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Evidências em favor da Historicidade Bíblica

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19012014

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Evidências em favor da Historicidade Bíblica




Evidências em favor da Historicidade Bíblica




À luz do precedente, devemos perguntar: Existe algum apoio para que a conquista acontecesse quando e como a Bíblia diz que aconteceu? Tendo em mente a natureza limitada da evidência arqueológica, existe uma grande massa de dados que apóiam o relato bíblico. Arqueólogos geralmente reconhecem a forte importância de inscrições antigas, conforme evidenciado pela agitação sobre um fragmento de pedra inscrita achado recentemente em Dan (vede Shanks, 1994; Wood, 1993). Dados artesanais (p.e., fragmentos de cerâmica, equipamentos de guerra, arquitetura, etc.) tipicamente são inconclusivos sobre questões históricas, e estão sujeitos a uma ampla variedade de interpretações (Miller, 1987). Existe, porém, um corpo impressionante de literatura antiga que dá apoio à descrição bíblica da conquista, a qual inclui as seguintes.




Mapas Egípcios Antigos




A Bíblia fornece informação específica a respeito das localidades em que os israelitas se acamparam no estágio final da rota do Êxodo, logo antes de sua entrada em Canaã. Números 33 descreve em detalhes a rota norte transjordaniana que os israelitas tomaram enquanto viajavam para o local em que miraculosamente passaram a vau o rio Jordão. Diversos lugares são mencionados em sua jornada desde a região desolada ao sul do Mar Morto até as planícies de Moabe: (1) Abarim; (2) Dibom-Gade; (3) Almom-Diblataim; (4) região do monte Nebo; (5) Abel-Sitim; e (6) o rio Jordão. A especificidade e precisão extraordinárias deste texto tornou-o vulnerável ao criticismo.




Alguns historiadores críticos sugerem que esta lista demonstra a imprecisão histórica dos escritores bíblicos, visto que não existe nenhuma indicação arqueológica de que estas cidades existiram nesse período. Por exemplo, esforços de escavação em Tell Dhiban (a Dibom-Gade mencionada em Números 33:45b-46a) indicam que não havia nenhuma cidade nesse sítio na Idade do Bronze Tardia II (c. 1400-1200 a.C.). Embora alguns vestígios datando de aproximadamente 1200 a 1100 a.C. fossem descobertos no cume do monte, não há nenhuma evidência de que uma cidade existisse ali antes do nono século a.C. Isto tem levado alguns a concluir que os “... escritores bíblicos nada sabiam sobre os eventos na Palestina antes do décimo século a.E.C.” (antes da Era Comum [a.E.C.] é um modo religiosamente neutro de se referir à história antes de Cristo [a.C.], atualmente empregado por muitos estudiosos – nota do autor) (Gosta Ahlstrom, conforme citado em Krahmalkov, 1993, 20[5]:55-62, 79).




Embora nenhuma evidência física ainda tenha sido encontrada para confirmar esta localidade, há um impressionante testemunho literário da sua presença neste período. Durante a Era do Bronze Tardia (c. 1560-1200 a.C.), o Egito governou a Palestina. No curso de sua jurisdição de 300 anos sobre esta região, o Egito mapeou exaustivamente a área, inclusive as estradas principais para a Palestina. Entre os antigos mapas está uma rota importante, continuamente usada através da Transjordânia, ligando o Arabá às Planícies de Moabe. Três mapas parciais descrevendo esta estrada têm se preservado. Embora nenhum mapa individual esteja completo, cada um fornece informação suplementar, apresentando uma descrição razoavelmente completa desta estrada. É interessante que estes mapas mencionam quatro paradas do sul ao norte: Abarim-Dibom-Abel-Jordão – a ordem exata em que estes nomes aparecem na Bíblia (Krahmalkov, 1994, 20[5]:57). Estes documentos egípcios antigos corroboram a descrição bíblica.




A Estela de Merneptah




O famoso egiptólogo, William F. Petrie, descobriu a Estela de “Israel” do rei Merneptah em Tebas, em 1896. Esta estela (um monumento de pedra inscrito), que data de c. 1210 a.C., contém a única referência extrabíblica existente a Israel no período pré-monárquico. A estela contém um elogio poético que louva as façanhas militares de Merneptah (vede Pritchard, 1958, p. 231). De especial interesse é o contexto em que “Israel” é mencionado. A inscrição traz dois agrupamentos importantes de localidades cuja destruição é atribuída a Merneptah. O primeiro é um grupo de quatro cidades-estados: Canaã (nome egípcio de Gaza), Asquelom, Gezer e Yeno’am. O segundo grupo, que aparece antes e depois destas cidades-estados isoladas, lista os nomes de entidades nacionais, como Tehenu (Líbia), Hatti (Hititas) e Kharu (uma designação geral para a Síria-Palestina; Wood, 1989).




