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A Profecia de Daniel 7:25

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07052010

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A Profecia de Daniel 7:25




A Profecia de Daniel (7.25)

Em Daniel 7:25: (we îsebar lehashenāyâ zimenîn we dāt) - “E cuidará de mudar (alterar) os tempos e o decreto”. Portanto, teremos que analisar essas duas palavras.

A primeira palavra a ser analisada é:

“... (zeman) concordar (Dan. 2.9, hafel; o qerê lê o verbo hitpael). Cf. o verbo cognato e denominativo hebraico, que significa ‘marcar uma hora’, ‘determinar’, o que ajuda a explicar o caminho semântico pelo qual ‘tempo’ se torna ‘concordar’.
Substantivo de Origem


... (zeman) tempo. Provavelmente um empréstimo lingüístico do persa. Usado para designar estações, momentos determinados, períodos de tempo – mas não os celebres ‘sete tempos [ou anos]’ de Daniel 4.13 e ss., em que a palavra usada é ‘iddān. O equivalente hebraico é usado somente em Esdras, Neemias, Ester e Eclesiastes.” – (HARRIS, R. Laird, ARCHER, Gleason L. Jr., WALTKE e Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do ANTIGO TESTAMENTO. 1ª ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. São Paulo – SP, 1998. pp. 1687-1688.).

Além da mudança gradual (Depois do decreto oficial, do imperador Constantino, que estabeleceu o primeiro dia da semana como feriado em todo o Império Romano, a partir do ano 321), do dia de descanso semanal, do sábado, o sétimo dia, para o primeiro dia da semana (domingo), houve, também, a instituição de calendário, conhecido como Calendário Gregoriano. Abaixo teremos algumas citações, antes porém, citaremos a data da mudança do dia da Páscoa de 14 de Nisã (Abibe) para o domingo, que biblicamente, esse dia da semana, em relação a morte do Messias, é considerado a Festa das Primícias:

Disse mais o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote; este moverá o molho perante o SENHOR, para que sejais aceitos; no dia imediato ao sábado, o sacerdote o moverá. No dia em que moverdes o molho, oferecereis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao SENHOR. A sua oferta de manjares serão duas dízimas de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR, e a sua libação será de vinho, a quarta parte de um him. Não comereis pão, nem trigo torrado, nem espigas verdes, até ao dia em que trouxerdes a oferta ao vosso Deus; é estatuto perpétuo por vossas gerações, em todas as vossas moradas” – (Lévitico – 23:9-14 - ARA).

A Festa das Primícias, contando, a partir do dia 14 de Nisã (Abibe), em função do ano da morte do Messias, seria o dia 17, pois Ele morreu no dia 15 (o dia em que era comida a Páscoa) e ressuscitou no dia 17 (o primeiro dia após o sábado semanal).

Portanto, em função do que foi citado acima: “... (zeman) tempo. Provavelmente um empréstimo lingüístico do persa. Usado para designar estações, momentos determinados, períodos de tempo ...”. Encontramos na História, no Concílio Ecumênico de Nicéia, a Igreja Católica Romana, fazendo prevalecer a sua vontade quanto a celebração da Páscoa no domingo, até o dia de hoje.

Sobre a Páscoa, assim está registrado na História:

Alguns cismas provocados por problemas de disciplina e liturgia aconteceram bem no começo da história da Igreja. A controvérsia em torno da Páscoa começou em meados do segundo século por causa do problema da data correta de sua celebração. A Igreja no Oriente dizia que a Páscoa devia ser celebrada no dia 14 de Nisan, a data da Páscoa segundo o calendário judaico, independentemente do dia da semana em que caísse. Em 162, o bispo de Roma Aniceto foi contrário à posição de Policarpo da Ásia, defendendo que a data deveria ser o domingo seguinte ao 14 de Nisan. Quando Victor, bispo de Roma, excomungou as igrejas da Ásia em 190, diante da posição de Polycrates de Éfeso, Irineu contestou suas pretensões de poder. As porções oriental e ocidental da Igreja só chegaram a um acordo no Concílio de Nicéia, em 325, quando prevaleceu o ponto de vista da Igreja ocidental.” – (CAIRNS, Earle E. O CRISTIANISMO ATRAVÉS DOS SÉCULOS – Uma História da Igreja Cristã. 2ª ed. São Paulo – SP, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1998. p. 84.).

As Festas da Páscoa, dos Pães Ásmos, das Primícias e do Pentecostes são chamadas: Festas da Primavera.

Sobre o Papa Gregório XIII:

Ugo Boncompagni, nascido em Bolonha, em 1º de janeiro de 1502, tivera significativa influência no → concílio de Trento, na expedição dos decretos de reforma. Em 1558 tornou-se bispo de Vieste, em 1565 cardeal. Foi legado pontifício na Espanha. Em 13 de maio de 1572, ascendeu à cátedra papal. Deu continuidade conseqüente à renovação eclesiástica e criou nunciaturas papais como veículo da reforma da Igreja. Como a criação de seminários para a formação do clero, determinada pelo concílio de Trento, encontrasse grandes dificuldades na Alemanha, determinou Gregório a utilização dos colégios existentes em Roma para a promoção de vocações sacerdotais. ... Granjeou prestígio também com a reforma do calendário Juliano. Tendo em vista a diferença existente entre o ano civil e o ano astronômico, decidiu que o dia 15 de outubro seguisse imediatamente ao dia 4 de outubro de 1582. Os príncipes protestantes aderiram a essa reforma apenas 100 anos depois e a Igreja Ortodoxa o adotou somente no século XX. Foi durante o seu pontificado que ocorreu, na França, a → ‘Noite de São Bartolomeu’ , na qual, por ordem do rei, foram assassinados os dirigentes huguenotes. O papa morreu em 10 de abril de 1585, após um pontificado rico em trabalho e também em êxito. ” - (FISCHER, Rudolf – Wollpert. OS PAPAS. 2ª ed. Petrópolis – RJ, Editora Vozes, 1997. p. 133.).

