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Manuscritos da Bíblia

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06062010

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Manuscritos da Bíblia






As Escrituras Sagradas têm origem sobre-humana no que se refere ao conteúdo, mas têm uma história humana no que se refere à sua escrita e preservação. Moisés começou a compilação delas sob inspiração divina em 1513 a.C., e o apóstolo João escreveu a parte final mais de 1.600 anos depois. A Bíblia, originalmente, não era um só livro, mas, com o passar do tempo, surgiu uma demanda de cópias dos seus diversos livros. Por exemplo, era assim depois do exílio babilônico, porque nem todos os judeus libertos retornaram à terra de Judá. Antes, muitos se estabeleceram em outros lugares, e no vasto território da resultante Diáspora (Dispersão) judaica surgiram sinagogas. Escribas prepararam cópias das Escrituras, necessitadas por essas sinagogas em que os judeus se reuniam para ouvir a leitura da Palavra de Deus. (At. 15:21) Em tempos posteriores, entre os seguidores de Cristo, copistas conscienciosos labutaram para reproduzir os escritos inspirados em benefício das igrejas cristãs que se multiplicavam, para que houvesse um intercâmbio e uma circulação geral deles. - Cl. 4:16.

Antes de se tornar comum a impressão com tipos móveis (a partir do século 15 d.C.), os escritos originais da Bíblia e também as cópias eram feitos a mão. Por isso são chamados de manuscritos (do latim: manu scriptus, "escritos a mão"). O manuscrito bíblico é uma cópia das Escrituras, inteiras ou em parte, feita a mão, distinta de uma cópia impressa. Os manuscritos bíblicos foram preparados principalmente na forma de rolos e de códices.

Materiais. Há manuscritos em couro, papiro e velino, das Escrituras. O famoso Rolo do Mar Morto de Isaías, por exemplo, é um rolo de couro. O papiro, um tipo de papel feito das fibras duma planta aquática, foi usado para manuscritos bíblicos nas línguas originais e traduções dos mesmos até por volta do quarto século EC. Naquele tempo, seu uso para manuscritos bíblicos passou a ser suplantado pelo uso do velino, um pergaminho fino, em geral feito de pele de bezerro, cordeirinho ou cabra, um aperfeiçoamento do uso anterior de peles de animais como material de escrita. Manuscritos tais como o famoso Codex Sinaiticus (Manuscrito Sinaítico) e o Codex Vaticanus (Manuscrito Vaticano N.° 1209), do quarto século, são códices em pergaminho, ou velino.

Palimpsesto (lat.: palimpsestus; gr.: palímpsestos, que significa "raspado novamente") é o manuscrito do qual se apagou ou raspou a escrita anterior para possibilitar uma nova escrita. Um famoso palimpsesto bíblico é o Codex Ephraemi Syri rescriptus do quinto século. Caso a escrita anterior (a escrita raspada) seja a importante no palimpsesto, freqüentemente os peritos conseguem ler esta escrita apagada por recorrer a meios técnicos, que incluem o uso de reagentes químicos e fotografia. Alguns manuscritos do Novo Testamento (NT) são lecionários, leituras bíblicas escolhidas para uso em serviços religiosos.

Estilos de Escrita. Os manuscritos bíblicos escritos em grego (quer traduções do Velho Testamento (VT), quer cópias do NT, ou ambas) podem ser divididos, ou classificados, segundo o estilo de escrita, o que ajuda também a datá-los. O estilo mais antigo (empregado especialmente até o nono século) é o manuscrito uncial, escrito em grandes letras maiúsculas, separadas. Nele não costuma haver separação de palavras, e faltam pontuação e acentos. O Códice Sinaítico é tal manuscrito uncial. Mudanças no estilo de escrita começaram a surgir no sexto século, o que eventualmente levou (no nono século) ao manuscrito cursivo, ou em minúsculas, escrito em letras menores, muitas delas emendadas num estilo de escrita corrente ou fluente. A maioria dos manuscritos existentes do NT têm escrita cursiva. Os manuscritos cursivos permaneceram em voga até a invenção da imprensa.

