser criado”.
Todos os blocos proféticos terminam com a manifestação de Cristo e do Seu reino. Por isso, para que o sincronismo do livro de Daniel seja mantido, Miguel tem que ser um dos nomes de Jesus. Além disso, deve-se destacar que o conflito entre o bem e o mal se dá entre Cristo (Deus) e lúcifer (criatura) e não entre dois seres criados (ver Apocalipse 12:7-9).
Se Jesus é Deus, como pode ser chamado de Arcanjo?
Ao compreendermos o sentido etimológico da palavra “arcanjo”, este aparente problema é resolvido. No grego, “arcanjo” significa “chefe dos Anjos”. Este título não precisa necessariamente referir-se apenas a um ser criado, assim como ocorre com o termo “anjo” – mensageiro (vimos isso anteriormente). É aceito entre os comentaristas (inclusive não-adventistas) que Jesus Cristo é o “Anjo do Senhor” mencionado no Antigo Testamento (ver Gênesis 16:7; 18:1, 2, 13 e 19; Êxodo 3:2-5; 23:20-33; 32:34; Juízes 6:11-24; 13:21-22. Eis uma nota explicativa da Bíblia de Estudo Almeida sobre Êxodo 3:2 [Sociedade Bíblica do Brasil]: “O Anjo do Senhor (mensageiro ou enviado) não é aqui um ser distinto do próprio Deus (conferir verso 4), mas Deus mesmo, enquanto se faz presente para comunicar uma mensagem”.
Do mesmo modo que Cristo não se torna uma criatura ao ser chamado de “Anjo do Senhor” (na verdade Ele é o “mensageiro”, de Deus Pai à humanidade), o mesmo ocorre quando é designado de arcanjo. Sendo que Ele é o Criador, automaticamente é o “Chefe Supremo”- Arcanjo – de todos os anjos.
A expressão “arcanjo” aparece apenas em passagens apocalípticas, onde Cristo está em direto confronto com satanás. Não há base bíblica para crermos que este termo aplique-se a um anjo, um ser criado. É difícil provar pela Bíblia a ideia de que arcanjo seria uma “classe de anjo”, mesmo que um dos significados da palavra possa ser “anjo chefe”. Como sabemos, não devemos basear um ensino apenas no significado das palavras: um conjunto de textos bíblicos que esclareçam um ponto também deve ser considerado.
Com isto, podemos ver que a posição Adventista a respeito do “Arcanjo Miguel”, levando em conta não apenas o sentido do termo, mas também outros textos paralelos, em nada afeta a suprema e absoluta Divindade do Senhor Jesus Cristo. (1 João 5:20; Hebreus 1:1-3, etc).
Um abraço,
Leandro Quadros
Jornalista – consultor bíblico
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Miguel é um título do Divino Jesus! :: Comentários

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Mensagem em Seg Fev 23, 2009 7:17 pm por Carlstadt

Prof. Azenilto escreveu:
A versão bíblica judaica (só o Velho Testamento), da American Jewish Society, e onde nossas Bíblias traduzem como "primeiro dia" [da Criação] essa Bíblia traduz como numeral cardinal. Assim, eis como traduz Gênesis 1:5: "And God called the light Day, and the darkness Night. And there was evening and there was morning, one day".

A tradução do texto de Daniel 10:13 pode tranquilamente ser feito como--"O primeiro dentre os primeiros príncipes", pois a palavra hebraica para "um" também tem o sentido de "primeiro", como vimos na tradução judaica. Isso é reconhecido pelo comentarista bíblico John Gill, analisando Dan. 10:13:

". . . eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia"; chamado no Novo Testamento de Arcanjo, o Príncipe dos anjos, o Cabeça de toda principalidade e poder; e não é outro senão o Cristo, o Filho de Deus, um Anjo incriado; que é "Um" ou "o primeiro dos principais príncipes", superior aos anjos em natureza, nome e ofício; ele veio para "ajudar" Gabriel, não como uma criatura semelhante, mas como o Senhor dos exércitos; mas como um camarada soldado, mas como o General dos exércitos do céu e da Terra. superior a ele em sabedoria e força; e ele o ajudou dando-lhe bons conselhos, e instruções, que ele ao segui-los teve êxito.

Para acessar o comentário de John Gill pode-se buscar a reprodução de sua obra como comentarista bíblico pelo site do e-Sword (www.e-Sword.net).

Jacó viu anjos num sonho (Gênesis 28:12) e mais tarde lutou com o Anjo do Senhor (Gênesis 32:22-32). Josué encontrou-se com Alguém que Se identificou como “o Príncipe do Exército do Senhor”, que o mandou descalçar as sandálias porque o lugar em que estava era santo, da mesma forma que foi dito a Moisés quando se encontrou com Deus na sarça ardente.

Miguel é um nome hebraico que significa “Quem é como Deus?”. Assim mesmo, uma pergunta. Apocalipse 12 relata a guerra havida no Céu, quando Miguel e os seus anjos expulsaram de lá o anjo rebelde e o que a ele se associaram. O verso 4 nos diz que ele arrastou com a sua cauda um terço das estrelas do Céu, ou seja, um terço dos anjos do Céu foram expulsos junto com seu líder rebelde.

A palavra “arcanjo” só ocorre duas vezes na Bíblia, e sempre no singular:

1ª Tessalonicenses 4:16ss: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro".

Judas 1:9: "Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!"

Quem é o Arcanjo de 1ª Tess. 4:16? Lembrando que Jesus prometeu voltar em poder e grande glória, acompanhado de todos os anjos do Céu (pois são Seus comandados), e que os anjos são espíritos ministradores, enviados para serviço a favor daqueles que hão de herdar a salvação (conforme Hebreus 1:13-14), a quem Jesus delegaria poder para chamar da sepultura os mortos na esperança da Sua segunda vinda, estando, estando Ele mesmo presente? A quem Ele delegou poder para chamar Lázaro para fora do sepulcro onde fora enterrado?

Mas quem, de fato, é Miguel? Apocalipse 12:7 menciona “Miguel e seus anjos”, o que denota um "comandante", alguém que está à frente desses anjos. De outro lado, vários textos (Gen. 28:12 e 32:1; Lucas 12:8-9 e 15:10; João 15:1 e Hebreus 1:6) falam em “anjos de Deus”. Sabemos que a Palavra de Deus não se contradiz. Então, os anjos são de Miguel ou são de Deus? Qual a afirmativa correta?

A resposta à pergunta “Quem é como Deus?”, que é um desafio lançado a Satanás, que desejou ser como Deus, é óbvia: como Deus, somente Cristo. Identificar a Cristo como Miguel equivale a lembrar Satanás (que um dia invejou a posição de Deus e desejou ser igual a Ele) de que somente Um é como Deus, e que Esse é Jesus Cristo.

Assim sendo, a expressão “Miguel e seus anjos” se equivale a “Cristo e Seus anjos”, pois Cristo é o supremo comandante de todos os anjos do Céu. É pelo mesmo motivo que a palavra arcanjo, que antecede o nome Miguel em Judas 9, reforça o conceito de que Ele, Miguel, é o Comandante de todos os anjos, por ser Ele mesmo o principal de todos. E é o principal de todos os anjos porque desempenhou uma missão típica de anjo, a maior de todas (embora muito mais abrangente e completa, que nenhum anjo poderia desempenhar), vindo à Terra em nome do Pai, para ministrar em favor dos que hão de herdar a salvação.

* Cristo é o Anjo do Senhor,

* É o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo,

* E é a resposta à pergunta desafiadora: Quem é como Deus?

Vejamos como João Calvino abordou a questão:

Daniel 10:13 -- Deus parecia, pelo menos por um tempo, deixar o Seu povo sem auxílio, e posteriormente dois anjos foram enviados para contender por eles; primeiro, um único foi enviado a Daniel, e em seguida Miguel, que muitos julgam ser cristo. Eu não faço objeção a esse ponto de vista, pois Ele O chama um príncipe da Igreja, e esse título não parece ded modo algum pertencer a quaisquer anjos, sendo, isso sim, peculiar a Cristo.

Mais adiante, ele assim discute Dan. 12v1:

Por Miguel muitos concordam em entender que seja Cristo, como cabeça da Igreja. Mas se pareça melhor entender Miguel como o arcanjo, esse sentido se revelará adequado, pois sob Cristo como o cabeça, os anjos são os guardiões da Igreja. Seja qual for o verdadeiro sentido, Deus foi o preservador de Sua Igreja pela mão de seu Filho Unigênito, e por causa de os anjos estarem sob o governo de Cristo, Ele poderia confiar essa função a Miguel.

Fonte: http://www.ccel.org/ccel/calvin/calcom25.v.xiv.html

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Mensagem em Seg Fev 23, 2009 7:18 pm por Carlstadt

Prof. Azenilto escreveu:
Eu estive investigando mais um pouco a questão e encontrei mais alguns dados interessantes sobre o termo "um"/"primeiro":

A palavra hebraica que se acha em Gênesis 1:5 como "primeiro"--(PJFA): "E Deus chamou à luz dia, e às trevas noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro"--é esta --> אחד

Trata-se do termo ‘achâd, que é assim definido pelo conhecido Strong’s Hebrew and Greek Dictionaries: ". . . one; or (as an ordinal) first. . ."

Mas descobri que há duas outras versões, que em vez de "primeiro" trazem "um":

(NBLH): "Y Dios llamó a la luz día y a las tinieblas llamó noche. Y fue la tarde y fue la mañana: un día". [Nueva Biblia de los Hispanos]

(Vulgata): "appellavitque lucem diem et tenebras noctem factumque est vespere et mane dies unus".

Isso confirma o que explicamos sobre Dan. 10:13. A cláusula "um dos primeiros príncipes" pode tranqüilamente ser traduzido como, "o primeiro dos primeiros príncipes" . . . Ou seja, o PRINCIPAL dentre outros, um ARCANJO sobre anjos, levando-se em conta o prefixo "arc". . .