Gregório XIII (1502-1585), papa italiano (1572-1585). Criou o calendário gregoriano, sistema ainda vigente nos dias de hoje. Realizou uma grande propaganda antiprotestante. Seus esforços para restabelecer a supremacia católica na Europa obtiveram resultados no sul dos Países Baixos, na Polônia, na Áustria, na Baviera e em outras regiões alemãs.” - (“Gregório XIIIEnciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).

Sobre o dia e a semana no Calendário:

O dia e a noite. Nos calendários lunares e lunisolares, o dia tem início com o pôr do Sol, como ocorre, ainda hoje, no calendário hebraico e mulçumano. No calendário solar, o dia começa com a saída do Sol, como no antigo Egito. Na mesopotâmia, para as observações astronômicas, o dia começava à meia-noite, embora o calendário usual partisse do anoitecer. Os chineses e os romanos adotaram também a meia-noite para o início do dia, uso que é seguido pelo calendário gregoriano, de origem romana.” – (ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTERNACIONAL. Vol. 5. São Paulo – SP, Encyclopedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 1979. p. 1924 .).

Dia, período de tempo em que um corpo celeste (no caso, a Terra) gira em torno de seu eixo. O dia solar, o intervalo entre duas passagens sucessivas do Sol pelo meridiano, tem uma duração diferente de acordo com a época do ano, devido à variação da velocidade da Terra em sua órbita. O dia civil dura 24 horas e começa com a meia-noite do horário local.

O senso comum chama de dia o período entre o amanhecer e o crepúsculo, para distingui-lo da noite. Esse período varia segundo a latitude e a estação do ano.” – (Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados).

Semana, período de sete dias na divisão do tempo. Ver os nomes de cada dia”. (Ibidem).

Sobre o calendário:

Calendário, sistema de medida de tempo para as necessidades da vida civil, com a divisão do tempo em dias, meses e anos. As divisões têm como base os movimentos da Terra e as aparições regulares do Sol e da Lua. Um dia é o tempo médio necessário para uma rotação da Terra sobre seu eixo. A medição de um ano se baseia numa rotação da Terra em torno do Sol e se chama ano estacional, tropical ou solar. Um ano solar tem 365 dias, 5 h, 48 min e 45,5 s. A duração dos meses é aproximadamente uma duodécima parte de um ano (28 a 31 dias) e é ajustada para encaixar os 12 meses em um ano solar. Para informação sobre nomes ou ordem dos meses, ver os verbetes sobre cada um dos 12 meses. A semana teve origem na tradição judaico-cristã, que recomendava descansar do trabalho um dia em cada sete.” – (Ibidem.).

Sobre o Ano Juliano:

O ano juliano era 11 minutos e 14 segundos maior do que o ano solar. Essa diferença se acumulou até que, por volta de 1582, o equinócio da primavera (ver Eclíptica) aconteceu dez dias antes e as festas da Igreja não foram realizadas nas estações apropriadas. Por isto, o papa Gregório XIII promulgou um decreto eliminando 10 dias do calendário. Para prevenir novos deslocamentos, instituiu um calendário, conhecido como gregoriano, estabelecendo que os anos centenários divisíveis por 400 deveriam ser bissextos e que todos os demais anos centenários deveriam ser normais. O calendário gregoriano foi sendo adotado lentamente em toda a Europa. Hoje é válido em quase todo o mundo ocidental e em partes da Ásia.” – (Ibidem.).

Segundo a Escritura Sagrada, o dia (de 24 horas) começa em um pôr do sol e termina no pôr do sol seguinte. Mas no Calendário Gregoriano não é assim. Começa às zero horas e termina às 24 horas (de meia noite à meia noite).

Devemos considerar, importantes para profecia, tanto às mudanças feita por Júlio César, na instituição do calendário Juliano, quanto o decreto feito pelo imperador Constantino, que tornou o primeiro dia da semana como um feriado no Império Romano. Porque os dois contribuíram para o cumprimento da profecia de Daniel 7:25, durante o período de domínio de Roma Papal.

Sobre o Calendário Juliano, está registrado:

O calendário romano original, introduzido por volta do século VII a.C., tinha 10 meses e 304 dias no ano, que começava em março. Mais dois meses, janeiro e fevereiro, foram acrescentados posteriormente, ainda no século VII a.C., mas como os meses tinham somente 29 ou 30 dias, era preciso intercalar um mês extra aproximadamente a cada dois anos. Os dias do mês eram designados pelo incômodo método de contar para trás a partir de três datas: as calendas, ou o primeiro dia de cada mês; os idos, ou meados do mês, que caíam no dia 13 de certos meses e no dia 15 de outros; e as nonas, ou o nono dia antes dos idos.

No ano 45 a.C, Caio Júlio César decidiu usar um calendário estritamente solar. Esse calendário, conhecido como juliano, estabeleceu o ano normal, com 365 dias, e o ano bissexto, a cada quatro anos, com 366 dias. O calendário juliano também instituiu a ordem dos meses e dos dias da semana tal como aparece nos calendários atuais.” – (Ibidem.).

Sobre o Imperador Constantino, temos o seguinte no registro da História:

Constantino, resolutamente, libertou-se dos entraves que constituía aquele sistema hierárquico ultrapassado. Declarou-se o descendente direto de Cláudio II, o Godo e tomou como deus o protetor da segunda e nova dinastia flaviana o deus do Sol invencível, o Sol Invictus de Aureliano. ...” - (LISSNER, Ivar. Os Césares - Apogeu e Loucura. 2ª ed. Belo Horizonte - MG, Livraria Itatiaia Limitada, 1964. p. 408.).

