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Mensagem por Eduardo Ter maio 17, 2011 8:27 pm

Como Deus retirou Satanás da minha vida - a impressionante história de conversão da Rafaela 1%2BJesus%2BHolding%2BWoman

Como Deus retirou Satanás da minha vida - a impressionante história de conversão da Rafaela

E se uma manifestação satânica se tornasse o ponto decisivo para o retorno aos caminhos de Deus? E se a vida de uma pessoa e da sua família se alterasse completamente numa única noite?

Estas são algumas das questões reveladas na impressionante história de vida e conversão da Rafaela (nome fictício). Estive a conversar com ela, e sinto-me um privilegiado em partilhar neste espaço o seu testemunho. Não perca um único bocadinho!

O Tempo Final (TF) - Rafaela, conte-nos um pouco da sua história pessoal desde a infância.

Rafaela - Sou Adventista desde que nasci. Na minha família só a minha mãe é que era crente; o meu pai chegou a batizar-se na Igreja Adventista, mais para cativar a minha mãe; passado pouco tempo saiu.

A minha mãe sempre continuou na Igreja mas era um Adventismo do género: ler a Lição da Escola Sabatina, não comer certas comidas e frequentar a igreja ao Sábado. Ele tinha a devida instrução mas com o tempo isso foi como que passando.

TF - Tinha uma prática circunstancial?

Rafaela - Sim, eu sempre vivi um Adventismo muito básico. Tinha algumas restrições da parte do meu pai, por exemplo quanto ao vestuário, mas nem era devido a compromisso com os valores da igreja – era mais devido ao ambiente social da época, que ainda dava má fama. Eu nem sabia bem quem era Jesus na minha vida.

TF - E quanto ao envolvimento na Igreja?

Rafaela - Fiz o percurso normal de uma jovem: Tições, Desbravadores, frequentei as atividades como os Acampamentos, e gostava muito de conviver com todos os amigos. Até participei em programas que hoje, quando penso, talvez não fossem os melhores… Algo que, olhando agora para trás, penso: “meu Deus, estávamos bem longe do que era o idela!”.

Mas fui vivendo assim: o meu pai, em casa, sempre do contra, e a minha mãe sempre lutando.

TF - E como foi a adolescência?

Rafaela - Comecei a desviar-me aos poucos. Tive um namorado que não era Adventista, que até consegui, por uns tempos, trazer à igreja. Hoje dou graças a Deus porque esse namoro não deu resultado. Nesta fase, eu nem sabia bem se pertencia à Igreja ou não.

Entretanto, aos 18 anos conheci aquele que viria a ser o meu marido. Aos 19 anos casámos e aos 20 tive a minha filha.

O meu marido não era Adventista, mas aceitava bem eu ser, e até me levava sempre a casa da minha mãe a cada Sábado, para eu ir com ela à igreja. Também assistiu à apresentação da minha filha e mais tarde também foi à do meu filho.

TF - Nessa fase, como era a sua relação com Deus?

Rafaela - Tenho de reconhecer que naquele tempo eu não era como sou agora. Eu era mais do mundo do que de Deus. Fazia quase tudo o que queria na minha vida; as boas exceções eram a alimentação, a bebida e tabaco, que não usava. E continuei a frequentar a igreja, embora como um mero ritual, mesmo tendo assumido a responsabilidade de trabalhar com as crianças.

TF - E a vida pessoal?

Rafaela - Quando casei, tivemos logo a nossa casa, que era um grande desejo que eu tinha – como vivia num bairro, era isso que normalmente acontecia com aqueles que eu conhecia mais de perto.

Eu fiz muitas coisas erradas. Algumas delas nem pensava que estivessem mal, porque eu não me dedicava o suficiente, não lia para aprender. Quando não temos Deus na nossa vida, não sabemos os valores e acabamos por nos afastar. Estamos no mundo e não sabemos, não temos a perceção do erro.

Por exemplo, o adorno típico das senhoras jovens. Um pequeno e ligeiro embelezamento logo passa para algo muito mais visível e, de repente, estamos a incorrer em erros. Infelizmente, como isso até era comportamento habitual, ninguém me fazia ver que isso não estava certo.