Como explicou corretamente nosso irmão noutro local:

O prefixo "Arc" significa "acima", "superior" ou "mais importante". A palavra "Arcanjo" ou "Arc-anjo" significa "Acima dos Anjos" ou "Líder dos Anjos". A Bíblia só usa este título para designar um ser apenas. Esse termo nunca ocorre no plural, nem se refere a outra pessoa a não ser Miguel (2Ts. 1:7; Mt. 24:30-31; 25:31; Ap. 12:7).



Última edição por Ronaldo em Seg Fev 23, 2009 8:38 pm, editado 1 vez(es)

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Mensagem em Seg Fev 23, 2009 7:55 pm por Carlstadt

Se alguém examinar a Bíblia de capa a capa, não encontrará nenhum texto afirmando ser Miguel um nome de Cristo. Mas igualmente não encontrará qualquer texto que o negue. O exame cuidadoso do texto sagrado, porém, nos dá muitas evidências para entender que, realmente, o nome Miguel identifica a Cristo quando em oposição direta a Satanás, como veremos.

Como não existe nenhuma afirmativa direta, temos de analisar informações em diferentes passagens, que contribuam para esclarecer o tema. Para isso examinaremos dados tais como:

- o significado desse nome,

- o significado da palavra “arcanjo”,

- as atitudes de anjos e homens nas ocasiões em que se encontraram,

- situações em que o anjo aceitou adoração de homens.

Miguel (Michael). Nome dado a um arcanjo que tem um cuidado especial pela nação de Israel. É chamado de “um dos primeiros príncipes” e “o grande príncipe que protege os filhos do teu povo” (Daniel 10:13 e 21, e 12:1).

Na visão de Daniel, Miguel é revelado como o que fazia guerra em favor do povo de Deus contra as forças satânicas em operação na Pérsia e, mais tarde, na Grécia. Agia em nome do Senhor, para proteger quantos tenham o nome “escrito no livro” e observava o trabalho das nações para que os propósitos de Deus para o Seu povo fossem cumpridos na história humana (Dan. 12:1).

É mencionado novamente em Judas 9 e em Apocalipse 12:7, onde luta especificamente contra Satanás. Na primeira referência, Miguel “disputava a respeito do corpo de Moisés” com o diabo.

Não está claro a que exatamente isso se refere, mas é mencionado numa assagem que trata de pessoas blasfemadoras e difamam os seres celestiais. Moisés era líder do povo de Deus; era, pois, objeto de ataques diretos de Satanás. Apesar de seu poder, Miguel é visto como o que se subordina ao Senhor, e no final julgará o diabo.

De acordo com Apocalipse 12:7, este arcanjo e suas forças lutaram contra Satanás no céu e o lançaram à Terra, de modo a não poder mais acusar o povo de Deus diante de Seu trono.



Considerações:

1 – Nome dado a um arcanjo.

Quem pesquisar bem a Bíblia, verá que só é mencionado um Arcanjo em todo o seu texto--exatamente Miguel. Assim, a expressão “nome dado a um arcanjo” é imprecisa por sugerir a possibilidade de existirem outros arcanjos, o que não corresponde à verdade. Melhor seria dizer: “nome dado ao arcanjo Miguel”.

2 – Para proteger todo aquele cujo nome se acha escrito no livro.

A quem Deus tem interesse especial em proteger? Decerto aos que pertencem ao Seu povo, os que aceitam os meios de salvação que Ele oferece. Proteger, sim, pois é especialmente contra esses que o dragão está irado (ver Apo. 12:17).

Assim sendo, que livro é esse? Se contém os nomes dos que devem ser protegidos então são os dos filhos de Deus, os que aceitam a Sua vontade. Daí, só pode ser o Livro da Vida do Cordeiro (Apo. 21:27). Estão inscritos nele todos os que aceitaram o convite de salvação proposto por Deus mediante o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e são protegidos pelo Leão da tribo de Judá, que é nosso Senhor Jesus Cristo.

3 – Disputava a respeito do corpo de Moisés.

Judas 9 informa que Miguel disputava o corpo de Moisés com o diabo. Mas, por quê? Para entender melhor, vejamos como foi a morte de Moisés, em Deuteronômio 34:1-8.
“Então, subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cimo de Pisga, que está defronte de Jericó; e o SENHOR lhe mostrou toda a terra de Gileade até Dã; e todo o Naftali, e a terra de Efraim, e Manassés; e toda a terra de Judá até ao mar ocidental; e o Neguebe e a campina do vale de Jericó, a cidade das Palmeiras, até Zoar. Disse-lhe o SENHOR: Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei; eu te faço vê-la com os próprios olhos; porém não irás para lá. Assim, morreu ali Moisés, servo do SENHOR, na terra de Moabe, segundo a palavra do SENHOR. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura. Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor. Os filhos de Israel prantearam Moisés por trinta dias, nas campinas de Moabe; então, se cumpriram os dias do pranto no luto por Moisés.”

Note que está claramente registrado na Bíblia que:

1. Moisés subiu ao cimo de Pisga, no monte Nebo, defronte de Jericó.

2. Deus lhe mostrou toda a terra a ser dada ao povo de Israel.

3. Deus disse a Moisés que ele não entraria naquela terra.

4. Moisés morreu ali mesmo, sobre o monte Nebo.

5. Deus sepultou Moisés num vale, na terra de Moabe, mas “ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura”.

6. Os filhos de Israel prantearam Moisés por trinta dias; não tinham dúvidas de sua morte.

7. Os judeus habitualmente conheciam o local exato da sepultura de seus patriarcas. Até hoje sabem onde Abraão foi sepultado, onde ficam os túmulos dos reis Davi e Salomão, de Jacó e de muitos outros; no entanto, desde que Moisés morreu não sabem onde fica sua sepultura. Só sabem que foi Deus quem o sepultou em Moabe.
Por que motivo Deus disse a Moisés que ele não entraria naquela terra, para onde seu povo iria? O texto de Números 20:8-12 nos esclarece:
“Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. Então, Moisés tomou o bordão de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. Mas o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei.”

Ao ferir a rocha duas vezes, Moisés desobedeceu à clara ordem divina, que o havia instruído a apenas falar à rocha–não bater–e ela daria água. Ao ferir a rocha com o cajado, Moisés tirou de Deus a oportunidade de ser glorificado diante do povo com um acontecimento sobrenatural, pois nenhuma rocha dá água só por alguém pedir-lhe. Uma pancada, porém, pode quebrá-la de modo a permitir que jorre água do seu interior, se houver.

Aquela era uma Rocha diferente; em 1ª Coríntios 10:3-4 Paulo nos explica:
“Todos eles comeram de um só manjar espiritual, e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo”.

Assim, Moisés pecou e foi desqualificado por Deus para entrar na Terra Prometida. Lembremos que ao ferir duas vezes a rocha, quando deveria apenas falar a ela, Moisés pecou.

Judas 9 afirma que Miguel contendia com o diabo acerca do corpo de Moisés. Por que contendia, se Moisés estava morto? Examinando o texto de Mateus 17:1-8 achamos informação adicional:

“Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi”.

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Mensagem em Seg Fev 23, 2009 7:55 pm por Carlstadt

Mateus declara que nos dias de Jesus, mais de mil anos após sua morte, Moisés foi visto por Pedro, Tiago e João, juntamente com o profeta Elias, e ambos falavam com Jesus.

Elias, que viveu séculos antes do tempo de Jesus, não passou pela morte. Foi trasladado vivo para o Céu, como se vê em 2 Reis 2:11:
“Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.”

De onde teriam surgido Moisés e Elias, para encontrar-se com Jesus no monte da transfiguração? Para Elias, a resposta é direta: veio do Céu, aonde a Bíblia diz que foi trasladado. Quanto a Moisés, cuja a morte é descrita em Deut. 34:1-8? Temos a resposta ao juntarmos as informações dos textos acima transcritos, e que podem ser resumidos na seguinte ordem:

- Moisés era o líder do povo de Israel, constituído por Deus para leva-los à terra prometida.


- Moisés pecou contra Deus diante do povo, conforme o texto de Números 20:8-12.


- Por esse pecado, Deus o impediu de entrar na terra de Canaã e ele morreu em Pisga.


- Foi sepultado por Deus num vale, na terra de Moabe.


- Miguel contendeu com o diabo, por causa do seu corpo (de Moisés).

Exposta a seqüência dos fatos, na ordem em que ocorreram, restam-nos duas perguntas a serem respondidas:

1. Por que motivo o diabo contenderia com Miguel pelo corpo de Moisés?


2. Por que Miguel estaria interessado no corpo de Moisés?

Se lembrarmos que ao tempo de Cristo, Moisés estava vivo, ele que havia morrido e sido sepultado por Deus fazia mais de mil anos, podemos verificar que para ambas as perguntas a resposta é a mesma: o Arcanjo Miguel foi à sepultura de Moisés para ressuscitá-lo e levá-lo ao Céu, com o que Satanás não concordou, alegando que Moisés não era digno de ir para o Céu, pois havia pecado e sido desqualificado para entrar na Terra Prometida. Miguel, como relata Judas, não discutiu com Satanás, apenas lhe disse: “O Senhor te repreenda”.


A única explicação para o fato de que Moisés foi visto conversando com Jesus, juntamente com o profeta Elias, é que ele foi ressuscitado e levado para o Céu, de onde mais tarde foi trazido juntamente com Elias, até onde estava Jesus.
Elias e Moisés estão no Céu, onde são imortais. Assim como Elias é um símbolo dos que estarão vivos sobre esta terra quando Jesus voltar, e não passarão pela morte, Moisés é um símbolo dos que morreram na esperança da salvação em Cristo, e serão ressuscitados para serem levados ao Céu quando Ele voltar para nos buscar.

