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Os Dez Mandamentos continuam vigentes

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22022009

Mensagem 

Os Dez Mandamentos continuam vigentes







Defendendo os Dez Mandamentos

Publicado em 14/10/2010 por Seventh Day
O que você acha dos Dez Mandamentos? Obviamente, você já ouviu falar deles, pois quem não ouviu? Mas minha pergunta é (usando as palavras do comentador da Fox News Bill O’Reilly),

O que você diria?

Pregadores populares estão enviando mensagens contraditórias. Alguns proclamam dos púlpitos, “A sociedade está afundando no pecado e deve retornar à lei de Deus!”. No entanto, muitos destes mesmos pastores, quando pressionados sobre o seu dever pessoal de obedecer aos Dez Mandamentos, rapidamente retrucam: “Nós não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça. Os Dez Mandamentos foram escritos para os judeus, não cristãos!”

Qual é a verdade?

Para começar, vamos voltar 3400 anos. Israel tinha acabado de ser resgatado da escravidão do Egito e estava acampado na base do Monte Sinai. Olhando para cima, mais de um milhão de olhos israelitas viram “trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta … Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente” (Ex. 19:16-18).

Se estivéssemos no sopé do Monte Sinai naquele dia terrível, estaríamos agitados e trêmulos como todos os outros. Por que fogos de artifício? Por que as manifestações esmagadoras do poder divino? Por que trovão, relâmpago, trompete, fumaça e terremoto? A razão é simples. Tinha chegado o grande dia para o Deus Todo-Poderoso proclamar os Dez Mandamentos (ler Êxodo 20:1-17).

1. Nem as palavras “judeu” ou “Israel” são encontradas em qualquer lugar nos Dez Mandamentos.

2. O segundo mandamento afirma que a obediência a essa lei se aplica à “milhares” de gerações (Êxodo 20:5,6).

3. Os Dez Mandamentos são únicos acima de qualquer outra lei bíblica, comando, demanda ou ritual, porque só eles foram “escritos pelo dedo de Deus” (Ex. 31:18).

4. Deus escreveu os Dez Mandamentos em pedra sólida (ver Ex. 31:18), o que significa que eles são permanentes e são aplicáveis a todas as gerações, inclusive a nossa.

E o Novo Testamento? Será que apresentam os Dez Mandamentos como estando ainda em vigor hoje, ou não? O que diz o Senhor? Aqui está a resposta:

Paulo escreveu: “eu não teria conhecido o pecado senão pela lei Porque eu não teria conhecido a cobiça se a lei não dissesse: ‘Não cobiçarás” (Romanos 7:7). Paulo estava citando o décimo mandamento.

Mais uma vez, Paulo escreveu: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Efésios 6:1-3). Paulo estava citando o quinto mandamento.

Tiago escreveu: “Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei. Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade”(Tiago 2:11-12). Tiago estava citando o sexto e sétimo mandamentos.

Jesus Cristo ensinou: “E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei. Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério” ( Lucas 16:17-18). Jesus estava citando o sétimo mandamento, e ele afirmou que “é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei”.

Com base nestes versos simples da Bíblia, esta mensagem é clara: os Dez Mandamentos continuam a existir, mesmo nos tempos do Novo Testamento.

Espere um minuto! você pode estar pensando. E todos os textos do Novo Testamento sobre não sermos salvos pela lei? Boa pergunta. É certamente verdade que Paulo é igualmente claro que os cristãos não são “justificados pela lei” (Gálatas 5:4), ou salvos pelas “obras da lei” (Romanos 3:28), ou “sob a lei” (Romanos 6 : 14) e que “Cristo é o fim da lei para justiça de todo aquele que crê” (Romanos 10:4). De facto, estes versos são verdadeiros também, e eu acredito neles. A questão é: como é que encaixamos os textos pró-lei e os textos não-salvos-pela-lei, conjuntamente?

Existe uma maneira bíblica. Aqui está:

Os Dez Mandamentos não foram dados pelo Deus Todo-Poderoso para salvar ou justificar qualquer pecador, mas sim para mostrar aos pecadores seus pecados e sua necessidade de um Salvador. O mesmo versículo no livro de Romanos que diz: “pelas obras da lei nenhuma carne será justificada diante dele”, diz ainda, “pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20). Você vê isso? Quando olhamos para os Dez Mandamentos descobrimos os nossos pecados e nossa necessidade de Jesus Cristo.

Quando nos “arrependemos” (Lucas 13:3) de nossos pecados e temos “fé” (Atos 20:21) em Jesus Cristo, Ele vai “perdoar” (1 João 1:9) e dar a nossos corações “o dom do Espírito Santo “(Atos 2:38). Então, como crentes gratos, arrependidos, perdoados, nascidos de novo, e salvos pela graça, devemos, então, guardar a lei que havíamos quebrado porque amamos a Jesus (João 14:15). Afinal, foram os nossos muitos pecados de quebrar a lei que causaram a morte de Jesus em primeiro lugar (compare com 1 João 3:4 com 1 Coríntios. 15:3). Deveríamos, então, optar por continuar com eles?

A resposta de Paulo é: “Deus me livre!” (Romanos 6:15).

O livro do Apocalipse prediz que Deus terá um povo final logo antes da Segunda Vinda de Jesus Cristo que, sendo totalmente salvos pela graça, guardam os Dez Mandamentos, em meio a um mundo enlouquecido. Observe com atenção:

“E o dragão ficou furioso com a mulher, e ele foi fazer guerra ao resto de sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo” (Apocalipse 12:17).

“Aqui está a paciência dos santos, aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus … Então olhei, e eis uma nuvem branca, e sobre a nuvem um semelhante ao Filho do Homem, tendo em Sua cabeça uma coroa de ouro, e na mão uma foice afiada” (Apocalipse 14:12).

Em 13 de outubro de 2010, mais de um bilhão de pessoas perderam o fôlego diante de seus televisores, enquanto 33 mineiros chilenos que haviam estado presos por 69 dias sob 2.000 metros de rocha foram finalmente retirados das trevas para a luz e abraços de seus familiares. Seu resgate acabou com “o mais longo aprisionamento subterrâneo na história humana. “

Caro leitor, não fique preso por idéias obscuras sobre os Dez Mandamentos. A Santa Lei de Deus ainda existe, assim como ele originalmente a escreveu sobre a rocha sólida há quase 3400 anos atrás. Jesus Cristo é nossa Luz (João 8:12), e Ele ensinou claramente: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15).

Quem defenderá os Dez Mandamentos hoje?

Artigo escrito por Steve Wohlberg publicado no site White Horse Media. Crédito da Tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/


Os Dez Mandamentos continuam vigentes

Introdução

Acredito que muitos estão acompanhando o debate sobre a Lei dos Dez Mandamentos, se foi ou não abolida, debate este proposto pelo ilustre Professor Jean Alves Cabral Macedo em seu artigo publicado no site "Adventistas.com", sob o seguinte título: "Enfim Uma Prova de Que Não Estamos Sujeitos aos Dez Mandamentos?". Eis a sua afirmação:

· "Creio haver encontrado nele uma base de sustentação teológica confiável, segura e precisa para compreenderemos que a Lei dos Dez Mandamentos estão rigorosamente abolidos como ensinam as Igrejas Reformadas em sua maioria e que a verdadeira Lei de Deus em nossos dias transcende os aspectos específicos do Decálogo, ampliando o que chamamos hoje de Lei do Senhor para uma estrutura que pode conter mais de 200 mandamentos, que incluem neles os princípios e aspectos dos que estavam nos Dez Mandamentos". (grifos meus).

Basta uma leitura atenta para percebermos, de início, a insegurança, pois o uso da expressão "creio" já deixa transparecer uma posição pessoal na qual julga haver encontrado uma base de sustentação teológica confiável. Tanto que, em sua longa dissertação e análise (a minha também o será), percebe-se também o ardente desejo de levar os leitores à "crença" de que realmente existe essa segura base bíblica para sustentar suas idéias. Não há dúvida que o Prof. Jean é um estudioso da Palavra de Deus e que, apesar de sua "ousadia" ao afirmar tão categoricamente seus pontos de vista, pode-se também divisar em seus escritos a disposição de retratação, tanto nos anteriores, quanto nos posteriores ao presente artigo que aqui consideramos ("Façam uma defesa que edifique as nossas mentes com uma exposição que demonstre que eu me equivoquei e eu farei a retratação imediatamente"). Se fundamentada na humildade ou insolência, Deus o sabe. Sinceramente, queremos crer que seja realmente uma sincera vontade de estar ajustado à vontade divina.

Em seus escritos o Prof. Jean reclama um questionamento ético e cristão e o faz com justa razão, pois infelizmente, percebe-se nitidamente que muitos que se manifestam através do Adventistas.com, fazem uso de impropriedades em seu linguajar, demonstrando assim um distanciamento dos ensinos de Cristo quanto ao nosso trato para com o semelhante. Daí encontrarmos uma recente publicação no referido site como título "Adventistas.com, A Voz dos Lazarentos". Para o leitor apressado, isso foi um impropério, pois na linguagem vulgar "lazarento" sempre foi um insulto e palavrão. Mas o seu real significado veio "realmente" a calhar, pois tem a ver com aquele que tem pústulas, chagas, feridas. O dicionário vai além, referindo-se à doença daquele que a Bíblia chama de Lázaro, ou seja, a lepra.

Sendo assim, muitos que se manifestam no referido site e outros similares, têm deixado claras demonstrações de seu desapreço e descontentamento para com a Igreja Adventista do Sétimo Dia (a Instituição), pois alguns, de alguma forma, se encontram feridos, machucados, magoados em virtude de incompreensões e injustiças. Infelizmente isso tem acontecido. Outros, quem sabe, se manifestam acintosamente por causa das chagas do pecado, não necessariamente aqueles que consideramos escabrosos, mas quem sabe, a inveja, o ciúme ou outros sentimentos não saudáveis em relação aos que ocupam posição de liderança e mesmo pastores em geral. Todavia, gostaria de deixar claro que não descarto aqui, a maneira, muitas vezes eivadas de insólita ironia e desdém da parte de alguns teólogos, tanto nos seus escritos quanto em suas palestras ao se referir aos membros "leigos" que ousam desafiar seus pontos de vista. A mim me parece que em ambas as situações, situacionistas e oposicionistas se distanciam do verdadeiro cristianismo. Portanto, "a ousadia" despida do manto da humildade tende mais a solapar a verdadeira fé, do que edificá-la.

O perigo do julgamento apressado e do zelo sem entendimento

Pois bem, vamos ao que interessa. O Prof., embora não tenha citado a tradução usada, fundamentou seu artigo na leitura e exposição de II Coríntios 3, onde lemos como citado em seu artigo:

1. Começamos, porventura, outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou temos necessidade, como alguns, de cartas de recomendação para vós outros ou de vós?

2. Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens,

3. estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.

4. E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus;

5. não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus,

6. o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.

7. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente,

8. como não será de maior glória o ministério do Espírito!

9. Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça.

10. Porquanto, na verdade, o que, outrora, foi glorificado, neste respeito, já não resplandece, diante da atual sobreexcelente glória.

11. Porque, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente.

12. Tendo, pois, tal esperança, servimo-nos de muita ousadia no falar.

13. E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia.

14. Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido.

15. Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.

16. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado.

17. Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

Por fazer uso explícito da Palavra de Deus, à primeira vista, os argumentos como expostos pelo Prof. Jean, são interessantes e "parecem" vir como respaldo de um claro "assim diz o Senhor". Será isso mesmo? O fato é que seus escritos estão se prestando ao serviço de nos levar à reflexão. Pelo menos isso está acontecendo comigo que, embora tenha cursado a Faculdade de Teologia, reconheço minhas limitações e longe estou de me considerar um teólogo. Deixo claro que exerço um ministério pastoral a serviço da Igreja Adventista do Sétimo Dia e estou aqui para considerar alguns aspectos que, em minha opinião, não devem ser esquecidos e muito menos ignorados, pois se isso acontecer muitos leitores apressados e/ou descontes com a doutrina adventista do sétimo dia, poderão julgar haver achado uma "mina de ouro".

Um aspecto que precisa ser considerado é que, embora a Igreja Adventista tenha alcançado a fama de igreja legalista, com certeza isso não se deve à sua concepção doutrinária em relação aos Dez Mandamentos e sim ao exercício do "zelo sem entendimento" (Romanos 10:2 "Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento".) Julgar o todo por um ou alguns pode nos levar ao pecado do julgamento precipitado, atitude esta condenada por Cristo: Mateus 7:1 "Não julgueis, para que não sejais julgados". Lucas 6:37 "Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados". João 7:24 "Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça". O apóstolo Paulo também é claro quanto a isso: Romanos 2:1 "Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas". Embora esteja a serviço da Igreja Adventista do Sétimo Dia, mesmo sendo um pastor, confesso que não li todos os artigos e livros publicados pela igreja, mas a abundância de citações, conteúdos de livros e revistas que exaltam a doutrina da justificação pela fé deixam claro que a IASD não contém uma doutrina de salvação pelas obras. Mesmo uma ou outra citação que porventura "pareça" assim o fazer precisa ser analisada cuidadosamente para não incorrermos no erro do julgamento.

Grifei o texto de Romanos 10:2, citado acima para fazer a pergunta: "Quem eram eles, que tinham zelo por Deus, mas sem entendimento?" A leitura do verso primeiro deixa claro que Paulo se refere ao povo de Israel. Um estudo mais aprofundado da carta escrita aos Romanos nos levará à convicção de que a salvação está clara e firmemente delineada no ministério de Cristo na cruz, razão pela qual a Carta aos Romanos tem sido chamada de "Evangelho da Salvação". Mas esse mesmo estudo mais acurado e sério nos mostrará que os capítulos nove a onze que parecem ser uma quebra de seqüência na linha de pensamento do apóstolo, estão na verdade declarando a soberania de Deus sobre o povo de Israel, povo esse com quem Deus fez Sua aliança.

Ao me referir à soberania de Deus, é importante ter em mente que toda aliança feita por Deus com Seu povo, está muito distante de ser um contrato mútuo, pois partiu da amorosa intenção divina objetivando a salvação de Seu povo escolhido para fazer brilhar a luz da verdade aos povos e nações de sua época. As alianças de Deus (porque são muitas as que encontramos na Bíblia) são unilaterais e estão vinculadas à Sua soberania.

Pois bem, voltemos ao assunto. Os adventistas têm sido considerados como legalistas exatamente em virtude de homens e mulheres que, embora sinceros em sua crença, foram infelizes em seu posicionamento para defender e divulgar a verdade. Tal como os israelitas que, por tornarem a observância da lei um verdadeiro fardo, tornaram-se verdadeiros fanáticos distanciando-se do verdadeiro propósito de Deus para com eles. Tão radicais à observância da lei que julgavam Cristo um devasso, um libertino e por isso mesmo O crucificaram. Jesus mesmo, os declarou como pessoas estudiosas das Escrituras, mas com um véu que os impedia de vê-Lo como o Messias. João registra isso em seu Evangelho, capítulo 5:39 e 40: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida". Eram judeus zelosos, mas faltos de entendimento do verdadeiro propósito da aliança divina do Antigo Testamento que apontava para a Nova Aliança, isso declarado em Jeremias 31.31-33: "Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá... porei a minha lei no seu interior, e as escreverei no seu coração".

Obediência e Vida Eterna – Relação impossível?

Sempre houve e sempre haverá homens e mulheres que serão achados fiéis ou infiéis diante de Deus. Um exemplo digno de lembrança está relatado em I Reis 19 onde está relatada a experiência de Elias. Todos, acredito, nos lembramos do medo de Elias diante das ameaças de Jezabel. Havendo fugido para o deserto pediu para si a morte. Quando escondido numa caverna, o Senhor o encontrou e com ele manteve um diálogo. Diante da pergunta que Deus lhe fez sobre o que ele estava ali fazendo, Elias respondeu: "Eu tenho sido em extremo zeloso (= a vivo ardor a serviço de Deus ou da religão. Pontualidade e diligência em qualquer serviço) pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma tirarem". (verso 14). Diante dessa afirmação de Seu fiel filho, Deus lhe garantiu no verso 18: "Também eu fiz ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que se não dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou". (grifos e observação acrescentados).

Todo estudioso da Bíblia conhece a história e sabe que realmente o povo de Israel se desviou da obediência à lei dos Dez Mandamentos (os filhos de Israel deixaram o teu concerto), pois idolatravam a Baal, desobediência clara e direta do segundo mandamento. Na linguagem de Elias, os filhos de Israel eram infiéis. E Elias se considerava o único fiel diante dos olhos divinos. Na sua concepção humana e desconhecimento da realidade, Elias errou, pois embora não o soubesse, havia um remanescente fiel na observância dos mandamentos divinos.

Embora a Bíblia não o afirme textualmente, só posso interpretar que Elias e os sete mil remanescentes que se não tornaram idólatras, com certeza, a lei dos Dez Mandamentos, que um dia foi escrita em tábuas de pedra, Deus a tinha gravado no seu interior, escrita em seu coração. Por essa razão eram obedientes, zelosos e fiéis.

No Antigo Testamento, homens e mulheres que praticavam as cerimônias que apontavam à Cristo como o Cordeiro de Deus, o faziam confiando na promessa de um Salvador, à vista de Deus eram considerados fiéis, não porque faziam, mas porque, repito, tinham fé na Aliança de Deus. Morto o Cordeiro de Deus, hoje não temos mais o ritualismo das cerimônias a cumprir, mas somente aceitar a Sua morte como sacrfício expiatório pelos nossos pecados. Estou me referindo à Graça Divina. E aí o apóstolo Paulo pergunta: Romanos 6:1 "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?". Em outras palavras: continuaremos transgredindo a lei, só para alcançarmos maiores bênçãos da expiação? Quando grifei "somente aceitar", pode-se inadvertidamente imaginar que essa aceitação daria liberdade para se fazer o que quiser. De sã consciência, pessoas bem intencionadas não aceitam isso sob hipótese alguma. Assim, somente quem deixa de manter um saudável relacionamento com Deus é que se dispõe a agir contrariamente à vontade divina expressa como regra de vida nos Seus mandamentos. Daí os idólatras, os devassos, os adúlteros, os assassinos e todos que, de alguma forma, tornam o mundo um lugar inseguro para se viver. Por outro lado, aqueles que amam a Deus e com Ele se relacionam, seu viver é caracterizado por uma conduta "sóbria, justa e piamente" (Tito 2:12), conduta esta em plena harmonia com o Código de Conduta claro e inequívoco exarado nas Tábuas da Aliança.

Em Romanos 3:20 "visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado". Os grifos acrescentados merecem ma rápida consideração. Se alguém considera a Escritura como a Palavra de Deus realmente inspirada, não porque imaginar que as "obras da lei" possam lhe oferecer a salvação. A Bíblia é clara nesse sentido. As interpretações é que são confusas, como é confusa a idéia e pregação de que a lei foi abolida. Ora, o apóstolo Paulo é claro também ao afirmar que "pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Há o que discutir?". Nesse momento precisamos ter a correta interpretação do que seja o pecado. Diante da pergunta "que é pecado?", a pronta resposta nos leva ao texto de 1 João 3:4 "Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei". Transgressão é o ato de violar, infringir, desrespeitar, quebrar o código de conduta estabelecido para manter a harmonia de um sistema. Queiramos ou não, os atos, as "obras" maus desestabilizam a harmonia do sistema. Mas o pecado é ainda mais que atos pecaminosos.


Última edição por Ronaldo em Dom Fev 22, 2009 11:20 am, editado 1 vez(es)
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Mensagem em Dom Fev 22, 2009 11:13 am por Carlstadt

Pecado e atos pecaminosos e as exigências da lei

São muitas as designações bíblicas para o termo "pecado" e isso acontece em virtude dos diferentes aspectos em que o mesmo se perpetua. O Novo Dicionário da Bíblia assim o explica:

· "O pecado é fracasso, é erro, é iniquidade, é transgressão, é contravenção, é falta de lei, é injustiça. É um mal insolúvel. Porém, a definição do pecado não pode ser derivada simplesmente dos termos bíblicos para denotá-lo. A característica mais notável do pecado, em todos os seus aspectos, é que orientado contra Deus".

· "Quando as Escriturasdizem que 'o pecado é a transgressão da lei' (I João 3:4), é para esse mesmo conceito que a nossa atenção é atraída. A lei é o transcrito da perfeição de Deus; é Sua santidade expressando-se e visando a regulamentação do pensamento e da ação de maneira consoante com essa perfeição. A transgressão é a violação daquilo que é exigido da nossa parte pela glória de Deus e, por conseguinte, em sua essência, é a contradição contra Deus". (página 1235). (grifo acrescentado).

Quando no princípio da criação o pecado de Adão e Eva não foi a desobediência "ipsis litteris" de um dos mandamentos expressos nas Tábuas da Aliança. Esta veio várias gerações após nossos primeiros pais. Se "pecado é a transgressão da lei", e o "salário do pecado é a morte" temos que o ato pecaminoso de Adão e Eva foi tomar do fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal. Esse ato pecaminoso foi a consequência, "em sua essência", de sua "contradição contra Deus". Deus dissera "não comerás" e Adão e Eva, seduzidos por Satanás, contradisseram a ordem divina, comendo do fruto proibido. Todos sabemos que nossos atos são resultantes de processos mentais, conscientes ou inconscientes. Assim, o pecado começa em nossa mente, resultando na transgressão direta de uma ou outra ordem qualquer expressa em palavras.

Se a lei dos Dez Mandamentos só foi promulgada muito tempo depois do pecado no Éden, que leis trasnsgrediram as gerações que sucederam Adão e Eva? Com certeza o pecado dessas gerações até a promulgação das leis nas Tábuas da Aliança não foi o mesmo de Adão e Eva. O apóstolo Paulo nos afirma isso em Romanos 5:14 "Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir". Aí só podemos interpretar que a Lei de Deus, que é o transcrito de Sua perfeição só pode ter sido escrita no coração de nossos primeiros pais. Ao transgredirem essa lei espiritual estariam cometendo pecado. É importante ter em mente que, por não haver um código escrito da vontade divina, o ensino da mesma foi oral no convívio familiar. Dessa forma Noé passou as instruções aos seus filhos. Mais tarde Abraão, com quem Deus fez uma aliança, Isaque e Jacó, transmitiram também as orientações divinas de um viver segundo a lei escrita em seus corações.

Havendo Deus promulgado Sua lei no monte Sinai e a gravando em tábuas de pedra e dando também instruções gerais para o ritual de cerimônias que prefiguravam a morte de Cristo, é óbvio também que estando conscientes da vontade divina, os israelitas agora não só as tinham gravadas em seu coração (mente), mas também ali estavam gravadas nas duas Tábuas da Aliança, bem como no rolo das chamadas "Leis de Moisés", ambas colocadas dentro da Arca da Aliança e ao lado da mesma, respectivamente.

Hoje, as leis que regiam o ritual do santuário, estas sim, com a morte de Cristo na cruz, estão realmente abolidas. Estão registradas na Bíblia para nosso conhecimento e compreensão do plano de salvação e de como o mesmo foi transmitido ao povo de Deus que, pela fé, praticava os rituais, na esperança da redenção em Cristo, quando da plenitude dos tempos. Quanto à lei dos Dez Mandamentos também estão resgistradas nas Escrituras não apenas para o nosso conhecimento intelectual e histórico, mas para que, aceitando o sacríficio expiatório de Cristo, possam ser elas gravadas em nosso coração.

Como, pois, poderiam ser abolidos os Dez Mandamentos? Aliás, imagino que o Prof. Jean de sã consciência, não ousaria afirmar que estaria dispensado da obediência de qualquer um dos Dez Mandamentos por estar sob a Nova Aliança. Se acredita mesmo que salvação é "pela graça,mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus" (Efésios 2:8), sabe que assim como na Velha Aliança Deus exigia fidelidade, essa mesma fidelidade é exigida do cristão sob a Nova Aliança.

Aliás, de início, a Bíblia é clara em relacionar vida eterna com a obediência. Não porque a obediência em si mesma tenha algum mérito, mas porque Deus assim o quer e exige ou determina. Vejamos em Gênesis 2:16 e 17 "E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás". A obediência está implícita neste texto. Negar a importância da obediência ou interpretá-la erroneamente é desconsiderar a Palavra de Deus nas entrelinhas de Sua ordem (mandamento) aos nosso primeiros pais.

A expressão "exigida" pode soar mal aos ouvidos do leitor, pois a pregação de que "somos salvos unicamente pela graça" tão divulgada hoje em dia, mas claramente dissociada do amplo contexto bíblico, essa pregação presta um desserviço aos propósitos divinos da santificação como descrita pelo apóstolo Paulo em Romanos 6:22 "Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;". Todos, creio, concordamos que um viver santificado é um viver de acordo com a vontade de Deus. Santificação pressupõe o processo de crescimento na graça redentora que nos leva à prática rígida dos princípios religiosos. Assim, quanto maior o crescimento espiritual, maior a disposição de obedecer a vontade divina.


O significado de uma exigência nada mais é que a imposição de uma ordem, de uma norma, de um preceito. Por sua vez a palavra fidelidade tem a ver exatamente com a palavra "fiel" , ou seja, "aquele que é digno de fé; que cumpre aquilo a que se obriga; leal; honrado, íntegro".

Já vivendo numa nova dispensação, a da Nova Aliança, o apóstolo João, o discípulo do amor, relatou em Apocalipse 2:10 u.p. "Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida". Em outras palavras, "Cumpre aquilo a que se obrigou, seja leal, honrado e íntegro". Seria um absurdo alguém dizer que aceita os méritos de Cristo e não se propor a fazer Sua vontade. Aliás, Cristo afirmou em João 15:10: "Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço". Temos também no evangelho de Mateus 7. 21, Jesus disse: "Nem todos que dizem Senhor, Senhor entrará no reino de Deus, somente aqueles que fazem a vontade de Deus que está no céus". (grifos meus).

Dentre os muitos significados do verbo "guardar", destaco os seguintes "Vigiar com o fim de defender, proteger ou preservar; Observar, cumprir, praticar; Dar mostras de; Observar, cumprir as prescrições ou preceitos de" . Sendo uma proposta condicional de Cristo, creio que a mesma dispensa comentários, principalmente porque vem acompanhada da clara e indiscutível afirmação "como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai".

Quais os mandamentos de Deus que Jesus obedeceu em Seu viver exemplar aqui na Terra? Ele mesmo nos dá a resposta em Mateus 5: 17 "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir". Jesus, em Seu exemplo, não só cumpriu a lei da dispensação judaica que exigia como também obedeceu a lei dos Dez Mandamentos. Afirmar que Ele não o fez seria uma ousadia. Não participou ele da festa da Páscoa, um dos rituais judaicos? (Lucas 22:15 "E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento".) Que dizer então dos mandamentos que exigem fidelidade a Deus e ao nosso próximo, tais como exarados na lei dos Dez Mandamentos? É só observar o contexto no qual o Mestre faz referências a dois desses mandamentos, sem levar em conta, (tenho comigo que o Prof. Jean não irá discordar) o fato indiscutível e óbvio que Jesus glorificou a Deus como único Deus verdadeiro (João 17:3 "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste"). Porventura, Jesus fazia ou adorava imagens de escultura? Embora os Evangelhos não tenham uma passagem nesse sentido (pelo menos não a encontrei) seria impossível alguém de sã consciência afirmar que Cristo foi um idólatra. Se, foi Seu princípio reconhecer a soberania divina, com certeza era fiel na observância tanto do segundo quanto do terceiro mandamento que proíbe tomar o nome de Deus em vão. E quanto à observância do sábado? Todo honesto e fiel leitor das Escrituras há de reconhecer que era costume de Jesus ir à sinagoga no dia de sábado, bem como saber que Ele mesmo foi quem afirmou ser o "Senhor do Sábado", razão pela qual esse dia nós o chamamos "Dia do Senhor".

Mas ainda há que se considerar um pouco mais sobre a palavra cumprir que, não apenas significa o que acima expus, mas também pode, dentro do mesmo contexto, significar não só a obediência completa da lei, mas também "completar, aumentar, aperfeiçoar a mensagem do Velho Testamento, mostrando sentidos e experiências espirituais de maior elevação, aumentando as doutrinas e mudando a posição do povo de Deus". Russel Norman Champlin, em O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, pág. 309 do volume 1. Mais adiante ele considera que Jesus "escreveu a lei no coração, mas também expôs novas idéias e ensinos. Trouxe-nos o princípio da graça, da justificação em Sua própria pessoa, da regeneração, coisas essas que a lei prefigurava, mas que não podia efetuar".

Com tal afirmação, vale a pena reler Jeremias 31.31-33: "Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá... porei a minha lei no seu interior, e as escreverei no seu coração".

Vamos agora ao verso 48 de Mateus, capítulo cinco: "Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus". Fiz questão de grifar a palavra "pois" uma vez que ela tem um significado conclusivo. Assim depois de fazer uma nova exposição da lei, e esta amplificada, declarando sem rodeios que não veio para revogar, mas cumprir, dá Jesus a ordem de sermos perfeitos, ou seja, de buscarmos a semelhança com o Pai que está nos céus. Com as próprias forças? Qualquer cristão, mesmo os "legalistas" serão taxativos em negar essa possibilidade.

Por isso é bom continuarmos a leitura de Mateus no capítulo seis. Logo no primeiro verso encontramos uma nova ordem, um novo mandamento: "Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste." (Novo grifo para destacar o significado da palavra exercer, ou seja de praticar, de preencher os deveres). Embora os versos seguintes se refiram à doação de esmolas ou ofertas, em resumo isso pode significar a importância de um relacionamento íntimo com Deus e não de fachada, como costumavam fazer as autoridades judáicas tendo em vista sua própria justificação. Com tais palavras Jesus estava ao mesmo tempo ordenando um comportamento sóbrio e digno e condenando o farisaísmo dos judeus, muitas vezes chamados de hipócritas.

Em suma, se uma pessoa guarda a lei e a defende ferrenhamente para afirmar aos outros sua religiosidade, está obviamente sob a condenação de Cristo. No entanto, se humildemente reconhece sua incapacidade e com sinceridade "busca o reino de Deus e a Sua justiça" (Mateus 6:33) com certeza, o poder de Deus lhe será acrescentado (imputado) para a fiel observância da lei dos Dez Mandamentos e tantos quantos sejam outros exarados nas Escrituras. Afinal "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (II Coríntios 5:17). Ou seja, a sua maneira de observar a lei segundo a carne, pelos próprios esforços, "ja passou", e agora, "por estar em Cristo" é Cristo quem nele opera (ver Gálatas 2:20).

Estariam realmente abolidos os Dez Mandamentos?

Mas como fica a questão apresentada em II Coríntios onde temos a afirmação de que o velho pacto foi abolido? Vamos reler alguns versículos:

· Verso 6:

· "o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica".

Paulo, nos versos anteriores está afirmando que os cristãos de Corinto eram as verdadeiras "cartas" de recomendação do seu trabalho na pregação do Evangelho, por isso ele declara ser ele e os referidos cristãos, "ministros de uma nova aliança". Em outras palavras, Paulo estava se referindo à verdadeira conversão dos crentes de Corinto.

· Verso 9:

· "E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente,como não será de maior glória o ministério do Espírito!"

Por que Paulo se refere às Tábuas da Aliança como "ministério da morte"? Para entendermos, é só trazer à lembrança as palavras do próprio apóstolo que afirmou: "pela lei vem o conhecimento do pecado" (Romanos 3:20) e também que "o salário do pecado é a morte" (Romanos 6:23). Também é importante lembrar que os israelitas não puderam fitar a face de Moisés, pois estavam em pecado, pois em sua rebeldia, erigiram um ídolo e o veneravam quando Moisés desceu do monte e, ainda que lei dos Dez Mandamentos não houvesse sido promulgada como a conhecemos, Deus sempre deixou claro que abominava a idolatria. Exemplo: Gênesis 35: 1 e 2 "Disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; faze ali um altar ao Deus que te apareceu quando fugias da presença de Esaú, teu irmão. Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes;".

· Verso 14:

· "Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido".

Destaquei a afirmação de Paulo na qual faz questão de delinear o motivo pelo qual os israelitas não conseguiam enxergar o verdadeiro objetivo da Aliança de Deus, naquele momento, escrita em tábuas de pedra. Aliás, a Aliança de Deus, seja ela a velha ou a nova, ambas tinham por objetivo estabelecer um plano de relacionamento com o Deus que salva, o Deus que provê as bênçãos, todas elas, sejam materiais ou espirituais. Mais abaixo apresentarei esclarecedoras citações sobre as Alianças de Deus. Outro ponto interessante, e me reporto à atitude de Moisés ao ver os israelitas adorando um falso deus, ou seja, quebrou as tábuas da lei. Muitos estudiosos têm interpretado sua atitude como uma ilustrada e eloqüente pregação sobre a gravidade do pecado, ou seja, a transgressão da lei que só ocorre quando nos distanciamos da presença de Deus em nossa vida quebrando assim as Tábuas da Aliança.

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Mensagem em Dom Fev 22, 2009 11:15 am por Carlstadt

Pois bem, voltemos ao verso quatorze onde Paulo fala dos "sentidos embotados", ou seja, uma capacidade enfraquecida tanto intelectual quanto espiritual. Melhor ainda, sem sensibilidade para os reclamos divinos. Qualquer "cristão" que hoje leia a Bíblia e o faça à luz da "leitura da antiga aliança" continuará com olhos vendados, ou seja, continuará agindo à semelhança dos "cristãos judeus" de Corinto acreditando queas obras da lei serão agradáveis aos olhos de Deus. Pura ilusão! O apóstolo é claro: "em Cristo, esse véu é removido". Assim, o véu, a venda sobre os olhos dos "cristãos judeus" é que os impedia de ver o Evangelho conforme pregado e vivido por Cristo.

Possivelmente, o Prof. Jean, ao ler esse capítulo três da segunda carta aos Coríntios, não percebeu um pequeno detalhe claro na Tradução de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada, a que estou usando neste momento, e ao ler o mesmo verso em outras versões isso fica patente. Por isso vamos citá-los textualmente e estarei grifando o que nos interessa. Vejamos:

· Na Edição Revista e Atualizada: "Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido".

· Que foi abolido (não abolida)? A Lição do Velho Testamento ou o véu? A concordância verbal nos indica claramente que foi o véu ou mais exatamente, a cegueira espiritual. Vejamos então as outras traduções:

· Na Edição Revista e Corrigida: "Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo abolido".

· Na Edição Contemporânea usada na Bíblia de Referência "Thompson" : " Mas os seus sentidos foram embotados, pois até hoje, à leitura da antiga aliança, permanece o mesmo véu. Não foi removido, porque somente em Cristo é ele abolido".

· Tradução Brasileira da Bíblia Online da SBB: "Mas as suas mentes foram endurecidas. Pois até o dia de hoje, na leitura da antiga aliança, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele tirado".

· Nova Tradução na Linguagem de Hoje: "Mas eles não queriam compreender e, até hoje, quando eles lêem os livros da antiga aliança, a mente deles está coberta com o mesmo véu. E esse véu só é tirado quando a pessoa se une com Cristo".

· A Bíblia Viva da Editora Mundo Cristão: "Não só o rosto de Moisés estava coberto com o véu, mas a mente e entendimento do seu povo também estavam vendados e obscurecidos. Ainda agora, quando a Escritura é lida, parece que os corações e as mentes dos judeus estão cobertos com um grosso véu, porque eles não podem ver nem entender o sentido verdadeiro das Escrituras. Porque este véu de compreensão defeituosa só pode ser removido por meio da crença em Cristo" .

· Bíblia Sagrada – Nova Edição Papal – " Mas o seu entendimento ficou obscurecido, e ainda hoje, quando lêem o Antigo Testamento, esse mesmo véu permanece por levantar, porque é só em Cristo que ele deve ser levantado".

Mesmo na tradução usada pelo Prof. Jean, a situação se repete, bastando uma análise cuidadosa da oração: "mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido"; A chave da compreensão se encontra na expressão "à leitura" que indica: "Quando se faz a leitura do velho pacto, a mente dos judeus "cristãos" continuava obscurecida, pois somente em Cristo poderão ter sua visão esclarecida, pois o véu de uma mente insensível, de um coração rebelde lhe é retirado" . A concordância verbal se encontra no masculino ( o véu - abolido)

Para não enxergar o óbvio é preciso estar realmente com vendas nos olhos. Que motivação poderia estar impedindo nossa clara visão no texto analisado?

Com todo respeito ao Prof. Jean, faço agora o uso das palavras do apóstolo Paulo: "sirvo-me de muita ousadia", não porque tenha mais conhecimento que o ilustre Professor, mas porque a Bíblia é clara e uma simples análise sintática esclarece a questão. Sendo assim, aquilo que o articulista achou ter sido a "esmagadora prova explícita" de que a lei dos Dez Mandamentos foi abolida, diante de uma simples análise foi esmagada incontestavelmente.

Considerações Sobre as Alianças de Deus

Prometi acima, usar algumas citações interessantes sobre as Alianças de Deus. Antes, porém, é preciso ter em mente que em certas traduções os termos originais são traduzidos de formas variadas como pacto, afinidade, mas isso não vem ao caso. Outro ponto importante é também não esquecer que tais alianças se tratam de concessões da graça divina e a segurança das mesmas está fundamentada na ação de Deus. Sendo assim, vamos encontrar a Aliança Pré-diluviana com Noé (Gênesis 6:18), bem como o Pacto Pós-diluviano com o mesmo Noé (Gênesis 9:9-17). Temos também a Aliança com Abraão (Gênesis 15:8 e 18 17:6 a 8) e a Aliança Mosaica citada em muitas passagens, entre elas a de Êxodo 20. Importa lembrar que a Aliança Mosaica foi estabelecida em Israel em seguimento e cumprimento da Aliança estabelecida com Abraão, na qual a vontade soberana de Deus o escolheu para uma relação filial. Com isso em mente chegamos à Nova Aliança ou Novo Pacto aqui considerado em virtude da afirmação de seu estabelecimento mediante Cristo e o Seu sangue derramado na cruz. Notemos agora as palavras extraídas do primeiro volume de O Novo Dicionário da Bíblia, páginas 54 e 55:

· "Esta é a aliança da plenitude dos tempos, da consumação das épocas conforme (Gálatas 4:4 e Hebreus 9:26), sendo por esse mesmo motivo, a aliança eterna (Hebreus 13:20 e 12:28). É eterna não com o propósito de negar a perpetuidade que pertence essencialmente à graça pactual exemplificada nos pactos mais antigos, mas em vista do fato de levar essa graça à sua mais completa exibição e outorga; é a relação pactual com Deus no maior grau de realização. E é eterna porque não será substituída por qualquer outra mais completa realização daquilo que a graça pactual inclui. A graça pactual atingiu aqui o final de sua revelação. A felicidade consumada para o povo de Deus residirá na vivência da nova aliança. Não poderia mesmo ser doutra maneira. Pois a nova aliança é correlativa com a graça que Cristo é e traz".

· "Os informes do Novo Testamento sustentam essas conclusões. Certas referências estabelecem o reconhecimento da continuidade na história da administração de alianças. Gálatas 3:17 a 22 (E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a pode ab-rogar, de forma que venha a desfazer a promessa. Porque, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa; mas foi pela promessa que Deus a concedeu gratuitamente a Abraão. Qual, pois, a razão de ser da lei? Foi adicionada por causa das transgressões, até que viesse o descendente a quem se fez a promessa, e foi promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador. Ora, o mediador não é de um, mas Deus é um. É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente de lei. Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem.) refere-se explicitamente à relação entre os pactos mosaico e abraâmico. Diversos fatos são aparentes. O pacto mosaico não tornou nula a aliança abraâmica; a promessa desta última não é reduzida a nada. O pacto mosaico, pois, foi uma adição e não uma suspensão, uma adição subserviente aos interesses da promessa que encontrava seu ponto focal no descente que haveria de vir. A aliança mosaica não era uma contradição ao caráter promissório do pacto abraâmico; não era governada por algum princípio antitético nem orientada por princípio que tal. A aliança mosaica não propunha um método legal de justificação – a revelação mosaica está incluída nas Escrituras que provêem base para o método de justificação fundamentado na fé. Por essas razões, portanto, a aliança mosaica deve ser reputada como um suplemento à aliança abraâmica e está organizada sobre os mesmos princípios de promessa e fé". (Destaques acrescentados).

· "O sumário oferecido acima quanto à evidência demonstra que, nas Escrituras, as alianças de Deus com os homens são sempre administrações soberanas de graça e de promessa. Este conceito central é aplicado, entretanto, a diferentes circunstâncias e condições, pelo que o caráter precioso da graça e da promessa deve ser determinado pela situação histórica em foco. Desde o tempo de Abraão que as alianças são especificamente redentoras em seu conteúdo e propósito. ... Começando com Abraão, as alianças sucessivas são coesas com as épocas sucessivas no desdobramento progressivo da vontade e propósito redentores de Deus. E não apenas coesas, são também correlativas. A revelação pactual e sua realização redentora são virtualmente idênticas. Existe, por conseguinte, um enriquecimento progressivo nessas alianças sucessivas. Esse enriquecimento, entretanto, não é um desvio ou retração das características centrais e reguladoras da aliança. Tal enriquecimento é antes um mais completo desenvolvimento daquilo que está presente desde o princípio. Assim sendo, o clímax da graça e da relação conseguidas na redenção não ultrapassa o âmbito da aliança. O clímax da redenção é o clímax da administração da aliança e a graça soberana atinge o zênite de sua manifestação e realização".

A seguir, da mesma fonte, à página 55, uma breve consideração sobre o Livro da Aliança:

· "Em Êxodo 24:7, 'o Livro da Aliança' foi lido por Moisés como base da aliança de Yahweh com Israel, por ocasião de sua ratificação ao pé do monte Sinai. Provavelmente esse 'livro' era o Decálogo de Êxodo 20:2-17. Entretanto, tornou-se costume dar a designação de 'o Livro da Aliança' à passagem de Êxodo 20:22 – 23:33 (que noutros tempos talvez ocupasse a posição posterior no registro sagrado). (grifo acrescentado).