Constantino confiou aos cristãos altos cargos. A efígie do Sol Invictus desapareceu das medalhas e o domingo foi reconhecido oficialmente com um dia feriado.

A instauração do repouso dominical demonstrava a reviravolta que se operou então, a transição essencial, capital, em que o Deus cristão substituiu o deus do Sol. O domingo, dia do Sol (dies solis) é como uma ponte ligando o culto do Sol ao cristianismo. Não se ignora que o dies solis era o primeiro dia da semana do calendário romano. Entre os cristãos, esse dia era consagrado à reunião dos crentes. Agora, a instauração do dies solis, como feriado público, aproveitava aos cristãos e aos adoradores do deus Sol, porque, até então, o primeiro dia da semana não era feriado. Pouco mais ou menos na mesma época, começaram os cristãos a comemorar o nascimento do sol invictus. Fiel servidor da religião revelada, Constantino fundiu o paganismo e suas festas no molde cristão”. - (Ibidem. p. 422.).

O historiador declara que “o Deus cristão substituiu o deus do Sol”. No entanto, aconteceu o oposto. O Deus cristão foi substituído pelo deus dos pagãos.

Constantino estava sem duvida intimamente convencido de que devia ao deus dos cristãos sua vitória sobre Maxêncio. Ofereceu ao papa, para residência episcopal, o palácio de Latrão, propriedade de sua esposa Fausta. ... Constantino mandou igualmente edificar a basílica de Latrão, ‘mãe e chefe de todas as igrejas cristãs’.

O homem que, pela primeira vez na História, associou o cristianismo à coroa era o precursor duma era nova”. – (Ibidem. pp. 415-416.).

Em outro lugar, outro historiador registro o seguinte:

Edito de Constantino. – A lei promulgada por Constantino a sete de março de 321, relativa a um dia de descanso, assim reza:

‘Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo Céu.’ – Codex Justinianus, lib. 13, titu. 12, par. 2(3).” - (WHITE, Ellen G. O Grande Conflito. 33ª ed. Tatuí – SP, CPB, 1987. p. 686.).

Existe um outro calendário que é importante ser analisado, é o Calendário Revolucionário Francês:

“A Revolução Francesa institui, em 1792, um novo calendário, que, além de pretender substituir o gregoriano, aspirava a se tornar universal, tal como aconteceu com o sistema métrico decimal. O ano passou a ter 12 meses de 30 dias, distribuídos em 3 décadas cada mês. Estas eram numeradas, de 1 a 3, e os dias, de 1 a 10, na respectiva década, recebendo os nomes de primidi, duodi, tridi, quartidi, quintide, sextidi, septidi, octidi, nonididi, décadi. Deram-se, depois, às décadas, nomes tirados de plantas, animais e objetos de agricultura. Dividiu-se o dia em 10 horas de 100 minutos, estes, por sua vez, de 100 segundos. As denominações dos meses inspiraram-se nos sucessivos aspectos das estações do ano na França. Aos 360 dias acrescentavam-se 5 complementares anualmente e 6º cada quatriênio.

O ano I desse calendário revolucionário começou à méis-noite do equinócio verdadeiro do outono, segundo o meridiano de Paris (22 de setembro de 1792). A eliminação das festas religiosas católicas, dos nomes de santos e sobretudo do domingo, insuficientemente compensado pelo décadi, indispôs a população. Os nomes dos meses e décadas – os destas, às vezes, ridículos – e a escolha do meridiano de Paris davam ao calendário uma feição muito francesa, pouco compatível com sua desejada difusão. Consideraram-no os católicos, além disso, anti-religioso. A partir de 1º de janeiro de 1806, já no primeiro império napoleônico, foi restabelecido o calendário gregoriano ...” - (ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTERNACIONAL. Vol. 5. São Paulo – SP, Encyclopedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 1979. p. 1929.).

Em outra Enciclopédia, sobre o início e o final do Calendário Revolucionário Francês, temos o seguinte:

Calendário da Revolução Francesa, calendário adotado na França, em 1793, durante a Revolução Francesa, para substituir o calendário gregoriano e comemorar a instauração da Primeira República. Foi abolido em agosto de 1805 por Napoleão.” – ("Calendário da Revolução Francesa," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).

Sobre a Revolução Francesa:

Revolução Francesa, processo social e político ocorrido na França entre 1789 e 1799, cujas principais conseqüências foram a queda de Luís XVI, a abolição da monarquia e a proclamação da República, que poria fim ao Antigo Regime.

As causas determinantes de tal processo estavam na incapacidade das classes dominantes (nobreza, clero e burguesia) de enfrentar os problemas do Estado, a indecisão da monarquia, o excesso de impostos que pesavam sobre os camponeses, o empobrecimento dos trabalhadores, a agitação intelectual estimulada pelo Século das Luzes e o exemplo da Guerra da Independência norte-americana” – (Ibidem.).

A França, no entanto, não cumpre todos os detalhes da profecia de Dan. 7:25. E o mais importante, dos detalhes é:

“E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade” – (Apoc. 13:2 - AVR).

A expressão “e o seu trono”, diz respeito a capital do Império Romano, neste caso, o “trono” corresponde a “Roma”, não a França, cuja capital, após as conquistas de Clóvis, passou a ser PAris.

A França, desde 508, com raras exceções, teve por capital Paris.

O rei Clóvis, da dinastia merovíngia, estabeleceu sua corte em Paris em 508, e desde então, salvo por ligeiras interrupções, a cidade permaneceu sempre como capital do país.” – (ENCICLOPÉDIA BARSA. Vol. 12. Edição de 1994. RJ – SP, Encyclopedia Britânica do Brasil Publicações Ltda. p. 122.).