Copistas. Tanto quanto se sabe hoje, não existe mais nenhum manuscrito original, ou autógrafo. Todavia, a Bíblia tem sido preservada em forma exata, fidedigna, porque os copistas bíblicos, em geral, por aceitarem as Escrituras como divinamente inspiradas, procuravam a perfeição no seu trabalho árduo de produzir cópias manuscritas da Palavra de Deus.

Os homens que copiavam o VT nos dias do ministério de Jesus Cristo na terra, e durante séculos antes daquele tempo, eram chamados de escribas (hebr.: sohferím). Entre os primitivos escribas estava Esdras, mencionado nas Escrituras como "copista destro" (Es. 7:6). Escribas posteriores fizeram algumas alterações deliberadas no texto hebraico. Mas os escribas que os sucederam, os massoretas, as descobriram e registraram na Massorá, ou nas notas nas margens do texto hebraico, massorético, que produziram.

Os copistas do NT também fizeram sérios esforços para reproduzir com fidelidade o texto das Escrituras.

Que garantia há de que a Bíblia não foi alterada?

Apesar do cuidado dos copistas dos manuscritos da Bíblia, introduziram-se no texto alguns pequenos erros e alterações de escribas. Em geral, são insignificantes e não alteram a integridade geral da Bíblia. Foram descobertos e corrigidos por meio de cuidadosa colação erudita ou comparação crítica dos muitos manuscritos e versões antigos existentes. O estudo crítico do texto hebraico das Escrituras começou perto do fim do século 18. Benjamin Kennicott publicou em Oxford (em 1776-1780) o texto de mais de 600 manuscritos hebraicos, massoréticos, e o perito italiano Giambernardo de Rossi publicou em Parma as comparações de 731 manuscritos, entre 1784 e 1798. Textos padrões das Escrituras Hebraicas foram também produzidos pelo perito alemão Baer, e, mais recentemente, por C. D. Ginsburg. Rudolf Kittel, hebraísta, lançou em 1906 a primeira edição da sua Biblia Hebraica, fornecendo nela um estudo textual por meio de notas de rodapé, que comparam muitos manuscritos hebraicos do texto massorético. O texto básico usado por ele foi o texto de Ben Chayyim. Mas, quando os mais antigos e superiores textos massoréticos de Ben Asher se tornaram disponíveis, Kittel empreendeu a produção de uma terceira edição, inteiramente nova, que após a sua morte foi completada por seus colegas.

A primeira edição impressa do NT foi a que apareceu na Poliglota Complutense (em grego e latim), de 1514-1517. Daí, em 1516, o perito holandês Desidério Erasmo publicou a primeira edição dum texto grego padrão do NT. Este continha muitos erros, mas um texto melhorado delas tornou-se disponível por meio de edições sucessivas, entre 1519 e 1535. Mais tarde, o impressor e editor parisiense Robert Estienne, ou Stephanus, publicou diversas edições do "Novo Testamento" grego, baseadas principalmente no texto de Erasmo, mas com correções segundo a Poliglota Complutense (edição de 1522) e 15 manuscritos posteriores. A terceira edição do texto grego de Stephanus (publicado em 1550) tornou-se, na realidade, o "Texto Recebido" (chamado em latim de textus receptus), usado para muitas das primeiras versões em inglês, inclusive a King James Version (Versão Rei Jaime) de 1611.

Bastante notável, em tempos mais recentes, é o texto grego padrão preparado por J. J. Griesbach, que se valeu da matéria coletada por outros, mas que também deu atenção às citações bíblicas feitas por escritores anteriores, tais como Orígenes. Além disso, Griesbach estudou os textos de diversas versões, tais como a armênia, a gótica e a filoxeniana. Ele considerava os manuscritos existentes como constituindo três famílias, ou recensões, a bizantina, a ocidental e a alexandrina, dando preferência aos textos desta última. Lançaram-se edições do seu texto grego padrão entre 1774 e 1806, publicando-se a edição principal do inteiro texto grego em 1796-1806. O texto de Griesbach foi usado para a tradução inglesa de Sharpe, de 1840, e é o texto grego constante em The Emphatic Diaglott (A Diaglott Enfática), de Benjamin Wilson, de 1864.

