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As Profecias Bíblicas

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14022010

Mensagem 

As Profecias Bíblicas








Entendendo as Profecias das Escrituras
Olá, amigos e irmãos

Oferecemos neste tópico, que estará trancado, uma série de estudos sobre as profecias bíblicas, bem ilustrados, começando de um estudo que é considerado verdadeiro bê-a-bá para entender as mensagens proféticas das Escrituras: o sonho da estátua de Nabucodonosor como interpretado pelo profeta Daniel (cap. 2 de seu livro).

Convidamos todos a acompanhar atentamente os vários estudos que aqui postaremos, buscando na Bíblia, como indicado nos respectivos textos, as devidas respostas e comparando com os comentários esclarecedores que constarão dos estudos. São adaptados da série “A Bíblia Fala”.





Deus Revela o Futuro
Certa noite um ministro viajava para a localidade distante, onde devia dar uma entrevista. A noite estava escura e chuvosa. Ao viajar pela estrada lamacenta e sinuosa, súbito se apagaram as luzes dos faróis de seu carro.

Bem podeis imaginar a preocupação e o temor que o possuíram, ao ver-se diante da tarefa, quase impossível, de guiar o carro a um lugar seguro, sem precipitar-se no abismo que ele sabia achar-se a sua direita, ou ir de encontro à lomba do outro lado.

Só quando se apagaram as luzes foi que ele reconheceu o seu valor, e quanto ele dependia delas, para ver os perigos à frente e fazer as curvas perigosas. Com o auxílio do Senhor, conseguiu parar o carro em lugar seguro. Nunca mais considerou aqueles faróis como coisa banal. Aprendera a dar-lhe o merecido valor.

Ao percorrer o homem a estrada da vida, nesta noite escura que o mundo atravessa, precisa ele de uma luz brilhante que o guie. De todos os lados se ouvem as vozes da humanidade confusa, a perguntar: “Como posso saber o que devera fazer e o que crer? Existirá algum modo de vir a saber o que o futuro me reserva, a mim e aos meus?”

Quão gratos nos devemos sentir por não nos haver Deus deixado a vaguear nas trevas! Possui Ele uma luz maravilhosa, para guiar-nos através da noite tenebrosa, até o Seu reino de luz e vida eternas. Vejamos agora a maneira em que Ele tem usado essa luz a fim de nos revelar onde estamos e para onde vamos.





A Bíblia Fala


1. Que deu Deus ao homem, para guiá-lo nesta época? Ver II Pedro 1:19.

2. Por meio de que agentes comunica Deus Seus segredos à humanidade? Ver Amós 3:7.

Obs.: Leia todo o capítulo de Daniel 2. Notará neste capítulo que Deus Se comunicou com o rei Nabucodonosor, que era o soberano do poderoso Império Babilônio. Por meio de um sonho, Deus esboçou o futuro a esse antigo rei. Daniel 2:29 . Note como Deus usou a Daniel.

3. Por que seria esse sonho de interesse especial aos que vivessem nestes últimos tempos? Ver Daniel 2:28.

4. Quem, disse Daniel ao rei, lhe revelara o sonho? Ver Daniel 2:27 e 28.

5. Que vira o rei em seu sonho? Ver Daniel 2:31-35.

Obs.: Deus, na interpretação deste sonho, esboça a história terrestre desde os dias de Nabucodonosor até o fim do mundo. Mediante os diferentes metais da estátua, revela Ele que haveria quatro impérios mundiais, sucessivamente. A História revela que eles foram: Babilônia (a cabeça de ouro), Média-Pérsia (peito e braços de prata), Grécia (coxas de bronze), e Roma (pernas de ferro). Por essa imagem mostra Ele que o quarto império mundial seria dividido, conforme foi representado pelos pés de ferro e barro.

6. Que representava a cabeça de ouro da imagem? Ver Daniel 2:37 e 38.

Obs.: Babilônia, com sua magnífica ostentação de riqueza, era uma das maravilhas do mundo antigo. Seus formosos edifícios eram entremeados de luxuriantes jardins. Era na verdade a capital do antigo reino de ouro.


7. Como seria o segundo reino, Média-Pérsia, em comparação com Babilônia? Ver Daniel 2:39.

Obs.: Deus disse a Belsazar que os sucessores dos babilônios seriam os medos e persas: Daniel 5:25-31.

8. Que metal representava o terceiro reino, ou seja a Grécia? Ver Daniel 2:39.

Obs.: “As batalhas de Grífico, em 334 antes de Cristo; Isso, no ano seguinte; e Arbela em 331 antes de Cristo, selaram a sorte do Império Persa, estabelecendo o vasto domínio dos gregos”. -- The Divine Program of the World's History, de H. Grattan Guinness, pág. 308.



9. O quarto império mundial, Roma, é representado pelas pernas de que metal? Ver Daniel 2:40.

Obs.: “. . . e as imagens de ouro, ou prata, ou bronze, que podiam servir para representar as nações e seus reis, foram sucessivamente quebradas pela férrea monarquia de Roma”. -- Decline and Fall of the Roman Empire, cap. 38, par. 1, de Gibbon.

10. Visto como os pés, em parte de ferro e em parte de barro, representavam uma divisão, que devia acontecer ao férreo império romano? Ver Daniel 2:41.

Obs.: Entre os anos 351 e 476 depois de Cristo, uma serie de invasões de tribos bárbaras vindas do norte da Europa varreram o Império Romano e o levaram ao fim. Essas tribos compreendiam: Saxões (ingleses), francos (franceses), germanos (alemães), burgundos (suíços), lombardos (italianos), visigodos (espanhóis), suevos (portugueses), vândalos, ostrogodos e hérulos.

11. Que declaração mostra que os impérios do Velho Mundo nunca mais se haveriam de unir para formar um grande império? Ver Daniel 2:43.

12. Quem levantará um império universal nos dias dos reis representados pelos pés de ferro e barro? Ver Daniel 2:44 e 45.

13. Quando estabelecerá Cristo esse reino? Ver Mateus 25:31-34.

Em todas as épocas tem o homem esperado uma terra melhor, onde não mais existissem as misérias e pertubações deste mundo. Quer lhe tenha dado o nome de Utopia, Céu, Paraiso, ou outro qualquer, o homem tem anelado um lugar e tempo em que toda doença, tristeza e morte estivessem passado.

No plano de Deus para este mundo, existe justamente esse Céu, para os fiéis. Diz a Bíblia que Abraão, o pai dos fiéis, aguardava essa espécie de pátria. Em Hebreus 11:16 , falando dos santos de outrora, diz a Bíblia: “Mas agora aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não Se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade”.

Em outra lição estudaremos acerca dessa cidade. Basta dizer agora que ela satisfará aos anelos de todo coração e resolverá os problemas de todo cristão sincero.

Quando Cristo expirava na cruz do Calvário, um só ponto brilhante Lhe iluminou a hora da agonia: foi quando um ladrão moribundo se volveu a Ele, em busca de salvação. Das profundezas de seu coração contrito o ladrão exclamou: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no Teu reino”. E recebeu a promessa de que estaria com Cristo em Seu reino. Não deseja fazer o mesmo pedido ao vosso Salvador?

Nota: Este estudo é extraído, com pequenas adaptações, do site CVVNET (www.cvvnet.org).
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As Profecias Bíblicas :: Comentários

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 9:50 am por Carlstadt


Quatro Grandes Impérios Profetizados



(Estudo da Profecia de Daniel Capítulo 7)
* Quando teve Daniel a sua segunda visão?

Ver vs. 1.

Obs.: Todos os versos indicados separadamente referem-se ao capítulo 7 de Daniel, que estamos examinando neste estudo.

* Que efeito teve esse sonho sobre Daniel?

Ver vs. 15.

Obs.: Note-se que o efeito do sonho sobre Daniel foi semelhante ao efeito que o sonho de Nabucodonosor teve sobre o rei babilônico. Deixou-o perturbado (ver Dan. 2:1).

* Que pergunta dirigiu Daniel a um dos seres celestiais postado ao seu lado durante o seu sonho?

Ver vs. 16

* O que o profeta viu nessa visão?

Ver vs. 2.

* Qual foi o resultado da agitação dos ventos sobre o grande mar, vistos no sonho?

Ver vs. 3.


O SENTIDO DOS SÍMBOLOS DOS QUATRO ANIMAIS DO SONHO
* O que representavam esses quatro animais?

Ver vs. 17.

Obs.: A palavra reis aqui, como em Daniel 2:44, denota reinos, como explicado nos vs. 23 e 24 do capítulo 7. As duas palavras são usadas intercambiavelmente nesta profecia.

* Em linguagem simbólica qual é o sentido de “ventos”?

Lutas, guerras, comoção (ver Jeremias 25:31-33; 49:36, 37).

Obs.: Que ventos indicam luta e guerra é evidente da própria visão. Como resultado dessa agitação dos ventos, reinos se levantam e caem.

* O que, em profecia, é representado por águas?

Ver Apocalipse 17:15

Obs.: No segundo capítulo de Daniel, sob a figura de uma estátua de homem, é oferecido o simples esboço político do erguimento e queda de reinos terrestres, os quais precedem o estabelecimento do eterno reino de Deus. Neste sétimo capítulo governos humanos são retratados como vistos segundo a perspectiva dos céus--sob o símbolo de bestas selvagens e ferozes--o último, em particular, opressor e perseguidor dos santos do Altíssimo. Daí a mudança nos símbolos empregados para representar esses reinos.

* Como era a primeira besta?
Ver vs. 4.

Obs.: O leão, a primeira dessas quatro bestas, à semelhança da cabeça de ouro da estátua do sonho de Nabucodonosor [visto em nosso primeiro estudo] representa a monarquia babilônica; o leão, o rei dos animais, que se destaca à frente do reino animal tal como o ouro é o rei dos metais. As asas de águia denotam sem dúvida a rapidez com que Babilônia ergueu-se ao auge do seu poder sob Nabucodonosor, que reinou de 605 AC a 562 AC (605 foi o seu ano de ascensão, e o ano seguinte pode ser contado como o seu primeiro ano oficial).

* Qual foi o símbolo empregado para o segundo reino?

Ver Daniel 7:5

Obs.: “Este era o império medo-persa, representado aqui sob o símbolo do urso. . . . Os medos e persas são comparados com um urso em vista de sua crueldade e sede por sangue, já que o urso é um dos animais mais vorazes e cruéis”.--Adam Clarke, Commentary, sobre Daniel 7:5.

O primeiro ano deste reino dos medos e persas é reconhecido como 538 A.C.

* Por qual símbolo foi representado o terceiro império universal?

Ver vs. 6.

Obs.: “Se as asas de uma águia nas costas de um leão denotam rapidez de movimento no Império Babilônico (ver Habacuque 1:6-8), quatro asas num leopardo deve indicar movimento de excepcional velocidade no Império Grego. Um estudo das campanhas de Alexandre, comprova ser isso historicamente correto:

“Na primavera de 334 AC Alexandre avançou sobre a Ásia Menor à frente de um exército de trinta e cinco mil macedônios e gregos. . . . Quatro anos mais tarde ele havia derrubado o Império Persa, fundado por Ciro, o Grande, e se colocado como o soberano sobre o mesmo por direito de conquista. Mais quatro anos foram requeridos para subjugar as tribos rebeldes do planalto iraniano e os povos mais civilizados do vale do Indus. Nesse curto espaço de oito anos, Alexandre havia anexado uma área de pouco menos de dois milhões de milhas quadradas, contendo uma população de mais de vinte milhões de pessoas. A impressionante rapidez de suas conquistas, um feito ainda mais notável dado o pequeno contingente a sua disposição, deveu-se em grande medida à boa organização do exército macedônio, à excelência dos generais de Alexandre, treinados na escola de seu pai, Filipe, e a suas próprias qualidades superlativas como general e comandante de homens”. -- A. E. R. Boak, Albert Hyma e Preston Slosson, The Growth of European Civilization (1938), Vol. 1, pp. 59, 60.

“A besta tinha também quatro cabeças”. O Império Grego manteve sua unidade, mas por curto período após a morte de Alexandre, que ocorreu em 323 AC. Dentro de vinte anos após o encerramento de sua brilhante carreira, ou pelo ano 301 AC, o império estava dividido entre os seus principais generais.

* Como está representado o quarto reino?

Ver vs. 7.

* O que é declarado a respeito da quarta besta?

Ver vs. 23.

Obs.: “Este é admitido por todos como sendo o Império Romano. Foi terrível e espantoso, e muito forte: . . . e tornou-se, com efeito, o que os escritores romanos se deleitam em chamá-lo, o império do mundo inteiro”. -- Adam Clarke, Commentary, sobre Daniel 7:7.

Pode-se considerar que o poder mundial passou dos gregos para os romanos na batalha de Pidna, em 168 AC.

“Finalmente, em 168, os romanos . . . obtiveram uma completa vitória sobre Perseu [da Macedônia] na batalha de Pidna. O reino macedônio estava no fim. . . . Tendo dominado a Macedônia os gregos volveram atenção a outros estados gregos com a intenção de recompensar seus amigos e punir seus inimigos. . . . Daí em diante tornou-se claro que Roma era o real soberano no Mediterrâneo oriental e que seus aliados e amigos somente desfrutavam autonomia local, enquanto se esperava que fossem obedientes às ordens de Roma”.--A. E. R. Boak, A History of Rome to 565 AD (ed. de 1938), pág. 109.

* O que era representado pelos dez chifres?

Ver vs. 24.

Obs.: O Império Romano foi dividido em dez reinos no século precedente a 476 AD. Dadas as incertezas do período, os escritos religiosos têm diferido quanto à enumeração dos reinos exatos segundo a profecia, mas um autor sobre profecias bíblicas declara:

“Os dez chifres podem não ser estritamente permanentes, mas admitir mudança parcial. Alguns podem, talvez, cair ou fundir-se, e então ser substituído por outros. O caráter décuplo pode ser assim dominante sobre o total, e aparecer distitamente no princípio e encerramento de sua história, conquanto não estritamente mantido em todo momento”. -- T. R. Birks, The Four Prophetic Empires, and the Kingdom of Messias: Being an Exposition of the First Two Visions of Daniel (ed. 1845), pág. 143.

* Que Mudança Daniel Viu Ter Lugar Nesses Quatro Chifres?

Ver vs. 8.

Obs.: O “chifre pequeno” mencionado em Daniel 7:8 simboliza Roma papal. Os três chifres que foram arrancados simbolizam três nações bárbaras que foram derrotadas e eliminadas completamente. Essas três nações ou reinos estavam entre as principais barreiras para o erguimento de Roma papal ao poder político. Eram os hérulos, os vândalos e os ostrogodos; todos apoiadores do arianismo, que representava o mais formidável rival do catolicismo.

* Que indagação da parte de Daniel demonstra que a quarta besta, e especialmente a sua fase do chifre pequeno, constituem os aspectos principais dessa visão?

Ver vs. 19 e 20.

Obs.: As primeiras três bestas de Daniel 7 se comparam em alguns respeitos a outros animais conhecidos, mas não parecia haver paralelo no mundo da natureza que se pudesse usar para representar o aspecto terrível e espantoso dessa quarta besta. Não resta dúvida de que essa besta representa o mesmo poder retratado pelas pernas de ferro da grande imagem de Daniel 2. Daniel estava particularmente interessado nessa besta porque era tão diferente em sua forma e comportamento. Suas palavras “tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal” destacam o grande poder perseguidor da história por ele representado.

* Quando se deveria erguer o chifre pequeno?

Ver vs. 24.

Obs.: Os dez chifres, como já mostrado, levantaram-se quando Roma, o quarto reino, foi dividido em dez reinos. Essa divisão foi completada em 476 AD. O poder do pequeno chifre, que devia erguer-se após eles e perante o qual três dos outros reis--os hérulos, os vândalos e os ostrogodos--caíram, foi o papado.

“Das ruínas de Roma política--ergueu-se o grande Império moral na 'forma gigantesca' da Igreja Romana”.--A. C. Flick, The Rise of the Mediaeval Church, p. 150.

“Sob o Império Romano os papas não contavam com poder temporal. Mas quando o Império Romano desintegrou-se e em seu lugar surgiram um número de reinos rudes e bárbaros, a Igreja Católica Romana não só se tornou independente dos estado em questões religiosas, mas dominou também os aspectos seculares”. -- Carl Conrad Eckhardt, The Papacy and World-Affairs, pág. 1.

Com o lugar e tempo do reino do chifre pequeno identificados, seu caráter e obra serão considerados num futuro estudo.

[Estudo baseado no livro Bible Readings For the Home (Washington, D.C., Review and Herald), págs. 198 a 203].

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 9:50 am por Carlstadt

O Reino de Deus e o Reino do Anticristo
O que é dito sobre o pequeno chifre em comparação com os dez chifres do quarto animal de Daniel 7?

Ver Daniel 7:24.

Já vimos no último estudo como os dez chifres ergueram-se quando o quarto animal foi dividido em dez reinos. Essa divisão completou-se por 476 AD.

O império que se ergueu a partir das ruínas do poderoso Império Romano, representado por um pequeno chifre, era de natureza diferente de todas as formas anteriores de pode. Tratava-se de um poder de caráter político-religioso que se caracterizou por despotismo e reivindicações de poder universal, pretendendo ter jurisdição sobre tanto questões espirituais quanto temporais--o papado.

“Das ruínas de Roma política, ergueu-se o grande império moral na ‘forma gigante’ da Igreja Romana”.--A. C. Flick, The Rise of the Mediaeval Church (New York: G. P. Putnam & Sons, 1909), pág. 150.

“Sob o Império Romano os papas não contavam com poderes temporais. Mas quando o Império Romano se desintegrou e o seu lugar foi tomado por um número de reinos rudes e bárbaros, a Igreja Católica Romana não só se tornou dos Estados em questões religiosas, mas dominou também os assuntos seculares”.--Carl Conrad Eckhardt, The Papacy and World-Affairs (Chicago: University of Chicago Press, 1937), p. 1.

Que atitude desafiadora tomou o papado, representado pelo chifre pequeno, diante de Deus?

Ver Daniel 7:25.

Como Paulo profetizou a decadência espiritual da Igreja já nos seus dias?

Ver Atos 20:29, 30.

Como o apóstolo João confirma em Apocalipse, ao referir-se às sete igrejas da Ásia, que já essa decadência era sensível no seu tempo?

Ver Apo. 2: 4-6, 9, 14, 20ss; 3:1-3. . .

Como Paulo, falando do homem do pecado, descreve esse mesmo poder?

Ver 2a. Tess. 2:4.

Obs..: As citações seguintes expressam a visão oficial católica sobre o papel do papa:

“Cristo confiou Seu ofício ao pontífice chefe; . . . mas todo poder no céu e na Terra foi dado a Cristo; . . . portanto o pontífice chefe, que é o Seu Vigário, terá esse poder”. -- Corpus Juris Canonici (ed. 1555, 56), Vol. 3, Extravagantes Communes, Liv. 1, cap. 1, col. 29.

“Portanto, o papa é coroado com uma coroa tríplice, como rei dos céus e da Terra e das regiões inferiores (infernorum)” -- Lucius Ferraris, Prompta Bibliotheca, Papa, art. 2 (ed. 1772-77, vol. 6, p. 26).

“Eles [os papas] assumiram infalibilidade, que pertence somente a Deus. Professam perdoar pecados, que pertence somente a Deus. Professam abrir e fechar os céus, o que pertence somente a Deus. Professam serem mais elevados do que todos os reis da Terra, o que pertence somente a Deus. E vão além de Deus ao pretenderem liberar nações inteiras de seu juramento de aliança para com seus reis, quando tais reis não lhes agradam. E de fato vão contra Deus, quando concedem indulgências pelo pecado. Esta é a pior de todas as blasfêmia”. Adam Clarke [comentarista bíblico protestante], Commentary (sobre Dan. 7:25)

Como o pequeno chifre trataria o povo de Deus?

Ver Dan. 7:25, 1a. parte.

O número de vítimas da Inquisição na Espanha é apresentado em History of the Inquisition in Spain, por Llorente, ex-secretário da Inquisição (ed. De 1827), pág. 583. Essa autoridade reconhece que mais de 300.000 sofreram perseguição na Espanha somente, dos quais 31.912 morrem nas chamas. Milhões mais foram mortos devido a sua fé por toda a Europa.

“Que a Igreja de Roma derramou mais sangue inocente do que qualquer outra instituição que já existiu entre os homens não será questionado por nenhum Protestante que tem um conhecimento competente da história. Os memoriais, de fato, de muitas dessas perseguições são tão escassos que é impossível compor uma noção completa da multidão de suas vítimas, e é bastante certo que nenhum poder da imaginação pode adequadamente apreender os seus sofrimento”.--W. E. H. Lecky, History of the Rise and Influence of the Spirit of Rationalism in Europe (ed. 1910), Vol. 2, p. 32.

O que diz a profecia que o pequeno chifre faria?

Ver Dan. 7:25, 2a. parte.

Obs.: Sobre a suposta autoridade do papa, um autor católico escreveu:

“O papa é de tão grande autoridade e poder que pode modificar, explicar ou interpretara mesmo as leis divinas. . . . O papa pode modificar a lei divina, uma vez que o seu poder não procede do homem, mas de Deus, e ele age como vice-regente de Deus sobre a Terra”.--Lucius Ferraris, Prompta Bibliotheca, “Papa”, art. 2.

Para saber como foi alterada a lei divina, no que ela trata de “tempo”, basta comparar os 10 Mandamentos como constam das Escrituras e do Catecismo da Igreja Católica. O 4o. mandamento se transformou em 3o., dada a eliminação do segundo que condena o uso de imagens de escultura no culto a Deus. E esse 3o. mandamento determina a observância de um dia estranho ao que a Bíblia ensina--”guardar domingos e festa”, contrariando o claro texto da lei proferida solenemente por Deus a Seu povo sobre o Sinai, após o que, “nada acrescentou” (Deu. 5:22).

Eis o que outras autoridades católicas declaram a respeito:

“Foi a Igreja Católica que, pela autoridade de Jesus Cristo, transferiu este repouso para o domingo em lembrança da ressurreição de nosso Senhor. Assim, a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, malgrado seu, à autoridade da Igreja [Católica]”. -- Louis Gaston de Ségur, Plain Talk About the Protestantism of To-day [Conversa Franca Sobre o Protestantismo de Hoje] (Boston; Patrick Donahoe, 1868), p. 225.

P. Como provamos que a Igreja tem poder de ordenar as Festas e Dias Santos?
R. Pelo ato mesmo de mudar o sábado para o domingo, que é admitido pelos protestantes, e, portanto, contradizem-se por observarem tão estritamente o domingo, enquanto violam a maioria das outras festas ordenadas pela mesma igreja.
P. Como se prova isto?
R. Porque por observar o domingo eles reconhecem o poder da Igreja para ordenar festas e exigi-las sob pena de transgressão, e por não observar as demais, igualmente por ela ordenadas, negam de fato o mesmo poder. -- Manual of Christian Doctrine [Manual da Doutrina Cristã] , ou Catholic Belief and Practice [Crença e Prática Católicas] (Dublin: M. H. Gill & Son Ltd., 1916) pp. 67, 68.

Observamos o domingo em lugar do sábado porque a Igreja Católica, em virtude de sua autoridade, transferiu a solenidade do sábado para o domingo”. -- Peter Geiermann, The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine, pág. 50. Geiermann recebeu a “bênção apostólica” do Papa Pio X por seus trabalhos em 25 de janeiro de 1910.



Chaves para Identificar os Símbolos da Bíblia
Um Dia: Um Ano. Ventos: Guerras e revoltas. Águas: Povos, Multidões. Asas: Rapidez.
Animais (Bestas): Impérios. Cabeças e Chifres: Divisões de Impérios.


Até que tempo os santos, tempos e leis do Altíssimo seriam entregues nas mãos do pequeno chifre?

Obs.: A posição clássica e histórica dos Reformadores corresponde a identificar o papado com o Anticristo. Um estudo de John Wesley, portanto mesmo após o tempo dos Reformadores (que disponibilizamos a qualquer interessado), confirma tal posição. Wesley não tem dúvida em identificar a “besta que sobe do mar” de Apocalipse 13 com o papa.

Ver Daniel 7:25.

Em que outras profecias é mencionado esse mesmo período?

Ver Apocalipse 12:6, 14 e 13:5 (cf. 11:2).

Em profecia simbólica como é representada a extensão de tempo?

Resposta: Um ano de tempo literal é medido por um dia.

Obs..: Em profecias como de Daniel 2, 7 e 8 e na maior parte do livro de Apocalipse as pessoas, animais, objetos e ações descritas são simbólicos. Ou seja, são representações figurativas de pessoas, nações, coisas e eventos. Desse modo, é razoável supor que os períodos de tempo especificados nessas passagens proféticas são também simbólicos. Uma exemplo disso é o que ocorre em Números 14:33 e 34 e Ezequiel 4:6. No primeiro caso, cada dia de 40 representaria um ano, com 40 anos sendo tempo que levaria para Israel entrar em Canaã, e no segundo caso, o profeta devia realizar um ato simbólico por quarenta dias, cada dia representando um ano literal.

O fato adicional de que os períodos de tempo de Daniel 7 e 8--os 1.260 dias e os 2.300 dias--não correspondem significativamente a qualquer período histórico conhecido de extensões de tempo, especificados como “dia”, confirma a conclusão de que essas figuras dvem ser representantes de coisas simbólicas, e não de tempo literal. Também em Daniel 11:13 temos uma pista de que “tempo” são “ano”, pelo que podemos entender que “tempos, tempo e metade de um tempo” corresponderiam a três anos e meio, ou quarenta e dois meses. E como ambos esses períodos são ainda especificados na forma de dias--1.260 dias, considerando-se o calendário judaico de anos de 360 dias--conclui-se que temos aí um período profético a considerar de 1.260 anos que equivaleria ao tempo em que esse poder prevaleceria sobre os santos, os tempos e a lei de Deus.

Como localizar na história o tempo da máxima supremacia papal que cumpre os requisitos da profecia? Quando se considera que em 533 AD o Imperador Justiniano reconheceuu o papa como “cabeça de todas as santas igreja” (Código de Justiniano, liv. 1, tít. 1, sec. 4, em The Civil Law), mais a derrota dos ostrogodos no cerco de Roma, cinco anos mais tarde, em 538 AD., foi um golpe de morte sobre o poder dos arianos, poder que dominava a Itália e que desafiava o papado. A partir de então, o papa tornou-se o inconteste senhor do mundo ocidental. E a partir desse período de 533-538, estendem-se 1.260 anos até 1793-1798. Em 1793 “o mundo pela primeira vez ouvia de uma assembléia de homens . . . assumindo o direito de governar uma das mais finas nações européias, erguendo suas vozes unidas para negar a mais solene verdade que a alma do homem recebe, e renunciar unanimemente à crença e adoração de uma Divindade”. -- Sir Walter Scott, Life of Napoleon, Vol. 1, cap. 17. Em plena Revolução Francesa o poder papal sofreu severa oposição, tendo a sua autoridade desafiada ao ponto do general francês Berthier levar preso o papa em fevereiro de 1798 e morrendo no exílio em Valence, na França, no ano seguinte. Este ano assinalaria o fim do período de 1260 dias proféticos, ou anos, assinalado pela profecia.

Qual o destino final do pequeno chifre?

Ver Daniel 7:26.

A quem finalmente será concedido o domínio?

Ver Dan. 7:27.

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 9:51 am por Carlstadt

A PONTA PEQUENA
Gabriel interpreta os Símbolos


Ler: Daniel 8:1-25
Dr. Roy Allan Anderson


Não há necessidade de imaginar a interpretação desta visão, pois o anjo Gabriel a tornou clara:

Versículos Sempre de Daniel 8:

20. “Aquele carneiro que viste com dois chifres são os reis da Macedônia e da Pérsia”.

Sob Ciro, o Grande, a Pérsia tornou-se o poder mais forte no reino duplo, o “chifre mais alto” surgindo depois. O carneiro era símbolo da Pérsia nesse tempo; assim como o leão hoje representa a Grã-Bretanha. De fato, os reis persas eram coroados com uma cabeça de carneiro dourada, cravejadas de pedras preciosas. Ademais, suas moedas traziam a figura de um carneiro. Nesta profecia o carneiro avançou para o oeste, tomando Babilônia, Mesopotâmia e Síria; para o norte, tomando a Armênia e a área do Mar Cáspio; e para o sul envolvendo o Egito, a Terra Santa, a Líbia e a Etiópia.

21. “mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei;
22. o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha”.

O avanço do Império medo-persa foi esmagador. Então o profeta declarou:

5. “Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos”.

Gabriel assim interpretou esse símbolo:

5. “Estando eu observando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; este bode tinha um chifre notável entre os olhos”.