Outro aspeto foi o vestuário: como começamos a ter dinheiro, tornei-me mais extravagante.

Deus proporcionou ao meu marido que fosse tendo sucesso na sua pequena empresa, que foi sempre crescendo. Mas, melhorando as condições seculares de vida, eu fui piorando pessoalmente. Fiquei com excesso de vaidade pessoal, olhava demasiado para mim própria. O meu marido trabalhava com homens e mulheres, eu estava em casa, e isso mexeu muito comigo.

Essa necessidade de me impor pelo exterior, fazia com que estivesse na igreja pintada e exageradamente arranjada, mesmo quando estava nas classes infantis, passando uma imagem completamente errada.

TF - E assim foi seguindo a sua vida…

Rafaela - Sim. Quando tinha 22 anos, ao acumular alguma riqueza, conheci uma empresa na área da nutrição humana e comecei a consumir os seus produtos. A partir daí sentia frequentemente coisas estranhas. De noite, acordava a tremer e se me levantava, desfalecia ao ponto de apenas conseguir ficar deitada no chão. Um sentimento horrível!

Esta situação manteve-se durante muito tempo. Eu aceitava muitas coisas, era muito mais permissiva, o que, acredito, de outra maneira não teria sido. Isso incluía coisas que passei a permitir-me assistir desde que comecei com esses produtos.

Refiro isto porque mais tarde vim a descobrir que essa marca tem grande influência satânica.

TF - Ou seja, o padrão ia descendo cada vez mais.

Rafaela - Sem dúvida! Mais tarde, aos 26 anos, cheguei a fazer alguns tratamentos corporais, incluindo acupuntura, tendo sabido mais tarde que as agulhas usadas são abençoadas por demónios para o uso nos pacientes. Há um ritual próprio, e depois cada agulha fica a representar um mal qualquer.

Olhava para uma saia curta ou um decote grande e já não via erro. E fazia tudo isto pela beleza exterior. Financeiramente, a minha vida melhorava cada vez mais; espiritualmente, estava cada vez mais afastada de Deus.

TF - Como foram reagindo perante a Rafaela os amigos e as pessoas da igreja?

Rafaela - Normalmente… Não parecia haver nada de estranho, tudo estava como sempre. Mesmo que usasse muitas pinturas, pulseiras, etc., tudo era normal.

Penso que a minha condição social terá sido transportada até á Igreja. Eu terei sido um veículo para influenciar negativamente os outros. Quando me casei, penso que ainda foi pior, neste aspeto.

TF - Essas são recordações não muito boas…

Rafaela - Quando olho para trás, fico triste porque muitas vezes, entre os jovens da Igreja, não há o cuidado de pesquisarem, estudarem o que é certo ou errado na maneira como devemos vestir, como devemos andar ou comportar. Saber como ser cristãos de verdade em todo o lado.

TF - E isso foi continuando por muito tempo?

Rafaela - Nessa altura houve uma mudança significativa, embora não pelos melhores motivos: eu deixei de comer carne.

Já desde o tempo de solteira, nunca fomos vegetarianos em casa, até devido ao meu pai. Agora, eu tomava esta decisão não por uma questão de reforma da saúde, mas, mais uma vez, pela vaidade. Acontece que hoje tenho aversão a alimentos cárneos.

Curiosamente, foi a partir deste momento que comecei a sentir mais necessidade de ir até Jesus. Por incrível que pareça, tive necessidade de andar mais com a minha Bíblia. O livro sagrado não é um amuleto; mas enquanto fazia as sessões de acupuntura, eu estava a ler a Bíblia. E penso que ali Deus me protegeu.

Também comecei a pensar: se eu estou em casa, porque razão não frequento a reunião que havia na igreja um dia por semana, de tarde? Então, comecei a disponibilizar-me para o fazer.

Isto ocasionou uma grande luta, pois no dia da reunião, aparecia tudo para me atrapalhar. Mas lembro-me de ter pensado: “meu Deus, se é para vir à igreja, então isto vai ser a minha prioridade neste dia! E fico com os outros dias para as minhas coisas”. Foi difícil; mas com o passar do tempo começou a tornar-se mais fácil.