4 – O Significado da palavra “anjo”.

Anjo vem da palavra grega aggelos, que significa mensageiro, embaixador em assuntos humanos, que fala e age em lugar daquele que o enviou. Na Bíblia, os anjos são mensageiros de Deus, espíritos ministradores, enviados para serviço a favor daqueles que hão de herdar a salvação (conforme Hebreus 1:13-14). Vendo por esta perspectiva, se poderia dizer que a obra de Cristo, ao representar o Pai diante da humanidade (“quem Me vê a Mim, vê o Pai” – João 14:9), ao trazer-nos a Sua mensagem de amor e de salvação, realizou a obra de um anjo, pois veio a este mundo enviado por Deus para servir como Embaixador do Céu. Cristo é o Anjo do Senhor (citado em Gênesis 16:7 e em mais quarenta e seis ocorrências nas Escrituras).

5 – Encontros entre homens e anjos.

Muitos relatos existem na Bíblia referindo ao encontro entre homens e anjos. Adão e Eva falavam com os anjos, que os vinham visitar no Jardim do Éden; Abraão avistou-se com o Senhor e com dois anjos (Gênesis 18). Ló recebeu em casa dois deles (Gênesis 19). Jacó viu anjos num sonho (Gênesis 28:12) e mais tarde lutou com o Anjo do Senhor (Gênesis 32:22-32). Josué encontrou-se com Alguém que Se identificou como “o Príncipe do Exército do Senhor”, que o mandou descalçar as sandálias porque o lugar em que estava era santo, da mesma forma que foi dito a Moisés quando se encontrou com Deus na sarça ardente.

O profeta Daniel teve vários encontros com anjos, e também o apóstolo João, ao receber as visões do livro de Apocalipse. João ficou tão impressionado com o aspecto do anjo que com ele falava, que por duas vezes prostrou-se em terra para adorá-lo, e em ambas as vezes foi repreendido pelo anjo, que lhe disse que deveria adorar a Deus. Ao encontrar-se com os homens cumprindo as ordens de Deus, os anjos recusam-se firmemente a receber qualquer espécie de homenagem ou de honra que seja devida a Deus, numa espécie de “padrão de conduta” bem definido. Mas nem sempre é assim. No encontro de Gideão com o Anjo do Senhor (Juízes 6), o Anjo aceitou um sacrifício e manifestou Sua aprovação consumindo a oferta com fogo de Seu cajado (versos 20-21). E por que esse Anjo apresentou uma conduta diferente? Exatamente porque não era um anjo propriamente dito, mas o próprio Cristo, o Verbo de Deus falando em nome do Pai.

6 – O Significado do nome “Miguel”.

Miguel é um nome hebraico que significa “Quem é como Deus?”. Assim mesmo, uma pergunta. Apocalipse 12 relata a guerra havida no Céu, quando Miguel e os seus anjos expulsaram de lá o anjo rebelde e o que a ele se associaram. O verso 4 nos diz que ele arrastou com a sua cauda um terço das estrelas do Céu, ou seja, um terço dos anjos do Céu foram expulsos junto com seu líder rebelde.

A palavra “arcanjo” só ocorre duas vezes na Bíblia, e sempre no singular:

1ª Tessalonicenses 4:16 à Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;

Judas 1:9 à Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!

Quem é o Arcanjo de 1ª Tess. 4:16? Jesus prometeu voltar em poder e grande glória, acompanhado de todos os anjos do Céu (pois são Seus comandados), e que os anjos são espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que herdarão a salvação (cf. Heb. 1:13-14). A quem Jesus delegaria poder para chamar da sepultura os mortos na esperança da Sua segunda vinda, estando, estando Ele mesmo presente? A quem Ele delegou poder para chamar Lázaro para fora do sepulcro onde fora enterrado?

Mas quem, de fato, é Miguel? Apocalipse 12:7 menciona “Miguel e seus anjos”. De outro lado, vários textos (Gen. 28:12 e 32:1; Lucas 12:8-9 e 15:10; João 15:1 e Hebreus 1:6) falam em “anjos de Deus”. Sabemos que a Palavra de Deus não se contradiz. Então, os anjos são de Miguel ou são de Deus? Qual a afirmativa correta?

A resposta à pergunta “Quem é como Deus?”, que é um desafio lançado a Satanás, que desejou ser como Deus, é óbvia: como Deus, somente Cristo. Identificar a Cristo como Miguel equivale a lembrar Satanás (que um dia invejou a posição de Deus e desejou ser igual a Ele) de que somente Um é como Deus, e que Esse é Jesus Cristo.

Assim sendo, a expressão “Miguel e seus anjos” se equivale a “Cristo e Seus anjos”, sendo Cristo o supremo comandante de todos os anjos do Céu. Pelo mesmo motivo a palavra arcanjo, que antecede o nome Miguel em Judas 9, reforça o conceito de que Ele, Miguel, é o Comandante de todos os anjos, por ser Ele mesmo o principal de todos os anjos por ter desempenhado uma missão típica de anjo--a maior de todas (embora muito mais abrangente e completa, que nenhum anjo poderia desempenhar), vindo à Terra em nome do Pai, para ministrar em favor dos que hão de herdar a salvação.

Cristo é o Anjo do Senhor,


É o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo,


E é a resposta à pergunta desafiadora: Quem é como Deus?


Você concorda com a Palavra de Deus?

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Mensagem em Seg Fev 23, 2009 7:56 pm por Carlstadt

Um aspecto importantíssimo para se ressaltar é que, contrariamente a insinuações maliciosas de objetores de nossa fé, os adventista ao atribuírem o título de Miguel a Cristo NÃO NEGAM EM ABSOLUTAMENTE NADA que Ele é o Verbo de Deus, que estava com Deus e ERA DEUS (João 1:1-3). Isto é tornado muito claro do documento confessional adventista "Nisto Cremos":

4. Deus Filho:

Deus, o Filho Eterno, encarnou-Se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. Sendo para sempre verdadeiramente Deus, Ele se tornou também verdadeiramente homem, Jesus, o Cristo. Ele foi concebido do Espírito Santo e nasceu da virgem a Maria. Viveu, e experimentou a tentação como um ser humano, mas exemplificou perfeitamente a justiça e o amor de Deus. Por Seus milagres manifestou o poder de Deus e atestou que era o Messias prometido por Deus. Sofreu e morreu voluntariamente na cruz por nossos pecados e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Virá outra vez, em glória, para o livramento final de Seu povo e a restauração de todas as coisas. (João 1:1-3, 14; Col. 1:15-19; João 10:30; 14:9; Rom. 6:23; 2 Cor. 5:17-19 . . .)


Adicionalmente, vejamos algumas autoridades cristãs que admitem o mesmo que os adventistas:


2. Sobre Miguel como Título de Cristo

Comentários de Mathew Henry:

“Alguns . . . pensam que Miguel o arcanjo não é outro senão o próprio Cristo, o anjo do concerto, e o Senhor dos anjos; aquele a quem Daniel contemplou em visão, vs. 5. Ele ‘veio para ajudar-me’, vs. 13; ‘ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles, a não ser Miguel’, vs. 21. Cristo é o príncipe da Igreja, os anjos não”. – Mathew Henry’s Commentary.

Jesus Cristo aparecerá como patrono e protetor de Sua Igreja. ‘Naquele tempo’, quando a perseguição estiver no seu auge, ‘Miguel Se levantará’, vs. 1. O anjo havia dito a Daniel que firme amigo Miguel era da Igreja, cap. X 21. Ele o revelou por todo o tempo no mundo superior, os anjos sabiam disso; mas agora ‘Miguel se levantará’ em sua providência, e opera livramento para os judeus, ‘quando vir que o seu poder se foi’, Dan. xxxii. 36. Cristo é aquele ‘grande príncipe’, pois ele é o soberno dos reis da Terra’, Apo. i:5”. – Ibidem (Comentário Sobre Daniel 12)..

Comentários de Adam Clarke:

“Deste personagem muitas coisas são ditas nos escritos judaicos. ‘O rabino Judah Hakkodesh declara: ‘Toda vez que é dito que Miguel aparece, a glória da Divina Majestade está sempre implícita’. Shaoth Rabba, Sec. Ii., fol 104, 3. Assim, parece que consideravam Miguel de certa forma como percebemos o Messias manifesto em carne”. – Clarke’s Commentary (6 vol. ed. ).

“A palavra Miguel . . . quem é semelhante a Deus; daí por este personagem, no Apocalipse, muitos entendem ser o Senhor Jesus”. – Ibidem.

“Miguel era o menino a quem a mulher deu à luz”. – Clarke’s Commentary (sobre Apocalipse 12:7).

Comentários de John Gill:

“Miguel, o arcanjo. Sobre que, significa, não um anjo criado, mas um eterno, o Senhor Jesus Cristo; como transparece de seu nome Miguel, que significa “quem é como Deus”: e quem é como Deus, ou semelhante a Ele, senão o Filho de Deus, que é igual a Deus? E de seu caráter como o arcanjo, o Príncipe dos anjos, pois Cristo é o cabeça de toda principalidade e poder; e onde é dito noutra parte que Miguel, que sendo o grande Príncipe, e estando ao lado do povo de Deus, e tendo anjos sob Seu poder, e ao seu comando, Dan. 10:21. Assim Filo, o judeu, chama à mais antiga Palavra, unigênito de Deus, o arcanjo”.

Daniel 10:13 “eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia”; chamado no Novo Testamento de Arcanjo, o Príncipe dos anjos, o Cabeça de toda principalidade e poder; e não é outro senão o Cristo, o Filho de Deus, um Anjo incriado; que é ‘Um’ ou ‘o primeiro dos principais príncipes’, superior aos anjos em natureza, nome e ofício; ele veio para ‘ajudar’ Gabriel, não como uma criatura semelhante, mas como o Senhor dos exércitos; mas como um camarada soldado, mas como o General dos exércitos do céu e da Terra. superior a ele em sabedoria e força; e ele o ajudou dando-lhe bons conselhos, e instruções, que ele ao segui-los teve êxito”.