Esse rei, logicamente, foi Alexandre, o Grande, que em pouco mais de uma década conquistou o mundo antigo. O rei bode na profecia.”o bode peludo é o rei da Grécia;” Conquistando a Ásia Menor, Síria, Fenícia, Chipre, Egito, Babilônia, Pérsia, e as montanhas ao norte da Índia, ele levou suas tropas até o Rio Indo. Mas os soldados, distantes de casa por mais de sete anos, forçaram Alexandre a retornar. Ele viajou no retorno até Babilônia, onde tencionava estabeleceu seu quartel-general. Mas ao lamentar a perda de um amigo querido, é dito que foi dominado por uma repentina enfermidade ( “febre do pântano”), talvez malária, que se complicou por bebedice. Conquanto tendo apenas 33 anos de idade, ele morreu em poucos dias. Seu gênio de conquistador deixou um registro militar raramente igualado, ou ultrapassado. Quão veraz é a profecia!

O símbolo da Grécia era o bode. A tradição relata que Caremus, primeiro rei da Macedônia, seguiu um rebanho de bodes selváticos até Edessa, onde estabeleceu a sua capital, chamando-a Aege “cidade do bode”, da qual o símbolo nacional se inspirou. A profecia indicava uma dramática mudança

8. “O bode se engrandeceu sobremaneira; e na sua força quebrou-se lhe o grande chifre, e em seu lugar saíram quatro chifres notáveis, para os quatro ventos do céu.”.

Em seu lugar apareceram quatro chifres. É dito que quando Alexandre estava morrendo, Perdicas, seu amigo fiel, perguntou-lhe a quem deixaria o sei reino. Ele respondeu: “Ao mais forte”. Com sua morte, o império foi lançado num estado de lutas até ter-se despedaçado completamente. O exército foi desfeito e as cidades foram roubadas.

No final, quatro generais de Alexandre dividiram o império entre eles como feito notar antes. Lisímaco tomou o norte, incluindo a Capadócia, a Trácia, e no norte a Ásia Menor. Ptolomeu tomou o sul--Egito, Chipre e Palestina. Cassandro reivindicou a Macedônia, Tessália e Grécia. Selêuco tomou o este, inclusive Babilônia, Pérsia e a Síria.

Observem cuidadosamente a linguagem no restante da profecia, porque há talvez maior confusão sobre isso do que sobre qualquer outra parte do livro:

Versos 9, 10.

9. “De um dos chifres saiu um chifre pequeno, e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa.
10. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou”.

Então, ele se tornou muito grande:

24. Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo.
25. Por sua astúcia nos seus empreendimentos fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas.

Muitos comentaristas vêem estes versos como uma descrição de Antíoco Epifânio, oitavo rei da dinastia Selêucida. Conquanto esse homem certamente foi um tirano e perseguidor, tendo feito tudo que pôde contra os judeus, contudo ele certamente não era o chifre pequeno descrito no texto. De fato, ele profanou o templo de Jerusalém por sacrificar um porco no altar de holocaustos, depois espargindo seu caldo sobre as paredes do Templo. E enquanto fazia isso tudo, ele tentou impor a adoração de Olimpo que massacrou mais de 100.000 judeus que recusaram esse culto idolátrico. Por causa desse tremendo ato de sacrilégio, ele foi desprezado não só pelos judeus, mas também por seu próprio povo. Contudo, Antíoco foi apenas um de uma linha de reis e de modo algum foi o mais forte. Mesmo dizendo o pior a respeito dele, ainda assim ele fica aquém da descrição profética.

Qual foi o Poder?

24. Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo.
25. Por sua astúcia nos seus empreendimentos fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas.

Note esses pontos importantes--o carneiro representando a Pérsia devia tornar-se “grande”; o bode representando a Grécia devia tornar-se: “engrandeceu sobremaneira;” Mas esse novo poder simbolizado pelo chifre pequeno devia tornar-se bem grande. Certamente, nem Antíoco Epifânio, nem qualquer outro de sua linhagem foi maior do que Ciro ou Alexandre. De fato, Antíoco foi tudo menos grande. Ele foi forçado a pagar tributo a Roma constantemente; foi morto tentando levantar mais dinheiro para pagar tributo.

Seria difícil encontrar na história um governante mais excêntrico. Hoje poderíamos chamá-lo de paranóico. O seu próprio povo às vezes a ele se referia como Antíoco Epifânio, “o louco”. Ele não expandiu o seu território. Foi apenas um dentre muitos reis. Se fosse deixado aos historiadores somente escolher um homem para preencher o papel, certamente não seria Antíoco Epifânio. A escolha desse homem é parte de um desígnio para mudar o enfoque do poder claramente indicado. E fazemos bem em examinar cuidadosamente os fatos.

A profecia declara:

9. “De um dos chifres saiu um chifre pequeno, e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa.
10. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns do exército e das estrelas lançou por terra e os pisou.
11. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício costumado e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo”.

O poder introduzido aqui devia fazer as coisas que Antíoco Epifânio nunca pôde FAZER. Como poderia Antioco levantar-se contra o Príncipe dos príncipes, quando o primeiro morreu em 165 AC, muito antes de nosso Senhor ter nascido? Alguns sugerem que Antíoco foi somente um tipo de um poder maior--o anticristo--que aparecerá no tempo do fim. O cumprimento real, dizem, está no futuro, após o segundo advento de Cristo. Mas que direito tem alguém de lançar esta profecia para o distante futuro (como fazem muitos intérpretes da profecia) quando a Escritura não apresenta tal espaço de tempo?

Observe cuidadosamente: Esse novo poder deveria sair “de um deles”, ou seja, de uma das quatro divisões do Império Grego. Será pequeno, a princípio, mas haveria de tornar-se GRANDE, De um dos chifres saiu um chifre pequeno, e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa.

10. Cresceu até atingir o exército dos céus; a alguns dos exércitos e das estrelas lançou por terra e os pisou. na direção do sul (o reino egípcio) e para leste (o reino selêucida) e para a terra gloriosa (Palestina).

O reino sobre o qual Antíoco reinou já estava no leste. Não poderia, portanto, referir-se a ele. Deve ser algum outro poder. Devemos então procurar por um poder maior do que a Pérsia ou a Grécia. Somente um cumpre a profecia, e este é Roma, o quarto na sucessão de impérios. O Egito foi tornado uma província de Roma em 30 AC. Roma havia conquistado a Síria alguns anos antes, em 65 AC, e em 63 AC a Palestina foi incorporada ao Império Romano. Mais de um século depois a ira de Roma caiu sobre os judeus com grande violência. Em resposta a provocações incontáveis, os exércitos de Roma marcharam contra Jerusalém em 66 AD, e a guerra arrastou-se por quatro anos. Finalmente, em 70 AD, as legiões sob o comando de Tito atacou as muralhas. Eles destruíram completamente a cidade e o Templo e espalharam os judeus por todo o Império.

Roma foi descrita ilustrativamente como um “reino de ferro” no capítulo 2, e também como a besta indescritível com dez chifres, no capítulo 7. O capítulo 8 retrata esse poder também e fornece muito mais detalhes. O Império Romano perseguiu impiedosamente tanto a nação judaica quanto a igreja cristã, tendo anteriormente ordenado a crucifixão de um homem inocente, Jesus Cristo. Mas o Império de Ferro não devia durar para sempre. Dividiu-se em dez reinos, e outro poder adiantou-se para tomar o seu lugar. No capítulo precedente fizemos notar que o poder do chifre pequeno avançou para a frente, desarraigando três dentre os dez reinos. Não foi meramente o poder político, mas o poder religioso, a igreja apóstata, que é retratado em Daniel, capítulos 7 e 8.


Roma Eclesiástica Corrompe o Evangelho
11. Sim, engrandeceu-se até ao príncipe do exército; dele tirou o sacrifício costumado e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo”.

Para apreender o sentido pleno de Daniel 8:11 precisamos considerar que a palavra “sacrifício” não consta do texto original. Foi acrescentada pelos tradutores. A palavra traduzida por “diário” vem do hebraico tamid que ocorre 103 vezes no Velho Testamento. Significa “contínuo” ou “continuamente”, e é empregada geralmente em ligação com o antigo serviço do santuário, tal como “a oferta contínua de holocausto”, “pães contínuos”, “incenso contínuo”, etc. Esses serviços prefiguravam a mediação contínua de nosso Senhor em favor dos pecadores. Por centenas de anos um ministério sacerdotal foi levado a efeito no santuário mosaico. Mais tarde, prosseguiu no Templo.

O holocausto prefigurava a morte de nosso Senhor na cruz como o Cordeiro de Deus; os pães da proposição e o incenso eram tipos de Seu ministério como Sumo Sacerdote e Intercessor no santuário celestial. Hebreus 7:3; 4:15; 8:1, 2; 9: 11, 12. A profecia em Daniel revelava que essas verdades centrais do evangelho seriam lançadas por terra e espezinhadas. Até mesmo “deitado abaixo”. Isso ocorreu primeiro quando Roma destruiu Jerusalém e erigiu um templo a Júpiter sobre o local do antigo Templo.


O Imperador Integra-se à Igreja
Dois séculos e meio depois a igreja apóstata havia se tornado tão popular que o Imperador Constantino tornou-se um cristão nominal e, antes de sua morte, um membro batizado. Logo bispos tornaram-se oficiais governamentais, impondo as regras do estado. Oficiais do governo eram também designados para altas posições na Igreja, independentemente de suas qualificações morais ou espirituais. Isso não só corrompeu a igreja, mas preparou o caminho para a introdução de práticas pagãs nos serviços de culto. Pouco a pouco o evangelho de salvação pela graça somente foi sepultado sob uma multidão de cerimônias, rituais e penitências.

Em 800 AD Carlos Magno, rei dos francos, criou o “Santo Império Romano” no qual a igreja uniu-se ao estado em muitas áreas. Aqueles foram anos escuros para o verdadeiro cristianismo e também para os judeus, que viram-se forçados a viver em guetos sem direitos civis e pouquíssima justiça. A luz da verdade em muitos lugares foi quase obliterada.

A tradução de Moffat do verso 11 assim reza: “Ele até glorificou-se a si mesmo para igualar-se ao Príncipe das hostes estrelares, e privou-o do sacrifício diário”.

Na literatura rabínica o “diário” incluía os sacrifícios da manhã e da tarde que se tornaram “o centro e cerne do culto público”.--Dr. J. A. Herts, The Pentateuch and Hoftorah, p. 694.

Esses sacrifícios foram designados por tamid, traduzido como “diário” em português. Já fizemos notar que esta palavra significava a manifestação contínua de Cristo no trono da graça. Mas a profecia fala de como esse novo poder se “engrandeceria” e “prosperaria” corrompendo o evangelho e removendo a glória do “príncipe dos exércitos”.

Em lugar do puro evangelho centralizado no sacrifício concluído de Cristo sobre o Calvário, agora ministrando como nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial, um falso evangelho se insinuava. Isso se centralizava num santuário terrestre com sede em Roma e desempenhado por um sacerdócio terrestre. Não importa quão sinceros esses sacerdotes possam ter sido, a igreja tem declarado que “Cristo é oferecido sobre nossos altares todo dia”. No Catechism for the Catholic Parochial Schools, p. 72, no. 359, lemos: “Pergunta: É o sacrifício de Cristo sobre a cruz ainda oferecido? Resposta: O sacrifício de Cristo sobre a cruz é ainda oferecido em toda missa”.

Sem pôr em dúvida a sinceridade de nossos amigos católicos romanos, assinalaríamos que o próprio coração da mensagem do Novo Testamento é que Jesus Cristo foi oferecido “uma vez por todas” sobre a cruz. E por virtude desse sacrifício acabado, Ele está agora no trono da graça ministrando por nós. O sistema de um sacerdócio terrestre e o sacrifício da missa são realmente alheio ao evangelho de Cristo. Mediante a missa, a confissão e a doutrina de salvação pelas obras, esse sistema religioso de fato, “lançou a verdade por terra”.

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 9:51 am por Carlstadt

O Tema-Chave de Daniel: Santuário e Salvação
Dr. Roy Allen Anderson

Agora chegamos ao que pode ser considerado o capítulo mais importante no singular livro de Daniel. O capítulo 9 contém uma das maiores profecias da Bíblia. Ele oferece um roteiro para chegar-se ao Messias e Seu incomparável ministério, Sua morte vicária, e Seu ministério subseqüente como nosso Sumo Sacerdote junto ao trono da graça.


Essa maravilhosa revelação veio em resposta direta à insistente oração do profeta registrada em Daniel 9:4-19. Daniel nos conta que tinha estado estudando os livros de Jeremias e esteve grandemente preocupado com o cumprimento da profecia dos setenta anos de cativeiro. Ver Jeremias 25:9, 11. Ele também encontrou predições nos escritos de Isaías a respeito de eventos por ocasião dos setenta anos. Quanto mais o profeta ponderava sobre os escritos desses profetas, maior lhe parecia o pecado de Israel. Ao calcular o cativeiro de setenta anos profetizado por Jeremias, Daniel percebeu que o tempo já havia quase expirado.

Acaso ele deixou as coisas simplesmente seguirem o seu curso? Não. Ele colocou no coração a situação inteira e dedicou-se a ardorosa oração intercessória. Com profunda preocupação por seu povo, ele desnudou sua alma perante Deus.


A Tocante Oração de Daniel
Em humilhação e confissão, esse estadista-profeta, esse confidente de reis, expressou suas petições numa das mais belas orações já registradas. Aquela não era uma súplica ordinária era uma oração sacrificial. Ele conta como se cobriu de saco, aspergiu cinzas sobre a cabeça, assim dando mostras de lamentação. “Orei” disse ele, “e confessei”. O que esse homem de Deus tinha para confessar? Não fora o seu pecado que levara os judeus à servidão. Mas como um verdadeiro intercessor ele tornou a culpa da nação sua própria.
Dirigindo-se a Jeová como o Deus que guarda o concerto, diz ele:

Daniel 9:16 e 17:

16. “Ó Senhor, Tu és misericordioso; portanto, não continues irado e furioso com Jerusalém, que é a Tua cidade e o Teu santo monte. Por causa dos nossos pecados e dos pecados dos nossos antepassados, os povos de todos os países vizinhos zombam de Jerusalém e do Teu povo.
17. Ó nosso Deus, ouve a minha oração, atende a súplica deste Teu servo. Para que todos saibam que Tu, Senhor, és Deus, derrama as Tuas bênçãos sobre o Teu Templo, que agora está abandonado”.

Algumas de suas expressões ele extraiu dos Salmos de Davi:

Salmo 80: 3, 7, 19:

3. “Faze-nos prosperar de novo, ó Deus! Mostra-nos o Teu amor, e seremos salvos! . . .
7. Faze-nos prosperar de novo, ó Deus Todo-poderoso! Mostra-nos o Teu amor, e seremos salvos! . . .
19. Faze-nos prosperar de novo, ó Deus Todo-poderoso! Mostra-nos o Teu amor, e seremos salvos!”

Também a bênção sacerdotal de Arão contém esta expressão: Números 6:25.

Tendo em mente tais pensamentos, Daniel pleiteia com Jeová para fazer a Sua face resplandecer sobre o Seu santuário. O templo, logicamente, havia sido destruído muitos anos antes, mas o tempo havia chegado para que fosse reconstruído. Por causa do Senhor, Daniel, que por quase setenta anos tinha sido o embaixador do Céu numa terra estranha, apresenta a sua prece com intenso fervor. Tais palavras deviam agitar o coração de todo cristão, levando-o a indagar-se--Estamos tão preocupados em nossas petições como este esse homem de Deus? São nossas orações intercessões fervorosas, ou meras formalidades habituais? A maior preocupação do profeta era com a honra e reputação de Jeová.


Gabriel Aparece Enquanto Daniel Ora
Disse o profeta,

Daniel: 9, 20 e 21:

20. “Eu continuei a orar e a confessar os meus pecados e também os do meu povo e a fazer ao Eterno, o meu Deus, as minhas súplicas em favor do Seu santo monte.
21. Ainda estava orando quando Gabriel, o mesmo anjo que eu já tinha visto na visão, veio voando rapidamente e parou perto de mim. Eram três horas, a hora do sacrifício da tarde”.

Conquanto o templo não mais existisse, e o ritual Levítico há muito houvesse cessado, contudo o profeta, crendo na promessa de Deus concernente ao retorno de Seu povo a Jerusalém e a restauração do culto no Templo, fez sua oração por ocasião do sacrifício da tarde, pelas três horas.

Em resposta à petição de Daniel Gabriel apressou-se para estar ao lado do profeta. Ele veio para dar instrução especial com respeito a visão que havia visto uns anos antes. Nessa ocasião ninguém, nem mesmo Daniel, a entendeu. Assim, Gabriel começou por dizer,

Daniel 9: 23:

”Logo que você começou a orar, Deus atendeu o seu pedido. Deus o ama muito e por isso me mandou explicar a visão a você. Portanto, preste atenção e procure entender o que vou dizer”.

Daí, para tornar a questão clara, ele introduziu outra profecia concernente ao Messias. Disse ele n o verso seguinte:

Daniel 9:24:

”Daniel, o castigo do seu povo e da sua santa cidade vai durar setenta anos vezes sete, até que termine a revolta, e o pecado acabe. Então o seu povo vai conseguir o perdão dos seus pecados, e a justiça eterna de Deus será feita. A visão e a profecia serão cumpridas, e o santo Templo será inaugurado de novo”.

Versões mais novas são mais exatas em sua tradução, como a Revised Standard Version e a James Moffat, em inglês: “ungir o lugar santíssimo” “consagrar um lugar santíssimo”. A consagração desse lugar sagrado era sem dúvida o santuário celestial, onde o Messias oficiaria após dar a Sua vida como sacrifício por nós todos. E para confirmar a promessa, seis tremendos eventos deviam ocorrer, todos ligados ao Messias. Esses deviam ter cumprimento durante a última semana das setenta semanas.

No capítulo 7 notamos o período de tempo profético, tempos, tempos e metade de um tempo, ou 1.260 dias. Também descobrimos que quando tratamos com tempo profético, um dia representa um ano literal. Ver Números 14:34 e Ezequiel 4:7. Essas setenta semanas, então, seriam semanas de anos, num total de 490 anos.

Mas este será tema que estudaremos no próximo estudo.

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 9:54 am por Carlstadt

No capítulo 7 notamos o período de tempo profético, tempos, tempos e metade de um tempo, ou 1.260 dias. Também descobrimos que quando tratamos com tempo profético, um dia representa um ano literal. Ver Números 14:34 e Ezequiel 4:7. Essas setenta semanas, então, seriam semanas de anos, num total de 490 anos.

Ademais, esse período seria separado em três partes: 7 semanas proféticas, 49 anos, separados para a reedificação da cidade 62 semanas, ou 434 anos, alcançam até o “Messias, o Príncipe”, e uma semana final. Essas são medições vitais, mas precisamos estar certos de quando se iniciam essas 70 semanas. Nesse ponto, Gabriel foi enfático, indicando o evento que assinalaria o início. Ele declarou que seria

Daniel 9:25: “Preste atenção, Daniel, e compreenda. Depois de ser dada a ordem para reconstruir Jerusalém, sete anos vezes sete vão passar até que chegue o líder escolhido por Deus. As novas ruas e muralhas de Jerusalém durarão sessenta e dois anos vezes sete, mas será um tempo de muito sofrimento”.

Daniel não viveu para ver a emissão desse terceiro decreto, autorizando a reedificação da cidade. Mas ele viu o resultado do primeiro decreto, do rei Ciro em 536 AC, permitindo aos judeus retornarem a sua terra natal e reedificar o seu templo. Oposição da parte dos samaritanos, contudo, prejudicou os trabalhos de edificação do templo, tornando necessário outro decreto por Dario Histaspes, em 519 AC.


A Linguagem Legal dos Decretos
A primeira proclamação, que Ciro pôs em forma escrita, dizia:

Esdras 1: 2, 3:

“Eu, Ciro, rei da Pérsia, declaro o seguinte: O Eterno, o Deus do céu, me fez governador do mundo inteiro e me encarregou de construir para Ele um templo em Jerusalém, na região de Judá. Que Deus esteja com todos vocês que São o seu povo. Vão a Jerusalém para construir de novo o Templo do Eterno, o Deus de Israel, o Deus que é adorado em Jerusalém”.

Dezessete anos depois Dario fez uma segunda proclamação, que se tratou de fato de uma confirmação daquele emitido pelo rei Ciro. O decreto de Ciro reza:

Esdras 6:8:

“Por meio desta carta, ordeno que vocês os ajudem na construção. As despesas serão pagas imediatamente rara que a obra não pare. O dinheiro para isso sara tirado do tesouro real, isto é, dos impostos recebidos na província do Eufrates-Oeste”.

Realçamos novamente que, maravilhosos como tenham sido esses decretos, eles diziam respeito somente à reconstrução do Templo. Outro decreto foi emitido por Artaxerxer Longímano em 457 AC, sessenta e dois anos após o de Dario. Esse terceiro decreto autorizava a reedificação adicional e restauração do Templo, tanto sido concluído cinqüenta e três anos antes, em 515 AC. Ver:

Esdras 6:15:

“Acabaram a construção do Templo no dia três do mês de adar, no sexto ano do reinado de Dario”.

Artaxerxes em seu decreto na verdade deu a Esdras como que um cheque em branco. Observe novamente a linguagem:

Esdras 7: 12, 13, 21:

“Esta carta de Artaxerxes, o rei dos reis, é para o sacerdote Esdras, o mestre da lei do Deus do céu. Saudações. Ordeno que, de todo o meu reino, podem ir com você para Jerusalém todos os israelitas que quiserem, isto é, gente do povo, sacerdotes e levitas. . . . Eu, o rei Artaxerxes, ordeno a todos os tesoureiros da província do Eufrates-Oeste. Que entreguem imediatamente ao sacerdote Esdras, o mestre da Lei do Deus do céu, tudo o que ele pedir”.


Plena Autonomia Concedida aos Judeus
Este terceiro decreto incluía mais do que a restauração da cidade, como os versos 24-26 indicam. Dava aos judeus como nação autonomia na questão de julgamentos legais, até pena de morte, se necessário. Versos 25, 26. A restauração de Jerusalém significava não meramente a disposição de pedras e tijolos, mas o estabelecimento de uma nação com sede na reedificada cidade de Jerusalém.

Foi o decreto de Artaxerxes que deu aos judeus sua existência política. Muitos judeus já haviam retornado como peregrinos e viajantes, mas este último decreto alterou a situação, dando-os o terminus a quo. O começo da profecia das setenta semanas foi 457 AC, data esta agora admitia por muitos eruditos (ver The Chronology of Ezra 7, por S. H. Horn e L. H. Wood).

Treze anos depois, em 444 AC, Neemias, o copeiro do rei, recebeu permissão especial para ir até Jerusalém unir-se aos esforços de construção e animar os edificadores. Neemias empreendeu um maravilhoso trabalho em tempo bem curto. Mas ele estava numa licença concedida pelo rei aquele não era um decreto, e a permissão foi concedida treze anos após o decreto real para a reedificação ter sido emitido. As Escrituras mostram que o Templo havia sido completado cerca de setenta anos antes da visita de Neemias.

Esdras 6:14, 15:

“Os lideres israelitas progrediram na construção do Templo, animados pelas mensagens do profeta Ageu e do profeta Zacarias, filho de Ido. Eles terminaram o Templo, conforme as ordens do Deus de Israel e de Ciro, Dario e Artaxerxes, reis da Pérsia. Acabaram a construção do Templo no dia três do mês de adar, no sexto ano do reinado de Dario”.

Esse foi o ano 515 AC. O decreto de Artaxerxes fazia provisões para os serviços do templo, mas não para a sua edificação.


O Decreto de Artaxerxes foi Emitido Para Esdras, Não Neemias
Repetimos que o decreto ou ordem de Artaxerxes foi dado, não em 445 ou 444, mas em 457 AC. Essa foi a data para o início da profecia das setenta semanas, ou 490 anos. É lamentável que tantos encenadores da Bíblia tomem 445 ou 444 AC como a data do decreto, quando nenhum decreto foi então emitido, nem necessário, pois já havia sido emitido e posto em execução treze anos antes.

Agora observem a mensagem de Gabriel a Daniel:

Daniel 9:24:

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqí¼idade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos”.

A palavra “determinadas”, chatak, em hebraico tem sido variadamente traduzida como “decretado”, “dividido”, “abreviado”, “fixado”, “cortado”, “separado” e “designado”.

Essas variantes são significativas. Setenta semanas proféticas foram determinadas para os judeus, durante as quais certas coisas definidas deviam ocorrer. O período de tempo foi “cortado” ou “abreviado” do período mais longo de 2.300 dias proféticos (anos literais) do capítulo 8, que o profeta declarou que ninguém entendera. Agora Gabriel diz a Daniel que veio para dar-lhe instrução especial concernente à “visão” anterior:

Verso 25: “Sabe, e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”.


O Templo é Terminado
O período de sete semanas (quarenta e nove anos), que alcança 408 AC, foi especificado pelo anjo Gabriel, mas evidência arqueológica atual não tem revelado seu pleno significado.

O período de sessenta e nove semanas proféticas, 483 anos literais, nos leva ao ano 27 AD. Agora, o que esperaríamos nesse tempo? A profecia diz: “até o Ungido, o Príncipe”. Acaso Ele apareceu nessa ocasião? Sim. A palavra Messias significa “ungido”, e a Escritura declara:

Atos 10:38:

“. . . como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele”.

Mas quando foi Jesus ungido? Não em Seu nascimento. Ele foi nascido do Espírito, mas não batizado pelo Espírito até que foi até João, que O batizou no Rio Jordão.


Cristo Batizado e Ungido pelo Espírito
Lucas 3: 21, 22:

“E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e estando Ele a orar, o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em Ti Me comprazo”.

Seguindo-se ao Seu batismo Ele subiu até o monte da tentação no deserto onde encontrou-se com o diabo face a face. Depois disso Ele:

Marcos 1:14, 15:

“Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está a cumprido e o reino de Deus está próximo: arrependei-vos e crede no evangelho”.

A que tempo estava Ele Se referindo? Certamente ao tempo profético do qual Daniel escreveu--a profecia das sessenta e duas semanas proféticas, ou 483 anos, que deviam alcançar o “Ungido, o Príncipe”. Ele havia de fato vindo, e com Seus próprio lábios anunciou que o tempo havia terminado que o período predito pelo profeta, que devia assinalar Sua manifestação como o Messias, havia chegado.

Daniel predisse não só o aparecimento e ministério do Messias, mas também Sua morte. O Messias

Daniel 9:26:

“Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”.

Moffat traduz: “não deixando sucessor”. A Amplified Bible, falando do ungido, declara que Ele seria “cortado ou morto, e nada terá os pertences de ninguém [e nenhuma propriedade] para Sua [defesa]”.

Quão verdadeiro era isso do Messias, o Cristo!

Isaías 53:8:

“Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do Meu povo foi Ele ferido”.

Então, Gabriel conta como:

Daniel 9:26:

“Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”.

Esse certamente não era o Messias, o Príncipe, pois ele não destruiu nada. Ele deu Sua vida para salvar a Seu povo da destruição. Mas outro príncipe veio trinta e nove anos depois da morte de nosso Senhor que, de fato, “destruiu a cidade e o santuário”. Esse foi o Príncipe Tito, filho do Imperador Romano Vespasiano. Seguindo-se ao ataque sobre Jerusalém por Céstio, que mais tarde recuou, Tito foi até Jerusalém perto do tempo da guerra judaica de 66 a 70 AD. Durante o terrível cerco cada detalhe da profecia de Jeremias teve cumprimento, mesmo quanto a pais comendo seus próprios filhos e filhas (Jer. 19:9).


Jesus Chora Sobre Jerusalém
Sabendo o que aguardava Jerusalém e os judeus, nosso Senhor com o coração pesaroso

Lucas 19:41-44:

“Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou, e dizia: Ah! Se conheceras por ti mesma ainda hoje o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos. Pois sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e, por todos os lados, te apertarão o cerco; e te arrasarão e aos teus filhos dentro de ti; não deixarão em ti pedra sobre pedra porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação”.

Lucas 21:22-24:

“Porque estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra, e ira contra este povo. Cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles”.

Josefo alega que mais de um milhão de judeus pereceram durante esse terrível cerco. Os que não foram mortos foram vendidos como escravos. Um momento desse brutal cerco e êxito da campanha pode ainda ser visto no Arco de Tito em Roma sobre o qual estão gravadas representações dos espólios do Templo, como o candelabro de ouro e a mesa dos pães da proposição. Uma medalha foi cunhada exaltando os feitos de Roma em dominar a nação judaica, com a legenda, “Judaea Capta”. O senado romano ofereceu elevado louvor aos vitoriosos, honrando “o divino Tito, filho do divino Vespasiano, o Imperador”.


