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Canyon, dilúvio e geologia

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16072010

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Canyon, dilúvio e geologia




CATÁSTROFE (DILÚVIO) E NÃO PROCESSOS LENTOS (UNIFORMITARISMO)

Decomposição

Quando um animal morre, o corpo decompõe-se rapidamente; a acção de bactérias e de necrófagos faz parte do esquema de funcionamento da natureza. É, portanto, evidente, que um enterramento rápido, de modo a evitar a acção de bactérias e de necrófagos, será um dos primeiros requisitos para o processo de fossilização. A decomposição na água do mar ou mesmo em água doce é ainda mais rápida que em terra. Por esta razão ficamos maravilhados quando observamos os espectaculares fósseis em exposição nos museus, e reparamos que não só os ossos ficaram preservados mas também, em muitos casos, estão todos no seu lugar; vêem-se marcas na pele, músculos e até penas em alguns espécimes de aves. O Museu de História Natural de Stuttgart, Alemanha, contém um ictiossauro, ou dinossauro marinho, fossilizado no momento em que está a dar de comer à sua cria. No mesmo país, no Museu de História Natural de Ludwigsburg, existe um exemplar ainda mais espectacular de ictiossauro, fossilizado no acto de dar nascimento com a cria claramente visível no canal do parto. No Museu de História Natural de Princeton, E.U.A., existe uma perca fossilizada na altura em que engolia um arenque (Taylor 1996).

Rochas dobradas

AUS WA Hammersley Gorge - http://www.flickr.com/photos/yewenyi/436239731/

O problema das rochas dobradas: Lyell teve de usar de grande imaginação para explicar através de processos lentos o que parece evidência duma catástrofe. Em muitos locais do mundo estratos de rochas sedimentares foram flectidos em dobras mais ou menos regulares; algumas de pequena dimensão, outras em extensões de vários quilómetros. As cristas superiores das dobras chamam-se anticlinais e as inferiores sinclinais; nestes locais a rocha dura está dobrada segundo ângulos agudos. Citando Longwell, Knopf e Flint (1950, p.246) num livro escolar de geologia bastante popular nos E.U.A.: "É motivo de algum espanto que rochas duras e frágeis sejam dobradas em ângulos agudos". A seguir os autores dão a explicação como tal é possível sem a rocha quebrar: "Se houver tempo suficiente para o ajuste, as rochas, por mais frágeis que sejam, debaixo de uma pressão confinante elevada, podem ser forçadas a dobrar-se como se fossem macias e plásticas." (p.248)

Depreende-se que o estudante de geologia e, em última instância, o público, devem aceitar esta afirmação totalmente sem provas. Lyell era um advogado por profissão e não tinha preparação em mecânica ou resistência dos materiais. Se tivesse consultado um engenheiro da altura, ser-lhe-ia referido o facto básico de que materiais cristalinos como a rocha ou cimento têm um grande resistência compressiva mas virtualmente nenhuma resistência de tensão; numa dobra, para cada camada em compressão deve haver uma camada idêntica e oposta em tensão. Num anticlinal os estratos dobrados exteriores da rocha estavam em tensão mas geralmente aparecem não fracturados e mesmo, muitas vezes, sem qualquer fenda.

Lyell e a geologia moderna reconhecem que os estratos formaram-se incialmente como sedimentos planos, macios e plásticos. Com o tempo e, diz-se, com a pressão, estes sedimentos cristalizam e transformam-se em rocha dura. Lyell exigia tempos longos, mas são exactamente estes tempos longos que contrariam a sua teoria ao causarem que o sedimento endureça antes, ou certamente durante, o dobramento. Lyell fez a suposição a priori de que as leis naturais em acção nos dias de hoje não mudaram em relação aos tempos passados, mas depois, devido ao problema óbvio de dobrar a rocha sólida, teve de apelar ao tempo como um factor que altera as leis de fractura das rochas quando a sua resistência em tensão é ultrapassada.

Toda esta dificuldade teria sido evitada se a mentalidade de Lyell pudesse aceitar a explicação mais óbvia, que as rochas foram dobradas nos estádios iniciais, quando os sedimentos estavam elásticos e antes de ter lugar a metamorfose. Isto satisfaria facilmente todos os factos mas exigiria que os processos tivessem tido lugar num curto espaço de tempo, digamos alguns meses; mas, claro, seria difícil fugir à conclusão de que uma catástrofe de grandes dimensões estaria envolvida. (Taylor 1996, 105)
Grand Canyon

O Grand Canyon, no Arizona, E.U.A., é um dos maiores testemunhos do Dilúvio. Cada vez mais os geólogos convencionais estão a ver a necessidade de reconhecer a origem catastrófica do Grand Canyon, em vez de milhões de anos de erosão pelo rio Colorado (Snelling 1996).

Uma deposição rápida de diferentes sedimentos seria esperado produzir apenas erosão esporádica entre os sucessivos estratos. Um exemplo excelente de deposição uniforme de sucessivas formações pode ser visto no Grand Canyon. Se os estratos sedimentares horizontais vistos nesta formação fossem de facto separados por vastos períodos de tempo, seria de esperar encontrar recortes profundos e irregulares e outros sinais de erosão entre os diferentes estratos. Em vez disso, estes traços são a excepção e não a regra. (Gentry 1992, 53)

Uluru

Uluru (a Rocha de Ayers) e Kata Tjuta são dois dos marcos terrestres mais famosos da Austrália. Estas formações geológicas são fascinantes na sua beleza, e formidáveis no seu contraste abrupto com a planície adjacente, lisa e deserta.