Outra enciclopédia registrou o seguinte:

“No último quarto do século V, quando diminuiu a autoridade imperial romana na parte ocidental do Império, os francos sálios conquistaram a Gália. Seu rei, Clodoveu I, ao converter-se ao cristianismo em 496, pôde consolidar seu domínio sobre o país.” – ("França (país)," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).

“Aproximadamente em 498, Clóvis I foi batizado bispo Remigus de Reims. Com a conversão para o cristianismo, Clóvis assegurou para si o apoio da Igreja e também dos seus súditos romanos que, em sua maioria, professavam o cristianismo. Criou, assim, condições para a ascensão do reino dos francos à hegemonia do poder no ocidente cristão. Esta miniatura intitulada Grandes Chroniques de France do século XIV, pertence ao acervo da Biblioteca Municipal, Castres, França.” – (Ibidem.).

Portanto, em qualquer que seja o sentido analisado, Roma Pagã ou Roma Papal, ambas criaram o seu próprio Calendário. Contudo, esta, criou (reformulando) o Calendário dentro do período estipulado pela profecia de Daniel 7:25. Além de ter feito à mudança citada, ela, anteriormente, também, adotou o primeiro dia da semana do Calendário Juliano, em substituição ao sétimo dia, o sábado, de Yahweh, que está registrado na Escritura Sagrada.

Além de tudo o que foi falado, o Papa Gregório Magno (I), fez o seguinte:

“... Talvez melhor do que qualquer outro, desenvolveu a doutrina segundo a qual o sacerdote, ao celebrar a missa, coopera com deus na realização do milagre de repetir e renovar o sacrifício de Cristo na cruz” - (BURNS, Edward Mcnall. HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL. Vol. 1. 3ª ed. Porto Alegre – RS, Editora Globo, 1975. p. 224.).

Outro escritor registrou o seguinte:

“... Quanto à liturgia, deu ao ritual da missa a sua forma válida até o presente.” – (FISCHER, Rudolf – Wollpert. OS PAPAS. 2ª ed. Petrópolis – RJ, Editora Vozes, 1997. p. 38.).

Sobre a missa católica, também, está registrado o seguinte:

O culto católico está centrado na missa e no mistério da transubstanciação. Os ritos simbólicos mais importantes são os sete sacramentos. A teologia católica ensina que os sacramentos têm efeito benéfico espiritual sobre os que os recebem.

Nos últimos tempos, a Igreja Católica, nas questões contemporâneas, caracterizou-se por manter posições inflexíveis sobre assuntos polêmicos. Desde a encíclica Rerum novarum (1891) do papa Leão XIII, os pontífices vêm denunciando as injustiças sociais e propondo soluções. A partir do Concílio Vaticano II, a Igreja passou a incentivar os católicos a trabalharem com membros de outras igrejas.” – ("Igreja Católica Apostólica Romana," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).

A outra palavra, importante, que iremos analisar é:

“... (dāt) decreto. Empréstimo lingüístico do persa, também usado no hebraico de Esdras e Ester.” – (HARRIS, R. Laird, ARCHER, Gleason L. Jr., WALTKE e Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do ANTIGO TESTAMENTO. 1ª ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. São Paulo – SP, 1998. p. 1681.).

“... (dāt) decreto, Lei, edito, prescrição.

Este empréstimo lingüístico do persa dāta aparece 20 vezes em Ester, uma em Esdras (8.36) várias vezes nos trechos aramaicos de Esdras e Daniel. É grafado da mesma maneira tanto em hebraico quanto em aramaico. Uma vez que todos esses três livros tratam de reis persas, facilmente se explica o uso desse termo estrangeiro. Ele se sobrepõe com o uso às palavras hebraicas tôrâ, mishpāt e chōq. A relação entre ‘decreto’ e ‘lei’ era bastante íntima, e ‘a lei dos medos e dos persas’ não podia ser revogada (Et 8.8; cf. Dn 6.12[13]).

Em essência a lei era aquilo que o rei queria. Seus desejos rapidamente se tornavam lei, conforme se ilustra no fato de que a ‘palavra do rei’ é relacionada com a lei em quatro oportunidades no livro de Ester (TB, 2.8; 4.3; 8.17; 9.1). ... Expediu-se um edito que depunha Vasti da condição de rainha, e isso imediatamente tornou-se parte das ‘leis dos persas e dos medos’ (1.19). Tais editos eram escritos e, então, enviados por todo o reino para que todos o soubessem (1.20; 3.14).”

“No hebraico, fora do livro de Ester, a única ocorrência de dāt refere-se aos decretos de Artaxerxes, em que este apoiava os esforços de Esdras para fortalecer os exilados que retornaram a Jerusalém (Ed 8.36; cf. 7.12-24).” – (Ibidem. pp. 330-331).

Em Esdras 8: 36: “E entregaram os decretos” (dātê) do rei aos seus sátrapas e aos governadores da Transeufratênia, os quais deram seu apoio ao povo e ao Templo de Deus”. (BJ).

Em Dan. 9:25: “Fica sabendo, pois, e compreende isto: Desde a promulgação do decreto ‘sobre o retorno e a reconstrução de Jerusalém’ ...”. (BJ).

“... (dābar) falar, declarar, conservar, ordenar, prometer, advertir, ameaçar, cantar, etc.” – (Ibidem. p. 292.).

Além dessas duas, temos outra palavra que é bastante usada em Esdras, no que diz respeito à construção do templo e o retorno dos judeus a Jerusalém. Por exemplo: (Esdras 5:13, 17; 6:3, 11-12 e 14 – te‘ēm.) Sobre Esdras está escrito: 7: 8-12. E continuando sobre os decretos temos: (Esdras 7:13 e 21 [12-24], - te‘ēm).
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A Profecia de Daniel 7:25 :: Comentários

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Mensagem em Sex Maio 07, 2010 10:19 pm por Atalaia

A Profecia de Daniel (7.25)

Em Daniel 7:25: (we îsebar lehashenāyâ zimenîn we dāt) - “E cuidará de mudar (alterar) os tempos e o decreto”. Portanto, teremos que analisar essas duas palavras.