O Príncipe Que Destruiu a Cidade
Gabriel fez referência a isso quando contou a Daniel que o príncipe que viria, mediante uma guerra devastadora que resultaria em: desolações

Daniel 9:26:

“Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”.

Nosso Senhor foi até mais específico:

Mateus 24: 15-20:

“Quando, pois, verdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver sobre o telhado não desça a tirar de casa alguma cousa; E quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no Sábado”.

A “abominação da desolação” a que Jesus Se referia eram os símbolos pagãos do exército romano, e eles foram postados no território sagrado da área do Templo.

Alguns intérpretes fazem com que esta parte da profecia de Gabriel se aplique a algum anticristo futuro. Contudo, a declaração de nosso Senhor, mais tarde confirmada pela história, identifica a “abominação” como os símbolos pagãos do antigo exército romano. É lamentável que alguns, aparentemente não familiarizados com os fatos da história, tomam esta porção da profecia e a lançam para bem distante, no futuro.

Eles esperam que este verso se cumpra por alguém a quem chamam de grande anticristo, a quem declaram que aparecerá após o segundo advento de nosso Senhor e do “arrebatamento secreto” da igreja.

Tais intérpretes de fato cometem um erro semelhante ao que os judeus cometeram dois mil anos atrás, quando falharam em reconhecer que as profecias concernentes ao Messias estavam se cumprindo perante seus próprios olhos. Os judeus estão ainda à espera de seu futuro Messias, quando na realidade do Messias do qual as Escrituras falam já apareceu na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele cumpriu cada aspecto desta profecia concernente a Seu ministério. Foi finalmente “cortado” quando morreu a morte cruel da cruz em nosso lugar. Por que esperar por algum príncipe futuro para vir e destruir a cidade de Jerusalém quando tudo a que a profecia aponta ocorreu entre 31 e 70 AD? Os detalhes que nosso Senhor deu encouraram o seu cumprimento exatamente como Ele disse.


A Abominação da Desolação no “Lugar Santo”
Agora, observe um ou dois detalhes importantes. Jesus declarou que a “abominação da desolação” estaria “no lugar santo”.

Mateus 24: 15, 16:

“Quando, pois, verdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes”.

Isto é exatamente o que os cristãos fiéis fizeram. Eles fugiram e salvaram a vida enquanto os judeus descrentes permaneciam na cidade e a maioria pereceu no horrendo cerco.

Por que alguns intérpretes passam por alto os fatos da história e esperam identificar uma futura “abominação da desolação”, ou anticristo, após o retorno de Nosso Senhor para a Sua igreja? Por quê? Buscaremos a resposta no nosso próximo capítulo.

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 9:54 am por Carlstadt


Daniel 9 - Sempre Pontual
Mark Finley

Poucos minutos são necessários para preparar uma refeição no microondas. As mensagens são enviadas por fax e e-mails em poucos segundos. E a velocidade das estradas aumenta. Temos cada vez mais pressa. Diante da vida atribulada que levamos, a Palavra de Deus nos lembra de Alguém que é sempre pontual e cumpre tudo o que promete.

Viajo muito por causa do meu trabalho e odeio perder tempo em aeroportos. Quanto preciso viajar para algum lugar, peço à minha esposa: “Não me leve para lá uma hora ou meia hora antes. Quinze minutos de antecedência são suficientes”.

Uma vez, aconteceu de chegar atrasado e o avião já estar saindo. Roguei ao responsável que fizesse o avião voltar. Dessa vez a aeronave voltou e eu não apostei mais na sorte depois. Quando você se acostuma a viver como eu vivo, correndo para pegar aviões, prefere não chegar muito cedo.

Certa ocasião quis chegar muito cedo. Foi no dia 1o. de agosto de 1990. Minha esposa e eu morávamos na Inglaterra há cerca de cinco anos e estávamos para voltar para os Estados Unidos. O vôo da TWA estava marcado para as 18h45 e eu cheguei ao aeroporto às 15h30. Eu queria ser pontual ao voltar para casa.

No saguão do aeroporto percebi que não havia ninguém fazendo fila para a fila de embarque. Eu estava entusiasmado por estar ali naquele horário, mesmo sabendo que o avião não sairia antes das 18h45. Fui sorrindo até o balcão e dei minha passagem para a comissária. Ela me olhou de modo muito estranho e então me disse: “Sr. Finley, sinto muito, mas o vôo está com um atraso de três horas”. Eu havia chegado três horas antes e isso significava seis horas de espera no aeroporto! O avião não sairia antes das 21h45.

Nossos anfitriões haviam-nos deixado no aeroporto e não tínhamos nada mais para fazer. Então nos sentamos e lemos, comemos e caminhamos. Depois lemos novamente, comemos, caminhamos, até que ouvimos um anúncio: “Lamentamos informar mas o vôo da TWA rumo aos Estados Unidos terá mais três horas de atraso”.

Estávamos completamente exaustos e tivemos de esperar no aeroporto por mais de oito horas. Era já meia-noite. Todos os vôos tinham desaparecido do quadro de anúncios, exceto o nosso. O aeroporto estava vazio, a não ser pelos passageiros do nosso vôo. Comecei a olhar ao redor... As pessoas dormiam. Moças dormindo aqui, casais dormindo ali, até que veio o anúncio: “Atenção! O avião está pronto. Por favor dirijam-se ao portão de embarque imediatamente”. Minha esposa e eu nos assustamos e começamos a correr para o portão de embarque, Queríamos mais que nunca chegar em casa. Já era quase meia-noite.

Enquanto nos dirigíamos para o embarque, notamos uma jovem de, talvez uns 21 anos, que dormia na sala de espera. Voltei-me para minha esposa e disse: “Sinto muito por ela, iremos para Nova Iorque e ela continuará a dormir”. Minha esposa, que é muito graciosa e gentil, preocupou-se: “Não podemos deixa-la aqui”. Então correu, despertou a moça e perguntou: “Você está indo para Nova Iorque? Ela respondeu: “Sim, estou”. E agradeceu: “Obrigada, por me acordar. Se continuasse a dormir teria perdido o vôo”.

Há mais de 2.000 anos, quando Jesus esteve na Terra, Ele prometeu que voltaria. E a impressão é que a volta de Cristo está hoje atrasada, mas essa delonga é só para nós e não para Deus, porque Deus faz as coisas sempre pontualmente.

Deus é Fiel à Sua Agenda
Vamos agora abrir a Bíblia no capítulo 9 de Daniel. Esse capítulo revela, talvez, mais claramente do que qualquer outra parte da Bíblia, que Deus é sempre pontual. Os planos de Deus não sofrem atraso ou adiantamento. Podemos pensar que a volta de Cristo à Terra está atrasada, mas Deus tem um esquema divino para cada evento. Sabemos que a Bíblia não nos diz o dia nem a hora da volta de Jesus, mas indica que as profecias acontecem exatamente como Ele predisse.

Estudaremos a partir de agora, o exato momento ou o período de tempo em que o final do tempo começou. A Bíblia nada nos diz sobre a data exata do fim, mas nos mostra eventos que ocorreriam no panorama histórico e revela quanto o tempo do fim teria início.

Daniel capítulo 9, verso 1: “No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus”. Espere um momento, que ano seria esse, o primeiro ano de Dario? Você está lembrado d que os medos-persas derrotaram os babilônicos em 539 A.C. Daniel foi levado prisioneiro pelos babilônicos em 605 A.C., com 17 anos. Então, ao tempo da narrativa do capítulo 9, ele deveria ter 83 ou 84 anos, quase no fim da vida. Verso 2: “No primeiro ano do seu reinado, eu Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de transcorrer sobre as desolações de Jerusalém, era de 70 anos”.

Daniel estudava a Bíblia e enquanto prisioneiro em Babilônia, estudava as profecias de outro profeta. Que profeta? Jeremias. Esse profeta havia escrito que quando Babilônia derrotasse Jerusalém, o cativeiro duraria cerca de 70 anos, e Daniel sabia disso. Ele sabia que essa promessa estava no fim, que Deus sempre mantém Suas promessas e que os planos divinos não se adiantam nem se atrasam.

Daniel estava preocupado porque não via como se daria o cumprimento da profecia, e por isso começou a orar. Sua oração está registrada o capítulo 9 dos versos 3 ao 20: “Deus, livra meu povo do cativeiro dos babilônios. “Deus, ajuda a Dario aprovar um decreto que dê liberdade ao meu povo”. “Dirigi o meu rosto ao Senhor Deus para buscar com o coração e rogos, com jejum, pano de saco e cinza. Orei ao Senhor meu Deus, confessei e disse, e disse: Ó Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que Te amam e guardam os Teus mandamentos”.

Os 70 anos de cativeiro estavam acabando e Deus tinha um plano. Daniel agradece ao Senhor por guardar a Sua aliança. Os seres humanos não conhecem , nem têm a menor condição de conhecer o futuro, mas Deus sabe e conhece. Eles não possuem poderes, autoridade e sabedoria para alterar o futuro. Pouco podemos fazer para modificar o grande panorama dos acontecimentos, através dos séculos e milênios. Mas o Grande Deus do Céu é muito sábio e sabe perfeitamente o que fazer, sendo suficientemente poderoso para levar avante Seus desígnios.

Daniel ora, dizendo: “pecamos e cometemos iniqüidade”. Em seguida ele nos dá um relato dos pecados de Israel. Daí em diante ele passa a tratar com o que eu chamo de “lei de causa e efeito”.

A Lei da Causa e Efeito
Você pode encontrar essa lei em Daniel 9, verso 13 e 14: “Como está escrito na Lei de Moisés, todo esse mal nos sobreveio; apesar disso, não temos implorado o favor do Senhor nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades, e para alcançarmos discernimento da Tua verdade. Por isso, o Senhor vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós”.

A Lei da Causa e Efeito diz simplesmente isto: Quando qualquer pessoa, qualquer família, qualquer nação, consciente e voluntariamente deixa o Senhor, perdem as bênçãos e a proteção divina. Em conseqüência, sua vida se enche de preocupações, tristezas e destruição, as quais não existiriam caso não tivessem escolhido o estado de rebeldia. Deus é tão amoroso que não pode gerar nos humanos preocupações, tristezas, divórcios, e acidentes automobilísticos ou de qualquer tipo. Nossa rebeldia é que repele Suas bênçãos, dando ao diabo permissão para causar problemas que, em outra situação, ele não poderia. Daniel 9:13 diz: “... Para nos convertermos das nossas iniqüidades, e para alcançarmos discernimento da Tua verdade”.

Algumas vezes Deus nos ensina através do sofrimento o que não aprenderíamos em momentos de alegria. A historia de Israel é a narrativa de uma nação a quem Deus ensinou através de grande sofrimento por causa da sua rebeldia.

Não sei o que você pensa, mas eu quero que minha família seja obediente a Deus, para não precisar passar por problemas e dificuldades que se tornariam necessários com o propósito para levar nossas mentes e corações a Deus. Alguém disse que só olhamos para cima quando estamos é embaixo. Espero que sejamos sábios. A Bíblia diz: “Aquele que tem ouvidos, ouça e aprenda”.

Tudo o que aconteceu com Israel, seu cativeiro, sofrimentos e desapontamentos, foi escrito como exemplo para nós, sobre quem o fim do mundo virá, para que tenhamos esperança. Prefiro aprender quando Deus me dá um gentil toque nos ombros e responder ao Seu amor, do que continuar rejeitando Sua voz e evitando Seu toque. Desejo aprender com alegria o que não quero conhecer pelo sofrimento, e você?

Daniel continua a tratar da profecia no verso 21. ele revela profunda preocupação sobre quando seu poço sairá de Babilônia e voltará para Jerusalém a fim de reconstruir o santuário de Deus.

Daniel estava preocupado com seu povo: “Estamos presos, cativos e precisamos sair de Babilônia”. Ele orou para que os 70 anos de cativeiro e todos pudessem voltar para Jerusalém e adorar a Deus. Enquanto estava orando, o anjo Gabriel veio até ele e disse: “Daniel, eu responderei a sua oração de forma muito mais ampla. Mostrarei quando o povo de Deus deixará Babilônia e quando a verdade sobre a adoração no verdadeiro santuário será revelada. A verdade sobre Jesus, o Cordeiro de Deus, o verdadeiro Sumo Sacerdote, a verdade sobre a lei de Jesus e a obediência. Quero mostrar-lhe alguma coisa, Daniel, não sobre o santuário e a restauração da adoração para os judeus, mas sobre o fim do tempo, quando a verdadeira adoração será restaurada no mundo, antes da volta de Jesus”. Deus respondeu à oração de Daniel de uma maneira mais abrangente e significativa do que o profeta poderia ter imaginado.

Vamos ler Daniel 9:21: “Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio. Ele veio para perto de onde eu estava; e vindo ele, fiquei assombrado, e caí com o rosto em terra. Mas ele me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão se realizara no fim do tempo”. Gabriel veio até o velho servo de Deus e disse: “Daniel, agora irei explicar a visão para que você entenda o sentido”. O profeta não tinha entendido a visão do final do capítulo 8. Gabriel, então, disse: “Entende, filho do homem, porque esta visão se realizará no fim do tempo”.

A visão dos 2.300 dias, da purificação do santuário, segundo o anjo Gabriel, referia-se ao final dos tempos. Certas pessoas, mesmo alguns estudantes da Bíblia, dizem que os 2.300 anos têm a ver com os dias depois de Daniel, e que o pequeno chifre está relacionado a alguns eventos históricos que ocorreram antes de Jesus. Mas o que diz a Bíblia? “Entende, filho do homem, esta visão se realizará no fim do tempo”, explica Gabriel. Prefiro acreditar na palavra de Gabriel do que no que alguns teólogos dizem. E você?

A visão referia-se a que tempo? Tempo do fim. Gabriel começou a explicar a visão dos 2.300 dias e esclareceu que ela nos leva ao fim dos tempos. Enquanto ele explicava os símbolos da visão--cordeiro = Medo-Pérsia, bode = Grécia, pequeno chifre = Roma Pagã, falou sobre o poder que estabeleceria seu sacerdote terrestre, que mudaria a lei de Deus e se estabeleceria em Roma.

O anjo, então, estava prestes a explicar sobre o tempo da purificação do Santuário, quando aconteceu algo com o profeta (Dan. 8:27): “Espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse: “Eu desmaiei, eu estava espantado com a visão, mas eu não a entendi”. Quem estava explicando a visão para Daniel? Apesar de toda a sua privilegiada inteligência Daniel não entendeu.

No capitulo 9, Daniel está orando e pensando sobre o cativeiro de Israel. Pede ele a Deus que o ajude a entender o mistério sobre os judeus, seu cativeiro e a purificação do santuário. Ele não entende os 2.300 dias. Dizem os versos 21 e 22: “Sim, enquanto eu estava ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente e tocou-me à hora da oblação (sacrifício) da tarde. Ele me instruiu e falou comigo, dizendo: Daniel, vim agora para fazer-te sábio e entendido”.

Gabriel retornara das cortes celestiais para esclarecer o angustiado e venerado profeta. Verso 23: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para declará-la a ti, porque és muito amado”. Daniel você não é uma folha flutuando na brisa do outono, Não é uma pinha seca presa à sua árvore, uma pedra na beira da estrada. Você é muito amado. Quando nos ajoelhamos para orar, Deus sussurra em nossos ouvidos como o fez a Daniel: “Você é muito amado. Você pertence ao Meu coração”.

[Continua no próximo quadro]

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 9:55 am por Carlstadt

[Continuação do quadro anterior]

Calculada a Vinda do Messias
A seguir, Gabriel completou: “Considera, pois, palavra e entender a visão”. A visão que ele estava explicando no capítulo 8, quando Daniel não entendeu e desmaiou, a qual versava sobre a purificação do santuário. Daniel não compreendera a mensagem dos 2.300 dias. O anjo continua (verso 24): “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Ungido, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas”.

Quem era o povo de Daniel? Os judeus. Gabriel disse que setenta semanas estavam determinadas sobre o povo de Daniel. Nas profecias bíblicas, um dia profético é igual a um ano literal. Por favor não interprete mal. Quando a Bíblia fala de um dia comum, quer dizer um período literal de 24 horas, e não dez, cem ou mil anos. Está escrito em Gênesis sobre tarde e manhã como compondo um dia completo de 24 horas. Jonas passou 3 dias e 3 noites no ventre do grande peixe, assim Jesus estaria no “ventre da terra” durante o mesmo período. Jesus morreu na sexta-feira e no terceiro dia ressuscitou. Na Bíblia um dia é um dia, mas quando falamos de profecias, uma profecia simbólica, é óbvio que os símbolos são proféticos.

Você já caminhou pela cidade e deparou um leopardo com quatro cabeças e que também tivesse asas? Ou um leão com asas de águia? Você deve observar se a profecia for simbólica, então os períodos de tempo também serão simbólicos. Em Daniel e Apocalipse, onde temos períodos e imagens simbólicos, um dia é igual a um ano, mas essa regra não é aplicável a todas as vezes que se encontra a palavra dia na Bíblia. Nas profecias de Daniel o Apocalipse um dia profético é igual a um ano literal.

Gabriel falou em setenta semanas. Quantos dias tem uma semana? Sete. Então temos setenta semanas proféticas de sete dias por semana.

Setenta vezes sete são 490 dias. Portanto, 490 dias perfazem setenta semanas, e sendo um dia igual a um ano em profecia simbólica, temos 490 anos.

Gabriel aparece e diz: “Setenta semanas desse período, ou 490 dias, ou 490 anos, estão determinados sobre teu povo”. Os 490 dias se aplicam aos judeus. Qual o significado da palavra determinados? O livro de Daniel foi escrito em aramaico e hebraico, e existe uma palavra hebraica interessante chamada yatok, que significa cortada ou separado de. Assim podemos entender a explicação do anjo: “Daniel os 490 anos foram cortados, isolados ou separados dos 2.300 anos. A primeira parte dos 2.300 anos ou 490 anos, se referem ao teu povo”. Ele então revela a Daniel o que vai acontecer nesses 490 dias proféticos.

Esse período de quase 5 séculos é a mais emocionante e excitante profecia de todo o Velho Testamento, por ser tão precisa e mostrar que Deus é muito pontual. Gabriel diz ao velho profeta: “Serão 2.300 anos contados de hoje até o final dos tempos. Mas os primeiros 490 anos estão determinados ao teu povo, os judeus. Durante esse tempo muitas coisas haverão de acontecer”. E Gabriel completou: “Deixe-me mostrar-lhe onde esse período começa”. Preste atenção, Daniel: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Ungido, o Príncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas. As praças e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos”. (Daniel 9:25).

Os judeus estavam cativos há 70 anos e Daniel estava preocupado em saber quando o povo seria libertado, obteria permissão para voltar a Jerusalém e reconstruir a cidade e seus muros, e adorar a Deus em paz. Então o anjo Gabriel começou com um evento que era muito importante para Daniel. O tempo deveria ser contado a partir da saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém, até o Ungido, o Príncipe. Quem é o Ungido, o Príncipe? Jesus, sem sombra de dúvida.

A colocação de Gabriel é clara. A partir de algum evento político, um decreto, ordenado que os judeus voltassem para sua terra e reedificassem Jerusalém e reinstaurassem a adoração a Deus, transcorreriam sete e mais sessenta e duas semanas (de anos) até o Cristo, o Messias. Ainda restaria mais uma semana profética para completar as setenta anunciadas. Quantos dias são 69 semanas proféticas? Se um dia profético é igual a um ano literal conforme Ezequiel 4:6 “Um dia te dei para cada ano” -- sessenta e nove semanas somam 483 dias-anos.

Desde o decreto para restaurar Jerusalém até o Messias, Jesus Cristo, haveria exatamente 483 anos. Quando foi emitido o decreto para restaurar Jerusalém? Esdras capítulo 7, tem a resposta. Na realidade, foram baixados três decretos; o terceiro deles foi expedido por Artaxerxes Longímano, e era muito significativo porque permitia aos judeus não só partir, como também reestabelecer a adoração a Deus com seu próprio sacerdote, permitindo ainda que formassem uma comunidade religiosa independente.

Esdras 7, verso 13: “Por mim se decreta que no meu reino todo aquele do povo de Israel, e dos seu sacerdotes e levitas..”. Por isso era tão importante, porque permitia os sacerdotes e levitas voltar e organizar a adoração. “... Que quiser ir contigo a Jerusalém, vá”. Agora no verso 27: “Bendito seja o Senhor Deus de nossos pais, que pôs no coração do rei o desejo de honrar a casa do Senhor, a qual está em Jerusalém”. Esse era um decreto especial. Eles podiam ir embora e construir o templo. Eles podiam ir embora e organizar a adoração.

A lei de retorno à pátria de Israel foi decretada em 457 A.C. A partir dele seriam contadas as 69 semanas em mais uma, até completar os 490 anos proféticos.

Imaginemos uma linha do tempo e suponhamos que eu esteja andando sobre ela. Cada passo representa um ano e eu ando 457 passos, a partir de um ponto inicial chamado decreto de Artaxerxes, emitido em 457 A.C.

Quando encerrar os passos a que me propus, chegarei a zero. Qual a referência histórica para o ano zero? Nenhuma. Você chegará ao ano 1 D.C. Mas precisamos andar nesta linha do tempo por 483 anos. Bem, se andarmos esses 483 anos, chegaremos ao ano 27 D.C., Porque não existe ano zero. Segundo a Bíblia em 27 D.C., o Messias surgiria. a propósito, você sabe o significado da palavra Messias? Ela procede no termo hebraico machiach e quer dizer “o ungido”.

E o que aconteceu exatamente em 27 D.C? Precisamente nesse ano Jesus Cristo, o Messias, foi batizado. A Bíblia não adivinha, ela sabe. Daniel profetizou, centenas de anos antes, a data exata do batismo de Cristo. Jesus Cristo foi batizado no rio Jordão em 27 D.C. Quando Jesus saiu das águas, o Espírito Santo desceu sobre Ele e ungiu-O.

Vamos ver Lucas, capítulo 3, verso 1: “No décimo quinto ano do reinado de Tibério César”. O décimo quinto ano do reinado de Tibério César deu-se em 27 D.C. Vejamos o que aconteceu naquele ano. Lucas 3 verso 21: “Quando todo o povo se batiza, Jesus também foi batizado. E, enquanto Ele orava, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea, como uma pomba. E ouviu-se uma voz do céu: Tu és meu filho amado, em Ti Me comprazo”.

Até o seu batismo, Jesus trabalhou na carpintaria de José, em Nazaré. Mas aos 30 anos, foi batizado e a partir daí exerceu Seu ministério salvador durante três anos e meio como o Messias. Ele foi ungido pelo Espírito Santo.

Os eventos do esquema divino sucedem de acordo com a previsão bíblica. Daniel 9:25: “Sabe e entende desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido, o Príncipe [batismo e unção de Cristo] serão sessenta e nova semanas [483 anos]”. Verso 26: “Depois das sessenta e duas semanas será tirado o Ungido [Cristo]”. O que significa “tirado?” Crucificado, sacrificado por nós, os pecadores!

“E depois das sessenta e duas semanas será separado o Messias, e não será mais, e o povo do príncipe que há de vir, destruirá a cidade”. Trinta e nove anos e meio após a morte de Jesus Cristo, a cidade de Jerusalém foi destruída por Tito Vespasiano (70 d.C.). A Bíblia previra que o santuário terreno seria destruído por Tito. “... E o santuário, e o seu fim será como uma inundação”. Milhares de judeus foram mortos pelos soldados de Tito no cerco de Jerusalém “e até o fim haverá guerra: então determinadas assolações”.

O santuário terrestre seria destruído por causa da crucificação de Cristo, por causa da rejeição do Messias. O verso 27 diz: “Ele [o Messias] firmará um concerto com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”. Ele iria formar um pacto com muitos por uma semana.

Sessenta e nova das setenta semanas determinadas para os judeus haviam-se acabado. Havia, porém, uma semana de sobra. Uma semana profética, ou sete anos, que teria início em 27 D.C. Se somarmos 27 com 7 obtemos 34 D.C. No meio desse período de tempo, a Bíblia diz: “e na metade da semana”, o Messias seria crucificado.

Preste bem atenção: o decreto saiu no outono de 457 A.C. 483 anos depois chegaríamos ao outono de 27 D.C., exatamente quando Cristo foi batizado. 3 anos e meio, desde o outono de 27, onde nos levarão? Se somarmos 3 anos ao outono de 27, chegaremos ao outono de 30, porém, mais seis meses ou meio ano, porque são 3 anos e meio depois do outono de 27, chegaremos à primavera de 31 D.C. O que aconteceu na primavera de 31 D.C.? Cristo iria firmar o eterno concerto através de Seu sangue derramado na cruz. Ele seria crucificado e faria cessar o sistema sacrifical judaico.

Os versos da profecia nos dizem que o Messias seria crucificado e faria cessar os sacrifícios no décimo quarto dia do primeiro mês judeu, no ano de 31 D.C. Essas profecias se cumpriram com exatidão.

Daniel profetizou que no dia da páscoa, quando o sumo sacerdote estivesse oferecendo o cordeiro pascal diante de Deus, Cristo estaria sendo sacrificado na cruz do Calvário. O apóstolo Paulo afirmou que Cristo, nosso cordeiro pascal, foi sacrificado por nós.

[Conclui no próximo quadro]

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 9:55 am por Carlstadt

[Continuação da página anterior e conclusão do artigo de Mark Finley]

É impressionante! Ficou claro que Jesus é mais do que apenas um bom homem, um sábio filósofo e professor de religião. Ele é o Divino Filho de Deus, o Cordeiro de Deus morto pontualmente por nós, por nossos pecados, como a profecia bíblica havia previsto. Podemos confiar nesse Cristo; podemos ter fé em Seu livro. Ele é o Messias, o Salvador da humanidade. A Bíblia diz que, de acordo com as profecias de Daniel, o concerto com os judeus iria terminar em 34 D.C. Setenta semanas proféticas, ou 490 anos, estavam determinadas sobre o povo judeu.

No final desses 490 anos, em 34 D.C., os judeus selariam seu destino como povo de Deus. Logicamente que como indivíduos poderiam fazer parte do povo de Deus que viria depois. Qualquer pessoa, muçulmano, indiano, judeu, cristão, só é salvo através do sangue de Cristo. Mas os judeus não seriam mais a nação escolhida após 34 D.C.

Em 34 D.C., Estêvão, o primeiro mártir cristão, foi apedrejado. Os líderes de judeus rejeitaram o evangelho e esse passou a ser disseminado entre os gentios. Podemos ler essa maravilhosa história no livro de Atos, quando o sumo sacerdote fez um discurso no apedrejamento de Estêvão, renunciando sua fé cristã, rejeitando a Jesus como o Messias. Em 34 D.C., o evangelho passou a se pregado aos gentios e a primeira parte dessa profecia se cumpriu.

Recapitulemos as previsões sobre o Messias. O decreto foi promulgado em 457 A.C.; 483 anos no futuro, o Messias, o Ungido, viria e seria batizado. Cristo foi batizado e exatamente na data estabelecida. No meio daquela semana profética, o Messias, Jesus Cristo, seria tirado ou crucificado.

Ele foi crucificado na primavera de 31 D.C. Três anos e meio após esse acontecimento, chegamos ao outono de 34 D.C. Nessa ocasião, o evangelho passaria para os gentios. E assim aconteceu, como a profecia bíblica havia previsto. O decreto foi sancionado no tempo profetizado, Cristo foi batizado e crucificado no tempo previsto; o evangelho passou aos gentios no tempo certo. Mas lembre-se de que essa é a primeira parte da profecia -- os 490 anos que se refere aos judeus.

O que o anjo Gabriel explicou para Daniel sobre a profecia? Os primeiros 490 dos 2300 anos findaram em 34 D.C. Essa fração do grande período de 2.300 anos referia-se ao povo de Daniel, e à primeira vinda de Cristo. A última parte diz respeito ao moderno povo de Deus e à segunda vinda de Cristo, Deus usou um acontecimento que pudemos constatar -- a primeira vinda de Cristo -- para que compreendêssemos aquilo que não podemos ver -- a segunda vinda de Cristo. Ora, se os acontecimentos da primeira parte da profecia se cumpriram pontualmente, obviamente os eventos da segunda parte também hão de se cumprir.

O Juízo Final
“E ele me disse: até 2.300 tardes e manhãs, e o santuário será purificado”. Daniel 8:14. o anjo revelou que a purificação do santuário aconteceria no final dos tempos. Já que um dia profético é igual a um ano literal, os 2.300 anos nos levam até o tempo do fim.