Distinção entre as leis de caráter moral e as leis cerimoniais

Em seu artigo, sob tópico "B", item 10, letras a, b, c e d, o Prof. Jean fez as seguintes colocações:

"O que fica absolutamente claro (Já vimos acima que houve engano de sua interpretação) neste capítulo é que os Dez Mandamentos que são o Velho Pacto estão decididamente abolidos na dispensação cristã. (Observação acrescentada)

· a.) Quando Moisés subiu ao Monte, ele recebeu lá dois blocos de instrução. Ele recebeu as instruções sobre os Dez Mandamentos e recebeu as instruções sobre o cerimonial que deveria ser adotado pelo povo de Israel sob a égide do Sacerdócio Levítico. Onde está claro isto?

Então, disse o Senhor a Moisés: sobe a mim, ao Monte, e fica lá, e dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para lhos ensinares. E levantando-se Moisés com Josué, seu servidor, subiu ao monte de Deus (...) Moisés, porém, entrou no meio da nuvem, depois que subiu ao Monte; e Moisés esteve no Monte quarenta dias e quarenta noites. (Êxodo 24:12-13,18)

· b.) Uma leitura tendenciosa feita pelos adventistas, sempre prioriza-se estes versos, onde se lê que "dar-te-ei tábuas de pedra, e a lei, e os mandamentos que tenho escrito" , como se fossem coisas distintas e separadas.

· c.) A necessidade de se fazer esta separação entre tábuas de pedra e a lei que seria a ordenança cerimonialística do sacerdócio levítico, é essencial ao adventismo, porque se tal divisão não existir, cai por terra uma enorme argumentação que eles consideram peça-chave de uma postura que reputam perfeita. A postura de que os Dez Mandamentos são eternos e imutáveis e obrigatórios para a dispensação cristã, sobretudo por causa do sábado.

· d.) Mas, uma leitura cuidadosa do texto revela-nos a falácia de uma dedução em lugar de uma exposição explícita. Os adventistas são especialistas em doutrinas dedutivas e fogem das doutrinas explícitas".

Vamos começar com a análise da letra "d.)" onde temos a denúncia de que "os adventistas são especialistas em doutrinas dedutivas e fogem das doutrinas explícitas" . Na verdade, esse não é um problema, pois embora a dedução se caracterize pela inferência e ilação, significa também no aspecto jurídico a "exposição minuciosa; enumeração de fatos e argumentos", ou ainda "concluir como conseqüência lógica, algo que foi tirado de fatos ou princípios". Deduzir, portanto, faz parte da interpretação de um texto ou acontecimento, ou de algum acontecimento relatado num texto. Isto é comum quando um leitor examina um texto, seja ele adventista, batista ou de qualquer outro segmento religioso ou mesmo filosófico. Aliás, o próprio Prof. Jean usou desse processo na interpretação de II Coríntios, capítulo 3. Foi infeliz, porém, pois deixou de lado o explícito, para apegar-se à falácia de que a lei dos Dez Mandamentos foi abolida, ou como dizem os que se omitem da observância sabática, usando a expressão paulina "cravada na cruz'.

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Mensagem em Dom Fev 22, 2009 11:17 am por Carlstadt

Quanto a postura adventista de que os Dez Mandamentos são eternos, imutáveis e obrigatórios para a dispensação cristã vejamos uma citação do Novo Dicionário Bíblico, à pagina 415:

· "A designação que se tornou comum (vide a citação acima sobre o "Livro da Aliança") sobre o conteúdo das duas tábuas de pedra – o Decálogo – embora goze de precedente bíblico, tem mostra a tendência de restringir indevidamente a concepção da Igreja sobre essa revelação. Pois o decálogo em realidade é um sumário compreensivo da lei de Deus, cuja validade permanente é evidente pela natureza de seu conteúdo e atitude do Novo Testamento para com o mesmo (Mateus 19: 17 a 19 "Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo". Mateus 22: 37 a 40 "Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas".) e é ainda assinalado por sua espantosa promulgação, sua forma física durável, e sua localização sob o trono de Deus, no santuário". (grifos acrescentados).

Não se pode deixar de lembrar que há um consenso teológico protestante no sentido de englobar tanto os Dez Mandamentos (ou as Dez Palavras cf. Êxodo 34:28 "E, ali, esteve com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras".) quanto ao conjunto de leis expostas a partir do verso dezoito de Êxodo 20 indo até o verso 33 do capítulo 23.

Todavia, há um claro reconhecimento que as "Tábuas da Aliança" também designadas "Tábuas do Testemunho" (Êxodo 31:18 "E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus".) se constituem como norma, ou, regra de vida elaborada e aplicada de forma "casuística", ou seja, dos problemas concretos que se apresentam à ação moral. Sendo assim, os princípios das Tábuas do Testemunho se dão ao serviço de um instrumento legal, ratificados no capítulo 24 de Êxodo, versos 1 a 8, onde no verso 3 Moisés faz distinção entre as "palavras" e os "estatutos" mediante uma conjunção aditiva. Este fato é comprovado na disposição dos mesmos, ou seja, as Tábuas da Aliança dentro da Arca da Aliança (Êxodo 40:20 "Tomou o Testemunho, e o pôs na arca"...), enquanto que os estatutos, após a sua redação final por Moisés, foram colocados ao lado da Arca da Aliança (Deuteronômio 31:24 a 26 "Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as palavras desta lei num livro, deu ordem aos levitas que levavam a arca da Aliança do SENHOR, dizendo: Tomai este Livro da Lei e ponde-o ao lado da arca da Aliança do SENHOR, vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti".) Dai a designação genérica Lei de Deus e Lei de Moisés.

Em 1 Reis 2:3 encontramos também essa distinção entre as duas "leis": "Guarda os preceitos do SENHOR, teu Deus, para andares nos seus caminhos, para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na Lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores".

Importa lembrar a profecia de Daniel 7:25 que preconizava a mudança das leis. Isso ficou notório com a mudança do sábado para o domingo através da legislação de Constantino, promulgada em 321 d.C. Assim reza ela:

· "Devem os magistrados e as pessoas residentes nas cidades repousar, e todas as oficinas ser fechadas no venerável dia do Sol. No campo, entretanto, as pessoas ocupadas na agricultura podem livre e licitamente continuar suas ocupações; porque acontece muitas vezes que nenhum outro dia se lhe assemelha para a semeadura de sementes ou para a plantação de vinhas; tememos que, pela negligência do momento apropriado para tais operações, as bênçãos celestiais sejam perdidas." (Promulgada aos 7 dias de março, sendo Crispo e Constantino cônsules pela segunda vez cada um). - Codex Justinianus, liv. 3, tit. 12 e 13; traduzido em Philip Schaff, D.D., History of the Christian Church (volume sete da edição, 1902), vol. III, pág.380.

Neste momento, ao citar esses textos e citação, reporto-me à definição do verbo guardar, citada acima, onde destaco os seguintes sisgnificados: "Vigiar com o fim de defender, proteger ou preservar". Seja isso simpático ou não, o povo adventista do sétimo dia, e estou me referindo aos homens e mulheres que, em sua fé fundamentada no conhecimento (muito ou pouco) das Escrituras procuram obedecer às determinações dos Dez Mandamentos, podem e devem ser considerados como vigias, defensores, protetores dessa Santa Lei de Deus. Nas palavras de Isaias 58, os adventistas ou, quem que seja que assim o faça, nesse aspecto podem com propriedade ser chamados de "reparadores de brechas e restauradores de veredas". É claro que entre esses homens e mulheres sempre haverá os que o fazem por justiça própria e também os que o fazem pela graça de Cristo em seu viver. Deus o sabe e o julgamento final dessa pessoas fica por Sua conta.

Diante disso, qualquer teólogo, ou, quem quer que seja que ouse por um fim nos Dez Mandamentos, nas Tábuas da Aliança ou do Testemunho julgando que a própria Bíblia os anula, estará incorrendo num perigoso erro que, persistindo nele, estará caminhando para a sua própria destruição. Para tanto cito, primeiramente a advertência mosaica de Êxodo 23:2 "Não seguirás a multidão para fazeres mal; nem deporás, numa demanda, inclinando-te para a maioria, para torcer o direito". Por sua vez, já no contexto da Nova Aliança, me reporto às palavras do apóstolo Pedro que, em sua época já enfrentava esse tipo de problema, ou seja, pessoas interpretando erroneamente os escritos de Paulo. Encontra-se em II Pedro 3:16 "ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles".

Seguindo nossa análise do item 10, na letra c, o Prof. Jean se manifesta com a seguinte colocação: "A necessidade de se fazer esta separação entre tábuas de pedra e a lei que seria a ordenança cerimonialística do sacerdócio levítico, é essencial ao adventismo porque se tal divisão não existir, cai por terra uma enorme argumentação que eles consideram peça-chave de uma postura que reputam perfeita."

Realmente a IASD faz essa distinção e é uso comum a terminologia "lei(s) cerimonial(is)". Mas o faz fundamentada em aspectos já citados acima, bem como numa leitura equilibrada dos fatos registrados no Antigo Testamento e confirmadas no Novo, para o que citamos duas passagens, sendo que em uma delas Jesus, educado no regime da lei de cerimônias sagradas, acompanhou Seus pais à festa da Páscoa, uma cerimônia mosaica. Esta referência se encontra em Lucas 2:39 "Cumpridas todas as ordenanças segundo a Lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, para a sua cidade de Nazaré".

A outra passagem nós a encontramos em Efésios 2:15 "aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz,..." (grifo acrescentado). Quem aboliu na Sua carne essa lei na forma de ordenanças? "Cristo, o Cordeiro de Deus" foi quem a aboliu. Assim, se na dispensação da Velha Aliança, as cerimônias que prefiguravam o sacrifício de Cristo, com o sacrifício do verdadeiro Cordeiro já não havia mais necessidade da realização das mesmas, pois foram abolidas. Qualquer estudioso das Escrituras o sabe, mas daí a afirmar que a lei dos Dez Mandamentos também foi abolida, juntamente com essas "ordenanças", essas "leis" compostas de cerimônias rituais, tal interpretação é, no mínimo, tendenciosa e calçada num enorme preconceito, ou, "pós-conceito" sobre a Igreja Adventista do Sétimo Dia que, neste artigo, deixo claro, estou me referindo não à Instituição, mas aos fiéis membros que amam a Jesus e sob Sua graça buscam poder para viver em harmonia com os divinos e eternos preceitos de vida exarados na lei dos Dez Mandamentos.

Se existisse graduação de pecados, e, designar o conjunto de ordenanças e cerimônias rituais como "leis cerimoniais" como sendo uma "interpretação tendenciosa", uma "atitude pecaminosa", com certeza, "pecado" maior e de conseqüência também maior, é interpretar erroneamente as Escrituras afirmando que a lei dos Dez Mandamentos foi abolida. Tal afirmação poderá levar outros também à perdição. Não, necessariamente, porque deixaram de guardar os preceitos divinos, mas sim porque sua "fé" em Cristo se fundamentou na areia movediça de um estudo bíblico sistemático voltado à busca de ganchos onde pendurar suas dúvidas e questionamentos; da interpretação motivada por intenções que não as de manter um íntimo relacionamento com Deus, buscando o conhecimento de Sua soberana vontade para o seu viver diário.

Conclusão

Considerando a importância do tema em debate e de como o tempo é precioso a todos nós, espero que esta longa exposição possa contribuir para uma visão clara e segura quanto à validade e vigência dos Dez Mandamentos. Assim, desejo finalizar estas considerações sobre as Alianças de Deus, fazendo breves comentários das Escrituras, destacando as partes que relacionam a obediência motivada pelo amor a Deus.

Primeiramente vamos apresentar a oração intercessória do respeitado profeta Daniel.

· Daniel 9:4 "Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos";

Daniel 9:5 "temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos"; Importa salientar que os pecados e iniqüidades cometidas pelo de Israel, tinham muito mais a ver com a idolatria do que possíveis falhas na observância das cerimônias.

A seguir palavras do apóstolo João, o discípulo do amor:

· 1 João 2:3 "Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos".

1 João 2:4 "Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade". Esse conhecimento significa relacionamento. E relacionamento fundamentado no verdadeiro amor, pressupõe a disposição de servir e fazer a vontade da pessoa amada.

· 1 João 3:22 "e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável". Deus realmente se agrada quando Lhe obedecemos, pois a obediência é a ressonância de Seu amor demonstrado em Cristo que deu Sua vida para nos salvar.

· 1 João 3:24 "E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele. E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu". Neste verso, o significado é profundo demais para ser ignorado, pois denota a íntima relação entre Deus e Seus filhos obedientes.

· 1 João 5:2 "Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos". Em outras palavras, quando amamos a Deus acima de todas as coisas, guardamos os primeiros quatro mandamentos, observância essa que nos motiva a amarmos o nosso próximo.

· 1 João 5:3 "Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos". Quando por alguma razão a observância dos mandamentos são penosos a razão se encontra exatamente na quebra de relacionamento com Deus, momento esse em que a busca de motivos para não guardar os mandamentos leva a pessoa à interpretações tendenciosas.

· 2 João 1:6 "E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este mandamento, como ouvistes desde o princípio, é que andeis nesse amor".

· Apocalipse 12:17 "Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar".

· Apocalipse 14:12 "Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus".

Finalizando, as palavras do Mestre, o verdadeiro e único doutor em Teologia, Jesus Cristo, que "subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz". (Filipenses 2:6 a 8).

· João 14:21 "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele".

· João 15:10 "Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço".

Depois de tudo como exposto acima sob o respaldo da Palavra de Deus, será possível ainda por em dúvida a validade e vigência da Aliança de Deus, tanto do Velho quanto do Novo Pacto?

Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo nos ilumine sempre na busca da Verdade, pois "o conhecimento da Verdade nos libertará" e sempre de interpretações que possam nos afastar da mesma. Louvado seja o Senhor! Amem!!!

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Mensagem em Dom Set 20, 2009 10:43 am por Carlstadt

Em ROMANOS, 13:8-10 Paulo afirma que os Dez Mandamentos e a Lei Real são a mesmíssima coisa:

"Quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento[SÁBADO], tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo."

O termo grego para lei é nomos, o mesmo usado em 1Jo 3:4 e Meteus 7:23, acrescidos do prefixo a = violação. Os primeiros quatro dos dez mandamentos resumem-se num grande preceito: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração." Os últimos seis estão incluídos no outro: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Ambos estes mandamentos são uma expressão do princípio do amor. Não se pode guardar o primeiro e violar o segundo, nem se pode observar o segundo enquanto se transgride o primeiro. Quando Deus ocupa o lugar que Lhe é devido no trono do coração, será dado ao próximo o lugar que lhe pertence.

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:36 pm por Carlstadt

A CRISTANDADE, A LEI E O SÁBADO

  Clique em cima do título desejado para abrir o artigo sobre o que determinada igreja diz oficialmente a respeito da Lei de Deus e do Dia do Senhor:

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:37 pm por Carlstadt

O QUE A CRISTANDADE DIZ SOBRE A LEI E O SÁBADO?
Históricas Confissões de Fé Cristãs X Semi-Antinomismo/Dispensacionalismo
O contraste a respeito dos temas sobre a Lei de Deus e o Dia do Senhor.

Por Marllington Klabin Will
e Prof. Azenilto Guimarães Brito

  A posição teológica adotada e ensinada oficialmente há séculos pela linha de pensamento doutrinário das mais variadas denominações cristãs, que está em harmonia não somente com o consenso das confissões de fé e credos históricos da comunidade protestante, mas também com o pensamento de grandes autores eruditos, próceres teólogos, professores do maior gabarito, ilustres evangelista, famosos pastores, líderes e reconhecidas autoridades religiosas, tanto do passado como do presente, são os seguintes ensinamentos bíblicos:
     A — A universal e eterna lei de Deus é sistematizada e expressa para o homem na forma dos Dez Mandamentos, também universais e eternos, que prosseguem válidos e vigentes como norma de conduta cristã.

     B — A lei divina nas Escrituras se apresenta com preceitos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo que a parcela cerimonial, por ser prefigurativa do sacrifício de Cristo, findou na cruz, mas os mandamentos de caráter moral prosseguem válidos e vigentes para os cristãos, devido a sua natureza eterna.

     C — Dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre os sete da semana deve ser o dia de descanso a ser santificado a Deus, princípio este que fora instituído na fundação do mundo para benefício do homem no Éden e deve ser mantido pelos cristãos hoje, mesmo que não seja necessariamente o sétimo dia específico, podendo ser aplicado ao primeiro dia, sendo chamado de “Sábado Cristão”.

     D — Jesus não transgrediu o quarto mandamento, muito pelo contrário, Ele pretendia reformar sua observância de acordo com a essência do princípios sabático e em nenhum lugar da Bíblia consta a informação de que o sábado foi transferido do sétimo dia para o primeiro da semana.

  É interessante notar que esses pontos teológicos, muito antes de serem adotados pelos reformadores no século XVI, já eram entendidos exatamente dessa mesma forma pelo catolicismo. Ou seja, antes de alguns mal-informados ou preconceituosos acharem que esses posicionamentos doutrinários fossem “invencionices utópicas dos adventistas”, já era há muito tempo adotado pelo protestantismo clássico. Alias, mesmo antes deste ser adotado desde suas origens na Reforma, já era professado por toda a cristandade, até então os católicos.

  Em contraste com a linha de pensamento oficial adotado pelas mais variadas confissões doutrinárias da cristandade está a moderna teoria semi-antinomista/dispensacionalista, heresia que é esposada pelo CACP como sendo supostamente a visão tradicional evangélica, que dizem ser uma compreensão mais “avançada” do ensino bíblico sobre o tema. A questão deles é se seriam mais iluminados que os próprios pais da Reforma e os mais eruditos teólogos evangélicos ao estabelecerem os seguintes pontos como sendo supostamente o ensinamento bíblico:
     A O Decálogo é uma norma inadequada para nossa época, condicionado que era aos tempos em que foi formulado, tendo até significativas semelhanças com o Código de Hamurabi, e vigorou apenas para os judeus como uma espécie de “rascunho” da lei divina superior do Novo Testamento, inspirada em princípios de amor fraternal, sendo agora a “lei de Cristo”, supostamente diferente da “lei de Deus” veterotestamentária.

     B Não há divisão da lei “una” em moral, cerimonial, civil, conquanto haja realmente preceitos de caráter moral, cerimonial, civil (?!). Os Dez Mandamentos não têm nada a ver com a Lei de Cristo nem com os princípios de “amar a Deus sobre todas as coisas” e “ao próximo como a ti mesmo”, apenas por tais dizeres simplesmente nem aparecerem nas tábuas da lei.

     C A lei de Cristo tem todos os preceitos do Decálogo, menos o quarto mandamento, mas esses mandamentos são isentos da “roupagem judaica, cúltica” e há outros mais espalhados por todo o Novo Testamento inteiramente independentes do Decálogo, esquecendo que também no Antigo Testamento havia leis morais que não constavam nas “tábuas”, como a lei contra o homossexualismo.

     D O sábado não deriva da Criação, e os dias da criação nem eram de 24 horas. Quando Jesus disse que “o sábado foi feito por causa do homem” (Mr.2:27), esse “homem” era somente o judeu. Ainda dizem que o domingo não é nenhum “Sábado Cristão”, mas um dia que surgiu entre os apóstolos para comemorar a Ressurreição e não precisa ser guardado com o mesmo caráter santo do sábado, pois nenhum dia pode ser observado no “tempo da graça”.
  Aos que seguem essa linha de pensamento para atacar o sábado, é necessário não só apoio teológico, como também histórico-eclesiástico, uma vez que nenhuma denominação cristã tem ou teve essas teorias como ensinamento oficial. Teorias, alias, que levadas a suas últimas conseqüências deixam sem resposta muitas das simples deduções lógicas bíblicas e, pior, é forçada a concluir que nenhum veterotestamentário poderá algum dia obter salvação (pois segundo eles a graça não existia no Antigo Testamento), ficando em gritante contraste com claros fatos bíblicos. Querer defender algum dos pontos acima é pedir debate contra o ensinamento oficial de praticamente todas as denominações cristãs, as quais têm muito material de qualidade para refutar cada ponto acima apresentado.

  O fato é que praticamente todas as denominações cristãs concordam oficialmente com os adventistas e demais cristãos observadores do sábado quanto à validade deste e de todos os mandamentos do Decálogo como regra de prática e conduta para o cristão. É verdade que quando tratam especificamente de “sábado” pretendem reinterpretar o quarto mandamento como agora se aplicando ao primeiro dia da semana, supostamente devido à ressurreição de Cristo. Mas estão certos e de acordo quanto à validade e vigência de todos os mandamentos do Decálogo e das origens edênicas do princípio sabático, apesar de estarem equivocados ao acharem que o domingo tomou o lugar do sábado, uma informação que não consta de parte alguma da Bíblia.

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:37 pm por Carlstadt

QUEM TROCOU O “QUANDO” PELO “SE”?
Por Prof. Azenilto Guimarães Brito

  Nesse debate todo da questão sábado/domingo-dianenhumismo-diaqualquerismo-tododiaísmo houve uma sutil mudança de enfoque. A questão de fundo não é “SE” temos que dedicar ao Senhor um dia, pois isso está claramente definido em Sua lei. A questão deveria ser somente “QUANDO” é esse dia a dedicar ao Senhor, e não “SE” há ainda esse mandamento, proferido solenemente pelo próprio Deus ao Seu povo reunido no Sinai, segundo o “memorial da Criação” que Ele instituiu na própria criação do mundo. Este é o fato a definir-se, mas que tem sido ofuscado com toda essa confusão tremenda de teses de “lei abolida” e assemelhadas.

  E a questão do dia a observar não só é assim claro pelas Escrituras, como representa o que sempre caracterizou o entendimento da cristandade protestante ao longo dos séculos. Nas clássicas Confissões de Fé, Credos, Catecismos e Declarações Doutrinárias, bem como instrutores individuais em obras da maior autoridade entre assembleianos, batistas, metodistas, presbiterianos, luteranos, congregacionalistas, anglicanos, episcopais, católicos e outros, fica definido que, (1) os Dez Mandamentos seguem sendo normativos aos cristãos em TODOS os seus preceitos; (2) o 4º mandamento, do sábado, é princípio originário da criação do mundo, tendo, portanto, caráter universal (ainda que o reinterpetrando para aplicá-lo equivocadamente ao domingo); (3) o entendimento das leis divinas, segundo seus objetivos, como “moral” (o Decálogo), “cerimonial”, “civil”, “penal”, etc. é correto.


—> A Real Questão

  Então, a questão básica não é “SE” há ou não esse preceito a cumprir, mas “QUANDO” é o tempo correto para isso. Daí, há que se perguntar, quem trocou, então, o enfoque do “QUANDO” para o “SE”?

  Sem dúvida quem fez isso foi aquele mesmo ser rebelde que sempre se empenhou em distorcer a genuína adoração a Deus. Ele sabia muito bem que se as coisas fossem deixadas nessa base, seria fácil, fácil para os que realmente têm a Sola Scriptura como filosofia religiosa básica, provar que não há nenhum fundamento para mudança do “QUANDO” seria o sábado.

  Aliás, a história do pecado começou exatamente com o fator “adoração” em jogo. Isaías 14:13 e 14, faz referência ao que pensava o anjo rebelde: “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo”.

  Sobre a Terra, esse anjo rebelde sempre buscou levar o povo de Deus a desviar-se da genuína adoração a Ele mediante a idolatria, como é fato histórico bem sabido. Ele até criou uma “rainha do céu” ao qual o povo desviado de Deus queimava incenso (Jr.44:18,25).

  Posteriormente fez com que uma Igreja desviada do evangelho puro, como profetizado em Atos 20:29, 20; II Pedro 2:1–3 e Apocalipse 2 e 3, também alterasse a lei de Deus para permitir o culto a imagens, eliminando o seu 2º mandamento, bem como mudando o dia de observância, do sábado pelo domingo, o dies solis, antigo feriado solar dos romanos. Até hoje em vários idiomas o dia de domingo é chamado de “dia do Sol”. E por favor, não me apresentem aquele ridículo argumento de que o sábado era o dia de Saturno, dos mesmos romanos, porque muito antes da própria existência dos romanos já há milênios o povo fiel de Deus dedicava-lhe o sábado do sétimo dia.

  Enquanto observância do sábado não tem absolutamente nada a ver com o fato de os romanos dedicarem o sétimo dia a Saturno, os observadores do domingo já não podem provar que o povo fiel de Deus dedicava-Lhe o domingo, seja pelo pretexto de Jesus ter ressuscitado no domingo, ou qualquer outro, como a desculpa de que agora vale qualquer dia. Contudo, não sabem justificar por que esse “dia qualquer” sempre cai naquele o qual quer a Igreja Católica que seja o feriado religioso preferido, e procedente de sua tradição.


—> Culto Também ao Deus da Lua

  Outro dia ouvi uma entrevista por uma estação evangélica de TV com um missionário evangélico que atuou em países árabes por muitos anos. Ele conta que quando Maomé iniciou no século VII a sua revolução religiosa entre as tribos árabes, cada qual tendo o seu deus predileto, o que ele fez foi impor sobre todas as demais tribos a divindade patrona da sua tribo, que era o deus da Lua, chamado “Alá”. Tanto que a meia-lua faz parte dos símbolos do Islã, como se vê nas bandeiras de países muçulmanos e nos píncaros de minaretes das suas mesquitas. Todavia, os muçulmanos em geral nada sabem das origens pagãs de seu culto a Alá, e desconhecem o sentido dessa meia-lua tradicional de seu culto.

  Destarte, parcelas imensas da sociedade humana estão presas a expressões de culto que procedem de artimanhas satânicas para desviar o povo da genuína forma de culto determinada pelo Criador, seja com a guarda do domingo (ou pela adoção do seu mais “cômodo” subproduto do dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo), seja cultuando uma “rainha do céu” moderna que faz lembrar Astarte, dos tempos de Jeremias, seja cultuando uma divindade que contraria o ensino bíblico e que tem também origens pagãs — Alá, o antigo “deus da Lua” da tribo de Maomé.


—> Deus Se Propõe a Trocar Corações, Não Sua Lei

  O texto mais importante da Bíblia que trata da passagem do Velho Concerto para o Novo Concerto é Hebreus 8:6–10 e não ocorre qualquer menção nele de que na passagem do Velho para o Novo Concerto (Novo Testamento), Deus escreva o que é chamado de “Minhas leis” nos corações e mentes dos que acolhem esse Novo Concerto eliminando o mandamento do sábado, trocando o sábado pelo domingo ou deixando o princípio do dia de repouso como algo vago, voluntário e variado, ajustável aos interesses ou conveniências do crente (ou seu empregador).

  Além de nada informar sobre uma possível mudança na lei moral divina com o seu estabelecimento, para desconsolo dos novidadeiros dessa teologia confusa e caótica do semi-antinomismo dispensacionalista (que inclui até um “falso cristo” violador do sábado) a linguagem do texto não traz tampouco menção alguma de “lei de Cristo”, ou “lei da fé”, ou “lei do amor”, ou “lei do Espírito” como sendo aquela que Deus escreve nos corações e mentes dos que aceitam os termos desse Novo Concerto (Novo Testamento). A referência é somente a “Minhas leis”, as mesmas que eram válidas ao tempo de Jeremias, pois o texto de Hebreus 8:6-10 é mera reprodução de Jeremias 31:31–33. Logicamente essas “Minhas leis” abarcam tudo isso — são a “lei de Cristo”, a “lei da fé”, a “lei do amor” e a “lei do Espírito”.

  Deus já havia prometido ao próprio Israel antigo o mesmo concerto, com base em “superiores promessas”, que é a de que Ele mesmo escreve as Suas leis nos corações e mentes de Seu povo. A “inferior promessa” do Velho Concerto foi a do povo em Êxodo 19:8, “Tudo quanto o Senhor falou, nós faremos”. Falharam vez após vez daí a proposta divina de um Novo Concerto ao próprio povo desviado Dele, o que previa mudança não da Sua lei, mas de seus corações (ver Ez.36:26–27).

  Claro que tudo quanto era prefigurativo, simbólico, cerimonial das leis divinas cessou quando da morte de Cristo, o que foi assinalado pelo rasgar do véu do Templo de alto a baixo (Mt.27:51). No devido tempo a Igreja Cristã entendeu o significado desse evento como representando o fim de toda legislação relativa aos aspectos tipológicos, simbólicos, da lei.


—> Impressionante Paralelo de Linguagem

  Nenhum mandamento da “lei moral” é de caráter simbólico, cerimonial (bem como as leis dietéticas), objetivando prefigurar a morte de Cristo, muito menos o relacionado com o dia de repouso.

  O diabo, porém, faz de tudo para confundir a mente das pessoas, daí que criou os vários sofismas argumentativos que trocam o “QUANDO” pelo “SE”. Ou seja, levanta uma série de objeções e confusão de entendimento para transformar o debate sobre o dia de repouso cristão numa questão de “SE” é mesmo para manter-se tal preceito na Era Cristã, não “QUANDO” isso deve ocorrer numa base regular.

  E por que os cristãos não se beneficiariam com um preceito de repousar um dia por semana, numa base regular, se isso serviu tão bem ao povo de Israel, se é reconhecido que mais do que nunca os homens hoje, nesta trepidante era moderna, carecem dos benefícios físicos, mentais e, especialmente, espirituais do preceito do sábado?

  Que falta de lógica teológica é essa de que agora o crente pode arrebentar-se de trabalhar física e mentalmente sete dias da semana (pois conta com a “liberdade cristã” de fazê-lo, além do rótulo de “legalista” que ganha se desejar seguir o preceito bíblico), para demonstrar que encontrou o “repouso” da salvação em Cristo?!

  A questão, portanto, não é “SE” há um dia a dedicar ao Senhor, e sim “QUANDO” seria tal dia, que a Bíblia indica claramente ser o sétimo, e por razões bem definidas em Êxodo 20:11. Ali ocorre um POR QUE e um POR ISSO Deus determinou o sétimo dia: “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou”.

  A mensagem final de advertência a este mundo inclui três proclamações de ‘anjos’, que representam a pregação da Igreja no tempo do fim, e essa mensagem inclui um chamamento à adoração ao Criador “do céu, da Terra, do mar e das fontes das águas” (Ap.14:7). O paralelo de linguagem entre esta proclamação e o que se lê em Êxodo 20:11 — “em seis dias fez o Senhor, o céu, a Terra, o mar e tudo quanto neles há” — é impressionante e muito significativo. A ênfase ao sábado é parte integrante dessa mensagem final de advertência, em contraste com a outra advertência, de que há uma “marca da besta” que receberão na mão direita e na testa os que rejeitarem a mensagem da verdade (Ap.14:8–9).

  Como o sábado é claramente definido como “sinal” entre Deus e Seu povo (o que é reconhecido pelos próprios batistas da CBN, ao citarem o texto de Êxodo 31:14–18 nas notas de rodapé de seu tópico XV da Declaração Doutrinária, tratando do tema do “Sábado Cristão”), então o “sinal da besta” só pode ser um falso sábado, um arremedo da verdade criado pelo diabo, na sua campanha incansável de levar as pessoas à falsa adoração para com isso se desviarem do genuíno culto a Deus.

  Assim, temos que avisar a todos os que crêem na autoridade bíblica do perigo que correm em serem pretensos seguidores da filosofia religiosa da Sola Scriptura, falhando, porém, tão flagrantemente em demonstrar isso quanto ao QUANDO da questão do 4º mandamento das Escrituras. Aceitar convenientemente em lugar do “assim diz o Senhor” a mera tradição da Igreja que apostatou nos primeiros séculos da história cristã é uma negação dessa intenção de fidelidade à Palavra de Deus, seja pelo pretexto que for.

  Em conclusão, o “QUANDO” é que devia ser a base de preocupação na análise deste tema, e não o “SE”.

  Pensem seriamente sobre isso os amantes da verdade.

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:38 pm por Carlstadt



A ASSEMBLÉIA DE DEUS, A LEI E O SÁBADO

Por Pr. Natan Fernandes
Adaptado por Marllington Klabin Will

  A Assembléia de Deus teve seu início na primeira onda pentecostal, chegando ao Brasil em Belém, no Pará, através de dois missionários suecos vindos dos EUA. A princípio, fingiram que eram membros da Igreja Batista, denominação a que ambos pertenciam nos Estados Unidos antes de serem excomungados. Eles traziam a teoria do batismo no Espírito Santo, associado à glossolalia (o falso dom de línguas estranhas) como a evidência inicial da manifestação para os adeptos do movimento. A nova heresia trouxe muita divergência. Enquanto um grupo aderiu, outro rejeitou. Assim, em duas assembléias distintas, conforme relatam as atas das sessões, os adeptos do pentecostalismo foram desligados e, juntamente com os missionários estrangeiros, fundaram uma nova igreja e adotaram o nome de Missão de Fé Apostólica. Mais tarde, a nova igreja passou a chamar-se Assembléia de Deus, em virtude da fundação das Assembléias de Deus nos Estados Unidos.

  Alguns ministérios cresceram de tal forma que a denominação se subdividiu em algumas ramificações, como a “Missão” e a “Madureira”, mas todas as partes mantêm a doutrina uniforme. Divergem apenas em questões administrativas, como também acontece com outras denominações evangélicas. Mas uma coisa continua sendo o elo de união entre as diversas subdivisões dentro da Assembléia de Deus: a doutrina. A Conferência Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB), que é constituída por várias convenções estaduais e regionais, além de vários ministérios, cuida em manter a doutrina em unidade e uniforme.


O QUE A ASSEMBLÉIA DE DEUS DIZ SOBRE A LEI E O SÁBADO?

  Temos percebido um tanto preocupados, porém, que as pessoas se filiam a uma placa de igreja sem a preocupação de se informarem sobre as suas doutrinas, crenças e ensinamentos, e também não se preocupam em conhecer os seus credos, confissões de fé e posicionamentos, quanto menos sobre suas normas e regras. Isso é muito sério. Os membros da igreja — na maioria dos casos — não lêem os livros que são escritos pelos seus evangelistas, teólogos, professores, escritores ou pastores da igreja a que pertencem, e vivem sem saber como é o seu cristianismo que levam de qualquer jeito… Outros — e isto é de pasmar qualquer um! — não têm lido a própria Bíblia!!! Perguntamos: Que tipo de cristianismo é esse, que não incentiva à pesquisa do Livro Sagrado? Não era assim no tempo de Jesus, pois Ele recomendou o exame das Escrituras (Jo.5:39). Que tipo de igreja é essa, então, que não transmite aos membros o conhecimento das próprias crenças e posicionamento bíblico? Vejamos o que o profeta Oséias escreveu:
      O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote (líder religioso), rejeitaste o conhecimento, também Eu, te rejeitarei, para que não sejas sacerdote (pastor) diante de Mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também Eu Me esquecerei de teus filhos (membros).” (Os.4:6)
  Um líder religioso — pastor, professor, evangelista, teólogo, escritor — que rejeita a Lei de Deus, está comprometido diante dEle, e comprometendo o seu rebanho à destruição, conforme o texto do profeta Oséias, transcrito acima. Tal líder religioso será responsável, diante de Deus, pelas almas que vierem a perecer por falta de conhecimento! Graças a Deus os líderes da Assembléia de Deus não negam a vigência da santa e divina Lei do Senhor! Amém?!

  Mas por falta de instrução dessa igreja, por todos os lugares, cada membro da Assembléia de Deus pretende ter uma forma particular de entender a Bíblia ao que lhe convém, que nem sempre se encaixa naquilo que é ensinado pelas Escrituras e por seus teólogos, líderes, pastores, professores, evangelistas e escritores. Por isso, chamamos a atenção para o conselho bíblico, que diz:
      Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus. (…) Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. (Hb.13:7,17)
  Se o conselho bíblico é que as ovelhas devem lembrar-se e sujeitar-se aos seus pastores, quando eles ensinam a palavra de Deus, nada mais correto do que saber o que ensinam alguns de seus pastores e estudiosos da Bíblia. Por exemplo, o que ensinam os líderes religiosos da Assembléia de Deus a respeito de assuntos que falam da obediência ao Senhor? O que dizem a respeito da Lei de Deus? O que ensinam sobre os Dez Mandamentos? E sobre o sábado? O que eles deixaram registrado oficialmente, para a sadia orientação de seus rebanhos? Vamos conferir!


1) O que é a Lei de Deus? O que são os Dez Mandamentos?

  O Pr. Carlos Johansson, famoso teólogo assembleiano, responde da seguinte maneira:
      “A lei é a vontade de Deus, no Decálogo.” — Em “Síntese Bíblica do Velho Testamento”, p. 48.
  Já o Pr. Harold J. Brokke afirma isto:
       “A lei é uma parte vital do governo divino no mundo em nossos dias… a santa lei de Deus é um pré-requisito divino para uma experiência mais profunda da graça. (…)
      “Nós não podemos compreender a salvação sem entender a lei de Deus. (…) Deus revela Sua vontade, no tocante ao procedimento do homem, por meio dos mandamentos que lhe apresenta. (…) O propósito da lei é fazer com que os homens sintam sua necessidade de Jesus Cristo e do Seu evangelho de perdão. (…) Pela lei vem o conhecimento do pecado. Os homens precisam de buscar a Deus, reconhecendo-se pecadores, ou seja, criaturas que sabem ter desobedecido a lei e o governo de Deus, reconhecendo-se verdadeiros inimigos do próprios Deus pelo desrespeito às Suas leis.”
    — Em “Prosperidade pela Obediência”, p. 10, 14–17.
  Por sua vez, o Pr. Myer Pearlman, professor de muitos pastores, inclusive do Pr. N. Lawrence Olson, que foi por muitos anos o orador do Programa de Rádio “A Voz das Assembléias de Deus”, assim se expressou:
      “Os mandamentos representam e expressão décupla da vontade de Jeová e a norma pela qual governa os Seus súditos.” — Em “Através da Bíblia”, p. 27.
  Conforme foi visto acima, estes pastores pentecostais da Assembléia de Deus têm a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima. E o conselho bíblico é que se deve obedecer aos pastores que falam a palavra de Deus. E esses líderes assembleianos estão apenas defendendo o ensinamento bíblico sobre a Lei de Deus, os Dez Mandamentos.


2) Para que serve a lei, os Dez Mandamentos?

  Já citado, o Pr. Harold J. Brokke dá várias respostas a essa pergunta. Ele diz:
      “Nós não podemos compreender a salvação sem entender a Lei de Deus. (…) Deus revela Sua vontade, no tocante ao procedimento do homem, por meio dos mandamentos que lhe apresenta. (…) O propósito da lei é fazer com que os homens sintam sua necessidade de Jesus Cristo e do Seu evangelho de perdão. (…) Pela lei vem o conhecimento do pecado. Os homens precisam de buscar a Deus, reconhecendo-se pecadores, ou seja, criaturas que sabem ter desobedecido a lei e o governo de Deus, reconhecendo-se verdadeiros inimigos do próprios Deus pelo desrespeito às Suas leis.” — Op. cit., p. 14–17.
  O Pr. Emílio Conde, pentecostal, afirma o seguinte:
      “A Bíblia nos mostra a sagrada Lei de Deus: ‘faça isto’, ‘não farás!’. Êxo. cap. 20. E essa Lei deveria ser observada, cumprida rigorosamente — e até aos nossos filhos a deveríamos fazer conhecer. Deut. 6: 1–13. A Palavra de Deus é, sob certos aspectos, autoritária! Ela nos fala de modo imperativo.” — Em “Lições Bíblicas”, 07/12/1966, p. 12.
  Tendo consciência da necessidade do homem com relação ao cuidado e proteção de Deus, o Pr. Myer Pearlman, atrás referido, escreveu:
      “Os mandamentos de Deus são cercas, por assim dizer, que impedem ao homem entrar em território perigoso e dessa maneira sofrer prejuízo para sua alma.” — Em “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”, p. 91.
  Concordando de que a lei de Deus é para o benefício do homem, o Pr. Carlos Johansson declarou o seguinte:
      “O decálogo — o fundamento do pacto e o mais essencial da lei, como também a condição para vida e felicidade.” — Op. cit., p. 116.
  Resumindo o que esses líderes assembleianos disseram, a Lei de Deus serve, dentre outros, para:
 —> compreendermos a salvação,
 —> revelar a vontade de Deus,
 —> fazer os homens sentirem necessidade de Cristo,
 —> saber o que é o pecado,
 —> ser como cerca protetora do perigo e
 —> ser a condição de vida e felicidade.

  Todas estas coisas são muito boas razões para um cristão obedecer ao Senhor! Além de tudo, estão de acordo com a Palavra de Deus.


3) Desde quando existem os Dez Mandamentos, a Lei de Deus?

  Também da Assembléia de Deus, o Pr. Orlando Spencer Boyer, teólogo, professor, pastor, comentarista, escritor, e autor de muitos livros, registrou estas palavras sobre o Decálogo:
      “Não se deve pensar que não existia nada destes mandamentos antes de Moisés. Foram escritos nas mentes e nas consciências dos homens desde o princípio.” — Em “Pequena Enciclopédia Bíblica”, p. 198. Grifos acrescentados.
  Aí está o testemunho de alguém que estudou bastante o Livro de Deus. Pelo que lemos dos testemunhos assembleianos, não há nenhuma dúvida entre seus teólogos e mentores de que os Dez Mandamentos foram dados a Adão, ANTES DA QUEDA. Portanto, a resposta a esta pergunta deve ser: DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO!


4) Precisamos de outra lei, além do Decálogo, para nos indicar o que é o pecado?

  Quem responde muito bem a esta pergunta, também, é o Pr. Orlando S. Boyer, quando diz:
      “Não há pecado que não é condenado por um dos Dez Mandamentos.” — Op. cit., p. 198.

5) Existe divisão entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?