O Uluru consiste de muitas camadas de estratos da mesma rocha inclinada e quase na vertical (inclinação de 80-85º). É constituída por um tipo de arenito grosseiro conhecido tecnicamente pelo nome de arkose, porque um dos principais componentes são grãos e fragmentos de cristais do mineral feldspato. É este mineral cor-de-rosa, juntamente com o revestimento ferruginoso nos grãos de areia da rocha, que dá a Uluru esta cor geral avermelhada. Uma observação mais cuidada desta arkose revela que os grãos de minerais têm uma aparência jovem, em particular as faces reluzentes dos cristais de feldspato, alguns bastante grandes. A textura da rocha consiste em grãos grandes, médios e pequenos todos misturados aleatoriamente uns com os outros, uma situação que os geólogos descrevem como "mal calibrado". Além disso, os próprios grãos têm muitas vezes as arestas recortadas, não sendo suaves nem arredondados.

Kata Tjuta, à volta de 30 quilómetros a oeste de Uluru, consiste numa série de enormes abóbadas rochosas arredondadas. A mais alta atinge 600 m acima do chão do deserto. As camadas de rochas que constituem o Kata Tjuta são colectivamente chamadas de Conglomerado do Monte Currie. Um conglomerado é um rocha sedimentar mal calibrada contendo calhaus, seixos e blocos de outras rochas reunidos por uma matriz de fragmentos finos e areia cimentada, silte e/ou lodo.

A arkose de Uluru e o Conglomerado do Monte Currie aparentam estar relacionados por um história comum. Apesar dos seus afloramentos estarem isolados um do outro, os indícios sugerem claramente que ambas as unidades rochosas foram formadas no mesmo tempo e da mesma forma.

Acredita-se que a área do Uluru-Kata Tjuta tenha estado acima do nível do mar durante os últimos 300 milhões de anos. No início a superfície terrestre teria sido muito mais elevada que o cimo do Uluru e do Kata Tjuta, mas com o decorrer da erosão, as formas actuais do Uluru e do Kata Tjuta forma desenhados gradualmente.

Contudo, os indícios existentes nestes estratos rochosos não estão em concordância com esta história! Particularmente no Uluru, os ubíquos cristais de feldspato na arkose nunca teriam sobrevivido os pretensos milhões de anos. O feldspato desintegra-se quando exposto ao calor do sol, água e ar e forma argilas relativamente rápido. A textura do arenito ficaria enfraquecida e desmoronar-se-ia, visto que as argilas e os grãos de minerais remanescentes facilmente se desintegrariam e seriam levados pelas águas, fazendo desaparecer completamente o Uluru!

Além disso, os grãos de areia que são transportados por longas distâncias e periodicamente arrastados cada vez mais longe durante vastos períodos de tempo perderiam as suas arestas recortadas, tornando-se suaves e arredondados. Ao mesmo tempo, os mesmos grãos de areia ao serem trabalhados pela água em movimento sobre os alegados longos períodos de tempo também deveriam estar calibrados; os grãos mais pequenos são mais facilmente transportados pela água, por isso estariam separados dos grãos maiores. Por isso, se a arkose do Uluru levasse milhões de anos para ser acumulada como pretendem os geólogos evolucionistas, então a rocha hoje deveria apresentar camadas ou só de grãos pequenos ou só de grãos graúdos. Daí que os cristais frescos e reluzentes de feldspato e os grãos recortados e não calibrados actualmente existentes indicam que a arkose do Uluru se acumulou tão rapidamente que não houve tempo suficiente para o feldspato se decompor, nem para os grãos ficarem arredondados e sortidos.

Os dados são muito mais consistentes com uma deposição recente e catastrófica da arkose e do conglomerado sobre condições de uma inundação impetuosa. Nos afloramentos do Uluru e do Kata Tjuta respectivamente, a composição da rocha e a sua textura são uniformemente similares em toda a sua extensão (2,5 km de espessura no caso do Uluru) e a disposição em camadas é extremamente regular e paralela. Se a deposição fosse episódica ao longo de milhões de anos, deveriam existir sinais de erosão (canais p.e.) e superfícies desgastadas entre as camadas, assim como variações de composição e de textura da rocha.

Os dados em geral não se coadunam com a história dos geólogos evolucionistas e os seus milhões de anos de processos lentos e graduais. Pelo contrário, os indícios patentes nos estratos rochosos do Uluru e do Kata Tjuta são muito mais consistentes com o modelo científico baseado num dilúvio recente, rápido, extenso e catastrófico, como o que ocorreu na época de Noé. Uluru e Kata Tjuta são, portanto, um testemunho claro e manifesto das águas tempestuosas do Dilúvio mundial, de acordo com o registo ocular no livro de Génesis. (Snelling 2000b)

Evaporitos

Camadas de sal ocorrem naturalmente no registo geológico, constituindo um fonte abundante de sal para o consumo humano mundial. Hoje, alguns depósitos de sal são originados em terra, como quando a água salgada passa através das rochas do Grand Canyon, evapora-se e deixa um resíduo salgado. Outros estão relacionados com lagoas costeiras fachadas, que se enchem com água do mar quando há uma tempestade, mas cujas águas ficam encurraladas e se evaporam entre uma tempestade e a seguinte. Desta forma, os depósitos de sal são classificados como evaporitos.