A primeira palavra a ser analisada é:

“... (zeman) concordar (Dan. 2.9, hafel; o qerê lê o verbo hitpael). Cf. o verbo cognato e denominativo hebraico, que significa ‘marcar uma hora’, ‘determinar’, o que ajuda a explicar o caminho semântico pelo qual ‘tempo’ se torna ‘concordar’.

Substantivo de Origem

... (zeman) tempo. Provavelmente um empréstimo lingüístico do persa. Usado para designar estações, momentos determinados, períodos de tempo – mas não os celebres ‘sete tempos [ou anos]’ de Daniel 4.13 e ss., em que a palavra usada é ‘iddān. O equivalente hebraico é usado somente em Esdras, Neemias, Ester e Eclesiastes.” – (HARRIS, R. Laird, ARCHER, Gleason L. Jr., WALTKE e Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do ANTIGO TESTAMENTO. 1ª ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. São Paulo – SP, 1998. pp. 1687-1688.).

Além da mudança gradual (Depois do decreto oficial, do imperador Constantino, que estabeleceu o primeiro dia da semana como feriado em todo o Império Romano, a partir do ano 321), do dia de descanso semanal, do sábado, o sétimo dia, para o primeiro dia da semana (domingo), houve, também, a instituição de calendário, conhecido como Calendário Gregoriano. Abaixo teremos algumas citações, antes porém, citaremos a data da mudança do dia da Páscoa de 14 de Nisã (Abibe) para o domingo, que biblicamente, esse dia da semana, em relação a morte do Messias, é considerado a Festa das Primícias:

“Disse mais o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então, trareis um molho das primícias da vossa messe ao sacerdote; este moverá o molho perante o SENHOR, para que sejais aceitos; no dia imediato ao sábado, o sacerdote o moverá. No dia em que moverdes o molho, oferecereis um cordeiro sem defeito, de um ano, em holocausto ao SENHOR. A sua oferta de manjares serão duas dízimas de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR, e a sua libação será de vinho, a quarta parte de um him. Não comereis pão, nem trigo torrado, nem espigas verdes, até ao dia em que trouxerdes a oferta ao vosso Deus; é estatuto perpétuo por vossas gerações, em todas as vossas moradas” – (Lévitico – 23:9-14 - ARA).

A Festa das Primícias, contando, a partir do dia 14 de Nisã (Abibe), em função do ano da morte do Messias, seria o dia 17, pois Ele morreu no dia 15 (o dia em que era comida a Páscoa) e ressuscitou no dia 17 (o primeiro dia após o sábado semanal).

Portanto, em função do que foi citado acima: “... (zeman) tempo. Provavelmente um empréstimo lingüístico do persa. Usado para designar estações, momentos determinados, períodos de tempo ...”. Encontramos na História, no Concílio Ecumênico de Nicéia, a Igreja Católica Romana, fazendo prevalecer a sua vontade quanto a celebração da Páscoa no domingo, até o dia de hoje.

Sobre a Páscoa, assim está registrado na História:

“Alguns cismas provocados por problemas de disciplina e liturgia aconteceram bem no começo da história da Igreja. A controvérsia em torno da Páscoa começou em meados do segundo século por causa do problema da data correta de sua celebração. A Igreja no Oriente dizia que a Páscoa devia ser celebrada no dia 14 de Nisan, a data da Páscoa segundo o calendário judaico, independentemente do dia da semana em que caísse. Em 162, o bispo de Roma Aniceto foi contrário à posição de Policarpo da Ásia, defendendo que a data deveria ser o domingo seguinte ao 14 de Nisan. Quando Victor, bispo de Roma, excomungou as igrejas da Ásia em 190, diante da posição de Polycrates de Éfeso, Irineu contestou suas pretensões de poder. As porções oriental e ocidental da Igreja só chegaram a um acordo no Concílio de Nicéia, em 325, quando prevaleceu o ponto de vista da Igreja ocidental.” – (CAIRNS, Earle E. O CRISTIANISMO ATRAVÉS DOS SÉCULOS – Uma História da Igreja Cristã. 2ª ed. São Paulo – SP, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1998. p. 84.).

As Festas da Páscoa, dos Pães Ásmos, das Primícias e do Pentecostes são chamadas: Festas da Primavera.

Sobre o Papa Gregório XIII:

“Ugo Boncompagni, nascido em Bolonha, em 1º de janeiro de 1502, tivera significativa influência no → concílio de Trento, na expedição dos decretos de reforma. Em 1558 tornou-se bispo de Vieste, em 1565 cardeal. Foi legado pontifício na Espanha. Em 13 de maio de 1572, ascendeu à cátedra papal. Deu continuidade conseqüente à renovação eclesiástica e criou nunciaturas papais como veículo da reforma da Igreja. Como a criação de seminários para a formação do clero, determinada pelo concílio de Trento, encontrasse grandes dificuldades na Alemanha, determinou Gregório a utilização dos colégios existentes em Roma para a promoção de vocações sacerdotais. ... Granjeou prestígio também com a reforma do calendário Juliano. Tendo em vista a diferença existente entre o ano civil e o ano astronômico, decidiu que o dia 15 de outubro seguisse imediatamente ao dia 4 de outubro de 1582. Os príncipes protestantes aderiram a essa reforma apenas 100 anos depois e a Igreja Ortodoxa o adotou somente no século XX. Foi durante o seu pontificado que ocorreu, na França, a → ‘Noite de São Bartolomeu’ , na qual, por ordem do rei, foram assassinados os dirigentes huguenotes. O papa morreu em 10 de abril de 1585, após um pontificado rico em trabalho e também em êxito. ” - (FISCHER, Rudolf – Wollpert. OS PAPAS. 2ª ed. Petrópolis – RJ, Editora Vozes, 1997. p. 133.).