Mas como podemos descobrir isso? 2.300 menos 490 resultam em 1.810 anos. Os primeiros 490 anos terminaram em 34 D.C. Os restantes 1.810 anos referem-se ao povo de Deus no fim dos tempos. Se adicionar 34 D.C. a 1.810 anos chegaremos a 1.844 anos. Em outras palavras, se iniciarmos em 457 A.C. e continuarmos por 2.300 anos, chegaremos ao ano de 1844 D.C. Esses 1.810 anos referem-se ao período chamado na Bíblia de final dos tempos, onde ocorre o juízo final antes da vinda de Cristo.

Ao cabo de 2.300 anos, a verdade sobre Jesus, o Cordeiro morto, nosso Sumo sacerdote e a Lei de Deus será restaurada. Até 2.300 dias e Deus estabeleceria Seu juízo sobre as nações. Fracos e fortes serão julgados e achados culpados. O povo de Deus será purificado e exaltado diante do Universo.

Começando em 1844 de nossa era, assim como se fazia no antigo santuário hebreu, o povo de Deus se reuniu e orou durante o dia do Julgamento. Abriram seus corações para ser purificados pelo sangue do Cordeiro, ter seus pecados perdoados e receber misericórdia de Deus. Eles examinaram seus corações para ver se não havia nenhuma rebeldia oculta, não confessada. Diziam: “Senhor, perdoa-nos!” Na última hora da história terrestre Deus convida homens e mulheres a virem a Ele. Estamos vivendo no tempo do Juízo Final!

Desde 1844, Deus tem restaurado a verdade sobre as Escrituras para o mundo. Verdade que foi perdida durante séculos, que foi obscurecida por tradições e doutrinas humanas. A verdade de que somos salvos somente por Cristo e que nossas boas obras não podem nos salvar. A verdade de quem em qualquer preocupação ou dificuldade por que passarmos, precisamos não de um sacerdote terreno, mas de Jesus, nosso Sumo Sacerdote celestial. A verdade de que se nós O amarmos, permitiremos que Ele mude nossos corações e escreva Sua lei em nosso interior.

Alguém me disse: “Mas, Mark, espere um momento, nós estamos vivendo no tempo do fim desde 1844? Mas isso é mais do que 150 anos!”

Deus disse para Noé: “Noé, este mundo será destruído por uma enchente”. E Noé pregou a destruição pelo dilúvio durante 120 anos. A Terra está sendo julgada por 150 anos, porque o dilúvio final está chegando. Nos últimos 150 anos, a mensagem de Deus tem sido anunciada ao mundo enquanto o tempo se escoa. Estamos nos aproximando do momento culminante, do fim do mundo, da volta de Cristo, dos últimos momentos que precedem a eternidade.

Jesus, nosso Salvador, está apelando a você e a mim, no final dos tempos. Estamos vivendo nos derradeiros instantes da história terrena.


Jesus veio como era previsto, da primeira vez; Ele foi batizado em 27 e crucificado em 31 D.C. O evangelho passou a ser pregado aos gentios em 34 D.C. Não houve nem mesmo por um pequeno erro nas profecias, e desde 1844 o tempo está acabando.

Não é por acaso que nos últimos anos, a Rússia se abriu para o evangelho. A cortina de ferro caiu tão rapidamente como num efeito dominó. A Iugoslávia se abriu para o evangelho como por milagre. Deus, agora está começando a abrir a China.

“Dá-me a Bíblia”
Há pouco tempo tive o grande privilégio de visitar a China. Lá estando, conheci Roberto Wuong. Ele estava na prisão cumprindo pena de 15 anos por atividades contra-revolucionárias. Enquanto me assentei e conservei com ele, vi sua grande fé e radiante coragem. Robert Wuong contou-me que nos primeiros 5 anos, ele ficou preso na solitária e não pode conversar com ninguém. Antes de ser preso, Wuong estava para se casar e sua noiva lhe disse: “Não se preocupe, vou esperar você, não interessando quanto tempo fique preso”. Após 5 anos, foi-lhe permitido receber uma visita por durante 5 minutos, uma vez ao mês. Ele podia escrever uma carta por mês com 100 caracteres chineses e isso era tudo.

Naqueles tempos, na China, os comunistas gostavam de fazer lavagem cerebral. Isso significava acabar com toda a sua herança e identidade cristãs. Robert Wuong recebeu um número; todos recebiam um número, e um dia ele estava no jardim da prisão e ouviu alguém chamar: “Prisioneiro número 115”. Aquele não era seu número, mas de repente se lembrou de que esse era o número do hino “Dá-me a Bíblia” de seu velho hinário chinês. Na próxima vez que ele pode escrever os 100 caracteres, assinou no final, “prisioneiro 115”.

Aquela carta foi enviada para a sua mãe e ao lê-la ela disse: “Prisioneiro 115? Mas, esse não é o seu número! Ele deve estar querendo nos mandar uma mensagem! 115, o que significa isso?” E alguém disse: “115 é um hino de nosso hinário, o “Dá-me a Bíblia”. Os prisioneiros não tinham rolos de papel higiênico fornecidos pelo Estado, e esse provimento ficava a cargo da família providenciar. Freqüentemente eles faziam uma grande barra de sabão que durava de 2 a 3 meses. Sua mãe fez um sabão e no meio dele colocou um pequeno Novo Testamento chinês e escreveu: “Aqui está, número 115”. Quando ele corou o sabão, achou o Novo Testamento e esse o nutriu durante o cativeiro.

Nos últimos dias de nossa história, o povo de Deus não dirá: “Dêem-me as novelas” ou “Dêem-me os últimos acontecimentos esportivos”. “Dêem-me diversões pervertidas, álcool, fumo ou drogas”. Nos últimos dias da nossa história, o chamado do juízo final é uma convocação para a Bíblia, para a fidelidade às Escrituras, para o Cristo da Bíblia, nosso único Salvador, Senhor e Sumo Sacerdote. É o chamado do retorno à obediência, conforme ordenada por Deus em Sua palavra.

O tempo está se esgotando rapidamente. Existe alguma coisa em sua vida que não esteja em harmonia com a vontade de Deus? Alguma coisa que o separa dEle? Você gasta tempo com Sua palavra? Deseja conhece-lo através da Bíblia Sagrada? Está você faminto pelas verdades de Sua Palavra? Está disposto a abandonar qualquer tradição eclesiástica e humana para obedecer a Cristo?

Oremos:

Ó meu Pai, vivemos exatamente no fim; o tempo está acabando e Cristo logo voltará. Queremos ser fiéis à Tua palavra, fiéis à Tua verdade, fiéis ao Teu Cristo. Nós Te agradecemos em nome de Jesus, Amém.

Da série: “Profecias de Daniel”, por Mark Finley.

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 9:56 am por Carlstadt

A VERACIDADE DO PRINCÍPIO DIA-ANO
A Igreja Adventista do Sétimo Dia, cumprindo o papel que lhe é devido nestes últimos dias, possuindo doutrinas distintas, como, o sábado do sétimo dia, a imortalidade condicional da alma, o dom de profecia (exemplificado no ministério de Ellen G. White), a perpetuidade da lei de Deus e a doutrina do santuário celestial, tem sido alvo de grandes acusações por parte de seus oponentes; porém, de todas as acusações de que temos sido alvo, e que já têm sido lançadas por terra, chama-me a atenção as que dizem respeito à doutrina do santuário, uma de nossas doutrinas peculiares. Assim, constantemente tenho me deparado com livros e mais livros que, com intenso zelo apologético, futilmente têm procurado desacreditar os fiéis seguidores de Cristo desta importante doutrina.

Surgindo como um movimento profético para os últimos dias, a Igreja Adventista surgiu como fruto de um grande reavivamento espiritual da primeira metade do século XIX liderado por Guilherme Miller, um grande pregador e estudante da Bíblia que baseou suas considerações no texto que se encontra em Daniel 8:14: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”. Como resultado deste profundo estudo, no ano de 1831, após ter evidências suficientes da aprovação divina, começou a pregar o breve retorno literal e visível de Cristo nas nuvens do céu para o ano de 1843. Futuramente veio a fixar esta data para a Volta de Jesus para a conhecida data de 22 de outubro de 1844.

Guilherme Miller começou a sua contagem profética tomando como ponto de partida o ano 457 a.C., quando o rei Artaxerxes autorizou a reconstrução de Jerusalém (Dan. 9:25; Esdras 7:7).

Não queremos aqui discutir o que realmente aconteceu nesta data, o que vem a ser assunto de outro estudo. Mas, tendo como base o fato de Guilherme Miller haver tomado as 2300 tardes e manhãs de maneira simbólica, tendo assim, um dia para cada ano, totalizando 2300 anos--período que vai de 457 a.C. a 1844 A.D.--muitos de nossos críticos têm sugerido que esta maneira de interpretar a profecia é antibíblica, não se achando respaldo em qualquer página das Sagradas Escrituras. Seria, portanto, fruto da própria interpretação adventista para fazer com que as profecias bíblicas se harmonizem com seus ensinos.

ABORDAGEM BÍBLICA
Existem realmente evidências nas Sagradas Escrituras que nos possibilita a aplicação do “princípio dia-ano” na profecia bíblica? Quando este assunto é abordado, logo vêm dois textos bíblicos à nossa mente:

- Números 14:34: “Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos e tereis experiência do meu desagrado”.

- Ezequiel 4:4-6a: “Deita-te também sobre o teu lado esquerdo e põe a iniqüidade da casa de Israel sobre ele; conforme o número dos dias que te deitares sobre ele, levarás sobre ti a iniqüidade dela. Porque eu te dei os anos da sua iniqüidade, segundo o número dos dias, trezentos e noventa dias; e levarás sobre ti a iniqüidade da casa de Israel. Quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito e levarás sobre ti a iniqüidade da casa de Judá. Quarenta dias te dei, cada dia por um ano”.

A indicação bíblica para a validade do princípio dia-ano, porém, não se limita apenas a estes dois textos. Temos outros versos bíblicos que lançam luz à aplicação deste princípio. Podemos encontrar o conceito “dia-ano” de forma implícita nos seguinte textos: I Sam. 2:19; 20:6; 27:7; Apo. 13:10.

Analisando os textos acima, tendo como referencial o texto da Septuaginta (LXX), a mais célebre, a mais antiga e completa versão das Escrituras do Antigo Testamento para a língua grega (cerca de 250-150 a.C.), verifica-se que nestes versos é citada a expressão “hemera” (heméra), que significa: “dias”; em nossas versões é traduzida por “anos”. Os setenta judeus que traduziram o texto hebraico do Antigo Testamento para o texto grego, sabendo da correspondência entre os dois termos não tiveram dificuldade em assim fazê-lo, visto que o sentido do que hoje chamamos de “princípio dia-ano” era para eles totalmente conhecido.

INVENÇÃO ADVENTISTA?
Críticos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, muito mal informados, geralmente têm tido a coragem de colocar os pioneiros de nossa Igreja como os verdadeiros fundadores do princípio dia-ano para interpretar profecias cronológicas apocalípticas. Logo abaixo podemos verificar se algum destes exegetas bíblicos fez parte do movimento adventista logo nos seus primórdios.

Principais Expositores
* No século IX, BENJAMIN NAHAWENDI da Pérsia, colocou os 2300 dias como “anos”, ditados a partir da destruição de Siló em 942 a.C.

* JAFÉ IBN ALI, no século X, da Palestina, encarou os 2300 dias como “anos”, porém tomou as 2300 tardes e manhãs como 1150 dias-anos inteiros.

* SAADIA, também no século X, de Babilônia, também interpretou os 2300 dias como 1150 “anos”.

* RASHI da França, juntamente com outros célebres eruditos judeus, tomaram os 2300 dias proféticos como anos completos. Rashi chegou a traduzir Daniel 8:14 da seguinte maneira: “Até 2300 anos e o santuário será purificado.”

* NAHMANIDES, médico espanhol do século XIII, datou os 2300 anos a partir do reinado de Davi.

* RASHBAZ, outro médico, porém do século XV, datou os 2300 anos começando na destruição do reino de Israel (+/- 450 a.C. - 1850 A.D.)

* ISAQUE ABRAVANEL, um expositor espanhol, colocou os 2300 anos como a duração do exílio sob Roma, terminando no “tempo do fim”.

* A um monge de Bamberg foi atribuído um tratado chamado De Semine Scripturarum, também no século XIII, onde ocorreu a primeira interpretação cristã dos 2300 dias como 23 séculos (Daniel - séc. XVI).

* ARNALDO DE VILANOVA, um médico espanhol, no ano 1292, fez um comentário sobre o De Semine e datou os 2300 dias de acordo com o princípio dia-ano.

* NICOLAU KREBS DE CUSA (1400-1464), cardeal católico, escolástico, filósofo, situou os 2300 anos desde o tempo da visão do capítulo 8 de Daniel até o 2o. advento de Cristo.

* SAMUEL HUTCHINSON (1618-1728), teólogo, também expunha os 2300 anos.

* Na época da Reforma, Vários expositores encararam os 2300 dias como anos, entre eles: o teólogo inglês GEORGE DOWNHAM (1634) e o advogado EDWARD KING (escreveu por volta de 1798).

* THOMAS PARKER, de Massachussetts, pastor calvinista em 1645, colocou os 2300 dias como abrangendo 1150 dias.

* TILLINGHAST (1655), iniciou os 2300 anos com o 1o. ano de Ciro, no início da Pérsia, indo até o 2o. advento.

* WILLIAM SHERWIN, colocou os 2300 anos terminando por volta de 1700.

* T. BEVERLEY, próximo ao fim do século XVII, colocou os 2300 anos desde a Pérsia até a “purificação do santuário” e a “destruição do Anticristo”.

* WILLIAM LOWTH (1660-1732) terminou os 2300 anos em 1716.

* TEODORO CRINSOZ DE BIONENS, um teólogo protestante suíço, finalizou os 2300 anos em 1745.

* THOMAS NEWTON, bispo de Bristol, Inglaterra, colocou o término dos 2300 anos como “ainda no futuro”.

* DE LA FLUCHRE, associado de Wesley, colocou o fim dos 2300 anos para a sua geração ou para a geração seguinte.

* JOHN PURVES, pastor escocês, finalizou o período em 1766.

* HEIRINCH HORCH (1652-1729), um teólogo reformado, também expunha os 2300 anos.

* GEORGE HERMANN GIBLEHR, pastor pietista alemão, colocou os 2300 anos até o estabelecimento do reino de Cristo.

* JOHANN P. PETRI (1718-1792), pastor da igreja alemã reformada, foi o primeiro a iniciar as 70 semanas de anos e os 2300 anos simultaneamente.

* Próximo do fim do século XVIII, HANS WOOD, da Irlanda, também iniciou os dois períodos simultaneamente, terminando em 1880.

* JAMES BICHENO, escolástico dissidente, colocou o período entre 481 a.C. E 1819 A.D.

* EDUARDO KING, advogado, também endossou os 2300 anos.

* WILLIAM BURNET, governador de Massachussetts, cria ser o papado o poder que profanou o santuário, computou os 2300 anos de 555 a.C. até 1745 A.D., e cria estar próximo o reino de Deus.

* RICHARD CLARKE, reitor episcopal da Carolina do Sul, no fim do século XVIII, considerou os 2300 anos entre 538 a.C. e 1762 A.D., quando a Babilônia cairia.

* SAMUEL GATCHEL, diácono congregacional de Massachussetts, pregou os 2300 anos.

* SAMUEL HOPKINS (1721-1804), um estudioso teólogo, também congregacional, cria que o reino milenial começaria como término dos 2300 anos, por volta do ano 2000 A.D.

* SAMUEL OSGOOD (1748-1813), pregou com ênfase os 2300 anos.

* Em 1795, JAMES WINTHROP (1752-1821), bibliotecário, de Harvard, defendeu o ensino dos 2300 anos.

* No fim de 1810, “J.A.B.”, na Inglaterra, pregou o fim dos 2300 anos para 1843.

* Em janeiro de 1811, WILLIAM C. DAVIS (1760-1831), da América do Norte, pregou o fim dos 2300 anos para 1847.

* WILLIAM HALES (1747-1831), seguindo HANS WOOD, colocou os 2300 anos entre 420 a.C. e 1880 A.D.

* GEORGE STANTEY FABER (1733-1854), terminou os 2300 anos em 1866.

* O famoso teólogo ADAM CLARK colocou este período entre 334 a.C. e 1966 A.D.

* Porém, um leigo presbiteriano chamado WILLIAM CUNINGHAME (1776-1849), e ARQUIBALD MASON (1753-1831), ministro da Igreja Presbiteriana Reformada,
semelhantemente aos “adventistas”, iniciaram as 70 semanas e os 2300 anos
similarmente em 457 a.C., porém diferiram em apenas um ano, colocando o término deste último período em 1843, embora inicialmente fosse esta a data pregada por Guilherme Miller.[1]

* RABI AKIBA, em 130 A.D., interpretou os 2300 dias como anos literais.

* JULIUS AFRICANUS, no ano 240 A.D., foi outro que aplicou o princípio dia-ano para as 2300 tardes e manhãs.

* MARTINHO LUTERO, o grande teólogo reformador do século XVI, também interpretou as 2300 tardes e manhãs como anos literais, aceitando como válido o princípio dia-ano.[2]

* W. E. DAVIS, colocou o cumprimento da profecia para o ano 1810, interpretando a profecia como anos literais.

* JOÃO WOLFF (1795-1862), colocou para 1822 o cumprimento das 2300 tardes e manhãs.

* LEONARD H. KELBER, para o ano 1824.

* ALEXANDER CAMPBELL , também interpretando a profecia para anos futuros, no tempo do fim, datou o cumprimento da profecia para o ano 1829.

* JOAQUIM DE FLORES, no século XIII, também interpretou as 2300 tardes e manhãs como simbólicas.

* PEREIRA, no século XVI, outro teólogo dos 2300 anos literais.

* SANCHES, no século XVII, pregou os 2300 dias como simbólicos, significando anos inteiros.

* ISAAC NEWTON, no século XVIII, um grande estudioso da Bíblia e também intérprete da profecia bíblica dos 2300 dias como 2300 anos literais.[3]

Quantos destes teólogos e comentaristas pertenciam à Igreja Adventista do Sétimo Dia? Pelo que temos conhecimento, nenhum deles. Nem mesmo eram os que marcaram o fim do período profético das 2300 tardes e manhãs para 22 de outubro de 1844, visto que, os adventistas do sétimo dia como denominação vieram a se organizar somente em 1863.

Ellen Gould White (1827-1915), também aceitou a interpretação dos 2300 anos, incluído neste período as 70 semanas de Daniel 9, baseado no princípio de que “um dia em profecia, profeticamente, representa um ano”[4]. Afirma que “as setenta semanas, ou quatrocentos e noventa dias, representam quatrocentos e noventa anos”[5]. E o santuário de Daniel 8:11-14 “aponta inquestionavelmente para o santuário do Céu”[6].

Ela coloca o começo dos 2300 anos “no outono de 457 antes de Cristo”[7], quando o decreto de Artaxerxes Longímano para restaurar e reconstruir Jerusalém foi colocado em efeito. E ela é igualmente explícita que o período dos 2300 dias “se estenderá até 1844”[8], identificando-o como o “tempo apontado para o julgamento”[9], quando a obra de investigação teve início.

Literatura Não Bíblica
A aplicação do princípio dia-ano também pode ser achada de modo explícito na literatura judaica helenística (Livro dos Jubileus, Testamentos de Levi, I Enoque 89-93), na literatura de Qumran (11 Q Melquisedeque, 4 Q 384-390 Pseudo-Ezequiel, 4 Q 180-181 A Época da Criação) e em Intérpretes Pós-Qumran (Josephus, Intérpretes Rabínicos Antigos e Assunção de Moisés).

PROVAS PRÁTICAS
Guilherme Miller, o grande pioneiro adventista, cria que a profecia relatada em Daniel 8:14: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” correspondia a 2300 anos literais, não podendo esta aplicar-se ao santuário terrestre.
Muitas críticas têm sido levantadas afirmando consideravelmente que o princípio dia-ano não é válido para a profecia bíblica, afirmando que “Se tal meio violento e inconsistente for a única maneira de “harmonizar a profecia”, como afirmam alguns, então devemos desistir de todas as tentativas de interpretá-la. Procedimento desta natureza é que faz os céticos sorrirem e traz repúdio a todo o estudo de profecia”.[10]

Contudo, a profecia bíblica, quando interpretada levando-se em consideração o princípio dia-ano, testifica ou não a favor da veracidade da aplicação deste princípio? Faz realmente sentido a aplicação do princípio dia-ano para as 2300 tardes e manhãs, tendo assim 2300 anos literais? Deve a interpretação ser tomada simbólica ou literalmente? Para serem respondidas estas questões deve-se fazer uma aplicação da profecia de ambas as formas, literal e simbólica, para então verificar-se qual das duas interpretações faz sentido. Abaixo teremos alguns exemplos:

Conforme Daniel 8:1, esta visão foi dada “no ano terceiro do reinado do rei Belsazar”, isto é, no ano 538 a.C., tempo em que os filhos de Israel estavam no cativeiro babilônico, Jerusalém estava devastada e o templo totalmente destruído. Se tomarmos os 2300 dias como literais (6 anos, 2 meses e 20 dias), e o ano 538 a.C. como partida, iremos ao ano 532 a.C., ano em que Jerusalém ainda estava devastada e que não havia nenhum santuário terrestre para ser purificado. De acordo com Esdras 6:15, a reconstrução do templo só foi concluída no “sexto ano do reinado do rei Dario”, ou seja, em 516 a.C.

No versículo anterior à profecia das 2300 tardes e manhãs encontramos a pergunta em questão: “Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?” E vem a resposta: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs”.

O reino da Medo-Pérsia, Grécia, e Roma pagã e papal entram neste período de 2300 dias. Como podem todos os eventos relacionados a estes reinos se cumprirem dentro de um período de 6 anos, 2 meses e 20 dias? A Medo-Pérsia sozinha corresponde um período de 208 anos (539-331a.C.). Como agrupar todos estes grupos em 2300 dias literais? É impossível! A profecia só passa a ter sentido quando interpretada de acordo com o princípio dia-ano. “Desde que 2300 dias literais cairão muito perto, é evidente que as 2300 tardes e manhãs foram intencionadas para ser entendidas de uma maneira simbólica e que o princípio dia-ano está funcionando aqui”.[11]

Em Daniel 8:17, encontramos a declaração de que esta profecia se cumpriria no “tempo do fim”. Se tomarmos uma interpretação literal da profecia, esta ocorreria entre 457 a.C. e 451 a.C.; por outro lado, interpretando simbolicamente a profecia, sairíamos do ano 457 a.C. indo até o ano 1844 A.D. Qual destes dois períodos corresponde ao “tempo do fim”: 451 a.C. ou 1844 d.C? Vemos aqui como a interpretação literal permanece sem sentido.

Se tomarmos as 69 semanas da 70 semanas proféticas como literais, veremos que desde a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém (457 a.C.) até o Messias (1o. séc. A.D.) haveria apenas um ano, quatro meses e três dias. Tomando de forma simbólica, teríamos um correspondente a 483 anos, que nos levaria ao ano 27 A.D., justamente o ano em que Jesus iniciou Seu ministério, por ocasião do Seu batismo. Qual das duas interpretações realmente faz sentido? O princípio dia-ano continua sendo incontestável em sua aplicação!

A profecia, em Dan.9:24 e 25, nos diz: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos. Sabe, e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”. Depois das sessenta e duas semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. Ele fará firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre as asas das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele”.

Esta profecia trata mais especificamente da última semana das setenta semanas que estavam determinadas sobre o Seu povo. Na metade desta última semana, correspondente a sete anos literais, o sacrifício e as ofertas cessariam. Sendo a semana correspondente a sete anos literais, a metade da semana corresponde a exatamente três anos e meio, terminando estes três anos e meio no ano 31 d.C., ano em que Jesus foi crucificado.

“Neste momento perdeu seu significado, o sistema de sacrifícios. Ainda que os judeus continuaram oferecendo sacrifícios por quarenta anos mais, os sacrifícios não significaram nada para Deus. Quando os líderes mataram a Estêvão em 34 d.C., isto conclui a confirmação de ‘pacto com muitos’. De fato, essa morte selou o regalo da parte de Israel para com Jesus, terminando assim a relação de pacto com Deus que a nação em sua totalidade havia tido durante séculos. Esse fim ocorreu em 34 d.C., o último ano da profecia das setenta semanas’”.[12]

“De todas figuras proféticas descritas neste capítulo [8], a ponta pequena permanece como a mais diretamente em oposição a Deus. Sendo este o caso, a questão deve ser levantada: Realmente esta profecia quer dizer que o atrito entre a ponta pequena e o Altísimo seria resolvida em apenas 3 1/2 semanas literais? Dado o esboço compreensivo da história da salvação que esta profecia esconde, como uma figura parece um período de tempo demasiadamente curto no qual se concluem os eventos desta importância”.[13]

Parece até mesmo coincidência que ao se aplicar o princípio dia-ano se obtém um período definido de tempo em que se cumprem todos os eventos descritos no texto bíblico. Quando usa o princípio dia-ano, a profecia bíblica tem sentido; quando não usado este princípio, a profecia passa a não ter mais sentido algum. Este já passa a ser um poderoso argumento para a aplicação do princípio dia-ano na profecia bíblica.

Deve-se considerar que a profecia apocalíptica é composta de inúmeras figuras simbólicas. Ventos representam dissensões, povos. Animais representam reinos. Pontas representam poderes. É de se esperar que os números sigam a mesma natureza simbólica das figuras. Indicando, assim como as figuras, uma interpretação simbólica do tempo profético--o que pode ser comprovado através do princípio dia-ano. Assim, “devemos considerar que estamos estudando uma profecia simbólica, e por isso a medida de tempo não pode ser literal, mas simbólica”.[14]

Clifford Goldstein, em seu livro 1844 Hecho Simple, assim se expressa: “Em Daniel 7 temos símbolos ao longo de todo o capítulo. . . . Daniel 8 também é uma visão com imagens simbólicas. não se trata de uma profecia acerca de animais, como tampouco o era Daniel 7. É totalmente profética. Não havia de se esperar também que uma sequência temporal nestes capítulos também fosse simbólica, em vez de literal?

Ademais, ‘tarde e manhã’ não é uma forma comum de descrever dias. As palavras típicas para dias na Bíblia são yamin (no plural) e yom, que ocorrem mais de mil vezes na Bíblia. Não seria mais sensato em haver dito: ‘Até seis anos, três meses e vinte dias; então o santuário será purificado’, em vez de 2300 dias? . . . Inclusive as 70 semanas de Daniel não são uma forma comum de expressar o tempo. Por que não foram dadas como um ano e quatro meses e meio? A razão de tudo isto poderia ser que o Senhor não se referia a tempo literal, e utilizou estes números e unidades ‘simbólicas’ para mostrar ao leitor que se tratava de tempo profético, e não de tempo literal”.[15]

O livro Selected Studies on Prophetic Interpretation, de William H. Shea, após fazer uma análise detalhada na aplicação da palavra “dias” em Daniel, declara: “A maneira mais geral e figurativa que a palavra ‘dias’ tem sido usada em Daniel para representar longos períodos do tempo histórico atual tem sido revisado aqui. Este tipo de uso já está presente nas narrativas históricas do livro. E continua dentro de uma variedade de apontamentos acerca do tempo nas profecias do livro”.[16]

As profecias bíblicas referentes a tempo, principalmente estas que apresentam em todo o seu contexto figuras simbólicas, testificam da aplicação do princípio dia-ano. “Pelo que o resultado mais concludente que todos os demais é o fato de que as profecias têm-se cumprido de acordo com esse princípio”.[17]

CONCLUSÃO
O estudo do princípio dia-ano é de grande importância no estudo de profecias bíblicas apocalípticas. Sem a presença deste princípio estas profecias bíblicas certamente estariam não fariam qualquer sentido. O Senhor Deus atua de maneira marcante na história terrestre, e isto faz com que tenhamos mais confiança nos relatos bíblicos.

A profecia expressa em Daniel 8:14: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado”, assim como as setenta semanas de Daniel 9:24 e 26:
“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos. Sabe, e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos” entretêm um paralelismo marcante. As características e a seqüência profética contidas nestes dois capítulos nos mostram que a segunda profecia (70 semanas) é paralela à primeira (2300 tardes e manhãs), isto é, está contida na profecia de Daniel 8, portanto, começam simultaneamente.

A profecia das 2300 tardes e manhãs corresponde ao maior tempo profético que encontramos nas páginas das Escrituras, sendo, portanto, uma profecia que se cumpriria num período muito grande de tempo na história terrestre (2300 anos). O seu cumprimento vem dar maior veracidade ao relato bíblico, mostrando que Deus conhece toda a história terrestre e atua de maneira poderosa para que tudo se cumpra.