Aqui eu já buscava um pouquinho mais – ainda não muito profundo, mas sentia já uma ligação diferente.

Apesar disso, com a minha filha, ainda não tinha reconquistado o hábito de fazer a oração na hora das refeições. Apenas lhe lia as lições e fazia uma simples oração a cada dia. Mas tudo foi crescendo progressivamente.

TF - Então, sentiu mudanças nessa relação pessoal com Deus?

Rafaela - Eu não percebia uma coisa e pedia a Deus que me desse luz: eu não percebia porque é que Jesus tinha perdoado os homens que o tinham matado. Fazia-me confusão as Suas palavras “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Eu dizia mais: “quero ser como Tu, mas eu não entendo isto”.

Entretanto, soube que havia pessoas, na igreja, que estavam orando por mim, em especial duas pessoas. E assim se foram passando alguns anos…

TF - E mais tarde, começou a desenhar-se a grande reviravolta na sua vida.

Rafaela - Isso foi quando nasceu o meu filho. Eu fiquei grávida dele num momento terrível da minha vida. Estava no auge da minha vaidade. Sentia-me espetacular! Tinha dinheiro, fazia grandes viagens, tudo parecia correr muito bem. Até que a vida do sócio do meu marido começou a degenerar e tudo se alterou…

Esse sócio estava a atravessar dificuldades no seu casamento. Simultaneamente, eles decidiram abrir uma dependência da empresa no estrangeiro e assinamos juntos as formalidades bancárias para a concessão de um exorbitante empréstimo. Esse sócio ficou a tratar dessa dependência e o meu marido nunca lá chegou a estar. Sob o pretexto do negócio, o meu marido foi-lhe enviando sucessivamente grandes somas de dinheiro.

Muito mais tarde é que soubemos que o tal sócio fazia uma vida luxuosa, incluindo casas em outros países. Ao divorciar-se, casou de novo e manteve o mesmo estilo de vida.

Mas, um parceiro da empresa percebeu que havia algo de muito errado. Ao investigarem, descobriu-se um desfalque enormíssimo. O sócio do meu marido colocou-se em fuga, e todas as dívidas caíram sobre nós. E quando tomávamos conhecimento de uma, aparecia logo outra de seguida. Todos os bens que tínhamos ficaram hipotecados à banca. Num momento, houve como que um desmoronamento.

Como disse, tudo isso sucedeu após eu ter ficado novamente grávida. De uma vida estável, sempre em crescimento, ficamos numa situação em que o dinheiro que havia era só para pagar dívidas. E o fato de haver um bebé em perspetiva tornava-me apreensiva.

Curiosamente, neste período recebemos uma grande bênção: o meu marido tomou a decisão de deixar de fumar, o que se mantém até ao dia de hoje.

TF - E passado alguns meses, o bebé nasceu…

Rafaela - Sim. Ele era um bebé muito dependente e que chorava imenso. Ele fazia sons muito estranhos, como um animal assustador a rosnar ameaçadoramente. Fazia-o constantemente, e a dormir era terrível. Não me deixava fazer nada e tinha de estar com ele no colo para ter algum sossego. Dormia muito pouco e acordava muitas vezes.

Quando ele tinha três meses, houve uma ocasião em que eu fiquei sozinha em casa com ele, à noite, sendo que o meu marido estava de viagem e a minha filha em casa da minha mãe. E aconteceu algo que nunca me tinha acontecido: eu ouvi passos no andar de cima e objetos a caírem ao chão.

Fiquei aterrorizada! Sozinha em casa com um bebé e a ouvir aquilo! O bebé estava tranquilo a dormir e eu a pensar que a casa estava a ser assaltada.

Peguei no telefone e liguei para casa dos meus pais. O meu pai veio a correr em meu auxílio, tendo procurado a casa toda por dentro e por fora – não encontrou coisa alguma, não havia vestígios da presença de alguém. Até mesmo no andar de cima, estava tudo no sítio, não havia nada deitado ao chão nem quebrado.

TF - Por certo que isso foi motivo de grande perturbação…

Rafaela - Claro! Fiquei muito perturbada com tudo isto.