Daniel 10:21: “Miguel, vosso Príncipe; Cristo, o Príncipe dos reis da Terra, ele era o Príncipe, Protetor e Guardião do povo judeu; Ele é o Anjo que ia adiante deles no deserto, e os guardava nele, e os guiou para a terra de Canaã; ele é o Anjo da presença de Deus, que os apoiou, transportou e salvou todos os dias do passado, e era o seu Rei e o seu Deus, seu Defensor e Libertador. . . ; [de igual maneira como a Israel] Miguel, o Arcanjo, e seus anjos sob o Seu comando, lutam e a defendem [a Igreja]; e sendo ele por seu povo, quem será contra eles? ou que peso terá uma oposição contra eles? as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja de Deus, os santos do Altíssimo”.

Comentários de Calvino:

Daniel 10:13: “Deus parecia, pelo menos por um tempo, deixar o Seu povo sem auxílio, e posteriormente dois anjos foram enviados para contender por eles; primeiro, um único foi enviado a Daniel, e em seguida Miguel, que muitos julgam ser Cristo. Eu não faço objeção a esse ponto de vista, pois Ele O chama um príncipe da Igreja, e esse título não parece de modo algum pertencer a quaisquer anjos, sendo, isso sim, peculiar a Cristo”.

Fonte: [Solo usuarios registrados y activados tiene acceso a enlaces ]

“Por Miguel muitos concordam em entender que seja Cristo, como cabeça da Igreja. Mas se pareça melhor entender Miguel como o arcanjo, esse sentido se revelará adequado, pois sob Cristo como o cabeça, os anjos são os guardiões da Igreja. Seja qual for o verdadeiro sentido, Deus foi o preservador de Sua Igreja pela mão de seu Filho Unigênito, e por causa de os anjos estarem sob o governo de Cristo, Ele poderia confiar essa função a Miguel.

“Aquele hipócrita sujo, Serveto, ousou apropriar-se desta passagem para si mesmo; pois ele a inscreveu no frontispício de seus horríveis comentários, porque era chamado Miguel! Observamos que fúria diabólica o dominou, pois ousou reinvindincar para si próprio o que aqui é dito do singular auxílio concedido por Cristo; a sua Igreja. Ele era um homem dos sentimentos mais impuros, como já fizemos suficientemente sabido, mas essa foi uma prova de sua falta de pudor e sacrílega loucura—adornar-se com este epíteto de Cristo sem corar, colocando-se no lugar de Cristo, por gabar-se de ser Miguel, o guardião da Igreja, e o poderoso príncipe do povo! Este fato é bem conhecido, pois eu tenho o livro à mão, no caso de qualquer um desconfiar de minha palavra”.

Fonte: [Solo usuarios registrados y activados tiene acceso a enlaces ]

Outros Comentaristas:

“Sendo essa uma ‘guerra no céu’, defrontada por Miguel, que é Cristo (cuja forma de combate não se assemelha à dos reis terrestres), e por seus mensageiros, é uma guerra intelectual e polêmica” – J. D. Glasgow, Commentary on the Apocalypse (1872).

“A idéia do ser celestial sendo Aquele que assim surge como uma atração na velha tradição apocalíptica é a fonte da concepção do Messias celestial—O Filho do homem. . . . Já temos visto que o ser celestial sendo ‘semelhante a um filho do homem’, de Daniel 7, provavelmente foi identificado pelo autor . . . como o anjo-príncipe de Israel, Miguel; esse ser angélico foi mais tarde, como poderia parecer, investido com atributos messiânicos, e assim tornou-se o Messias celestial pré-existente”. – Abingdon Bible Commentary, p. 846.

“Temos demonstrado alhures que o Arcanjo Miguel é uma imagem de Cristo vitoriosamente combatene. Cristo é um Arcanjo em Sua qualidade de Juiz; e Ele aparece como Juiz, não só no fim do mundo, mas também na preservação da pureza de Sua Igreja”.—Lange’s Commentary (1874), sobre Apo. 12:1-12 “Exegetical and Critical Synoptic View”, p. 238.

“‘Miguel e seus anjos’ de um lado, e ‘o dragão e seus anjos’ do outro. Cristo, o grande anjo do concerto, e seus fiéis seguidores; e Satanás e todas as suas instrumentalidades. Esse último partido seria muito superior em número e força exterior do que o outro; mas a força da igreja jaz em ter o senhor Jesus como Capitão de sua salvação”.—Matthew Henry’s Commnetary.

Condensado de Seventh-day Adventists Answer Questions on Doctrines, pág. 71-86 com acréscimo de comentários de John Gill e Calvino.

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Mensagem em Ter Mar 10, 2009 8:07 pm por Carlstadt

Anjo do Senhor que aparece nesta visão de Zacarias, intercedendo pelo povo de Israel e perdoando pecados, é, claramente, o próprio Cristo. Vejamos o que diz Calvino, quando comenta a expressão do versículo 2, “O Senhor te repreenda”:

“Deus fala aqui; e ainda que ele dá a impressão de ser o Anjo de Jeová. Mas, isso não é inescrutável. Pois, como no último verso, em que Zacarias diz que Josué estava diante do Anjo de Jeová, sem dúvida significa Cristo, que é chamado de Anjo e também de Jeová; assim, também, ele pode ser chamado nesse verso. Mas, que nenhuma pessoa contenciosa possa dizer que nós refinamos demasiadamente acerca destas palavras. Nós podemos tomá-las - simplesmente – que Deus menciona aqui seu próprio Nome na terceira pessoa, e esse modo e falar não é raro nas Escrituras”.

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Mensagem em Qua Mar 03, 2010 9:55 pm por Carlstadt

Quem é Miguel o Arcanjo?

Publicado em fevereiro 2, 2010 por Seventh Day



Um fato Surpreendente: Quando o Rei Humberto da Itália herdou o trono, Nápoles estava à beira da insurreição contra a monarquia. Políticos argüiram violentas medidas para forçar as pessoas à submissão, mas o rei não o permitiu. Depois, a cólera subitamente eclodiu na cidade, e junto com a temida doença veio a fúria. O jovem rei, ignorando as advertências de seus conselheiros, deixou o palácio e visitou sozinho os lotados hospitais de Nápoles. Emocionado com a situação, com dedicação e amor à causa, ele ministrou inclusive às pessoas ingratas com suas próprias mãos. Muitas pessoas que sofriam, suspiraram orações de gratidão para com o jovem médico que os servia, não sabendo que ele era o seu menosprezado rei. Quando a praga foi finalmente contida, muitos descobriram a verdadeira identidade do nobre enfermeiro que tinha cuidado deles. Nápoles, em seguida, tornou-se uma cidade conquistada, não pela força, mas pelo amor e piedade do monarca que uma vez recusara. A partir de então, o povo de Nápoles se tornou fiel ao Rei Humberto.

O Enigma de Miguel

Perguntas freqüentes surgem nos círculos cristãos sobre a verdadeira identidade do misterioso personagem bíblico conhecido como Miguel, algumas vezes chamado de “o Arcanjo Miguel” e “Miguel, o Grande Príncipe.” Alguns alegam que Miguel é o mais elevado dos anjos celestiais, um dos querubins cobridores ou um mensageiro especial desejado por Gabriel. Sendo, portanto, um ser criado. Outros, como o comentarista bíblico Matthew Henry, afirmam que Miguel é simplesmente mais um dos muitos nomes do próprio Jesus. Poderemos nós conhecermos a verdadeira identidade deste misterioso Ser? Obviamente, a chave para decifrar esta pergunta intrigante é encontrada nas Escrituras. “Pois é preceito sobre preceito, preceito sobre preceito; regra sobre regra, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali”. (Isaías 28:10)

Uma rápida olhada em uma Concordância Bíblica revela que há 15 referências ao nome Miguel nas Escrituras. Dez dessas vezes, ele é simplesmente chamado de Miguel. De fato, a entrada para “Miguel” no léxico (grego e / ou dicionário hebraico) afirma: “O nome de um arcanjo e nove israelitas.”

É a identidade de Miguel, o arcanjo e príncipe, mencionado nas últimas cinco referências que buscamos neste importante estudo.

A primeira destas três referências de Miguel está no Antigo Testamento, no livro do profeta Daniel. Os dois últimos são mencionados nos livros do Novo Testamento de Judas e Apocalipse. Com um honesto estudo de comparação destes e de outros versos, rapidamente surgem pistas que nos levam a uma inescapável conclusão da verdadeira identidade de Miguel; Ele não é senão Jesus, Ele não é um anjo criado ou querubim, mas seu nome é um dos muitos títulos do grande Filho eterno de Deus!

À primeira vista, o Antigo Testamento retrata Miguel como um príncipe, e o Novo Testamento o descreve como um arcanjo. Mas, olhando para outras Escrituras relacionadas onde são utilizadas semelhante expressão e linguagem, vamos ver emergir um padrão interessante.

Um Aviso

Antes de proceder qualquer outra coisa, por favor, leia com atenção e entenda este próximo pensamento. Porque a palavra “anjo” significa mensageiro, ela é muito usada livremente e em grande parte das Escrituras. Às vezes, homens são chamados anjos na Bíblia (1 Samuel 29:9, Gálatas 4:14). Às vezes anjos são chamados de homens (Gênesis 32:24). E em outros lugares, como será demonstrado em breve, o próprio Deus é identificado como um anjo! Claro que, mesmo os anjos são chamados de anjos.