Esta profecia, dada a Daniel séculos antes da vinda de Cristo, mostra de maneira inequívoca quando viria o Messias, quando Este seria ungido pelo Deus altíssimo (27 d.C.--final da 69a. semana), quando seria oferecido em sacrifício pela raça humana (31 d.C.--na metade da última semana), quando acabaria o tempo dos judeus como nação escolhida de Deus (33 d.C.--final das setenta semanas). O que ocorreu por ocasião do apedrejamento de Estêvão, mostra ainda quando Cristo entraria no Santuário Celestial para interceder pelo Seu povo diante do Pai (1844*--final das 2300 tardes e manhãs).

A Igreja Adventista do Sétimo Dia, deve significativamente a sua existência à correta interpretação da profecia bíblica, mais precisamente à profecia das duas mil e trezentas tardes e manhãs, cujo significado doutrinário, confirmado pelo princípio dia-ano, ainda é sustentado inabalavelmente até os dias de hoje. Douty sabiamente afirmou: “Todavia, os adventistas do sétimo dia, que se dizem divinamente chamados para esta obra de finalização, têm esta teoria como firme fundamento, de modo que descartá-la seria destruírem-se a si mesmos”.[18]

Realmente, descartar o princípio dia-ano seria destruir totalmente a base da Igreja Adventista como um movimento profético divinamente comissionado para estes últimos dias. Porém, o princípio dia-ano tem o apoio de grandes teólogos e pesquisadores bíblicos, e, acima de tudo, o apoio das Sagradas Escrituras para a interpretação de suas profecias apocalípticas.

O princípio dia-ano permanece inabalável através dos tempos, e a sua aplicação para a interpretação das 2300 tardes e manhãs faz com que a profecia tenha real sentido. Portanto, se este princípio não fosse considerado na interpretação bíblica tomaríamos o tempo para o seu cumprimento como literal, o que não faria sentido algum. Assim, “devemos ter em mente que é o significado final que é o verdadeiro significado, acima de tudo, quando a profecia é cumprida numa escala mais completa, e com a mais completa e detalhada precisão.[19]

REFERÊNCIAS
* “É evidente que os 2300 dias, são 2300 anos, e conseqüentemente o fim destes 2300 anos selará o reino da profecia”. (Davis, William C. The Millennium, or a Short Sketch of the Rise and Fall of Antichrist, p. 5. Citado por: Froom, Leroy Edwin. The Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 3, p. 393)

* “Eu ainda estou muito convicto, que meu cálculo de Daniel está correto; e entretanto espero que o milênio comece por cerca do ano 1847 ou 1848”. (Davis, William C. A Treatise on the Millennium, pp. 84 e 85. Citado por: Froom, Leroy Edwin, The Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 3, p. 392)

* “Os dois mil e trezentos anos começaram quatrocentos e noventa anos antes da morte do nosso Senhor Jesus Cristo, e quatrocentos e cinquenta e sete anos antes de Seu nascimento, desde que a Era Cristã começou. Se subtrairmos 457 de 2300, o restante dará o ano na Era Cristã, quando os 2300 anos findarão. Por esta simples operação, descobrimos que este número terminará em 1843. Naquele ano, o santuário do Senhor será purificado, a Igreja e as nações serão entregues às abominações da Mãe das Meretrizes, e propriamente será eliminado da Terra”. (Mason, Archibald. Two Essays of Daniel’s Prophetic Number of Two Thousand Three Hundred Days, p. 21. Citado por: Froom, Leroy Edwin. The Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 3, p. 402 e 403).

[1] Ver: Nichol, Francis D. Comentários Sobre Daniel, pp. 32-48.

[2] Froom, Leroy Edwin. Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 1, p. 280, vol. 2, pp. 194, 195 e 279.

[3] Daniel Hammerly Dupuy, O Mundo do Futuro, p. 330.

[4] White, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações, p. 233.

[5] White, Ellen G. Profetas e Reis, p. 698.

[6] White, Ellen G. O Grande Conflito, p. 417.

[7] White, Ellen G. O Grande Conflito, p. 410. Primeiros Escritos, p. 243. O Desejado de Todas as Nações, p. 233.

[8] White, Ellen G. O Grande Conflito, p. 410. Vida e Ensinos, p. 50.

[9] White, Ellen G. O Grande Conflito, p. 486.

[10] Alva J. McClain, A Profecia das Setenta Semanas de Daniel, p. 14.

[11] Frank B. Holbrook, Symposium on Daniel, vol. 2, p. 426.

[12] Clifford Goldstein, 1844 Hecho Simple, p. 50.

[13] William H. Shea, Selected Studies on Prophetic Interpretation, vol. 1, p. 60.

[14] Urias Smith, Las Profecías de Daniel y del Apocalipsis, p. 115.

[15] Clifford Goldstein, 1844 Hecho Simple, pp. 78 e 79.

[16] William H. Shea, Selected Studies on Prophetic Interpretation, vol. 1, p. 63 Maiores detalhes: pp. 56-63.

[17] Urias Smith, Las Profecías de Daniel y del Apocalipsis, p. 167.

* Mais precisamente no dia 22 de outubro de 1844, que corresponde ao 10o. dia do 7o. mês (“Tishri”), o dia em que era feita a expiação anual no ritual do santuário (“Yom Kippurimm”), ocasião em que o sumo-sacerdote entrava no lugar santíssimo para interceder pelo povo, sendo assim, um “antítipo” de Cristo, que um dia entraria no lugar santíssimo do santuário celestial para interceder também pelo Seu povo, pelos remidos através do Seu sangue derramado na cruz do Calvário.

[18] Douty, N. F. Another Look at Seventh-Day Adventists, p. 95.

[19] Price, MacCready, The Greatest of the Prophets, p. 31. Citado por: Ramos, José Carlos, Ministério, (set/out 95), “Sistemas de Interpretação Profética”, p. 17.[/color]

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 9:56 am por Carlstadt


O Mito de Antioco Epifânio Como Sendo a Ponta Pequena de Daniel 7 e 8
Marco Aurélio Brasil

As profecias de Daniel 7 e 8 descrevem Roma, primeiro pagã, então papal, sob cores muito desfavoráveis. Não admira, portanto, que haja tentativas de dizer que aqueles chifres perseguidores se referem a outra coisa qualquer, aproveitando o fato de que o nome Roma não aparece com todas as letras na Bíblia.

A tentativa mais bem sucedida até o momento tem sido a de identificar o chifre pequeno com a pessoa de Antíoco Epifânio. "Antíoco Epifânio perseguiu judeus conservadores e suspendeu os serviços do templo entre os anos 168 e 165 a.C. Ao analisar as suas atividades, I e II Macabeus -- dois livros apócrifos -- citam frases de Daniel 8 e 9 (C. Mervyn Maxwell, Uma nova era segundo as profecias de Daniel, p. 158).

Argumentos em favor de Antíoco? Ora, ele interrompeu o serviço do santuário no templo de Jerusalém, reerguido por Esdas e Neemias, erigiu um ídolo dentro do templo e, horror dos horrores: sacrificou um porco no altar! Essas coisas são apontadas como o cumprimento da profecia de Daniel 8.

Mas a lição desta semana [refere-se à lição de Escola Sabatina referente ao estudo de Daniel 7 a 9] terminou com a seguinte frase: "outros fatores mostram a impossibilidade desta interpretação favorável a Antíoco". De fato, após um estudo mais aprofundado vemos que Antíoco Epifânio é, na melhor das hipóteses, uma idéia exótica de nome para bebês. Lembre que a profecia declara que o chifre pequeno se engrandeceria para o sul, para o oriente e para a terra formosa, e que se engrandeceria e prosperaria. Vou transcrever aqui outros excertos do livro de C. Mervyn Maxwell para ajudá-lo a riscar Antíoco do mapa:

". . . [não] se pode dizer que ele ‘prosperou’ (verso 12), ou que se ‘tornou muito forte’ (verso 9). Seu pai, Antíoco III, foi chamado ‘o Grande’, e com justa razão, pois que restaurou os domínios originais dos selêucidas. Antíoco Epifânio, por outro lado, era mencionado com sarcasmo -- pelo menos por alguns de seus contemporâneos -- como sendo ‘Epimânio’ -- o homem louco. Antíoco Epifânio, depois de um fugaz triunfo no ‘sul’ (Egito), foi totalmente derrotado nesse país quando o embaixador romano, C. Popílio Laenas, meramente lhe informou que o Senado Romano queria que ele se retirasse. O inflexível romano traçou com sua bengala um círculo em torno de Antíoco e exigiu deste uma decisão antes que ele saísse de dentro do círculo!

"No ‘leste’ (Mesopotâmia) Antíoco Epifânio morreu sob circunstâncias obscuras e tristes. Até mesmo a ‘terra gloriosa’ (Palestina) onde a princípio ele parecia destinar-se ao sucesso, todas as suas ambições ruíram por terra enquanto ele ainda vivia.

Adicionalmente, todas as tentativas de enquadrar sua profanação do templo judaico dentro de ‘2.300 tardes e manhãs’, fracassaram uniformemente. O registro que mais se aproxima de ser contemporâneo, encontrado em I Macabeus 1:54 a 59; 4:52 a 54, é incrivelmente preciso ao dizer que ele interrompeu os serviços do templo durante três anos e dez dias (do 15º dia do mês de Chislev do ano 168 até o 25º do mês de Chislev do ano 165)". (Op. cit., p. 158 e 159)[/color]


Sem dúvida, três anos e dez dias não somam 2.300 dias. Alguns estudiosos tentaram um estranho malabarismo, traduzindo Daniel 8:14 como se referindo não a 2.300 dias, mas a 1.150 dias. O argumento é de que havia dois sacrifícios contínuos por dia, um pela manhã e outro à tarde, logo, a profecia estaria falando de 2.300 sacrifícios, o que daria 1.250 dias. Se você tem na sua casa uma Bíblia na Linguagem de Hoje, pode conferir. Se for das edições mais antigas, talvez ela traga o número 1.150 em lugar de 2.300. As edições mais recentes já corrigiram essa manobra estapafúrdia, porque o argumento não se sustenta, o texto fala claramente de 2.300 dias, e não 2.300 sacrifícios. Ademais, 3 anos e 10 dias somam 1.090 dias, e não 1.150. Cortar 2.300 pela metade só faz com que a profecia fique um pouco mais perto de dar certo, mas não casa com exatidão.

Outro argumento importante: embora Macabeus -- que, repita-se, não é um livro canônico -- identifique Antíoco Epifânio com as predições de Daniel, um interpreto muito mais confiável e que viveu depois de Antíoco Epifânio afirma que a abominação desoladora de que fala Daniel ainda estava no futuro. Voltemos a Maxwell: "No discurso do Olivete, Jesus disse que a ‘abominação desoladora’ do profeta Daniel ainda se encontrava no futuro, no momento em que Ele próprio falava. Mateus 24:15... Assim, se realmente quisermos compreender o significado da ponta pequena de Daniel 8, teremos que concluir - como fez Jesus -- que ela não pode ter sido Antíoco Epifânio, que morreu em 164 a.C., quase dois séculos antes do Discurso do Olivete. (Op. cit., p. 159).

"Antíoco Epifânio foi o oitavo rei da dinastia selêucida, dirigente do reino helenístico que veio a ser conhecido como Síria. Ele é mencionado pelo historiador romano Lívio, pelo historiador grego Políbio e pelo historiador judeu anônimo que escreveu I e II Macabeus. O rei não aparece nas páginas desses escritores como um notável anticristo. Na verdade, emerge como um perdedor nato, um homem tragicamente pequeno" (idem, p. 193).

O chifre pequeno, tanto em Daniel 7 como em Daniel 8, aparece na seqüência de reinos hegemônicos, em determinado momento assume características distintas dos reinos predecessores, persegue os santos, muda os tempos e a lei, blasfema, se engrandece, prospera, atua até o final dos tempos, atua depois de Jesus, predomina por 1.260 anos. Não restam dúvidas de que a profecia está se referindo a Roma, e não a um obscuro rei cuja atuação desastrada e passional não teve qualquer conseqüência mais contundente no Grande Conflito entre Jesus e Satanás.

Para além da atuação desse poder perseguidor e como um limitador do mesmo, a profecia fala a respeito de um julgamento. O julgamento que vemos em Daniel 7 encontra paralelo em Daniel 8 com a cena de purificação do santuário. No centro da profecia, portanto, estão o santuário e seus símbolos, "sombras do corpo, que é Cristo", como diz Paulo. Durante a próxima semana voltaremos os olhos para o santuário, portanto.

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 9:59 am por Carlstadt

Encerrando os Estudos de Daniel
Cremos que os vários estudos desta seção a respeito das profecias de Daniel deram um quadro excepcional de como a história do mundo é antecipada com impressionante precisão pelo profeta. Vimos a seqüência de quatro impérios mundiais--Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma--chegando ao auge do poder e influência e entrando em colapso, um após o outro. Percebemos a divisão final do último dos grandes impérios, as tentativas mal-sucedidas de reavivar um império mundial, e outros aspectos de poderes posteriores. Dentre estes, um se destaca por características não só políticas, como religiosas, como discutido em detalhes no livro de Apocalipse, que faz parceria com o de Daniel em simbologia de acontecimentos mundiais afetando o povo de Deus, bem como o final glorioso que aguarda os que “guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus” (Apo. 14:12). Assim, valeria a pena agora explorarmos os símbolos proféticos do último livro bíblico.

Antes, porém, de entrarmos em estudos sobre o Apocalipse, valeria a pena analisar um capítulo de Daniel utilizado erroneamente por alguns como profecia que também se estende até o fim dos tempos. Trata-se da profecia de Daniel 4, que mais uma vez no livro do profeta hebreu trata de sonhos. Novamente do rei Nabucodonosor tem um sonho que gostaria de saber o que significaria, e tal sonho é igualmente interpretado com êxito por Daniel. Mas diferentemente dos outros retratados no livro, este apenas diz respeito à experiência do próprio rei Nabucodonosor. O orgulhoso rei babilônico seria forçado a deixar o trono de Babilônia por certo tempo, o que se deu dada uma doença mental que por “sete tempos”, ou anos, sofreu, mas isso nada tinha a ver com a história futura do mundo.

Os que mais utilizam tal profecia, que fala desses “sete tempos”, interpretados como sete anos proféticos (que equivaleriam a 2.520 anos--360 x 7), são as “testemunhas de Jeová”. Este período se estenderia de 607 A.C., quando Jerusalém teria sido desolada, até 1914, o que representaria “o fim dos tempos dos gentios” de Lucas 21:24. Tal entendimento, contudo, está eivado de problemas exegéticos e históricos.

Eis um apanhado de tal interpretação como discutido no livro de nossa autoria, O Desafio da Torre de Vigia, publicado pela Casa Publicadora Brasileira (com pequenas adaptações), onde mostramos não fazer o mínimo sentido:

ANALISANDO UMA ERRÔNEA INTERPRETAÇÃO DE DANIEL, CAPÍTULO 4
1º erro: As profecias relativas a tempo passam a ter cumprimento a partir de quando são proferidas, ou no futuro. Não ocorre nenhum exemplo bíblico de profecia envolvendo período cujo ponto de partida deva ser fixado em época anterior a sua formulação. Os 7 tempos de Daniel 4 iniciam-se com o começo da doença mental do rei, que o levou a perder o trono, e de modo algum se pode recuar a 607 A.C. para encontrar o seu início.

2º erro: A interpretação do sonho de Nabucodonosor em Dan. 4 não tem caráter profético aplicável a longos períodos posteriores ao tempo do rei, como fica claro pelos vs. 24 a 28 e 33. O sonho destinava-se a combater o orgulho do rei e revelar-lhe quem era o Soberano, infinitamente superior a ele: vs. 29-31 e 36, 37. Nada há na passagem indicando tratar-se de uma profecia que se estenderia até além do tempo do rei.

Obs.: Também não há provas bíblicas para estabelecer a “árvore” de Dan. 4 como representação simbólica do “reinado de Deus”, como ensinam as “testemunhas de Jeová”: ver vs. 20 a 22, “a árvore . . . és tu, ó rei”. O vs. 37 oferece uma síntese do objetivo da visão: Deus “pode humilhar aos que andam na soberba”. Isso apenas, nada mais.

3º erro: Os “tempos dos gentios” [ou “tempos designados das nações”, como consta da versão bíblica das TTJ], em Luc. 21:24, não tem ligação nenhuma com Daniel 4. Esta ligação entre as passagens é inteiramente arbitrária pois tratam de acontecimentos inteiramente distintos, sem qualquer relação de tempo ou espaço.

4º erro: Fica insinuado, pela interpretação das “testemunhas”, que assim como o rei esperou sete tempos para voltar ao trono, também Cristo assumiu Seu trono após sete tempos, em 1914. Mas isso chega a ser blasfemo porque os reis ímpios na Bíblia são tipos de Satanás, e nunca de Cristo (cf. Eze. 28--o rei de Tiro; Isa. 14--o rei de Babilônia).

5º erro: A conclusão do suposto período de 2.520 anos em 1914 apóia-se em falsas premissas. Tanto a data 607 A.C. para a destruição de Jerusalém pelos babilônios é falsa, como a contagem dos 70 anos de cativeiro, terminando em 537, não condiz com a realidade dos fatos. Os próprios historiadores citados pela Torre de Vigia em suas publicações [como James Pritchard, Jack Finegan, Werner Keller, além da Encyclopedia Britannica, etc.] atestam que a data correta para a desolação de Jerusalém, correspondente ao 19º ano do reinado de Nabucodonosor, foi 586 A.C.

A Adoração Genuína Versus Falsa nos Últimos Dias e as Bestas do Apocalipse
Em Apocalipse capítulos 13 e 14 encontramos duas extraordinárias profecias bíblicas sobre dois poderes que desempenharão um papel decisivo nos momentos finais da história deste mundo e cuja atuação tem que ver com a genuína e a falsa adoração a Deus nos tempos finais.

Vamos começar esta série de estudos sobre o Apocalipse pelo capítulo 14, voltando depois à análise do capítulo 13, que trata da “besta que subiu do mar” e da outra besta que “sobe da Terra”.

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 10:00 am por Carlstadt



TRÊS ANJOS PROCLAMAM SOLENES MENSAGENS
Tarefa de casa: A primeira “tarefa de casa” para o estudo de importantes profecias do Apocalipse relativas aos tempos finalíssimos da história deste mundo é a leitura do capítulo 14. Isto feito, se perceberá como nesse capítulo encontramos três anjos simbólicos empenhados numa obra de proclamação mundial e decisiva que deve preparar os habitantes da Terra para a segunda vinda do Senhor.

Como “anjo” (do grego ággelos) é um termo que significa “mensageiro”, e quem tem o encargo de pregar o “evangelho eterno” a toda criatura vivente é a Igreja de Cristo (Mat. 28:19, 20), os anjos referidos na verdade simbolizam os cristãos dedicados a restaurar verdades importantes negligenciadas pelos que deveriam tê-lo feito. É a mensagem final de advertência a ser proclamada pouco antes da colheita e da “vindima”, descritas no vs. 14-20 como símbolos da própria vinda de Cristo em glória e majestade para levar os Seus para estarem para sempre com Ele e dar o merecido castigo aos adoradores “da besta e da sua imagem”, como discutidas no capítulo 13, que estudaremos em seguida.

A Hora do Seu Juízo
O anúncio do primeiro anjo simbólico: “Temei a Deus e dai-lhe glória porque vinda é a hora do Seu juízo (vs. 7)” aponta à obra finalizadora do ministério de Cristo para a salvação dos homens. Anuncia uma verdade que deve ser proclamada até que cesse a intercessão do Salvador e Ele volte à Terra para receber o Seu povo, como prometeu em João 14:1-3.

A obra do juízo que começou em 1844, como vimos nos estudos acima sobre Daniel 8 e 9, deve continuar até que os casos de todos estejam decididos, tanto dos vivos como dos mortos; disso se conclui que ela se estenderá até ao final do tempo de graça para a humanidade.

A fim de que os homens possam preparar-se para estar em pé no juízo, a mensagem lhes ordena temer a Deus e dar-Lhe glória, “e adorar Aquele que fez o céu e a Terra, e o mar, e as fontes das águas”. O resultado da aceitação destas mensagens é dado nestas palavras: “Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus” (vs. 12).

No mundo religioso cristão fala-se muito em aceitar a Cristo como Salvador. Claro, sem esse Salvador que esperança teríamos para o porvir? Contudo, esse aceitar a Cristo como Salvador implica em tê-Lo também como Senhor de nossa vida. Ele próprio declarou: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15).

A fim de se prepararem para o juízo, é necessário que os homens guardem os mandamentos de Cristo que são expressos na lei de Deus. Esta lei será a norma de caráter no juízo (Tiago 2:12). Declara o apóstolo Paulo: “Todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados. . . . No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens por Jesus Cristo”. E ele diz que “os que praticam a lei hão de ser justificados”. Rom. 2:12-16.
A fé é essencial a fim de guardar-se a lei de Deus; pois “sem fé é impossível agradar-Lhe”. “E tudo que não é de fé, é pecado”. Heb. 11:6; Rom. 14:23.


”Chegada é a hora do Seu juízo”


Adoração Genuína a Deus, o Que Envolve?
Na mensagem do primeiro anjo os homens são chamados também a temer a Deus e dar-Lhe glória, e adorá-Lo como o Criador do céu e da Terra. A fim de fazer isto devem obedecer à Sua lei. Diz Salomão: “Teme a Deus, e guarda os Seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem”. Ecl. 12:13. Sem a obediência a Seus mandamentos nenhum culto pode ser agradável a Deus. “Este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos”. “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável”. I João 5:3; Prov. 28:9.

O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador. “Todos os deuses dos povos são coisas vãs; mas o Senhor fez os céus”. Sal. 96:5. “Assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a Terra, e a fez; . . . Eu sou o Senhor, e não há outro”. Isa. 40:25 e 26; 45:18.

Diz o salmista: “Sabei que o Senhor é Deus: foi Ele, e não nós que nos fez povo Seu”. “Ó, vinde, adoremos, e prostremo-nos; ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou”. Sal. 100:3; 95:6. E os seres santos que adoram a Deus nos Céus, declaram porque Lhe é devida sua homenagem: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas”. Apoc. 4:11.

O “Memorial da Criação”: Há um mandamento da lei divina que aponta diretamente para Deus como sendo o Criador. Trata-se do quarto preceito que declara: “O sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus . . . porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou”. Êxo. 20:10 e 11.

É importante comparar a linguagem de Êxo. 20:11 com a de Apocalipse 14:7. Tal comparação revelará a clara ligação entre esse mandamento e a proclamação da adoração genuína a Deus, em contraste com a deúncia da falsa adoração, que vem em seguida.

A Bíblia acentua que o sábado é “um sinal, . . . para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus”. Eze. 20:20. E a razão apresentada é: “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a Terra, e ao sétimo dia descansou e restaurou-Se”. Êxo. 31:17.

Talvez seja interessante acentuar que a própria “Declaração Doutrinária” da Convenção Batista Nacional apresenta o texto de Êxo. 31:14-18 como confirmatório de sua exposição sobre o “dia do Senhor” (Tópico XV), com isso reconhecendo que o princípio do sábado é um “sinal” entre Deus e os Seus filhos. Ainda que os batistas reinterpretem o mandamento para aplicá-lo ao domingo, o reconhecimento pelos batistas de que o sábado é sinal entre Deus e Seu povo não deixa de ser um dado muito significativo.

No Salmo 111:4 lemos que Deus “fez memoráveis as suas maravilhas”. Foi para conservar a verdade que de há um Deus criador de todas as coisas e para que esse fato sempre esteja perante o espírito dos homens que Deus instituiu o sábado no Éden. É o “memorial da criação”. Enquanto o fato de que Ele é o nosso Criador continuar a ser razão por que O devamos adorar, permanecerá o sábado como sinal e memória disto. Tivesse sido o sábado universalmente guardado, os pensamentos e afeições dos homens teriam sido dirigidos ao Criador como objeto de reverência e culto, jamais tendo havido idólatra, ateu, ou incrédulo. A guarda do sábado é um sinal de lealdade para com o verdadeiro Deus, “Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas”. Segue-se que a mensagem que ordena aos homens adorar a Deus e guardar Seus mandamentos, apelará especialmente para que observemos o quarto mandamento.

Denúncia e Advertência do Segundo Anjo
Mensagem contrastante: Em contraste com o destaque à genuína adoração a Deus pelos que se caracterizam como “os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus”, surge um segundo anjo profético falando da queda de “Babilônia”, que simboliza a falsa religião, e um terceiro anjo vem logo a seguir, reforçando a advertência do anjo que o antecede e proferindo solene e terrível denuncia à falsa adoração: “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus”. Apoc. 14:9 e 10.

Para a compreensão desta mensagem é necessária uma interpretação correta dos símbolos empregados. Que se representa pela besta, pela imagem e pelo sinal?

A cadeia de profecias na qual se encontram estes símbolos começa no capítulo 12 de Apocalipse, com o dragão que procurava destruir a Cristo em Seu nascimento. Declara-se que o dragão é Satanás (Apo. 12:9); foi ele que atuou sobre Herodes a fim de matar o Salvador. Mas o principal agente de Satanás, ao fazer guerra contra Cristo e Seu povo, durante os primeiros séculos da era cristã, foi o Império Romano, que tinha o paganismo por religião dominante.

Embora o dragão represente primeiramente Satanás, é, em sentido secundário, símbolo de Roma pagã. Prova disso é que o quarto império das profecias de Daniel 7 era o animal “terrível e espantoso” que tinha sete cabeças e dez chifres. Pois o dragão que ataca a mulher e o filho que ia dar à luz também tinha sete cabeças e dez chifres (Apo. 12:3), o que mostra a clara identificação dos símbolos, unindo o quarto animal de Daniel 7 (Roma) com o poder que tentou eliminar o menino Jesus, inspirado pelo mesmo ser que foi expulso do céu, o dragão vermelho. Logo, temos aí o poder de Roma apresentado como uma agência satânica.

Selo de Deus versus Sinal da Besta
Nenhuma mudança de selos: Já vimos que o “sinal” entre Deus e o Seu povo é o sábado, como indicado em Êxo. 31:17, Eze. 20:12, 20. Nada indica que Deus haja mudado esse Seu sinal com a passagem do Velho para o Novo Concerto, pois o que lemos é que em tal episódio Deus escreve o que é chamado de “Minhas leis” nos corações e mentes dos que aceitam o Seu plano de salvação (ver Heb. 8:6-10 e 10:16). Esta é uma das “superiores promessas” do Novo Concerto [Novo Testamento].

Agora, o que vem a ser, em contraste com o “selo de Deus”, o “sinal da besta”? Em Romanos 4:11 vemos como “sinal” e “selo” são sinônimos indiscutíveis, e sendo o sábado esse “sinal” entre Deus e Seus filhos (reconhecido pela “Declaração Doutrinária” batista, como vimos) resta ver como se caracterizava um selo no passado. Os governantes costumavam selar seus documentos com um selo especial--que hoje corresponderia a um “carimbo oficial” e assinatura--em que constavam três coisas básicas: o nome do governante, o seu cargo ou função, e o território sobre o qual tinha jurisdição.

No mandamento do sábado encontramos essas três coisas: 1) o nome de Deus; 2) Sua função de Criador; 3) o território de Seu governo:

“Porque em seis dias (1) o Senhor (2) fez (3) o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou”.

Identificando o sinal da besta: Sendo o sábado o selo de Deus, então não será difícil imaginar que o “selo” ou “sinal” da besta seja algo que esteja em direta oposição a tal selo divino, uma instituição que o rivalize e tenha sido criado pelo homem, em confronto com o que o Criador instituiu. Isto se refere ao falso sábado, ou o domingo, dia originário do dies solis (dia do sol) do paganismo do Império Romano, transformado em dia de culto cristão pelas autoridades religiosas cristãs já espiritualmente fragilizadas na capital do Império. Isto se deu em cumprimento da profecia de Paulo em Atos 20:29, 30 e 2a Pedro 2: 1-3. Em tais versos os apóstolos falam da apostasia que se introduziria na Igreja por meio de falsos mestres que se introduziriam sorrateiramente nas fileiras cristãs.

O processo de mudança do sábado para o domingo começou a partir de quando o Imperador Adriano empreendeu uma grande perseguição contra os judeus, que se rebelaram em 135 AD. A fim de não serem confundidos com os judeus (já que os cristãos eram tidos inicialmente como uma mera seita judaica) os líderes cristãos, para serem “politicamente corretos”, começaram a adotar certas práticas pagãs e a denunciar os judeus como até preguiçosos por não trabalharem aos sábados. Valiam-se, inclusive, de argumentos tais como o de que “sendo Jesus o Sol da justiça, faz todo o sentido adotar o “dia do sol” para cultuá-Lo” para justificarem o claro sincretismo que buscavam na sua incorporação de práticas do paganismo na liturgia cristã.