Se uma bacia de água do mar com 30 m de espessura se evaporasse, ficariam no local apenas 60 cm de sal. Pode a evaporação de água do mar ser a responsável por todos os “evaporitos”? Se for esse o caso, vários milhões de anos seriam necessários para a sua acumulação, visto que algumas camadas de sal são extremamente espessas e extensas. Os depósitos de sal ocorrem muitas vezes em camadas cobrindo milhares de quilómetros quadrados com uma espessura de sal superior a cem metros.

O pensamento uniformitarista da Terra antiga postula uma bacia fechada ou uma lagoa costeira que é inundada e que evapora repetidamente, durante longos períodos de tempo, permitindo a acumulação de espessos depósitos de sal. A mente fica espantada ao imaginar imensas bacias passando por ciclos idênticos de inundação e evaporação inúmeras vezes, e durante todo este tempo mantendo-se no mesmo local por milhões e milhões de anos. Por contraste as lagoas actuais enchem, migram, são erodidas – não existe estabilidade a longo prazo para as estruturas costeiras.

As jazidas de sal com extensão regional no registo geológico são bastante diferentes dos evaporitos actualmente em formação. A água do mar contém muitos químicos e impurezas minerais assim como plantas e animais uni e pluricelulares e qualquer lagoa seca exposta será uma zona viva activa. Desta forma, os evaporitos modernos são bastante impuros. Mas os maiores depósitos de sal no registo geológico são totalmente sal puro! Nas minas de sal ele é apenas partido e depois colocado nas prateleiras do armazém. Com toda a certeza estes largos jazigos de sal puro não são de água do mar evaporada. Tem que ter havido qualquer outro processo para os formar.

Como em muitos aspectos da geologia, pontos de vista catastróficos estão substituindo os antigos e impotentes pontos de vista uniformitaristas. Muitos observaram que as grandes acumulações de sal ocorrem em bacias formadas por arqueamento tectónico importante, muitas vezes associadas com erupções vulcânicas antigas. A evidência não se ajusta com a ideia de uma lagoa aprisionada. Onde estão os fósseis? Onde estão as impurezas?

Muitos pensam agora que o sal saiu por extrusão em meios salinos super-aquecidos e super-saturados provenientes do fundo da terra, ao longo de falhas. Ao encontrarem as águas frias do oceano, as soluções quentes não mais podiam conter as concentrações altas de sal, as quais precipitaram rapidamente para fora da solução, livres de impurezas e de organismos marinhos.

O grande Dilúvio dos dias de Noé fornece o contexto apropriado. Durante o Dilúvio, grandes volumes de magma, água, metais e químicos, foram extrudados para a superfície vindos das profundezas da terra, quando “as fontes do grande abismo” (Génesis 7:11) vomitaram estes materiais volcânicos quentes. Hoje encontramo-los (em especial o sal) entremeados com sedimentos diluvianos, exactamente como prediz o modelo diluviano. (Back to Genesis no. 167 - Novembro 2002. Inst.for Creation Research, El Cajon).

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Estarão os geólogos seculares dispostos a considerar um dilúvio global?
Quinta, 14 Maio 2009 16:25 Mário Pinho CriaBlog - Blog

Canais Drumheller ; Parte este da encosta Royal na vale da Colúmbia a 10 milhas a sul do reservatório de Pot Holes

30 de Abril, 2009
(Originalmente publicado em Creation-Evolution Headlines)

Todos conhecem o relato Bíblico de um dilúvio global nos dias de Noé. Os cientistas criacionistas argumentam que as consequências deste evento devem ser visíveis hoje em dia – incluindo a maior parte dos estratos sedimentares e a maior parte do registo fóssil. Os geólogos seculares sempre se riem desta história desde o século 18 como algo que não passa de um mito, claro está, mas um estudo publicado na Annual Review of Earth and Planetary Sciences sugere que alguns estão a reavaliar o papel de “megacheias” na história da terra. Algumas destas megacheias podem ser consideradas como "fenómenos à escala global do planeta.”

O Autor Victor R. Baker não estava a pensar em Noé mas num indivíduo mais recente, J Harlen Bretz (ver 07/25/2008). No seu estudo, “Canais em solo raso: Uma retrospectiva” em Maio de 2009 na Annual Review of Earth and Planetary Sciences,1 ele reconta a história do bravo geólogo que desafiou o estabelecido e propôs uma "hipótese escandalosa" para a paisagem marcada da parte Este do estado de Washington. A sua proposta em 1927 de que uma megacheia glaciar rasgou uma extensiva rede de canais em apenas alguns dias foi recebida com desprezo e escárnio. Baker escreveu, “a comunidade geológica resistiu maioritariamente à sua arrojada hipótese durante décadas, apesar da sua defesa eloquente e entusiasmada” – Bretz foi finalmente vindicado na década de 60 e a sua teoria é o novo consenso.