Normalmente, quando uma pessoa pensa em um anjo, imagina vários níveis de espíritos ministradores conhecidos como Anjos, Serafins, ou Querubins. Ao contrário de Jesus, estes seres celestiais são criados. Existem alguns cultos que ensinam que Jesus, antes de Sua encarnação terrena, foi realmente apenas um poderoso anjo que tinha uma exaustiva contenda, com Seu companheiro desobediente: o anjo Lúcifer. Por sua vez, isto significaria que Jesus é uma criatura que tem sido promovida por seu Pai e por isso não é o Deus eterno como os cristãos acreditam. Este estudo rejeita categoricamente essa opinião. Jesus é, e sempre tem sido, o Filho do Deus eterno e, na verdade, o próprio Deus. Qualquer comparação feita a Jesus como um anjo no presente estudo é simplesmente no sentido clássico, como um grande mensageiro da salvação e de forma alguma têm a intenção de diminuir Sua divindade eterna.

A chave está no Nome

Primeiro, vamos examinar o significado de algumas palavras e nomes. No Novo Testamento grego, a palavra “anjo” significa “mensageiro”, e “arc” significa “chefe, principal, maior, ou mais elevado.” Então, “arcanjo” significa simplesmente “mais elevado ou importante mensageiro.” O nome hebraico “Miguel”, encontrado no Antigo Testamento, significa “quem é como Deus” ou, por vezes, ele forma uma pergunta: “Quem é como Deus?” Então o título Miguel o Arcanjo pode ser traduzido como “O maior mensageiro que é Deus”. Se esse nome é uma pergunta, afirmação, ou um desafio será ainda mais evidente pelo estudo. Um anjo que professa ser como Deus. Isso abrange também um querubim caído das cortes celestiais – Lúcifer, que se tornou o Diabo e Satanás, por ter a pretensão de “ser semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:14). Em Apocalipse 12:7, Satanás se opõe à “Miguel e seus anjos” e foi expulso do céu.

O Anjo do Senhor

A frase “anjo do Senhor” é encontrada 68 vezes na Bíblia. Às vezes, aplica-se a Gabriel que apareceu a Daniel, Zacarias, e Maria. Mas Gabriel é chamado de “um” anjo do Senhor (Lucas 1:11). Ele não é referido como “o” anjo do Senhor. Ele também nunca é chamado de “Arcanjo”. (E enquanto nós estamos discorrendo sobre o assunto, deve se observar que o popular anjo Rafael não aparece em qualquer lugar da Bíblia [66 livros].) Gabriel é provavelmente um dos dois querubins que cobre o trono de Deus. Lembre-se que ele disse ao profeta Zacarias, “Eu sou Gabriel, que assisto na presença de Deus” (Lucas 1:19). Lúcifer, presidia outra posição antes de sua queda (Ezequiel 28:14). Se o mais alto cargo presidido por um anjo é o de querubim que são os cobridores do trono de Deus, o que é um arcanjo? E quem é esse poderoso indivíduo identificado como “o anjo do Senhor”, que executa um papel proeminente na redenção do homem?

Deus o Pai criou todas as coisas através de Jesus (Hebreus 1:2, Efésios 3:9). Não é implausível de se supor que Cristo veio à terra e se tornou um homem em Sua batalha contra Satanás para salvar os seres humanos, e Ele poderia também ser, de algum modo, identificado como anjo para protegê-los da maligna influência de Satanás no céu. De fato, há várias referências na Bíblia de um misterioso ser identificado como “o anjo do Senhor” antes da encarnação terrena de Cristo. Contudo, cada vez que Ele é mencionado, há indícios de Sua identidade. Vamos analisá-las brevemente na ordem em que aparecem.

Hagar

Após Hagar, a serva de Abraão, dar a luz a Ismael, ela e a estéril Sara já não podiam coexistir pacificamente. Sara a tratou severamente por ela ter se ensoberbecido até que Hagar fugiu para o deserto e “o Anjo do SENHOR a encontrou no deserto, perto de uma fonte” (Gênesis 16:7). O anjo disse para Hagar voltar para trás e apresentar-se a Sara e prometeu que o seu filho, Ismael, seria o pai de uma grande nação. Quando o “anjo” desapareceu, Hagar “invocou o nome do SENHOR, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?” (versículo 13). Parece que Hagar reconheceu que o “anjo do Senhor”, que tinha falado com ela era realmente Deus.

Abraão

Deus disse a Abraão que sacrificasse o seu filho Isaac no monte Moriá. Assim, quando ele estava prestes a cravar sua adaga no filho da promessa, o anjo do Senhor o parou. “Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui. Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho”. (Gênesis 22:11,12)

É claro que Abraão estava oferecendo o seu filho a Deus e não a um simples anjo. “Então, do céu bradou pela segunda vez o Anjo do SENHOR a Abraão, e disse: Jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho, que deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar; a tua descendência possuirá a cidade dos seus inimigos, nela serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz.” (Gênesis 22:15-18). Recontando esta experiência de Abraão, em Atos 3:25, Pedro também identifica este “anjo do Senhor” que fez um pacto com o Patriarca, como Deus.

Jacó

Enquanto fugia de seu zangado irmão Esaú, Jacó teve um sonho em que Deus confirmou a aliança de Abraão com ele. Depois de receber a garantia de que Deus estaria com ele e o levaria de volta em segurança para sua casa, em Canaã, Jacó jurou devolver a Deus um dízimo de todo o seu rendimento. Jacó tomou a pedra que havia posto por travesseiro e a erigiu em coluna, sobre cujo topo entornou azeite. Em seguida, ele nomeou o lugar de Betel, ou casa de Deus, pois Deus havia lhe aparecido lá.

Vinte anos mais tarde, Jacó estava em seu caminho para casa, não como um pobre fugitivo, mas como um homem rico. Deus decidiu relembrar que tinha realmente lhe trazido sucesso. Veja como Jacó conta a história: “E o Anjo de Deus me disse em sonho: Jacó! Eu respondi: Eis-me aqui!”. (Gênesis 31:11). No versículo 13, este “anjo de Deus” identifica-se: “Eu sou o Deus de Betel, onde ungiste uma coluna, onde me fizeste um voto”.

Então, quando Jacó lutou com um ser divino (Gênesis 32:22-32), foi lhe dado um novo nome (Israel) e ele foi abençoado. “Àquele lugar chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva.”. No Novo Testamento, Jesus é o que abençoa o Seu povo e lhes dá um novo nome (Mateus 5:3-12; Apocalipse 2:17). Como você pode ver, está se tornando cada vez mais claro que o anjo do Senhor é o próprio Jesus.

Quando Jacó estava em seu leito de morte e abençoou os 2 filhos de José, Efraim e Manassés, ele usou os termos “anjo” e “Deus” intercambiavelmente: “O Deus em cuja presença andaram meus pais Abraão e Isaque, o Deus que me sustentou durante a minha vida até este dia, o Anjo que me tem livrado de todo mal, abençoe estes rapazes; seja neles chamado o meu nome e o nome de meus pais Abraão e Isaque; e cresçam em multidão no meio da terra.” Gênesis 48:15, 16).

As Escrituras são muito claras, não há outro redentor e salvador, mas apenas Deus. “Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador.” (Isaías 43:11-14). Mais uma vez vemos que o anjo que redimiu Jacó é outro nome para o nosso Redentor, Jesus!

Moisés

Moisés viu um arbusto queimando que não se consumia e “apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça” (Êxodo 3:2). O Verso 4 identifica este anjo: “Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, Deus, do meio da sarça, o chamou” E, no versículo 6, Ele identifica-se novamente. “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus.” O anjo do Senhor identifica-se como Deus!

Em seu último sermão antes de ter sido apedrejado até à morte, Estevão concorda com o que o Êxodo conta: “Decorridos quarenta anos, apareceu-lhe, no deserto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas de uma sarça que ardia. Moisés, porém, diante daquela visão, ficou maravilhado e, aproximando-se para observar, ouviu-se a voz do Senhor: Eu sou o Deus dos teus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Moisés, tremendo de medo, não ousava contemplá-la.” (Atos 7:30-32).

Israel

Em outro exemplo, os filhos de Israel foram conduzidos através do deserto por Deus. “O SENHOR ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.” (Êxodo 13:21). Moisés depois descreve este ser que os conduzia desta maneira: “Então, o Anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e passou para trás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles”. ( Êxodo 14:19). Mais uma vez, “o anjo de Deus” é identificado como Deus.

Balaão

O anjo do Senhor novamente é uma figura proeminente na história de Balaão e sua conversa com a jumenta. É um anjo que protege a jumenta de seu mestre implacável e quase mata o cobiçoso profeta, que está no seu caminho para amaldiçoar o povo de Deus (Números 22:21-35). Depois de Balaão estar perto da porta da morte, “tornou o Anjo do SENHOR a Balaão: Vai-te com estes homens; mas somente aquilo que eu te disser, isso falarás. Assim, Balaão se foi com os príncipes de Balaque.” (versículo 35). O próximo capítulo revela que Deus colocou as palavras na boca do profeta: “Encontrando-se Deus com Balaão … o SENHOR pôs a palavra na boca de Balaão e disse: Torna para Balaque e falarás assim.” (Números 23:4, 5 ). Aqui, novamente, “o anjo do Senhor” acaba por ser o próprio Deus.

Juízes

Agora vamos avançar para o livro dos Juízes, quando lemos, “Subiu o Anjo do SENHOR de Gilgal a Boquim e disse: Do Egito vos fiz subir e vos trouxe à terra que, sob juramento, havia prometido a vossos pais. Eu disse: nunca invalidarei a minha aliança convosco.” (2:1). Por agora, devemos reconhecer um padrão. Vemos o anjo que trouxe os israelitas do Egito e fez um pacto com Israel que nunca seria invalidado – o anjo do Senhor – é o pré-encarnado Filho de Deus? Sim! A resposta é que é a mesma pessoa.