O Fator Central no Conflito Final
O conflito final, como já acentuado, terá como fator central a genuína adoração (o que envolve o culto devido ao Criador, lembrado adequadamente no “memorial da Criação”, como é o sábado do sétimo dia) em contraste com um falso sábado da tradição católica-romana, que o mundo protestante falhou em restaurar. Isso pode parecer difícil de entender diante da falta de real dedicação à observância do domingo ou mesmo a qualquer outro dia.

Isso é abordado pelo Dr. Samuele Bacchiocchi, o único não-católico a seguir um curso de estudos na Pontifícia Universidade Gregoriana, a mais famosa instituição educacional católica, fundada há 450 anos por Inácio de Loyola, e autor do premiado livro Do Sábado Para o Domingo:

“A questão hoje não é mais: Que dia os cristãos observam? O que se tem de indagar hoje é, Acaso os cristãos observam algum dia? Por seu estilo de vida, os cristãos na sua maioria demonstram que não estão interessados num DIA SANTO, seja sábado ou domingo, mas num FERIADO [O autor neste ponto faz um jogo de palavras no original em inglês de seu artigo, respectivamente HOLY DAY e HOLIDAY]. Isso pode nos ajudar a entender por que o sábado será uma questão tão controversa, um teste da verdade, no conflito final, simplesmente por que convoca as pessoas a darem prioridade a Deus pela consagração de seu tempo a Ele no sétimo dia. E as pessoas são muito ciosas de seu tempo. Desejam ocupar o tempo com a busca do prazer e ganho, não com a presença e paz de Deus na vida.

“O confronto final não será a respeito de nomes ou úmeros em si, ou seja, domingo versus sábado, primeiro dia versus sétimo dia, mas sobre o que esses dois dias representam: adoração centralizada no eu versus adoração centralizada em Deus. É nesse contexto que O SINAL E NÚMERO DA BESTA devem ser entendidos.

“[Há um] agudo contraste entre o selo de Deus e o sinal da Besta. Sua função básica é simbolizar um compromisso religioso: um com Cristo e o outro com o anticristo. Tanto o selo quanto o sinal incorporam os motivos inerentes de posse e proteção (Eze. 9:4; Apo. 7:2-3; 9:4; 13: 16, 17). Ambos são sinais religiosos de lealdade. Isso é representado por seu posicionamento--na testa, um lugar de assentimento mental, e sobre a mão--o lugar de conformidade externa.

“Dentro do contexto da grande controvérsia dramaticamente retratada em Apocalipse 12-14, um confronto final ocorrerá entre os que são fiéis aos “mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus” (Apo.12:17; 14;12), e aqueles que escolhem “adorar a besta” (Apo. 13:8) por obedecerem uma contrafação da lei moral.

“Enquanto os verdadeiros seguidores de Cristo estão dispostos a depor a vida para serem leais a Seus ensinos, os seguidores do Anticristo impõem um boicote sócio-econômico sobre os crentes que recusam aceitar o sinal e o úmero da besta, isto é, o falso culto promovido por seu caráter de auto-exaltação. É somente quando renovamos nosso compromisso diário com nosso Senhor que seremos capazes de resistir ao engano e intolerância finais do anticristo, caracterizado por seu sinal e número”.


Muito bem, já tendo analisado no capítulo 14 o confronto entre a genuína e a falsa adoração, o que implica na observância do “memorial da criação”, que é o sábado, em contraste com o falso sábado de origem pagã, como é o domingo, originário da prática pagã de culto ao sol, vejamos o capítulo 13 e o papel das duas bestas--a que sobe da Terra, a que sobe do mar--e como a questão do selo de Deus e do “sinal da besta” novamente se destaca.

Logo, a segunda “tarefa de casa” ao prosseguirmos no estudo desses importantes capítulos do último livro bíblico é a leitura integral de Apocalipse 13.

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 10:01 am por Carlstadt

Apocalipse 13
As Bestas: Uma Sobe do Mar, Outra Sobe da Terra



Tarefa de casa: A nova “tarefa de casa” para o estudo dessas importantes profecias do Apocalipse seria a leitura completa do capítulo 13, que vem logo antes do capítulo que estudamos acima. Feito isso, prossigamos:

Nos vs. 1 a 10 do capítulo 13 descreve-se a besta “semelhante ao leopardo”, à qual o dragão deu “o seu poder, o seu trono, e grande poderio”. Este sí­mbolo, como os protestantes têm crido historicamente na sua maioria, representa o papado, que se sucedeu no poder, trono e poderio uma vez mantidos pelo antigo Império Romano.

Declara-se quanto à besta semelhante ao leopardo: “Foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias. . . . E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do Seu nome, e do Seu tabernáculo, e dos que habitam no Céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação”.

Esta profecia é quase idêntica à descrição do “chifre pequeno” de Daniel 7, referindo-se inquestionavelmente ao papado. Aliás, valeria até a pena apresentarmos uma tabelinha mostrando essas comparações:

a) O “chifre pequeno” tinha “olhos de homem” -- Dan. 7:8.

A “besta” tem o número de homem -- Apo. 13:18

b) O “chifre pequeno” “consumirá os santos do Altíssimo” -- Dan. 7:25.

A “besta” faz guerra contra os santos -- Apo. 13: 7.

c) O “chifre pequeno” profere “palavras contra o Altíssimo” -- Dan. 7:25.

A “besta” abre sua boca em blasfêmias contra Deus - Apo. 13:6.

d) O “chifre pequeno” surge entre os dez chifres (10 divisões de Roma) -- Dan. 7:8.

A “besta” recebe o seu “poder, trono e grande autoridade” de Roma (após as divisões terem sido formadas. Apo. 13:2 (comparação com os mesmos animais de Dan. 7: leão, urso, leopardo).

e) O “chifre pequeno” prevalece sobre os santos por “tempo, tempos e metade de um tempo”, o que equivale a 1.260 dias-anos (Dan. 7:25).

A “besta” tem poder por “quarenta e dois meses” que são exatamente 1.260 dias, pelo calendário judaico de 360 dias para um ano (Apo. 13:5).

Quarenta e Dois Meses
Poderio por tempo limitado: Sobre este profetizado período de tempo: “Deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses”: este chega a um fim. Diz o profeta, “vi uma de suas cabeças como ferida de morte”. E, mais, “se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto”.

Os quarenta e dois meses, como vimos, são o mesmo que “tempo, tempos, e metade de um tempo”, três anos e meio, ou 1.260 dias, de Daniel 7, tempo durante o qual o poder papal deveria oprimir o povo de Deus. Este período, como visto nos estudos precedentes, referem-se ao princípio dia-ano, sendo um dia em profecia equivalente a um ano (cf. Núm. 14:34. Eze. 4:6-8). Logo, os 1.260 dias são, na verdade, 1.260 anos.

Tal período começou com a supremacia do papado (o “chifre pequeno” da profecia de Daniel 7), no período de 533-538 de nossa era (a partir de quando Justiniano declarou ser o bispo de Roma o cabeça de todas as Igrejas e os últimos adversários do papado, os ostrogodos, sofrerem derrota e serem expulsos de Roma), e terminou entre 1793-1798. Na primeira data, durante a Revolução Francesa a religião foi oficialmente declarada como uma inimiga da razão, daí dever ser eliminada, e em 1798 o papa foi aprisionado pelo exército francês, e o poder papal recebeu a chaga mortal, cumprindo-se a predição: “Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá”.


A Mulher Pura, Perseguida--A Igreja de Cristo

A Besta Semelhante ao Cordeiro
Outro símbolo introduzido: Diz o profeta: “Vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro”. Apo. 13:11. Tanto a aparência desta besta como a maneira por que surgiu, indicam que a nação por ela representada é diferente das que são mostradas sob os símbolos precedentes.

Os grandes reinos que têm governado o mundo foram apresentados ao profeta Daniel como feras rapinantes, que surgiam quando “os quatro ventos do céu combatiam no mar grande”. Dan. 7:2. Em Apocalipse 17, um anjo explicou que águas representam “povos, e multidões, e nações, e línguas” (verso 15). Ventos são símbolos de contendas. Os quatro ventos do céu a combaterem no mar grande, representam as terríveis cenas de conquista e revolução, pelas quais os reinos têm atingido o poder.


A Outra Besta Apocalíptica


Sobe da terra: Mas a besta de chifres semelhantes aos do cordeiro foi vista a “subir da terra”. Em vez de subverter outras potências para estabelecer-se, a nação assim representada deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente. Não poderia, pois, surgir entre as nacionalidades populosas e agitadas do Velho Mundo--esse mar turbulento de “povos, e multidões, e nações, e línguas”. Deve ser procurada no Ocidente.

Que nação do Novo Mundo se achava em 1798 ascendendo ao poder, apresentando indícios de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do símbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte. Reiteradas vezes, ao descreverem a origem e o crescimento desta nação, oradores e escritores têm emitido inconscientemente o mesmo pensamento e quase que empregado as mesmas palavras do escritor sagrado.

A besta foi vista a “subir da terra”; e, segundo os tradutores, a palavra aqui traduzida “subir” significa literalmente “crescer ou brotar como uma planta”. E, como vimos, a nação deveria surgir em território previamente desocupado. Escritor preeminente, descrevendo a origem dos Estados Unidos, fala do “mistério de sua procedência do nada” (G. A. Towsend, O Novo Mundo Comparado com o Velho), e diz: “Semelhante a semente silenciosa, desenvolvemo-nos em império”. Um jornal europeu, em 1850, referiu-se aos Estados Unidos como um império maravilhoso, que estava “emergindo” e “no silêncio da terra aumentando diariamente seu poder e orgulho”.: The Dublin Nation.

Eduardo Everett, em discurso sobre os peregrinos, fundadores desta nação, disse: “Procuraram um local afastado, inofensivo por sua obscuridade, e seguro pela distância, onde a pequenina igreja de Leyden pudesse gozar de liberdade de consciência? Eis as imensas regiões sobre as quais, em conquista pacífica, ... implantaram os estandartes da cruz!”

Semelhante a um Cordeiro
Aparência benigna: “E tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro”. Os chifres semelhantes aos do cordeiro indicam juventude, inocência e brandura, o que apropriadamente representa o caráter dos Estados Unidos, quando apresentados ao profeta como estando a “subir” em 1798.

Entre os exilados cristãos que primeiro fugiram para a América do Norte em busca de asilo contra a opressão real e a intolerância dos sacerdotes, muitos decidiram estabelecer um governo sobre o amplo fundamento da liberdade civil e religiosa. Suas idéias tiveram guarida na Declaração da Independência, que estabeleceu a grande verdade de que “todos os homens são criados iguais”, e dotados de inalienável direito à “vida, liberdade, e procura de felicidade”. A Constituição garante ao povo o direito de governar-se a si próprio, estipulando que representantes eleitos pelo voto popular façam e administrem as leis.

Foi também concedida liberdade de fé religiosa, sendo permitido a todo homem adorar a Deus segundo os ditames de sua consciência. Republicanismo e protestantismo tornaram-se os princípios fundamentais da nação. Estes princípios são o segredo de seu poder e prosperidade. Os oprimidos e desprezados de toda a cristandade têm-se volvido para esta terra com interesse e esperança. Milhões têm aportado às suas praias, e os Estados Unidos alcançaram lugar entre as mais poderosas nações da Terra.

Falava Como Dragão
O rugir do dragão disfarçado: Mas a besta de chifres semelhantes aos do cordeiro e voz de dragão do símbolo aponta a uma chocante contradição entre as profissões e práticas da nação assim representada. A “fala” da nação são os atos de suas autoridades legislativas e judiciárias. Por esses atos desmentirá os princípios liberais e pacíficos que estabeleceu como fundamento de sua política. A predição de falar “como o dragão”, e exercer “todo o poder da primeira besta, claramente anuncia o desenvolvimento do espírito de intolerância e perseguição que manifestaram as nações representadas pelo dragão e pela besta semelhante ao leopardo. E a declaração de que a besta de dois chifres faz com “que a Terra e os que nela habitam adorem a primeira besta”, indica que a autoridade desta nação deve ser exercida impondo ela alguma observância que constituirá ato de homenagem ao papado.

Semelhante atitude seria abertamente contrária aos princípios deste governo, ao espírito de suas instituições livres, às afirmações insofismáveis e solenes da Declaração da Independência, e à Constituição. Os fundadores da nação procuraram sabiamente prevenir o emprego do poder secular por parte da Igreja, com seu inevitável resultado: intolerância e perseguição.

A Magna Carta estipula que “o Congresso não fará lei quanto a oficializar alguma religião, ou proibir o seu livre exercício”, e que “nenhuma prova de natureza religiosa será jamais exigida como requisito para qualquer cargo de confiança pública nos Estados Unidos”. Somente em flagrante violação destas garantias à liberdade da nação, poderá qualquer observância religiosa ser imposta pela autoridade civil. Mas a incoerência de tal procedimento não é maior do que o que se encontra representado no símbolo. É a besta de chifres semelhantes aos do cordeiro: professando-se pura, suave e inofensiva que fala como o dragão.

Fazer Uma Imagem
Formando a imagem à besta: “Dizendo aos que habitam na Terra que fizessem uma imagem à besta”.
Aqui se representa claramente a forma de governo em que o poder legislativo emana do povo; uma prova das mais convincentes de que os Estados Unidos são a nação indicada na profecia.

Mas o que é a “imagem à besta?” e como será ela formada? A imagem é feita pela besta de dois chifres, e é uma imagem à primeira besta. É também chamada imagem da besta. Portanto, para sabermos o que é a imagem, e como será formada, devemos estudar os característicos da própria besta: o papado.

Quando se corrompeu a primitiva Igreja, afastando-se da simplicidade do evangelho e aceitando ritos e costumes pagãos, perdeu o Espírito e o poder de Deus; e, para que pudesse governar a consciência do povo, procurou o apoio do poder secular. Disso resultou o papado, uma Igreja que dirigia o poder do Estado e o empregava para favorecer aos seus próprios fins, especialmente na punição da “heresia”. *



Congresso dos EUA, Baluarte das Liberdades Individuais. Até Quando?

E.U.A., quem diria! . . .: A fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do Estado também seja empregada pela Igreja para realizar os seus próprios fins.

Quando quer que a Igreja tenha buscado recorrer ao poder secular, empregou-o para punir a discordância às suas doutrinas. A apostasia na Igreja será a preparação do caminho para a formação da profetizada imagem à besta.

Quando as principais Igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apóie as instituições, a América do Norte protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a aplicação de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável.

Com os progressos no campo do ecumenismo, em que já luteranos e metodistas declararam oficialmente sua concordância com a posição católica sobre justificação pela fé, vemos sinais de tais iniciativas unificadoras, em que as diferenças são mais e mais reduzidas e os “pontos comuns” valorizados. E pode haver instituição mais ecumênica do que o costume dos cultos aos domingos?

[Conclui no próximo quadro]

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 10:02 am por Carlstadt

[Conclusão do quadro anterior]

Revendo a Advertência do Terceiro Anjo
Boicote econômico Global: A besta de dois chifres “faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita ou nas suas testas; para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”. Apo. 13:16 e 17.


A advertência do terceiro anjo de Apocalipse 14, já estudado, é: “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus”. “A besta” mencionada nesta mensagem, cuja adoração é imposta pela besta de dois chifres, é a primeira, ou a besta semelhante ao leopardo, do capí­tulo 13 do Apocalipse--o papado.

O que é a “imagem da besta”: A “imagem da besta” representa a forma de protestantismo apóstata que se desenvolverá quando as Igrejas protestantes buscarem o auxí­lio do poder civil para imposição de seus dogmas. Resta definir ainda o “sinal da besta”.

Depois da advertência contra o culto à besta e sua imagem, declara a profecia: “Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus” (Apo. 14:12). Visto os que guardam os mandamentos de Deus serem assim colocados em contraste com os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal, é claro que a guarda da lei de Deus, por um lado, e sua violação, por outro, deverão assinalar a distinção entre os adoradores de Deus e os da besta.

Pensa em Mudar a Lei Divina

Mudança de tempos e lei: O característico especial da besta, e, portanto, de sua imagem, é a violação dos mandamentos de Deus. Diz Daniel, na profecia já analisada do capí­tulo 7, a respeito da ponta pequena, o papado: “Cuidará em mudar os tempos e a lei”. Dan. 7:25. E Paulo intitulou o mesmo poder “o homem do pecado”, que deveria exaltar-se acima de Deus. Uma profecia é o complemento da outra. Unicamente mudando a lei de Deus poderia o papado exaltar-se acima de Deus; quem quer que conscientemente guarde a lei assim modificada, estará a prestar suprema honra ao poder pelo qual se efetuou a mudança. Tal ato de obediência às leis papais seria um sinal de vassalagem ao papa em lugar de Deus.

A Figura do Dragão e a Mulher Corrupta Que Sobre Ele Se Assenta, Representando Uma Igreja Corrupta


O papado tentou mudar a lei de Deus. O segundo mandamento, que proíbe o culto às imagens, foi omitido da lei, e o quarto foi mudado de molde a autorizar a observância do primeiro dia em vez do sétimo, como sábado. Mas os romanistas aduzem como razão para omitir o segundo mandamento ser ele desnecessário, achando-se incluído no primeiro, e que estão a dar a lei exatamente como era o desígnio de Deus fosse ela compreendida. Essa não pode ser a mudança predita pelo profeta. É apresentada uma mudança intencional, com deliberação. “Cuidará em mudar os tempos e a lei”. A mudança no quarto mandamento cumpre exatamente a profecia. Para isto a única autoridade alegada é a da Igreja. Aqui o poder papal se coloca abertamente acima de Deus.

A Bíblia ou o Papado
Contraste entre adoradores: Enquanto os adoradores de Deus se distinguirão especialmente pelo respeito ao quarto mandamento-- dado o fato de ser este o sinal de Seu poder criador, e testemunha de Seu direito à reverência e homenagem do homem--os adoradores da besta salientar-se-ão por seus esforços para derribar o monumento do Criador e exaltar a instituição de Roma. Foi por sua atitude a favor do domingo que o papado começou a ostentar arrogantes pretensões; seu primeiro recurso ao poder do Estado foi para impor a observância do domingo como “o dia do Senhor”. A Escritura Sagrada, porém, indica o sétimo dia e não o primeiro, como o dia do Senhor. Disse Cristo : “O Filho do homem é Senhor até do sábado”. O quarto mandamento declara: “O sétimo dia é o sábado do Senhor”. E pelo profeta Isaías o Senhor lhe chama: “Meu santo dia”. Mar. 2:28; Isa. 58:13.

A alegação tantas vezes feita, de que Cristo mudou o sábado, é refutada por Suas próprias palavras. É fato geralmente admitido por protestantes que as Escrituras não autorizam em nenhuma parte a mudança do sábado. Os católicos romanos reconhecem que a mudança do sábado foi feita pela sua Igreja, e declaram que os protestantes, observando o domingo, estão reconhecendo o poder desta.
A Marca da Autoridade Papal


Sinal da autoridade da ICAR: Como sinal da autoridade da Igreja Católica, os escritores romanistas citam “o próprio ato da mudança do sábado para o domingo, que os protestantes admitem; . . . porque, guardando o domingo, reconhecem o poder da Igreja para ordenar dias santos e impor sua observância sob pena de incorrer em pecado”.--Resumo da Doutrina Cristã, H. Tuberville. Que é, pois, a mudança do sábado senão o sinal da autoridade da Igreja de Roma ou “o sinal da besta”?

A Igreja de Roma não renunciou a suas pretensões à supremacia; e, se o mundo e as Igrejas protestantes aceitam um dia de repouso de sua criação, ao mesmo tempo em que rejeitam o sábado bíblico, acatam virtualmente estas pretensões. Podem alegar a autoridade da tradição e dos Pais da Igreja para a mudança, mas, assim fazendo, ignoram o próprio princípio que os separa de Roma, de que--”A Bíblia, e a Bíblia só, é a religião dos protestantes”. Os romanistas podem ver que estão enganando a si mesmos, fechando voluntariamente os olhos para os fatos em relação ao caso. À medida que ganha terreno o movimento em favor do repouso dominical obrigatório, eles se regozijam, na certeza de que, por fim, todo o mundo protestante será reunido sob a bandeira de Roma.

Adorando a Besta

Protestantes prestam sua homenagem ao poder papal: Os romanistas declaram que “a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, malgrado seu, à autoridade da Igreja [Católica]”.--Plain Talks About Protestantism. A imposição da guarda do domingo por parte das Igrejas protestantes é uma obrigatoriedade do culto ao papado--à besta. Os que, compreendendo as exigências do quarto mandamento, preferem observar o sábado espúrio em lugar do verdadeiro, estão desta maneira a prestar homenagem ao poder pelo qual somente é ele ordenado. Mas, no próprio ato de impor um dever religioso por meio do poder secular, formariam as Igrejas mesmas uma imagem à besta; daí a obrigatoriedade da guarda do domingo nos Estados Unidos equivaler a impor a adoração à besta e à sua imagem. Mas os cristãos das gerações passadas observaram o domingo, supondo que em assim fazendo estavam a guardar o sábado bíblico; e hoje existem verdadeiros cristãos em todas as Igrejas, não excetuando a comunhão católica romana, que crêem sinceramente ser o domingo o dia de repouso divinamente instituído. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas e sua integridade. Quando, porém, a observância do domingo for imposta por lei, e o mundo for esclarecido relativamente à obrigação do verdadeiro sábado, quem então transgredir o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que a de Roma, honrará desta maneira ao papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma, e ao poder que impõe a instituição que Roma ordenou. Adorará a besta e a sua imagem.

Ao rejeitarem os homens a instituição que Deus declarou ser o sinal de Sua autoridade, e honrarem em seu lugar a que Roma escolheu como sinal de sua supremacia, aceitarão, de fato, o sinal de fidelidade para com Roma--”o sinal da besta”. E somente depois que esta situação esteja assim plenamente exposta perante o povo, e este seja levado a optar entre os mandamentos de Deus e os dos homens, é que, então, aqueles que continuam a transgredir hão de receber “o sinal da besta”.

Advertência Contra a Marca

Solene advertência: A mais terrível ameaça que já foi dirigida aos mortais, acha-se contida na mensagem do terceiro anjo. Deverá ser um terrível pecado que acarretará a ira de Deus, sem mistura de misericórdia. Os homens não devem ser deixados em trevas quanto a este importante assunto; a advertência contra tal pecado deve ser dada ao mundo antes da visitação dos juízos de Deus, a fim de que todos possam saber por que esses juízos são infligidos, e tenham oportunidade de escapar. A profecia declara que o primeiro anjo faria o anúncio a “toda a nação, e tribo, e língua, e povo”.

A advertência do terceiro anjo, que faz parte da mesma tríplice mensagem, deve ser não menos difundida. É representada na profecia como sendo proclamada com grande voz, por um anjo voando pelo meio do céu; e se imporá à atenção do mundo.

No desfecho desta controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes--os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal. Se bem que a Igreja e o Estado reúnam o seu poder a fim de obrigar “a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos”, a receberem “o sinal da besta” (Apo. 13:16), o povo de Deus, no entanto, não o receberá.

O profeta de Patmos contempla “os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número de seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, . . . e o cântico do Cordeiro”. Apo. 15:2 e 3.



A Nova Jerusalém, Herança Eterna dos Que Foram Fiéis a Deus Até o Fim

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 10:03 am por Carlstadt

BRASIL--O PAÍS DO FUTURO, E SEMPRE. . . DO FUTURO?

Reflexões Sobre Perspectivas Econômicas e Políticas à Luz da Escatologia Bíblica

A edição da revista Time, datada de 13-02-06, traz como matéria principal, destacada na capa, uma discussão de como os EUA estariam perdendo terreno no campo da ciência e tecnologia para outras “potências emergentes”, com algumas reflexões sobre como reconquistar o espaço e tempo perdidos a fim de seguir como no. 1 absoluto nesses vários campos, continuando a ditar as cartas na economia mundial.

Ao final, numa crônica de página inteira, Charles Krauthammer tenta mostrar o seu ponto de vista de que nem tudo está perdido, e que, a despeito dos “derrotistas”, “a América é uma maravilha de criatividade”, lembra ele. Entenda-se “América” como referindo-se aos Estados Unidos da América, segundo a linguagem típica entre estadunidenses, para irritação de outros nativos do continente descoberto por Colombo que se consideram tão legítima e igualmente americanos, como é o caso de canadenses, mexicanos e. . . brasileiros.

Por falar em brasileiros, o referido articulista em certo ponto, enquanto reforça o seu otimismo, refere-se ao nosso país de modo nada lisonjeiro. E, ao que parece, seu comentário não reflete só o que ele pensa! Comenta Krauthammer no segundo parágrafo do artigo, que tem por título “Don’t Believe the Hype. We’re Still No. 1” [Não vá na conversa. Somos ainda no. 1]:

“Agora, 20 anos mais tarde, nova corrente de pessimismo, por quê? Nosso índice de crescimento econômico é o segundo no Ocidente, perdendo somente para a diminuta Finlândia. Provavelmente seja sintoma da gasolina a 3 dólares [o galão]. . . . Desta vez não é a Rússia ou o Japão [N.T.: que ameaçariam a hegemonia estadunidense], mas outros estrangeiros inescrutáveis, indianos e chineses”.

Daí entra o seu comentário desairoso sobre o Brasil: “O que outrora se dizia um tanto maldosamente sobre o Brasil: ‘o país do futuro que sempre assim será’: eu digo deles. Não estou preocupado”.

Bem, entre os próprios filhos deste “país tropical, abençoado por Deus” sempre houve os que acentuam os dizeres do hino nacional sobre o “deitado eternamente em berço esplêndido” e até tentativas para alterar esse linguajar: que parece uma profecia que se auto cumpre: já se teve algumas vezes. E entra governo, sai governo, com ou sem ditadura, experimentando-se distintos regimes e coalizões políticas, parece que “continua tudo como dantes, no quartel dos Abrantes. . .”

Um fato indiscutível, porém, é que há um século e meio estudantes cuidadosos das profecias bíblicas já previam que os EUA exerceriam um papel de importância decisiva nos acontecimentos derradeiros da história humana, identificados como o poder que tem aparência de cordeiro, mas fala como o dragão!

Quem naquele tempo iria imaginar que a jovem nação do hemisfério norte iria alcançar a posição de superpotência indiscutível em tantos diferentes campos: político, econômico, militar, educacional, científico, tecnológico, cultural e religioso: como se deram com os EUA?

Portanto, o otimismo de Krauthammer faz sentido, e não se espere que alguma outra nação suba ao topo do pódio de potência indisputável sobre este planeta, sobretudo após a queda do muro de Berlim com o fim da bipolaridade imposta pelos donos do poder atrás da “cortina de ferro”.

Por um tempo tal condição até poderia deixar nossos estudantes de profecias perplexos, mas se os russos foram os primeiros a mandar o seu “sputnik” para o espaço, Tio Sam foi quem mandou, e mais de uma vez, os seus astronautas à Lua. Inventou-se até uma piada a respeito, que ilustra bem a realidade de fatos históricos indesmentíveis: os russos chegaram primeiro à Lua, e em homenagem à cor da bandeira nacional, pintaram-na toda de vermelho. Os americanos chegaram depois, e, aproveitando a iniciativa russa, escreveram por cima em letras enormes: “Coca-Cola”. Com isso transformaram o nosso satélite natural num enorme anúncio desse produto típico do famigerado “capitalismo norte-americano”.

O fato é que a cortina de ferro enferrujou-se, a outra, “de bambu”, abriu-se de vez para o capitalismo, as bravatas do barbudo do Caribe deram em nada, e a derrota no Vietnã em nada alterou as relações de poder no mundo, com os Estados Unidos qualificando-se a cumprir o papel que a profecia de Apocalipse 13 lhe aponta: a besta que sobe da Terra e que lidera o mundo para adorar a que sobe do mar.

Se pensarmos bem, o único poder político-econômico-militar-religioso hoje em dia que poderia criar meios para levar o mundo inteiro a adorar a besta vinda do mar são os Estados Unidos. E o fato de que o mundo protestante abandonou o entendimento dos Reformadores quanto à figura do Anticristo (por ação de um erudito jesuíta chamado Francisco Ribera) é muito significativo também.

Há um século e meio os adventistas ensinam isso e as coisas estão se confirmando mais e mais nesse rumo. Vejamos cinco cenários escatológicos em contraste e como o que se refere às interpretações adventistas é o único que parece fazer sentido e ter clara confirmação:

1o. -- Cenário humanístico. Prevê um futuro róseo e próspero para todos, graças sobretudo aos desenvolvimentos humanos no campo da ciência e tecnologia. Os menos jovens lembram-se ainda das promessas mirabolantes pelos anos 60 e 70 para o ano 2.000, quando se previa que todos trabalhariam menos, muitos até ficariam em casa operando seus computadores, indo à suas firmas só de vez em quando para socialização, as pessoas se aposentariam bem mais cedo, robôs caseiros fariam a maioria das tarefas para donas de casa, os mais aventureiros poderiam passar férias na Lua, ou, quiçá, realizar excursões a Marte. . .