TF - E como foi crescendo o bebé?

Rafaela - Quando o meu filho tinha um ano, vi que ele parecia piorar. Quando de noite chorava e eu ia pegar nele, ele voltava-se para me bater com as mãos e os braços. Por vezes parecia rugir como um leão. Era tudo muito estranho.

Depois, conhecemos um irmão da igreja que nos começou a manifestar a sua preocupação acerca de algumas coisas menos boas que ele via na igreja. Nesta fase eu já estava bem mais envolvida, queria saber sempre mais, no que era acompanhada pela minha mãe que também tinha, entretanto, despertado.

Esse irmão emprestou-nos um livro intitulado “Ele Veio Para Libertar os Cativos” (de Rebecca Brown). Este livro explica e demonstra as estratégias de Satanás para controlar pessoas e famílias. Ao lê-lo, apercebi-me do que Satanás faz de mal na nossa vida.

TF - E esse livro foi importante para o que sucederia de seguida...

Rafaela - Sim. Certo dia, creio que um Sábado à noite, as crianças estavam a dormir e eu decidi pegar nesse livro para ler. O meu marido ficou a ver televisão e eu subi ao andar de cima para ler o livro no computador.

À meia-noite, o meu marido foi deitar-se e o meu filho começou com os seus já típicos e assustadores barulhos. Eu fui vê-lo, ele silenciou e ficou calmo.

Aqui, achei muito estranha uma atitude do meu marido: ele fechou a porta do quarto, algo que nunca antes tinha feito, mesmo que as crianças estivessem a chorar. Mas voltei para o livro e continuei fascinada com o conteúdo.

Eu estava no silêncio e quase total escuridão da noite a ler o livro, quando, pelas duas horas da manhã, ouço passos de sapato de homem no corredor, dirigindo-se para o quarto do meu filho. Quando os passos invisíveis pararam, como que em frente ao quarto do menino, ouvi o meu filho dizer “olá!”. Ele já falava umas pequenas palavras; mas eu não estava a ver ninguém, e ele disse “olá”!!

Eu corri disparada para ver o que se estava a passar e o menino estava em transe. Estava acordado e não chorava. Todo o corpo estava rígido e os olhos muito abertos, em jeito desafiador. Eu olhava para ele e percebia que… não era ele! Então, eu percebi o que realmente estava a acontecer com ele…

O meu marido não se apercebeu de nada. A minha primeira reação foi ir para o telefone e liguei à minha mãe. Contei-lhe o que se estava a passar e disse-lhe que tínhamos de orar.

Passei a noite toda em oração, pedindo perdão a Deus pelos meus pecados. Pedi-Lhe também que libertasse o meu filho, que passou a noite toda acordado, com gestos horríveis, principalmente quando eu mencionava o nome de Jesus! Estava completamente possuído! Foi terrível!

Ali, arrependi-me da minha vida, de todos os meus pecados. Pedia perdão de tudo o que me vinha à mente, pois comecei a ter noção do quão errada eu estava. Eu não sabia que tinha Satanás na minha casa!

Tudo o que estava errado, surgiu-me à mente nessa noite. Aí, eu já dizia “perdoa-me, porque eu não sabia o que estava a fazer! Eu estava cega!”. Foi uma noite de grande luta, sempre a pedir em nome de Jesus que libertasse o meu filho e que me libertasse a mim.

TF - O que aconteceu após essa noite?

Rafaela - Na manhã seguinte eu estava completamente transtornada e o meu marido, que não se tinha apercebido de coisa alguma, perguntou o que se passava. Mas eu estava ainda tão intensa que não lhe consegui contar nada.

Após ele sair para o trabalho, fiz uma limpeza radical em minha casa. Pedi a Deus que me mostrasse o que estava errado e desde a coleção inteira da Walt Disney das crianças, os DVD de filmes que o meu marido tinha, a PlayStation a Wii e os jogos, adereços decorativos que tinha em casa, a coleção de vinhos caríssimos que tinha, etc.. Eu nem sabia bem como fazer aquilo, mas comecei a colocar coisas no lixo porque, definitivamente, não queria nada daquilo dentro de casa.