Um texto grego padrão do NT que obteve ampla aceitação é o produzido em 1881 pelos peritos B. F. Westcott e F. J. A. Hort, da Universidade de Cambridge. Era o produto de 28 anos de trabalho independente, embora se consultassem regularmente. Assim como Griesbach, eles dividiram os manuscritos em famílias e se estribaram fortemente no que classificaram de "texto neutro", que incluía o famoso Manuscrito Sinaítico e o Manuscrito Vaticano N.° 1209, ambos do quarto século. Embora Westcott e Hort considerassem as questões como bastante conclusivas quando esses manuscritos concordavam, e especialmente quando eram apoiados por outros antigos manuscritos unciais, eles não se limitaram a esta posição. Tomaram em consideração todos os fatores concebíveis no empenho de solucionar problemas apresentados por textos conflitantes; e quando duas versões tinham peso igual, eles indicaram isso também no seu texto padrão.

O Professor Kurt Aland, comentando a história do texto do NT e os resultados da moderna pesquisa textual, escreveu: "É possível determinar, à base de 40 anos de experiência e dos resultados que vieram à luz no exame de . . . manuscritos em pelo menos 1.200 pontos de teste: O texto do Novo Testamento foi transmitido de modo excelente, melhor do que quaisquer outros escritos dos tempos antigos; a possibilidade de ainda se encontrarem manuscritos que alterariam decisivamente seu texto é nula." - Das Neue Testament - zuverlässig überliefert (O Novo Testamento - Transmitido Fidedignamente), Stuttgart, 1986, pp. 27, 28.

Os manuscritos existentes do NT (em grego e em outras línguas) mostram variantes de texto. É de esperar que haja variantes em vista da imperfeição humana, e do copiar e recopiar manuscritos, especialmente por muitos copistas que não eram profissionais. Quando certos manuscritos tiveram um manuscrito comum por base, talvez procedendo duma determinada revisão de textos anteriores, ou foram produzidos em determinada região, eles provavelmente têm pelo menos algumas variações em comum, e, por isso, se diz que pertencem à mesma família, ou grupo. À base da similaridade de tais diferenças, os peritos têm procurado classificar os textos em grupos, ou famílias, cujo número tem aumentado com o passar do tempo, a ponto de se fazer agora referência aos textos alexandrino, ocidental, oriental (siríaco ou cesariano) e bizantino, representados em diversos manuscritos ou em diferentes leituras espalhadas em numerosos manuscritos. Mas, apesar das variações peculiares a diferentes famílias de manuscritos (e das variações dentro de cada grupo), as Escrituras nos foram transmitidas essencialmente na mesma forma dos originais escritos inspirados. As variações na leitura não influem nos ensinos bíblicos em geral. As colações eruditas têm corrigido os erros de importância, de modo que hoje temos um texto autêntico e fidedigno.

Desde que Westcott e Hort produziram seu texto grego refinado, já se produziram diversas edições críticas do NT. Notável entre elas é The Greek New Testament (O Novo Testamento Grego), publicado pelas United Bible Societies (Sociedades Bíblicas Unidas), agora já na terceira edição. De fraseologia idêntica é a 26.a edição do chamado texto Nestle-Aland, publicado em 1979 em Stuttgart, na Alemanha.

Manuscritos do Velho Testamento. Existem hoje, em diversas bibliotecas, possivelmente 6.000 manuscritos do inteiro VT ou de partes dele. A vasta maioria deles contém o texto massorético e é do décimo século, ou de época posterior. Os massoretas (da segunda metade do primeiro milênio) procuravam transmitir fielmente o texto hebraico e não fizeram nenhuma mudança na fraseologia do próprio texto. Todavia, para preservar a tradicional pronúncia do texto consonantal sem vogais, inventaram um sistema de sinais vocálicos e de acentos. Além disso, na sua Massorá, ou notas marginais, trouxeram à atenção peculiaridades do texto e forneceram as leituras corrigidas que acharam necessárias. É o texto massorético que é publicado nas Bíblias hebraicas impressas hoje em dia.