Todavia, hoje em dia os próprios cientistas andam meio desanimados quanto ao futuro da humanidade, pois se as conquistas científicas trouxeram tantos benefícios ao mundo, também criaram situações terríveis em que o próprio futuro do planeta está ameaçado. Note-se o que se deu com Nova Orleans, vítima das mudanças climáticas causadas pela atuação maléfica do homem em confronto com a natureza. Há pouco, uma reportagem pela rede de TV CBS, dos EUA, tratava sobre vilarejos inteiros do Alasca que têm que mudar para terreno mais alto, ao custo de bilhões de dólares, pois com o degelo inesperado dos pólos (dado o “efeito estufa” e o aquecimento das águas oceânicas) o mar está invadindo as áreas onde tinham suas casas.

O egoísmo humano é o mesmo de sempre e não muda diante do desenvolvimento tecnológico-científico, daí que o próprio homem põe em risco a sobrevivência da raça humana. E isso sem mencionar a antiga ameaça de uma guerra nuclear globalmente destrutiva, tida hoje por superada com o fim da guerra fria. Mas as ameaças de outrora estão sendo revividas por outras potências nucleares emergentes. . .

Em certo painel científico de 95 cientistas de todo o mundo estes fizeram um levantamento das condições de nosso planeta, a pedido da ONU, e concluíram que se medidas urgentes e abrangentes não forem tomadas, estaremos marchando para uma catástrofe global. O desequilíbrio ecológico é cada vez mais acentuado por toda parte. Bactérias diversas que antes não atuavam em certos territórios por fatores climáticos, agora estão avançando sobre vastas áreas, o que afeta homens, animais e plantas. A edição de julho último da revista National Geographic traz matéria falando da contaminação generalizada do litoral dos EUA enquanto a última edição da revista Time apresenta um quadro preocupante da poluição com mercúrio nos EUA afetando animais silvestres e peixes em proporções alarmantes não só na América do Norte como por outros continentes.

2o. -- Cenário espírita. Os espíritas conservam muitas semelhanças com os humanistas no cenário róseo do futuro da humanidade. Há, porém, uma significativa diferença em que pregam o desenvolvimento e progresso constante do homem graças à infindável “lei” da reencarnação. Como não se observa esse propalado desenvolvimento moral e espiritual, e o progresso científico-tecnológico é uma espada de dois gumes, como acentuado acima, a rósea visão futura do espiritismo não se confirma de modo algum.

Sem falar em como biblicamente as noções de reencarnação não se sustentam nos fatos, e é mesmo um terrível engano desses últimos dias, preparatório para outros enganos maiores quando haverá os que fazem até descer fogo do céu à vista dos homens. Ademais, o cenário bíblico, como apresentado por Jesus, Paulo e outros apóstolos, é de que os homens iriam “de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tim. 3:13).

Cristo indicou que nos últimos dias a imoralidade e o desvio do bem assemelharia a sociedade do tempo final aos dias de Sodoma e Gomorra, além de acentuar que “por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” (Mat. 24:12). Tais palavras estão longe de representar um cenário positivo e otimista para os homens no futuro (ou seria no presente?!).

3o. -- Cenário das “testemunhas de Jeová”. Estes religiosos pregavam que o Armagedom se daria com as forças do mundo comunista versus capitalista em choque. O livro da Sociedade Torre de Vigia, organização das TTJ, Seja Feita a Tua Vontade na Terra (de 1958), trazia um cenário do fim dos tempos destacando a luta entre “o rei do norte” e “o rei do sul”, segundo o livro de Daniel, cap. 11. O moderno ‘rei do sul’ era tido como uma combinação de Grã Bretanha/Estados Unidos na pág. 263 (edição em inglês), e o ‘rei do norte’ era, diz a referida obra, “a União Soviética, o poder comunista que desde que arrebatou o poder na Rússia em 1917 tem mantido como sua meta o domínio mundial até o presente” (pág. 278).

O livro continua predizendo: “Até o ‘tempo do fim’ durante o Armagedom haverá coexistência competitiva entre os ‘dois reis’” (pág. 297). E declara mais, na pág. 300: “o anjo de Jeová predisse agressões adicionais pelo rei comunista do norte ANTES DE SEU FIM NO ARMAGEDOM” (destaque em maiúsculas acrescentado).

No conhecido periódico das “testemunhas”, Watchtower (A Sentinela) de 1º de abril de 1984, pág. 20, há menção à referida obra, destacando que a União Soviética é uma nação atéia, materialista. Contudo, se isso a levaria ao Armagedom parece que tal rumo foi definitivamente perdido. O fato é que hoje a ‘guerra fria’ não só findou, como aquele antigo regime comunista e ateu não mais existe.

Por outro lado, sabe-se que a religião está em plena ascensão nas terras da antiga URSS e demais repúblicas ex-comunistas associadas. Tais “antecipações proféticas” se revelaram um fracasso para a Torre de Vigia. A tremenda força do comunismo, liderado pela URSS, dissolveu-se quase que da noite para o dia, sem o disparo de um só tiro! A derrubada do muro de Berlim simbolizou essa histórica e surpreendente reviravolta, e sabe-se que tudo se deu graças à íntima colaboração entre CIA e Vaticano. Sem dúvida, foi um “ensaio” de outras colaborações futuras entre a besta que sobe da terra e a que sobe do mar. . .

4o. -- Cenário dispensacionalista. Estes religiosos, surgidos pelo fim do século XIX, pregam um futuro em que um Anticristo judaico perseguiria os judeus, a Rússia invadiria Israel, e essa nação até expandiria os seus territórios até alcançar as proporções da área sobre que Salomão governou. Só que nada disso se tem confirmado. Embora realmente houvesse o retorno de grandes contingentes de judeus para a Palestina, com a formação do Estado de Israel, outras previsões fracassaram totalmente. Israel não está ampliando os seus territórios e sim, ao contrário, devolvendo terras aos palestinos, como já se deu com a faixa de Gaza.

Não há o mínimo sentido de a Rússia invadir Israel, e o fracasso dessa escatologia israelocêntrica demonstrou-se de modo contundente com as previsões de que 40 anos após o estabelecimento do Estado de Israel, ou seja, em 1988, dar-se-ia o arrebatamento da Igreja. Tanto que livros foram publicados e vendidos aos milhões pelo mundo com tais previsões, como A Agonia do Grande Planeta Terra, do dispensacionalista Hal Lindsey. E deu tudo em nada. . .

O grande problema das interpretações desses estudiosos das profecias bíblicas é não perceberem o caráter condicional das promessas e ameaças divinas, tanto para Israel como para quaisquer outros povos (ver Deu. cap. 28 e Jer. 18:7-10). A própria promessa a Abraão (Gên. 12:1-3) não é “incondicional”, como se interpreta, pois ele teria que efetivamente deixar a sua terra e a sua parentela para que o plano divino se cumprisse a partir de sua ação (ele tinha toda liberdade de não obedecer a ordem divina).

5o. -- Cenário adventista. Tal cenário parece estar se confirmando mais e mais: os EUA (a “besta” que sobe da Terra, Apo. 13:11ss, como interpretado pelos adventistas há um século e meio) cada vez têm colaboração mais íntima com o Vaticano. Hoje a Igreja Católica Romana é a maior denominação religiosa no país, com 67 milhões de adeptos, e sabe-se que nos bastidores da política estadunidense há muita influência do catolicismo, para impor a agenda vaticana sobre a nação.

Outra reportagem de capa de Time falava de como a Opus Dei, organização católica semi-secreta, tem crescente êxito em colocar gente de suas fileiras em posições-chave do governo americano (também de outras nações). Seria por acaso que o atual chefe da Suprema Corte dos EUA, o juiz John Roberts, é fiel católico romano? Outro juiz recentemente nomeado, Samuel Alito, se não for católico joga no time dos conservadores que se dispõem a cumprir a agenda católica. Entre as causas católicas que obtêm crescentes adesões de legisladores protestantes americanos podem-se citar o combate ao aborto e a condenação aos casamentos “gay”. Mais recentemente o Pres. Obama nomeou a juíza de formação católica Sonia Sottomayor para ocupar uma posição na Suprema Corte, com isso formando-se 6 juízes católicos, ou de formação católica, de um total de 9 juízes.

E o incentivo a maior respeito aos “10 Mandamentos” da parte da liderança evangélica, ultimamente, diante de tendências preocupantes de corrupção política e crescente imoralidade e criminalidade na nação, tendo inclusive sido instituído o “domingo dos 10 Mandamentos”, é uma significativa iniciativa. O problema é que a interpretação deles quanto ao 4o. mandamento vêm ao encontro dos apelos recentes dos papas João Paulo II e Bento XVI por maior valorização do “dia do Senhor” da tradição católica (e protestante): o domingo.

Uma cronista da revista Time publicou artigo de página inteira, na edição de 2 de agosto de 2004, no qual cita o documento papal Domini Dies e sugere um retorno a “leis dominicais”, de rigoroso fechamento de comércio e outras atividades aos domingos, como prevaleciam em muitas comunidades americanas até meados do século XIX, provocando intolerância contra os desrespeitadores de tais leis. Isso foi reforçado mais recentemente em artigo do jornal britânico The Guardian (17-09-09) que sugere ser boa ideia parar tudo aos domingos para poupar o planeta de contaminação com gases poluentes, o que poderia representar até 10% de tal agressão à natureza num ano.

E o que dizer do recente acordo entre metodistas e católicos quanto à doutrina da justificação pela fé, seguindo o exemplo dos luteranos em 1999? Teólogos luteranos na época expressaram revolta com tal iniciativa de uma parte de seus líderes porque tal acordo fere princípios básicos do que a Reforma Protestante ensinava sobre o tema. Até agora não se ouviu falar de nenhum protesto dos meios metodistas.

Por outro lado, com o colapso do mundo comunista, é crescente o prestígio, poder e influência dos EUA no mundo em diferentes campos de atividade. A própria outrora ameaçadora China submeteu-se de vez aos caprichos do mercado americano, com fabricação maciça de tudo quanto é bugiganga para atender ao público norte-americano. Para isso lutou por conquistar o cobiçado status de “nação mais favorecida” junto aos americanos (se o Brasil conseguisse o mesmo, muito facilitaria suas exportações para a terra do Tio Sam). Destarte, não pairam dúvidas quanto ao poderio e força dos EUA como superpotência única no mundo moderno.

Ainda Time recentemente trouxe entrevista com o líder Vladimir Putin, dirigente máximo da Rússia, em que dizia que os investimentos de seu país no campo militar não chegam a 10% do que investem os EUA! E essa era a outra grande potência mundial, e rival. . .
______

P.S.: 1 - Ver os estudos sobre Apocalipse 13 e 14 acima para melhor entendimento da questão.

2 - O referido painel de 95 cientistas já está superado por outro documento mais recente de 600 cientistas fazendo advertências na mesma linha.

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 10:03 am por Carlstadt

Controle Mundial

VOCÊ SABIA QUE...

Antes de impor a marca da besta, o poder opressor desenvolverá meios de controlar os hábitos de vida da população?

“A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou
o número do seu nome.” Apocalipse 13:16 e 17

Ninguém constrói uma casa de uma só vez. O projeto escolhido sempre é executado em etapas. Primeiro o alicerce, depois as paredes, o telhado... Assim, também, a Babilônia do Apocalipse -- aquele poder opressor que vai restringir as liberdades civis e impor a marca da besta -- executará seu diabólico plano em etapas pré-definidas, calma e eficientemente, até atingir o acabamento final.

OS FATOS:

1. O primeiro passo para conseguir o controle total dos hábitos de vida das pessoas seria desenvolver uma tecnologia para armazenamento e identificação eletrônica de dados, e, com ela, o possível rastreamento de objetos, de animais e até mesmo de pessoas.

2. Em seguida, após comprovar os “benefícios” dessa nova tecnologia, deve-se estimular o seu uso para múltiplas finalidades:

a) Ajudar na localização de animais domésticos perdidos.

b) Melhorar a qualidade e a segurança dos produtos de origem animal: até o fim de 2007, todo o gado do Brasil estará usando um microchip, de acordo com o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (SISBOV).

c) Substituir o uso de dinheiro em estabelecimentos comerciais.

d) Facilitar o atendimento médico para determinados pacientes.

e) Controlar o acesso de pessoas a áreas de segurança.

f) Facilitar a arrecadação do dízimo e das ofertas em igrejas.

g) Monitorar a entrada e saída de imigrantes nos Estados Unidos.

h) Monitorar os condenados em regime de liberdade condicional.

i) Para combater o roubo de carros e a inadimplência do IPVA, o governo brasileiro adotará o uso de microchips em toda a frota nacional de veículos.

j) Criar certas ”facilidades” no dia-a-dia das pessoas.

3. E, finalmente, usar o “medo” como arma para persuadir aqueles mais resistentes ao uso do microchip implantável. Na Inglaterra, em 2002, houve uma onda “misteriosa” de crianças seqüestradas , e os pais apavorados disseram estar dispostos até mesmo a colocar um microchip em seus filhos para prevenir seqüestros. Depois dos incidentes com as crianças seqüestradas, um especialista em cibernética veio a público apresentar a solução ideal para os pais aflitos. Imagine qual foi...

Embora o microchip implantado não seja a “marca da besta” em si, pode-se afirmar que a popularização do seu uso está contribuindo em grande medida para criar as condições necessárias para o controle dos hábitos e costumes da população mundial.

“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos.” Romanos 13:11.

http://minutoprofetico.blogspot.com/2006/08/controle-mundial.html
__________

Obs.: Acrescente-se à discussão acima o detalhe de que em virtude da propalada “segurança nacional”, após os ataques terroristas do famigerado “September 11” (a data dos ataques às torres gêmeas de Nova York em 11 de setembro de 2001), novas leis nos EUA permitem que autoridades realizem escuta telefônica, rastreiem e-mails e outros meios de comunicação entre as pessoas, o que tem sido objeto de grandes debates nesse país. Alguns dizem abertamente que se dispõem a sacrificar algumas de suas liberdades individuais se é para benefício do fator “segurança”.


Aqueles que vivenciaram os anos da ditadura militar no Brasil, especialmente nas décadas de 60 e 70, lembram-se das inúmeras medidas repressivas que foram impostas sobre a população (como a censura à imprensa) com base no critério de “segurança nacional”.
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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 10:04 am por Carlstadt

O Vaticano Tem a Faca e o Queijo
O que você pensaria caso soubesse que o futuro do mundo e o iminente cumprimento das profecias dependem apenas (humanamente falando) de nove pessoas? E se também soubesse que cinco delas são católicas, três das quais ligadas à Opus Dei; como você se sentiria?

Por detrás da aparente ingenuidade dessa pergunta se esconde a mais dura realidade.

A profecia alerta que o poder representado pela “besta que subiu da terra” (os EUA) passaria por uma metamorfose: “Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.” Apocalipse 13:11. A “fala” de uma nação acontece por meio de suas leis. Isso significa que, em determinado momento, os EUA (por meio de suas leis) passariam a “falar” como um dragão (lembrando que “dragão” no Apocalipse é símbolo do “diabo” e do “paganismo” -- Apocalipse 12:9 e 13). Uma lei impondo a guarda do domingo (dia em que os pagãos adoravam o Sol, e que, por influência da Igreja Romana, passou a ser o “dia do Senhor” para muitos cristãos) encaixa-se perfeitamente nessa profecia.

Mas seria possível isso? Poderia um país protestante cuja supremacia mundial foi alcançada graças a sua capacidade de assegurar a liberdade tanto civil quanto religiosa aos seus habitantes, ser capaz de alterar a sua constituição e acabar com a liberdade religiosa impondo um dia de guarda a todos?

Só uma instituição do governo americano teria poder para realizar tal mudança: a Suprema Corte de Justiça dos EUA. A Suprema Corte é o órgão máximo do Poder Judiciário nos EUA, sendo composta por nove juízes (um chefe mais oito assistentes), cujo mandato é vitalício (só perde o mandato quando morre ou quando pede demissão por razões de idade ou saúde). O presidente americano é quem escolhe esses juízes, os quais são depois aprovados ou não pelo Senado.

Na teoria, os juízes não deveriam ser influenciados pelo Executivo, mas como na prática é o presidente quem indica os nomes, a influência do Executivo ocorre na seleção dos nomes, ou seja, os nomes escolhidos pelo presidente geralmente são de juízes que têm o mesmo perfil político do seu partido (conservador ou liberal).

Uma palavra sobre a política americana: os dois maiores partidos que dominam a política são o Republicano (conservador) e o Democrata (liberal). Na prática, atualmente, os conservadores são contra o aborto, contra o casamento gay, mas a favor da união entre igreja e Estado (ou seja, querem mudar a Constituição americana). Já os liberais têm posição oposta: a favor do aborto e do casamento gay, mas contra a união da igreja e o Estado (não desejam a mudança da Constituição).

Nessa luta de interesses, o presidente que indicar o maior número de juízes para a Suprema Corte acaba desequilibrando a balança do poder, seja conservador ou liberal. Atualmente, há quatro juízes conservadores, quatro juízes liberais e um que não tem lado definido (um pouco mais liberal que conservador). Mas o maior problema é outro: é que cinco deles são católicos, sendo três destes ligados à Opus Dei (o que você acha que aconteceria numa votação sobre Lei Dominical?), é o que diz a matéria do jornal O Estado de S. Paulo, de 5 de fevereiro de 2006.

A Opus Dei é uma organização católica de âmbito mundial (80 mil afiliados) que opera nos moldes de uma sociedade secreta, cujo principal objetivo é restabelecer o poder político mundial do Vaticano, perdido no fim da Idade média (1798). Há membros da Opus Dei ocupando posições de influência espalhados em vários países. Inclusive João Paulo II foi muito assessorado por membros da Opus Dei durante seu governo no Vaticano. Ainda de acordo com a matéria do Estadão, ficamos sabendo quem é quem na Suprema Corte Americana:

* John G. Roberts Jr. -- 52 anos, indicado por George Bush (filho), católico,
conservador.

* Antonin Scalia -- 70 anos, indicado por Ronald Reagan, católico, ligado à Opus Dei, conservador.

* Clarence Thomas -- 58 anos, indicado por George Bush (pai), católico, ligado à Opus Dei, conservador.

* Samuel A. Alito Jr. -- 56 anos, indicado por George Bush (filho), católico, ligado à Opus Dei, conservador.

* John Paul Stevens -- 86 anos, indicado por Ford, protestante, liberal.

* David H. Souter -- 67 anos, indicado por George Bush (pai), protestante, liberal. (Substituído por Sonia Sottomayor, de formação católica, nomeada pelo Pres. Barack Obama).

* Ruth Bader Ginsburg -- 73 anos, indicada por Bill Clinton, liberal.

* Stephen G. Breyer -- 68 anos, indicado por Bill Clinton, liberal.

* Anthony M. Kennedy -- 70 anos, indicado por Ronald Reagan, mais liberal que conservador.

Apesar de o Vaticano estar com a faca e o queijo na mão, a profecia só vai cumprir-se quando Deus assim o permitir. “Pois do Senhor é o reino, é Ele quem governa as nações.” Salmo 22:28

http://diariodaprofecia.blogspot.com/2007/02/o-vaticano-tem-faca-e-o-queijo.html

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 10:04 am por Carlstadt

Olá, amigos

Vejam a importante descoberta que um pesquisador colocou em certo fórum:
Bem, eu estava pesquisando textos dos padres da igreja primitiva, e topei com esse texto de Hyppolito de Roma, que escreveu entre 180-230DC:

“31. “Eis uma grande estátua”. Como, então, não assinalaríamos as coisas profetizadas no passado em Babilônia por Daniel, e agora ainda no decurso de cumprimento no mundo? Pois a imagem mostrada naquele tempo a Nabucodonosor propiciou um tipo do mundo inteiro. Nestes tempos os babilônios eram soberanos sobre todos, e eles eram a cabeça de ouro da estátua. Depois, após eles, os persas mantiveram a supremacia por 245 anos, e foram representados pela prata. A seguir os grego tiveram a supremacia, começando com Alexandre de Macedônia, por 300 anos, de modo que eram o bronze. Após eles vieram os romanos que eram as pernas de ferro da estátua, porque eram fortes como o ferro. Daí (temos) os dedos de barro e ferro, para representar as democracias que subseqüentemente se ergueram, divididas segundo os dedos dos pés da estátua, em que o ferro se misturava com o barro.”

E:

“3. Como essas coisas, portanto, destinam-se a se passar, e os dedos dos pés da estátua se revelam como sendo as democracias, e os dez chifres da besta são distribuídos entre dez reis, consideremos o que está diante de nós mais detidamente, e o examinemos com olhos abertos. A “cabeça de ouro da estátua” é idêntica com o “leão”, pela qual os babilônios são representados. “Os peitos e braços de prata” equivalem ao “urso” pelo qual os persas e medos são representados. “O ventre e coxas de cobre” são o “leopardo”, pelo qual os gregos que governaram desde Alexandre em diante são simbolizados. As “pernas de ferro” são o “animal terrível e espantoso”, cujo sentido aplica-se aos romanos que mantêm o Império. Os “dedos de barro e ferro” são os “dez chifres” que haverão de surgir. O “pequeno chifre que se ergue no meio dos chifres” é o “anticristo”. A pedra que “atinge a estátua e a despedaça em pedaços”, e que enche a terra toda, é Cristo, que vem do céu e traz justiça ao mundo inteiro”.

Minha resposta:

Sem dúvida é muito significativa a contribuição do amigo Nabuconozor [nick do referido participante], com esse subsídio sobre Hipólito de Roma. Muito interessante mesmo, e indica vários aspectos, sobretudo que pelo tempo em que viveu, ele claramente entende que o livro de Daniel é bem antigo, já que alguns teólogos liberais e críticos da religião e da Bíblia negam que o profeta pudesse ter previsto tão detalhadamente a história do mundo.

As profecias de Daniel 2 e 7 são uma magnífica prova da validade da Bíblia e suas profecias. O profeta Daniel, vivendo pelo 6o. século antes de Cristo, descreve com riqueza de detalhes a seqüência de impérios mundiais.

A propósito, o texto pode ser lido na integra aqui:

THE EXTANT WORKS AND FRAGMENTS OF HIPPOLYTUS

http://www.earlychristianwritings.com/text/hippolytus-exegetical.html

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 10:05 am por Carlstadt

ARMAGEDOM: Conflito Militar ou Batalha Pela Mente?
Jon Paulien, Ph. D., Deão da Escola de Religião
Universidade de Loma Linda, Loma Linda, Cal., EUA.


A linguagem de Apocalipse 16 e 17 é de caráter militar, o que tem levado muitos a presumirem que a grande batalha do fim dos tempos será a III Guerra Mundial, um conflito entre nações do mundo numa escala nunca vista antes. Contudo, se a linguagem da Batalha do Armagedom é militar, o seu sentido é espiritual. Linguagem militar é empregada como uma metáfora do evangelho.

Muitas interpretações de diferentes estudiosos têm sido oferecidas para o “secamento do Rio Eufrates” e a Batalha do Armagedom. Mas que tal se o próprio João propiciar o sentido do Rio Eufrates em seu esboço da visão? Faria então sentido seguir qualquer outra interpretação, diversa da que foi dada pelo próprio João? Creio que a resposta a esta pergunta é óbvia. Assim, vejamos o que o próprio Apocalipse nos diz a respeito do Rio Eufrates, seu secamento, e da Batalha do Armagedom.


Estudar o Novo Testamento assemelha-se a viajar por um país belamente pitoresco. Há muitas coisas bonitas para ver e, contudo, fica uma sensação de que o melhor ainda está por vir. De vez em quando se consegue um lampejo de algo bem no futuro. 2a. Tessalonicenses 2 é um desses lugares. Algumas pessoas o chamam “O Pequeno Apocalipse” porque traz tantas informações sobre o fim do mundo comprimido em espaço tão limitado.

Conquanto o Apocalipse nos conceda um retrato amplo, há tantos detalhes fascinantes que podemos ser levados a perder de vista a floresta por causa das árvores. Assim, antes de explorarmos a Batalha do Armagedom, obtenhamos um lampejo do quadro amplo lendo 2a. Tes. 2:7, 8: “Pois o mistério da iniqüidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda”.

Este texto nos diz que há dois tipos básicos de conhecimento entre o primeiro e segundo advento de Jesus. E esses dois tipos de conhecimento vêm um após o outro, em duas fases históricas. Primeiro de tudo, há o tempo presente, que é um tempo de mistério, um tempo de restrição, em outras palavras, um tempo de ambigüidade. As coisas não parecem tão claras como gostaríamos que fossem. Nos dizeres de Paulo, “porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; . . . agora vemos como por espelho” (baseado em 1 Cor. 13:9-12).

Um Tempo de Ambigüidade
Durante este tempo de ambigüidade, não há distinção clara, por exemplo, entre o bem e o mal. Há pessoas boas que fazem coisas ruins, muitas vezes sem intenção. Há más pessoas que de vez em quando fazem coisas que são impressionantemente boas ou benéficas para muitos. E não há nação ideal. Embora algumas nações possam ter uma influência mais positiva do que outras, descobrimos muita ambigüidade quando nos distanciamos dos limites do que seria um cego patriotismo.

Nossa era presente é um tempo de mistério e ambigüidade. Durante este tempo de ambigüidade precisamos evitar a tentação de crer que temos tudo perfeitamente claro. Um certo montante de humildade se faz necessário. Mas isso pode ser difícil para muitos. às vezes pessoas me perguntam sobre o sentido dos selos e trombetas ou de Daniel 11 e se eu não lhes deixo as coisas claras, parecem determinadas a descobrirem por si mesmas. Fazem-me perguntas como, “segundo a Bíblia, as coisas encobertas pertencem a Deus (Deu. 29:29).

Quais são essas coisas secretas?” Quais serão? Eu não tenho idéia! Por isso a Bíblia as chama de coisas encobertas! E eu suspeito que algumas dessas coisas encobertas sempre pertencerão a Deus, simplesmente porque Deus é Deus e nós somos limitados no montante do que podemos compreender.

Há, porém, alguma esperança para os curiosos. Segundo 2a. Tess. 2:7, 8 há um tempo de revelação por vir, um tempo quando o bem e o mal serão claramente distinguíveis. É sobre isso que trata a Batalha de Armagedom. Apocalipse 16 e 17 desenvolvem o tempo de “revelação” em 2a. Tessalonicenses 2. Descrevem tão claramente quanto podemos compreender antes do tempo exatamente como se darão os eventos finais. O drama da Batalha do Armagedom desponta por sobre a ambigüidade e esclarece muitas das coisas encobertas. Até o grau em que os seres humanos possam entender o futuro, o quadro obtém o devido enfoque nos capítulos que estamos para explorar juntos.

Começando por Apocalipse 16:12, adentramos-nos no cerne da batalha do tempo do fim. Conseguiremos uma boa medida de clareza com respeito à consumação de todas as coisas. O propósito desses textos é revelar como os poderes que se opõem a Deus e a Seu povo no final dos tempos encontrarão o seu fim. Também nos ajudam a entender como permanecer fiéis a Deus nas provas finais que nos sobrevirão.

Para entender a batalha do Armagedom começamos com o sexto anjo num verso-chave, que é Apocalipse 16:12. Tal verso introduz um breve sumário do Armagedom (Apo. 16:12-21), expandido por uma elaboração mais detalhada nos capítulos que se seguem (Apocalipse 17-19). Embora muito do material que se segue seja de minha própria autoria e pesquisa, expresso o meu débito de gratidão ao Dr. Hans LaRondelle, em particular, que, como meu professor, transmitiu-me inspiração para que me aprofundasse nos estudos do Apocalipse.

Quatro Etapas Principais Para Interpretar as Visões Simbólicas do Apocalipse
Conquanto os capítulos sobre a Batalha do Armagedom tenham o propósito de conceder uma clareza básica aos mistérios do Fim, as verdades não jazem à superfície. Esses são textos extremamente desafiadores que têm sido sujeitos a uma ampla variedade de interpretações no passado. Assim, antes de nos aprofundarmos no exame desses textos, seria de auxílio passar rapidamente em revista as etapas básicas de interpretação que são expostas na introdução do meu livro ´The Deep Things of God [As coisas profundas de Deus]. Tal obra propicia em considerável detalhe as ferramentas e processos que permitem que o ensino do Apocalipse venha à tona naturalmente a partir do texto. A meta é entender a intenção divina para o livro, em vez de querer introduzir nossas próprias idéias e preocupações nas enigmáticas imagens do texto. Sumariarei a estratégia interpretativa do livro aqui brevemente.