É neste segundo grupo que aparece o nome Israel, sugerindo que era considerado uma entidade nacional no nível dos poderosos hititas. Em harmonia com isto, lá por volta de 1210 a.C., este monumento egípcio dava a Israel uma medida de reputação internacional. A importância desta implicação não pode ser superestimada. A data geralmente aceita para a conquista é de cerca de 1230-1220 a.C. Contudo, a Estela de Merneptah implica que em 1210 a.C. Israel estava bem estabelecido em Canaã, e era uma força formidável para se enfrentar. Alguns objetores assinalam que a propósito exclusivo da Estela de Merneptah era engrandecer a campanha militar deste rei, e não deveria ser considerada como historicamente exata. Embora este fosse o propósito da inscrição, o caso ainda é que Israel fora notado como uma força formidável em Canaã. Certamente, Merneptah teria ganhado pouco prestígio orgulhando-se por conquistar um desunido e insignificante bando de pastores nômades! A Estela de Merneptah é um poderoso testemunho de que a conquista aconteceu quando a Bíblia diz que aconteceu (cf. Archer, 1974, p. 181; Wood, 1991, 4:110).




As Cartas de Tell el-Amarna




Em 1887, um camponês egípcio casualmente descobriu um grande depósito de tabuinhas de barro em Tell el-Amarna. Datando de 1400-1370 a.C., essas tabuinhas estavam escritas em cuneiforme acádico (escrita em formato de cunha) – a língua então aceita para correspondência internacional. As tabuinhas eram cartas urgentes enviadas de reis cananeus para o rei egípcio, solicitando assistência militar imediata para lidar com ferozes invasores. Estas cartas também refletem uma receosa desunião entre os vários reis cananeus, e uma ávida disposição em abandonarem a sua aliança egípcia e tornarem-se politicamente afiliados aos invasores habiru ou ‘apiru (vede Pritchard, 1958, p. 276). Muitos estudiosos associam os habiru aos hebreus bíblicos (cf. Archer, 1974, pp. 271-279; Harrison, 1969, 318-322).




Assim, uma análise destes documentos sugere que eles refletiam uma perspectiva cananéia da conquista israelita. Existem alguns paralelos significativos entre a informação geral destas cartas e a narrativa bíblica. Um comunicado de Megido mencionava que diversas cidades localizadas na região de Arade, ao sul, já haviam caído aos invasores. De acordo com Números 21:1-3, os israelitas destruíram muitas cidades nesta região sul. Além disso, não havia sido encontrada nenhuma carta das primeiras cidades destruídas durante a incursão israelita (p.e., Jericó, Gibeão, et al.).




Se os habiru mencionados nas cartas de Tell el-Amarna eram realmente os invasores hebreus (e há boas razões para crer que eram), então estes documentos fornecem confirmação secular à descrição bíblica da conquista, tanto cronológica como metodicamente. Visto que estas cartas datam de 1400 a.C., elas sugerem que os passos iniciais da conquista aconteceram no século 15, e não 13 a.C. Adicionalmente, elas corroboram a visão de uma infiltração militar concentrada em Canaã. Em ambos os casos, elas apóiam o registro bíblico da conquista.




Conclusão




Sem dúvida, as interpretações dos dados arqueológicos e o texto bíblico continuarão a ocasionalmente entrar em choque, primariamente porque a nova geração de arqueólogos bíblicos dá mais importância a descobertas do que ao texto. Em harmonia com isto, na estimativa de alguns, a arqueologia servirá para criticar, iluminar e corrigir a Bíblia, mas a questão da confirmação bíblica não é mais uma preocupação geral (Davis, 1993). A evidência acima, contudo, demonstra que a arqueologia tem fornecido sólida evidência em apoio à confiabilidade histórica da Bíblia.




Contudo, devemos sempre ter em mente as limitações da inquirição arqueológica e a natureza muitas vezes inconclusiva de sua evidência. Tais dados podem ser ambíguos, e sujeitos a uma variedade de interpretações. Portanto, deveríamos ouvir com cuidadoso ceticismo, quando as interpretações dos arqueólogos discordam da informação bíblica (vede Brantley, 1993). Ademais, embora em muitos casos a confiabilidade histórica da Bíblia tenha sido confirmada pela pá do arqueólogo, a falta de tal evidência não prova que a Bíblia esteja errada. E o mais importante, devemos reconhecer que, embora a Bíblia ofereça informação valiosa e historicamente exata, seu propósito primário é proclamar a soberania de Deus, Que é o Senhor da história. É um volume que afirma a atividade divina na história humana, cuja veracidade a arqueologia é inadequada para julgar. Pela fé, reconhecemos que o mesmo Deus Que tirou os israelitas do Egito, e lhes deu a terra prometida, ainda é o Senhor soberano da nossa própria história – inclusive nestes tempos preocupantes.




Referências




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Fonte: Apologetics Press (www.apologeticspress.org)

Tradução: Rodrigo Reis de Faria

http://historiasacra.blogspot.com.br/2012/08/a-conquista-de-canaa-quando-e-como.html


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