  Eis um comentário bíblico muito usado nos meios pentecostais, cujas “notas e comentários são de inteira responsabilidade da Casa Publicadora das Assembléias de Deus” (p. IV), que nos responde a questão com esta clara definição:
      “Se Jesus não veio abolir a lei, todas as leis do A.T. ainda se aplicam a nós hoje? É preciso lembrar que havia três categorias de leis: a cerimonial, a civil e a moral.
      “(1) A Lei Cerimonial diz respeito especificamente à adoração por parte de Israel (Levítico 1.2,3). Seu propósito primário era apontar adiante, para Cristo, portanto, não seria mais necessária depois da morte e ressurreição de Jesus. Mesmo não estando mais ligados à lei cerimonial, os princípios que constituem a base da adoração — amar e adorar a Deus Santo — ainda se aplicam. Jesus foi frequentemente acusado pelos fariseus de violar a lei cerimonial.
      “(2) A Lei Civil se aplicava à vida cotidiana em Israel (Deuteronômio 24.10,11). Pelo fato de a sociedade e a cultura modernas serem tão radicalmente diferentes das daquele tempo, esse código como um todo não pode ser seguido. Mas os princípios éticos contidos nos mandamentos são atemporais, e devem guiar nossa conduta. Jesus demonstrou estes princípios por meio de sua vida exemplar.
      “(3) A Lei Moral (como os Dez Mandamentos) é a ordem direta de Deus, exige uma obediência total (Êxodo 20.13), pois revela sua natureza e vontade. Assim, ainda é aplicável em nossos dias. Jesus obedeceu completamente à Lei Moral.”
    — Extraído de “Bíblia de Estudos e Aplicação Pessoal”, p. 1224 do Novo Testamento. Ver comentário sobre Mateus 5:17. Tradução de Almeida. CPAD — “Casa Publicadora das Assembléias de Deus”. Grifos acrescentados.
  Mais uma vez o Pr. Boyer nos apresenta aquilo que tem aprendido de Deus, em anos de estudo da Palavra:
      “Algumas pessoas dão ênfase à distinção entre mandamentos ‘morais’ e mandamentos ‘cerimoniais’. As exigências ‘morais’ são aquelas que em si mesmas são justas e nunca podem ser revogadas. Ao contrário, as leis ‘cerimoniais’ são aquelas sobre observâncias, sobre o cumprimento de certos ritos, por exemplo: os mandamentos acerca dos holocaustos e o incenso. (…) As leis ‘cerimoniais’ podem ser ab-rogadas na mudança de dispensação, mas não as leis ‘morais’. É certo que existe tal distinção.” — Em “Marcos: O Evangelho do Senhor”, p. 38–39. Grifos acrescentados.
  E o Pr. Antonio Gilberto, também da Assembléia de Deus, confirma:
      “A parte moral da lei é eterna e universal”. — Em “Manual da Escola Dominical”, p. 86.
  De tudo que está registrado, fica mais do que claro que esses documentos confessionais cristãos históricos, além de mestres de outras confissões, admitem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais fala a Escritura Sagrada:
 —> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
 —> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e ordenanças rituais para Israel.

[CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO QUADRO]

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:39 pm por Carlstadt

[CONTINUAÇÃO DO QUADRO ANTERIOR]

6) A que tipo de lei o apóstolo Paulo se refere em Colossenses 2:16?

  O já citado Pr. Myer Pearlman responde apropriadamente a esta questão quando escreve:
      “A sua relação com a Lei Cerimonial (vers. 15, 16). As festas, os dias santos e outras observâncias cerimoniais judaicas não passam de símbolos e figuras representando Cristo. Agora, desde que Cristo cumpriu os símbolos, os mesmos tornam-se desnecessários.” — Op. cit., p. 293. Grifos acrescentados.
  Mais uma questão devidamente esclarecida. E a posição oficial da Assembléia de Deus é que Colossenses 2:16 não está falando do sábado do quarto mandamento. Está falando da LEI CERIMONIAL, e não da Lei Moral!


7) E o sábado do quarto mandamento da Lei Moral, qual a sua origem?

  Num livro preparado pela “Casa Publicadora das Assembléias de Deus” (CPAD), para tirar algumas dúvidas sobre certos assuntos, intitulado “A Bíblia Responde”, nós lemos esta declaração:
      “O observador mais acurado vai perceber que o sábado não é um mandamento originado na lei mosaica (Gên. 2:3), ainda que mais tarde a ela incorporado.” — Em “A Bíblia Responde”, p. 123.
  Depois dele, quem responde a esta pergunta é o Pr. Carlo Johansson. Ele escreveu estas palavras:
      O sábado tem a sua origem na criação, Gên. 2:1–3.” — Op. cit., p. 42. Grifos acrescentados.
  E o que o assembleiano Prof. Carlos Schimdt Costa declara:
      “O senhor completou sua obra de criação no sétimo dia, portanto o abençoou.” — Em “Porque não guardamos o Sábado”, artigo do “Missão Ômega”, página assembleiana da web que pode ser visualizada no seguinte endereço: http://www.iadgpuava.com.br/noticias/noticias.asp?id=246 (acessado a 26/11/2007).
  Novamente o dedicado estudioso Pr. Myer Pearlman completa o que foi dito acima, da seguinte maneira:
      “O Grande Arquiteto do Universo completou em seis dias Sua obra da criação, e descansou no sétimo dia. (…) No sétimo dia Ele descansou, dando ao homem um exemplo, trabalhando seis dias e descansando no sétimo.” — Op. cit., p. 14–15. Grifos acrescentados.
  A origem do sábado, ao contrário do que ensinam alguns assembleianos leigos desinformados, não é a doação da lei dos Dez Mandamentos no Monte Sinai. Conforme os líderes assembleianos estudiosos da Bíblia, foi na SEMANA DA CRIAÇÃO. Tanto é que o Prof. Carlos Schimdt Costa, em seu artigo, confirma que “dentre estas leis” que já existiam antes do Sinai, já “incluía-se o mandamento de guardar o sábado.” Seis dias de trabalho, e o sétimo dia foi SANTIFICADO para o descanso das coisas seculares e culto religioso, que é a posição oficial da Igreja Evangélica Assembléia de Deus.


8) Há razões para santificarmos o sábado?

  O Pr. Harold J. Brokke é bastante enfático e categórico ao dar uma resposta a esta questão. Ele proclama “em alto e bom som”:
      “É possível que alguém imagina que a transgressão desse quarto mandamento é menos grave do que a transgressão dos outros nove. A verdade, porém, é que quem se dispõe a transgredir o quarto mandamento já tem no coração a inclinação de transgredir um ou mais dos outros mandamentos. (…)
      “Por que deve o homem guardar o sábado do Senhor? Porque é justo! Segue-se aqui o mesmo princípio de não furtar porque não é justo.”
    — Op. cit., p. 58–59.
  Indiscutivelmente, as autoridades e documentos religiosos da Assembléia de Deus não concordam com a visão herética semi-antinomista/dispensacionalista que nega a validade e vigência do Decálogo como norma cristã, e prega o fim total do quarto mandamento, como sendo “cerimonial”. Mesmo que o sábado seja interpretado por esses documentos e autores como referindo-se ao primeiro dia, o “sábado cristão” como é chamado, o que importa é que admitem oficialmente a validade e vigência do mandamento e as origens endêmicas do princípio sabático. A questão sobre o domingo ter tomado o lugar do sétimo dia já é outra.


9) Contra o que Jesus Se levantou com relação ao sábado?

  Existem assembleianos leigos, mesmo sinceros, que acreditam que Jesus não guardou os Dez Mandamentos e que ele combateu o sábado. O que diz a Bíblia? Até onde vai o conhecimento deles? Caso Jesus tivesse profanado o sábado, ou qualquer outra lei, Ele não poderia ser “um cordeiro sem defeito nem mancha” (1Pe.1:19), nem poderia ser o Messias que tem a função de “engrandecer a lei e torná-la gloriosa” (Is.42.21). Então, quem afirma que Cristo violou o sábado, está negando que Ele era o Messias, tornando-O um mero pecador e mentiroso, pois Ele mesmo disse ter observado os mandamentos (Jo.15:10).

  E o que dizem os líderes assembleianos sobre esse assunto? A “Casa Publicadora das Assembléias de Deus” (CPAD) publicou um livro comentando, brevemente, toda a Bíblia. Nele nós encontramos:
      O zelo dos fariseus não era pela Lei de Deus, mas das suas próprias tradições. Tinham tornado o dia de descanso em um dia cheio de preceitos e exigências absurdas. Jesus deliberadamente pisou-as, e estabeleceu o princípio de que ‘é lícito fazer bem no sábado’ (v.9).” — S. E. McNair, “A Bíblia Explicada”, p. 355. Grifos acrescentados.
  Comentando sobre o capítulo 12 de Mateus, o Pr. Myer Pearlman escreveu isto:
      “O capítulo 12 registra a oposição dos fariseus a Jesus. Seus motivos para opor-se a Ele eram os seguintes: Sua origem humilde; Sua associação com os pecadores; e a Sua oposição às tradições. O capítulo 12 descreve a oposição vinda pela última razão mencionada.” — Op. cit., p. 193.

10) Que tipo de trabalho Jesus e o Pai fazem no sábado?

  Mais outra vez, o famoso Pr. Myer Pearlman! Ele escreveu um comentário do Evangelho de João. Vejamos o que ele disse sobre João 5:15–20 (que é o texto preferido de muitos assembleianos que tentam frustradamente provar que Jesus “trabalhou” no sábado):
      “‘Mas Ele [Jesus] lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também’. Noutras palavras, Deus trabalha no sábado, sustentando o universo, comunicando vida, abençoando os homens, respondendo as orações.” — Em “João — Ouro Para Te Enriquecer”, p. 59.
  Então, podemos afirmar com toda convicção: Jesus não Se levantou contra os Mandamentos, nem contra o sábado. O que Jesus fez foi não Se ajustar às formas e aos acréscimos que os escribas e fariseus fizeram à Lei de Deus. Jesus guardava o sábado conforme a ESSÊNCIA do quarto mandamento, e não à moda farisaica cheia de tradições! O que fica mais do que claro que Jesus queria confrontar os escribas e fariseus na MANEIRA deles verem o mandamento do sábado, e não no próprio mandamento em si, para reformar a observância sabática ao verdadeiro sentido do mandamento.


11) O sábado pode ser reinterpretado segundo a vontade de cada um?

  Os assembleianos acham que eles mesmos são os que devem escolher o dia para o descanso e culto, reinterpretando o mandamento do sábado e aplicando-o ao domingo, chamando-o de “o sábado cristão”, supostamente devido à ressurreição de Cristo. O fato é que esta questão está obedecendo à conveniência das pessoas e não o que diz o claro “assim diz o SENHOR”. Será que deve ser assim mesmo? Biblicamente, “o sétimo dia é o sábado do SENHOR” (Ex.20:10).

  Contudo, os assembleianos infelizmente fazem sua apologia à guarda do domingo, como é expresso pelos escritos do Prof. Carlos Schimdt Costa, que assim argumenta:
      “Deus, o pai, tinha um plano, a criação do mundo, e o cumpriu em sete dias… Cristo o filho, também veio para cumprir um plano traçado pelo pai, o plano da Redenção da Humanidade, que… só se cumpriu no dia da sua ressurreição”. — Op. cit., par. 4.
  O raciocínio do Prof. Carlos Schimdt Costa é igual ao de todas as outras denominações que guardam o domingo como “sábado cristão”:
      “Sábado, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não significa literalmente sétimo dia, e sim, dia de descanso, e por providência divina, no calendário universal”. — Idem. Grifos acrescentados.
  Ou seja, ele diz que o “sábado” do cristão é uma “providência divina, no calendário universal”, mas “não significa literalmente sétimo dia”, para depois terminar sua apologia ao domingo aplicando o princípio sabático ao primeiro dia da semana:
      “…tornou-se o Domingo o dia do Senhor, e nós os cristãos, o temos como o dia de descanso.
      “Em resumo, nós consideramos o primeiro dia da Semana (como o santo Dia do Senhor) e não o sétimo, por ser o dia da nossa redenção.”
    — Ibidem. Grifos acrescentados.



12) A Bíblia ensina a observância do domingo no lugar do sábado?
      “A falta de probidade intelectual neste assunto é deveras deplorável, mas que deverá pensar o estudante confiado a respeito desta afirmação em que o sábado judaico é identificado com o domingo cristão: — ‘Depois da ressurreição de nosso Senhor, passou-se a observar o primeiro dia da semana, em vez do sétimo, como sábado, em comemoração de Sua ressurreição dos mortos’? Temos ouvido muito acerca de ficções lícitas, aqui porém temos uma ficção religiosa que ultrapassa as mais ousadas ficções lícitas… Que o sábado judaico e o domingo cristão são dois dias diferentes, está suficientemente comprovado pelo fato de que durante um longo tempo depois da morte de Jesus os cristãos observaram ambos os dias, não lhes ocorrendo confundir esses dois dias, tão pouco como a nós o confundir o natal com a festa de 4 de julho. (…) O primeiro era observado no sétimo dia, e na manhã seguinte os cristãos celebravam uma reunião simples, entregando-se depois aos diversos cuidados e prazeres do dia, como soíam fazer num outro dia qualquer.” — Extraído de “The Forum”, por J. W. Chadwick, vol. 14, p. 543–544.
  Um dicionário teológico, preparado pelo teólogo Dr. Charles Buck, afirma:
      “Sábado, na língua Hebraica, significa ‘cessar’, e é o sétimo dia da semana… e devemos confessar que não há lei alguma, no Novo Testamento, com relação ao primeiro dia.” — P. 403, art. “O Sábado”.

13) Como poderíamos resumir todo o ensinamento assembleiano que vimos até agora?

 A A universal e eterna lei de Deus é sistematizada e expressa para o homem na forma dos Dez Mandamentos, também universais e eternos, que prosseguem válidos e vigentes como norma de conduta cristã. Tal fato é oficialmente reconhecido por doutíssimas autoridades em Teologia do presente e do passado, pertencentes às mais diferentes denominações, e é o que sempre constituiu o pensamento geral de toda a cristandade.

 B A lei divina nas Escrituras se apresenta com preceitos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo que a parcela cerimonial, por ser prefigurativa do sacrifício de Cristo, findou na cruz, mas os mandamentos de caráter moral prosseguem válidos e vigentes para os cristãos.

 C Dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre sete de descanso deve ser santificado a Deus, princípio este que fora instituído na fundação do mundo para benefício do homem no Éden e deve ser mantido pelos cristãos hoje.

 D Jesus não transgrediu o quarto mandamento, muito pelo contrário, Ele pretendia reformar sua observância de acordo com a essência do princípios sabático e em nenhum lugar da Bíblia consta a informação de que o sábado foi substituído do sétimo dia para o primeiro da semana.


14) O que deve fazer o cristão, numa demonstração prática de sabedoria e amor a Deus?

  Referindo-se a 1 João 2:2–6 e 5:2–3, o mesmo Pr. Myer Pearlman apropriadamente escreveu estas palavras:
      O nosso amor a Deus encontra a sua manifestação na observância de Seus mandamentos. (…) Obediência aos mandamentos de Deus em imitação de Cristo. (…) Assim sendo, ele [o apóstolo João] ordena aos homens que dêem prova do seu conhecimento de Deus. Para saberem de certo se têm ou não o conhecimento de Deus, a prova é simples — guardam os mandamentos de Deus? — Op. cit., p. 344–341. Grifos acrescentados.
  Isso está perfeitamente de acordo com as palavras do Senhor Jesus, que diz:
      Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. (…) Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele. (Jo.14:15,21)

15) Diante de tudo o que foi apresentado, qual deve ser a posição de cada ovelha do rebanho da Igreja Evangélica Assembléia de Deus?

  A Bíblia Viva registra Tiago 4:17 da seguinte maneira:
      Lembrem-se também de que, saber o que deve ser feito e não fazer, é pecado.

16) Como cristão sincero, nascido de novo pelo sangue de Cristo, qual vai ser a sua resposta ao Senhor Jesus?

  A escolha é totalmente sua!
      Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ap.14:12)

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:39 pm por Carlstadt

Já que você comentou sobre a Biblia Aplicação Pessoal, veja a divisão das leis também no final da Bíblia, há o que chama-se INDICE DE NOTAS, procure, vá até a página nº 1912 e perceba através das palavras chave claramente a divisão das leis.

Encontra-se conforme abaixo:

LEI (cerimonial, civil, moral)

LEI CERIMONIAL

LEI DE DEUS

LEI MORAL

LEIS

E há inclusive a seguinte frase inicial na página nº 1855, antecipando o INDICE DE NOTAS:

"Por
causa da ênfase que a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal dá à aplicação
das Escrituras, estes índices são guias úteis para o estudo bíblico
pessoal e em grupo, para a preparação de sermões e aulas".


Muito, muito interessante...

Shalom!

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:40 pm por Carlstadt


A IGREJA PRESBITERIANA, A LEI E O SÁBADO

Por Marllington Klabin Will

  Os presbiterianos têm sua origem nas reformas levantadas por dissidentes na Suíça, na França e na Escócia. “No entanto, as raízes históricas dessa igreja podem ser traçadas diretamente de volta a João Calvino.” (R. N. Champlin, “Enciclopédia de Bíblia”, em “Teologia e Filosofia”, vol. 3, p. 230). Então, pode-se considerar que o grande reformador francês, João Calvino, é o patrono do presbiterianismo, pois a doutrina presbiteriana é baseada em seus ensinamentos, tais como foram institucionalizados por John Knox na Escócia.

  Já a Igreja Presbiteriana no Brasil se subdividiu em algumas ramificações que divergem apenas em questões administrativas, como também acontece com outras denominações evangélicas. Mas todas as partes mantêm a doutrina uniforme, por meio da “Aliança Reformada Mundial”. Sem dúvida a doutrina calvinista continua sendo o elo de união que caracteriza as diversas subdivisões administrativas dentro do presbiterianismo.


O QUE A IGREJA PRESBITERIANA DIZ SOBRE A LEI E O SÁBADO?

  O que historicamente o presbiterianismo tem ensinado sobre as questões da Lei de Deus, os Dez Mandamentos e o sábado? Veremos no presente artigo, baseado em documentos oficiais, credos, catecismos e confissões de fé, qual o posicionamento oficial da Igreja Presbiteriana sobre essas questões. Ao contrário do que pensam alguns presbiterianos mal-informados de sua própria doutrina, é fato que seus líderes e autoridades, teólogos de maior gabarito, professores, ilustres evangelistas, pastores e famosos escritores concordam com os adventistas e demais cristãos observadores do sábado quanto à validade deste e de todos os mandamentos do Decálogo como regra de prática e conduta para o cristão. Inclusive é a mesma posição bíblica ensinada oficialmente há séculos pelas demais denominações cristãs, como batistas, metodistas, luteranos, anglicanos, congregacionalistas, assembleianos, católicos, mórmons, etc.

  É verdade que quando tratam sobre o assunto do “sábado”, essas mesmas autoridades presbiterianas pretendem reinterpretar o quarto mandamento como agora se aplicando ao primeiro dia da semana, supostamente devido à ressurreição de Cristo. Então, estão certos e de acordo quanto à validade e vigência de todos os mandamentos do Decálogo e das origens edênicas do princípio sabático, porém estão equivocados ao acharem que o domingo tomou o lugar do sábado, uma informação que não se consta em parte alguma do Livro Sagrado.

  Analisaremos agora como os presbiterianos oficialmente respondem às nossas questões.


1) O que é a Lei de Deus? O que são os Dez Mandamentos?

  No “Catecismo Maior”, que é onde encontramos as instruções essenciais para um crente presbiteriano, na resposta à pergunta 93, lemos:
      “A Lei Moral é a declaração da vontade de Deus, feita ao gênero humano, dirigindo e obrigando todas as pessoas à conformidade e obediência pessoal, perfeita e perpétua a ela — nos apetites e disposições do homem inteiro, alma e corpo, e no cumprimento de todos aqueles deveres de santidade e retidão que se devem a Deus e ao homem, prometendo vida pela obediência e ameaçando com a morte a violação dela.” — P. 93. Grifos acrescentados.
  E a resposta à pergunta 98 diz:
      A Lei Moral acha-se resumidamente compreendida nos Dez Mandamentos, que foram dados pela voz de Deus no monte Sinai e por Ele escritos em duas tábuas de pedra, e estão registrados no capítulo vigésimo de Êxodo.” — P. 95. Grifos acrescentados.
  Conforme foi visto acima, esses teólogos e autoridades da Igreja Presbiteriana têm a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima.


2) Para que serve a Lei de Deus, os Dez Mandamentos?

  O mesmo “Catecismo Maior” apresenta uma resposta muitíssimo apropriada:
      A Lei Moral é de utilidade a todos os homens, para os instruir sobre a natureza e vontade de Deus e sobre os seus deveres para com Ele, obrigando-os as andar conforme a essa vontade; (…) aos homens não regenerados para despertar as suas consciências a fim de fugirem da ira vindoura e forçá-los a recorrer a Cristo; (…) aos que são regenerados e crentes em Cristo… para lhes mostrar quanto devem a Cristo por cumpri-la e sofrer a maldição dela, e para bem deles, e assim provocá-los a uma gratidão maior e a manifestar esta gratidão por maior cuidado da sua parte em conformarem-se a esta lei, como regra de sua obediência. — Respostas 95–97, p. 94–95. Grifos acrescentados.
  O Dr. Albert Barnes, respeitado teólogo e comentarista presbiteriano, assim argumenta sobre Romanos 7:13:
      “E observe-se que a lei não atingiu essa finalidade meramente entre os judeus, nos dias dos apóstolos; ela é igualmente necessária para os gentios, até à hora presente. Nem verificamos que o verdadeiro arrependimento ocorre onde a Lei Moral não é pregada nem apresentada com insistência. Os que só pregam o evangelho aos pecadores, na melhor das hipóteses só curam superficialmente a ferida da filha do Meu povo.”
  Resumindo o que esses líderes presbiterianos disseram, a Lei de Deus serve, dentre outros, para:
 —> instruir sobre a natureza e vontade de Deus,
 —> instruir sobre nosso dever para com Deus,
 —> despertar a consciência para fugirmos da ira vindoura,
 —> forçar-nos a recorrer a Cristo,
 —> mostrar o quanto devemos a Jesus,
 —> provocar uma manifestação de gratidão e
 —> ser regra de conduta cristã.


3) A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, estão vigentes para o cristão?

  Na “Confissão de Fé de Westminster”, a confissão de fé adotada pela Igreja Presbiteriana, podemos achar a posição oficial:
      “V. A Lei Moral obriga para sempre a todos a prestar-lhe obediência, tanto as pessoas justificadas como as outras, e isto não somente quanto à matéria nela contida, mas também pelo respeito à autoridade de Deus, o Criador, que a deu. Cristo, no Evangelho, não desfaz de modo algum esta obrigação, antes a confirma.
      “VI. Embora os verdadeiros crentes não estejam debaixo da lei como pacto de obras, para serem por ela justificados ou condenados, contudo, ela lhes serve… como regra de vida, a vontade de Deus, e o dever que eles têm, ela os dirige e os obriga a andar segundo a retidão… Ela é também de utilidade aos regenerados, a fim de conter a sua corrupção, pois proíbe o pecado; as suas ameaças servem para mostrar o que merecem os seus pecados e quais as aflições que por causa deles devem esperar nesta vida, ainda que sejam livres da maldição ameaçada na lei. Do mesmo modo as suas promessas mostram que Deus aprova a obediência deles e que bênçãos podem esperar, obedecendo… assim o fazer um homem o bem ou o evitar ele o mal, porque a lei anima aquilo e proíbe isto, não é prova de estar ele debaixo da lei e não debaixo da graça.
      “VII. Os supracitados usos da lei não são contrários à graça do Evangelho, mas suavemente condizem com ela, pois o Espírito de Cristo submete e habilita a vontade do homem a fazer livre e alegremente aquilo que a vontade de Deus, revelada na lei, requer se faça.”
    — Cap. XIX da “Confissão de Fé de Westminster” (1647). Citado por Philip Schaff em “The Creeds of Christendom”, vol. 3, p. 640–641. Grifos acrescentados. Essa confissão de Fé pode ser encontrada no seguinte web site: http://www.luz.eti.br/do_confissaodewestminster1647.html (acessado a 07/09/2007).
  O Dr. Timothy Dwight, famoso teólogo e pregador presbiteriano, declara:
      A Lei de Deus é e deve necessariamente ser imutável e eterna.” — Em “Theology Explained and Defended”, vol. 4, p. 120. Grifos acrescentados.
  E o grande reformador João Calvino, um dos pioneiros do movimento de Reforma, e pai da Igreja Presbiteriana e da Batista, escreveu em suas “Institutas”:
      A lei não sofreu nenhuma diminuição de sua autoridade e deve receber de nossa parte sempre o mesmo respeito e obediência.” — Vol. 2. cap. 7, sec. 15. Grifos acrescentados.
  João Calvino também escreveu o seguinte em seu “Comentary on a Harmony of the Gospel”:
      “Não devemos supor que a vinda de Cristo nos tornou livres da autoridade da lei; pois ela é a norma eterna de uma vida devota e santa, e deve, portanto, ser tão imutável como a justiça de Deus, que a envolveu, é constante e uniforme.” — Vol. 1, p. 277. Grifos acrescentados.
  Depois de mostrarmos o pensamento de seu fundador e a posição da confissão de fé presbiteriana, precisaríamos citar mais alguma fonte para provar que todos os Dez Mandamentos permanecem vigentes para os cristãos, segundo o ensinamento oficial da Igreja Presbiteriana?


4) Desde quando existem os Dez Mandamentos, a Lei de Deus?

  Ainda na confissão de fé presbiteriana, nós encontramos a seguinte declaração:
      “I. Deus deu a Adão uma lei como um pacto de obras. Por este pacto Deus o obrigou, bem como toda sua posteridade, a uma obediência pessoal, inteira, exata e perpétua; prometeu-lhe a vida sob a condição dele cumprir com a lei e o ameaçou com a morte no caso dele violá-la; e dotou-o com o poder e capacidade de guardá-la.
      “II. Essa lei, depois da queda do homem, continuou a ser uma perfeita regra de justiça. Como tal, foi por Deus entregue no monte Sinai em dez mandamentos e escrita em duas tábuas; os primeiros quatro mandamentos ensinam os nossos deveres para com Deus e os outros seis os nossos deveres para com o próximo.”
    — Op. cit., cap. XIX. Grifos acrescentados.
  Da mesma confissão de fé, podemos extrair o seguinte no capítulo IV:
      “Depois de haver feito as outras criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea, com almas racionais e imortais… tendo a lei de Deus escrita em seus corações, e o poder de cumpri-la, mas com a possibilidade de transgredi-la, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, que era mutável. Além dessa escrita em seus corações, receberam o preceito de não comerem da árvore da ciência do bem e do mal”. — Tomo II. Grifos acrescentados.
  Aí está a posição oficial da Igreja Presbiteriana. Pelo que lemos dos testemunhos presbiterianos, não há nenhuma dúvida entre seus teólogos e mentores de que os Dez Mandamentos foram dados a Adão, ANTES DA QUEDA. Portanto, a resposta a esta pergunta deve ser: DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO!

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:40 pm por Carlstadt

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5) Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?

  O erudito bíblico John D. Davis, autor presbiteriano de um dos mais famosos dicionários bíblicos que já alcançou várias edições, assegura:
      Os Dez Mandamentos, sendo a lei fundamental e sumária de toda moral, permanecem firmes; baseiam-se na imutável natureza de Deus e nas relações permanentes do homem sobre a terra. A respeito do quarto mandamento, disse Jesus: ‘O sábado foi feito para o homem’; segue-se, pois, que a lei permanece em toda sua força enquanto o homem existir sobre a terra.
      “A Lei Cerimonial a que se refere a Carta aos Hebreus 8:7, como o primeiro pacto, ela a declara como antiquada e prestes a perecer, v.13 comparar com os caps. 8 a 10. O apóstolo não julgou necessário obrigar a ela os gentios, atos 15:23–28. Tinha função transitória, apontando para cristo, nosso sumo pontífice por meio de seu sacerdócio, de seus sacrifícios, de suas cerimônias e de seus símbolos. Chegado que foi o antítipo, cessaram de uma vez os tipos, sem contudo perder de vista a importância que eles tem em todas as idades futuras.”
    — Em “O Novo Dicionário da Bíblia”, p. 356–357. Grifos acrescentados.
  Vejamos qual a posição oficial presbiteriana encontrada na já citada “Confissão de Fé de Westminster”:
      “III. Além dessa lei (os Dez Mandamentos), geralmente chamada Lei Moral, foi Deus servido dar ao seu povo de Israel, considerado uma igreja sob a sua tutela, leis cerimoniais que contêm diversas ordenanças típicas. Essas leis, que em parte se referem ao culto e prefiguram Cristo, as suas graças, os seus atos, os seus sofrimentos e os seus benefícios, e em parte representam várias instruções de deveres morais, estão todas ab-rogadas sob o Novo Testamento.
      “IV. A esse mesmo povo, considerado como um corpo político, Deus deu leis civis que terminaram com aquela nacionalidade, e que agora não obrigam além do que exige a sua eqüidade geral.”
    — Op. cit. cap. XIX. Grifos acrescentados.
  O Dr. Albert Barnes, respeitado comentarista presbiteriano, em seu comentário sobre Mateus 5:18 e 19, declara:
      As leis dos judeus estavam geralmente divididas em morais, cerimoniais e judiciais. As leis morais são aquelas que emanam da natureza das coisas, que não podem, por conseguinte, ser mudadas — tais como o dever de amar a Deus e Suas criaturas. Estas não podem ser abolidas, pois jamais poderá ser correto odiar a Deus ou aos nossos semelhantes. Dessa natureza são os Dez Mandamentos; e estes, nosso Salvador não aboliu nem suprimiu.
      “As leis cerimoniais são as determinadas para atender a certos estados da sociedade, ou regulamentar ritos religiosos e cerimônias do povo. Estas poderão ser mudadas quando mudarem as circunstâncias, e não obstante, a Lei Moral permanece inalterável.
      “Aprendemos, portanto: 1. Que toda a Lei de Deus é obrigatória para os cristãos. (Comparar com S. Tiago 2:10). 2. Que todos os mandamentos de Deus devem ser ensinados, em seu lugar apropriado, pelos ministros cristãos. 3. Que aqueles que pretendem que haja leis de Deus tão pequenas que não precisem obedecer-lhes, são indignos de Seu reino. 4. Que a verdadeira piedade demonstra respeito para com todos os mandamentos de Deus. (Comparar com Salmos 119:6).”
    — Em “Notes, Explanatory and Practical on the Gospel” (1860), vol. 1, p. 65–66. Grifos acrescentados.
  E eis a excelente exposição do ministro presbiteriano Mauro Fernando Meister:
      “Quanto à aplicação da Lei, devemos exercitar a seguinte compreensão:
      “(a) A Lei Civil tinha a finalidade de regular a sociedade civil do estado teocrático de Israel. Como tal, não é aplicável normativamente em nossa sociedade. (…)
      “(b) A Lei Religiosa (Cerimonial) tinha a finalidade de imprimir nos homens a santidade de Deus e apontar para o Messias, Cristo, fora do qual não há esperança. Como tal, foi cumprida com sua vinda. (…)
      “(c) A Lei Moral tem a finalidade de deixar bem claro ao homem os seus deveres, revelando suas carências e auxiliando-o a discernir entre o bem e o mal. Como tal, é aplicável em todas as épocas e ocasiões. (…)
      “Assim sendo, é fundamental que, ao ler o texto bíblico, saibamos identificar a que tipo de lei o texto se refere e conhecer, então, a aplicabilidade dessa lei ao nosso contexto. As leis civis e cerimoniais de Israel não têm um caráter normativo para o povo de Deus em nossos dias, ainda que possam ter outra função como, por exemplo, ensinar-nos princípios gerais sobre a justiça de Deus. Portanto, a lei que permanece ‘vigente’ em nossa e em todas as épocas é a Lei Moral de Deus. Ela valeu para Adão assim como vale para nós hoje”.
    — Grifos acrescentados.
  De tudo que está registrado, fica mais do que claro que esses documentos confessionais cristãos históricos, além de mestres de outras confissões, admitem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais fala a Escritura Sagrada:
 —> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
 —> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e ordenanças rituais para Israel.


6) A que tipo de lei o apóstolo Paulo se refere em Colossenses 2:16?

  O ministro e comentador presbiteriano Dr. Albert Barnes, assim comenta Colossenses 2:16 e 17:
      “A palavra ‘sábado’ no Antigo Testamento, é aplicada não somente ao sétimo dia, mas a todos os outros dias de repouso sagrado que eram observados pelos hebreus, e particularmente ao começo e encerramento de suas grandes festividades. Há, certamente, referência a esses dias nesse lugar, visto que a palavra é usada no plural e o apóstolo não se refere particularmente ao assim chamado sábado, propriamente.
      “Não há nenhuma evidência nessa passagem de que Paulo ensinasse que não havia mais obrigação de observar qualquer tempo sagrado, pois não há a mais leve razão para crer que ele quisesse ensinar que um dos Dez Mandamentos havia cessado de ser obrigatório à humanidade.
      “Se ele tivesse escrito a palavra ‘o sábado’, no singular, então, certamente estaria claro que ele quisesse ensinar que aquele mandamento (o quarto) cessou de ser obrigatório, e que o sábado não mais devia ser observado. Mas o uso do termo no plural, e a sua conexão, mostram que o apóstolo tinha em vista o grande número de dias que eram observados pelos hebreus como festivais, como uma parte de sua lei Cerimonial e típica, e não a lei Moral, ou os Dez Mandamentos.
      “Nenhuma parte da lei Moral — nenhum dos Dez Mandamentos — poderia ser referida como ‘sombra das coisas futuras’. Estes mandamentos são, pela natureza da Lei Moral, de obrigação perpétua e universal.”
    — Em “Notes on the New Testament”, tit. 7, p. 267. Grifos acrescentados.
  Mais uma questão devidamente esclarecida. E muito bem esclarecida, pelo ilustre Dr. Albert Barnes, comentador de reconhecido valor no meio presbiteriano. E a posição oficial da Igreja Presbiteriana é que Colossenses 2:16 não está falando do sábado do quarto mandamento. Está falando da LEI CERIMONIAL, e não da Lei Moral!


7) E o sábado do quarto mandamento da Lei Moral, qual a sua origem?

  O Dr. Archibald A. Hodge, membro da “Junta Presbiteriana de Publicações” e antigo professor do seminário presbiteriano de Princeton, nos EUA, escreveu um folheto no qual apresenta uma defesa da perpetuidade do princípio sabático como dia santificado por Deus. Dele extraímos o seguinte:
      Deus instituiu o sábado na criação do mundo, separando para este fim o sétimo dia, e ordenou sua observância como obrigação universal, moral e perpétua à raça.” — Folheto nº 175, p. 3–4.
  Conforme o Dr. Hodge, o sábado teve sua origem na criação, antes, portanto, da queda do homem. Antes de ter havido necessidade de uma lei cerimonial, um sistema de sacrifícios e rituais típicos.

  Diz também o prof. de teologia presbiteriano John D. Davis, reforçando aquilo que já foi assegurado:
      “SÁBADO, Descanso. Dia de descanso instituído por Deus, para ser observado por todos os homens. Tendo completado a obra da criação em seis dias, cessou de trabalhar no dia sétimo. ‘E abençoou o dia sétimo e o santificou; porque nele mesmo cessara de toda a sua obra que Deus criou para fazer’, Gên. 2:1–3.” — Op. cit., art. “Sábado”, p. 519. Grifos acrescentados.

      “Pelo motivo dado para que se observe o dia de sábado nos Dez Mandamentos, aprendemos que o exemplo do descanso sabático havia sido dado pelo próprio Deus por ocasião da criação. O sábado, portanto, é uma ordenança da criação (Êx 20:8–11). (…) o padrão é assim deixado para o homem seguir. (…) A linguagem usada é propositalmente forte a fim de que o homem possa aprender a necessidade de considerar o sábado como um dia em que ele mesmo precisa de descansar de suas labutas diárias. (…) Deus, e não o homem, é que deve determinar de que modo o sábado precisa ser observado.” — Idem, p. 1421–1422. Grifos acrescentados.
  A origem do sábado, ao contrário do que ensinam alguns presbiterianos leigos desinformados, não é a doação da lei dos Dez Mandamentos no Monte Sinai. Conforme os líderes presbiterianos estudiosos da Bíblia, foi na SEMANA DA CRIAÇÃO. Seis dias de trabalho, e o sétimo dia foi SANTIFICADO para o descanso das coisas seculares e culto religioso, que é a posição oficial da Igreja Presbiteriana.


8) Há razões para santificarmos o sábado?

  Ainda o prof. John D. Davis, com sua autoridade:
      “A doutrina ensina claramente que este dia foi ordenado por Deus, para repouso do corpo, e bem-estar do homem; que o deviam observar, imitando o exemplo que Deus dá, e por causa das bênçãos por Ele conferidas.” — Idem, p. 520.
  Agora, extraído do “Breve Catecismo”, editada pela “Casa Editora Presbiteriana”:
      “O quarto mandamento exige que consagremos a Deus os tempos determinados em Sua Palavra, particularmente um dia inteiro em cada sete, para ser um dia de santo descanso a Ele dedicado. (…) proíbe a omissão ou a negligência no cumprimento dos deveres exigidos, e a profanação deste dia por meio de ociosidade, ou por fazer aquilo que é em si mesmo pecaminoso, ou por desnecessários pensamentos, palavras ou obras acerca de nossos negócios e recreações temporais. (…) Deus nos concede de fazermos uso dos seis dias da semana para os nossos interesses temporais: o reclamar Ele para Si a propriedade especial do dia sétimo, o Seu próprio exemplo, e a bênção que Ele conferiu ao dia de descanso.” — Em “Breve Catecismo de Doutrina Cristã”, P. 17–18. Grifos acrescentados.
  Indiscutivelmente, todas essas autoridades e documentos religiosos da Igreja Presbiteriana não concordam com a visão herética semi-antinomista/dispensacionalista que nega a validade e vigência do Decálogo como norma cristã, e prega o fim total do quarto mandamento, como sendo “cerimonial”. Mesmo que o sábado seja interpretado por esses documentos e autores como referindo-se ao primeiro dia, o “sábado cristão” como é chamado, o que importa é que admitem oficialmente a validade e vigência do mandamento e as origens endêmicas do princípio sabático. A questão sobre o domingo ter tomado o lugar do sétimo dia já é outra.

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:41 pm por Carlstadt

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9) Por quanto tempo deve durar o mandamento do sábado?

  Novamente, diz o teólogo erudito Prof. John D. Davis:
      A respeito do quarto mandamento, disse Jesus: ‘O sábado foi feito para o homem’; segue-se, pois, que a lei permanece em toda a sua força enquanto o homem existir sobre a terra.” — Op. cit., p. 356. Grifos acrescentados.

      O sábado foi instituído para benefício do gênero humano; as suas obrigações duram enquanto o homem viver e enquanto subsistirem as suas necessidades.” — Idem, p. 520. Grifos acrescentados.
  Também afirma o Dr. Thomas Chalmers, pregador presbiteriano de grande prestígio:
      “Para a permanência do sábado, portanto, podemos invocar o seu lugar no Decálogo, onde ele permanece abrigado entre os preceitos morais de uma retidão imutável e eterna.” — Em “Sermons”, vol. 1, p. 51–52. Grifos acrescentados.
  São do autor presbiteriano T. C. Blake a seguinte afirmação, na obra “Theology Condensed”, de onde extraímos estas palavras abalizadas:
      O sábado é parte dos… Dez Mandamentos. Só isto já define a questão da perpetuidade de sua instituição. Até… que possa ser mostrado que toda a Lei Moral foi rejeitada, o sábado permanecerá. (…) O ensino de Cristo confirma a perpetuidade do sábado”. — P. 474–475. Grifos acrescentados.

10) Contra o que Jesus Se levantou com relação ao sábado?

  Existem presbiterianos leigos, mesmo sinceros, que acreditam que Jesus não guardou os Dez Mandamentos e que ele combateu o sábado. O que diz a Bíblia? Até onde vai o conhecimento deles? Caso Jesus tivesse profanado o sábado, ou qualquer outra lei, Ele não poderia ser “um cordeiro sem defeito nem mancha” (1Pe. 1:19), nem poderia ser o Messias que tem a função de “engrandecer a lei e torná-la gloriosa” (Is. 42.21). Então, quem afirma que Cristo violou o sábado, está negando que Ele era o Messias, tornando-O um mero pecador e mentiroso, pois Ele mesmo disse ter observado os mandamentos (Jo. 15:10).

  E o que dizem os líderes presbiterianos sobre esse assunto? Num livreto, intitulado “ABC Doutrinário do Candidato à Publica Profissão de Fé”, de autoria do insigne hebraísta Guilherme Kerr, encontramos o seguinte:
      Jesus condenou a tradição que os judeus acrescentaram à Lei de Deus”. — P. 19. Grifos acrescentados.
  Mais outra vez o Prof. John D. Davis responde:
      “No tempo de Cristo, os fariseus aplicavam a lei do descanso aos atos mais triviais da vida, proibindo muitas obras de necessidade e misericórdia. Acusaram a Jesus por fazer curas em dia de Sábado, ao mesmo tempo em que achavam lícito retirar o boi, o animal, ou a ovelha que tivesse caído dentro de um poço. Também julgavam necessário levar os animais a beber, como em qualquer outro dia da semana, Mat. 12:9–13; Luc. 13:10–17. E não eram somente as curas feitas em dia de Sábado que eles condenavam. Quando os discípulos de Jesus passavam pelas searas e colhiam espigas, e machucando-as nas mãos as comiam, porque tinham fome, os fariseus os censuraram, como se fosse essencialmente o mesmo trabalho de fazer colheitas e moer o trigo. A isto nosso Senhor deu uma notável resposta”. — Op. cit., p. 520.
  O escritor presbiteriano Ludugero Braga, no “Manual dos Catecúmenos”, escreveu o seguinte:
      “Cristo era israelita e veio para cumprir a lei. Portanto, ele tinha, como bom israelita, de guardar o sétimo dia. Ele guardou-o, porém, no espírito da lei e não da letra, pelo que os fariseus O acusaram de não observar o sábado (João 9:16). (…) Jesus disse que Ele é Senhor até do sábado (Mat. 12:8). Isto Ele disse por causa do literalismo e fanatismo farisaicos. (…) Jesus declarou que ‘o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado’(Mar. 2:27), isto é, o dia de descanso é para beneficiar o homem. Em Mat. 12:1–8, encontramos os fariseus censurando a Cristo e Seus discípulos, porque não guardavam o sábado à moda farisaica.” — P. 163–165. Grifos acrescentados.
  Então, podemos afirmar com toda convicção: Jesus não Se levantou contra os Mandamentos, nem contra o sábado. O que Jesus fez foi não Se ajustar às formas e aos acréscimos que os escribas e fariseus fizeram à Lei de Deus. Jesus guardava o sábado conforme a ESSÊNCIA do quarto mandamento, e não à moda farisaica cheia de tradições! O que fica mais do que claro que Jesus queria confrontar os escribas e fariseus na MANEIRA deles verem o mandamento do sábado, e não no próprio mandamento em si, para reformar a observância sabática ao verdadeiro sentido do mandamento.