Baker define claramente a razão para a rejeição da hipótese de Bretz. Os geólogos não queriam sequer considerar um tal processo tão extenso, porque a sua visão do mundo não o poderia acomodar:

A prolongada controvérsia da Cheia de Spokane surgiu em parte devido à aderência de muitos geólogos aos pressupostos epistemológicos e substantivos do uniformitarianismo que estavam erradamente considerados como base da sua ciência (Baker 1998). De acordo com uma aplicação comum, mas errónea dos princípios do uniformitarianismo, processos cataclísmicos, como aqueles que deram origem aos canais em solo raso (Channeled Scabland), foram considerados como tópicos inadequados para investigação científica. Para contrariar o pressuposto do uniformitarianismo, Bretz apenas pode apresentar evidência no terreno meticulosamente descrita para verificação por aqueles que estejam seriamente dispostos a considerá-la. O triunfo eventual das suas hipóteses, ao contrário da sua inicial recepção antagonista, vai preparar o caminho para o ressurgimento de um novo entendimento do catastrofismo geológico, que é talvez mais proeminente hoje com o entendimento do papel das crateras de impacto na história da Terra.

Baker acaba de dizer que o consenso maioritário pode permanecer errado – durante décadas – devido à influência da sua ideologia, ou pressupostos epistemológicos (i.e., pressupostos acerca do que nós conhecemos e de como chegamos ao conhecimento). Estes pressupostos não surgem da evidência científica, mas ao contrário dela: Bretz tinha as evidências, mas os seus colegas recusavam-se a vê-la, porque na sua visão do mundo, tais assuntos não eram "adequados... para investigação científica.” Isto não é uma descoberta oriunda da ciência. É uma declaração de filosofia acerca da ciência. Na coluna lateral acerca de uniformitarianismo a que Baker se refere, ele diz o seguinte:

Uniformitarianismo é um princípio regular ou doutrina em geologia que infelizmente por vezes conflitua (a) a aplicação pragmática de processos de estudo modernos para a compreensão do passado (actualismo) com (b) pressupostos substantivos que negam a efectividade a acontecimentos cataclísmicos. Como reconhecido por William Whewell, que cunhou o termo, reconhecer b é contrário à lógica da ciência (Baker 1998).2

(Para informação acerca de Whewell, ver a entrada de Junho 2007 Cientista do Mês.) A maior parte do estudo de Baker’s analisa a evidência nos canais em solo raso (Channeled Scablands) para uma megacheia quando o lago Missoula rebentou a sua barragem de gelo, enviando um milhão de metros cúbicos de água por segundo em direcção ao Pacífico. A evidência inclui socalcos, cataratas, amontoados de pedras, restos elevações e ilhas alinhadas, ondulados de correntes gigantes na forma de dunas e grandes rochas isoladas. Ele discutiu os processos de grande energia necessários a este tipo de evidências: remoinhos verticais, desgaste e cavitação, erosão do leito rochoso e transporte. “A megacheia no solo raso exibia uma capacidade fenomenal de transporte de sedimentos, conforme evidenciado pelas rochas que forma arrastadas pelo escoamento,” disse ele. Ele mostrava uma fotografia com uma rocha de 18m que foi transportada por 10km por águas tumultuosas. O carro ao lado da rocha parece diminuto em comparação.

Qual é a lição da controvérsia da Cheia de Spokane de J Harlen Bretz? Baker discutiu esta questão nos parágrafos finais, com o título, “Megacheias como Fenómenos planetários à escala global”. Será que os geólogos tem vindo a aplicar erradamente pressupostos uniformitarianistas, ignorando evidências para megacheias por todos os lados, na terra – e até mesmo em Marte?

Bretz considerou as formações no solo raso como únicas (Bretz 1928a). “Em nenhuma parte do mundo existe algo suspeito ou conhecido,” escreveu ele (Bretz 1959, p. 56), “que se compare ao que podemos ler nas formas do terreno das scablands.” Ele considerou que a sua exclusividade poderia fazer com que a sua hipótese da Cheia de Spokane fosse mais aceite por aqueles que aceitam a generalização de que as paisagens são criadas pela acção prolongada de processos não cataclísmicos. Em anos recentes, contudo, paisagens de cheias cataclísmicas com muitas semelhanças às Scablands têm vindo a ser cada vez mais documentadas em várias partes do mundo (Baker 1997, 2002, 2007). Exemplos espectaculares de GCRs [giant current ripples] encontram-se na Ásia Central (Baker et al. 1993, Carling 1996, Rudoy 2005), em conjunto com imensos depósitos de gravilha e marcas de desgaste(Rudoy & Baker 1993, Carling et al. 2002, Herget 2005). Morfologias de elevações determinadas por Megacheias ocorrem nos canais de descarga de lagos glaciais no centro da América do Norte (Kehew & Lord 1986) e no leito do Canal da Mancha (Gupta et al. 2007). O mais surpreendente para Bretz, contudo, seria a descoberta de morfologias semelhantes à scabland em Marte (Baker & Milton 1974; Baker 1982, 2001; Komatsu & Baker 2007).