Lembro-me particularmente uma peça decorativa que era uma imagem do sol, tal e qual aquela que segue o Papa e lhe serve de fundo. Apercebi-me que, sem o saber, tinha a casa cheia de símbolos satânicos.

TF - E o pequeno menino, como estava depois dessa noite?

Rafaela - Ele estava calmo. Para eu conseguir fazer aquela limpeza toda de um momento para o outro, ele só poderia mesmo estar tranquilo. Depois, nesse mesmo dia, estive com duas pessoas que oraram conosco.

TF - A partir daí, houve mais mudanças?

Rafaela - Percebi que o meu vestuário era indecente para alguém que se dizia cristã. E ao pensar no mandamento que proíbe tomar o nome do Senhor em vão, vi que eu o estava a transgredir: dizia que era cristã, mas o meu comportamento negava-o. E foi nessa noite que Deus me abriu os olhos para tudo isso.

Nos dias seguintes, a minha mãe vinha ter comigo à noite e dormia em nossa casa. Reparei que o meu filho ainda fazia alguns dos barulhos de antes, mas nós orávamos e ele melhorou bastante. Tornou-se uma criança mais calma – já não esbracejava como anteriormente.

TF - E então, aconteceu novamente algo extraordinário.

Rafaela - Exato. Numa das noites em que estávamos em oração, a minha filha estava presente. A meio da oração, eu comecei a desfalecer fisicamente, tremia e estava pálida. Então, ela olhou para mim e disse que viu algo a sair de mim, como uma sombra. Continuamos a orar intensamente e nunca mais tive esse tipo de comportamento – já lá vão dois anos.

TF - Em relação a “coisas estranhas” ficou tudo resolvido a partir daí?

Rafaela - Quase tudo. A minha filha começou a ter medo de ir até ao andar de cima da casa, porque disse ter visto alguma coisa, não soube explicar bem o quê, a sair de um quarto. Foi mais um tempo de luta, mas com muita oração ela hoje até já dorme nesse quarto e às escuras, sem qualquer problema! Foi mais uma grande vitória!

Mas uma outra coisa mudou totalmente: começamos a ser vegetarianos estritos. Nunca mais entrou em nossa casa carne, peixe ou qualquer derivado de animal. E isto foi de um dia para o outro.

Como já referi, também mudei grandemente a minha maneira de vestir e de me comportar. E esta foi uma grande luta comigo própria, em frente ao espelho. Eu exibia-me um pouco como esposa do meu marido. Tinha de usar sempre o que fosse o último grito da moda. Usava perfumes, e alguns bem caros que o meu marido me comprava – também isso foi deixado de lado.

Disso, passei para uma simplicidade totalmente diferente do que era antes. Eu pedia a Deus que Ele não deixasse o meu marido estranhar demasiado, como poderia acontecer. Mas eu sentia que Deus me queria tal e qual Ele me tinha criado – Ele não me queria artificialmente adornada.

TF - Teve oportunidade de testemunhar essas mudanças com alguém?

Rafaela - Eu tentei. Mas a recetividade a algumas reformas que eu estava a fazer foi muito negativa, mesmo entre os irmãos Adventistas, ainda que eu usasse a Bíblia e os textos de Ellen White para me explicar.

TF - Sentiu que o inimigo estava a perder a guerra consigo?

Rafaela - Oh, mas ele não desiste! Por exemplo, mais tarde soube que a minha filha, por iniciativa de um professor, esteve envolvida numa sessão de telepatia, na escola. Outro professor, de Religião e Moral, apresentava nas aulas filmes de terror. Numa festa da escola, as crianças estavam vestidas à mulheres de cabaret.

Mas para todas as mudanças, eu colocava-me de joelhos e as vitórias iam sendo de Jesus, não minhas.

Também comecei a estudar muito mais e a colocar em prática. Para com os meus filhos, foram fundamentais os livros de Ellen White “Orientação da Criança” e “Mensagens aos Jovens”.

TF - Os livros do Espírito de Profecia têm sido importantes neste processo?