11) O sábado pode ser reinterpretado segundo a vontade de cada um?

  Os presbiterianos acham que eles mesmos são os que devem escolher o dia para o descanso e culto, reinterpretando o mandamento do sábado e aplicando-o ao domingo, chamando-o de “o sábado cristão”. O fato é que esta questão está obedecendo à conveniência das pessoas e não o que diz o claro “assim diz o SENHOR”. Será que deve ser assim mesmo? Biblicamente, “o sétimo dia é o sábado do SENHOR” (Ex.20:10).

  Qual a posição oficial presbiteriana expressa em “Westminster Confession of Faith” (Confissão de Fé de Westminster)? Vemos claramente a vigência do princípio sabático, mas infelizmente está sendo aplicado ao primeiro dia:
      “VII. Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus particularmente designou um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.
      “VIII. Este sábado é santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações e de antemão ordenado os seus negócios ordinários, não só guardam, durante todo o dia, um santo descanso das suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos seus empregos seculares e das suas recreações, mas também ocupam todo o tempo em exercícios públicos e particulares de culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.”
    — Op. cit., cap. XXI, “Do Culto Religioso e do Domingo”. Grifos acrescentados.
  Posição oficial que é confirmada no “Catecismo Maior”:
      “Pergunta 116. Que se exige no quarto mandamento?
      “R: No quarto mandamento exige-se que todos os homens santifiquem ou guardem santos para Deus todos os tempos estabelecidos, que Deus designou em sua Palavra, expressamente um dia inteiro em cada sete; que era o sétimo desde o princípio do mundo até à ressurreição de Cristo, e o primeiro dia da semana desde então, e há de assim continuar até ao fim do mundo; o qual é o sábado cristão, e que no Novo Testamento se chama Dia do Senhor. — Ref.: Is 56.2,4,6,7; Gn 2.3; I Co 16.2; Jo 20.19–27; Ap 1.10.”
    — Grifos acrescentados.

12) A Bíblia ensina a observância do domingo no lugar do sábado?

  Em seu livro “The Ten Commandments”, diz o presbiteriano Dr. R. W. Dale:
      “Está claro que, embora guardemos o domingo rigorosa ou devotamente, não estamos observando o sábado. (…) O sábado foi instituído por uma ordem específica e divina. Não podemos apoiar-nos em nenhuma ordem dessa natureza relacionada com a obrigação de guardar o domingo. (…) Não há, no Novo Testamento, uma única sentença indicando que estamos sujeitos a qualquer penalidade por violação à suposta santidade do domingo. No repouso dominical, não entra a lei divina.” — P. 127–129. Grifos acrescentados.
  Na obra “Theology Explained and Defended”, do presbiteriano Timothy Dwight, lemos:
      “O Sábado cristão (domingo) não se encontra nas Escrituras, e não era chamado ‘o sábado’ pela igreja primitiva.” — Ed. de 1818, vol. 4, nº 107, p. 49. Grifos acrescentados.
  O Dr. William D. Killen, teólogo presbiteriano de renome, afirma:
      “No intervalo entre os dias dos apóstolos e a (suposta) conversão de Constantino, a comunidade cristã mudou de aspecto… Ritos e cerimônias, das quais nem Paulo nem Pedro jamais ouviram, entraram sub-repticiamente em uso e depois reclamaram o direito de serem consideradas instituições divinas. Funções para as quais os primitivos discípulos não podiam encontrar nenhum lugar, e títulos que para eles teriam sido completamente ininteligíveis, começaram a reclamar atenção a ser chamados apostólicos.” — D. D., “The Ancient Church”, Prefácio da ed. original, p. 16.
  O Dr. N. Summerbell, autor presbiteriano, faz esta declaração em sua obra “History of the Christians”:
      “Ela (a Igreja Católica) subverteu o quarto mandamento, dispensando o sábado da palavra de Deus e substituindo-o pelo domingo, como dia santificado.” — P. 418. Grifos acrescentados.

13) Como poderíamos resumir todo o ensinamento presbiteriano que vimos até agora?

 A A universal e eterna lei de Deus é sistematizada e expressa para o homem na forma dos Dez Mandamentos, também universais e eternos, que prosseguem válidos e vigentes como norma de conduta cristã. Tal fato sempre foi oficialmente reconhecido por doutíssimas autoridades em Teologia do presente e do passado, pertencentes às mais diferentes denominações, e é o que tradicionalmente constituiu o pensamento geral de toda a cristandade.

 B A lei divina nas Escrituras se apresenta com preceitos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo que a parcela cerimonial, por ser prefigurativa do sacrifício de Cristo, findou na cruz, mas os mandamentos de caráter moral prosseguem válidos e vigentes para os cristãos.

 C Dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre sete de descanso deve ser santificado a Deus, princípio este que fora instituído na fundação do mundo para benefício do homem no Éden e deve ser mantido pelos cristãos hoje.

 D Jesus não transgrediu o quarto mandamento, muito pelo contrário, Ele pretendia reformar sua observância de acordo com a essência do princípios sabático e em nenhum lugar da Bíblia consta a informação de que o sábado foi substituído do sétimo dia para o primeiro da semana.


14) O que deve fazer o cristão, numa demonstração prática de sabedoria e amor a Deus?
      “São sábios aqueles que temem a Deus e guardam os Seus mandamentos; a sabedoria piedosa, assim adquirida, pelo estudo da lei escrita, pela observação do coração humano, e por uma vida de santidade, quando manifestada, é fonte de vida.” — Extraído de “Dicionário da Bíblia”, por John D. Davis, p. 356. Grifos acrescentados.

      Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. (…) Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele. (Jo.14:15, 21)

15) Diante de tudo o que foi apresentado, qual deve ser a posição de cada ovelha do rebanho da Igreja Presbiteriana?

  A Bíblia Viva registra Tiago 4:17 da seguinte maneira:
      Lembrem-se também de que, saber o que deve ser feito e não fazer, é pecado.

16) Como cristão sincero, nascido de novo pelo sangue de Cristo, qual vai ser a sua resposta ao Senhor Jesus?

  A escolha é totalmente sua!
      Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ap.14:12)

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:41 pm por Carlstadt


A IGREJA BATISTA, A LEI E O SÁBADO

Por Marllington Klabin Will

  A Igreja Batista tem sua origem num grupo de dissidentes ingleses no século XVII que foram para a Holanda em 1608 liderados por John Smyth, um clérigo anglicano, e Thomas Helwys, um advogado. John Smyth discordava da política e de alguns pontos da doutrina da Igreja Anglicana, como a questão do batismo, que até então, não era por imersão. Mas a versão dos batistas é que sua origem teria sido na sucessão apostólica, isto é, teriam descendido de João Batista, sendo a continuação da igreja primitiva, prosseguindo através de uma sucessão de igrejas (ou grupos) que batizavam apenas adultos, como os albigenses, os valdenses e, principalmente, os anabatistas, os quais pregaram sua mensagem ao período da Reforma Protestante. Utilizando este ponto de vista, os batistas se auto-proclamam a única igreja verdadeira.

  No Brasil a Igreja Batista se subdividiu em algumas ramificações, como a “Primeira Igreja”, a “Peniel”, a “Filadélfia”, a “Sião”, etc., mas todas as partes mantêm a doutrina uniforme por meio das “Convenções Batistas”. As congregações ou são filiadas a “Convenção Batista do Brasil” (CBB) ou são filiadas a “Convenção Batista Nacional” (CBN). De qualquer forma, tanto a CBB quanto a CBN são filiadas a “Aliança Batista Mundial”. Portanto, apesar de divergirem em questões administrativas, o fator característico que distingue esse ramo denominacional é a doutrina, o elo de união e entre as diversas subdivisões dentro da Igreja Batista.


O QUE A IGREJA BATISTA DIZ SOBRE A LEI E O SÁBADO?

  O presente artigo não tem por finalidade provar o ensinamento bíblico através dos testemunhos, depoimentos, credos, catecismos e declarações aqui transcritos, mas sim apresentar aos batistas mal-informados de sua própria doutrina qual o posicionamento oficial de sua igreja frente às questões da Lei de Deus e do sábado.

  É fato que seus líderes e autoridades, teólogos de maior gabarito, professores, ilustres evangelistas, pastores e famosos escritores concordam com os adventistas e demais cristãos observadores do sábado quanto à validade deste e de todos os mandamentos do Decálogo como regra de prática e conduta para o cristão. Inclusive é a mesma posição bíblica ensinada oficialmente há séculos pelas demais denominações cristãs, como presbiterianos, congregacionalistas, luteranos, metodistas, anglicanos, assembleianos, católicos, mórmons, etc.

  A única diferença é que quando tratam de “sábado”, esses mesmos autores batistas pretendem reinterpretar o quarto mandamento como agora se aplicando ao primeiro dia da semana, supostamente devido à ressurreição de Cristo. Então, estão certos e de acordo quanto à validade e vigência de todos os mandamentos do Decálogo e das origens edênicas do princípio sabático, porém estão equivocados ao acharem que o domingo tomou o lugar do sábado, uma informação que não consta de parte alguma das Escrituras.

  Vamos conferir agora como os batistas respondem oficialmente às nossas perguntas.


1) O que é a Lei de Deus? O que são os Dez Mandamentos?

  Quem vai nos responder a essa primeira pergunta é o príncipe dos pregadores batistas, Carlos H. Spurgeon, afirma o seguinte em seus “Sermons”:
      A Lei de Deus é uma lei divina, santa, celestial, perfeita. Aqueles que acham defeito na lei, ou que a depreciam em grau mínimo, não compreendem o seu desígnio e não têm uma idéia correta da própria lei. Paulo diz que ‘a lei é santa, mas eu sou carnal; vendido sob o pecado’. Em tudo quanto dizemos concernente à justificação pela fé, nunca intencionamos diminuir o conceito que nossos ouvintes têm da lei, pois a lei é uma das obras de Deus mais sublimes. Não há nenhum mandamento a mais; não há nem um a menos; mas ela é tão incomparável que sua perfeição é uma prova de sua divindade. Nenhum legislador humano poderia ter trazido a existência uma lei semelhante à que encontramos no Decálogo.” — Vol. 2, sermão 18, p. 280. Grifos acrescentados.
  Diz também o famoso escritor, evangelista internacional e líder religioso Billy Graham, que citando Wesley sobre os Dez Mandamentos, diz:
      “A exemplo de Wesley, sinto que deva pregar a lei e o juízo antes de pregar a graça e o amor. (…) Os dez mandamentos… são as leis morais de Deus para a conduta das pessoas. Alguns pensam que eles foram revogados. Isso não é verdade. Cristo ensinou a lei. Eles ainda estão em vigor hoje. Deus não mudou. As pessoas é que têm mudado. (…) A Bíblia diz que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Os Dez Mandamentos são um espelho para nos mostrar como ficamos aquém em preencher os requisitos de Deus.” — Sermão em Times Square, citado em George Burnham e Lee Fisher, “Billy Graham and the New York Crusade” (Zondervan Publ. House, Grand Rapids, Mich.), p. 108–109.
  Podemos transcrever aqui nada mais nada menos que o próprio manual das Igrejas Batistas, o “New Hampshire Confession of Faith”, sistematizado por Edward T. Hiscox, onde não há nenhum ensinamento da abolição ou mesmo da alteração da Lei de Deus nesta positiva declaração:
      Cremos que as Escrituras ensinam que a Lei de Deus é a norma eterna e imutável de Seu governo moral (Rom. 3:31; Mat. 5:17; Luc. 16:17; Rom. 3:20; 4:15); que essa lei é santa, justa e boa (Rom. 7:12; 7:7, 14, 22; Gál. 3:21; Sal. 119); e que a incapacidade, que as Escrituras atribuem aos homens caídos, de cumprirem seus preceitos, resulta inteiramente de seu amor ao pecado (Rom. 8:7, 8); livrá-los disso e restaurá-los por meio de um Mediador a uma sincera obediência à santa lei, é o grande propósito do evangelho e dos meios de graça relacionados com o estabelecimento da igreja visível (Rom. 8:2–4).” — Art. 12, p. 63–64. Também é encontrado no “Manual das Igrejas Batistas”, por William Carey Taylor, ed. 4 (1949), p. 178, art. 12. Citado em O.C.S. Wallace, “What Baptist Believe”, p. 79. Grifos acrescentados.
  Conforme foi visto acima, esses teólogos e autoridades da Igreja Batista têm a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima. Precisaríamos de mais alguma informação depois desta, dada pelo MANUAL DAS IGREJAS BATISTAS, que regulamenta todas as praxes da denominação? Creio que não! Vamos a outra pergunta:


2) Para que serve a Lei de Deus, os Dez Mandamentos?

  William Carey Taylor, Doutor em Teologia, professor de seminário batista por muitos anos, e grande escritor, responde a esta pergunta da seguinte forma:
      “Seria uma bênção se cada púlpito no mundo trovejasse ao povo a voz divina do Decálogo, pois a Lei é aio [mestre, guia] para guiar a Cristo.” — Em “Os Dez Mandamentos”, p. 5.
  Veja o que se encontra no próprio “Catecismo da Doutrina Batista”:
      Todos nós temos a obrigação de cumprir a Lei Moral… que é a que nos prescreve as obrigações para com Deus e o próximo. (…) A lei se acha expressa com maior minuciosidade nos Dez Mandamentos, dados por Deus a Moisés no Sinai.” — Por Pr. W. D. T. MacDonald, p. 28–29. Grifos acrescentados.
  Por seu turno, o teólogo batista Pr. Nilson do Amaral Fanini, pregador do programa de televisão “Reencontro”, escreveu o seguinte:
      “Se quisermos viver em paz com Deus e com o nosso próximo devemos, então, observar o Decálogo. (…) Devemos obedecer não por medo mas por amor. Precisamos observar as leis divinas tais quais elas são e não acomodá-las de acordo com as tendências da época, esquecendo ou comprometendo as leis divinas que regem a conduta moral.” — Em “Dez Passos Para Uma Vida Melhor”, p. 18–19.
  Falando de como tratar os “que não sentem os seus pecados” nem “têm profunda convicção de culpa”, Dwight L. Moody, em seu sermão “Apelos e Orações”, dá o seguinte conselho a respeito da Lei de Deus:
      “Fazei tão-somente que a Lei de Deus opere em tais pessoas, e as mostre a si próprias como realmente são. (…) Não busqueis curar a ferida antes de o ferimento ser sentido. Não procureis ministrar o consolo do evangelho sem que vossos conversos vejam que pecaram — vejam-no e também o sintam.”
  Novamente Carlos H. Spurgeon, o grande pregador batista, declara:
      “Para que existe a Lei de Deus? Para a guardarmos a fim de sermos salvos por ela? De maneira nenhuma. Foi-nos dada com o fim de mostrar-nos que não podemos ser salvos pelas obras, e limitarmos a ser salvos pela graça. Mas se presumis que a lei está alterada para que o homem a possa observar, deixai-lhe a sua velha esperança legal, e ele está certo de poder a ela apegar-se. Necessitais duma lei perfeita que mantenha o homem, quando apartado de Cristo, em estado de desesperança, ponha-o numa jaula de ferro, feche-o a cadeado e não lhe ofereça escape algum senão o da fé em Cristo; então se porá a gritar: ‘Senhor, salva-me pela graça, pois percebo que não me posso salvar por minhas próprias obras.’ E assim é que S. Paulo o apresenta aos Gálatas: ‘A Escritura incluiu a todos sob o pecado, para que a promessa pela fé de Jesus Cristo pudesse ser concedida aos que crêem. Mas antes de vir a fé, éramos mantidos sob a lei, retidos dentro da fé que depois se revelaria. Por essa causa a lei era nosso aio para conduzir-nos a Cristo, a fim de sermos justificados pela fé.’ Digo-vos que, pondo de parte a lei, despojastes o evangelho de seu auxiliar mais competente. Tirastes dela o aio que leva os homens a Cristo. Eles nunca aceitarão a graça sem que tremam perante uma lei justa e santa. Por conseguinte, a lei serve ao mais necessário e bendito propósito, e não deve ser removida do lugar que ocupa.” — Em “The Perpetuity of the Law of God”, p. 10–11. Grifos acrescentados.
  Resumindo o que esses líderes batistas disseram, a Lei de Deus serve, dentre outros, para:
 —> conduzir a Cristo,
 —> nos manter em paz com Deus,
 —> servir como regentes da nossa conduta moral,
 —> cumprir nosso dever perante Deus,
 —> expressar a vontade de Deus e
 —> ser regra de conduta, mesmo para os que foram justificados, etc.

[CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO QUADRO]

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3) A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, estão vigentes para o cristão?

  O grande reformador João Calvino, um dos pioneiros do movimento de Reforma, e pai da Igreja Batista e da Presbiteriana, comentando Mt. 5:17 e Lc.16:17 em seu “Comentary on a Harmony of the Gospel”, assim declara:
      “Não devemos supor que a vinda de Cristo nos tornou livres da autoridade da lei; pois ela é a norma eterna de uma vida devota e santa, e deve, portanto, ser tão imutável como a justiça de Deus, que a envolveu, é constante e uniforme.” — Vol. 1, p. 277. Grifos acrescentados.
  João Calvino também escreveu o seguinte em seus “Institutes”:
      A lei não sofreu nenhuma diminuição de sua autoridade e deve receber de nossa parte sempre o mesmo respeito e obediência.” — Vol. 2. cap. 7, sec. 15. Grifos acrescentados.
  Para o Dr. George Eldon Ladd, teólogo batista de renome, a resposta é a seguinte:
      “Está claro que a Lei continua a ser a expressão da vontade de Deus para a conduta, mesmo para aqueles que não estão mais sujeitos à lei.” — Em “Teologia do Novo Testamento”, p. 473. Grifos acrescentados.
  Por seu turno, o fervoroso evangelista Dwight L. Moody acrescenta estes valiosos pensamentos:
      “Agora os homens podem cavilar como desejarem a respeito de outras partes da Bíblia, mas não encontrei jamais um homem honesto que encontrasse falta nos Dez Mandamentos. Os infiéis podem mofar o do Legislador e rejeitar Aquele que nos livrou da maldição da lei, mas não podem deixar de admitir que os mandamentos são corretos. (…) são para todas as nações, e permanecerão os mandamentos de Deus através de todos os séculos. Devem-se fazer as pessoas entenderem que os Dez Mandamentos ainda são obrigatórios, e que há uma penalidade ligada à sua violação.
      “Os mandamentos de Deus, dados a Moisés no monte, em Horebe, são tão obrigatórios hoje como o foram desde a sua proclamação aos ouvidos do povo. Os judeus diziam que a lei não foi dada na Palestina (a que pertencia a Israel), mas no deserto, porque a lei era para todas as nações.
      “Jesus jamais condenou a lei e os profetas, mas reprovou aqueles que não Lhe obedeciam. O fato de Ele haver dado novos mandamentos, não indica que abolisse os antigos. A interpretação deles por Cristo tornou-os ainda mais impressivos.”
    — Em “Weighed and Wanting” (Pesado e achado em falta), p. 11–16. Grifos acrescentados.
  “Pelo fato de terem os cristãos maior luz, estão mais na obrigação de observar os preceitos da lei do que os demais”, salienta a “Sociedade de Publicações Batista” em seu Folheto n° 64, o qual declara:
      “Para provar que os Dez Mandamentos são obrigatórios, peça a qualquer pessoa que os leia, um por um, e pergunte a sua própria consciência se haveria pecado em transgredi-los. É isto, ou qualquer parte disto, a liberdade do evangelho? Toda consciência que não tiver cauterizada deve responder a esta pergunta com uma negativa. (…)
      “O Legislador e o Salvador são o mesmo; e os crentes devem estar de acordo tanto com o primeiro como com o último; mas, se menosprezarmos a lei que Cristo Se deleitou em honrar, e contestarmos nossa obrigação de a ela obedecer, como poderemos estar de acordo com Ele? Não somos antes daquele sentimento que é inimizade contra Deus, nem em verdade o pode ser? (…)
      “Se a lei não for uma norma de conduta para os crentes, e uma perfeita norma, eles não se acham sujeitos a nenhum padrão; ou, o que vem a ser a mesma coisa, estão sem lei. Mas, se é assim, não cometem nenhum pecado; pois ‘onde não há lei, não há transgressão’; e nesse caso, não tem nenhum pecado a confessar quer a Deus, quer mutuamente; e também não se acham necessitados de Cristo, como advogado para com o Pai, nem de perdão diário através de seu sangue. Assim, ao negar a lei, os homens destroem por completo o evangelho. Os crentes, portanto, em lugar de estarem isentos da obrigação de obedecer-lhe, acham-se sob maior obrigação de o fazer do que quaisquer homens do mundo. Estar isento disso é estar sem lei, e por conseguinte, sem pecado; neste caso poderíamos viver sem um Salvador, o que é completamente contrário à religião.”
    — P. 2–6.
  Noutro sermão o grande evangelista Billy Graham prossegue:
      “Eu vos advirto esta noite, não pode haver paz até que a Lei seja observada e não há poder em nós para observar a Lei. A natureza humana é corrupta. É por isso que Cristo veio para dar-nos uma nova natureza e pôr em operação forças que nos possam trazer à existência uma nova ordem mundial.” — Sermão em Times Square, citado em George Burnham e Lee Fisher, “Billy Graham and the New York Crusade” (Zondervan Publ. House, Grand Rapids, Mich.), p. 191. Grifos acrescentados.
  Outra vez o grande evangelista Carlos H. Spurgeon:
      “Se alguém me diz: ‘Eis que em substituição aos Dez Mandamentos recebemos dois, que são muito mais fáceis,’ responder-lhe-ei que essa versão da lei não é de maneira alguma mais fácil. Uma tal observação implica falta de meditação e experiência. Esses dois preceitos abrangem os dez, em seu mais amplo sentido, não podendo ser considerados exclusão de um jota ou til dos mesmos. Quaisquer dificuldades existentes nos mandamentos são igualmente encontradas nos dois, que lhes são a súmula e substância. Se amais a Deus de todo o vosso coração, torna-se-vos preciso observar a primeira parte (os primeiros quatros mandamentos); e se amais o próximo como a vós mesmos, precisais observar a segunda (os outros seis mandamentos).” — Em “The Perpetuity of the Law of God”, p. 5. Grifos acrescentados.
  Na revista trimestral “Mensagem da Cruz”, da “Editora Betânia”, o Pastor George R. Foster escreve:
      “Vejamos o testemunho do Apóstolo Paulo: ‘Eu morri para a lei, a fim de viver para Deus.Estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.’ Gl. 2:19,20
      “Primeiro, ele disse: ‘Eu morri para a lei.’ Com isso ele não quis dizer que a lei tinha morrido para ele mas que ele tinha deixado de observar as leis cerimoniais e que tinha deixado de confiar na Lei como fonte de salvação ou poder espiritual.
      “A lei de Deus não é anulada pelo evangelho: é cumprida e transcendida por ele. É bom lembrar que Jesus não veio revogar a Lei e, sim, cumpri-la (Mateus 5:17). Habitando em nós Jesus continuará cumprindo a Lei por nosso intermédio, natural e automaticamente. A Lei continua sendo nossa orientação moral, mas a grande finalidade dela é levar-nos a Cristo e à salvação.”
    — Edição outubro-dezembro de 1986, em artigo intitulado “Viva o Evangelho de Cristo!”, p. 6–7.
  O Rev. Andrew Fuller, eminente ministro batista, conhecido como o “Franklin da teologia”, diz o seguinte:
      “Se a doutrina da expiação nos leva a alimentar idéias falsas com relação à Lei de Deus, ou a negar-lhe autoridade preceituaria, podemos estar certos de que ela não é a doutrina escriturística da reconciliação. A expiação relacionava-se com a justiça e esta com a lei ou a revelada vontade do Soberano, a qual fora violada; e a própria finalidade de expiação é restaurar a honra da lei. Se a lei, que foi transgredida, fosse injusta, em vez de ser providenciada uma expiação para o seu quebrantamento, deveria ela ter sido revogada, e o Legislador levado sobre Si a vergonha de havê-la ordenado. (…) É fácil notar, por conseguinte, que na proporção em que a lei é minimizada, e o evangelho é solapado, tanto a graça como a expiação são tornadas inúteis. É o uso abusivo da lei, ou o torná-la um meio de vida, em oposição ao evangelho — para o que ela jamais foi dada a uma criatura caída — o que as Escrituras Sagradas desaprovam; e não a lei como revelada vontade de Deus, o imutável padrão entre o direito de Deus, o imutável padrão entre o direito e o erro. Deste ponto de vista foi que os apóstolos nela se deleitaram; e se somos cristãos deleitar-nos-emos nela também, e não nos oporemos a estar sob ela como uma norma de dever; pois nenhum homem se opõe a ser governado pelas leis de que gosta.” — Em “Atonement of Christ”. Ver “Works of Andrew Fuller”, p. 160–161.
  E o posicionamento oficial da Igreja Batista defendendo a vigência da Lei Moral:
      Para sempre a Lei Moral requer obediência de todos, tanto de pessoas justificadas quanto das demais. E isto não apenas por causa do assunto de que trata essa lei, mas, também, por causa da autoridade de Deus, o Criador, que a impôs. No evangelho, Cristo de modo nenhum dissolve a lei, antes confirma a sua obrigatoriedade.” — Em “Confissão de Fé Batista de Londres” (1689), art. XIX, tomo III e IV. Grifos acrescentados.
  Depois de mostrarmos o pensamento de seu fundador e a posição da confissão de fé batista, precisaríamos citar mais alguma fonte para provar que todos os Dez Mandamentos permanecem vigentes para os cristãos, segundo o ensinamento oficial da Igreja Batista?


4) Desde quando existem os Dez Mandamentos, a Lei de Deus?

  Ainda podemos extrair o seguinte da “Confissão de Fé Batista de Londres” (1689):
      “Depois de haver feito as outras criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea, com almas racionais e imortais… tendo a lei de Deus escrita em seus corações, e o poder de cumpri-la, mas com a possibilidade de transgredi-la, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, que era mutável. Além dessa escrita em seus corações, receberam o preceito de não comerem da árvore da ciência do bem e do mal”. — Art. IV, tomo II. Grifos acrescentados.
  Da mesma confissão de fé, lemos:
      A mesma lei que uma vez foi inscrita no coração humano continuou a ser uma regra perfeita de justiça após a queda.” — Art. XIX, tomo II.
  Vejamos o que o Dr. William C. Procter, erudito de maior gabarito, declara sobre essa questão da lei antes do Sinai:
      “Não deveríamos supor que os Dez Mandamentos eram disposições inteiramente novas quando foram proclamados no Sinai, pois a palavra hebraica torah é empregada em tais passagens anteriores do Velho Testamento como Gênesis 26:5; Êxodo 12:49; Gênesis 35:2; 13:9; 16:4, 28; 18:16, 20. [Gênesis 4:26; 14:22; 31:53 são citados para o princípio do terceiro; Gênesis 2:3 e Êxodo 16:22–30 para o quarto; Gênesis 9:6, para o sexto; e Gênesis 2:25 para o sétimo]. O decálogo pode, destarte, ser considerado a plena e solene declaração dos deveres que haviam sido mais ou menos revelados previamente, e essa enunciação pública teve lugar sob circunstâncias absolutamente singulares. É-nos dito que ‘as dez palavras’ foram pronunciadas pela própria voz de Deus (Êxo. 20:1; Deut. 5:4, 22–26); e duas vezes após escritas sobre tábuas de pedra com o dedo de Deus’ (Êxo. 2:12; 31:18; 32:16; 34:1, 28; Deut. 4:13; 5:22; 9:10; 10:1–4), assim apelando igualmente aos ouvidos, aos olhos, e realçando tanto sua suprema importância e permanente obrigação.” — Em “Moody Bible Institute Monthly”, outubro de 1933.
  E o Pr. Antonio Neves de Mesquita, Doutor em Teologia, e professor de seminários teológicos batistas de grande projeção, em seu livro “Estudo no Livro de Êxodo”, registra estas palavras:
      “Tomemos em consideração que antes de serem dadas as dez proposições, comumente chamadas Lei, já todos os ensinos nelas codificados estavam em vigor. Podemos mesmo dizer que desde que apareceu o homem sobre a terra os princípios do Decálogo tinham força de lei. E, se quisermos recuar mais ao passado, podemos afirmar que nunca houve tempo nem eternidade em que tais princípios não existissem. (…) Quando o homem foi criado, não lhe foi dada esta lei em forma catalogada, mas lhe foi posta no coração, dentro da consciência, dentro de sua íntima natureza, para que por ela se governasse.” — P. 133. Grifos acrescentados.
  Aí está o testemunho de alguém que estudou bastante o Livro de Deus, e os ensinamentos dos grandes mestres da Igreja Batista. O Dr. Antonio Neves de Mesquita é autoridade muito responsável, e que pode muito bem responder pela Igreja Batista! Pelo que lemos dos testemunhos batistas, não há nenhuma dúvida entre seus teólogos e mentores de que os Dez Mandamentos foram dados a Adão, ANTES DA QUEDA. Portanto, a resposta a esta pergunta deve ser: DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO!

[CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO QUADRO]

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5) Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?

  Eis as seguintes declarações de um teólogo batista que muito estudou a Bíblia:
      “Jesus não deu um novo código moral. Ele não foi um segundo Promulgador de leis, como Moisés. Ele era muito superior, e Seus ensinos morais situam-se num plano muito mais elevado do que os de Moisés. Ele não Se preocupava tanto com enunciar regras detalhadas para regular a vida moral, e sim em enunciar princípios eternos pelos quais os homens deviam viver sob Deus e em falar sobre motivos e propósitos que deviam governar todos os nossos atos.
      “Jesus não concedeu um novo código, mas também não disse que os ensinamentos do Velho Testamento estavam suspensos. As leis cerimoniais e ritualísticas do Velho Testamento foram ab-rogados para o cristão, mas não os Dez Mandamentos.”
    — J. Philip Hyatt, “The Teacher” (publicação batista), outubro de 1943, vol. 57, nº 10, p. 5.
  O renomado teólogo batista Weldon E. Viertel afirma o seguinte quanto à divisão de leis:
      A Lei pode ser dividida em três tipos: cerimonial, civil e moral. (…) De acordo com o livro de Hebreus, as leis cerimoniais eram sombras de Cristo. A sombra foi substituída pela realidade de Cristo e Seu ato redentor. As leis cerimoniais foram cumpridas; portanto, a Igreja não observa as leis sacrificiais e os festivais. As leis cerimoniais foram aplicadas a Cristo, em grande parte pelo uso da tipologia.
      “…A Lei Moral continua efetiva; todavia, Cristo deu-lhe outro nível de sentido e aplicação. Lidou com a raiz das atividades éticas, incluindo atividades e motivos (o coração do homem).”
    — Em “A Interpretação da Bíblia”, p. 194.
  O já citado Dr. Antonio Neves de Mesquita ajuda na resposta quando diz:
      O concerto divide-se em três partes: Lei Moral ou os Dez Mandamentos (20:1–17); Lei do Altar ou Cerimonial, meio de aproximação a Deus (20:22–26 e o livro de Levítico); e Lei Civil (21:1–23:19).” — Op. cit., p. 131. Grifos acrescentados.
  E a posição oficial batista, extraída da Confissão de Fé de Londres (1689):
      “Além desta lei (os Dez Mandamentos), comumente chamada de Lei Moral, Deus houve por bem dar leis cerimoniais ao povo de Israel, contendo diversas ordenanças simbólicas: em parte, de adoração, prefigurando Cristo, as suas graças, suas ações, seus sofrimentos, e os benefícios que conferiu; e, em parte, estabelecendo várias instruções de deveres morais.
      “As leis cerimoniais foram instituídas com vigência temporária, pois mais tarde seriam ab-rogadas por Jesus, o Messias e único Legislador, que, vindo no poder do Pai, cumpriu e revogou essas leis.
      “Deus também deu diversas leis judiciais ao povo de Israel, que expiraram juntamente com o antigo Estado de Israel e agora não possuem caráter obrigatório”
    — Art. XIX, tomo III e IV. Grifos acrescentados.
  De tudo que está registrado, fica mais do que claro que esses documentos confessionais cristãos históricos, além de mestres de outras confissões, admitem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais fala a Escritura Sagrada:
 —> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
 —> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e ordenanças rituais para Israel.


6) A que tipo de lei o apóstolo Paulo se refere em Colossenses 2:16?

  Da obra publicada pelos batistas, “Comentario Exegetico y Explicativo de La Bíblia”, por Roberto Jamieson, A R. Fausset e David Brown, estudiosos fundamentalistas, assim Colossenses 2:16 e 17 é comentado:
      “‘SÁBADOS’ referem-se ao dia da Expiação e festa dos Tabernáculos que chegaram ao fim com os cultos judaicos a que pertenciam (Levíticos 23:32, 37 e 39). O sábado semanal repousa em base mais permanente, tendo sido instituído no Paraíso para comemorar o término da Criação em seis dias. Levíticos 23:38 expressamente distingue ‘o sábado do Senhor’, de outro sábados. Um preceito positivo é ordenado por ser necessário e cessa de ser obrigatório quando ab-rogado; porém o preceito moral é ordenado eternamente, porque é eternamente necessário.” — Tomo 2, p. 520. Ver também em “Estudo no Livro de Êxodo”, p. 163, 169–170. Grifos acrescentados.
  E a importante declaração do Dr. A. H. Strong sobre Col. 2:16 e 17 em “Systematic Theology”:
      “Percebemos… a importância e o valor do sábado, como comemorativo do ato divino da Criação e, necessariamente da personalidade, soberania e transcendência de Deus. O sábado é de obrigação perpétua como o memorial estabelecido de Sua atividade criadora. A instituição do sábado é antedata ao decálogo e forma uma parte da lei moral. Feito na criação, ele se aplica ao homem em toda a parte e em época, em seu atual estado de criatura. (…) Nem nosso Senhor nem Seus apóstolos ab-rogaram o sábado do Decálogo. A nova dispensação anulou as prescrições mosaicas relativas à maneira de guardar o sábado, mas continua reafirmando sua observância como de origem divina necessária à natureza humana. Nem tudo na lei mosaica foi abolido por Cristo… Cristo não cravou na cruz mandamentos do Decálogo.” — P. 408–409. Grifos acrescentados.
  Mais uma questão devidamente esclarecida. E a posição oficial da Igreja Batista é que Colossenses 2:16 não está falando do sábado do quarto mandamento. Está falando da LEI CERIMONIAL, e não da Lei Moral!


7) E o sábado do quarto mandamento da Lei Moral, qual a sua origem?

  Mais uma vez, o Dr. Antonio Neves de Mesquita, com a palavra abalizada do estudioso:
      “Naturalmente, temos de remontar ao princípio da criação, quando Deus descansou dos labores criativos, para encontrarmos a resposta à pergunta sobre a existência do sábado.” — Op. cit., p. 162–163.
  Repetindo aqui uma parte da citação do comentário bíblico de Jamieson, Fausset e Brown:
      “O sábado semanal repousa em base mais permanente, tendo sido instituído no Paraíso para comemorar o término da Criação em seis dias. (…) o preceito moral é ordenado eternamente, porque é eternamente necessário.” — Tomo 2, p. 520. Nota sobre Col. 2:16–17.
  Repetindo aqui uma parte da importante declaração do Dr. A. H. Strong sobre Colossenses 2:16 e 17:
      “Percebemos… a importância e o valor do sábado, como comemorativo do ato divino da Criação e, necessariamente da personalidade, soberania e transcendência de Deus. O sábado é de obrigação perpétua como o memorial estabelecido de Sua atividade criadora. A instituição do sábado é antedata ao decálogo e forma uma parte da lei moral. Feito na criação, ele se aplica ao homem em toda a parte e em época, em seu atual estado de criatura. (…) A nova dispensação… continua reafirmando sua observância como de origem divina necessária à natureza humana.” — P. 408–409. Grifos acrescentados.
  Vamos, outra vez, consultar o “Comentario Exegetico y Explicativo de La Biblia”, onde se lê o seguinte:
      “A instituição sábado é tão velha como a criação, dando origem à divisão semanal do tempo, o que prevaleceu nas épocas mais remotas.” — Tomo I, p. 21.
  E diz um pesquisador batista do famoso Instituto Moody:
      “A semana, com o seu sábado, é um arranjo artificial. A razão para ele é achada somente nas Escrituras do Velho Testamento. Aqui é sempre associado com a revelação da parte de Deus. (…) Ali está sempre associado com a revelação de Deus. (…)
      “Idéias e práticas religiosas entre todos os povos, em variados graus, têm sido associadas com todas as divisões de tempo, que os homens adotaram. Mas em relação somente com a semana é a religião a explicação óbvia para sua origem, e a semana somente é uniformemente atribuída ao mandamento de Deus. A semana existe por causa do sábado. É histórica e cientificamente verdade que o sábado foi feito por Deus”.
    — W. O. Carver, em “Sabbath Observance”, p. 34–35. Produzido pela “Sunday School Board of the Southern Baptist Convention” (Junta da Escola Dominical da Convenção Batista do Sul).
  A origem do sábado, ao contrário do que ensinam alguns batistas leigos desinformados, não é a doação da lei dos Dez Mandamentos no Monte Sinai. Conforme os líderes batistas estudiosos da Bíblia, foi na SEMANA DA CRIAÇÃO. Seis dias de trabalho, e o sétimo dia foi SANTIFICADO para o descanso das coisas seculares e culto religioso, que é a posição oficial da Igreja Batista.


8) Há razões para santificarmos o sábado?

  O primeiro que vai nos indicar algumas boas razões é o batista já citado Pr. Nilson do Amaral Fanini, que enumera dois motivos para o quarto mandamento:
      “1. O Criador descansou. ‘E ao sétimo dia descansou’. Deus nos dá o exemplo de descanso.
      “2. É que Deus santificou um dia. ‘Portanto, abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.’ Isto é, Deus separou um dia para ser consagrado a ele. Portanto não temos o direito de usar aquilo que não é nosso. O dia é do Senhor. Quando usamos algo que não nos pertence, estamos sendo péssimos mordomos. Mas devemos santificar o tempo. Não basta assistirmos aos trabalhos da igreja. As demais horas do dia devem ser vividas santificadamente.”
    — Op. cit., p. 41.
  Novamente o comentário bíblico dos batistas Jamieson, Fausset e Brown, é declarado que:
      “…e repousou no dia sétimo — não para repousar de esgotamento pelo trabalho (veja Isaías 40:28), mas cessou de trabalhar, dando um exemplo, que equivale a um mandamento, para que nós também suspendamos toda classe de trabalho.
      “3. Abençoou Deus o dia sétimo e o santificou. — fazendo uma distinção própria sobre os outros seis dias, demonstra que foi dedicado para fins sagrados. (…) É uma lei sábia e benéfica, pois proporciona aquele intervalo regular de descanso que requer a natureza física do homem e dos animais empregados em seu serviço, e a não observância do mesmo traz em ambos os casos uma decadência prematura.”
    — Op. cit., p. 21. Grifos acrescentados.
  Outra vez, o Dr. Antonio Neves de Mesquita ajuda na resposta:
      “Seria impossível a qualquer povo desenvolver espírito religioso sadio e moral alevantada sem que houvesse meios adequados. Ora, o sábado, forçando o descanso das coisas seculares e fazendo inclinar a mente para as divinas, relembrando as beneficências de Deus à raça, conseguiria manter em equilíbrio os dois poderes humanos: físico e moral. (…) O sábado é um elo unindo os homens a Deus por meio do culto, que ele faculta e desenvolve. (…) Podemos aferir grandemente a espiritualidade de um homem pelo respeito que ele tem pelo dia de descanso.” — Op. cit., p. 163, 169 e 170. Grifos acrescentados.
  Catecismo Batista de 1855 (compilado por Charles H. Spurgeon):
      “49. Pergunta: Qual é o quarto mandamento?
      “Resposta: O quarto mandamento é: Êxodo 20:8–11. ‘Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas’.”
      “50. Pergunta: O que se exige no quarto mandamento?
      “Resposta: O quarto mandamento exige que sejam reservados santos a Deus os tempos que Ele determinou em Sua Palavra, especialmente um dia completo dos sete, que deve ser um Sabbath santificado a Ele (Levítico 19:30).”
      “51. Pergunta: Como se deve santificar o Sabbath?
      “Resposta: O dia do Senhor deve ser santificado através de um descanso santo do dia inteiro, até mesmo de trabalhos e divertimentos mundanos que são certos nos outros dias (Levítico 23:3), e passar o tempo inteiro em adoração pública ou particular a Deus (Salmo 92:1–2), exceto nas obras necessárias de caridade (Mateus 12:11–12).”
    — Esse catecismo pode ser visualizado no seguinte web site: http://www.luz.eti.br/do_catecismobatista1855.html (acessado a 23/08/07).
  Indiscutivelmente, todas essas autoridades e documentos religiosos da Igreja Batista não concordam com a visão herética semi-antinomista/dispensacionalista que nega a validade e vigência do Decálogo como norma cristã, e prega o fim total do quarto mandamento, como sendo “cerimonial”. Mesmo que o sábado seja interpretado por esses documentos e autores como referindo-se ao primeiro dia, o “sábado cristão” como é chamado, o que importa é que admitem oficialmente a validade e vigência do mandamento e as origens endêmicas do princípio sabático. A questão sobre o domingo ter tomado o lugar do sétimo dia já é outra.