Para além de estimular a descoberta de paisagens de cheias cataclismicas, o estudo dos padrões, formas e processos, evidentes nos canais da Scabland permitiu a compreensão informada de processos que ocorrem em escala mais reduzida em leitos rochosos actuais que são atingidos por cheias extremas, altamente energéticas (e.g., Baker 1977, 1984; Baker & Pickup 1987; Baker & Kochel 1988; Baker & Kale 1998). A deposição em águas paradas pelas cheias em solo raso na entrada de vários vales tributários dos canais Cheney-Palouse da scabland (Bretz 1929, Patton et al. 1979) foi utilizada para inferir as profundidades de escoamento ao longo desses canais (Figura 10). Esta metodologia provou ser crítica no estimulo do desenvolvimento dessa forma de hidrologia de paleocheias que utiliza indicadores do paleostágio para a reconstrução das relativamente recentes (Holoceno superior) cheias, desta forma aumentando a nossa compreensão da frequência de raras, cheias de grande magnitude modernas (Baker 1987, 2006, 2008b). De facto, podemos imaginar um tipo de investigação que inverte a forma de raciocínio normal em que estudos de processos comuns, em pequena escala são extrapolados para o domínio de processos de larga escala, menos comuns e não observados.
O que deveriam os geólogos fazer no futuro? Baker termina discutindo os desafios para o futuro para a compreensão dos canais das Scablands. Um problema, por exemplo, é que o volume de água hipoteticamente armazenado no lago Missoula parece “insuficiente para explicar os níveis máximos de inundação observados nos canais da Scabland e áreas adjacentes.” Uma possibilidade é “uma cheia subglacial explosiva por baixo da camada de gelo da cordilheira,” sugeriu ele. Detalhes à parte, Baker teve um comentário final acerca de hipóteses ousadas, a natureza da investigação científica e a necessidade de pensar criativamente:

Em retrospectiva, os estudo dos canais da Scabland podem ser entendidos como preocupados com a origem exclusiva de uma paisagem singular. Contudo, esta paisagem notável não foi estudada como teste a uma teoria ou hipótese preexistentes (por exemplo, erosão e deposição por megacheias de alta energia). Pelo contrário, as descobertas nos canais das Scabland estão a levar a investigação científica a reconhecer aquilo que agora pode ser reconhecido como fenómeno relacionado, tal que uma teoria completamente nova e necessária. O conjunto rico de oportunidades de investigação resultante pode ser associado a uma única hipótese imaginativa proposta em 1920 por J Harlen Bretz. Apesar destas oportunidades poderem agora ser estudadas com técnicas que para Bretz pareceriam quase que magia, o caminho mais importante para aumentar o conhecimento permanece aquele que é exemplificado pela contribuição mais duradoura de Bretz’s: geologia baseada no trabalho aturado de campo.

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1. Baker, VR. The Channeled Scabland: A Retrospective. Annual Review of Earth and Planetary Sciences. Vol. 37: 393-411 (Volume publication date May 2009; doi:10.1146/annurev.earth.061008.134726).
2. Baker VR. 1998. Catastrophism and uniformitarianism: Logical roots and current relevance. In Lyell: The Past Is the Key to the Present, ed. DJ Blundell, AC Scott, Spec. Publ. 143, pp. 171–82. London: Geol. Soc.
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Mensagem em Sex Jul 16, 2010 11:38 am por Eduardo



Gênesis e a coluna geológica

Ariel A. Roth

Por que e como foram extintos os terríveis dinossauros? Muitas idéias têm sido aventadas. Certo artigo científico traz uma lista de 40 possíveis razões, abrangendo desde sua falta de inteligência até alterações no valor da constante gravitacional.1 Considerações mais recentes sugerem a possibilidade de um imenso asteróide, contendo o elemento químico irídio, ter atingido a Terra, causando uma gigantesca catástrofe que destruiu os dinossauros e muitas outras formas de vida. Essa interessante idéia é especialmente popular nos meios de comunicação e entre os geofísicos, embora grupos significativos de outros cientistas -- especialmente os paleontologistas (que estudam os fósseis) -- pensem que outros fatores, como o calor ou os vulcões, tenham causado a extinção dos dinossauros.2

Os cientistas que crêem na Bíblia como a Palavra de Deus interpretam a história da vida na Terra de forma diferente, vendo no dilúvio universal descrito no livro de Gênesis (capítulos 6 a 8) o terrível acontecimento que teria destruído os dinossauros e ocasionado a formação das principais camadas sedimentares fossilíferas da crosta terrestre. Essa maneira de ver não é aceita atualmente nos círculos científicos, embora, no passado, o fosse. A variedade de idéias sobre a extinção dos dinossauros admoesta-nos a sermos cautelosos na interpretação de um passado não-observável em nossos dias.3

Uma questão crítica

Ciência ou Bíblia - qual das duas expõe a verdade? As diferenças entre o modelo evolutivo científico e o modelo criacionista bíblico são gritantes e dificilmente poderiam ser maiores. E isso não apenas sobre a extinção dos dinossauros. O modelo evolucionista propõe que a vida se originou espontaneamente há bilhões de anos, e então evoluiu rumo a formas cada vez mais avançadas até culminar na formação dos seres humanos. O modelo criacionista, como exposto na Bíblia, propõe que Deus criou formas básicas de vida, incluindo o homem, há alguns milênios. Devido à iniqüidade humana, essa ordem criativa original foi destruída pelo dilúvio universal. A interpretação da disposição dos fósseis naquilo que denominamos coluna geológica, tem muito a revelar sobre cada um desses dois modelos.4 E, mais importante ainda, esses modelos podem afetar profundamente nossa cosmovisão. Estamos aqui somente como resultado de um processo evolutivo prolongado, mecanicista, sem desígnio, ou fomos criados à imagem de Deus, com propósito, responsabilidade e esperança de futura vida eterna, como indicado na Bíblia? Muitos têm debatido essas questões e outros tantos ainda continuam a discuti-las.

Coluna geológica - o que vem ela a ser?