Gideão

Gideão tem um encontro com o anjo do Senhor no livro de juízes. O anjo disse a Gideão que o Senhor estava com ele “o Anjo do SENHOR lhe apareceu e lhe disse: O SENHOR é contigo, homem valente.” (Juízes 6:12) . Gideão chama a atenção para a opressão de Israel pelos Midianitas como prova do contrário. “Então, se virou o SENHOR para ele e disse: Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu?” (Juízes 6:14). Ao longo do resto da narrativa de juízes capítulo 6, a pessoa que está falando com Gideão é intercambiavelmente identificada como o Senhor, o Anjo do Senhor, e o Anjo de Deus.

Manoá

A mãe de Sansão, a esposa de Manoá, era estéril. “Apareceu o Anjo do SENHOR a esta mulher e lhe disse: Eis que és estéril e nunca tiveste filho; porém conceberás e darás à luz um filho” (Juízes 13:3). Esse anjo disse-lhe que ela teria um filho que iria libertar o apóstata Israel de seus opressores pagãos. Ela rapidamente chamou Manoá, e oraram para outra visita do “homem de Deus.” Quando o anjo veio pela segunda vez, Manoá perguntou-lhe o seu nome. A Versão King James da Bíblia afirma que o anjo disse a Manoá que seu nome era “Secreto”, com uma nota de rodapé que se traduz como “Maravilhoso.” Isto nos faz lembrar imediatamente da profecia de Isaías de que Jesus seria chamado de “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, o Pai eterno, o Príncipe da Paz ” (Isaías 9:6). O nome “Maravilhoso” para o anjo do Senhor que apareceu a Manoá liga este “anjo”, com a vinda do Messias que seria chamado de “Maravilhoso”.

Mais uma vez, depois de ver este “Maravilhoso mensageiro”, Manoá declarou que tinha visto Deus. “Disse Manoá a sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus”. (Juízes 13:22).

Ninguém viu o Pai

Nós temos mais versículos para prosseguir! Podemos ver claramente que o “anjo do Senhor” é frequentemente identificado como sendo o próprio Deus, “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.”(João 1:18). João 6:46 também nos diz, “Não que alguém tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto.” Obviamente, uma vez que nenhum homem viu a Deus o Pai, todos estes avistamentos do Deus do Antigo Testamento como o “anjo do Senhor” deve ter sido Jesus, Deus o Filho, velando Sua glória para que os homens pudessem suportar sua presença, sem serem consumidos.

O Anjo da Aliança

Uma das mais famosas profecias messiânicas é encontrada em Malaquias 3:1: “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos.” O mensageiro da aliança falado aqui em Malaquias é claramente uma referência ao advento de Jesus Cristo. A palavra traduzida como mensageiro (mal’ak) é a mesma palavra usada nas passagens anteriores do Antigo Testamento traduzidas como ‘anjo do Senhor’. Portanto, esta seria também uma boa tradução: Eis que eu envio o meu anjo, que preparará o caminho diante de mim“. O que poderia ser mais claro?

O Acusador

Existe mais uma referência importante em que o anjo do Senhor aparece no Antigo Testamento. Ao profeta Zacarias foi dada uma visão “Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do SENHOR, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor” (Zacarias 3:1). Aqui vemos o adversário contendendo junto a um ser humano pecador . Os trajes sujos de Josué simbolizam seu pecado. (Zacarias 3:3).

Nesta narrativa, o nome muda rapidamente de “o anjo do Senhor” (versículo 1) para “Senhor” (versículo 2), indicando mais uma vez que eles são os mesmos. Então o Senhor faz uma declaração interessante. “Mas o SENHOR disse a Satanás: O SENHOR te repreende, ó Satanás; sim, o SENHOR, que escolheu a Jerusalém, te repreende”(Zacarias 3:2). Há apenas um outro lugar na Escritura, Judas 1:9, em que esta frase é encontrada – e é Miguel O Arcanjo quem a fala!

Na curta epístola de Judas, assistimos a uma vinheta semelhante à de Josué e o anjo em Zacarias. “Mas quando o arcanjo Miguel, discutindo com o Diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo de maldição, mas disse: O Senhor te repreenda” (Judas 1:9). As situações são espantosamente paralelas: Cristo e Satanás estão em contenda sobre o destino dos dois grandes homens de Deus (um vivo, no caso de Josué, um morto, no caso de Moisés). O debate é encerrado abruptamente quando Jesus diz: “O Senhor te repreenda”.

Esta passagem levanta outra questão válida. Algumas pessoas ficam confusas por parte deste versículo em Judas 1:9 onde Miguel repreende o diabo. Eles perguntam: Se Miguel é realmente um outro nome para Jesus, então porque é que ele invoca o nome do Senhor, quando repreende Satanás? Porque Ele mesmo não o faz, como fez quando tentado no deserto. “Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás”. (Mateus 4:10).

Ao estudar as Escrituras e a linguagem de Jesus, nós rapidamente vemos que era uma prática muito comum que Jesus falasse de si mesmo na segunda pessoa, como em Lucas 18:8: “Contudo, quando o Filho do homem vier, ele encontrará fé na Terra?”. E se ainda há alguma dúvida nesta questão, temos a clara Escritura em Zacarias 3:2, onde o Senhor fala a mesma coisa que Miguel fala em Judas. Ele invoca o seu próprio nome quando repreende o diabo. “E o Senhor disse a Satanás, O SENHOR te repreende, Satanás!” Talvez essas Escrituras sejam exemplos do Filho de Deus, apelando para o nome de Seu Pai na repreensão de Satanás.

Miguel o Príncipe

Miguel é mencionado em Daniel mais do que em qualquer outro livro na Escritura. (Ver Daniel 10:13; 10:21; 12:1). Em todas as três referências, ele é chamado de Príncipe, o Seu Príncipe e o Grande Príncipe. A profecia de Isaías sobre o Messias (Isaías 9:6) revela os seus principais nomes e um dos que seriam aplicados ao Messias “Príncipe da Paz”.

Há um outro versículo em Daniel 8:25 em que o “Príncipe dos príncipes” é mencionado. Novamente, o conflito cósmico está sendo jogado com Cristo de um lado e o diabo de outro, com a humanidade servindo como campo de batalha. “O Príncipe dos príncipes” é, na realidade, o mesmo termo que é traduzido “Príncipe do Exército” no versículo 11 . Isto é semelhante ao “Senhor dos senhores” (Salmo 136:3), “Deus dos deuses” (Deuteronômio 10:17) e “Rei dos reis” (Apocalipse 19:16). Todos estes são títulos de divindade. Ele ainda é referido como o “ungido, o Príncipe” (Daniel 9:25).

Quem é este de que os anjos chamam de o Grande Príncipe? Vamos deixar que a Bíblia nos diga:

# Isaías 9:6: “E o seu nome será chamado… O Príncipe da Paz“.

#Atos 3:14, 15: “Mas vós negastes o Santo e Justo… e mataste o Príncipe da Vida.” [frase da King James. A versão Almeida fala de "Autor da Vida".]

# Atos 5:30, 31: “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro; sim, Deus, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador.”

# Apocalipse 1:5: “e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra“.

Estes versos claramente confirmam os três versos de Daniel em que Miguel é chamado de “Príncipe”.

Miguel é apenas um de muitos?

Daniel 10:13 é provavelmente o mais difícil versículo sobre Miguel: “Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia.” Afigura-se à primeira vista que Miguel é apenas “um dos” primeiros príncipes. Esta é uma tradução infeliz na King James [equivalente a Almeida]. A palavra “um” vem da palavra hebraica “echad”, que também é freqüentemente traduzida como “primeiro”, como é a esposa do presidente sendo chamada de “primeira-dama.” (ver Gênesis 1:5; 8:13.) Isso muda todo o significado do versículo para Miguel ser um dos primeiros, uns dos maiores ou mais altos, para o Chefe dos príncipes, novamente uma referência a Jesus. O príncipe do reino da Pérsia, que resistira ao anjo foi, sem dúvida, o diabo que aparece freqüentemente trabalhando na sombra dos monarcas terrestres, como o rei da Babilônia, o rei de Tiro, e o poder romano (Isaías 14:4, Ezequiel 28 : 2, Apocalipse 12:4). E lembre-se que Jesus chama Satanás “o príncipe deste mundo” (João 12:31).

Daniel 10:21 diz: “Contudo eu te declararei o que está gravado na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe”. Aviso aqui que o anjo se refere a Miguel como o nosso Príncipe. Quem foi o príncipe de Daniel? No capítulo anterior, vemos a resposta. Em Daniel 9:25, o messias de Daniel é chamado o príncipe, que é outra indicação clara da identidade de Miguel! Então Gabriel está dizendo que o arcanjo Miguel é Jesus, que sabe toda a verdade das Escrituras.

Miguel Se Levanta

A última referência a Miguel em Daniel está no capítulo 12: “Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo”. Aviso aqui que Miguel não é chamado um grande príncipe, mas “O Grande Príncipe”. Existe algum príncipe maior senão Jesus? Ele também é identificado como aquele que “se levanta a favor dos filhos do teu povo.” Isto significa que Ele intercede, defende e ainda permanece como um substituto. Que outro poderia ser, senão Jesus?

Comentando este versículo, Matthew Henry afirma: “Miguel significa, “Quem é como Deus”, e seu nome, com o título de “o Grande Príncipe”, recorda o Divino Salvador. Cristo era para os filhos de nosso povo como um sacrifício, um substituto para suportar a maldição, para suportar o pecado deles. Ele os defende pleiteando para eles no trono da graça”. Jesus é claramente aquele que sempre está em nosso lugar e para a nossa defesa.

