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Como a psicanálise análisa o sentimento de culpa ?

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Como a psicanálise análisa o sentimento de culpa ?

Mensagem por Eduardo em Sex Abr 06, 2012 8:01 am

Gostei dessa analise da polêmica na interpretação entre Marcuse e Freud:

http://www.cefetsp.br/edu/eso/filosofia/marcusefreudpolemica2.html

A seguir faço um breve resumo sobre o tema deste tópico.

Herbert Marcuse (Berlim, 19 de Julho de 1898 — Starnberg, 29 de Julho de 1979) foi um influente sociólogo e filósofo alemão naturalizado norte-americano, pertencente à Escola de Frankfurt, uma corrente de tradição marxista, que após sofrer abalos nas suas esperanças revolucionárias como resultado do apoio do proletariado alemão ao fascismo e a não ocorrência da revolução proletária, vão buscar uma re-análise da tese marxista. O marxismo não é completamente abandonado, mas passa a ser visto sob um olhar crítico.

Ele se preocupava com o desenvolvimento descontrolado da tecnologia, o racionalismo dominante nas sociedades modernas, os movimentos repressivos das liberdades individuais. Entre esses movimentos está a religião e sua imposição do sentimento de culpa. Tem ainda o intuito de resgatar a teoria freudiana do "superficialismo teórico" neofreudiano (E. Fromm, C. Jung, K. Horney, W. Reich entre outros). No seu epílogo "Crítica do Revisionismo Neofreudiano", ele ataca arduamente esta teoria que se propôs a interpretar a tese de Freud, pois estes teriam omitido os principais conceitos desta, exatamente aqueles que a caracterizaram como uma teoria crítica ( o instinto de morte, a importância da sexualidade no desenvolvimento de indivíduo, etc). Retomarei esta discussão mais adiante.

Em Eros e Civilização Marcuse procurou unir Freud com Marx, ele apenas "...transladou as categorias não-históricas e psicológicas do pensamento de Freud para as categorias eminentemente históricas e políticas do marxismo" (P. Robinson, A Esquerda Freudiana. pg. 157).

Nessa obra Marcuse descreve a dialética da civilização partindo da análise da afirmação de Freud de que “... o preço que pagamos por nosso avanço em termos de civilização é uma perda de felicidade pela intensificação do sentimento de culpa” (FREUD,S. 1974, p.185). A crítica freudiana, ao pressupor a correlação entre progresso e sentimento de culpa, aponta diretamente para a infelicidade como condição estrutural da vida em sociedade...

Segundo a teoria psicanalista "A quantidade adicional de repressão conduz ao aumento descontrolado do sentimento de culpa, mergulhando a civilização capitalista na irracionalidade. O sentimento de culpa se expressa, pois, como uma resistência do paciente à cura, cuja superação é extremamente difícil, dada a inviabilidade de se convencer o paciente de que é o seu sentimento de culpa que o torna enfermo.O paciente freudiano, em sua “reação terapêutica negativa”, pode ser analogamente comparado ao indivíduo comum na sociedade de massas contemporânea, que tem seu sentimento de culpa exacerbado pelas exigências que lhe são impostas pela sociedade... Percebemos, neste trecho, que o sentimento de culpa é simultaneamente condição fundamental para a própria existência da civilização, e algo cuja intensificação perpetua a vida civilizada como sistema organizado de dominação."

Para Marcuse, na sociedade moderna altamente repressiva, a arregimentação e controle sobre as pulsões sexuais estariam libertando as pulsões destrutivas e fortalecendo o sentimento de culpa. Essa questão da dinâmica libidinal é bastante polêmica, mas em O Mal- Estar na Civilização é possível concluir que a repressão ocorre conjuntamente sobre as duas pulsões, a de vida e a de morte. Para Freud, na sociedade, tanto Eros quanto Tânatus são excessivamente reprimidos. A repressão à pulsão agressiva aumenta a severidade do superego e consequentemente o sentimento de culpa.


"Conforme aquele caminho que chamam SEITA, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na LEI e nos PROFETAS" (Atos 24:14 ) - Paulo, o apostolo dos gentios

Eduardo

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