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:43 pm por Carlstadt

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9) Contra o que Jesus Se levantou com relação ao sábado?

  Quem nós vamos convidar primeiro para responder a esta pergunta é o famoso escritor batista, Pr. Enéas Tognini, que diz:
      Contra os acréscimos Jesus Se levantou e os combateu, ressuscitando do ‘sábado’ o mais importante, o mais sagrado, que era o amor que se devia a Deus e ao próximo.” — Em “Jesus e os Dez Mandamentos”, p. 39. Grifos acrescentados.
  Também da obra batista “O Novo Dicionário da Bíblia”, nós lemos estas esclarecedoras palavras:
      “Durante o período entre os dois Testamentos, entretanto, foi surgindo gradualmente uma alteração no que diz respeito à compreensão acerca do propósito do sábado. (…) Paulatinamente a tradição oral foi se desenvolvendo entre os judeus, e a atenção passou a focalizar-se na observância de minúcias. (…) Foi contra essa sobrecarga aos mandamentos de Deus, pelas tradições humanas, que nosso Senhor se insurgiu. Suas observações não eram dirigidas contra a instituição do sábado como tal, nem contra o ensinamento do Antigo Testamento. Mas Ele Se opunha aos fariseus, que deixavam a Palavra de Deus sem efeito por causa de suas pesadíssimas tradições orais.” — P. 1422. Grifos acrescentados.
  Novamente Carlos H. Spurgeon, o príncipe dos pregadores batistas, em sua obra “Perpetuity of the Law of God” (Eternidade da Lei de Deus), afirma:
      Jesus não veio mudar a lei, mas sim explicá-la, e isto mostra que ela permanece; pois não há nenhuma necessidade de explicar aquilo que foi ab-rogado. (…) Ao assim explicar a lei Ele a confirmou; Ele não poderia ter intenção de aboli-la, do contrário não precisaria interpretá-la. (…) Que o Mestre não veio alterar a lei é claro, porque depois de incorporá-la à Sua vida, voluntariamente Se deu a Si mesmo para levar-lhe a penalidade, embora jamais a houvesse transgredido, pagando a penalidade por nós, como está escrito: ‘Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós.’ (…) Se a lei houvesse exigido de nós mais do que deveria ter feito, teria o Senhor Jesus pago por ela a penalidade que resulta de seus tão severos preceitos? Estou certo de que não o faria. Mas pelo fato de a lei pedir apenas aquilo que deve pedir, isto é, perfeita obediência, e exigir do transgressor somente aquilo que deve exigir, a saber, morte como penalidade pelo pecado — por essa razão o Salvador foi para o madeiro, e ali morreu por nossos pecados e os expiou de uma vez por todas.” — P. 4–7.

10) Jesus guardou o mandamento do sábado?

  Existem batistas leigos, mesmo sinceros, que acreditam que Jesus não guardou os Dez Mandamentos e que ele combateu o sábado. O que diz a Bíblia? Até onde vai o conhecimento deles? Caso Jesus tivesse profanado o sábado, ou qualquer outra lei, Ele não poderia ser “um cordeiro sem defeito nem mancha” (1Pe.1:19), nem poderia ser o Messias que tem a função de “engrandecer a lei e torná-la gloriosa” (Is.42.21). Então, quem afirma que Cristo violou o sábado, está negando que Ele era o Messias, tornando-O um mero pecador e mentiroso, pois Ele mesmo disse ter observado os mandamentos (Jo.15:10).

  E o que dizem os líderes batistas sobre esse assunto? Diz o já citado Pr. Enéas Tognini em sua obra “Jesus e os Dez Mandamentos”:
      “O quarto mandamento proíbe as atividades materiais, seculares. Por outro lado, ordena na palavra ‘santificar’ um trabalho espiritual, um serviço dedicado ao Senhor. Jesus cumpriu à risca as duas partes da prescrição legal. Ele não violou o mandamento divino como foi acusado pelos Judeus; o que Ele fez foi não ajustar-Se às fórmulas exteriotipadas dos acréscimos engendrados pelas tradições humanas em torno de um mandamento tão simples e tão claro. (…) Jesus, portanto estava certo, e mais do que certo quanto à guarda do sábado e não os seus gratuitos opositores. (…)
      “Sobre o oceano de confusão agitado pela celeuma farisaica sobre o quarto mandamento, uma coisa paira mais alto e de modo inconfundível: é como Jesus guardou o sábado. Pelo menos três coisas vitais, importantes Jesus fez no sábado: 1) Nem Jesus, nem Seus discípulos fizeram no sábado qualquer trabalho secular; 2) foi regular, sistemática e costumeiramente à sinagoga, onde Se entregava às atividades divinas; 3) Gastou sempre as horas do sábado pregando o Evangelho, como se pode verificar de Lucas 4:16 e Marcos 1:21–39; a curar os enfermos, os coxos, os aleijados, os endemoninhados…”
    — P. 42–43. Grifos acrescentados.
  E novamente o evangelista Dwight L. Moody, também afirma:
      “Cristo guardou a lei. Se a tivesse alguma vez quebrado, teria que morrer por Si mesmo; mas porque era Cordeiro imaculado e incontaminado, Sua morte propiciatória é eficaz para vós e para mim. Não tinha pecado próprio pelo qual expiar, de maneira que Deus Lhe aceitou o sacrifício. Cristo é o fim da lei para justiça de todo aquele que crê. Somos justos aos olhos de Deus porque a justiça divina que é pela fé em Jesus Cristo, é para todos e por todos os que crêem.” — Op. cit., p. 123–124. Veja as notas nas p. 322–323, 329 e 335.
  Então, podemos afirmar com toda convicção: Jesus não Se levantou contra os Mandamentos, nem contra o sábado. O que Jesus fez foi não Se ajustar às formas e aos acréscimos que os escribas e fariseus fizeram à Lei de Deus. Jesus guardava o sábado conforme a ESSÊNCIA do quarto mandamento, e não à moda farisaica cheia de tradições! O que fica mais do que claro que Jesus queria confrontar os escribas e fariseus na MANEIRA deles verem o mandamento do sábado, e não no próprio mandamento em si, para reformar a observância sabática ao verdadeiro sentido do mandamento.


11) O sábado pode ser reinterpretado segundo a vontade de cada um?

  Os batistas acham que eles mesmos são os que devem escolher o dia para o descanso e culto, reinterpretando o mandamento do sábado e aplicando-o ao domingo, chamando-o de “o sábado cristão”. O fato é que esta questão está obedecendo à conveniência das pessoas e não o que diz o claro “assim diz o SENHOR”. Será que deve ser assim mesmo? Biblicamente, “o sétimo dia é o sábado do SENHOR” (Ex.20:10). Contudo, qual a posição oficial batista expressa em “New Hampshire Confession of Faith” (Confissão de Fé de New Hampshire)? Vemos claramente a vigência do princípio sabático, mas infelizmente está sendo aplicado ao primeiro dia:
      “XV. DO SÁBADO CRISTÃO
    Cremos que o primeiro dia da semana é o dia do Senhor, ou o sábado cristão; e deve ser mantido sagrado para propósitos religiosos, pela abstenção de todo o labor secular e recreações pecaminosas; pela observância devota de todos os meios de graça, tanto privado quanto público; e pela preparação para aquele repouso que restará para o Povo de Deus.”
    — Art. XV. Grifos acrescentados.
  Posição oficial que confirma a confissão de fé batista de 1689:
      “Por instituição divina, é uma lei universal da natureza que uma proporção de tempo seja separada para a adoração a Deus. Por isso, em sua Palavra — através de um mandamento explícito, perpétuo e moral, válido para todos os homens, em todas as eras — Deus determinou que um dia em cada sete lhe seja santificado, como dia de descanso. Desde o começo do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia era o último da semana; e, desde a ressurreição de Cristo, foi mudado para o primeiro dia da semana, que é chamado ‘Dia do Senhor’. A guarda desse dia como sábado cristão deve continuar até o fim do mundo, pois foi abolida a observância do último dia da semana.” — Em “Adoração religiosa e o dia do Senhor — Confissão de fé Batista de 1689”, cap. 22. Grifos acrescentados.
  E o tópico VIII da “Mensagem de Fé Batista” declara:
      O primeiro dia da semana é o dia do Senhor. É uma instituição cristã para ser observada regularmente. Comemora a ressurreição de Cristo dentre os mortos e deve ser empregado no exercício do culto e da devoção espiritual, tanto pública como privada, para refrear as diversões mundanas e para o descanso do trabalho secular, exceto o trabalho de necessidade e de misericórdia.”


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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:43 pm por Carlstadt

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12) A Bíblia ensina a observância do domingo no lugar do sábado?

  O Rev. Joseph Judson Taylor, famoso ministro da Igreja Batista, faz esta declaração em “The Sabbath Question”:
      “Neste ponto (o sábado) o ensinamento da Palavra tem sido admitido em todas as gerações.”
      “Nenhuma vez os discípulos aplicaram a lei sabática ao primeiro dia da semana. Esta loucura realizou-se num tempo posterior. Nem pretendiam que o primeiro dia suplantasse o sétimo.”
    — P. 17 e 41. Grifos acrescentados.
  O Dr. Edward T. Hiscox, autor do Manual Batista, fez perante um grupo de ministros, na “Convenção Ministerial Batista”, em New York, no dia 13 de novembro de 1893, a seguinte declaração:
      “Havia e há um mandamento para santificar-se o Sábado, mas esse Sábado não era o domingo. Sem impedimento pode-se dizer, com mostras de triunfo, que o sábado foi transferido do sétimo ao primeiro dia, com todos os seus deveres, privilégios e santidades. Com ardente ansiedade, buscando informações sobre este assunto que tenho estudado durante muitos anos, pergunto: onde pode encontrar-se o arquivo desta transação? Não no Novo Testamento, absolutamente não. Não há evidência bíblica quanto à mudança do sábado do sétimo para o primeiro dia da semana.
      “Desejo dizer que esta questão do sábado, deste ponto de vista, é o problema mais grave e desconcertante relacionado com as instituições cristãs, que presentemente chama a atenção dos cristãos; e a única razão por que o mundo cristão tem permanecido satisfeito com a convicção de que alguma ocasião, no começo da história cristã, foi feita uma mudança. (…)
      “Parece-me inexplicável que Jesus, durante três anos de discussões com Seus discípulos, em muitas oportunidades conversando com eles sobre o sábado, abrangendo seus vários aspectos, livrando-o de todo seu falso brilho (supertições farisaicas), nunca aludiu à transferência desse dia; nem tampouco, durante os quarenta dias após Sua ressurreição, o insinuou. Também, tanto quanto sabemos, o Espírito Santo que lhes foi dado para recordar todas as coisas que Ele lhes havia dito, não tratou deste assunto. Também não o fizeram os inspirados apóstolos, ao pregarem o evangelho, estabeleceram igrejas, aconselharem e instruírem as já estabelecidas, discutirem ou tratarem desse assunto.
      “É claro que sei perfeitamente ter o domingo entrado em uso, como dia religioso, na história da Igreja cristã… Mas é lamentável que tenha vindo com uma marca do paganismo e batizado com o nome de ‘dia do Sol’, então adotado e santificado pela apostasia papal e vindo como um legado sagrado ao protestantismo.”
    — Grifos acrescentados.
  Três dias depois o “The Watchman Examiner” (órgão batista de New York) fez menção desse discurso, descrevendo o intenso interesse manifestado pelos ministros presentes, e a discussão que se seguiu a sua apresentação:
      As Escrituras não denominam, em nenhum lugar, ao primeiro dia da semana como sábadoNão há autorização bíblica para fazê-lo, nem por lógica, ou por alguma obrigação bíblica.” — Grifos acrescentados.
  E por fim, o Dr. John Dowling, que por vários anos foi pastor de uma igreja batista na cidade de New York, afirma o seguinte em sua obra “History of Romanism”:
      “‘A Bíblia e a Bíblia somente!’ Não tem nenhuma importância, na opinião de um protestante genuíno, quão cedo uma doutrina se tenha originado, se ela não é encontrada na Bíblia. (…) Portanto, se uma doutrina for proposta para ser por ele aceita, pergunta ela: ‘Encontra-se ela na Palavra de Inspirada? Foi ela ensinada por nosso Senhor Jesus Cristo e Seus apóstolos?’ Se eles nada sabiam a seu respeito, não lhe importa se ela é encontrada na pasta bolorenta de algum antigo visionário do terceiro ou quarto século, ou se brota da imaginação fértil de algum moderno visionário do século dezenove; se não for encontrada nas Sagradas Escrituras, não apresenta ela nenhuma reivindicação válida para ser aceita como artigo de seu credo religioso. (…) Aquele que aceita uma doutrina sequer (o domingo), baseada na simples autoridade da tradição, tenha ele o nome que tiver, ao assim proceder, desce da rocha do protestantismo, transpõe a linha que separa o protestantismo do papado e não pode apresentar nenhuma razão válida porque não aceita todas as doutrinas e cerimônias mais antigas do romanismo, com base na mesma autoridade.” — 13ª ed., p. 67–68.
  O domingo encontra-se na Palavra Inspirada? Foi o domingo ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo e Seus apóstolos? Se a guarda do domingo “não for encontrada nas escrituras, não apresenta nenhuma reivindicação válida para ser aceita”. Do contrário, no caso, a afirmação “A Bíblia e a Bíblia somente!” está sendo descartada por essa doutrina que “transpõe a linha que separa o protestantismo do papado”.


13) Como poderíamos resumir todo o ensinamento batista que vimos até agora?

 A A universal e eterna lei de Deus é sistematizada e expressa para o homem na forma dos Dez Mandamentos, também universais e eternos, que prosseguem válidos e vigentes como norma de conduta cristã. Tal fato sempre foi oficialmente reconhecido por doutíssimas autoridades em Teologia do presente e do passado, pertencentes às mais diferentes denominações, e é o que tradicionalmente constituiu o pensamento geral de toda a cristandade.

 B A lei divina nas Escrituras se apresenta com preceitos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo que a parcela cerimonial, por ser prefigurativa do sacrifício de Cristo, findou na cruz, mas os mandamentos de caráter moral prosseguem válidos e vigentes para os cristãos.

 C Dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre sete de descanso deve ser santificado a Deus, princípio este que fora instituído na fundação do mundo para benefício do homem no Éden e deve ser mantido pelos cristãos hoje.

 D Jesus não transgrediu o quarto mandamento, muito pelo contrário, Ele pretendia reformar sua observância de acordo com a essência do princípios sabático e em nenhum lugar da Bíblia consta a informação de que o sábado foi substituído do sétimo dia para o primeiro da semana.


14) Como o cristão demonstra o seu amor a Deus?
      Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. (…) Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele. (Jo.14:15,21)

15) Diante de tudo o que foi apresentado, qual deve ser a posição de cada ovelha do rebanho da Igreja Batista?

  A Bíblia Viva registra Tiago 4:17 da seguinte maneira:
      Lembrem-se também de que, saber o que deve ser feito e não fazer, é pecado.

16) Como cristão sincero, nascido de novo pelo sangue de Cristo, qual vai ser a sua resposta ao Senhor Jesus?

  A escolha é totalmente sua!
      Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ap.14:12)

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:45 pm por Carlstadt



A IGREJA LUTERANA, A LEI E O SÁBADO

Por Marllington Klabin Will

  Os luteranos têm sua origem nas reformas levantadas na Alemanha, organizadas por Martinho Lutero, Felipe Melanchton, Carlstadt e outros. No século XIX, o estado da Alemanha unificou todas as igrejas luteranas. Não concordando com esta decisão, alguns que defendiam o princípio da não-união entre Igreja e Estado (por influência batista) tiveram que emigrar para a América do Norte. Em 1849 fundaram o “Sínodo de Missouri, Ohio e outros estados”. Por isso que os mais de 60 milhões de luteranos hoje existentes no mundo estão agrupadas em dois grandes blocos: a Federação Luterana Mundial (FLM) e o Conselho Luterano Internacional (ILC). No Brasil, a maioria dos luteranos chegaram em 1824, provenientes da linha estatal alemã, fundando a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Já a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) é fruto de missão da Igreja Luterana norte-americana a partir de 1900, que veio atender pedidos dos que desejavam aquele sínodo.

  Apesar da divisão administrativa da Igreja Luterana, o elo que os une e caracterisa é a doutrina luterana, estabelecida por suas confissões de fé, credos, catecismos, documentos e sínodos. Alguns dos documentos que formam o credo luterano são os seguintes:
 —> o “Catecismo Menor” (1529), um resumo de interpretações bíblicas, escritas para o povo;
 —> o “Catecismo Maior” (1529), as mesmas interpretações detalhadamente explicadas para adultos;
 —> a “Confissão de Augsburgo” (1530), a principal confissão luterana, é o testemunho luterano que foi apresentado ao Imperador Carlos V e à Dieta do Santo Império Romano a 25 de junho de 1530;
 —> a “Apologia” (1531), uma defesa da “Confissão de Augsburgo”;
 —> os “Artigos de Esmalcalde” (1537), reafirmando os ensinos da “Confissão de Augsburgo” e expondo, com mais profundidade, a doutrina da Santa Ceia, segundo a visão luterana;
 —> e a “Fórmula de Concórdia” (1577), que define o pecado original, a impossibilidade de o homem salvar-se por suas próprias força e a pessoa e obra de Cristo.
Todas as confissões foram reunidas no “Livro de Concórdia”, em 1580.

  As confissões luteranas podem também ser consideradas como estandarte, em torno do qual os luteranos, contra um suposto erro, cerram fileiras em defesa de suas visões doutrinarias das Escrituras. Esses credos também podem ser consideradas como uma bandeira, à qual os mestres da igreja prestam juramento de fidelidade. Cada membro da Igreja Luterana deve subscrever não apenas a Bíblia, mas também as confissões e credos como exposição correta das doutrinas bíblicas. Para o leigo isto significa, ao menos, o “Catecismo Menor” de Lutero; para o pastor e professor significam todas as confissões adotadas pela Igreja Luterana. Não é à toa que os luteranos declaram: “Aceitamos todos os livros canônicos das Escrituras Sagradas do Antigo e Novo Testamentos, como palavra infalível de Deus e, como exposição correta da Escritura Sagrada, aceitamos os livros simbólicos reunidos no Livro de Concórdia”. Em suas constituições, os grupos luteranos — congregações e sínodos — definem sua posição doutrinária mais ou menos nestas palavras: “Confessamos que os livros canônicos do Antigo e do Novo Testamento são a palavra de Deus inspirada e, portanto, a única regra de fé e vida, e que as confissões da Igreja Evangélica Luterana são uma exposição correta das doutrinas desta palavra”. Por que esta firme insistência, como resumido nas confissões luteranas? Porque para os luteranos não pode haver nada mais importante do que as doutrinas expostas conforme sua interpretação da Bíblia.


O QUE A IGREJA ANGLICANA DIZ SOBRE A LEI E O SÁBADO?

  Veremos no presente artigo, baseado nos documentos oficiais, confissões de fé, credos, catecismos e sínodos qual o posicionamento oficial da Igreja Luterana frente à questão da lei e do sábado. Ao contrário do que pensam alguns luteranos mal-informados de sua própria doutrina, é fato que seus líderes e autoridades, teólogos de maior gabarito, professores, ilustres evangelistas, pastores e famosos escritores concordam com os adventistas e demais cristãos observadores do sábado quanto à validade deste e de todos os mandamentos do Decálogo como regra de prática e conduta para o cristão. Inclusive é a mesma posição bíblica ensinada oficialmente há séculos pelas demais denominações cristãs, como metodistas, congregacionalistas, batistas, presbiterianos, anglicanos, episcopais, assembleianos, católicos, mórmons, etc.

  É verdade que quando tratam especificamente de “sábado”, esses mesmos autores luteranos pretendem reinterpretar o quarto mandamento como agora se aplicando ao primeiro dia da semana, supostamente devido à ressurreição de Cristo. Então, estão certos e de acordo quanto à validade e vigência de todos os mandamentos do Decálogo e das origens edênicas do princípio sabático, porém estão equivocados ao acharem que o domingo tomou o lugar do sábado, uma informação que não consta de parte alguma da Bíblia.

  Analisaremos agora como os luteranos respondem oficialmente às nossas perguntas sobre esse tema.


1) O que é a Lei de Deus? O que são os Dez Mandamentos?

  Martinho Lutero, o grande pai da Reforma e fundador da Igreja Luterana, declara o seguinte no “Prefácio à Epístola aos Romanos” sobre o verbete “Lei”:
      “‘A lei é espiritual’. Que significa isso? Se a lei fosse carnal, ela poderia ser satisfeita com obras. Sendo, porém, espiritual, ninguém a satisfaz, a não ser que venha do coração o que fazes. Mas ninguém proporciona semelhante coração, senão o Espírito de Deus, que é Quem iguala a pessoa à lei, de sorte a receber de coração a disposição para a lei, agora tudo fazendo, não por temor ou obrigação, mas de coração livre, espontaneamente. (…) uma coisa é realizar as obras da lei e outra coisa muito distinta, cumprir a lei. (…) Como se pode preparar para o bem através de obras quem não faz uma boa obra livre de indisposição e má vontade no coração? Como haverá de agradar a Deus a obra que provém de um coração indisposto e desobediente?
      “Entretanto, cumprir a lei significa realizar sua obra com vontade e amor, levar uma vida reta e conforme a vontade de Deus livremente sem a coação da lei, como se não houvesse lei ou punição. Semelhante disposição partindo do livre amor é o Espírito Santo quem a dá ao coração (…)
      “Daí sucede que somente a fé torna justificado e cumpre a lei; pois ela traz o Espírito proveniente do mérito de Cristo, e o Espírito cria um coração disposto e livre, como o exige a lei; assim, portanto, as boas obras se originam da própria fé. Isto é o que ele quer dizer no capítulo 3:21, depois de ter repudiado as obras da lei, dando a impressão de que quisesse suprimi-la mediante a fé: Não (diz ele), nós afirmamos a lei através da fé, isto é, nós a cumprimos mediante a fé.”
    — Grifos acrescentados. Uma outra tradução desse documentopode ser encontrado no seguinte web site: http://solascriptura-tt.org/Diversos/Romanos-PrefacioPorLutero.htm (acessado a 28/12/2007).
  Diz o “Catecismo de Heidelberg” (1563) na parte sobre “Os Dez Mandamentos”:
    “92. Que diz a lei do SENHOR?
      “R. Deus falou todas estas palavras (Êxodo 20:1–17; Deuteronômio 5:6–2: [a seguir é mostrado todos os Dez Mandamentos segundo a Bíblia]).
    “93. Como se dividem estes Dez Mandamentos?
      “R. Em duas partes. A primeira nos ensina, em quatro mandamentos, como devemos viver diante de Deus; a segunda nos ensina, em seis mandamentos, as nossas obrigações para com nosso próximo.”
    — Grifos acrescentados.
  A “Confissão de Fé Helvética” declara o seguinte a respeito “Da Lei de Deus”:
      A lei é completa e perfeita. Cremos que toda a vontade de Deus e todos os preceitos necessários a cada esfera da vida são nesta lei ensinados com toda a plenitude. De outro modo o Senhor não nos teria proibido de adicionar-lhe ou de subtrair-lhe qualquer coisa; nem nos teria mandado andar num caminho reto diante desta Lei, sem dela nos declinarmos para a direita ou para a esquerda (Deut 4.2; 12.32, 5.32, cf. Num 20–17 e Deut 2.27).” — Grifos acrescentados.
  Conforme foi visto acima, a Igreja Luterana tem a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima.


2) Para que serve a lei, os Dez Mandamentos?

  O Reformador e grande campeão da doutrina de justificação pela fé, Martinho Lutero, em seu documento “Um Tratado Contra os Antinomistas” escrito em forma de carta a seu particular amigo Gasper Guttil, claramente se refere entre os primeiros parágrafos à “lei moral, ou dez mandamentos”, mais adiante referindo-se a esses negadores da validade do Decálogo como normativo aos cristãos como “novos espíritos… que se empenham em lançar a lei de Deus, ou os dez mandamentos, fora da Igreja”.

  Pouco adiante ele se refere novamente a certo opositor que “escreveu contra a Lei Moral, ou Dez Mandamentos; professando ser do mesmo julgamento que nós aqui em Wittenberg, como também em Augsburgo, segundo o teor de nossa Confissão e Apologia submetida ao Imperador; e se daqui em diante ele sustentar ou ensinar o contrário, ele deseja que me pronuncie no sentido de que os mesmos estão anulados e condenados. Eu não consigo encontrar meios de sentir como poderia ele chegar a tão grande baixaria…”.

  Alguns parágrafos abaixo, continua Lutero:
      “Verdadeiramente, admiro-me muitíssimo como se chegou a imputar-me que eu rejeitaria a Lei ou os Dez Mandamentos, já que existem tantas de minhas próprias exposições (e de várias modalidades) sobre os mandamentos, os quais são também diariamente expostos e empregados em nossas igrejas, para nada dizer da Confissão e da Apologia, e outros de nossos livros. E a isso se acrescente o costume que temos de cantar os mandamentos em duas diferentes canções; além de pintura, impressão, talhas e repetição deles pelas crianças, tanto de manhã, quanto ao meio-dia, e à tardinha; (…) e eu próprio, ainda que já velho, costumo recitá-los diariamente, feito uma criança, palavra por palavra”. — Em “Wider die Antinomer” (contra os antinomistas), secs. 6 e 8, em seus “Sämsmtliche Schriften” (Escritos Coletados), ed. Por Johann George Walck, vol. 20 (St. Louis, Concordia, 1890), col. 1613 e 1614. Também em “Agaist the Antinomians”, trad. de “Luther’s Work” (ed. de Weimar), vol. 50, p. 171–470.
  Mais adiante, retoricamente até exemplifica o que alguém poderia dizer: “O quê? O bom Dr. Lutero incentiva tão ardorosamente o (aprendizado dos) Dez Mandamentos e, contraditoriamente, ensina que devem ser rejeitados?”

  E prossegue:
      “Verdadeiramente, tenho ensinado e ainda ensino que os pecadores devem ser levados ao arrependimento pela pregação e ponderação dos sofrimentos de Cristo, para que possam ver quão grande ira tem Deus pelo pecado. E este não pode ser expiado senão pela morte do Filho de Deus (…). Mas como se admitiria daí que, com isso, a lei deve ser removida? (…) pode alguém pensar que o pecado existe onde não há lei? Quem quer que ab-rogue a lei, deve forçosamente ab-rogar também o pecado.” — Idem.
  E na “Life of Luther” (vida de Lutero), de M. Michelet, o grande reformador é citado como havendo dito:
      “Aquele que invalida a doutrina da lei, anula ao mesmo tempo a ordem política e social. Se eliminardes a lei da igreja, nenhum pecado poderá ser mais reconhecido como tal no mundo; pois o evangelho só define e pune o pecado em conexão com a lei.” — Liv. 5, cap. 4, trad. de Hazlitt (ed. 2), p. 315. Grifos acrescentados.
  A “Confissão de Fé Helvética” ainda declara:
      A vontade de Deus nos é exposta na lei de Deus. Ensinamos que a vontade de Deus nos é exposta na Lei de Deus: o que ele quer ou não quer que façamos, o que é bom e justo, ou o que é mau e injusto. Portanto, confessamos que a Lei é boa e santa. (…)
      “Porque foi dada a lei. Ensinamos que esta Lei não foi dada aos homens para que fôssemos justificados pela sua observância, mas antes para que, pelo seu ensino, conhecêssemos nossa fraqueza, nosso pecado e condenação e, perdendo a confiança em nossas forças, nos convertêssemos a Cristo pela fé. O apóstolo diz claramente: ‘A Lei suscita a ira’; ‘pela Lei vem o pleno conhecimento do pecado’ (Rom 4.15; 3.20); ‘porque, se fosse promulgada uma Lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade seria procedente da Lei; mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que mediante a fé em Jesus Cristo fosse a promessa concedida aos que crêem… De maneira que a Lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé’ (Gal 3.21 ss).”
    — Em “Da Lei de Deus”.
  Resumindo o ensinamento luterano sobre a lei, é declarado que os mandamentos de Deus servem, dentre outros, para:
 —> impultar o pecado,
 —> fazer-nos reconhecer o pecado,
 —> manter a ordem,
 —> reveler a vontade de Deus,
 —> mostrar-nos o que é justo e
 —> conduzir-nos no que devemos fazer.

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:46 pm por Carlstadt

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3) A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, estão vigentes para o cristão?

  A posição oficial da Igreja Luterana pode ser expressada por um de seus catecismos mais conhecidos:
      “Conquanto aqueles que verdadeiramente crêem em Cristo, e são sinceramente convertidos a Deus, estão mediante Cristo libertos da maldição e restrições da lei, não obstante não estão, nesse sentido, sem lei, uma vez que o Filho de Deus os redimiu para a razão mesma de que possam meditar sobre a Lei de Deus dia e noite, e continuamente exercitar-se em sua observância.” — Extraído de “Fórmula de Concórdia”, art. 6. Grifos acrescentados.
  Martinho Lutero no “Prefácio à Epístola aos Romanos” declara o seguinte sobre o capítulo 6:
      “‘Ser sem lei’ não é o mesmo que não ter lei alguma e que se possa fazer o que apraz a cada um, senão que ‘estar debaixo da lei’ é quando, sem a graça, lidamos com as obras da lei. (…) A graça, porém, nos torna a lei agradável de sorte que não há mais pecado e a lei não está contra nós, mas em harmonia conosco.
      “Esta é a verdadeira liberdade do pecado e da lei… É uma liberdade de fazer apenas o bem com vontade e de viver corretamente sem a coação da lei. Por isso tal liberdade é uma liberdade espiritual, que não anula a lei, e sim oferece aquilo que é exigido pela lei”.

  E o que declara o famoso “Catecismo Menor” escrito pelo próprio Martinho Lutero:
    “23. Que espécies de leis deu Deus no Velho Testamento?
      “Três espécies: 1. A Lei Eclesiástica Cerimonial; 2. A Lei Civil; 3. A Lei Moral.
    “24. Qual destas leis está ainda em vigor?
      “A Lei Moral, a qual está contida nos Dez Mandamentos.
    “25. Pode esta lei ser abolida?
      “Não; pois ela está fundamentada sobre a natureza santa e justa de Deus.”
    — Em “Epítome of Pontoppidan’s Explanation of Martin Luther’s Small Catechism” (1935), p. 6–7. Grifos acrescentados.
  O mesmo catecismo declara no final da parte “Os Dez Mandamentos”:
      “Deus ameaça castigar todas as pessoas que não cumprem estes mandamentos; por isso, devemos temer a Sua ira e não deixar de cumpri-los; mas Ele promete graça e todo o bem às pessoas que os praticam. Por isso, devemos amá-lo, confiar nEle e guardar os Seus mandamentos de boa vontade.”

      Até que ponto foi a lei ab-rogada. A Lei de Deus é, pois, ab-rogada na medida em que ela não mais nos condena, nem opera ira em nós. Estamos debaixo da graça e não debaixo da Lei. Além disso, Cristo cumpriu todas as formas da Lei. Daí, vindo o corpo, cessaram as sombras, de modo que agora em Cristo temos a verdade e toda a plenitude. Contudo, de modo nenhum rejeitamos por isso a Lei. Lembramo-nos das palavras do Senhor, que disse: ‘Não vim para revogar, vim para cumprir’ (Mat 5.17). Sabemos que na Lei nos são ensinados os padrões de virtudes e vícios. Sabemos que a Lei escrita, quando explicado pelo Evangelho, é útil à Igreja, e que, portanto, sua leitura não deve ser excluída da Igreja. E, embora a face de Moisés estivesse recoberta com um véu, no entanto o apóstolo diz que o véu foi retirado e abolido por Cristo.
      “As seitas. Condenamos tudo o que os heréticos, antigos e modernos, ensinaram contra a Lei.”
    — Em “Confissão de Fé Helvética”, art. “Da Lei de Deus”. Grifos acrescentados.
  Depois de mostrarmos o pensamento de seu fundador e a posição da confissão de fé luterana, precisaríamos citar mais alguma fonte para provar que todos os Dez Mandamentos permanecem vigentes para os cristãos, segundo o ensinamento oficial da Igreja Luterana?


4) Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?

  Diz a “Confissão de Fé Helvética”:
      “Para maior clareza, distinguimos: a Lei Moral contida no Decálogo ou nas duas Tábuas e expostas nos livros de Moisés; a Lei Cerimonial, que determina as cerimônias e o culto de Deus; e a Lei Judiciária, que versa questões políticas e domésticas.” — Op. cit.
  A posição oficial da Igreja Luterana pode ser exposta nas palavras de um dos seus catecismos mais conhecidos:
    “23. Que espécies de leis deu Deus no Velho Testamento?
      “Três espécies: 1. A Lei Eclesiástica Cerimonial; 2. A Lei Civil; 3. A Lei Moral.
    “24. Qual destas leis está ainda em vigor?
      “A Lei Moral, a qual está contida nos Dez Mandamentos.
    “25. Pode esta lei ser abolida?
      “Não; pois ela está fundamentada sobre a natureza santa e justa de Deus.”
    — Op. cit., p. 6–7. Grifos acrescentados.
  Vejamos o que as autoridades luteranas declaram sobre o catecismo que acabamos de citar acima:
      “Catecismo Menor — É um livro… escrito pelo Doutor Martinho Lutero em 1529. O Catecismo Menor contém as partes principais da doutrina cristã. São elas: Os Dez Mandamentos; O Credo (Apostólico); O Pai Nosso; O Sacramento do Santo Batismo; (…) Estas doutrinas foram tiradas da Escritura Sagrada.” — Em “História das Confissões Luteranas”, art. 4. Grifos acrescentados. Esse catecismo pode ser encontrado no seguinte web site: http://www.textosdareforma.net/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=22&mode=thread&order=0&thold=0 (acessado a 22/09/2007).
  De tudo que está registrado, fica mais do que claro que esses documentos confessionais cristãos históricos, além de mestres de outras confissões, admitem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais fala a Escritura Sagrada:
 —> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
 —> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e ordenanças rituais para Israel.


5) Desde quando existem os Dez Mandamentos, a Lei de Deus?

  Lutero nos fala novamente através do “Epitome of Pontoppidan’s Explanation of Martin Luther’s Small Catechism”:
      “Como revelou Deus essa lei?
      “Por ocasião da criação Ele a escreveu no coração dos homens, e por isso é chamada a lei da natureza. Rom. 2:15.
      “Não revelou Deus a lei de alguma outra maneira?
      “Sim, Ele a deu no Monte Sinai, escrita sobre duas tábuas de pedra.”
    — P. 7, ed. de 1935. Grifos acrescentados.
  E a já citada “Confissão de Fé Helvética” completa a resposta:
      A lei natural. Esta lei foi escrita nos corações dos homens pelo dedo de Deus (Rom 2.15), e é chamada a lei natural; foi também esculpida pelo dedo de Deus nas duas tábuas de Moisés e mais pormenorizadamente exposta nos livros de Moisés (Êx 20.1 ss; Deut 5.6 ss).”
  Aí está a posição oficial da Igreja Luterana, editado pelo próprio Martinho Lutero, alguém que estudou bastante o Livro de Deus. Pelo que lemos dos testemunhos luteranos, não há nenhuma dúvida entre seus mentores de que os Dez Mandamentos foram dados a Adão, ANTES DA QUEDA. Portanto, a resposta a esta pergunta deve ser: DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO!


6) E o sábado do quarto mandamento da Lei Moral, qual a sua origem?

  Diz um editorial infantil:
      “Então havia passado também o sexto dia.
      No sétimo dia, Deus descansou de seu trabalho. Pois a terra estava pronta.
      Deus abençoou este dia.
      E daí em diante, todos os homens deveriam descansar de seu trabalho no sétimo dia.”
    — Extraído do artigo “A Criação” do web site oficial da Igreja Luterana, o qual pode ser visualizado no seguinte endereço eletrônico: http://www.luteranos.com.br/101/infantil/historias/criacao.html (acessado a 24/09/07). Grifos acrescentados.
  E eis como nada menos do que Martinho Lutero analisa o texto de Gênesis 2:1–3:
      “Destarte podes ver que o sábado existia antes que viesse a lei de Moisés, e tem existido desde o princípio do mundo. Especialmente têm os devotos, que preservaram a fé verdadeira, se reunido e apelado a Deus nesse dia.” — Traduzido de “Auslegung des Alten Testament” (Comentário Sobre o Velho Testamento), em “Sämmtliche Schriften” (Escritos Coletados), editado por J. G. Walch., vol. 3, col. 950. Grifos acrescentados.
  A origem do sábado, ao contrário do que ensinam alguns luteranos leigos desinformados, não é a doação da lei dos Dez Mandamentos no Monte Sinai. Conforme Martinho Lutero, o grande reformador bíblico, foi na SEMANA DA CRIAÇÃO. Seis dias de trabalho, e o sétimo dia foi SANTIFICADO para o descanso das coisas seculares e culto religioso, que é a posição oficial da Igreja Luterana.

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:46 pm por Carlstadt

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7) O sábado pode ser reinterpretado segundo a vontade de cada um?

  Os luteranos acham que eles mesmos são os que devem escolher o dia para o descanso e culto, reinterpretando o mandamento do sábado e aplicando-o ao domingo, chamando-o de “o sábado cristão”. O fato é que esta questão está obedecendo à conveniência das pessoas e não o que diz o claro “assim diz o SENHOR”. Será que deve ser assim mesmo? Biblicamente, “o sétimo dia é o sábado do SENHOR” (Ex.20:10).

  Qual a posição oficial luterana expressa em seus catecismos e confissões de fé? Vemos claramente a vigência do princípio sabático, mas infelizmente está sendo aplicado ao primeiro dia:
      “67. Que confessamos a respeito do dia do Senhor?
      “R. O Sábado (leia-se sétimo dia) pertencia à lei judaica; o dia do Senhor para os cristãos é o domingo, por ser o dia da ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo.
      “Expl. O acontecimento mais importante para a fé cristã é a ressurreição de Jesus Cristo. Por isso, desde seus primeiros dias de existência a Igreja passou a guardar o domingo — o dia de vitória, a vitória de Cristo sobre o mal e sobre a morte; é um dia de descanso, porque simboliza o descanso final e feliz na presença de Deus.
      “Texto: I Cor 16.2; Mc 16.9; Rm 14.5”
    — Em “Catecismo de Heidelberg” (ed. de 1548). Grifos acrescentados.
  Ainda diz o “Catecismo de Heidelberg” (1563):
      “103. O que Deus ordena no quarto mandamento?
      “R. Primeiro: o ministério do Evangelho e as escolas cristãs devem ser mantidos (1Co 9:13,14; 1Tm 3:15; 2Tm 2:2; 2Tm 3:14,15; Tt 1:5) , e eu devo reunir-me fielmente com o povo de Deus, especialmente no dia de descanso (Lv 23:3; Sl 40:9,10; Sl 122:1; At 2:42,46) , para conhecer a palavra de Deus (1Co 14:1,3; lTm 4:13; Ap 1:3) , para participar dos sacramentos (At 20:7; 1Co 11:33), para invocar publicamente ao Senhor Deus (1Co 14:16; 1Tm 2:1–4) e para praticar a caridade cristã para com os necessitados (Dt 15:11; 1Co 16:1,2; 1Tm 5:16). Segundo: eu devo, todos os dias da minha vida, desistir das más obras, deixando o Senhor operar em mim, por seu Espírito. Assim começo nesta vida o descanso eterno (Hb 4:9,10).”
    — Grifos acrescentados. Esse catecismo pode ser encontrado no seguinte web site: http://www.cprf.co.uk/articles/heidelberg_portugal.htm (acessado a 11/09/2007).
  Indiscutivelmente, todas essas autoridades e documentos religiosos luteranos não concordam com a visão herética semi-antinomista/dispensacionalista que nega a validade e vigência do Decálogo como norma cristã, e prega o fim total do quarto mandamento, como sendo “cerimonial”. Mesmo que o sábado seja interpretado por esses documentos e autores como referindo-se ao primeiro dia, o “sábado cristão” como é chamado, o que importa é que admitem oficialmente a validade e vigência do mandamento e as origens endêmicas do princípio sabático. A questão sobre o domingo ter tomado o lugar do sétimo dia já é outra.


8) A Bíblia ensina a observância do domingo no lugar do sábado?

  O Dr. H. Gunkel, da Igreja Luterana, em “Zum religionsgesch. Verstaendnis des N.T.”, diz:
      A admissão do domingo pelos cristãos primitivos é… um sintoma muito importante de que a igreja primitiva foi diretamente influenciada por um sentimento que não se originou no evangelho, nem no Antigo Testamento, mas em um sistema religioso desconhecido para ela.” — P. 76. Grifos acrescentados.
  George Sverdrup, numa entrevista para o jornal luterano “A New Day”:
      “Como não foi possível produzir um só lugar nas Sagradas Escrituras que testifique que o Senhor mesmo ou os apóstolos ordenaram uma transferência do sábado para o domingo, então não era fácil responder à pergunta: ‘Quem transferiu o sábado e quem tem autoridade de fazê-lo?’”
  Carlstadt, um dos primeiros reformadores e amigo íntimo de Lutero, tentou trazer a reforma do sábado do sétimo dia naquela época:
      “Carlstadt defendeu a divina autoridade do sábado do Velho Testamento.” — Dr. Barnes Sears, “Life of Luther” (Vida de Lutero), p. 147.