Rafaela - Muito, muito importantes! Tenho lido “O Grande Conflito”, “Eventos Finais”, “Serviço Cristão”, “Vida e Ensinos” e outros. Também gostei imenso de “Preparação Para a Crise Final” de Fernando Chadj. É engraçado que eu não gostava de ler; mas, até isso Deus fez mudar em mim.

Para isso, e para arranjar tempo para tudo, começamos a ter outros hábitos: as nossas meditações matinais, sempre com as nossas orações e cânticos em conjunto, sendo que por vezes ao pôr-do-sol de sexta-feira o meu marido está conosco.

TF - Existe algo de especial que a Rafaela gostaria de fazer, em resultado desta experiência com Deus?

Rafaela - Sim, eu gostaria de chegar junto da igreja e dizer aos irmãos: “acordem, acordem! Satanás está a invadir as nossas vidas e não estamos a fazer nada; nós estamos apenas a permitir”.

Mas percebo que eu mesma também tenho um percurso para continuar a fazer. Certa vez estava a debater-me com a minha filha acerca de roupas que ela não deveria usar e apercebi-me que eu deveria mudar-me primeiro mais profundamente para passar isso para ela. E isso era também, e principalmente, uma mudança de caráter, mais do que de exterior.

TF - A “nova vida” com Jesus tem corrido bem? Como tem sido a experiência de uma nova relação com Deus?

Rafaela - Embora ainda sofra algumas consequências da minha vida anterior, pela graça do Senhor, eu penso que tem corrido bem. Ainda não é tudo como eu gostaria, mas caminhamos para lá. Quando vejo coisas que ainda estão erradas, ponho nas mãos de Deus, até porque muitas vezes não sei como fazer.

Sinto-me muito mais próxima de Deus. Cada vez que vem outra dificuldade, é sempre aos pés de Jesus que eu a ultrapasso. É Ele quem me dá forças – quando penso nas coisas que me sucedem, de outro modo não conseguiria! Até dou graças a Deus por tudo, porque isso me fez ver as estratégias de Satanás e o poder de Deus.

Agora, vejo que Deus conduz-me a cada dia. Em todos os pormenores, Ele sabe quando e de quê eu tenho necessidade. Tudo o que tenha a ver com Deus me dá prazer, e quero fazer tudo o que seja para lhe agradar. Outra bênção é que já sou capaz de perdoar àqueles que nos fizeram mal.

Dou muitas graças a Deus porque Ele teve paciência para esperar por mim. Espero ser sempre firme até um dia estar com Ele.

Creio também que entendemos erradamente que há demasiado trabalho para as nossas mãos fazerem – Deus é que quer fazer a maior parte.

TF - Disse há pouco que as crianças estão habituadas a participarem do Culto familiar.

Rafaela - Sim. Cada um tem a sua meditação. Cantamos sempre um ou dois hinos, até para conhecermos as músicas do hinário. Lemos as meditações de cada um, estamos neste momento a ler também “O Desejado de Todas as Nações” e oramos sempre juntos. À noite repetimos e usamos uns estudos bíblicos para crianças.

Também gostamos de ver juntos DVD de pregações e temas da igreja. Até é uma boa maneira do meu filho estar sossegado e aprender a estar assim também na igreja.


Pessoalmente, a cada dia, oro muito pelo meu marido e pelos meus filhos. E peço a Deus que me faça enraizada Nele, senão não consigo ser uma luz.


TF - Que mensagem gostaria de deixar a uma mãe que passa por lutas na sua família?


Rafaela - Oh! Orem muito ao Senhor! Busquem o Espírito de Profecia de coração aberto, pois há muitas mensagens importantes. Foram e são grandes influências para mim.


Com tudo isto, perdi a minha riqueza, a minha vaidade e o meu orgulho; mas ganhei muito mais: Jesus na minha vida!


(Fim)

A Rafaela é um testemunho vivo de como Deus quer e pode mudar uma vida. Ela segue cada dia lutando para se tornar mais parecida com Jesus e transmitir isso ao seu marido e aos seus filhos. Pela graça de Deus, sente que Ele a tem abençoado imenso nesse esforço. Todos os dias ora para que a sua família se entregue a Jesus.
Eduardo
Eduardo

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Inscrição : 08/05/2010

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