“Gregório XIII (1502-1585), papa italiano (1572-1585). Criou o calendário gregoriano, sistema ainda vigente nos dias de hoje. Realizou uma grande propaganda antiprotestante. Seus esforços para restabelecer a supremacia católica na Europa obtiveram resultados no sul dos Países Baixos, na Polônia, na Áustria, na Baviera e em outras regiões alemãs.” - (“Gregório XIII” Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).

Sobre o dia e a semana no Calendário:

“O dia e a noite. Nos calendários lunares e lunisolares, o dia tem início com o pôr do Sol, como ocorre, ainda hoje, no calendário hebraico e mulçumano. No calendário solar, o dia começa com a saída do Sol, como no antigo Egito. Na mesopotâmia, para as observações astronômicas, o dia começava à meia-noite, embora o calendário usual partisse do anoitecer. Os chineses e os romanos adotaram também a meia-noite para o início do dia, uso que é seguido pelo calendário gregoriano, de origem romana.” – (ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTERNACIONAL. Vol. 5. São Paulo – SP, Encyclopedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 1979. p. 1924 .).

“Dia, período de tempo em que um corpo celeste (no caso, a Terra) gira em torno de seu eixo. O dia solar, o intervalo entre duas passagens sucessivas do Sol pelo meridiano, tem uma duração diferente de acordo com a época do ano, devido à variação da velocidade da Terra em sua órbita. O dia civil dura 24 horas e começa com a meia-noite do horário local.

O senso comum chama de dia o período entre o amanhecer e o crepúsculo, para distingui-lo da noite. Esse período varia segundo a latitude e a estação do ano.” – (Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados).

“Semana, período de sete dias na divisão do tempo. Ver os nomes de cada dia”. (Ibidem).

Sobre o calendário:

“Calendário, sistema de medida de tempo para as necessidades da vida civil, com a divisão do tempo em dias, meses e anos. As divisões têm como base os movimentos da Terra e as aparições regulares do Sol e da Lua. Um dia é o tempo médio necessário para uma rotação da Terra sobre seu eixo. A medição de um ano se baseia numa rotação da Terra em torno do Sol e se chama ano estacional, tropical ou solar. Um ano solar tem 365 dias, 5 h, 48 min e 45,5 s. A duração dos meses é aproximadamente uma duodécima parte de um ano (28 a 31 dias) e é ajustada para encaixar os 12 meses em um ano solar. Para informação sobre nomes ou ordem dos meses, ver os verbetes sobre cada um dos 12 meses. A semana teve origem na tradição judaico-cristã, que recomendava descansar do trabalho um dia em cada sete.” – (Ibidem.).

Sobre o Ano Juliano:

“O ano juliano era 11 minutos e 14 segundos maior do que o ano solar. Essa diferença se acumulou até que, por volta de 1582, o equinócio da primavera (ver Eclíptica) aconteceu dez dias antes e as festas da Igreja não foram realizadas nas estações apropriadas. Por isto, o papa Gregório XIII promulgou um decreto eliminando 10 dias do calendário. Para prevenir novos deslocamentos, instituiu um calendário, conhecido como gregoriano, estabelecendo que os anos centenários divisíveis por 400 deveriam ser bissextos e que todos os demais anos centenários deveriam ser normais. O calendário gregoriano foi sendo adotado lentamente em toda a Europa. Hoje é válido em quase todo o mundo ocidental e em partes da Ásia.” – (Ibidem.).

Segundo a Escritura Sagrada, o dia (de 24 horas) começa em um pôr do sol e termina no pôr do sol seguinte. Mas no Calendário Gregoriano não é assim. Começa às zero horas e termina às 24 horas (de meia noite à meia noite).

Devemos considerar, importantes para profecia, tanto às mudanças feita por Júlio César, na instituição do calendário Juliano, quanto o decreto feito pelo imperador Constantino, que tornou o primeiro dia da semana como um feriado no Império Romano. Porque os dois contribuíram para o cumprimento da profecia de Daniel 7:25, durante o período de domínio de Roma Papal.

Sobre o Calendário Juliano, está registrado:

“O calendário romano original, introduzido por volta do século VII a.C., tinha 10 meses e 304 dias no ano, que começava em março. Mais dois meses, janeiro e fevereiro, foram acrescentados posteriormente, ainda no século VII a.C., mas como os meses tinham somente 29 ou 30 dias, era preciso intercalar um mês extra aproximadamente a cada dois anos. Os dias do mês eram designados pelo incômodo método de contar para trás a partir de três datas: as calendas, ou o primeiro dia de cada mês; os idos, ou meados do mês, que caíam no dia 13 de certos meses e no dia 15 de outros; e as nonas, ou o nono dia antes dos idos.

No ano 45 a.C, Caio Júlio César decidiu usar um calendário estritamente solar. Esse calendário, conhecido como juliano, estabeleceu o ano normal, com 365 dias, e o ano bissexto, a cada quatro anos, com 366 dias. O calendário juliano também instituiu a ordem dos meses e dos dias da semana tal como aparece nos calendários atuais.” – (Ibidem.).

Sobre o Imperador Constantino, temos o seguinte no registro da História:

“Constantino, resolutamente, libertou-se dos entraves que constituía aquele sistema hierárquico ultrapassado. Declarou-se o descendente direto de Cláudio II, o Godo e tomou como deus o protetor da segunda e nova dinastia flaviana o deus do Sol invencível, o Sol Invictus de Aureliano. ...” - (LISSNER, Ivar. Os Césares - Apogeu e Loucura. 2ª ed. Belo Horizonte - MG, Livraria Itatiaia Limitada, 1964. p. 408.).