Os manuscritos danificados do VT usadas nas sinagogas judaicas eram substituídos por cópias verificadas, e os manuscritos estragados ou danificados eram guardados na genizá (depósito ou repositório na sinagoga). Por fim, quando esta estava cheia, os manuscritos eram retirados e cerimonialmente queimados. Sem dúvida, muitos dos antigos manuscritos pereceram assim. Mas o conteúdo da genizá da sinagoga no Antigo Cairo foi poupado, provavelmente porque fora fechada por um muro e esquecida por séculos. Depois da reconstrução da sinagoga, em 1890, os manuscritos da sua genizá foram reexaminados, e dali é que manuscritos razoavelmente completos ou fragmentos do VT (alguns supostamente do sexto século) chegaram a diversas bibliotecas.

Um dos mais antigos manuscritos existentes de passagens bíblicas é o Papiro Nash, encontrado no Egito e preservado em Cambridge, na Inglaterra. Tendo sido evidentemente parte duma coleção de instrução, ele é do segundo ou primeiro século a.C. e consiste em apenas quatro fragmentos de 24 linhas dum texto pré-massorético dos Dez Mandamentos e de alguns versículos de Deuteronômio, capítulos 5 e 6.

A partir de 1947, encontraram-se muitos rolos bíblicos e não-bíblicos em diversas áreas ao O do mar Morto, que geralmente são chamados de Rolos do Mar Morto. Os mais significativos entre eles são os manuscritos descobertos em diversas cavernas no uádi Qumran (Nahal Qumeran) e nos arredores. Estes são também conhecidos como textos de Qumran e evidentemente pertenciam a uma comunidade religiosa, judaica, sediada na vizinha Khirbet Qumran (Horvat Qumeran). A primeira descoberta foi feita por um beduíno numa caverna a uns 15 km ao S de Jericó, onde ele encontrou diversos jarros de cerâmica contendo manuscritos antigos. Um destes era o agora famoso Rolo do Mar Morto de Isaías (1QIsa), um bem preservado rolo de couro de todo o livro de Isaías, exceto algumas lacunas. Contém um texto hebraico pré-massorético e foi datado como pertencente ao fim do segundo século a.C.. Portanto, é cerca de mil anos mais velho do que os mais antigos manuscritos existentes do texto massorético. Todavia, embora apresente algumas diferenças na grafia e na construção gramatical, não varia doutrinalmente do texto massorético. Entre os documentos recuperados na área de Qumran há fragmentos de mais de 170 rolos, representando partes de todos os livros do VT, exceto Ester, e no caso de alguns livros, existe mais de uma cópia. Acredita-se que estes rolos e fragmentos de manuscritos datem desde cerca de 250 a.C. até aproximadamente meados do primeiro século d.C., e revelam mais de um tipo de texto hebraico, tal como um texto protomassorético ou um usado para a Septuaginta grega. Os estudos de toda esta matéria ainda estão em progresso.

Entre os notáveis manuscritos hebraicos em velino, do VT, encontra-se o Códice Caraíta do Cairo dos Profetas. Contém a Massorá e vocalização, e seu colofão indica que foi completado por volta de 895 pelo famoso massoreta Moses ben Asher de Tiberíades. Outro manuscrito significativo (de 916) é o Códice dos Profetas Posteriores de Petersburgo. O Códice Sefárdico de Alepo, antigamente guardado em Alepo, Síria, e agora em Israel, até recentemente continha todas o VT. Seu original texto consonantal foi corrigido, pontuado e suprido da Massorá por volta de 930 por Aaron ben Asher, filho de Moses ben Asher. O manuscrito de data mais antiga do VT em hebraico é o Manuscrito de Leningrado N.° B 19A, preservado na Biblioteca Pública de Leningrado. Foi copiado em 1008 "dos livros corrigidos, preparados e anotados por Aaron ben Moses ben Asher, o instrutor". Outro manuscrito hebraico digno de nota é um códice do Pentateuco, preservado no Museu Britânico (Códice Oriental 4445), que consiste no texto de Gênesis 39:20 a Deuteronômio 1:33 (com exceção de Núm 7:46-73 e
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