  E Martinho Lutero, em seu “Agaist the Celestial Prophets”, declara:
      “Em verdade, se Carlstadt escrevesse mais acerca do sábado, o domingo logo teria que lhe ceder o lugar, e o sábado ser santificado.” — Citado em “Life of Martin Luther in Pictures”, p. 147.
  O ensino oficial da Igreja Luterana, em seu “Confisson de Foi d’Augsburg” (Confissão de Fé de Augsburgo), assim declara:
      “A observância do Dia do Senhor (domingo) não assenta em nenhum mandamento de Deus, mas sim na autoridade da Igreja. (…)
      “Eles (os Católicos) alegam que o sábado foi mudado para o domingo, o dia do Senhor, contrariamente o Decálogo; como é evidente, não existe exemplo algum de maior jactância do que a mudança do sábado. Grande, dizem eles, é o poder e autoridade da Igreja (Católica), visto haver omitido um preceito do decálogo, alterando os mesmos.”
    — Em “Augsburg Confession of Faith”, art. XXVIII. Ver Philip Schaff, “The Creeds of Christendom” (ed. 4), vol. 3, p. 63 e 64, tradução da parte 2, art. 7, “Do Poder Eclesiástico”, da Confissão de Fé de Augsburgo. (O artigo 28 da Confissão é o art. 7 da parte 2). Citado em “Cox’s Sabbath Manual”, p. 287. Grifos acrescentados.
  O Dr. Philip Schaff, teólogo e historiador eclesiástico, declara sobre a “Confissão de Augsburg”:
      “A Confissão de Augsburgo foi a primeira e a mais famosa das confissões de fé evangélica. Ela expressou clara e totalmente, de forma sistemática, os principais artigos de fé pelos quais se batiam Lutero e seus companheiros havia já treze anos, desde o protesto levantado contra o tráfico das indulgências. Pelos seus méritos intrínsecos e suas origens históricas, ela tomou-se o principal padrão doutrinário da Igreja Luterana. (…) Excluindo-se o prefácio e o epílogo, a Confissão consiste de duas partes, uma positiva e dogmática, outra negativa e um tanto polêmica, ou melhor, apologética. A primeira refere-se principalmente a doutrinas, a segunda a cerimônias e instituições. A primeira parte apresenta em vinte e um artigos… as doutrinas defendidas pelos evangélicos luteranos. A segunda parte rejeita em sete artigos os abusos de Roma que foram considerados mais objetáveis e que foram realmente corrigidos pelas igrejas luteranas.” — Em “History of the Christian Church”, vol. 7, p. 707–713. Philip Schaff foi presidente da comissão revisora da Bíblia em Inglês e editor da versão americana da Enciclopédia de J. Herzog. (J. N. Andrews e L. R. Corandi, “The History of the Sabbath”. p. 836).

9) Como poderíamos resumir todo o ensinamento luterano que vimos até agora?

 A A universal e eterna lei de Deus é sistematizada e expressa para o homem na forma dos Dez Mandamentos, também universais e eternos, que prosseguem válidos e vigentes como norma de conduta cristã. Tal fato sempre foi oficialmente reconhecido por doutíssimas autoridades em Teologia do presente e do passado, pertencentes às mais diferentes denominações, e é o que tradicionalmente constituiu o pensamento geral de toda a cristandade.

 B A lei divina nas Escrituras se apresenta com preceitos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo que a parcela cerimonial, por ser prefigurativa do sacrifício de Cristo, findou na cruz, mas os mandamentos de caráter moral prosseguem válidos e vigentes para os cristãos.

 C Dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre sete de descanso deve ser santificado a Deus, princípio este que fora instituído na fundação do mundo para benefício do homem no Éden e deve ser mantido pelos cristãos hoje.

 D Jesus não transgrediu o quarto mandamento, muito pelo contrário, Ele pretendia reformar sua observância de acordo com a essência do princípios sabático e em nenhum lugar da Bíblia consta a informação de que o sábado foi substituído do sétimo dia para o primeiro da semana.


10) O que deve fazer o cristão, numa demonstração prática de sabedoria e amor a Deus?
      Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. (…) Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele. (Jo.14:15,21)

11) Diante de tudo o que foi apresentado, qual deve ser a posição de cada ovelha do rebanho da Igreja Luterana?

  A Bíblia Viva registra Tiago 4:17 da seguinte maneira:
      Lembrem-se também de que, saber o que deve ser feito e não fazer, é pecado.

12) Como cristão sincero, nascido de novo pelo sangue de Cristo, qual vai ser a sua resposta ao Senhor Jesus?

  A escolha é totalmente sua!
      Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ap.14:12)

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:47 pm por Carlstadt


A IGREJA METODISTA, A LEI E O SÁBADO

Por Marllington Klabin Will

  O metodismo é de origem anglo-americana, organizado pelo reverendo inglês John Wesley, que enfatizou o estudo metódico da Bíblia, o Arminianismo e a busca da relação pessoal entre o indivíduo e Deus, iniciando-se com a conversão e seguido de uma vida de ética cristã, baseada nos princípio morais e mandamentos bíblicos. Iniciou-se com a adesão de egressos da Igreja Anglicana e da Presbiteriana, bem como de conversos da Igreja Episcopal Americana. As subdivisões que ocorreram mais tarde, como a Igreja Metodista Livre, estão relacionadas apenas com questões administrativas. O fato é que o metodismo como doutrina é o que caracteriza as igrejas desse ramo evangélico.


O QUE A IGREJA METODISTA DIZ SOBRE A LEI E O SÁBADO?

  Baseado em documentos oficiais, credos, catecismos e confissões de fé, veremos no presente artigo qual o posicionamento oficial da Igreja Metodista sobre as questões da Lei de Deus e o sábado. Muito pelo contrário do que pensam alguns metodistas mal-informados de sua própria doutrina, é fato que seus líderes e autoridades, teólogos de maior gabarito, professores, ilustres evangelistas, pastores e famosos escritores concordam com os adventistas e demais cristãos observadores do sábado quanto à validade deste e de todos os mandamentos do Decálogo como regra de prática e conduta para o cristão. Inclusive, esta é a mesma posição bíblica ensinada oficialmente há séculos pelas demais denominações cristãs, como presbiterianos, anglicanos, luteranos, batistas, congregacionalistas, assembleianos, católicos, mórmons, etc. O interessante é que o metodismo, mais que qualquer outra, é a corrente doutrinária que mais enfatiza uma vida de obediência a Lei de Deus, ressaltando uma vida de acordo com os princípios da Lei Moral e da ética cristã, assim como proclamado por seu fundador, John Wesley.

  É uma pena que quando tratam sobre o assunto do “sábado”, essas mesmas autoridades metodistas pretendem reinterpretar o quarto mandamento como agora se aplicando ao primeiro dia da semana, supostamente devido à ressurreição de Cristo. Então, estão plenamente corretos e de acordo quanto à validade e vigência de todos os mandamentos do Decálogo e das origens edênicas do princípio sabático, porém infelizmente estão equivocados ao acharem que o domingo tomou o lugar do sábado, uma informação que não se consta em parte alguma da Bíblia Sagrada.

  Vejamos agora o que oficialmente os metodistas têm a nos responder sobre as seguintes questões.


1) O que é a Lei de Deus? O que são os Dez Mandamentos?

  O bispo metodista Mateus Simpson apresentou em Yale, no ano 1878, uma série de preleções sob o título “Pregação”, a qual foi publicada mais tarde por “Eton and Mains”. Em sua quarta preleção, diz ele:
      “A Lei de Deus… deve ser apresentada claramente. Nossas congregações devem ser reunidas como que em torno do Monte Sinai, enquanto de seu topo é ouvida a voz de Deus a pronunciar aqueles mandamentos que são inalteráveis e eternos. (…) Há muitos pregadores que gostam de insistir sobre o evangelho apenas… mas às vezes vão além disso e verberam contra a pregação da lei — insinuam que ela pertence a uma época passada… Tal evangelho pode erigir uma bela estrutura; mas seu fundamento está sobre a areia. Nenhum verdadeiro edifício pode ser construído sem que seus fundamentos sejam cavados profundamente pelo arrependimento para com Deus… A lei sem o evangelho é sombria e desesperadora; o evangelho sem a lei é ineficiente e destituído de poder; aquela conduz a escravidão, este ao antinomianismo. Combinados, porém, os dois produzem ‘a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida’.” — P. 128–129. Grifos acrescentados.

2) A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, estão vigentes para o cristão?

  Milhares e milhões de cristãos por todo o mundo têm honrado a memória de John Wesley, o grande reavivalista do século XVII e pai do metodismo. Esse grande reformador foi um dos que mais firmemente defendeu a observância da Lei de Deus:
      A Lei Moral, contida nos Dez Mandamentos, e realçada pelos profetas, Ele (Cristo) não aboliu. Sua vinda não teve como objetivo revogar qualquer parte dela. Esta é uma lei que jamais pode ser anulada, que permanece firme como ‘a testemunha do Céu’ (Sl. 89:37). A Lei Moral encontra-se em um fundamento inteiramente diferente da lei cerimonial ou ritual. (…) Todas as partes da lei (moral) devem permanecer em vigor em todo o mundo, e em todos os tempos; pois não dependem quer de tempo quer de lugar, ou de quaisquer circunstâncias sujeitas a mudanças, mas da natureza de Deus e do homem, e da sua imutável relação de um para com outro.” — Em “The Works of the Rev. John Wesley”, A.M. (As obra do Rev. John Wesley, A.M.), Johnny Emory, ed. (New York: Eaton & Mains), sermão nº 25, vol. 1. p. 221. Ver também em “On the Sermon on the Mount”, dis. 6, “Sermons on Several Occasions” (1810), sermão nº 35, p. 75–76. Grifos acrescentados.
  O bispo metodista E. O. Haven, o qual por algum tempo foi presidente da Universidade de Michigan, em sua obra “Pillars of Truth”, declarou:
      Este Decálogo jamais pode tornar-se obsoleto. Ele foi destinado a todos os homens, e, obedecido, cumulará a todos os homens nobres e virtuosos de bênçãos imortais. É uma espécie de consagração dos ensinos morais da Bíblia.” — P. 235. Grifos acrescentados.
  O grande reavivalista e reformador, pai do metodismo, John Wesley, ainda tem mais a dizer sobre o dever dos cristãos em observar a Lei de Deus, os Dez Mandamentos. Disse ele:
      “Entre os mais acérrimos inimigos do evangelho de Cristo, estão os que, aberta e explicitamente, ‘julgam a lei’ e ‘falam mal da lei’; aqueles que ensinam os homens a quebrar… não apenas um dos menores ou dos maiores mandamentos, mas todos os mandamentos de uma só vez; que ensinam, sem nenhum disfarce, em palavras como estas: ‘Que fez nosso Senhor com a lei? Ele a aboliu. Há apenas uma obrigação: a de crer…’ Isto é, na verdade, demolir enunciados com muita violência; é resistir nosso Senhor na cara e dizer-Lhe que Ele não soube dar a mensagem para a qual fora enviado. (…)
      “A mais surpreendente de todas as circunstancias, que acompanha este grande engano é que, aqueles que a ele se entregam, crêem realmente que honram a Cristo, ao Lhe destruírem a lei, e que estão magnificando o Seu serviço, ao passo que Lhe estão destruindo a doutrina! Na verdade, estes honram a Cristo exatamente como o fez Judas, quando disse: ‘Eu Te saúdo, Mestre, e O beijou.’ (…) Não é outra coisa senão traí-Lo com um beijo, falar de Seu sangue e arrancar-Lhe a coroa; considerar levianamente qualquer parte de Sua lei, sob o pretexto de fazer avançar o evangelho.”
    — Em “Upon Our Lord’s Sermon on the Mount”, dis. 5, “Sermons on Several Occasions” (1810), sermão nº 35, p. 81–82. Também em “Works of Wesley” (edição de 1829), vol. 5, p. 311. Grifos acrescentados.
  Depois de mostrarmos o pensamento de seu fundador e a posição oficial da confissão de fé metodista, precisaríamos citar mais alguma fonte para provar que todos os Dez Mandamentos permanecem vigentes para os cristãos, segundo o ensinamento oficial da Igreja Metodista? Conforme foi visto acima, não só seu fundador, John Wesley, mas também teólogos e autoridades atuais da denominação têm a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima.


3) Desde quando existem os Dez Mandamentos, a Lei de Deus?

  Continua John Wesley:
      A Lei Moral firma-se sobre um fundamento inteiramente diverso da Lei Cerimonial ou Ritual, que tinha o desígnio de servir para uma restrição temporária sobre um povo desobediente e de dura cerviz; enquanto esta (a Lei Moral) procede do princípio do mundo, sendo ‘escrita, não em tábuas de pedra’, mas nos corações de todos os filhos dos homens, quando saíram das mãos do Criador.” — Idem. Grifos acrescentados.
  Aí está o testemunho do fundador da Igreja Metodista, alguém que estudou bastante o Livro de Deus. Pelo que lemos, não há nenhuma dúvida que os Dez Mandamentos foram dados a Adão no PRINCÍPIO DO MUNDO. Portanto, a resposta a esta pergunta deve ser: DESDE A CRIAÇÃO!


4) Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?

  John Wesley já respondeu isso mais que devidamente na citação acima. Tal firme posição desse homem de Deus se reflete nos “Trinta e Nove Artigos de Religião” (1571), documento confessional há séculos acatado não só por metodistas, mas também por metodistas livres, episcopais e anglicanos, ao estipular em seu artigo 7, sobre a lei divina:
      “O Velho Testamento não é contrário ao Novo; porquanto em ambos, tanto Velho como Novo, se oferece a vida eterna ao gênero humano, por Cristo, que é o único mediador entre Deus e o homem sendo ele mesmo Deus e homem. (…) Ainda que a Lei de Deus, dada por meio de Moisés, no que respeita a Cerimônia e Ritos, não obrigue os cristãos, nem devem ser recebidos necessariamente os seus preceitos civis em nenhuma comunidade; todavia, não há cristão algum que esteja isento, da obediência aos Mandamentos que se chamam Morais.” — Ver também em “Constituição da Igreja Metodista Episcopal”, em “Methodist Episcopal Church Doctrines and Discipline” (1928), p. 7. E em “Free Methodist Discipline”. Grifos acrescentados. Essa confissão de fé pode ser encontrada no seguinte web site: http://www.monergismo.com/textos/credos/39artigos.htm (acessado a 22/09/2007).
  Posição confirmada por outro documento oficial da denominação, o “Catechism” da Igreja Metodista, números 1 e 2, onde encontra-se este ensinamento catequético:
      “Pergunta: Que requer do homem?
      “Resposta: Obediência a Sua vontade revelada.
      “Pergunta: Qual é a norma de nossa obediência?
      “Resposta: A Lei Moral.
      “Pergunta: Onde é a Lei Moral apresentada?
      “Resposta: Nos Dez Mandamentos.
      “Pergunta: Estão todos os cristãos sob a obrigação de guardar a lei?
      “Resposta: Sim”
    — N° 1, p. 18; n° 2, p. 38. Grifos acrescentados.
  E no “Buck’s Theological Dictionary”, usado muito por metodistas e episcopais ou anglicanos, em seu artigo sobre a “Lei”, há estes afirmações:
      A Lei Moral é aquela declaração da vontade de Deus que orienta e obriga moralmente a todos os homens, em todas as épocas e em todos os lugares, em seu inteiro dever para com Ele. Ela foi solenissimamente proclamada pelo próprio Deus no Sinai. (…) É chamada perfeita (Sl. 19:7), perpétua (Mt. 5:17 e 18), santa, boa (Rm. 7:12), espiritual (Rm. 7:14), amplíssima (Sl. 119:96).” — P. 230.
  De tudo que está registrado, fica mais do que claro que esses documentos confessionais cristãos históricos, tanto Wesley quanto o documento confessional metodista, além de mestres de outras denominações, admitem e reconhecem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais fala a Escritura Sagrada:
 —> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
 —> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e ordenanças rituais para Israel.

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:48 pm por Carlstadt

[CONTINUAÇÃO DO QUADRO ANTERIOR]

5) A que tipo de lei o apóstolo Paulo se refere em Colossenses 2:16?

  Na discussão sobre o sentido dos “sábados” de Colossenses 2:16, eis como o erudito metodista Adam Clarke se manifestou em seu autorizado comentário bíblico, adotado oficialmente pela Igreja Metodista:
      “‘Ninguém vos julgue pelo comer ou beber’ — O apóstolo aqui se refere a algumas particularidades do escrito de ordenanças, que foram abolidas, a saber, a distinção de carnes e bebidas… e a necessidade da observância de certos feriados e festivais, tais como as Luas novas e sábados particulares ou aqueles que deviam ser observados com incomum solenidade; todos eles foram abolidos e cravos na cruz, e não mais eram de obrigação moral. Não há aqui indicação de que o sábado fosse abolido, ou que sua obrigação moral fosse superada pelo estabelecimento do cristianismo. Demonstrei em outra parte que ‘Lembra-te do dia do sábado para o santificar’ é um mandamento de obrigação perpétua, e nunca pode ser superado senão pela finalização do tempo. Como ele é um tipo daquele repouso que resta para o povo de Deus, de perene felicidade, deve continuar em pleno vigor até que a eternidade surja; pois nenhum tipo jamais cessa antes que o antítipo surja. Além disso, não está claro se o sábado a que o apóstolo se refere nesse lugar é o judaico ou o cristão; seu ‘sabbaton’ de sábados ou ‘semanas’, mais provavelmente se referia às suas ‘festas das semanas’, das quais muito já foi dito nas notas sobre o Pentateuco.” — Traduzido do inglês. Grifos acrescentados.
  E reforçando o que já foi afirmado acima, que o sábado é mandamento de caráter moral, não cerimonial, as palavras do famoso e abalizado comentarista bíblico metodista cabem bem aqui, ao comentar a lei dos Dez Mandamentos em Êxodo 20:
      “É digno de nota que nenhum destes mandamentos, ou parte deles, pode… ser considerado cerimonial. Todos são morais e, conseqüentemente, de eterna obrigação”. — Em “Adam Clarke’s Commentary”, vol. 1, (sobre Êx. 20). Grifos acrescentados.
  Mais uma questão devidamente esclarecida. E a posição oficial da Igreja Metodista é que Colossenses 2:16 não está falando do sábado do quarto mandamento. Está falando da LEI CERIMONIAL, e não da Lei Moral!


6) E o sábado do quarto mandamento da Lei Moral, qual a sua origem?

  Na “Bishop’s Pastoral” de 1874, da Igreja Metodista, ocorrem estas afirmações:
      O sábado instituído na criação e constantemente confirmado por Moisés e os profetas, jamais foi ab-rogado. Fazendo parte da Lei Moral, nem um jota ou til de sua santidade foi subtraído.” — Grifos acrescentados.
  A origem do sábado, ao contrário do que ensinam alguns metodistas leigos desinformados, não é a doação da lei dos Dez Mandamentos no Monte Sinai. Conforme os líderes metodistas estudiosos da Bíblia, foi NA CRIAÇÃO. Seis dias de trabalho, e o sétimo dia foi SANTIFICADO para o descanso das coisas seculares e culto religioso, que é a posição oficial da Igreja Metodista.


7) Há razões para santificarmos o sábado?

  O bispo metodista E. O. Haven, por algum tempo presidente da Universidade de Michigan, afirma em sua obra “Pillars of Truth”, fazendo referência a Marcos 2:27, declara:
      “‘O sábado foi feito para o homem’; não para os hebreus, mas para todos os homens.” — P. 88.

8) Por quanto tempo deve durar o mandamento do sábado?

  Defendendo a perpetuidade do princípio sabático, declarou ainda John Wesley:
      “‘Seis dias farás todo o tipo de obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus’. Não é teu, mas o dia de Deus. Ele o reivindica para Si próprio. Ele sempre o reivindicou para Si, desde o próprio início do mundo. ‘Em seis dias o Senhor fez o céu e a terra, e descansou no sétimo dia. Portanto o senhor abençoou o dia do sábado e o santificou’. Ele o santificou; isto é, ele o tornou santo; ele o reservou para o Seu próprio serviço. Ele determinou que, enquanto o sol e a lua, os céus e a terra, durassem, os filhos dos homens deviam passar esse dia no culto Àquele que ‘lhes deu vida e respiração e todas as coisas’.” — Em “A Word to a Sabbath-breaker” (Uma Palavra a um Violador do Sábado), op. cit., vol. 11, p. 164–166. Grifos acrescentados.
  Esses pensamentos de seu fundador são oficialmente reconhecidos e ensinados pela Igreja Metodista:
      “2. O sábado é indispensável ao homem, sendo propiciador do seu mais elevado bem, física, intelectual, social, espiritual e eternamente. Daí sua observância liga-se às melhores promessas, e sua violação com as mais severas penalidades. Êxo. xxiii, 12; xxxi, 12-18; Neem. xiii, 15-22; Isa. lvi, 2-7; lviii 13, 14; Jer. xvii, 21-27; Eze. xx, 12, 13; xxii, 26-31. Sua santidade era muito distintamente assinalada no ajuntamento do maná. Êxo. xvi, 22-30.
      “3. A lei original do sábado foi renovada e tornada uma parte destacada da Lei Moral, ou Dez Mandamentos, dado mediante Moisés no Sinai. Êxo. xx, 8–11.”
    — Amos Binney e Daniel Steele, “Binney's Theological Compend Improved” (ed. 1902), p. 170. Grifos acrescentados.

9) O sábado pode ser reinterpretado segundo a vontade de cada um?

  Os metodistas acham que eles mesmos são os que devem escolher o dia para o descanso e culto, reinterpretando o mandamento do sábado e aplicando-o ao domingo, chamando-o de “o sábado cristão”. O fato é que esta questão está obedecendo à conveniência das pessoas e não o que diz o claro “assim diz o SENHOR”. Será que deve ser assim mesmo? Biblicamente, “o sétimo dia é o sábado do SENHOR” (Ex.20:10).

  E o que dizem os teólogos metodistas? Mesmo que aplicando o sábado ao primeiro dia da semana, vemos claramente a defesa da vigência do princípio do quarto mandamento, como diz o Rev. Mauro Sérgio Aiello em seu artigo especializado “O Dia Santo”:
      “O quarto mandamento é claro: de sete dias que compõem a semana, um deve ser separado e totalmente dedicado ao Senhor. (…)
      “A Igreja de hoje faz muitas concessões. Hoje algumas poucas horas de Culto Matutino, Escola Bíblica Dominical, Culto Noturno, já são considerados os eventos que rotulamos como Dia do Senhor. Alguns escolhem em sua agenda qual dessas atividades vai optar e reduzem o Dia do Senhor a apenas isso. Outros, lamentavelmente, nem isso fazem. Usam os outros seis dias e ainda negligenciam o Dia do Senhor, usando-o para seu bel prazer. Por isso a história da Igreja tem mostrado que, quando isso acontece, ela perde sua força, e sua atividade evangelística se enfraquece.”

  Indiscutivelmente, todas essas autoridades e documentos religiosos metodistas não concordam com a visão herética semi-antinomista/dispensacionalista que nega a validade e vigência do Decálogo como norma cristã, e prega o fim total do quarto mandamento, como sendo “cerimonial”. Mesmo que o sábado seja interpretado por esses documentos e autores como se referindo ao primeiro dia, o “sábado cristão” como é chamado, o que importa é que admitem oficialmente a validade e vigência do mandamento e as origens endêmicas do princípio sabático. A questão sobre o domingo ter tomado o lugar do sétimo dia já é outra.


10) A Bíblia ensina a observância do domingo no lugar do sábado?

  O Dr. Harris Franklin Rall faz esta declaração no “Christian Advocate”:
      “Vejamos a questão do Domingo… não há nenhuma passagem dizendo aos cristãos para observarem este dia.” — 2 de julho de 1942.
  No “Theological Compendium Improved”, do Rev. Amos Binneyas, ocorrem estas afirmações:
      “É certo não haver um mandamento positivo para o batismo infantil… Tampouco há algum para guardar como santo o primeiro dia da semana. Muitos crêem que Cristo mudou o sábado. Mas, em Suas próprias palavras, vemos que não veio com este propósito. Aqueles que crêem que Jesus mudou sábado baseiam-se apenas numa suposição.” — Ed. de 1902, p. 180-181. Grifos acrescentados.

11) Como poderíamos resumir todo o ensinamento metodista que vimos até agora?

 A A universal e eterna lei de Deus é sistematizada e expressa para o homem na forma dos Dez Mandamentos, também universais e eternos, que prosseguem válidos e vigentes como norma de conduta cristã. Tal fato sempre foi oficialmente reconhecido por doutíssimas autoridades em Teologia do presente e do passado, pertencentes às mais diferentes denominações, e é o que tradicionalmente constituiu o pensamento geral de toda a cristandade.

 B A lei divina nas Escrituras se apresenta com preceitos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo que a parcela cerimonial, por ser prefigurativa do sacrifício de Cristo, findou na cruz, mas os mandamentos de caráter moral prosseguem válidos e vigentes para os cristãos.

 C Dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre sete de descanso deve ser santificado a Deus, princípio este que fora instituído na fundação do mundo para benefício do homem no Éden e deve ser mantido pelos cristãos hoje.

 D Jesus não transgrediu o quarto mandamento, muito pelo contrário, Ele pretendia reformar sua observância de acordo com a essência do princípios sabático e em nenhum lugar da Bíblia consta a informação de que o sábado foi substituído do sétimo dia para o primeiro da semana.


12) O que deve fazer o cristão, numa demonstração prática de sabedoria e amor a Deus?
      Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. (…) Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele. (Jo.14:15,21)

13) Diante de tudo o que foi apresentado, qual deve ser a posição de cada ovelha do rebanho da Igreja Metodista?

  A Bíblia Viva registra Tiago 4:17 da seguinte maneira:
      Lembrem-se também de que, saber o que deve ser feito e não fazer, é pecado.

14) Como cristão sincero, nascido de novo pelo sangue de Cristo, qual vai ser a sua resposta ao Senhor Jesus?

  A escolha é totalmente sua!
      Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ap.14:12)

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:49 pm por Carlstadt


A IGREJA CONGREGACIONAL, A LEI E O SÁBADO

Por Marllington Klabin Will

  A Igreja Congregacional, histórica e teologicamente faz parte da família calvinista nas questões doutrinárias e tradicionalmente sua liturgia é a reformada conservadora. O regime de administração eclesiástica congregacionalista é um sistema onde cada congregação local é independente em questões administrativas. Isso aconteceu devido à insatisfação com a reforma mal feita da Igreja Anglicana que gerou um grande número de dissidentes. Esses com o tempo foram agrupados em congregações autônomas e mais tarde em convenções, sendo os pioneiros da colonização inglesa na América do Norte, onde a estrutura da denominação era intimamente interligada com o governo civil colonial.

  No Brasil as igrejas congregacionalistas são filiadas em sua grande maioria a “União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil” (UIECB) ou a “Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil” (AIECB), e congregações de ambas as fraternidades também estão afiliadas à “Aliança Reformada Mundial”, entidade que mantém a comunhão doutrinária de várias denominações reformadas, principalmente de congregacionalistas e de presbiterianos. Praticamente a única diferença entre o congregacionalismo e o presbiterianismo é que o primeiro adota o sistema de autonomia administrativa das congregações locais. O que há de incomum, que caracteriza e que mantém um elo de união entre essas congregações é a doutrina professada.


O QUE A IGREJA CONGREGACIONAL DIZ SOBRE A LEI E O SÁBADO?

  O que historicamente os líderes religiosos congregacionalistas têm ensinado oficialmente sobre assuntos que falam da Lei de Deus? O que ensinam sobre os Dez Mandamentos? E o que dizem a respeito do sábado? Baseado em confissões de fé, credos, catecismos, depoimentos, letras de hinos e em documentos autorizados, veremos no presente artigo qual o posicionamento oficial da Igreja Congregacional sobre essas questões. Ao contrário do que pensam alguns congregacionalistas mal-informados de sua própria doutrina, é fato que seus líderes e autoridades, teólogos de maior gabarito, professores, ilustres evangelistas, pastores e famosos escritores concordam com os adventistas e demais cristãos observadores do sábado quanto à validade deste e de todos os mandamentos do Decálogo como regra de prática e conduta para o cristão. Inclusive, esta é a mesma posição bíblica ensinada oficialmente há séculos pelas demais denominações cristãs, como batistas, metodistas, luterano, presbiterianos, anglicanos, assembleianos, católicos, mórmons, etc.

  É verdade que quando essas autoridades congregacionalistas tratam sobre o assunto do “sábado” eles pretendem reinterpretar o quarto mandamento como agora se aplicando ao primeiro dia da semana, supostamente devido à ressurreição de Cristo. Então, estão plenamente corretos e de acordo quanto à validade e vigência de todos os mandamentos do Decálogo e das origens edênicas do princípio sabático, mas estão equivocados ao acharem que o domingo tomou o lugar do sábado, uma informação que não se consta em parte alguma da Bíblia Sagrada.

  Vamos conferir então como os congregacionalistas têm se posicionado a respeito das seguintes questões.


1) O que é a Lei de Deus? O que são os Dez Mandamentos?

  Quem nos responde é a “Lição da Escola Dominical” da UIECB (União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil) de 15/08/1971, que ensina:
      A transmissão da Lei no Monte Sinai constitui-se em um dos acontecimentos mais destacados, e mais universal. (…) Como as rochas… da montanha em que foram transmitidos, estes preceitos formam a base imóvel da vida moral de homens e de nações, o fundamento duradouro de toda civilização digna e firme.” — Grifos acrescentados.

2) A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, estão vigentes para o cristão?

  Do artigo 21 de “Os Vinte e Oito Artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo”, declaração de fé oficial da Igreja Congregacional, consta a seguinte afirmação, sob o título “Da Obediência dos Crentes”:
      “Ainda que os salvos não obtenham a salvação pela obediência à lei, senão pelos merecimentos de Jesus Cristo, recebem a lei e todos os preceitos de Deus como um meio pelo qual Ele manifesta sua vontade sobre o procedimento dos remidos e guardam-nos tanto mais cuidadosa e gratamente por se acharem salvos de graça. Ef 2:8,9; I Jo 5:2,3; Tt 3:4–8.” — Grifos acrescentados. Essa declaração de fé pode ser encontrada no web site oficial da denominação. Para visualizá-la, clique aqui.
  Jonathan Edwards, um grande pregador da Igreja Congregacional, e por algum tempo presidente da Universidade de Princeton, afirma:
      “Através da expiação de Cristo maior honra é concedida à lei, e, conseqüentemente, é ela mais estabelecida do que se houvesse sido executada literalmente e toda a humanidade condenada. Tudo o que concorre para maior engrandecimento da lei, contribui para estabelecer-lhe a autoridade.” — Em “The Works of Jonathan Edwards”, ed. de 1842, vol. 2, p. 369.
  Trecho do hino nº 519 do “Hinário Salmos e Hinos”, utilizado pela Igreja Congregacional:
      “Salvação por homens dada, paz fingida, paz comprada, lei de Deus falsificada, tudo rejeitai! Lei de Deus não muda, o Senhor ajuda a quem cumprir sem desistir”.
  Conforme foi visto acima, os congregacionalistas têm a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima. Depois de mostrarmos o ensinamento expresso em seu próprio hinário, precisaríamos citar mais alguma fonte para provar que todos os Dez Mandamentos permanecem vigentes para os cristãos, segundo o ensinamento oficial das Igrejas Congregacionais?


3) Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?

  O capítulo 24 de “Os Vinte e Oito Artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo” tem por título “Da Lei Cerimonial e dos Ritos Cristãos” e declara o seguinte:
      “Os ritos judaicos, divinamente instruídos pelo ministério de Moisés, eram sombras de bens vindouros e cessaram quando os mesmos bens vieram. Os ritos cristãos são somente dois: o batismo d’água e a Ceia do Senhor.”
  A “Declaração de Savóia” contém a mesma “Confissão de Fé de Westminster” que declara:
      “III. Além dessa lei (os Dez Mandamentos), geralmente chamada Lei Moral, foi Deus servido dar ao seu povo de Israel, considerado uma igreja sob a sua tutela, leis cerimoniais que contêm diversas ordenanças típicas. Essas leis, que em parte se referem ao culto e prefiguram Cristo, as suas graças, os seus atos, os seus sofrimentos e os seus benefícios, e em parte representam várias instruções de deveres morais, estão todas ab-rogadas sob o Novo Testamento.
    Hb.10:1; Gl.4:1–3; Cl.2:17; Êx.12:14; I Co.5:7; II Co.6:17; Cl.2:14,16–17; Ef.2:15–16.
      “IV. A esse mesmo povo, considerado como um corpo político, Deus deu leis civis que terminaram com aquela nacionalidade, e que agora não obrigam além do que exige a sua eqüidade geral.
    Êx.21:1–36,22:1–29; Gn.49:10; Mt.5:38–39.”
    — Cap. XIX. Grifos acrescentados.
  De tudo que está registrado, fica mais do que claro que esses documentos confessionais cristãos históricos, além de mestres de outras confissões, admitem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais fala a Escritura Sagrada:
 —> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
 —> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e ordenanças rituais para Israel.


4) A que tipo de lei o apóstolo Paulo se refere em Colossenses 2:16?

  O Dr. Charles Hodge, destacado teólogo evangélico da Igreja Congregacional, autor de uma ótima apologia à moralidade do princípio sabático, declara:
      Apela-se a passagens tais como Colossenses 2:16: ‘Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados”. E Romanos 14:5: ‘Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente”. Cada um de nós, contudo, sabe que as igrejas apostólicas viviam grandemente atribuladas pelos judaizantes, os quais insistiam em que a lei mosaica continuava em vigor, e que os cristãos eram obrigados a conformar-se às suas prescrições acerca da distinção entre alimentos limpos e impuros, bem como a seus numerosos dias de festa, nos quais todo trabalho tinha de ser interrompido. Esses eram os falso mestres e essa era a falsa doutrina contra a qual muitas das epístolas de Paulo se dirigiam. É uma óbvia referência a tais homens e suas doutrinas que passagens como as supracitadas foram escritas. Elas não fazem nenhuma referência ao Sábado semanal, o qual fora observado desde a criação, e o qual os próprios Apóstolos introduziram e perpetuaram na Igreja Cristã.” — Em “Teologia Sistemática”, p. 1269.
[CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO QUADRO]

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:50 pm por Carlstadt

[CONTINUAÇÃO DO QUADRO ANTERIOR]

5) E o sábado semanal, qual a sua origem e por quanto tempo deve durar?

  Repetimos aqui o trecho que acabamos de citar logo acima, que diz enfaticamente:
      “…o Sábado semanal, o qual fora observado desde a criação, e o qual os próprios Apóstolos introduziram e perpetuaram na Igreja Cristã.” — Idem.
  Novamente, o Dr. Charles Hodge, destacado teólogo evangélico da Igreja Congregacional, declara:
      “Por este mandamento encontramos que… o Sábado não só é mencionado como ‘deleite’, mas que também é predita sua fiel observância como uma característica do período messiânico. (…) o Sábado foi instituído desde o princípio do mundo, e que foi designado para ser de obrigação universal e permanente.” — Artigo “O Quarto Mandamento”, publicado na revista “Os Puritanos”. Grifos acrescentados.

6) Há razões para santificarmos o sábado?

  Existem congregacionalistas leigos, mesmo sinceros, que acreditam que Jesus não guardou os Dez Mandamentos e que ele combateu o sábado. O que diz a Bíblia? Até onde vai o conhecimento deles? Caso Jesus tivesse profanado o sábado, ou qualquer outra lei, Ele não poderia ser “um cordeiro sem defeito nem mancha” (1Pe.1:19), nem poderia ser o Messias que tem a função de “engrandecer a lei e torná-la gloriosa” (Is.42.21). Então, quem afirma que Cristo violou o sábado, está negando que Ele era o Messias, tornando-O um mero pecador e mentiroso, pois Ele mesmo disse ter observado os mandamentos (Jo.15:10).

  E o que dizem os líderes congregacionalistas sobre esse assunto? No já citado “The Works of President Edwards” há estas declarações relacionadas ao sábado:
      “Outro argumento da perpetuidade do sábado, nós o temos em Mateus 24:20: ‘Orai para que vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado.’ Cristo está falando aqui da fuga dos apóstolos e outros cristãos de Jerusalém e da Judéia, justamente antes de usa destruição, conforme está claro em todo o contexto. (…) Entretanto, está explícito nessas palavras do Senhor, que mesmo os cristãos que vivessem nessa época estavam sujeitos a uma estrita obediência ao sábado.” — Ed. reimpressa de Worcester (1848), vol. 4, p. 621–622. Grifos acrescentados.
  Então, podemos afirmar com toda convicção: Jesus não Se levantou contra os Mandamentos, nem contra o sábado. O que Jesus fez foi não Se ajustar às formas e aos acréscimos que os escribas e fariseus fizeram à Lei de Deus. Jesus guardava o sábado conforme a ESSÊNCIA do quarto mandamento, e não à moda farisaica cheia de tradições! O que fica mais do que claro que Jesus queria confrontar os escribas e fariseus na MANEIRA deles verem o mandamento do sábado, e não no próprio mandamento em si, para reformar a observância sabática ao verdadeiro sentido do mandamento.


7) O sábado pode ser reinterpretado segundo a vontade de cada um?

  Os congregacionalistas acham que eles mesmos são os que devem escolher o dia para o descanso e culto, reinterpretando o mandamento do sábado e aplicando-o ao domingo, chamando-o de “o sábado cristão”. O fato é que esta questão está obedecendo à conveniência das pessoas e não o que diz o claro “assim diz o SENHOR”. Será que deve ser assim mesmo? Biblicamente, “o sétimo dia é o sábado do SENHOR” (Ex.20:10).

  Qual a posição oficial congregacionalista expressa na “Declaração de Savóia”, a qual é uma leve revisão da “Confissão de Fé de Westminster” (ver capítulo “A Espiritualidade de John Owen”, em J. I. Packer, “Entre os Gigantes de Deus”, p. 209.)? Nesta, vemos claramente a vigência do princípio sabático, mas infelizmente está sendo aplicado ao primeiro dia:
      “VII. Como é lei da natureza que, em geral, uma devida proporção do tempo seja destinada ao culto de Deus, assim também em sua palavra, por um preceito positivo, moral e perpétuo, preceito que obriga a todos os homens em todos os séculos, Deus particularmente designou um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi mudado para o primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado Domingo, ou dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão.
    Êx.20:8–11; Gn.2:3; I Co.16:1–2; At.20:7; Ap.1:10; Mt.5:17–18.
      “VIII. Este sábado é santificado ao Senhor quando os homens, tendo devidamente preparado os seus corações e de antemão ordenado os seus negócios ordinários, não só guardam, durante todo o dia, um santo descanso das suas próprias obras, palavras e pensamentos a respeito dos seus empregos seculares e das suas recreações, mas também ocupam todo o tempo em exercícios públicos e particulares de culto e nos deveres de necessidade e misericórdia.
    Êx.16:23–26,29–30, e 31:15–17; Isa.58:13; Ne.13:15–19,21–22; Is.58:13; Mt.12:1–13.”
    — Cap. XXI, “Do Culto Religioso e do Domingo”. Grifos acrescentados.
  Indiscutivelmente, todas essas autoridades e documentos religiosos congregacionalistas não concordam com a visão herética semi-antinomista/dispensacionalista que nega a validade e vigência do Decálogo como norma cristã, e prega o fim total do quarto mandamento, como sendo “cerimonial”. Mesmo que o sábado seja interpretado por esses documentos e autores como referindo-se ao primeiro dia, o “sábado cristão” como é chamado, o que importa é que admitem oficialmente a validade e vigência do mandamento e as origens endêmicas do princípio sabático. A questão sobre o domingo ter tomado o lugar do sétimo dia já é outra.


8) A Bíblia ensina a observância do domingo no lugar do sábado?

  O Dr. Layman Abbot, congregacionalista, faz esta declaração no “Christian Union”:
      “A noção atual, de que Cristo e Seus apóstolos, autoritariamente, substituíram o sétimo dia pelo primeiro dia, é absolutamente sem autoridade no Novo Testamento.” — 26 de junho de 1890.

      “Não existe na Bíblia mandamento que requeira de nós a observância do primeiro dia da semana como sendo o sábado cristão.” — Extraído de “Mode and Subjects of Baptism”, de Fowler.

9) Como poderíamos resumir todo o ensinamento da Igreja Congregacional que vimos até agora?

 A A universal e eterna lei de Deus é sistematizada e expressa para o homem na forma dos Dez Mandamentos, também universais e eternos, que prosseguem válidos e vigentes como norma de conduta cristã. Tal fato sempre foi oficialmente reconhecido por doutíssimas autoridades em Teologia do presente e do passado, pertencentes às mais diferentes denominações, e é o que tradicionalmente constituiu o pensamento geral de toda a cristandade.

 B A lei divina nas Escrituras se apresenta com preceitos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo que a parcela cerimonial, por ser prefigurativa do sacrifício de Cristo, findou na cruz, mas os mandamentos de caráter moral prosseguem válidos e vigentes para os cristãos.

 C Dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre sete de descanso deve ser santificado a Deus, princípio este que fora instituído na fundação do mundo para benefício do homem no Éden e deve ser mantido pelos cristãos hoje.

 D Jesus não transgrediu o quarto mandamento, muito pelo contrário, Ele pretendia reformar sua observância de acordo com a essência do princípios sabático e em nenhum lugar da Bíblia consta a informação de que o sábado foi substituído do sétimo dia para o primeiro da semana.


10) O que deve fazer o cristão, numa demonstração prática de sabedoria e amor a Deus?
      Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. (…) Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele. (Jo.14:15,21)

11) Diante de tudo o que foi apresentado, qual deve ser a posição de cada ovelha do rebanho da Igreja Congregacional?

  A Bíblia Viva registra Tiago 4:17 da seguinte maneira:
      Lembrem-se também de que, saber o que deve ser feito e não fazer, é pecado.