“Constantino confiou aos cristãos altos cargos. A efígie do Sol Invictus desapareceu das medalhas e o domingo foi reconhecido oficialmente com um dia feriado.

A instauração do repouso dominical demonstrava a reviravolta que se operou então, a transição essencial, capital, em que o Deus cristão substituiu o deus do Sol. O domingo, dia do Sol (dies solis) é como uma ponte ligando o culto do Sol ao cristianismo. Não se ignora que o dies solis era o primeiro dia da semana do calendário romano. Entre os cristãos, esse dia era consagrado à reunião dos crentes. Agora, a instauração do dies solis, como feriado público, aproveitava aos cristãos e aos adoradores do deus Sol, porque, até então, o primeiro dia da semana não era feriado. Pouco mais ou menos na mesma época, começaram os cristãos a comemorar o nascimento do sol invictus. Fiel servidor da religião revelada, Constantino fundiu o paganismo e suas festas no molde cristão”. - (Ibidem. p. 422.).

O historiador declara que “o Deus cristão substituiu o deus do Sol”. No entanto, aconteceu o oposto. O Deus cristão foi substituído pelo deus dos pagãos.

“Constantino estava sem duvida intimamente convencido de que devia ao deus dos cristãos sua vitória sobre Maxêncio. Ofereceu ao papa, para residência episcopal, o palácio de Latrão, propriedade de sua esposa Fausta. ... Constantino mandou igualmente edificar a basílica de Latrão, ‘mãe e chefe de todas as igrejas cristãs’.

O homem que, pela primeira vez na História, associou o cristianismo à coroa era o precursor duma era nova”. – (Ibidem. pp. 415-416.).

Em outro lugar, outro historiador registro o seguinte:

“Edito de Constantino. – A lei promulgada por Constantino a sete de março de 321, relativa a um dia de descanso, assim reza:

‘Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo Céu.’ – Codex Justinianus, lib. 13, titu. 12, par. 2(3).” - (WHITE, Ellen G. O Grande Conflito. 33ª ed. Tatuí – SP, CPB, 1987. p. 686.).

Existe um outro calendário que é importante ser analisado, é o Calendário Revolucionário Francês:

“A Revolução Francesa institui, em 1792, um novo calendário, que, além de pretender substituir o gregoriano, aspirava a se tornar universal, tal como aconteceu com o sistema métrico decimal. O ano passou a ter 12 meses de 30 dias, distribuídos em 3 décadas cada mês. Estas eram numeradas, de 1 a 3, e os dias, de 1 a 10, na respectiva década, recebendo os nomes de primidi, duodi, tridi, quartidi, quintide, sextidi, septidi, octidi, nonididi, décadi. Deram-se, depois, às décadas, nomes tirados de plantas, animais e objetos de agricultura. Dividiu-se o dia em 10 horas de 100 minutos, estes, por sua vez, de 100 segundos. As denominações dos meses inspiraram-se nos sucessivos aspectos das estações do ano na França. Aos 360 dias acrescentavam-se 5 complementares anualmente e 6º cada quatriênio.

O ano I desse calendário revolucionário começou à méis-noite do equinócio verdadeiro do outono, segundo o meridiano de Paris (22 de setembro de 1792). A eliminação das festas religiosas católicas, dos nomes de santos e sobretudo do domingo, insuficientemente compensado pelo décadi, indispôs a população. Os nomes dos meses e décadas – os destas, às vezes, ridículos – e a escolha do meridiano de Paris davam ao calendário uma feição muito francesa, pouco compatível com sua desejada difusão. Consideraram-no os católicos, além disso, anti-religioso. A partir de 1º de janeiro de 1806, já no primeiro império napoleônico, foi restabelecido o calendário gregoriano ...” - (ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTERNACIONAL. Vol. 5. São Paulo – SP, Encyclopedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 1979. p. 1929.).

Em outra Enciclopédia, sobre o início e o final do Calendário Revolucionário Francês, temos o seguinte:

“Calendário da Revolução Francesa, calendário adotado na França, em 1793, durante a Revolução Francesa, para substituir o calendário gregoriano e comemorar a instauração da Primeira República. Foi abolido em agosto de 1805 por Napoleão.” – ("Calendário da Revolução Francesa," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).

Sobre a Revolução Francesa:

“Revolução Francesa, processo social e político ocorrido na França entre 1789 e 1799, cujas principais conseqüências foram a queda de Luís XVI, a abolição da monarquia e a proclamação da República, que poria fim ao Antigo Regime.

As causas determinantes de tal processo estavam na incapacidade das classes dominantes (nobreza, clero e burguesia) de enfrentar os problemas do Estado, a indecisão da monarquia, o excesso de impostos que pesavam sobre os camponeses, o empobrecimento dos trabalhadores, a agitação intelectual estimulada pelo Século das Luzes e o exemplo da Guerra da Independência norte-americana” – (Ibidem.).

A França, no entanto, não cumpre todos os detalhes da profecia de Dan. 7:25. E o mais importante, dos detalhes é:

“E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade” – (Apoc. 13:2 - AVR).

A expressão “e o seu trono”, diz respeito a capital do Império Romano, neste caso, o “trono” corresponde a “Roma”, não a França, cuja capital, após as conquistas de Clóvis, passou a ser PAris.

A França, desde 508, com raras exceções, teve por capital Paris.

“O rei Clóvis, da dinastia merovíngia, estabeleceu sua corte em Paris em 508, e desde então, salvo por ligeiras interrupções, a cidade permaneceu sempre como capital do país.” – (ENCICLOPÉDIA BARSA. Vol. 12. Edição de 1994. RJ – SP, Encyclopedia Britânica do Brasil Publicações Ltda. p. 122.).