Miguel se levantando é também uma referência ao Senhor que se prepara para vir. Repare que Miguel é tão exaltado e poderoso, que seu levantar inicia o grande tempo de angústia. Este, por sua vez, é seguido pela segunda vinda de Jesus e da ressurreição (Daniel 12:2).

A Voz de Miguel

Se formos isolar e estudar a palavra “arcanjo”, vemos uma outra combinação interessante. A única outra passagem na Bíblia que usa a palavra “arcanjo” é de 1 Tessalonicenses 4:16. E anote o seu contexto: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com um grito, com a voz do arcanjo, e com a trombeta de Deus: e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” [king James] É a voz do arcanjo que levanta os mortos em Cristo, é o próprio Senhor quem grita. Isto indica que eles são uma e a mesma pessoa. Jesus é aquele que grita com a voz do arcanjo, ou “o maior mensageiro”, para levantar os mortos!

Obviamente, anjos não têm o poder de ressuscitar os mortos. Só Deus que dá vida tem o poder de restaurá-la. “Pois assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim também deu ao Filho ter vida em si mesmo… Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão” (João 5:26, 28, 29).

Em Judas, vemos o arcanjo disputando com o diabo o corpo de Moisés, o qual, aliás, foi ressuscitado e levado para o céu , onde posteriormente apareceu no monte da transfiguração a fim de incentivar Cristo (Marcos 9). Em 1 Tessalonicenses, o apóstolo Paulo descreve a ressurreição acontecendo em resposta à voz de arcanjo. Novamente vemos o paralelo entre estes dois versos; na qual descrevem o arcanjo no ato da ressurreição.

Adorando o Comandante

Em Apocalipse, Miguel é retratado como o líder das hostes celestes, ou exércitos, na guerra contra o rebelde Satanás: “Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam”. (Apocalipse 12:7). Aqui, o termo “dragão” é um nome simbólico para Satanás, o líder do mal (versículo 9), por isso é muito seguro assumir que o Miguel é um outro nome emblemático para Jesus, a encarnação e líder do bem. Mas há mais evidências.

Quando Israel se preparava para sua primeira batalha após a passagem para a Terra Prometida, Josué teve um encontro com um incomum guerreiro. “Ora, estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos, e olhou; e eis que estava em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua. Chegou-se Josué a ele, e perguntou-lhe: És tu por nós, ou pelos nossos adversários? Respondeu ele: Não; mas venho agora como príncipe do exército do Senhor. Então Josué, prostrando-se com o rosto em terra, o adorou e perguntou-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo? Então respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: Tira os sapatos dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E Josué assim fez”. (Josué 5:13-15). Não só Josué prestou culto a Ele, como o capitão celeste recebeu seu culto. Se ele tivesse sido um mero anjo, ele teria repreendido Josué como o anjo repreendeu João por tentar adorá-lo (ver Apocalipse 19:10, 22:8, 9).

Em todos os casos em que o anjo do Senhor aceita culto, é claramente o Filho de Deus. Mas onde anjos criados são adorados, eles recusam-se! “Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Lucas 4:8).

De fato, todos os anjos criados são ordenados para adorar Jesus como o fizeram durante o seu primeiro advento. “E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.”(Hebreus 1:6). O diabo está furioso porque ele sabe que um dia ainda vai ser obrigado a reconhecer Jesus como rei e adorá-Lo. “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. (Filipenses 2:10, 11).

Observe a conexão surpreendente que Paulo faz entre um anjo de Deus e Cristo Jesus. “…vocês me receberam como se eu fosse um anjo de Deus ou mesmo como se eu fosse Cristo Jesus.” (Gálatas 4:14). A expressão “Senhor dos exércitos” aparece 245 vezes na Bíblia, e remete para o “comandante do exército angelical de Deus.” Assim, o “Capitão do Exército do Senhor” que Josué viu não era um anjo, mas o próprio Jesus. Isso explica por que Ele exigiu que Josué removesse seus sapatos. O lugar era sagrado porque Jesus estava lá, assim como a presença de Jesus na sarça ardente fez desse um fundamento sagrado para Moisés. Então, Miguel, o capitão do Exército do Senhor é mais um título para Jesus.

Quem é como Deus!

Quando Felipe pediu que Jesus mostrasse o Pai aos discípulos, Jesus respondeu: “Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?(João 14:9) Alguns pensam que o Filho de Deus esperou 4000 anos para intervir pessoalmente nos assuntos do homem. Nem tanto! Embora seja verdade que a encarnação ocorreu 4000 anos depois da queda do homem, Deus o Filho, se envolveu pessoalmente na história e nos assuntos de seu povo. É por isso que Jesus disse: “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia; viu-o, e alegrou-se”. (João 8:56). Jesus apareceu pessoalmente a Abraão quando o patriarca intercedeu por Ló (Gênesis 18:26).

Que maravilhosa verdade que Jesus, o Filho do Deus eterno, se ocupou em vigiar ativamente, providenciando a proteção de Seus filhos! Ele falou face a face com Abraão e Moisés e lutou com Jacó. Ele conduziu os israelitas através do deserto, fornecendo comida e água e vitória contra os seus inimigos.

Lembre-se que o título de “Miguel O Arcanjo” significa “O grande mensageiro, que é como Deus”. Era Jesus, “a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15), que trouxe a maior mensagem de esperança, o evangelho, para nosso mundo que perecia!

Conclusão

Em conclusão, vemos este majestoso e misterioso Ser, às vezes chamado Miguel, por vezes, o anjo do Senhor, ou então, o Comandante do Exército do Senhor, velando Sua divindade e aparecendo sob a forma de um humilde anjo. No entanto, este Ser enigmático tem o poder, autoridade e os atributos que pertencem somente a Deus. Ele luta contra o diabo no Céu, Ele ressuscita os mortos, Ele intercede pelos santos, Ele julga e Se levanta inaugurando o grande tempo de angústia [tempo de prova]. Ele resgata os santos e recebe a sua adoração. Ele nos oferece um novo nome.

Agora você pode saber quem é Miguel, mas o diabo também sabe e isso não vai salvá-lo. A grande questão é: você conhece Miguel, como Jesus, seu Senhor e salvador?

Nota do Tradutor: Algumas traduções de Zacarias 3:2 como a King James e a Almeida Revista e Atualizada remetem esta frase ao “SENHOR” e outras como a Almeida Atualizada ao “Anjo do Senhor”.

Artigo escrito pelo Pastor Doug Batchelor, do Ministério Adventista Amazing facts. Traduzido pelo blog Sétimo Dia do original “Who is Michael the Arcangel?”

Miguel: O Filho de Deus

Publicado em 13/12/2008 por Seventh Day





Miguel é Jesus, o Filho de Deus

Ponto 1- A palavra anjo não indica que o Ser seja uma criatura.


Muitos cristãos não entendem quando ensinamos que Miguel é o Filho de Deus. Acham que estamos rebaixando Jesus ao nível de criatura. No entanto este não é o nosso ensinamento. Ensinamos que Jesus é Deus, que Miguel é Deus.

Como assim? A Palavra ANJO vem do hebraico MENSAGEIRO. Vejamos o que diz oDicionário Houiass

Etimologia
lat.tar. angèlus,i ‘mensageiro de Deus’, der. do gr. ággelos,ou ‘o que leva uma mensagem, mensageiro’, no gr.tar. ‘mensageiro de Deus’; ver angel(i/o)-; f.hist. sXIII angeo, sXIII angio, sXIV anjo, sXIV ajmjo, sXIV angello



Assim a palavra ANJO significa apenas mensageiro. Ar ANJO denotariao maior dos mensageiros. Um título perfeito para o Principe do Universo: Jesus Cristo!


O nome Miguel vem do hebraico Mikael que significa: “O Que é Igual a Deus”. Novamente identifica Jesus Cristo, o unico que é igual a Deus!



O ANJO DO SENHOR do Antigo Testamento é aquele que tem a FACE DE DEUS; O FILHO DELE:





(Isaías 63:9) – Em toda a angústia deles ele foi angustiado, e o anjo da sua faceos salvou; pelo seu amor, e pela sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade.

De acordo com Paulo quem os conduziu todos os dias da eternidade?

(I Corintios 10:4) – E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.

Assim chegamos a conclusão que:

1. Jesus- Miguel é o criador dos anjos.

2. A palavra “anjo” vem do hebraico MENSAGEIROS.

3. Na Biblia existe apenas um Ar-Canjo ou ‘Lider dos Mensageiros’ que é o Filho de Deus.

4. Miguel não é uma criatura.

A pergunta de muitos é:

Se Miguel é o Filho de Deus porque não repreendeu Satanás, mas disse: O SENHOR te repreenda?

Na carta de Judas lemos:

(Judas 1:9) – Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo (Cadaver) de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda!

No antigo testamento vemos uma coisa curiosa. Deus utiliza a mesma frase, mas ele mesmo não repreende Satanás!

Zacarias 3:2 Mas o SENHOR disse a Satanás: O SENHOR te repreenda, ó Satanás, sim, o SENHOR, que escolheu Jerusalém, te repreenda; não é este um tição tirado do fogo?

Comparando Zacarias com Judas percebemos que se trata da mesma pessoa! De fato muitas traduções de Zacarias 3:2 afirmam que foi o ANJO DO SENHOR quem exclamou “O Senhor te repreenda”! Vejamos:

Versão: João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada

Zacarías 3:2 Mas o SENHOR disse a Satanás: O SENHOR te repreende, ó Satanás; sim, o SENHOR, que escolheu a Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?

Versão: Nova Tradução na Linguagem de Hoje

Zacarías 3:2 O Anjo do SENHOR disse a Satanás: - Que Deus o condene, Satanás! Que o SENHOR, que escolheu Jerusalém, o condene! Esse homem é como um tição tirado do fogo.

Versão: João Ferreira de Almeida Atualizada

Zacarías 3:2 Mas o anjo do Senhor disse a Satanás: Que o Senhor te repreenda, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda! Não é este um tição tirado do fogo?