12) Como cristão sincero, nascido de novo pelo sangue de Cristo, qual vai ser a sua resposta ao Senhor Jesus?

  A escolha é totalmente sua!
      Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ap.14:12)

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:50 pm por Carlstadt


A IGREJA ANGLICANA, A LEI E O SÁBADO

Por Marllington Klabin Will

  A Igreja Anglicana é a denominação estabelecida oficialmente na Inglaterra e é o tronco principal da “Comunhão Anglicana Mundial”, do qual a Igreja Episcopal faz parte. Basicamente a diferença entre estas igrejas está na administração que, por convenção, denomina a igreja na Inglaterra de “anglicana” e no restante do mundo de “episcopal”. Mas quanto ao título de fundador da Igreja Anglicana ou Episcopal, pode ser atribuído ao rei Henrique VIII, pois em 1534, por interesses pessoais e políticos, ele separou oficialmente a Igreja da Inglaterra definitivamente da Igreja Católica, valendo-se da questão de que o Papa (por motivos políticos) negou seu pedido de divórcio com Catarina de Aragão, filha de Fernando II, que era rei da Espanha, a maior potência guardiã do catolicismo naquela época.

  Quanto a fé, a ordem e as práticas anglicanas estão expressas no “Livro de Oração Comum”, nos “Ordinais” dos séculos XVI e XVII, nos “Trinta e Nove Artigos de Religião”, que contém o sumário da fé anglicana e mais resumidamente no “Quadrilátero de Lambeth-Chicago de 1886–1888” como sendo um documento onde se resumem os pontos de unidade fundamentais do anglicanismo histórico em relação às demais denominações cristãs, com o cunho de estabelecer os princípios pelos quais o anglicanismo busca a unidade da denominação.


O QUE A IGREJA ANGLICANA DIZ SOBRE A LEI E O SÁBADO?

  Veremos no presente artigo, baseado em documentos oficiais, credos, catecismos e confissões de fé, qual o posicionamento oficial da Igreja Anglicana ou Episcopal frente à questão da lei e do sábado. Ao contrário do que pensam alguns anglicanos e episcopais mal-informados de sua própria doutrina, é fato que seus líderes e autoridades, teólogos de maior gabarito, professores, ilustres evangelistas, pastores e famosos escritores concordam com os adventistas e demais cristãos observadores do sábado quanto à validade deste e de todos os mandamentos do Decálogo como regra de prática e conduta para o cristão. Inclusive é a mesma posição bíblica ensinada oficialmente há séculos pelas demais denominações cristãs, como luteranos, presbiterianos, metodistas, batistas, congregacionalistas, assembleianos, católicos, mórmons, etc.

  É verdade que quando esses mesmos autores anglicanos tratam de “sábado”, pretendem reinterpretar o quarto mandamento como agora se aplicando ao primeiro dia da semana, supostamente devido à ressurreição de Cristo. Então, estão certos e de acordo quanto à validade e vigência de todos os mandamentos do Decálogo e das origens edênicas do princípio sabático, porém estão equivocados ao acharem que o domingo tomou o lugar do sábado, uma informação que não consta de parte alguma da Bíblia.

Vejamos agora como os anglicanos e episcopais respondem oficialmente às nossas perguntas.


1) A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, estão vigentes para o cristão?

  Vejamos o que ficou decidido no “Sínodo de Dort”, na parte referente a rejeição de erros:
      “Erro 4 — A nova aliança da graça, que Deus o Pai, mediante a morte de Cristo, estabeleceu com o homem, não consiste nisso que nós estamos justificados diante de Deus e salvos pela fé se ela aceita o mérito de Cristo. Ela consiste no fato de que Deus revogou a exigência de perfeita obediência à lei e considera agora a própria fé e a obediência de fé, ainda que imperfeitas, como a perfeita obediência à lei. Ele acha, em sua graça, que elas sejam dignas da recompensa da vida eterna.
      “Refutação — Os que ensinam isto contradizem a Escritura: ‘…sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé…’ (Rom 3:24, 25). Eles introduzem, junto com o ímpio Socino, uma nova e estranha justificação do homem diante de Deus, contrária ao consenso da Igreja inteira.”
    — Em “Rejeição de Erros” do cap. 2 — “A Morte de Cristo e a Redenção do Homem por Meio Dela”.
  Podemos citar também o que declara o grande reformador escocês John Knox no documento oficial da denominação, capítulo 15, sob o título “A Perfeição da Lei e a Imperfeição do Homem”:
      Confessamos e reconhecemos que a Lei de Deus é a mais justa, a mais imparcial e a mais santa, e o que ela ordena, se perfeitamente praticado, iluminaria e poderia conduzir o homem à felicidade eterna; (…) Mesmo depois de sermos regenerados… importa que nos apeguemos a Cristo, em sua justiça e satisfação… cumpramos a Lei em todos os pontos
      “Não queremos dizer que fomos libertados, de modo a não devermos mais obediência alguma à Lei… mas afirmamos que ninguém na terra, pela sua conduta… dará à Lei a obediência que ela requer.”
    — Em “Confissão de Fé Escocesa”. Grifos acrescentados.

      “As leis básicas de moralidade, e em particular os Dez Mandamentos, permanecem até o fim do tempo como o alicerce moral e espiritual sobre o qual se acha construída a religião do Novo Testamento.” — Extraído de “The Snowden-Douglass Sunday School Lessons”, 1946, p. 279. Grifos acrescentados. Essa lição está à venda por $24.94. Para adiquiri-la, clique aqui.
  Finalmente, vejamos a posição oficial da Igreja Anglicana ou Episcopal, a qual se encontra em sua confissão de fé, os “Trinta e Nove Artigos de Religião da Igreja da Inglaterra” (1571), documento confessional há séculos acatado não só por anglicanos ou episcopais, mas também por metodistas e metodistas livres, ao estipular em seu artigo 7, sobre a lei divina:
      “O Velho Testamento não é contrário ao Novo; porquanto em ambos, tanto Velho como Novo, se oferece a vida eterna ao gênero humano, por Cristo, que é o único mediador entre Deus e o homem sendo ele mesmo Deus e homem. (…) Ainda que a Lei de Deus, dada por meio de Moisés, no que respeita a Cerimônia e Ritos, não obrigue os cristãos, nem devem ser recebidos necessariamente os seus preceitos civis em nenhuma comunidade; todavia, não há cristão algum que esteja isento, da obediência aos Mandamentos que se chamam Morais.” — Ver também em “Constituição da Igreja Metodista Episcopal”, em “Methodist Episcopal Church Doctrines and Discipline” (1928), p. 7. E em “Free Methodist Discipline”. Grifos acrescentados. Essa confissão de fé pode ser encontrada no seguinte website: http://www.monergismo.com/textos/credos/39artigos.htm (acessado a 22/09/2007).
  Depois de mostrarmos na confissão de fé o posicionamento oficial anglicano ou episcopal, precisaríamos citar mais alguma fonte para provar que todos os Dez Mandamentos permanecem vigentes para os cristãos, segundo o ensinamento oficial da Igreja Anglicana ou Episcopal? Conforme foi visto acima, esses teólogos e autoridades da denominação têm a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima.


2) Desde quando existem os Dez Mandamentos, a Lei de Deus?

  O já citado “Sínodo de Dort” decidiu a seguinte posição oficial a respeito da origem do Decálogo:
      “4. É verdade que há no homem depois da queda um resto de luz natural. Assim ele retém ainda alguma noção sobre Deus, sobre as coisas naturais e a diferença entre honrado e desonrado e pratica um pouco de virtude e disciplina exterior.
      “5. O que foi dito sobre a luz da natureza vale também com relação à lei dos Dez Mandamentos”.
    — Em “A Corrupção do Homem, a Sua Conversão a Deus e o Modo Dela”, caps. 3 e 4. Grifos acrescentados.
  Aí está o testemunho de um documento oficial da denominação. Pelo que lemos do posicionamento anglicano ou episcopal, não há nenhuma dúvida de que os Dez Mandamentos eram como a “luz da natureza” que foram dados a Adão, ANTES DA QUEDA. Portanto, a resposta a esta pergunta deve ser: DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO!

[CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO QUADRO]

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:51 pm por Carlstadt

[CONTINUAÇÃO DO QUADRO ANTERIOR]

3) Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?

  No “Buck’s Theological Dictionary”, usado muito por metodistas e episcopais ou anglicanos, em seu artigo sobre a “Lei”, há estas afirmações:
      A Lei Moral é aquela declaração da vontade de Deus que orienta e obriga moralmente a todos os homens, em todas as épocas e em todos os lugares, em seu inteiro dever para com Ele. Ela foi solenissimamente proclamada pelo próprio Deus no Sinai. (…) É chamada perfeita (Sl. 19:7), perpétua (Mt. 5:17 e 18), santa, boa (Rm. 7:12), espiritual (Rm. 7:14), amplíssima (Sl. 119:96).” — P. 230. Grifos acrescentados.
  E direto da lição da escola dominical da denominação, podemos extrair o seguinte:
      A Lei Moral é parte da lei natural do Universo. Justamente como uma lei natural violada, no mundo material, traz suas conseqüências inevitáveis, assim a Lei Moral transgredida traz suas inevitáveis conseqüências nos mundos espiritual e mental.” — Extraído de “The Episcopal Church Sunday School Magazine” (Revista da Escola Dominical), junho-julho de 1942, p. 183-184. Grifos acrescentados.
  De tudo que está registrado, fica mais do que claro que esses documentos confessionais cristãos históricos, além de mestres de outras confissões, admitem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais fala a Escritura Sagrada:
 —> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
 —> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e ordenanças rituais para Israel.


4) O sábado pode ser reinterpretado segundo a vontade de cada um?

  Os anglicanos ou episcopais acham que eles mesmos são os que devem escolher o dia para o descanso e culto, reinterpretando o mandamento do sábado e aplicando-o ao domingo, chamando-o de “o sábado cristão”. O fato é que esta questão está obedecendo à conveniência das pessoas e não o que diz o claro “assim diz o SENHOR”. Será que deve ser assim mesmo? Biblicamente, “o sétimo dia é o sábado do SENHOR” (Ex.20:10). Mas vejamos o que dizem os teólogos anglicanos e episcopais a respeito disso.

  O anglicano Dr. William E. Gladstone, que por alguns anos foi primeiro ministro da Inglaterra, faz as seguintes observações em seu “Later Gleanings”:
      O sétimo dia da semana foi destituído de seus títulos de observâncias religiosas obrigatórias, e suas prerrogativas foram transferidas para o primeiro dia, não por algum direto preceito das Escrituras.” — P. 342. Grifos acrescentados.
  Outro documento oficial da Igreja Anglicana ou Episcopal é o “Explanation of Catechism”, que assim afirma:
      O dia agora foi mudado do sétimo para o primeiro… (mas) não encontramos nenhuma determinação Bíblica para tal mudança; devemos concluir que (essa mudança) foi feita pela autoridade da Igreja.” — Grifos acrescentados.
  Indiscutivelmente, todas essas autoridades e documentos religiosos anglicanos e episcopais não concordam com a visão herética semi-antinomista/dispensacionalista que nega a validade e vigência do Decálogo como norma cristã, e prega o fim total do quarto mandamento, como sendo “cerimonial”. Mesmo que o sábado seja interpretado por esses documentos e autores como referindo-se ao primeiro dia, o “sábado cristão” como é chamado, o que importa é que admitem oficialmente a validade e vigência do mandamento e as origens endêmicas do princípio sabático. A questão sobre o domingo ter tomado o lugar do sétimo dia já é outra.


5) A Bíblia ensina a observância do domingo no lugar do sábado?

  No “Manual of Christian Doctrine”, dos anglicanos ou episcopais, ocorre esta pergunta e resposta:
      “Há algum mandamento no Novo Testamento, que permita mudar o dia do Sábado para o Domingo? — Nenhum.” — P. 127.
  O Dr. Peter Heylyn, no seu livro “History of the Sabbath”, declara:
      “Recorrei a quem quiserdes, sejam os pais primitivos ou os autores modernos, não encontrareis nenhum dia do Senhor (domingo) instituído por qualquer ordenação apostólica, nenhum movimento sabático iniciado por eles com relação ao primeiro dia da semana.” — Ed. de 1636, parte 11, cap. 1, par. 10, p. 28.
  Em sua obra “Examination of the Six Texts”, na qual o Dr. William Domville estuda profundamente seis textos bíblicos sob os quais foi construído o argumento do domingo como dia do Senhor, ele declara francamente:
      “Nenhum dos escritores eclesiásticos dos primeiros séculos atribui a origem do domingo a Cristo ou aos apóstolos. (…) Séculos da era cristã passaram-se antes que o domingo fosse (geralmente) observado pela igreja cristã em caráter do sábado. A História não nos fornece uma única prova de que fosse (oficialmente) observado como tal antes do edito dominical de Constantino, em 321 AD.” — P. 291.
  O grande teólogo e historiador alemão de Heidelberg, Dr. Johann August Wilhelm Neander, em cuja obra de tal mérito que lhe valeu o título de “príncipe dos historiadores da Igreja”, declara francamente:
      A oposição ao judaísmo introduziu a festividade particular do domingo, muito cedo, realmente, em substituição do sábado. (…) A festa do domingo, como todas as outras festividades, foi sempre uma ordenança simplesmente humana, e estava longe das cogitações dos apóstolos estabelecer a este respeito uma ordem divina – longe deles e da primitiva igreja apostólica, transferir para o domingo as leis do sábado. Talvez no fim do segundo século, começou a surgir uma falsa aplicação dessa espécie, pois a esse tempo os homens consideravam pecado o trabalho aos domingos.” — Em “The History of Christian Religion and Church”, p. 186, trad. de John Rose da 1ª ed. alemã, B. D., Filadélfia: James M. Campbell & C.º, 1843. Grifos acrescentados.

6) Como poderíamos resumir todo o ensinamento anglicano ou episcopal que vimos até agora?

 A A universal e eterna lei de Deus é sistematizada e expressa para o homem na forma dos Dez Mandamentos, também universais e eternos, que prosseguem válidos e vigentes como norma de conduta cristã. Tal fato sempre foi oficialmente reconhecido por doutíssimas autoridades em Teologia do presente e do passado, pertencentes às mais diferentes denominações, e é o que tradicionalmente constituiu o pensamento geral de toda a cristandade.

 B A lei divina nas Escrituras se apresenta com preceitos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo que a parcela cerimonial, por ser prefigurativa do sacrifício de Cristo, findou na cruz, mas os mandamentos de caráter moral prosseguem válidos e vigentes para os cristãos.

 C Dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre sete de descanso deve ser santificado a Deus, princípio este que fora instituído na fundação do mundo para benefício do homem no Éden e deve ser mantido pelos cristãos hoje.

 D Jesus não transgrediu o quarto mandamento, muito pelo contrário, Ele pretendia reformar sua observância de acordo com a essência do princípios sabático e em nenhum lugar da Bíblia consta a informação de que o sábado foi substituído do sétimo dia para o primeiro da semana.


7) O que deve fazer o cristão, numa demonstração prática de sabedoria e amor a Deus?
      Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. (…) Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele. (Jo.14:15,21)

8) Diante de tudo o que foi apresentado, qual deve ser a posição de cada ovelha do rebanho da Igreja Anglicana ou Episcopal?

A Bíblia Viva registra Tiago 4:17 da seguinte maneira:
      Lembrem-se também de que, saber o que deve ser feito e não fazer, é pecado.

9) Como cristão sincero, nascido de novo pelo sangue de Cristo, qual vai ser a sua resposta ao Senhor Jesus?

  A escolha é totalmente sua!
      Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ap.14:12)

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:52 pm por Carlstadt


A IGREJA CATÓLICA, A LEI E O SÁBADO

Por Pr. Natan Fernandes
Adaptado por Marllington Klabin Will

   Tido como o maior ramo dentro do Cristianismo, a Igreja Católica Romana tem passado por diferentes fases, em vista dos muitos movimentos produzidos em seu seio. Pode-se dizer que, semelhante ao Protestantismo, se subdivide em várias seitas, ou “ordens”, como são chamados esses grupos (jesuítas, dominicanos, franciscanos, etc.). Na verdade, é como se fosse uma nova igreja dentro da Igreja Católica, por causa da cultura, forma de culto, administração, etc. Do mesmo modo, os Protestantes (luteranos, presbiterianos, anglicanos, batistas, etc.) são vários segmentos no mesmo conjunto. Mas, uma coisa continua sendo o elo de união entre cada “ordem” dentro da Igreja Católica: a doutrina. Tanto é que todos os segmentos reconhecem a supremacia papal, e estão sujeitos às ordens dele.


O QUE A IGREJA CATÓLICA DIZ SOBRE A LEI E O SÁBADO?

  Agora iremos refletir sobre a questão da obediência a Deus e ao Seu Livro Santo, as Escrituras Sagradas. O que pensam autoridades católicas sobre a obediência à Lei de Deus, os Dez Mandamentos? Estão em vigor para os cristãos de hoje? Ou foram apenas para os do passado? E sobre o mandamento do sábado, o que dizem? Todos sabem que a Igreja Católica tem o domingo como dia santo (também os Protestantes). Mas, o que não fica claro para os fiéis em geral é o que pensam as autoridades da Igreja sobre esses assuntos.

  Se ficasse claro, não haveria católicos mal-informados de sua própria doutrina, pois, ao contrário do que pensam, é fato que seus líderes e autoridades, teólogos de maior gabarito, professores, padres, reverendos, famosos escritores e até o próprio Papa concordam com os adventistas e demais cristãos observadores do sábado quanto à validade deste e de todos os mandamentos do Decálogo como regra de prática e conduta para o cristão. E isso veremos claramente no presente artigo, que é baseado em documentos oficiais, confissões de fé, credos, catecismos e sínodos.

  É interessante notar que há séculos essas doutrinas foram herdadas pelas demais denominações cristãs, como metodistas, presbiterianos, anglicanos, episcopais, congregacionalistas, batistas, luteranos, assembleianos, mórmons, etc., que também ensinam a vigência do Decálogo e a perpetuidade do princípio sabático, aplicando-o ao domingo e chamando-o de “sábado cristão”.

  A única diferença é que as autoridades católicas pensam que o papado tem poder para modificar a Lei de Deus, mudando o quarto mandamento para o terceiro do catecismo, ordenando a santificação do primeiro dia da semana, supostamente devido à ressurreição de Cristo. Então, estão certos e de acordo quanto à validade e vigência de todos os mandamentos do Decálogo e das origens edênicas do princípio sabático, porém estão equivocados ao pretenderem fazer a mudança do sábado para o domingo, uma característica do Anticristo (Dn.7:25).

  Vejamos agora o que encontramos registrado nos catecismos e documentos oficiais da Igreja Católica.


1) O que é a Lei de Deus? O que são os Dez Mandamentos?

  O Pe. Fernando Bastos de Ávila, SJ, é quem fica responsável por esta resposta. Vejamos o que diz:
      DECÁLOGO. Do grego ‘deka’ dez ‘logos’ razão, sentença. É o conjunto dos Dez Mandamentos da Lei de Deus que, segundo a tradição bíblica, foram comunicados por Jeová a Moisés, no Monte Sinai, insculpidos em pedra, que os israelitas conservaram na Arca da Aliança. Ele é a explicitação mais essencial à lei natural. (…) o Decálogo é a síntese mais perfeita de toda a experiência moral e religiosa da humanidade. É o código mais simples e mais fundamental sobre o qual, em última análise, repousam todas as legislações que regulam o comportamento humano.” — Em “Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo”, p. 170. Grifos acrescentados.
  Muitas pessoas pensam que o Decálogo foi dado apenas ao povo de Israel, lá no Monte Sinai, e que não serve mais para o povo de Deus, na atualidade. O que podemos pensar disso? Quem vai responder isso é o famoso “Dicionário Enciclopédico da Bíblia”, organizado pelo Dr. A. Van Den Born, e publicado pela “Editora Vozes Ltda”. (católica). Ele diz:
      “O dom da lei de Deus, porém, e particularmente o do Decálogo não era destinado apenas para o Israel segundo a carne, mas também para o ‘novo Israel’, que é a Igreja de Cristo. Por isso o Decálogo é várias vezes citado no Novo Testamento por Jesus e pelos apóstolos.” — Coluna 363. Grifos acrescentados.
  A contribuição do erudito Pe. Júlio Maria:
      “Deus escreveu os mandamentos em duas pedras como no-lo indica a Bíblia. (…) Na primeira pedra estavam escritos os mandamentos que indicam os nossos deveres para com Deus… e na segunda, estavam escritos os nossos deveres para com os homens. (…) Os mandamentos da lei de Deus encontram-se no Êxodo e no Deuteronômio (5:6-21).” — Em “Ataques Protestantes”, p. 86 e 95.
  Muito esclarecedor este texto acima!
 —> Deus escreveu em tábuas de pedra, os Dez Mandamentos;
 —> a primeira tábua tem os deveres do homem para com Deus; isto é, o “amar a Deus sobre todas as coisas”;
 —> a segunda tábua tem os deveres do homem para com o homem; isto é, “amar o próximo como a si mesmo”;
 —> e os Dez Mandamentos se encontram, nas Sagradas Escrituras, nos livros de Êxodo (cap. 20) e de Deuteronômio (cap. 5).

  Conforme foi visto acima, esses teólogos e autoridades da Igreja Católica têm a Lei de Deus, os Dez Mandamentos, numa alta estima.


2) Existe diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial?

  Às vezes, encontramos, nas Escrituras Sagradas, algumas afirmações que parecem se contradizer. Uma hora ela fala que a lei é eterna e não pode ser abolida; outra hora, que a lei passou. A que se deve essa aparente confusão? Vamos atentar para o que escreveu o já citado Pe. Júlio Maria, esclarecendo o problema:
      “Os preceitos do Antigo Testamento dividem-se em três gêneros:
      “1º Os preceitos morais, que prescrevem aos homens os seus deveres para com Deus e para com o próximo.
      “2º Os preceitos cerimoniais, que indicam os ritos exteriores e as cerimônias que os judeus deviam seguir no culto divino.
      “3º Os preceitos judiciais, que determinam o modo de administrar a justiça ao povo.
      “Destes três gêneros de preceitos, só o primeiro fica em pé, integralmente; os outros preceitos só têm o valor que lhes comunica a palavra de Jesus Cristo.
      “A lei antiga, na sua parte cerimonial, era apenas uma figura da nova lei, e é por isto que cessou, desde que foi promulgada a lei nova.”
    — Op. cit., p. 96–97. Grifos acrescentados.
  De tudo que está registrado, fica mais do que claro que esses documentos confessionais cristãos históricos, além de mestres de outras confissões, admitem que existam pelo menos duas leis, dentre outras, das quais fala a Escritura Sagrada:
 —> Lei Moral — sumariada nos Dez Mandamentos, e
 —> Lei Cerimonial — representada pelos sacrifícios e ordenanças rituais para Israel.

  Segundo os católicos, os preceitos morais permanecem; os cerimoniais, eram uma figura, “sombra dos bens futuros”, e foram substituídos pela Realidade: Cristo; e os judiciais, só existiram enquanto havia a nação de Israel como uma teocracia (governada por Deus)! E os dez mandamentos morais tratam do amor a deus e do amor ao próximo.


3) A Lei de Deus, os Dez Mandamentos, estão vigentes para o cristão?

  Podemos encontrar a resposta a esta questão no “Primeiro Catecismo da Doutrina Cristã”, que diz o seguinte:
      “Sim. Somos obrigados a observar os mandamentos da lei de Deus, pois devemos respeitar a ordem que o Pai Celeste quis dar ao mundo. Basta pecar gravemente contra um só deles para merecermos o inferno.” — P. 33–34. Grifos acrescentados.
  O Frei Leopoldo Pires Martins, OFM, também responde muito bem essa pergunta no “Catecismo Romano”, onde lemos:
      “Dentre as razões que movem o coração do homem a cumprir os preceitos do Decálogo, sobressai, como o mais eficiente, o fato de ser Deus o autor dessa mesma lei. (…) Estava essa luz divina quase ofuscada por maus costumes e vícios inveterados entre os homens. Todavia, pela promulgação da Lei de Moisés, Deus não trouxe uma luz nova, mas deu antes maior fulgor à primitiva. É preciso explicar assim, para que o povo não se julgue livre do Decálogo, quando ouve dizer que a Lei de Moisés está ab-rogada.
      “Ainda mais. É absolutamente certo que não devemos cumprir esses preceitos, por ser Moisés que os promulgou, mas por serem inatos em todos os corações, e por terem sido explicados e confirmados por Cristo Nosso Senhor.”
    — P. 399–400. Grifos acrescentados.
  Aí está! Não só a “Santa Madre Igreja” crê que o Decálogo está em vigor, mas incentiva a todos os fiéis para obedecê-los.

  Também o Pe. Júlio Maria adiciona mais alguma coisa ao que foi lido:
      “Os mandamentos, com o ensino moral, são eternos porque são a expressão da lei natural; e por isso Jesus Cristo não pode suprimi-los.” — Op. cit., p. 98. Grifos acrescentados.
  Depois de mostrarmos o pensamento no próprio catecismo católico, precisaríamos citar mais alguma fonte para provar que todos os Dez Mandamentos permanecem vigentes para os cristãos, segundo o ensinamento oficial da Igreja Católica?


4) Há razões para santificarmos o sábado?

  Outra vez, convidamos o Frei Leopoldo Pires Martins, OFM, para responder:
      “Este Preceito do Decálogo (o quarto mandamento) regula o culto externo, que devemos a Deus. (…) Ora, como esse dever não pode ser facilmente cumprido, enquanto nos deixamos absorver por negócios e interesses humanos, foi marcado um tempo fixo, para que se possam comodamente satisfazer as obrigações do culto externo. (…)
      “O quanto aproveita aos fiéis respeitar este Preceito, transparece do fato de que sua exata observância induz, mais facilmente, os fiéis a guardarem os outros Preceitos do Decálogo.”
    — Em “Catecismo Romano”, p. 434–435. Grifos acrescentados.
  O Frei Leopoldo responde, com muita propriedade, que o mandamento do sábado rege o culto, e que os fiéis tornam-se mais fiéis a Deus quando praticam esse mandamento específico.

  Outra contribuição bastante proveitosa de John Mckenzie:
      “O sábado é profanado pelo exercício do comércio, e Neemias fechava os portões de Jerusalém no sábado para impedir o comércio (Nee. 13:15-22). Carregar cargas viola o sábado (Jer. 17:21–27…) .” — Em “Dicionário Bíblico”, p. 810.

      “O sábado era um dia sagrado, que seria profanado pelo trabalho (Eze. 22:18). Conforme Êxodo 20:8-11 e 31:17 (mais um passo adiante) a santidade do sábado era uma santidade objetiva, devido à bênção de Deus, que no 7º dia ‘descansou’ da Sua obra, a criação, pensamento esse que foi largamente elaborado em Gên. 1:1-2:4a”. — Em “Dicionário Enciclopédico da Bíblia”, coluna 1340.
  Indiscutivelmente, todas essas autoridades e documentos religiosos católicos não concordam com a visão herética semi-antinomista/dispensacionalista que nega a validade e vigência do Decálogo como norma cristã, e prega o fim total do quarto mandamento, como sendo “cerimonial”. Mesmo que o sábado seja interpretado por esses documentos e autores como referindo-se ao primeiro dia, o “sábado cristão” como é chamado, o que importa é que admitem oficialmente a validade e vigência do mandamento e as origens endêmicas do princípio sabático. A questão sobre o domingo ter tomado o lugar do sétimo dia já é outra.

[CONTINUAÇÃO NO PRÓXIMO QUADRO]

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Mensagem em Seg Jan 18, 2010 3:52 pm por Carlstadt

[CONTINUAÇÃO DO QUADRO ANTERIOR]

5) Jesus guardou o mandamento do sábado?

  Existem católicos leigos, mesmo sinceros, que acreditam que Jesus não guardou os Dez Mandamentos e que ele combateu o sábado. Esta tem sido uma idéia que se espalhou por todo o mundo. Inclusive, líderes religiosos têm se levantado, dos púlpitos de suas igrejas, escrito livros, folhetos e panfletos, afirmando, categoricamente, que o Nosso Senhor Jesus Cristo transgrediu o mandamento do sábado. Até onde vai o conhecimento deles? Até onde isso é verdade? O que diz a Bíblia? Caso Jesus tivesse profanado o sábado, ou qualquer outra lei, Ele não poderia ser “um cordeiro sem defeito nem mancha” (1Pe.1:19), nem poderia ser o Messias que tem a função de “engrandecer a lei e torná-la gloriosa” (Is.42.21). Então, quem afirma que Cristo violou o sábado, está negando que Ele era o Messias, tornando-O um mero pecador e mentiroso, pois Ele mesmo disse ter observado os mandamentos (Jo.15:10).

  Agora, o que dizem oficialmente os líderes católicos sobre esse assunto? Vejamos o que diz o “Catecismo da Igreja Católica”:
      “O Evangelho relata numerosos incidentes em que Jesus é acusado de violar a lei do sábado. Mas Jesus nunca profana a santidade desse dia. (Cf. Mar. 1:21; João 9:16). Dá-nos com autoridade a sua autêntica interpretação”. — P. 495. Grifos acrescentados.
  Novamente do conhecido “Dicionário Bíblico”, de John L. Mckenzie, publicado pelas “Edições Paulinas” (católica), extraímos a seguinte nota:
      “O próprio Jesus guardava o sábado de modo razoável e ocasionalmente ensinava nas sinagogas no sábado (Mar. 6:2; Luc. 4:16,31).” — P. 810. Grifos acrescentados.
  Do que vimos, mesmo sendo acusado, pelos ESCRIBAS e FARISEUS da Sua época, e por alguns RELIGIOSOS modernos, o Catecismo assegura que “JESUS NUNCA PROFANA A SANTIDADE DESSE DIA”!


6) Contra o que Jesus Se levantou com relação ao sábado?

  Antes de tudo, é necessário haver um prévio esclarecimento do que aconteceu com o mandamento da lei de Deus. Daí, vamos poder compreender quais as atitudes de Cristo relativo ao sábado.

  Do “Dicionário de Teologia”, editado por Heinrich Fries, publicado pelas “Edições Loyola” (católica), nós encontramos isto:
      “Os escritos apócrifos e sobretudo os rabínicos apresentam uma interpretação exageradamente severa do descanso do sábado, perdendo-se um uma casuística sutilíssima e transformando o ‘sábado maravilhoso’ (Isa. 58:13) num peso insuportável. (…) Jesus opôs energicamente às interpretações extremamente escrupulosas dos escribas e fariseus, e mais de uma vez provocou propositalmente discussões sobre este ponto (Mat. 12:10-14; Luc. 13:10-17; 14:1-6; João 5:8-18). (…) Jesus considerava o mandamento do sábado com grande liberdade interior, e recusava resolutamente aquela rigorosa observância que escribas e fariseus exigiam.” — Vol. 3, p. 134 e 115.
  Ainda mais uma contribuição de John L. Mckenzie, no seu “Dicionário Bíblico”, nos reforça a compreensão desse assunto, quando registra:
      “Sem rejeitar a observância do sábado no seu conjunto, Jesus salienta que as práticas rabínicas eram meras interpretações humanas do preceito, que é basicamente para o bem humano.” — P. 811.
  Agora vejamos o que o Papa João Paulo II tem a dizer sobre esse assunto na carta apostólica Dies Domini (Dia do Senhor), no inciso 63:
      “63. Cristo veio para realizar um novo « êxodo », para dar a liberdade aos oprimidos. Ele realizou muitas curas ao sábado (cf. Mt 12,9-14 e paralelos), certamente não para violar o dia do Senhor, mas para realizar o seu pleno significado: « O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado » (Mc 2,27). Opondo-Se à interpretação demasiado legalista de alguns dos seus contemporâneos e desenvolvendo o sentido autêntico do sábado bíblico, Jesus, « Senhor do sábado » (Mc 2,28), devolve o carácter libertador à observância deste dia, instituído simultaneamente para a defesa dos direitos de Deus e dos homens.” — Este documento se encontra disponível no web site oficial do Vaticano. Para visualizá-lo, clique aqui: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_05071998_dies-domini_po.html (acessado a 6/12/2007).
  Então, podemos afirmar com toda convicção: Jesus não Se levantou contra os Mandamentos, nem contra o sábado. O que Jesus fez foi não Se ajustar às formas e aos acréscimos que os escribas e fariseus fizeram à Lei de Deus. Jesus guardava o sábado conforme a ESSÊNCIA do quarto mandamento, e não à moda farisaica cheia de tradições! O que fica mais do que claro que Jesus queria confrontar os escribas e fariseus na MANEIRA deles verem o mandamento do sábado, e não no próprio mandamento em si, para reformar a observância sabática ao verdadeiro sentido do mandamento.


7) O sábado pode ser reinterpretado segundo a vontade de cada um?

  Os católicos acham que eles mesmos são os que devem escolher o dia para o descanso e culto, reinterpretando o mandamento do sábado e aplicando-o ao domingo, chamando-o de “o sábado cristão”. O fato é que esta questão está obedecendo à conveniência das pessoas e não o que diz o claro “assim diz o SENHOR”. Será que deve ser assim mesmo? Biblicamente, “o sétimo dia é o sábado do SENHOR” (Ex.20:10). Mas vejamos o que dizem as autoridades católicas a respeito disso.

  Sobre a mudança do sábado para o domingo feita pela “autoridade” da Igreja Católica, o Para João Paulo II declara o seguinte na carta apostólica Dies Domini:
      Compreende-se, assim, porque era justo que os cristãos, anunciadores da libertação realizada pelo sangue de Cristo, se sentissem autorizados a transpor o significado do sábado para o dia da ressurreição.” — Inciso 63.

      “62. Assim, se é verdade que, para o cristão… ele deverá lembrar-se que permanecem válidos os motivos de base que obrigam à santificação do « dia do Senhor », fixados pela solenidade do Decálogo, mas que hão-de ser interpretados à luz da teologia e da espiritualidade do domingo”. — Idem, inciso 62.
  Indiscutivelmente, todas essas autoridades e documentos religiosos católicos não concordam com a visão herética semi-antinomista/dispensacionalista que nega a validade e vigência do Decálogo como norma cristã, e prega o fim total do quarto mandamento, como sendo “cerimonial”. Mesmo que o sábado seja interpretado por esses documentos e autores como referindo-se ao primeiro dia, o “sábado cristão” como é chamado, o que importa é que admitem oficialmente a validade e vigência do mandamento e as origens endêmicas do princípio sabático. A questão sobre a Igreja Católica ter ou não autoridade para transferir a solenidade do sábado bíblico para o domingo pagão já é outra.


8) A Bíblia ensina a observância do domingo no lugar do sábado?

  O Rev. Isaac Williams, escreve o seguinte em seus “Plain Sermons on the Catechism”:
      “Onde se nos diz nas Escrituras que devemos observar o primeiro dia? É-nos mandado guardar o sétimo; mas em nenhum lugar nos é ordenado guardar o primeiro dia. (…) A razão pela qual santificamos o primeiro dia da semana em lugar do sétimo é a mesma que nos leva a observar muitas outras coisas: não porque a Bíblia, mas porque a Igreja (Católica) o ordena.” — Vol. 1, p. 334 e 336. Grifos acrescentados.
  O Cardeal James Gibbons, em “The Faith of Our Fathers”, diz o seguinte:
      “Podereis ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse, e não encontrareis uma só linha a autorizar a santificação do Domingo. As Escrituras exaltam a observância religiosa do sábado, dia que nós nunca santificamos.” — Ed. de 1892, p. 111. Grifos acrescentados.
  O cônego Eyton, em sua obra “Ten Commandments”, assim se expressa:
      Não existe nenhuma palavra, nenhuma alusão, no Novo Testamento, acerca da abstinência do trabalho no domingo. (…) Nenhuma lei divina entra no repouso do domingo. (…) A observância da quarta-feira de cinza ou quaresma tem exatamente a mesma base que a observância do domingo.” — P. 62, 63 e 65. Grifos acrescentados.

      “A observância do domingo (…) não só não tem fundamento na Bíblia, mas está em contradição com a letra da Bíblia, que prescreve o descanso do sábado.
      “Foi a Igreja Católica que, por autoridade de Jesus Cristo, transferiu esse descanso para o domingo, em memória da ressurreição de nosso Senhor: de modo que a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, independentemente de sua vontade, à autoridade da Igreja.”
    — Extraído de “Monitor Paroquial”, 26 de agosto de 1926, Socorro, SP, ano I, nº. 8. Grifos acrescentados.
  Diz o Pe. Dubois em sua obra “O Biblismo”:
      A Bíblia manda santificar o Sábado, não o domingo; Jesus e os apóstolos guardaram o Sábado. Foi a tradição católica que, honrando a ressurreição do Redentor, ocorrida no domingo, aboliu a observância do Sábado.” — P. 106. Grifos acrescentados.
  Finalmente, vemos na Carta Apostólica “Dies Domini” (Dia do Senhor) de 1998, o Papa João Paulo II reconhece que Jesus nunca quebrou ou anulou o Sábado, mas foi a Igreja Católica quem alterou a solenidade do dia de descanso do sétimo para o primeiro da semana. Em suma, vários concílios foram realizados, nos primeiros séculos, e em quase todos os concílios o sábado era rebaixado um pouco mais, enquanto o domingo era exaltado gradualmente. O domingo foi transformado em festividade em honra da ressurreição de Cristo: nos primeiro séculos, atos religiosos eram nele realizados; era, porém, considerado como dia de recreação, sendo o sábado ainda observado como dia santo. O Papa ainda afirma que o sábado é obrigatório para os que não aceitam a soberania católica e dizem ter a Bíblia como única regra de fé (os protestantes). Essa carta papal se encontra no web site oficial do Vaticano. Para visualizá-la, clique aqui:
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_05071998_dies-domini_po.html (acessado em 17/03/2007).


9) Como poderíamos resumir todo o ensinamento católico que vimos até agora?

 A A universal e eterna lei de Deus é sistematizada e expressa para o homem na forma dos Dez Mandamentos, também universais e eternos, que prosseguem válidos e vigentes como norma de conduta cristã. Tal fato sempre foi oficialmente reconhecido por doutíssimas autoridades em Teologia do presente e do passado, pertencentes às mais diferentes denominações, e é o que tradicionalmente constituiu o pensamento geral de toda a cristandade.

 B A lei divina nas Escrituras se apresenta com preceitos morais, cerimoniais, civis, etc., sendo que a parcela cerimonial, por ser prefigurativa do sacrifício de Cristo, findou na cruz, mas os mandamentos de caráter moral prosseguem válidos e vigentes para os cristãos.

 C Dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre sete de descanso deve ser santificado a Deus, princípio este que fora instituído na fundação do mundo para benefício do homem no Éden e deve ser mantido pelos cristãos hoje.

 D Jesus não transgrediu o quarto mandamento, nem foram os apóstolos quem mudaram o sábado do sétimo dia para o primeiro da semana. A “abolição” do sábado foi feita pela Igreja Católica, através do papado, que colocou o domingo em seu lugar, rogando essa instituição como a marca de sua autoridade eclesiástica perante toda a cristandade.


10) O que deve fazer o cristão, numa demonstração prática de sabedoria e amor a Deus?
      Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos. (…) Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele. (Jo.14:15,21)

11) Diante de tudo o que foi apresentado, qual deve ser a posição de cada ovelha do rebanho da Igreja Católica?

  A Bíblia Viva registra Tiago 4:17 da seguinte maneira:
      Lembrem-se também de que, saber o que deve ser feito e não fazer, é pecado.

12) Como cristão sincero, nascido de novo pelo sangue de Cristo, qual vai ser a sua resposta ao Senhor Jesus?

  A escolha é totalmente sua!
      Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. (Ap.14:12)

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Mensagem em Qua Mar 03, 2010 9:33 pm por Carlstadt

Os Dez Mandamentos – Um Retrato de Deus


Por que nos foram dados os 10 Mandamentos? Qual é a relevância deles? Como podemos aplicar lições para o nosso dia a dia? Estas e outras perguntas serão respondidas no decorrer da série sobre os 10 Mandamentos produzidas pelo programa Está Escrito Canadá. Cada um dos 10 programas em vídeo abordará um mandamento em especial.
Para Assistir aos vídeos desta série, basta clicar sobre os links abaixo:



Liberdade em Tábuas de Pedra
Neste programa você terá a chance de entender de forma mais clara o significado e a importância dos Dez Mandamentos.

O Único Deus
Bill Santos e seus convidados, Dr. Timm e Guerling Martins, discutem a importância do primeiro mandamento bíblico

Adorando Somente a Deus
Bill Santos e os seus convidados, Dr. Alberto Timm e o pastor Luiz Henrique discutem o segundo mandamento, “Não farás para ti imagem de escultura…”

Respeitando o Nome de Deus
Neste programa você terá a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a importância e relevância do terceiro mandamento: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.”

Um Dia de Encontro com Deus
Qual é a importância do quarto mandamento bíblico para a nossa vida? Como podemos guardar o quarto mandamento? Estas e outras perguntas serão respondidas neste programa.

Honrando Nossos Pais
Este programa lhe ajudará a entender melhor o quinto mandamento, “Honra teu pai e tua mãe”. Bill Santos, Dr. Alberto Timm e Levi Borreli discutem a importância do quinto mandamento bíblico e como podemos aplicá-lo em nossas vidas.

Valorizando a Vida
Este programa abordará o sexto mandamento da lei de DEUS: “Não Matarás. Bill Santos, Dr. Alberto Timm, Pastor Roger Steves discutem sobre o sexto mandamento.

Pureza de Conduta
Este programa abordará o sétimo mandamento, Bill Santos, Dr. Alberto Timm, Pastor Gerson Santos discutem sobre o sétimo mandamento da lei de Deus. “Não adulterarás”

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Mensagem em Qua Mar 03, 2010 9:34 pm por Carlstadt

Os adventistas procuram provar que existem duas leis descritas na Bíblia, uma moral, e outra cerimonial. Mas há apenas uma lei.………………………………………………………………………………………………………..