A coluna geológica completa não é algo que possa ser encontrado nas camadas de rocha que formam a crosta terrestre. Ela é mais parecida com um mapa, uma representação da ordem geral das camadas sedimentares na superfície da Terra. As camadas inferiores, que deveriam ter sido depositadas primeiro, situam-se na base da coluna, e as mais recentes estão postadas em seu topo, como as encontramos na natureza. Ao olharmos para locais que sofreram intensa erosão como o Grand Canyon, nos Estados Unidos (Figura 1), vemos uma parte significativa da coluna geológica representada por camadas que, nesse lugar, são excepcionalmente espessas. Pode-se também representar a coluna geológica como um corte feito num bolo de várias camadas. Essa fatia representa as diversas divisões na ordem em que foram dispostas no bolo. De maneira semelhante, se cortássemos uma fatia vertical das encostas do Grand Canyon, teríamos a coluna geológica local formada pelas diversas camadas sedimentares.

Como é habitual no estudo da natureza, o quadro real é complicado. Freqüentemente, em muitos locais, estão ausentes algumas camadas da coluna geológica. Em lugar algum é possível encontrar uma coluna geológica completa e somente em poucas localidades estão bem representadas as principais divisões da coluna geológica completa. Essa coluna é algo ideal que representa todas as camadas sedimentares da crosta terrestre na ordem esperada. Ela foi sendo construída pacientemente, à medida que os paleontologistas comparavam entre si as seqüências de fósseis das colunas geológicas locais. Observa-se que algumas espécies de fósseis como os trilobites, artrópodes marinhos semelhantes a caranguejos, situavam-se abaixo dos dinossauros, e esses abaixo dos elefantes. Uma amostra de alguns organismos característicos encontrados nas principais partes da coluna geológica completa está ilustrada na Figura 2. A coluna apresenta uma impressionante diferença entre sua parte inferior correspondente ao pré-cambriano -- onde os fósseis são muito raros e de tamanho essencialmente microscópico -- e a parte superior correspondente ao fanerozóico -- onde os fósseis são comparativamente abundantes e representam grande variedade de organismos de porte bem maior. Tipos muito singulares e mais raros de organismos maiores (fauna ediacara) são encontrados imediatamente abaixo do fanerozóico.

Quão confiável é a coluna geológica?

Quando você olha para o Grand Canyon (Figura 1), geralmente não se dá conta do fato de que ali não estão presentes importantes partes da coluna geológica completa. Embora o período cambriano esteja representado (camadas logo acima da seta, à esquerda, na Figura 1), os períodos ordoviciano e siluriano estão ausentes. Além do mais, as eras mesozóica e cenozóica (ver figura 2 para terminologia) também não estão presentes, pois consistem em camadas que estariam acima da encosta do Canyon. Como a coluna geológica completa é montada a partir de seqüências existentes em diferentes locais, e como partes dela freqüentemente não estão presentes no mesmo local, que confiança podemos depositar na precisão de sua montagem? E existem ainda alguns locais em que as partes normalmente situadas na base da coluna geológica completa, encontram-se acima do seu topo. Explica-se que essas são áreas de perturbação nas quais as camadas inferiores foram transportadas para cima das camadas mais recentes. A despeito dessas debilidades, na maioria das regiões do mundo a coluna geológica geralmente se encontra na ordem "correta" e se mostra notavelmente confiável.

A coluna geológica e a evolução

A coluna geológica constitui-se num dos argumentos mais fortes utilizados em favor da evolução. Acredita-se que formas de vida simples tenham evoluído há cerca de 3,5 bilhões de anos e, de fato, são encontradas evidências dessas formas simples nas camadas inferiores do pré-cambriano (figura 2). Mais acima, na parte inferior do paleozóico, encontram-se animais marinhos mais complexos, como as esponjas. Ainda mais acima, no paleozóico superior e no mesozóico, encontram-se animais e plantas terrestres mais avançados, como as samambaias arborescentes e os dinossauros. Na parte superior do cenozóico, encontram-se os organismos mais desenvolvidos, como por exemplo, elefantes e plantas com flor. Em geral, organismos mais simples são também encontrados nas camadas superiores, mas organismos mais evolvidos não são encontrados nas camadas inferiores. A aparência de que existe algum "avanço" ao se subir na coluna geológica é considerada como representação da evolução ao longo de éons de tempo, à medida que as camadas foram sendo gradativamente depositadas, aprisionando organismos que se tornaram fossilizados.

A coluna geológica e o modelo bíblico das origens

O "avanço" da vida observado ao se ascender na coluna geológica tem sido explicado de várias maneiras consistentes com o modelo bíblico de uma criação recente. O dilúvio bíblico universal é crucial para essas explicações, como evento causador da deposição da maior parte das camadas do fanerozóico. As explicações incluem: (1) durante o Dilúvio, os animais de maior porte e mais desenvolvidos puderam fugir para níveis mais elevados. Isso pode explicar algumas seqüências de avançamento que constatamos em animais fósseis, mas é muito improvável que possa explicar toda a coluna geológica. Por outro lado, seria de esperar que organismos excepcionais, como as baleias, pudessem escapar. (2) Algumas experiências mostram que as carcaças de formas "mais avançadas", como mamíferos e pássaros, flutuam durante semanas, enquanto as de animais "menos avançados", como répteis, flutuam durante período menor, e as de anfíbios mais simples, somente durante dias.5 Esses períodos de tempo harmonizam-se com os eventos que ocorreram no Dilúvio, e isso pode ser um significativo fator contribuinte. (3) A explicação mais abrangente é a Teoria do Zoneamento Ecológico,6 modelo que propõe a disposição dos organismos anteriores ao dilúvio (Figura 3) como responsável pela sua distribuição na coluna geológica. Os organismos que viviam nas regiões de menor altitude do mundo pré-diluviano representam a parte inferior da coluna geológica, e os que viviam nas regiões de maior altitude, o topo da coluna.