Versão: Spanish: Reina Valera (1909)

Zacarías 3:2 Y dijo Jehová á Satán: Jehová te reprenda, oh Satán; Jehová, que ha escogido á Jerusalem, te reprenda. ¿No es éste tizón arrebatado del incendio?

Versão: Spanish: Sagradas Escrituras (1569)

Zacarías 3:2 Y dijo el SEÑOR a Satanás: El SEÑOR te reprende, oh Satanás; el SEÑOR, que ha escogido a Jerusalén, te reprende. ¿No es éste un tizón arrebatado del incendio?

Fonte: http://www.bibliaonline.net

Como podemos ver, O ANJO DO SENHOR é retratado no antigo testamento como o proprio Senhor. Porém, ele remete a condenação de Satanás a um OUTRO Senhor. Vemos que é Jesus remetendo a condenação ao Pai. De fato há 2 pessoas retratadas nas escrituras como SENHOR ou Jeová:

(Salmos 110:1) - DISSE o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.

(Mateus 22:44) - Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés?

CONCLUSÃO:


O Arcanjo Miguel ou Jesus Cristo quando disse a Satanás: “O Senhor te Repreenda!” estava se referindo a Deus Pai.

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Mensagem em Ter Maio 22, 2012 7:06 am por Eduardo

Arcanjo Miguel


Posted on 21/05/2012 by Blog Sétimo Dia



Quando informações bíblicas sobre o arcanjo Miguel são confrontadas com as de Jesus Cristo, chega-se a conclusão que ambos são a mesma “pessoa”. Nas Escrituras, Miguel é sempre citado desempenhando a função de um Príncipe protetor e salvador do povo de Deus, e está em contínuo confronto com Satanás:


“Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia.” “Mas eu te declararei o que está expresso na escritura da verdade; e ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe.” (Daniel 10:13 e 21)

“Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro.” (Daniel 12:1 cf Apocalipse 21:27)

“Houve então uma guerra no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram.” (Apocalipse 12:7 - NVI)
Em Daniel 10:13 e 21, o anjo Gabriel revela a dificuldade em sua disputa com o “príncipe do reino da Pérsia” (Satanás – cf João 12:31) que persuadia os reis dessa nação a atuarem contra os interesses do povo de Deus. E, após 21 dias de intenso conflito, Gabriel recebe auxílio de Miguel e finalmente obtém vitória sobre ele. Em Daniel 12:1, Miguel é novamente citado atuando como defensor dos filhos de Deus enquanto o mundo passa por uma turbulência sem precedentes e, segunda as Escrituras, unicamente Jesus é o Salvador (defensor) do Seu povo (cf I João 2:1; Romanos 8:34; Atos 4:12). Nota-se ainda que Miguel é reconhecido como um príncipe, “o grande Príncipe” (Daniel 12:1), e este título é atribuído a Cristo nas seguintes palavras:


“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até aoUngido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas(a)…” (Daniel 9:25-26)

“Porque um Menino nos nasceu, um Filho Se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade,Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)
Jesus, o Ungido de Deus, descrito pelo profeta Daniel é apresentando de forma mais detalhada no livro de Atos:


“Deus, porém, com a Sua destra, O exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados.” (Atos 5:31). “Como Deus ungiu a Jesusde Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele.” (Atos 10:38)
Nenhum anjo criado (João 1:1-3 cf Jó 38:7) foi ungido para ser o príncipe e salvador do homem e, desvencilha-lo da opressão de Satanás.

Em Apocalipse 12:7 é dito que “houve guerra no Céu” e que “Miguel e Seus anjos lutaram contra o dragão”. E, na narrativa bíblica, esta luta entre o “bem e o mal” é travada diretamente entre: Jesus Cristo (I João 3:8; Lucas 4:41) e Satanás (Apocalipse 12:9). Essa batalha foi iniciada quando Lúcifer intencionou ser como Deus (Isaías 14:12-14; Ezequiel 28:13-19); então, Jesus interveio desafiando-o e, passou a utilizar também o nome “Miguel” que literalmente significa: “Que é como Deus”. Na epístola de Judas há outro registro desse confronto:


“Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O SENHOR te repreenda!” (Judas 1:9)
“Satanás disputou veementemente pelo corpo de Moisés. Procurou entrar outra vez em controvérsia com Cristo a respeito da injustiça da lei de Deus e, com poder enganador, reiterou suas falsas declarações sobre não ter sido tratado com justiça. Suas acusações foram tais, que Cristo não o confrontou com o registro cruel da obra que havia realizado no Céu mediante enganadoras deturpações, com as falsidades que havia proferido no Éden para levar à transgressão de Adão, e por ter suscitado as piores paixões das hostes de Israel, incitando-as a murmurar e rebelar-se, até que Moisés perdesse o controle de si próprio.

(…) Cristo não fez retaliações em resposta a Satanás. Não lhe fez zangadas acusações, mas ressuscitou Moisés e o levou para o Céu. (…) Fizera-se a pergunta: “Morrendo o homem, porventura tornará a viver?” (Jó 14:14). Agora a pergunta tinha resposta. Esse ato foi uma grande vitória sobre os poderes das trevas. Essa demonstração de poder foi um testemunho incontestável da supremacia do Filho de Deus. Satanás não esperava que o corpo fosse despertado para a vida depois da morte. Havia concluído que a sentença “Tu és pó e ao pó tornarás” lhe daria posse indiscutível dos corpos dos mortos. Agora via que seria despojado de sua presa, que os mortais viveriam outra vez após a morte.”1

Esta contenda é de certa forma similar àquela vista pelo profeta Zacarias envolvendo novamente o Anjo do SENHOR (Miguel) e Satanás com relação ao “sumo sacerdote Josué”:


“Depois disso Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué diante do anjo do SENHOR, e Satanás, à sua direita, para acusá-lo. O anjo do SENHOR disse a Satanás: ‘O SENHOR o repreenda, Satanás! O SENHOR que escolheu Jerusalém o repreenda! Este homem não parece um tição tirado do fogo?’ Ora, Josué, vestido de roupas impuras, estava em pé diante do Anjo. O Anjo disse aos que estavam diante dele: ‘Tirem as roupas impuras dele’. Depois disse a Josué: ‘Veja, Eu tirei de você o seu pecado, e coloquei vestes nobres sobre você’.” (Zacarias 3:1-4 - Tradução: Nova Versão Internacional)
Este Anjo disse claramente: “Veja, Eu tirei de você o seu pecado“. Um anjo teria realmente autoridade para apagar (remover) pecados? De forma alguma! Essa prerrogativa é única de Deus.2 E esse mesmo “Anjo”, em forma de homem, Se apresenta como o “Príncipe do exército do SENHOR” (Príncipe das hostes angelicais) e posteriormente aceita a adoração de Josué:


“Estando Josué ao pé de Jericó, levantou os olhos e olhou; eis que se achava em pé diante dele um Homem que trazia na mão uma espada nua; chegou-se Josué a Ele e disse-lhe: És tu dos nossos ou dos nossos adversários? Respondeu Ele: Não; Sou príncipe do exército do SENHOR e acabo de chegar. Então, Josué se prostrou com o rosto em terra, e oadorou, e disse-lhe: Que diz meu SENHOR ao seu servo? Respondeu o príncipe do exército do SENHOR a Josué: Descalça as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim.” (Josué 5:13-15)
A adoração de Josué transgrediria diretamente a lei de Deus (Êxodo 20:3) se esse “Homem” fosse apenas um criatura de Deus (cf Mateus 4:10; Hebreus 1:6; Apocalipse 22:8-9). Josué inclusive foi orientado a retirar as suas sandálias porque o lugar tinha se tornado santo, semelhantemente ao ocorrido com Moisés diante da “sarça ardente” devido a presença divina do SENHOR; e isso não ocorre de modo algum com outro ser celestial (Êxodo 3:2-6; Atos 7:30-33). Em I Tessalonicenses 4:16 encontra-se outra informação que demonstra ser Jesus o arcanjo Miguel:


“οτι αυτος ο κυριος εν κελευσματι εν φωνη αρχαγγελου και εν σαλπιγγι θεου καταβησεται απ ουρανου και οι νεκροι εν χριστω αναστησονται πρωτον” - Texto original (grego).

“Porque o mesmo SENHOR descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.” – tradução: João Ferreira de Almeida Corrigida e Revisada, Fiel.
A preposição “com” traduzida do grego “εν” indica: “na voz de arcanjo”, “pela voz de arcanjo”, “com a voz do arcanjo”, ou seja, será este o aspecto da voz de Jesus quando ele Se manifestar nas nuvens. Não será a voz de um outro ser celestial que anunciará o Seu retorno.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após a leitura comparativa desses versos chega-se a conclusão que o Arcanjo Miguel não é um anjo que fora designado dentre as “miríades de miríades” existentes para liderar o exército celeste do SENHOR contra Satanás, mas, certamente Miguel é o próprio Jesus Cristo que, a frente dos Seus anjos luta a favor do governo de Deus e de Seu povo.

Jesus possui diversos títulos e nomes, tais como: Filho do Homem (Marcos 14:62), Filho de Deus (Hebreus 4:14), Cordeiro de Deus (João 1:29), Pai da Eternidade, Conselheiro (Isaías 9:6), Messias (João 1:41-42), Verbo (João 1:1-3), Rabi (João 1:38), Emanuel (Mateus 1:23). E na Nova Terra, Ele terá um “novo nome” (Apocalipse 3:12).






a. Acesse: A Hora do Juízo
1. Ellen G. White, Manuscrito 69, 1912. In: Manuscript Releases, vol. 10, p. 159-160.
2. Isaías 55:7; Jeremias 50:20; Mateus 9:6; Lucas 5:24; I João capitulo 1.

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