A lógica da oposição é esta: Não há senão uma lei, a Bíblia fala claramente de uma lei abolida e, portanto, os Dez Mandamentos foram abolidos, incluindo, necessariamente, o quarto, sobre o qual os adventistas constroem o seu caso para o sábado.

Tantos falsos raciocínios tem sido criados sobre esta doutrina de uma “única Lei” que devemos refletir e analisá-los a fundo.

A palavra “lei” é usada na Bíblia de várias maneiras. Na frase, “a lei e os profetas”, a palavra “lei” preferivelmente significa os livros de Moisés, porque, em seus escritos, as leis de Deus são especialmente estabelecidas. A palavra “lei” às vezes é utilizada sem referência a qualquer código especial, como um termo coletivo para descrever todas as leis. Novamente, a palavra “lei” é frequentemente utilizada para designar um determinado código, por exemplo, a lei moral, ou a lei cerimonial, como iremos procurar mostrar.

Para afirmar que toda vez que a Bíblia usa a palavra “lei” significa sempre o mesmo código seria razoável, afirmar que toda vez que a Bíblia usa a palavra “dia” significa sempre o mesmo período de tempo. Os fatos são que “dia” pode significar (1) a parte clara das vinte e quatro horas do ciclo, como o dia em contraste com a noite, ou (2) o conjunto do período de vinte e quatro horas, sete dias por semana ou (3) um período indefinido de tempo, como o usado em “Agora é o dia da salvação.” O que pensaríamos do homem que argumentou que, porque certos textos na Bíblia falam do fim do dia, portanto, o dia da salvação tem, necessariamente, terminado?

A Bíblia diz que “a lei, foi abolida por Cristo”. (Cf. Ef. 2:15) Mas Paulo, que escreveu essa declaração, também declara: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei” (Romanos 3:31). O contraste entre as declarações é aguçado quando é chamada a atenção para o fato de que Paulo usou a mesma raiz grega para as palavras aqui traduzidas “abolida” e “Anulamos”. Essa raiz, kataigeo, significa “tornar inoperante”, “fazer cessar”, “acabar com”, “anular”, “abolir”. Mas será que o inspirado escritor Paulo se contradiria, dizendo a uma igreja que “a lei” fora “abolida”, e então para outra igreja exclamar: “Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.”? Obviamente Paulo deve estar falando de duas leis diferentes. Estes dois textos são suficientes em si mesmos para expor a falácia do argumento de que a Bíblia fala apenas de uma lei.

O primeiro registro formal de códigos das leis divinas ocorreu na época do Êxodo. Foi então que Deus escolheu um povo para o seu nome, e os colocou a caminho da Terra Prometida. Os séculos anteriores não possuíam escrituras, nenhum dos sessenta e seis livros da Bíblia tinham ainda sido escritos. Através de Moisés Deus começou a dar aos homens uma revelação escrita para orientá-los, e deste dia em diante, com uma exceção notável, as palavras de Deus para o homem, incluindo as suas leis têm sido escritas por agentes humanos, os profetas. Essa única exceção era um código de leis que Deus falou aos homens com a sua própria voz. A História Sagrada não registra nenhum outro sermão pregado por Deus ao homem em meio à sobrenatural, e flamejante glória que envolve o Deus eterno. Referindo-se a este isolado e majestoso fato, Moisés declarou a Israel:

“Agora, pois, pergunta aos tempos passados, que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, desde uma extremidade do céu até à outra, se sucedeu jamais coisa tamanha como esta ou se se ouviu coisa como esta; ou se algum povo ouviu falar a voz de algum deus do meio do fogo, como tu a ouviste, ficando vivo” (Deuteronômio 4:32-33)

E quando Deus tinha falado o código, os “dez mandamentos”, o registro declara: “…e NADA acrescentou” (Ver Deuteronômio 5:22 – Grifos nossos) O sermão estava concluído, ele era um todo completo, não houve nada a mais que Deus desejasse acrescentar. Então Ele anotou o sermão com a sua própria mão em “duas tábuas de pedra” (Deuteronômio 5:22) Nenhum outro documento da história do homem teve a inscrição feita pela mão de Deus. “As tábuas tinham sido feitas por Deus; o que nelas estava gravado fora escrito por Deus.” (Exôdo 32:16 NVI). E o que Deus escreveu sobre as tábuas de pedra, ele descreveu como uma lei.” (Ver Ex.24: 12)

Depois segue-se outro momento dramático, em sequência a doação da escrita da referida “lei”. Moisés começou a descer do monte com as duas tábuas nas mãos. Ele estava trazendo para Israel, o registro permanente deste sermão impressionante feito pelo Deus do céu. Sua indignação com a visão dos israelitas adorando um bezerro de ouro fez com que quebrasse as tábuas da Lei e o estrondo das pedras caindo em terra, foram um símbolo da quebra do código divino.

Será então, que o Senhor, ordenou Moisés escrever uma cópia do código para tomar o lugar das tábuas da lei quebradas? Não. O senhor escreveu os Dez Mandamentos pela segunda vez em novas tábuas de pedra. Um código tão distintivo que o próprio Deus o escreveu duas vezes na pedra. Ele confiou aos Seus profetas muitas mensagens vitais para os homens, mas os Dez Mandamentos ele mesmo os escreveu.

O ponto focal, o objeto mais sagrado do serviço religioso instituído por Deus para o Israelitas, era a arca da aliança, acima da qual pairava a luz santa da presença de Deus. Quando, na jornada dos israelitas, a arca devia ser movida, ninguém a tocava para que não morresse. E neste que era o mais sagrado dos objetos sagrados do santuário, Moisés foi instruído para colocar dentro as tábuas de pedra. (Deuteronômio 10:5). Também não houve qualquer outro código de leis colocadas dentro da arca sagrada. “Nada havia na arca senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe” (1 Reis 8:9).

Novamente, esse código de leis foi distinguido como a base de uma aliança entre Deus e os israelitas. Aqueles que se opõem a doutrina bíblica da perpetuidade da lei moral, que os adventistas crêem, têm procurado apoio da sua opinião com este fato (ver objeção 5), mas o que eles têm negligenciado é isto: O simples fato de que a lei dos dez mandamentos é descrita como a única base de um pacto, prova mais uma vez que os Dez Mandamentos são um código distinto, para não ser confundido com qualquer outro. Moisés disse a Israel: “Deus lhes anunciou a aliança que estava fazendo com vocês e mandou que obedecessem aos dez mandamentos, que depois escreveu em duas placas de pedra” (Deuteronômio 4:13 NTLH).
Vamos resumir os fatos históricos sobre a entrega da lei dos dez mandamentos:



1. Deus falou a lei com a sua própria voz na audiência com todo o Israel, Ele não deu outra lei nesse sentido. ”Ele nada mais acrescentou”.

2. Deus escreveu a lei dos dez mandamentos com seu próprio dedo – a única lei que ele escreveu para sempre para o homem.

3. Deus escreveu a lei dos dez mandamentos sobre a pedra, e Ele mesmo preparou a pedra – a única lei do registro bíblico assim escrita.

4. Deus mandou Moisés descer do monte, aos olhos de todo Israel, tendo as duas tábuas de pedra que continham apenas os Dez Mandamentos.

5. O próprio Deus reescreveu a lei depois de Moisés ter quebrado as primeiras tábuas.

6. Deus instruiu Moisés a colocar as tábuas contendo os Dez mandamentos dentro da arca da aliança, o objeto mais sagrado do templo. A Lei dos Dez Mandamentos é a única a ser honrada dessa maneira.

7. Deus declarou que a lei dos dez mandamento era “a sua aliança” – a única lei assim descrita.

Os jovens Objetores professam ser incapazes de encontrar na Bíblia qualquer razão para pensar que a lei dos dez mandamentos seja um código de leis distintas, que não deve ser confundido com qualquer outro código. Gostaríamos de perguntar-lhes: Se eles pudessem ditar a forma de entrega da presente lei, e tivessem a intenção de apresentar provas convincentes de que era uma lei à parte, qual o procedimento que poderia eventualmente terem seguido para a distinguirem de forma mais completa.

Mas a lei dos mandamentos não foi a única formalmente estabelecida por Deus no Sinai. Havia um código de leis, conhecidas como leis cerimoniais, que fornecia as regras para o ritual religioso que os judeus deviam seguir, por exemplo, seus sacrifícios e ofertas, seus dias de festa anual, as funções do sacerdócio. O gancho do Levítico é preenchido com essas leis. Havia também as leis civis para governar os judeus como uma nação, tais como as leis sobre casamento, divórcio, exploração de escravos, propriedade. (Veja Êxodo 21) Na medida em que a compreensão espiritual crescia, e a vontade dos israelitas permitia, o Senhor fez estes estatutos civis para refletir a idéia perfeita expressa na lei dos dez mandamentos. A lei sobre a exploração do escravo é um exemplo da adaptação do princípio moral devido o baixo estado espiritual de um povo. A do Estatuto do divórcio Cristo declarou: “Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mateus 19:8. Ver Marcos 10:4-6).

Mas essas leis cerimoniais e civis não foram dadas por Deus diretamente para o exército de Israel. Quanto à forma como Deus fez conhecer estas leis, quem as escreveu, e onde foram depositados, as Escrituras são claras:

1. Depois de declarar que o Senhor escreveu os Dez Mandamentos “em duas tábuas de pedra”, Moisés acrescenta imediatamente: “Também o SENHOR me ordenou, ao mesmo tempo, que vos ensinasse estatutos e juízos” (Deuteronômio 4:13-14). Um escritor bíblico depois estabelece a mesma distinção: “e não farei que os pés de Israel andem errantes da terra que dei a seus pais, contanto que tenham cuidado de fazer segundo tudo o que lhes tenho mandado e conforme toda a lei que Moisés, meu servo, lhes ordenou.” (2 Reis 21:8).

Ao contar os acontecimentos do Sinai, Neemias, referindo-se ao Senhor, também fala do fato de que certas leis foram pronunciadas por Deus e outras foram dadas a Israel através de Moisés: “Tu desceu sobre o monte Sinai, e falou com eles do céu, e deu-lhes juízos retos e leis verdadeiras, bons estatutos e mandamentos, e lhes fez conhecer o teu santo sábado, e ordenou-lhes os preceitos, estatutos e leis, pela mão de Moisés, teu servo”. (Neemias 9:13-14).

2. “Moisés escreveu esta lei.” Deut. 31:9.

3. “Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as palavras desta lei num livro, deu ordem aos levitas que levavam a arca da Aliança do SENHOR, dizendo: Tomai este Livro da Lei e ponde-o ao lado da arca da Aliança do SENHOR, vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti” (Deuteronômio 31:24-26).

Devido ao fato da lei cerimonial, e também os estatutos civis, terem sido escritos por Moisés, e por ele terem sido dados ao povo, eles são geralmente descritos na Bíblia como “a lei de Moisés”. Veja, por exemplo:

1. 2 Crônicas 23:18. Sacerdotes oferecem holocaustos, “como está escrito na lei de Moisés”.

2. 2 Crônicas 30:16. Sacerdotes realizavam a Páscoa “segundo a lei de Moisés.”

3. Esdras 3:2. Construiram um altar para o holocausto “como está escrito na lei de Moisés”.

4. Dan. 9:13. A destruição de Jerusalém tinha chegado “como está escrito na lei de Moisés”.

5. Malaquias 4:4. “Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe prescrevi em Horebe [Sinai] para todo o Israel…”

O Novo Testamento também revela, em muitas de suas referências a Lei, a mesma distinção entre a lei dos dez mandamentos e o código de leis dadas por Moisés. Observe as seguintes referências à lei de ritos e cerimônias, às vezes descritas como a “lei de Moisés”, e às vezes simplesmente mencionadas como “a lei”:

1. “Para não deixarem de cumprir a Lei de Moisés, vocês circuncidam um menino, mesmo no sábado” (João 7:23 NTLH)

2. “Insurgiram-se, entretanto, alguns da seita dos fariseus que haviam crido, dizendo: É necessário circuncidá-los e determinar-lhes que observem a lei de Moisés” (Atos 15:5). Mais tarde no capítulo, quando a reivindicação desses fariseus é reafirmada, é resumida assim: “Você deve ser circuncidado, e guardar a lei” (versículo 24 – versão King James, Reina Valera e outras)

Isso ilustra bem como um escritor do Novo Testamento pode utilizar uma frase não qualificando “a lei”, e ainda significar uma lei muito específica, neste caso, “a lei de Moisés”. O contexto é geralmente suficiente para tornar claro sobre o que a lei se destina. Certamente, se a circuncisão está em discussão no Novo Testamento e muitas vezes é o pomo de discórdia, é suficiente para se referir ao código de leis proibindo a circuncisão, simplesmente como “a lei”, isto é, a lei de ritos e cerimônias dadas por Moisés.

3. “A lei dos mandamentos contidos em ordenanças” (Efésios 2:15).

4. “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar os dízimos do povo” (Hebreus 7:5)

5. “Pois, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” (Hebreus 7:12)

6. “Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens que têm fraquezas” (Hebreus 7:28).

7. “Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei” (Hebreus 8:4)

8. “quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão” (Hebreus 9:22)

9. “Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem” (Hebreus 10:1)

A lei dos dez mandamentos não dá instruções ou informações sobre ofertas queimadas (holocaustos), a Páscoa, a construção de um altar, o julgamento que viria sobre Jerusalém por causa da desobediência, a circuncisão, a ordem do sacerdócio. Mas a Bíblia repetidamente revela que há uma lei que dá tais instruções. Essa lei é a lei cerimonial, descrita na Bíblia como a “lei de Moisés”.

É verdade que “a lei de Moisés” – também era a lei de Deus, porque Deus era o autor de tudo o que Moisés escreveu. Portanto, não é estranho que um escritor bíblico deveria, pelo menos ocasionalmente, descrever esta lei de Moisés como “a lei do Senhor”, embora tais exemplos sejam poucos. Veja, por exemplo, Lucas 2:22-23, onde ambas as frases são usadas para descrever a mesma lei. No entanto, em nenhum lugar da Bíblia é a lei dos dez mandamentos chamada de lei de Moisés.

Observe, agora, algumas representativas referências do Novo Testamento para outra lei, que não lida com os ritos e cerimônias, mas com questões morais, a lei dos dez mandamento, a qual é também referida, simplesmente como os mandamentos:

1. “…Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.” (Mateus 19:17). Então Cristo imediatamente mencionou vários dos dez mandamentos.

2. “Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento” (Lucas 23:56).

3. “Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás” (Romanos 7:7).

4. “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei. Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tiago 2:10-12)

5. “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1 João 3:4). Que lei? Certamente, ninguém na era cristã acredita que uma falha em obedecer a lei sobre os ritos e cerimônias seja pecado. No entanto, João nos adverte que transgredir a lei é pecado. Ele não sentia necessidade em explicar a que lei ele se referia. Pois sabia que uma certa lei, conhecida por todos os leitores de João, era a regra moral de vida. Que confusão e consternação suas palavras teriam criado entre os cristãos do primeiro século, se tivessem vivido sob a impressão de que havia apenas uma lei, uma lei que era uma mistura de preceitos cerimoniais e morais! E que a transgressão dessa lei na era cristã seria pecado!

Em conclusão, vamos resumir algumas das declarações divergentes feitas na Bíblia sobre os códigos de lei moral e cerimonial:







Essas e outras comparações, revelam que além de toda a controvérsia, a Bíblia apresenta duas leis. Admitir o contrário seria dizer que a Bíblia apresenta uma série desesperada de contradições.

Admitimos que há algumas referências “a lei”, particularmente nos escritos de Paulo, onde o contexto falha ao não deixar totalmente claro a que lei se refere. Em alguns casos, parece evidente que nem a lei é apontada, mas está sob consideração, apenas o princípio da lei, em contraste com a graça. Mas esses fatos não fornecem qualquer prova de que exista apenas uma lei. Porque há textos obscuros ou difíceis na Bíblia não significa que não podemos estar convencidos sobre o significado dos textos claros e simples. E os textos de fácil compreensão devem proteger-nos de tirar conclusões falsas dos difíceis.

A Referência para as duas leis em termos de séculos antes de Moisés, também irá nos ajudar a manter uma distinção clara entre elas. Embora possamos acertadamente focar o Êxodo como o grande momento da entrega da lei, moral e cerimonial, não devemos concluir que o tempo antes de Moisés foi um período sem nenhuma lei, pelo menos, não a dos Dez Mandamentos. Este ponto vamos analisar mais detalhadamente sob a objeção 3. Precisamos apenas observar aqui que os Dez Mandamentos existiam no Éden. E que Também os primeiros rebentos da videira cerimonial, os quais cresceram grandiosamente no Êxodo, fizeram a sua aparição na forma de serviços simples de sacrifício dos nossos primeiros pais, depois que o pecado entrou.

Quem não teve a experiência de olhar para uma árvore imponente e se maravilhar com a sua vegetação densa e variada, apenas para descobrir em um exame mais minucioso, que uma vinha se entrelaçava em torno da árvore e que o que parecia ser uma, na realidade, eram duas plantas. Embora num olhar distante para um galho alto, especialmente se ele estiver balançando na brisa, possa não revelar esse fato, uma análise do tronco perto da raíz, onde a vinha primeiro entra em contato com a árvore, não deixa nenhuma dúvida de que há duas plantas.

Agora, os Dez Mandamentos poderiam ser comparados a uma árvore majestosa, com dez ramos robustos, que nossos primeiros pais encontraram florescendo no Jardim do Éden. Após a sua queda uma vinha de uma lei cerimonial foi plantada perto, regada pelo sangue de sacrifícios de animais. Durante séculos, a vinha cresceu pouco ou nada. Então, na época do Êxodo, de repente, assume uma forma definida e cresce grandemente. A árvore não necessita da videira, a fim de viver, mas a videira era totalmente dependente da árvore. Séculos mais tarde, os homens se inclinaram sempre para o cultivo da vinha em vez da árvore, até a folhagem da videira chegar bem perto e esconder a árvore e ameaçar sufocá-la. Por isso, é fácil compreender por que hoje alguns cristãos, olhando para o retrato bíblico dessa árvore, não conseguem perceber que as duas não são uma. Isso é especialmente verdadeiro se os ventos da discussão teológica estão balançando os galhos. Mas, como em uma árvore literal, não há necessidade de incerteza, nos importa se a atenção está focada, não sobre os membros de nível superior, mas no tronco e raízes. Para falar literalmente, uma análise das origens das duas leis, e os títulos que se dão a elas no Êxodo, não deixa qualquer dúvida possível que haviam duas leis.

Os adventistas também não podem reivindicar qualquer visão bíblica especial para discernir que há duas leis, não uma. A partir da Reforma Protestante os grandes igrejas tem visto claramente isso e registraram o fato em seus credos e confissões de fé. Nas respostas seguintes, vamos examinar vários argumentos contra a lei que devem a sua aparência de força a esta teoria da existência de apenas uma lei.

Extraído do Livro “Answers to objections – Respostas a Objeções” de Francis D.Nichol págs 17 à 21

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Mensagem em Qua Mar 03, 2010 9:36 pm por Carlstadt

Na parte 1 de “Os Dez Mandamentos Revisitados”, foi comprovado a partir do Novo Testamento que os cristãos que são salvos pela graça, devem – por amor a Jesus Cristo – sinceramente se esforçar para guardar os Dez Mandamentos. Na parte 2, descobrimos que quando o Novo Testamento fala de uma certa “lei” sendo “abolida” por Jesus Cristo, ele está se referindo “a lei dos sacrifícios”, escrita por Moisés, e não aos Dez Mandamentos escritos em pedra pelo dedo de Deus. Na parte 3, analisaremos um número de textos do Novo Testamento frequentememnte citados que estão agora a ser interpretados pelos indoutos no sentido de que os Dez Mandamentos não devem continuar a serem rigorosamente obedecidos. A verdade é que os Dez Mandamentos permanecem – e nem um jota ou til mudou – e deve ser honrado por todos os que crêem no Crucificado.
O que é o “Novo Mandamento”?



Jesus disse: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei” (João 13:34). O Mandamento de Cristo para “amar” não era novo. Moisés disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). A novidade é a expressão, “como eu vos amei”. Como é que Jesus nos amou? Ao morrer na cruz por nossos pecados de quebrar a lei de Deus! (1 Coríntios 15:3; 1 João 3:4). O “novo” mandamento de Cristo não leva à ruptura dos 10 Mandamentos, pois isso nunca fez Jesus. Paulo escreveu: “amar é obedecer a toda a lei.” (Romanos 13:10 NTLH). Através da graça, o amor à Deus que sentimos nos esforçará para cumprirmos cada um dos Dez Mandamentos. “Pois amar a Deus é obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são difíceis de obedecer” (1 João 5:3 NTLH).
E sobre o “Dois Mandamentos”?



“…Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”(Mateus 22:37-40). Jesus estava citando o Antigo Testamento: Deuteronômio 6:5 “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.” e Levítico 19:18 “…amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR”. Os dois “são apenas um resumo dos dez”. “Amar a Deus” é guardar os quatro primeiros mandamentos. “Amar” ao homem é guardar os seis últimos. Paulo disse que os mandamentos da segunda tábua da lei são brevemente descritos nessas palavras, a saber: “…Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Romanos 13:9). Se guardamos os dois, nós guardaremos os dez.
O que é a Nova Aliança?



“porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mateus 26:28). “Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei…de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniqüidades” (Hebreus 10:16-17). Assim, a Nova Aliança é o perdão de nossos pecados através do sangue de Jesus Cristo e os Dez Mandamentos escritos no coração pelo poder de Deus.
“Não debaixo da Lei, mas da graça?” Romanos 6:14



Estar “debaixo” da lei significa ser “culpado diante de Deus” por quebrar a lei. (Romanos 3:19-20). Significa que a lei está figurativamente “em cima” de nós. Quando nos arrependemos de nossos pecados e temos fé em Jesus Cristo, somos perdoados por sua graça e já não somos “culpados diante de Deus”. Então estamos livres para quebrar a lei? Paulo escreveu: “Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!” (Romanos 6:15).
Jesus Cristo “cumpriu a Lei”, o que isto significa?



Jesus disse: “Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim destruir, mas cumprir” (Mateus 5:17). “Cumprir” certamente não significa “destruir”. Mas cumpri-la em sua plenitude. E ainda dá um aviso aos que violam a Lei de Deus: “Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus…” (Mateus 5:19). Em Alguns capítulos anteriores, Jesus disse que Ele veio para “cumprir toda a justiça”, quando Ele foi batizado (Mateus 3:15). Será que isso significa que Ele aboliu o batismo, porque Ele o “cumpriu”? Obviamente que não. Ele cumpriu o batismo como para nos servir de exemplo. É o mesmo com a lei. Durante sua vida terrena, Jesus Cristo cumpriu perfeitamente os Dez Mandamentos, guardando-os para nos servir de exemplo. Ele nunca roubou, mentiu, ou desonrou seus pais. Jesus Cristo também disse, “enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei – nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até o fim de todas as coisas” (Mateus 5:18 NTLH). À luz disto, então Ele disse que não deveríamos “quebrar nenhum dos mandamentos”, mas que deveríamos “…obedecer à Lei e ensinar os outros a fazerem o mesmo”. (Mateus 5:18-19 NTLH).

Quais são os “mandamentos” dos quais ele estava falando? Alguns versículos depois, Jesus referiu-se ao 7º mandamento que diz: “Não adulterarás.” (Mateus 5:27). Em seguida, declarou que até mesmo o olhar lascivo significava cometer adultério no coração (vs 28) e poderia levar uma pessoa para o inferno (v. 29). Assim quebrar a lei moral de Deus dos Dez Mandamentos é perigoso e potencialmente condenatório para a alma. Isso é o que Jesus Cristo ensinou claramente.

Portanto, quando os professos cristãos dizem que Jesus Cristo aboliu os Dez Mandamentos, alguém deveria perguntar: “Será que o verdadeiro Jesus se levantaria a favor disso?”

“Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. fora ficam os cães, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas” (Apocalipse 22:14-16 – King James)

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Mensagem em Qua Mar 03, 2010 9:37 pm por Carlstadt

Uma grande confusão existe no mundo cristão sobre lei e graça. O Novo Testamento diz claramente que somos salvos pela graça (Efésios 2:8). A palavra “graça” significa favor imerecido para com os indignos pecadores. Porque temos pecado contra Deus, nós merecemos a morte (Romanos 6:23). No entanto, Deus ainda nos ama e anseia nos salvar por sua graça, independente das “obras da lei” (Romanos 3:28). Jesus Cristo morreu por nossos pecados, foi sepultado, e ressuscitou dos mortos (1 Coríntios. 15:3-4). Se nos arrependermos e crermos nEle, Ele livremente nos perdoará (1 João 1:9). Esta é a “Boa Nova” do Evangelho.

Então, o que aconteceu com a lei? Teria desaparecido? Na Parte 1 desta série chamada, Os Dez Mandamentos Revisitados, vamos começar a observar o que o Novo Testamento realmente ensina sobre a lei e a graça.
O Apocalipse descreve pessoas leais a Jesus Cristo e a Lei de Deus



Apocalipse 11:19 - “Então foi aberto o santuário de Deus nos céus, e ali foi vista a arca da sua aliança”. Dentro da arca celeste conforme ordenado pelo próprio Deus foram colocados as tábuas contendo os Dez Mandamentos (Cf Deuteronômio 10:1-5).

Apocalipse 12:17 - “O dragão irou-se contra a mulher e saiu para guerrear contra o restante da sua descendência, os que obedecem aos mandamentos de Deus e se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus

Apocalipse 14:9-12 - O Apocalipse descreve uma batalha entre “a besta” e “…os santos que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus“.

Apocalipse 21:8 - Entre aqueles que finalmente acabarão no “lago de fogo” estarão os “assassinos” (6º mandamento), “prostitutas” (7º mandamento), “idólatras” (2º mandamento), e “todos os mentirosos” (9º mandamento).

Apocalipse 22:14-21 - Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar através das portas para a cidade … A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós ” (King James)
Não se deixe enganar, os 10 Mandamentos permanecem no Novo Testamento



Mateus 5:17-19, 21, 22, 27, 28 - Jesus Cristo não veio para “destruir a lei”. Ele mostrou a profundidade espiritual do 6º e 7º mandamentos.

Lucas 16:17-18 - Jesus disse: “é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei. Em seguida (verso 18), ele citou o 7º mandamento.

Romanos 7:7-12 - Paulo citou (verso 7) o 10º mandamento: “Não cobiçarás”. No (verso 12) Ele diz que a lei é “santa” e o mandamento é ” …santo, justo e bom”.

Efésios 6:1-3 - Paulo disse que os filhos deveriam manter o 5º mandamento: “Honra teu pai e mãe”.

Tiago 2:11-12 - Tiago cita o 6º e 7º mandamentos como aplicável aos cristãos.

1 João 5:21 - João advertiu: “filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (2º mandamento).
Pecado é quebrar os Dez Mandamentos



1 João 3:4 – “…O pecado é a transgressão da lei”.
Romanos 3:20 - “o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado”.
Romanos 7:7 - Paulo disse, “eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.”
Tiago 2:11 - Quem quebra o mandamento torna-se transgressor da lei “aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei”.
Jesus morreu porque temos quebrado a Lei de Deus
1 João 3:4 -“… O pecado é a transgressão da lei”.
1 Coríntios 15:3 - “…Cristo morreu pelos nossos pecados.”
Isaías 53:5 - “…ele foi ferido por causa das nossas transgressões”
A lei revela nossos pecados e nos aponta para Jesus Cristo



Romanos 7:7, 13, 24, 25 - “eu não conheci o pecado senão pela lei … a fim de que pelo mandamento o pecado se manifestasse excessivamente maligno. … quem me livrará … Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor!”

Gálatas 3:24 - “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé”.
Somos salvos pela graça, não pelas obras da lei



Romanos 3:24 - Somos “justificados gratuitamente, por sua graça”.
Romanos 3:26 - Ele é “o justificador daquele que tem fé em Jesus”.
Romanos 3:28 - “o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei”.
Efésios 2:8-9 - “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé … não de obras.”
Através do Espírito Santo, podemos guardar a Lei de Deus



Atos 2:38 - “E recebereis o dom do Espírito Santo”.
Romanos 8:4 - “para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito”.
Romanos 3:31 - “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei”.
Romanos 6:1-6 - “…Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum!…”
1 João 5:3 - “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos”
Apocalipse 12:17 - Os remanescentes serão aqueles “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus“.
Apocalipse 14:12 - Os santos serão aqueles que com perseverançaguardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus“.
O Anticristo é contra Jesus Cristo e a Lei de Deus



Daniel 7:25 – O chifre pequeno [o Anticristo] irá alterar a Lei de Deus.
2 Tessalonicenses 2:3-7 - O Anticristo é chamado de “o homem do pecado”. O pecado é a “quebra da lei” (1 João 3:4). O Anticristo é também chamado de “o mistério da iniqüidade”. Muitas versões da Bíblia traduzem isso como “o mistério da injustiça”, porque a palavra grega para “iniqüidade” significa literalmente “ilegalidade”.

Jesus disse: Se me amais, guardareis os meus mandamentos. (Esta é uma citação direta de Êxodo 20:6)

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Mensagem em Qua Mar 03, 2010 9:53 pm por Carlstadt

Os Adventistas citam muito o AT como prova de suas Doutrinas, especialmente a Lei e o Sábado. Já os cristãos encontram suas orientações e doutrinas no NT.
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Por Francis D.Nichol.

RESPOSTA: Nós citamos muito o Antigo Testamento, como também citamos muito do Novo. Na verdade, nós não fazemos distinção de autoridade entre o Antigo e o Novo Testamento, e é por essa mesma razão que nós, somos cristãos. Acreditamos que toda a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, é inspirada por Deus e, portanto, com razão, o guia para as nossas vidas.

Algumas pessoas, quando discutem sobre a lei e o sábado, procuram estabelecer um contraste, ou mesmo conflitos entre o Antigo e o Novo Testamento, como se o primeiro fosse de pouco ou nenhum valor e completamente substituível por este último. Este falso contraste está na raiz de grande parte do raciocínio errado, que marca os argumentos daqueles que afirmam que a lei e o sábado foram abolidos na cruz.

A “Bíblia” dos apóstolos era o que hoje é conhecido como o Velho Testamento. Os primeiros escritos desses primeiros ministros cristãos não começaram a vir de suas penas vinte, trinta ou mais anos após a ascensão de Cristo. Também não existiam prensas de impressão e serviços de correio para rapidamente distribuir esses escritos. Só aos poucos é que eles ganharam circulação. É inteiramente razoável acreditar que, durante o primeiro século da era cristã o termo Escrituras, mencionado várias vezes no Novo Testamento, era amplamente entendido como o que chamamos de Antigo Testamento.

Cristo admoestou aos judeusExaminais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim (João 5:39). E então ele acrescentou:“… se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito. Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?”(João 5:46-47). A razão pela qual os discípulos não compreenderam os acontecimentos da semana da crucificação era que eles não entendiam corretamente as Escrituras, o Antigo Testamento. (Ver Lucas 24:27). No dia de sua ressurreição Ele mostrou-lhes como a Sua morte e ressurreição foram um cumprimento da profecia: “Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras (Lucas 24:45).

Nem os apóstolos deram qualquer evidência de que deviam suprimir o Velho Testamento em favor de alguns escritos que eles começaram a produzir. Paulo escreveu a Timóteo: “…desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:15-17).

Tanto Cristo como os apóstolos citavam repetidamente o Antigo Testamento para a confirmação de seus ensinamentos. Para Satanás, Cristo disse: “Está escrito”, e três vezes citou o Antigo Testamento. (Ver Mateus. 4:4-10). Ele repreendeu os escribas e fariseus, citando o quinto mandamento, do livro do Êxodo, e citando as palavras de Isaías. (Ver Mateus. 15:1-9). Veja também o diálogo de Cristo com o jovem rico e com o doutor da Lei em (Mateus 19:16-19, Lucas 10:25-28). Proeminente nestas referências ao Antigo Testamento são as citações dos Dez Mandamentos.

Como Paulo pôde provar que todos os homens, judeus e gentios, eram culpados diante de Deus e, portanto, tinham necessidade da salvação oferecida por Cristo? Citando o Antigo Testamento. (Veja Romanos 3:9-18). E como ele sabia que ele era um pecador perante Deus e necessitava do evangelho? Chamando à mente o que foi escrito no Antigo Testamento, mais especificamente o que foi escrito nos Dez Mandamentos (Veja Romanos 7:7). Para a igreja de Roma, Paulo ordenou: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.” (Romanos 13:8). Ele professa estar estabelecendo um novo código, o qual foi o resultado de uma nova revelação dada a ele? Não, ele cita o Antigo Testamento, especificamente os Dez Mandamentos. (Ver os versículos 9 e 10 de Romanos 13) E como é que Paulo apoiava o seu apelo para os filhos obedecerem a seus pais? , Citando o Antigo Testamento, especificamente os Dez Mandamentos. (Cf. Efésios 6:1-3).

Como Tiago desenvolveu seu argumento de se ter “respeito às pessoas”, ele estabeleceu novas leis? Não, ele cita o Antigo Testamento, concentrando-se nas citações dos Dez Mandamentos. (Veja Tiago 2:8-12). E que prova Pedro ofereceu em apoio à sua declaração de que deveríamos ser “santos”? “porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:16). Sua prova é uma citação de Levítico 11:44 “Eu sou o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo.

As Escrituras, do Gênesis ao Apocalipse, são um todo. A fonte do Antigo e do Novo Testamento é a mesma: a inspiração do Espírito de Deus. O seu objetivo é o mesmo: desdobrar o plano de Deus, revelar a Cristo, alertar contra o pecado, e apresentar o santo e correto padrão de Deus.

Alguém há muito bem observou: O Novo Testamento está escondido no Antigo, o Velho Testamento é revelado no Novo. Podemos compreender melhor a promessa no último livro da Bíblia, de uma re-criação, uma nova terra, e uma verde árvore da vida, quando nos voltamos para o primeiro livro da Bíblia que os descreve. A terra boa, com a sua árvore original da vida, que saiu das mãos de Deus quando Ele primeiro criou este mundo. Compreendemos melhor o significado da cruz, e as palavras de Cristo: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo”, quando lemos o relato da queda do homem.

Nós nunca devemos esquecer que os títulos “Antigo Testamento” e “Novo Testamento” são títulos dados pelo homem. Os escritores da Bíblia, portanto, não dividiam assim as Escrituras. Ambos os Testamentos tratavam sobre o drama do pecado e da salvação. O Antigo Testamento apresenta a promessa de uma nova terra e um novo pacto, bem como retrata as iniqüidades do homem desde os primeiros dias. O Novo Testamento descreve em pormenor o “velho homem” do pecado e o antigo problema da rebelião do homem, bem como descreve o “novo homem” em Jesus Cristo e as glórias de um mundo vindouro.

A inter-relação do Antigo Testamento com o Novo, a dependência um do outro, jamais foi compreendida pelo nosso adversário, o Diabo. É por isso que ele há muito tempo começou seus ataques contra a Bíblia, procurando minar a historicidade e autenticidade do Velho Testamento. Foi nesse ponto que a maior crítica a Bíblia começou. E com o velho destruído, o novo logo desmorona por falta de fundamento histórico e significado. É compreensível que os modernistas devam ter se encontrado minimizando a autoridade espiritual e o significado do Antigo Testamento. Mas o que é inexplicável é a atitude de alguns que se consideram fundamentalistas dos fundamentalistas no que diz respeito ao Antigo Testamento.

Por que eles procuram rasgar em duas a túnica inconsútil da Escritura? Porque estabelecem a doutrina de que uma santa ordem de Deus no Antigo Testamento deve aguardar ser reestabelecida no Novo antes que tenha autoridade na Era Cristã, quando o registro é claro de que os escritores do Novo Testamento, citavam o Velho, não apenas para informar os seus leitores que determinada passagem do Velho ainda era obrigatória, mas para corroborarem que suas declarações recentemente proferidas no Novo Testamento concordavam com o velho e, portanto, eram igualmente vinculativas. Em outras palavras, os apóstolos, lembravam a seus leitores que os “homens santos de Deus” nos “velhos tempos” falaram inspirados pelo Espírito Santo, desejava que estes leitores vissem que eles, os apóstolos, falavam pelo mesmo Espírito Santo. (2 Pedro 1:21) Assim, eles repetidamente citavam em apoio à sua fundamentação doutrinária as admoestações e palavras dos homens “santos” que escreveram o Antigo Testamento.

É verdade que os rituais cerimoniais descritos no Antigo Testamento expiraram, por prescrição, na cruz, para, em seguida, a sombra conhecer a realidade. E os escritores do Novo Testamento, especificamente atestaram, que esses ritos, conforme definidos em uma série de leis cerimoniais, tinham chegado ao fim. Mas esse fato em nada faz o Velho Testamento inferior ao Novo ou justifica a alegação de que o novo suplantou o antigo.

Extraído do Livro “Answers to objections – Respostas a Objeções” de Francis D.Nichol págs 15 e 16.

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Mensagem em Qua Mar 03, 2010 10:30 pm por Carlstadt

O que foi Abolido na Cruz

Publicado em janeiro 12, 2010 por Seventh Day




A CRUZ É O CENTRO DA HISTÓRIA DO MUNDO; A ENCARNAÇÃO DE CRISTO E A CRUCIFICAÇÃO DO NOSSO SENHOR CONSTITUEM O FULCRO EM TONO DO QUAL GIRAM OS EVENTOS DOS SÉCULOS.
Alexander MacLaren
1- Que efeito teve a morte de Cristo na cruz sobre todo o sistema de sacrifícios?



Daniel 9:26-27 – E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias. … E Ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação.
2- O que levou Jesus à cruz?



Colossenses 2:14 – Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.

Nota: Os nossos pecados.
3- O que foi realmente abolido na cruz com o sacrifício de Jesus?



Efésios 2:15,16 – Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz. E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

Nota: “a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças”, refere-se claramente à lei levítica ou lei dos sacrifícios de animais, estes eram tipos que apontavam para o anti-tipo, Cristo “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” ver João 1:29.
4- De que texto Sagrado aprendemos que estas ordenanças se referiam ao sistema sacrificial?



Hebreus 10:1 – PORQUE tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exacta das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.
5- Que acontecimento verdadeiramente singular teve lugar na crucifixão, claramente indicativo que o sistema típico fora abolido por Cristo?



Mateus 27:51 – E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras.

Nota: O véu do templo dividia o lugar santo do lugar santíssimo onde só o sumo-sacerdote tinha acesso. Jesus com o Seu sacrifício expiatório anulou o obstáculo, a barreira. O pecador pode ir directamente a Deus sem passar por cerimônias especiais, nem por sacerdotes humanos, Cristo é o nosso Sumo-sacerdote.
6- Tinha Jesus feito referência a este importante assunto durante o Seu ministério?



João 4:21 – Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.

Nota: No encontro que Jesus teve com a mulher samaritana, referiu que o culto dos Judeus se centrava no Templo de Jerusalém e dos Samaritanos que tinha como centro o Monte Gerizim. Jesus refere que próximo estava o tempo em que todo o serviço tipo seria abolido.
7- Que questão se levantou no tempo dos Apóstolos?



Atos 15:1 – ENTÃO alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.
8- Que exigência ainda era feita por alguns que pregavam o Evangelho?



Atos 15:24 – Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento.

Nota: a circuncisão não fazia parte da Lei Moral ou dos Dez Mandamentos. Ela era parte da lei da saúde e com o tempo foi identificada como lei religiosa ou fazendo parte das leis cerimoniais. Por esta razão se reuniu o primeiro Concílio para deliberar assuntos relativos aos ensinos da fé.
9- Depois de orarem e falarem sobre o assunto, a que decisão chegaram os Apóstolos?



Atos 15:28,29 – Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias. Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá.
10- Que acusação enfrentou Estêvão relativamente à lei cerimonial?



Atos 6:13,14 – E apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este santo lugar e a lei. Porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu.

Nota: Estes costumes estavam em relação com a pregação de Estêvão que claramente apresentava Jesus como o Messias.
11- A mesma acusação é feita contra o Apóstolo Paulo.



Atos 18:13 – Dizendo: Este persuade os homens a servir a Deus contra a lei.

Nota: Esta lei, obviamente, não se trata – repito – a Lei de Deus, mas a referida lei das cerimônias.
12- Paulo teve que esclarecer os seus acusadores de que os seus ensinos não iam de encontro à Lei Moral, mas aos ensinos da lei cerimonial.



Atos 24:14 – Mas confesso-te isto que, conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na lei e nos profetas.
13- Qual é uma das funções da Lei Moral?



Gálatas 3:24 – De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados.
14- Como se refere à Lei Moral?



Romanos 3:31 – Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.

Nota: há uma Lei que permanece e permanecerá para sempre, a Lei que orienta e baliza a vida do crente que aceitou o sacrifício vicário de Cristo. Uma coisa bem certa se pode afirmar: Se não há Lei, não há pecado. Porque o pecado é a transgressão da Lei. Se não há pecado não necessitaríamos de Cristo. Necessitamos da persistência na Palavra de Deus, necessitamos da Lei de Deus e da Fé em Jesus Cristo.
15- Que diz o Apóstolo João ver na Pátria Celestial?



Apocalipse 14:12 – Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.
16- Se alguma coisa mais convincente necessitasse seria o testemunho de Jesus, que diz



Mateus 5:17 – Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.

Conclusão: Cristo guardou a Lei. Se a tivesse alguma vez quebrado, teria que morrer por Si mesmo; mas porque era o Cordeiro imaculado e incontaminado, a Sua morte propiciatória é eficaz para vós e para mim. Não tinha pecado próprio pelo qual expiar, de maneira que Deus Lhe aceitou o sacrifício. Cristo é o fim da Lei para justiça de todo aquele que crê. Somos justos aos olhos de Deus porque a justiça divina que é pela fé em Jesus Cristo, é para todos e por todos os que crêem. Weighed and Wanting, D.L.Moody, ps. 123,124.

Fonte: Tempo Profético

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