O mecanismo sugerido para a Teoria do Zoneamento Ecológico é o rompimento da superfície da Terra e a ascensão gradual das águas do dilúvio, seguidos da destruição dos vários ambientes pré-diluvianos à medida que iam sendo erodidos pelas ondas. As águas provocariam erosão e transportariam sedimentos e organismos, primeiramente das áreas de menor altitude, depositando-os em regiões mais baixas ainda (bacias sedimentares). Gradualmente, então, as áreas cada vez mais elevadas seriam erodidas e depositadas ordenadamente em grandes bacias sedimentares, nas quais se formaria uma coluna geológica local. O processo teria sido suficientemente calmo para que as camadas depositadas não fossem significativamente perturbadas e permanecessem ordenadas como hoje as vemos (figura 1).

Algumas questões

Embora, em geral, a distribuição dos organismos no mundo hoje concorde com a distribuição geral na coluna geológica (ver abaixo), isso não acontece com relação a importantes detalhes que são considerados como as mais sérias objeções à Teoria do Zoneamento Ecológico. Por exemplo, na coluna geológica completa encontram-se mamíferos e plantas com flores principalmente nas camadas superiores (Figura 2). Isso deveria ter ocorrido nos ambientes terrestres de grande altitude anteriormente ao dilúvio, embora encontremos hoje esses organismos até no nível do mar. Para contornar essas e outras objeções, propõe-se que a distribuição ecológica dos organismos antediluvianos fosse algo diferente da atual. Seria de esperar que um dilúvio universal causasse alterações desse tipo. A distribuição de organismos antes do dilúvio pode ter sido mais restrita e ordenada do que atualmente, e provavelmente existiram mares em diferentes níveis (Figura 3). Observe-se a distribuição similar de organismos nas Figuras 2 e 3.

Surgem também questões sobre por que, até hoje, exemplos convincentes de homens fósseis encontram-se somente próximos ao próprio topo da coluna geológica. As explicações incluem: (1) antes do dilúvio, os seres humanos e os mamíferos habitavam somente regiões mais altas e mais frias. (2) Durante o dilúvio, seres humanos inteligentes fugiram para as regiões mais altas, onde as probabilidades de soterramento e preservação em sedimentos eram bem menores. (3) Poderiam não ter existido tantos seres humanos antes do dilúvio, sendo portanto bem menor a probabilidade de descobri-los hoje. O registro bíblico indica taxas de crescimento populacional bem menores antes do dilúvio. Noé teve somente três filhos em 600 anos (Gênesis 5-7).

A coluna geológica apóia o modelo bíblico

A presença de organismos microscópicos fósseis simples ao longo de todo o pré-cambriano, adapta-se mais ao modelo bíblico do que ao arquétipo evolucionista. Esses fósseis proviriam de micróbios de vários tipos que foram recentemente descobertos, bem como de algas7 que vivem em rochas profundas. Para o modelo evolucionista, esses fósseis microscópicos significam que virtualmente não ocorreu qualquer "evolução" durante três bilhões de anos (figura 4), cerca de 5/6 de todo o tempo evolutivo. O pré-cambriano de maneira alguma aparenta desenvolvimento evolutivo progressivo gradual.

De súbito, imediatamente acima desse nível, naquilo que os evolucionistas denominam de explosão cambriana, aparecem quase todos os tipos básicos (filo) de animais (figuras 2 e 4).8

Isso se parece mais com criação do que com um processo evolutivo gradual. A evolução precisa de muito tempo para acomodar todos os eventos virtualmente impossíveis, necessários para a produção de formas vivas complexas, porém, a coluna geológica não permite tanto tempo. Os evolucionistas falam em somente 5 a 20 milhões de anos para a explosão cambriana!9 Isto é, menos de 1% de todo o tempo evolutivo. Samuel Bowring, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, cuja especialidade é datação de rochas, faz o seguinte comentário: "E o que eu gosto de perguntar a alguns dos meus amigos biólogos é: Quão rapidamente a evolução pode acontecer, antes que eles se sintam desconfortáveis?"10 A seta preta à esquerda na Figura 1 indica a localização da explosão cambriana no Grand Canyon. A explosão cambriana harmoniza-se muito bem com a Teoria do Zoneamento Ecológico. Ela representa os mares mais baixos (Figura 3) anteriores ao dilúvio, que abrigavam grande variedade de animais marinhos, exatamente como se encontram nos mares atuais.

Ascendendo na escala geológica, encontramos tipos de organismos marinhos (oceânicos) até meados do paleozóico. Nesse ponto, começa a aparecer uma grande variedade de organismos terrestres (Figuras 2 e 3), incluindo fungos, liquens, juncos (cavalinhas), samambaias, insetos, milípedes, aranhas e anfíbios.11 A evolução tem de responder por que tantas espécies diferentes de organismos terrestres evoluíram praticamente ao mesmo tempo. Para a Teoria do Zoneamento Ecológico, isso representaria, como esperado, as regiões terrestres mais baixas e secas existentes anteriormente ao Dilúvio.