Outra enciclopédia registrou o seguinte:

“No último quarto do século V, quando diminuiu a autoridade imperial romana na parte ocidental do Império, os francos sálios conquistaram a Gália. Seu rei, Clodoveu I, ao converter-se ao cristianismo em 496, pôde consolidar seu domínio sobre o país.” – ("França (país)," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).

“Aproximadamente em 498, Clóvis I foi batizado bispo Remigus de Reims. Com a conversão para o cristianismo, Clóvis assegurou para si o apoio da Igreja e também dos seus súditos romanos que, em sua maioria, professavam o cristianismo. Criou, assim, condições para a ascensão do reino dos francos à hegemonia do poder no ocidente cristão. Esta miniatura intitulada Grandes Chroniques de France do século XIV, pertence ao acervo da Biblioteca Municipal, Castres, França.” – (Ibidem.).

Portanto, em qualquer que seja o sentido analisado, Roma Pagã ou Roma Papal, ambas criaram o seu próprio Calendário. Contudo, esta, criou (reformulando) o Calendário dentro do período estipulado pela profecia de Daniel 7:25. Além de ter feito à mudança citada, ela, anteriormente, também, adotou o primeiro dia da semana do Calendário Juliano, em substituição ao sétimo dia, o sábado, de Yahweh, que está registrado na Escritura Sagrada.

Além de tudo o que foi falado, o Papa Gregório Magno (I), fez o seguinte:

“... Talvez melhor do que qualquer outro, desenvolveu a doutrina segundo a qual o sacerdote, ao celebrar a missa, coopera com deus na realização do milagre de repetir e renovar o sacrifício de Cristo na cruz” - (BURNS, Edward Mcnall. HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL. Vol. 1. 3ª ed. Porto Alegre – RS, Editora Globo, 1975. p. 224.).

Outro escritor registrou o seguinte:

“... Quanto à liturgia, deu ao ritual da missa a sua forma válida até o presente.” – (FISCHER, Rudolf – Wollpert. OS PAPAS. 2ª ed. Petrópolis – RJ, Editora Vozes, 1997. p. 38.).

Sobre a missa católica, também, está registrado o seguinte:

“O culto católico está centrado na missa e no mistério da transubstanciação. Os ritos simbólicos mais importantes são os sete sacramentos. A teologia católica ensina que os sacramentos têm efeito benéfico espiritual sobre os que os recebem.

Nos últimos tempos, a Igreja Católica, nas questões contemporâneas, caracterizou-se por manter posições inflexíveis sobre assuntos polêmicos. Desde a encíclica Rerum novarum (1891) do papa Leão XIII, os pontífices vêm denunciando as injustiças sociais e propondo soluções. A partir do Concílio Vaticano II, a Igreja passou a incentivar os católicos a trabalharem com membros de outras igrejas.” – ("Igreja Católica Apostólica Romana," Enciclopédia® Microsoft® Encarta. © 1993-1999 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.).

A outra palavra, importante, que iremos analisar é:

“... (dāt) decreto. Empréstimo lingüístico do persa, também usado no hebraico de Esdras e Ester.” – (HARRIS, R. Laird, ARCHER, Gleason L. Jr., WALTKE e Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do ANTIGO TESTAMENTO. 1ª ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. São Paulo – SP, 1998. p. 1681.).

“... (dāt) decreto, Lei, edito, prescrição.

Este empréstimo lingüístico do persa dāta aparece 20 vezes em Ester, uma em Esdras (8.36) várias vezes nos trechos aramaicos de Esdras e Daniel. É grafado da mesma maneira tanto em hebraico quanto em aramaico. Uma vez que todos esses três livros tratam de reis persas, facilmente se explica o uso desse termo estrangeiro. Ele se sobrepõe com o uso às palavras hebraicas tôrâ, mishpāt e chōq. A relação entre ‘decreto’ e ‘lei’ era bastante íntima, e ‘a lei dos medos e dos persas’ não podia ser revogada (Et 8.8; cf. Dn 6.12[13]).

Em essência a lei era aquilo que o rei queria. Seus desejos rapidamente se tornavam lei, conforme se ilustra no fato de que a ‘palavra do rei’ é relacionada com a lei em quatro oportunidades no livro de Ester (TB, 2.8; 4.3; 8.17; 9.1). ... Expediu-se um edito que depunha Vasti da condição de rainha, e isso imediatamente tornou-se parte das ‘leis dos persas e dos medos’ (1.19). Tais editos eram escritos e, então, enviados por todo o reino para que todos o soubessem (1.20; 3.14).”

“No hebraico, fora do livro de Ester, a única ocorrência de dāt refere-se aos decretos de Artaxerxes, em que este apoiava os esforços de Esdras para fortalecer os exilados que retornaram a Jerusalém (Ed 8.36; cf. 7.12-24).” – (Ibidem. pp. 330-331).

Em Esdras 8: 36: “E entregaram os decretos” (dātê) do rei aos seus sátrapas e aos governadores da Transeufratênia, os quais deram seu apoio ao povo e ao Templo de Deus”. (BJ).

Em Dan. 9:25: “Fica sabendo, pois, e compreende isto: Desde a promulgação do decreto ‘sobre o retorno e a reconstrução de Jerusalém’ ...”. (BJ).

“... (dābar) falar, declarar, conservar, ordenar, prometer, advertir, ameaçar, cantar, etc.” – (Ibidem. p. 292.).

Além dessas duas, temos outra palavra que é bastante usada em Esdras, no que diz respeito à construção do templo e o retorno dos judeus a Jerusalém. Por exemplo: (Esdras 5:13, 17; 6:3, 11-12 e 14 – te‘ēm.) Sobre Esdras está escrito: 7: 8-12. E continuando sobre os decretos temos: (Esdras 7:13 e 21 [12-24], - te‘ēm).

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