Bem acima, na coluna, descobre-se, de acordo com o cenário evolucionista, que a maior parte das ordens de mamíferos surgiu num intervalo de apenas 12 milhões de anos, e as ordens vivas de aves entre 5 e 10 milhões de anos. Alguns evolucionistas caracterizam essas rápidas taxas como sendo "claramente absurdas".12 Pensa-se que as espécies fósseis duram vários milhões de anos, e os evolucionistas acreditam que seja necessário um grande número de gerações de cada espécie para que ocorram quaisquer alterações evolutivas significativas.

Outro problema sério para a evolução revelado pela coluna geológica, é a ausência de fósseis intermediários -- especialmente entre os grandes grupos de plantas e animais. E é especificamente aí que seria de esperar o maior número deles. Alguns poucos têm sido descritos, porém onde deveriam existir centenas de milhares, como por exemplo, logo abaixo da explosão cambriana, não há virtualmente nenhum. Pouca evidência existe em favor de qualquer desenvolvimento evolutivo.

O veredicto

Muitos evolucionistas sentem que a vaga progressão das formas de vida, à medida que se sobe na coluna geológica, constitui uma evidência indiscutível a favor do seu modelo. Entretanto, uma observação mais acurada revela, ao contrário, problemas graves, especialmente taxas de evolução erráticas, tempo insuficiente e ausência de fósseis intermediários. No contexto bíblico seria também de esperar alguma progressão geral das formas vivas, pois o dilúvio de Gênesis contribuiu para a formação da coluna geológica. Um dilúvio universal na nossa Terra hoje também produziria uma coluna geológica com um aumento geral de complexidade de baixo para cima. No nível mais inferior estariam os microrganismos simples que vivem nas rochas profundas, em seguida viriam os organismos marinhos e acima estariam os organismos terrestres continentais "avançados". Além disso, se as paisagens da Terra antes do Dilúvio fossem como as desenhadas na Figura 3 e soterradas gradualmente e em ordem pelo dilúvio, isso produziria a coluna geológica como a vemos hoje. Evidências como a vida microscópica simples nas rochas profundas, a explosão cambriana e o mesmo nível de surgimento de grande número de organismos terrestres, apóiam fortemente a Teoria do Zoneamento Ecológico e a explicação do dilúvio bíblico para a coluna geológica.

Ariel A. Roth (Ph.D. pela Universidade de Michigan) foi diretor do Geoscience Research Institute, Loma Linda, Califórnia. Além de numerosos artigos sobre criação e ciência, escreveu o livro Origins: Linking Science and Scripture (Hagerstown, Ma; Review and Herald Publ. Assn, 1998), traduzido para o português com o título Origens - Relacionando a Bíblia com a Ciência, obra publicada pela Casa Publicadora Brasileira em 2002.

Notas e Referências

1. G. L. Jepsen, "Riddles of the Terrible Lizards", American Scientist 52 (1964):227-246.

2. A. Hallam, Great Geological Controversies, 2a. ed. (Oxford: Oxford University Press, 1989), pp. 185-215; E. Dobb, "What Wiped Out the Dinosaurs?" Discover 23 (2002) 6:35-43.

3. Para outras considerações sobre cautela, ver R. A. Kerr, "Reversals Reveal Pitfalls in Spotting Ancient and E. T. Life", Science 296 (2002): 1384-1385; A. A. Roth, "False Fossils". Origins 23 (1996):110-124

4. Alguns pontos de vista como criação progressiva e evolução teísta, são intermediários entre criação e evolução. Para uma avaliação, ver Roth, Origens - Relacionando a Bíblia com a Ciência. Casa Publicadora Brasileira, 2002, pp. 328-342.

5. Para alguns detalhes, ver idem, p. 162.

6. H. W. Clark, The New Diluvialism (Angwin, Calif.: Science Publications, 1946), pp. 37-93: Roth, Origens - Relacionando a Bíblia com a Ciência, pp. 155-170.

7. A presença de algas em rochas profundas é inesperada. Para uma discussão mais aprofundada, ver Roth, "Life in Deep Rocks and the Deep Fossil Record". Origins 19 (1992):93-104; J. L. Sinclair e W. C. Ghlorse. "Distribution of Aerobic Bacteria. Protozoa, Algae, and Fungi in Deep Subsurface Sediments". Geomicrobiology Journal 7 (1989):15-31.

8. J. W. Valentine, "Why no New Phyla after the Cambrian? Genome and Ecospace Hypotheses Revisited". Palaios 10 (1995):190-194; R. D. K. Thomas. R. M. Shearman e G. W. Stewart. "Evolutionary Exploitation of Design Option by the Firs Animals With Hard Skeletons", Science 288 (2000):1239-1242.

9. S. A. Bowring, J. P. Grotzinger, C. E. Isachsen, A. H. Knoll, S. M. Plechaty e P. Kolosov, "Calibrating Rates of Early Cambrian Evolution", Science 261 (1993):1293-1298; C. Zimer. "Fossils Give Glimpse of Old Mother Lamprey", Science 286 (1999):1064-1065.

10. Citado por M. Nash, "When Life Exploded". Time 146 (1995)23:66-74.

11. Para uma ilustração mais completa ver Roth, Origens - Relacionando a Bíblia com a Ciência. Figura 10.1, p. 158.

12. S. M. Stanley, The New Evolutionary Timetable: Fossils, Genes and the Origin of Species. (New York: Basic Books, 1981), p. 93.

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