Há quatro principais etapas envolvidas no desenvolvimento das visões simbólicas do Apocalipse. A primeira é a estratégia empregada em qualquer outra passagem do Novo Testamento. Eu a chamo “exegese básica”. Significa examinar cuidadosamente as palavras, cláusulas, gramática e sintaxe de cada verso em que esteja interessado. Empregam-se dicionários, concordâncias e comentários para reunir tanta informação quanto se possa a respeito do texto em seu contexto original. Esse material é cuidadosamente comparado com o que pudermos aprender a respeito da história, cultura e ambientação da Ásia Menor do primeiro século, o lugar em que o livro foi escrito.

Mas no Apocalipse pode-se entender perfeitamente bem o que o texto está dizendo e ainda não ter idéia do que o texto significa. Por exemplo, é evidente que a primeira trombeta (Apo. 8:7) retrata um anjo no céu soprando uma trombeta com a conseqüente saraiva e fogo, misturados com sangue, e lançados à Terra, o que causa a queima da terceira parte da Terra, das árvores e de toda erva verde. Não há dúvida quanto ao que o texto descreve. O problema é, mas o que significa isso?

É nisso que um criterioso estudo do Apocalipse tem exposto três estratégias adicionais para o entendimento de textos como a primeira trombeta. Examina-se o texto à luz da estrutura global do livro, examinam-se as alusões e ecos ao Velho Testamento no texto, e descobre-se o impacto que o evangelho teve na transformação de imagens veterotestamentárias à luz do que Cristo realizou por nós. Todas as três dessas estratégias ampliadas se farão necessárias a fim de entender o que se passa em Apo. 16:12 (minha tradução): “O sexto anjo derramou a sua traça sobre o grande rio Eufrates, e suas águas se secaram a fim de que fosse preparado o caminho para os reis do sol nascente”.

O Rio Eufrates
Assim como se dá com a primeira trombeta, as imagens são bem óbvias à superfície. Não é difícil entender o que o texto declara, mas é bem mais difícil saber o que o texto significa. Assim, precisamos aplicar o método mais extenso em quatro etapas acima sintetizadas.

A “taça” nesse texto é provavelmente uma imagem do santuário, extraída do Velho Testamento. Mas embora essa imagem seja extraída do santuário, no Apocalipse a taça provoca enorme destruição da Terra e seus moradores: chagas, água transformando-se em sangue, rios e fontes também virando sangue, e o sol castigando as pessoas com intenso calor. Em cotejo com as pragas anteriores, a sexta praga não parece nada. É meramente o secamento de um dos milhares de rios do planeta. Não só isso, mas o Rio Eufrates historicamente tem sido às vezes sazonal, secando de tempos em tempos. Mas as primeiras impressões no Apocalipse freqüentemente estão longe da marca. Há muito mais por sob a superfície desse texto.

Uma das características do Rio Eufrates nos tempos antigos era que passava pelo centro de Babilônia, a antiga cidade que era a capital de um antigo império. Babilônia era parecida com Kansas City. Há duas cidades em dois Estados diferentes, divididas somente pelo Rio Missouri. Conquanto divididas pelo rio e por barreiras políticas, Kansas City é uma cidade unificada para todos os propósitos práticos. Assim, a menção ao Rio Eufrates neste texto provavelmente prepara o terreno para muitas menções de Babilônia nas passagens seguintes: Apocalipse 16:19; 17:5; 18:2, 10, 21. E seja o que represente o Rio Eufrates neste verso, o seu secamento prepara o caminho para os reis que vêm do oriente, sejam eles quem forem.

Qual é o Sentido do Secamento do Eufrates?
Há três perguntas cruciais que vêm à mente ao se buscar o sentido mais profundo de Apo. 16:12. A primeira é, o que o Rio Eufrates significa neste texto? É literalmente o Rio Eufrates na antiga Mesopotâmia? Ou é um símbolo de algo mais? Em segundo lugar, o que vem a ser o secamento, afinal? Isso seria literal ou simbólico?

Seremos capazes de responder a estas três perguntas aplicando as três estratégias ampliadas, acima indicadas.

(1) João explica o sentido do Rio Eufrates no capítulo 17, assim a chave para entender essa imagem será achada por examinar o contexto mais amplo.

(2) O segredo de seu secamento emerge, contudo, somente de um cuidadoso exame da tradição veterotestamentária da queda de Babilônia em Jeremias 50, 51 e Isaías 44-47. Entender as alusões de João ao Velho Testamento é amiúde crítico para a interpretação correta.

(3) Os reis do oriente podem ser entendidos por examinar o significado de “oriente” noutras partes do Novo Testamento. O Apocalipse é um livro neotestamentário e muitos aspectos do livro podem somente ser entendidos com referência aos demais 26 livros do NT.

Assim, consideremos primeiro como o quadro mais amplo do livro de Apocalipse explica com clareza o significado do Rio Eufrates no texto em lide. Um dos anjos com as sete taças de Apocalipse 16 retorna para explicar algo a João. “Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas” (Apo. 17:1).

O Significado de “Muitas Águas”
Claramente, esta visão e a que se segue têm o intuito de explicar uma das sete pragas das taças, do capítulo dezesseis. Mal qual? Note-se que o anjo convida João a observar a punição da “grande prostituta” que está assentada sobre muitas águas”. Assim, a praga sendo explicada deve ter algo a ver com água. Uma rápida pesquisa das sete últimas pragas em Apocalipse 16 revela que três das pragas relacionam-se com água. A segunda praga cai sobre o mar, a terceira sobre rios e fontes da Terra, e a sexta praga cai sobre o Rio Eufrates.

A questão crucial é--qual dessas três pragas está em foco aqui? O capítulo 17 será uma elaboração dessa praga.

É de auxílio observar que o conceito de “muitas águas” não surge do nada. Acha-se em Jer. 51:12-13: “Arvorai um estandarte sobre os muros de Babilônia, reforçai a guarda, colocai sentinelas, preparai as emboscadas; porque o Senhor tanto intentou como efetuou o que tinha dito acerca dos moradores de Babilônia. 퀜 tu, que habitas sobre muitas águas, rica de tesouros! é chegado o teu fim, a medida da tua ganância”. Quais seriam as “muitas águas” sobre que Babilônia morava? A água do Rio Eufrates! Isso é confirmado quando descobrimos a identidade da grande prostituta em Apo. 17:4, 5: “A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, . . . e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra”.

A grande prostituta não é outra senão Babilônia, a Grande, a cidade gêmea sobre ambas as margens do Rio Eufrates! As duas metades de Babilônia tinham cada qual uma milha quadrada. Se a grande prostituta é Babilônia, então as “muitas águas” do vs. 1 devem ser o Rio Eufrates. Assim, seria muito óbvio neste ponto concluir que o anjo que vem até João no princípio de Apocalipse dezessete é o sexto anjo que havia derramado sua taça sobre o grande Rio Eufrates. Este mesmo anjo retornou para detalhar a sexta praga.

Em muitas partes do Oriente Médio, a chuva é mínima, ou inexistente. Um lugar que tem abundância de água é verdadeiramente digno de nota. Um desses lugares é o Egito, onde o fluxo caudaloso é alimentado pelas montanhas cobertas de neve da África norte-central. A outra parte é a Mesopotâmia (que significa “entre rios”), onde as águas do Tigre e o Eufrates fluem desde montanhas cobertas de neve da Turquia e Irã. Lugares secos podem contar com muita água se os rios que passam por eles são alimentados de locais onde a chuva e a neve sejam abundantes.

O Que Representa o Rio Eufrates?
Mas isso deixa em aberto a pergunta--o que o Rio Eufrates significa neste texto? É literalmente o Rio Eufrates na antiga Mesopotâmia? Ou é um símbolo de algo mais? Os intérpretes têm oferecido uma variedade de respostas a estas perguntas. Alguns têm sugerido que o Rio Eufrates representa . . . o Rio Eufrates! Uau!

Conquanto esta seja certamente uma possibilidade em qualquer texto bíblico, não creio que é a interpretação correta aqui, como veremos.

Outros intérpretes têm sugerido que o Rio Eufrates representa a terra ou o território pelo qual o rio flui. Um problema com esse ponto de vista é que o território pelo qual corre o Eufrates parece ter mudado de mãos um bocado de vezes no curso da história. No século XIX a inteira extensão do Eufrates fluía pela Turquia. Hoje a maior parte do Rio Eufrates flui através do Iraque. Por um tempo, alguns intérpretes pensavam que o Rio Eufrates representava Saddam Hussein, mas essa interpretação parece bastante desatualizada atualmente.

Outros ainda levantaram hipóteses mais criativas ainda alegando que representaria o petróleo do Oriente Médio. O secamento do rio representaria uma escassez no suprimento de petróleo.

Todas essas interpretações têm sido convincentes para algumas pessoas numa ou noutra ocasião. Mas permita-me dirigir-lhe uma pergunta: se o próprio João propiciar o sentido do Rio Eufrates em seu esboço da visão, faz sentido seguir qualquer outra interpretação diversa da que foi dada pelo próprio João? Creio que a resposta a esta pergunta é óbvia. Assim, vejamos o que o próprio Apocalipse nos diz a respeito do Rio Eufrates.

A chave para a instrução do anjo a João se acha no vs. 15: “Disse-me ainda: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas”. Onde vimos esta linguagem antes? Esta é uma referência ao vs. 1! Ali o anjo disse a João que lhe seria mostrado uma grande prostituta que se assenta sobre muitas águas. Assim agora no vs. 15 o anjo está para explicar o sentido do Rio Eufrates! As águas que João viu no vs. 1 são “povos, multidões, nações e línguas”.

Agora se fez claro que o Rio Eufrates não representa a si próprio. Nem representa uma nação única ou o líder de uma nação, como Saddam Hussein. Também não representa uma substância, como o óleo do Oriente Médio. No livro de Apocalipse o Rio Eufrates é representativo de poderes civis e seculares do mundo inteiro. Todas as nações, toda as raças e grupos étnicos, todos os grupos lingüísticos estão representados. O Rio Eufrates é símbolo dos poderes políticos e militares do mundo que darão o seu apoio à Babilônia do tempo do fim.

Babilônia, por contraste, é algo mais do que os poderes políticos deste mundo. A prostituta Babilônia é descrita em vestes semelhantes à trajada pelo Sumo Sacerdote no Israel do Velho Testamento (Apo. 17:4-5; cf. Êxo. 28 e 39). Ela também sofre a sorte da filha de um sacerdote por sua prostituição (Apo. 17:16; cf. Lev. 21:9). Assim, a prostituta Babilônia claramente representa um poder religioso ao tempo do Fim que é hostil ao Cordeiro e àqueles que estão com ele (17:14).

Estão começando a ver que a sexta praga deve ser muito mais significativa do que parecia à primeira vista? Afinal de contas, se estamos tratando com o secamento de um rio que muitas vezes é seco no alto verão, a praga termina não significando muita coisa. Mas o Rio Eufrates simboliza os poderes civis, seculares e políticos deste mundo, o secamento desse Eufrates se torna um evento muito relevante na história do planeta.

A metodologia interpretativa que estamos seguindo mostra que o livro de Apocalipse muitas vezes interpreta os seus próprios símbolos, se formos suficientemente pacientes para pesquisar com cuidado.

Quando modernas nações atuam juntas, ainda que com certa independência, chamamos a isso uma aliança (como a OTAN, por exemplo). Quando uma nação em particular é suficientemente poderosa e determinada a dominar outras pela força, chamamos a isso de um império. No final dos tempos, o Rio Eufrates representa o poder de muitas nações apoiando o império de Babilônia.

O que representaria o secamento do Rio Eufrates, então? Provavelmente a retirada de apoio das nações para a Babilônia do tempo do fim. Quando a Babilônia do tempo do fim perder o seu sistema de apoio de nações, ela cairá. Como Babilônia cai ao fim dos tempos é esclarecido quando examinamos o pano de fundo do Velho Testamento do secamento do Rio Eufrates.

O Secamento do Rio Eufrates
Permita-me recordar aos que leram o livro The Deep Things of God que o livro de Apocalipse faz paralelo ao Velho Testamento de dois modos distintos: alusões e ecos. O propósito de uma alusão é conduzir o leitor a uma passagem específica do Velho Testamento e aplicar o seu significado para o Apocalipse. Numa alusão João pretende que o leitor reconheça a conexão entre textos e se cientifique do contexto mais amplo no Velho Testamento. O contexto veterotestamentário ajuda a explicar o sentido do Apocalipse. Uma palavra, uma frase, um símbolo pode tornar-se uma ilustração que substitui mil palavras.

Reconhecer uma alusão abre janelas para o sentido que o autor quer dar. Perder de vista a alusão deixa o significado do autor em dúvida.

Um eco, por outro lado, não se baseia em intenção consciente. João pode usar a linguagem do Velho Testamento sem conscientemente perceber de onde essa linguagem derivou no Velho Testamento. Um eco é um emprego que está “no ar”, as pessoas apenas a apanham do ambiente em que vivem. Seria particularmente fácil ecoar o Velho Testamento se você tivesse sido criado numa sinagoga judaica onde ouviria constantemente o Velho Testamento citado e referido em muitas maneiras. Seria natural que empregasse do Velho Testamento, mas não estaria sempre ciente de que o Velho Testamento foi a fonte das expressões que está empregando.

Alusões Veterotestamentárias à Queda de Babilônia
A questão básica aqui é que quando o autor de Apocalipse alude ao Velho Testamento, o propósito é que o leitor incorpore o contexto todo dessa passagem à narrativa em mão. O “secamento do Rio Eufrates” trata muito mais do que uma mera descrição de um rio durante uma estação seca. Essa frase nos liga com toda uma narrativa veterotestamentária do Velho Testamento. A fim de entender a visão de João tem-se que entender o mundo em que ele viveu. Perder isso de vista é deixar de entender e interpretar errado o texto.

Em Apocalipse 16-18 há múltiplas alusões à descrição veterotestamentária da queda de Babilônia. O relato do Velho Testamento pode ser encontrado em três locais: Jeremias 50-51; Isaías 44-47; e Daniel 5. Desejo chamar sua atenção particularmente para Jeremias 50 e 51. começaremos com Jer. 50:33-34: “Assim diz o Senhor dos exércitos: Os filhos de Israel e os filhos de Judá são juntamente oprimidos; e todos os que os levaram cativos os retêm, recusam soltá-los. Mas o seu Redentor é forte; o Senhor dos exércitos é o seu nome. Certamente defenderá em juízo a causa deles, para dar descanso à terra, e inquietar os moradores de Babilônia”.

Este texto torna claro que a queda de Babilônia não foi um acidente. Era parte do propósito direto de Deus. Babilônia havia se tornado um opressor de Israel e Deus desejava demonstrar o Seu poder de defender e livrar o Seu povo. Numa ocasião Deus havia usado Babilônia para disciplinar e corrigir o Seu povo. Mas os babilônios passaram dos limites nesse papel e se tornaram abusadores. Deus pode exercer disciplina mas Ele não aprova o abuso e a opressão.

Quando o tempo para a disciplina de Israel findou (os 70 anos de cativeiro), Deus intencionou livrá-los mesmo se os babilônios não quisessem isso. Deus continua Sua condenação aos babilônios: “A espada virá sobre os caldeus, diz o senhor, e sobre os moradores de Babilônia, e sobre os seus príncipes, e sobre os seus sábios. A espada virá sobre os paroleiros [falsos profetas-NIV], e eles ficarão insensatos; a espada virá sobre os seus valentes, e eles desfalecerão” (Jer 50:35-36).

Neste texto o Senhor declara um ataque contra os babilônios. Mas Ele não o faz numa linguagem genérica, antes dá enfoque aos oficiais e sábios, guerreiros e falsos profetas de Babilônia. Com o que estamos lidando aqui? É uma lista das pessoas que tornavam Babilônia forte; seus administradores, seus pensadores, seus líderes religiosos e seu pessoal militar. Uma nação não é mais forte do que a qualidade daqueles que a dirigem e que por ela combatem. A profecia prossegue: “A espada virá sobre os seus cavalos, e sobre os seus carros, e sobre todo o povo misto, que se acha no meio dela, e eles se tornarão como mulheres; a espada virá sobre os seus tesouros, e estes serão saqueados”. (Jer 50:37, NIV).

O Fim Previsto de Babilônia

Os versos anteriores falam sobre oficiais, sábios e guerreiros. Agora este verso fala sobre cavalos e carros, tropas mercenárias e tesouros. Sobre o que trata isso tudo? Novamente, esta é uma lista dos recursos que tornaram Babilônia poderosa! Cavalos e carros eram como tanques do mundo antigo. Os recursos financeiros de Babilônia eram também significativos em sua defesa. Com muitos tesouros ela podia contratar exércitos de outras nações para combater por ela. Babilônia é somente tão forte quanto os recursos de pessoas e tesouros que a defendem. Mas há um recurso mais que não foi ainda alistado: “Cairá a seca sobre as suas águas, e elas secarão; pois é uma terra de imagens esculpidas, e eles pelos seus ídolos fazem-se loucos” (Jer 50:38).

O que são as águas agora sendo secas? As águas de Babilônia, o Rio Eufrates! Note-se bem que o Rio Eufrates era parte das defesas da antiga Babilônia. Propiciava-lhe um fosso em torno da cidade que tornava um ataque contra os seus muros quase impossível. Mas o Rio Eufrates era até mais do que isso em Jer. 50:38. Tinha se tornado um símbolo de todos os recursos que apoiavam a antiga Babilônia. O Rio Eufrates não apenas representava o fosso físico em torno da cidade, mas todos os guerreiros e oficiais e tesouros que tornavam Babilônia poderosa. Secar o Rio Eufrates significava a perda de todos os recursos de que Babilônia precisava para sobreviver.

O juízo de Deus sobre Babilônia é repetido em Jer. 51:36-37: “Pelo que assim diz o Senhor: Eis que defenderei a tua causa, e te vingarei; e secarei o seu mar, e farei que se esgote a sua fonte: E Babilônia se tornará em montões, morada de chacais, objeto de espanto e assobio, sem habitante”.

Uma vez mais vemos que o secamento do Rio Eufrates é o evento que detona a destruição da antiga Babilônia. Quando nos lembramos do secamento do Rio Eufrates em Apocalipse 16:12, percebemos que há toda uma história por detrás dessa simples declaração. Quando Apocalipse 17:15 interpreta o Rio Eufrates como símbolo dos poderes civis e seculares deste mundo em apoio à Babilônia do tempo do fim, está usando o Rio Eufrates como uma forma coerente de seu uso no Velho Testamento. Os leitores familiarizados com o Velho Testamento acharão a interpretação do Eufrates no Apocalipse bem coerente com o seu significado no passado.

O Significado Profético do Secamento do Rio Eufrates
Mas há mais algumas poucas coisas a aprender sobre o secamento do Rio Eufrates e a queda de Babilônia no Velho Testamento. Para analisar isso, vamos a Isaías 44, outro grande texto sobre queda de Babilônia. “Assim diz o Senhor, teu Redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o Senhor que faço todas as coisas . . . que confirmo a palavra do meu servo, e cumpro o conselho dos meus mensageiros; que digo de Jerusalém: Ela será habitada; e das cidades de Judá: Elas serão edificadas, e eu levantarei as suas ruínas; que digo ao abismo:

Seca-te, eu secarei os teus rios; que digo de Ciro: Ele é meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz; de modo que ele também diga de Jerusalém: Ela será edificada, e o fundamento do templo será lançado” (Isa. 44:24-28).

As palavras “abismo” e “eu secarei os teus rios” são referências adicionais ao secamento do Rio Eufrates.

Assim, Isaías introduz outra passagem de queda de Babilônia. Mas há ainda dois elementos adicionais aqui que não encontramos em Jeremias 50, 51. Ocorre a menção a Ciro, o rei da Pérsia, que de fato concretizou a conquista de Babilônia. Há também menção à reedificação de Jerusalém, o propósito derradeiro de Deus para a queda de Babilônia. A profecia predizia tanto a queda de Babilônia quanto a restauração de Jerusalém. Essas coisas aconteceram na história porque Deus disse que assim se daria.

Esta menção de Jerusalém mostra que a profecia tinha um propósito espiritual. A Bíblia não descreve a Deus como particularmente interessado na ascensão e queda de nações como tais. O fluxo e refluxo da política somente passam a desempenhar o seu papel escriturístico quando o povo de Deus e a causa de Deus de algum modo são afetados. A sorte de Babilônia torna-se importante quando ela prejudica a obra que Deus está tentando realizar sobre esta Terra.

O Chamado Divino a Ciro Para Realizar o Seu Propósito
As profecias são dadas, não para satisfazer a nossa curiosidade sobre eventos políticos, mas para descreverem um Deus justo e amorável que livra o Seu povo opresso e reedifica os lugares que a eles importa. E Ele convoca a Ciro para ser Seu agente sobre a Terra. “Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis; para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão” (Isa. 45:1).

Há algumas poucas coisas que desejo que observem sobre este verso. Primeiro, ele nos fala que o próprio Senhor providenciará para que as portas de Babilônia sejam aberta quando os exércitos de Ciro chegarem. Embora Ciro possa ter usado habilidades de engenharia para desviar o fluxo do rio de modo que os seus soldados pudessem marchar sobre o seu leito seco, isso ainda não lhe concederia a entrada na cidade, a menos que os seus portões ao longo das margens estivessem abertos. Assim, cem anos antes que ocorresse, Deus assegurou a Ciro que Ele está em controle da parte da situação que Ciro não podia controlar.

Outra coisa que quero que observem é que Deus chama a Ciro de Seu “ungido”. A palavra hebraica para “ungido” é meshiach, da qual deriva a palavra “Messias”. Há somente duas ocasiões no Velho Testamento em que a palavra “Messias” é empregada para um futuro libertador. Uma dessas é geralmente entendida como uma profecia de Jesus (Dan. 9:25). A outra se acha aqui, uma referência a Ciro. Deus chama a Ciro, um rei pagão, de Messias! Isso é verdadeiramente impressionante quando lemos até o vs. 4 no mesmo capítulo: “Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu escolhido, eu te chamo pelo teu nome; ponho-te o teu sobrenome, ainda que não me conheças”. O Messias Ciro não é um crente, contudo Deus o honra concedendo-lhe tal título.

O que é esse título de honra que Deus concede a Ciro? É claramente o termo “Messias”, no vs. 1. Deus convoca Ciro por nome cem anos em antecipação e o chama de Messias, ainda que Ciro não O reconheça. Ele é um rei pagão. Ele é um descrente. Contudo Deus chama a Ciro de Messias. Deus tem mais mente aberta do que nós! Se você e eu fôssemos consultados a respeito desta decisão, iríamos objetar. Deus não tem nada que usar uma designação dessas para um descrente! Mas foi o que Ele fez! Por quê? Porque Ciro seria aquele a quem Ele empregaria para livrar o Seu povo: “Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu escolhido”.

O título era apropriado porque Ciro funcionaria como um tipo de Messias que um dia libertaria o povo de Deus da escravidão e dessa triste existência. E permita-me fazer notar, em antecipação, Ciro foi para Babilônia a partir do Oriente! Ele veio da Pérsia, o Irã de nossos dias, que se localiza a leste do Iraque, local da antiga Babilônia.

Conquanto as predições fossem escritas 50 a 150 anos antes de Ciro entrar em cena, o cumprimento histórico foi preciso e é confirmado por antigos historiadores, tais como Heródoto e Tucídides. Os exércitos de Ciro vieram do oriente, acamparam ao norte de Babilônia. Seus engenheiros escavaram uma depressão nas redondezas e desviaram a corrente do Rio Eufrates para a depressão, permitindo que os soldados de Ciro marchassem sob os portões da cidade acima do rio.

Sincronizando o desvio para tirar vantagem de um dia festivo dentro da cidade, os soldados de Ciro descobriram que os guardas, embriagados, haviam deixado os portões abertos ao longo da margem. Eles invadiram a cidade, conquistando-a e matando o seu governante, Belsazar (descrito em Daniel 5). Nos meses e anos que se seguiram, Ciro iniciou um processo pelo qual o espalhado remanescente de Israel foi encorajado a retornar para casa e reedificar o templo e a cidade de Jerusalém.

A Conexão Entre a Batalha do Armagedom e a Queda de Babilônia
Seja observada a seqüência total uma vez mais: Nos tempos do Velho Testamento, Ciro, o rei da Pérsia, secou o Rio Eufrates literalmente a fim de conquistar Babilônia, para permitir Israel seguir em liberdade e reedificar Jerusalém. Essa narrativa claramente estabelece o fundamento para a última porção do livro de Apocalipse. Em Apocalipse um Ciro do fim dos tempos (os “reis do oriente”) seca o Rio Eufrates do tempo do fim, conquista a Babilônia do tempo do fim para libertar o Israel do tempo do fim e edificar uma Nova Jerusalém! A subestrutura fundamental da narrativa da Batalha do Armagedom está firmada no relato veterotestamentário de Ciro e a queda de Babilônia. A conquista de Ciro é, por assim dizer, um subtexto para tudo quanto ocorre em Apocalipse 16-22. Notar esta conexão é entender o que está se passando na Batalha do Armagedom. Perder essa conexão é perder o ponto central desses eventos dos tempos finais.

Intérpretes e evangelistas têm feito muitas observações importantes com respeito ao entendimento do Apocalipse e dos eventos finais da história da Terra. Mas temos tido a tendência de avançar muito rapidamente de texto para história de modo a perder a história fundamental na própria visão. Isso pode nos impedir de entender o quadro completo que Deus deseja que assimilemos. Quando interpretamos o Apocalipse com base num entendimento pleno de seu pano de fundo veterotestamentário muitas coisas que eram misteriosas antes são esclarecidas.

Reis Que Vêm do Oriente
Voltando a Apo. 16:12, aprendemos pelo contexto que o Rio Eufrates representa os poderes civis e seculares deste mundo (Apo. 17:15). Do Velho Testamento aprendemos como o Rio Eufrates funcionava como um símbolo dos recursos políticos, econômicos e militares de Babilônia (particularmente Jer. 50:33-38). Em Apo. 16:12 a água do Rio Eufrates foi secada para preparar o caminho para os reis do oriente. Para entender os “reis do oriente” é de auxílio considerar como o termo “oriente” é empregado por todo o Novo Testamento.

Quando nos volvemos ao Novo Testamento, aprendemos que o termo “oriente” é empregado em duas maneiras diferentes: 1) como uma referência direcional, e 2) como um símbolo de Jesus Cristo e a obra que Ele está realizando. O termo é empregado, primeiro que tudo, nas narrativas da natividade em Mateus. Os homens sábios trouxeram presentes ao bebê Jesus vindos do “oriente” (Mat. 2:1, 2, 9). Assim, o termo “oriente” pode simplesmente significar “leste”. “Em que direção você seguiu?” “Oh, eu fui no rumo do oriente”.

Tais empregos provavelmente não sejam teologicamente significativos. Mas o segundo tipo de uso, o mais simbólico, é muito mais interessante. Em torno do tempo em que João Batista nasceu, o seu pai Zacarias cantou um cântico de celebração, indicando que João prepararia o caminho para alguém maior do que ele: “E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos; para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados, graças à entranhável misericórdia do nosso Deus, pela qual nos há de visitar a aurora lá do alto . . .” (Lucas 1:76-78).

Esta passagem contém uma clara referência à primeira vinda de Jesus. O termo “aurora” em si mesmo parece ser um título ou nome do futuro Messias. Também é aplicado a Jesus em Mateus 24:27, como a direção da qual Jesus virá a segunda vez. O termo é também empregado em Apocalipse 2, onde um anjo--seja Cristo ou um anjo--sobe do sol nascente. Assim, por todo o Novo Testamento “nascente” é empregado como um termo direcional, ou como uma referência a Cristo, e nunca o seu emprego é negativo. Assim, enquanto os reis do “oriente” em Apo. 16:12 possa meramente indicar a direção da qual os reis procedem, à luz do quadro global parece que isso tem relação com Cristo em alguma maneira.

Os Reis do Oriente São Uma Confederação dos Santos
Mas se esse for o caso, por que consta “reis”, no plural? No subtexto original, Ciro é “o rei” e empregar o singular em Apo. 16:12 pareceria fazer mais sentido. Mas a resposta é provavelmente encontrada em Apo. 17:14, onde as nações do mundo “combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, os chamados, e eleitos, e fiéis”.

Na batalha final, o Cordeiro não está sozinho. Ele é o “Rei dos reis”, havendo muitos reis com Ele. Quem são esses demais reis? Os Seus crentes chamados, escolhidos e fiéis. Estes são exatamente os “reis e sacerdotes” anteriormente referidos no livro (Apo.1:5; 5:9-10). Assim, os “reis do oriente” não são outros senão Jesus Cristo e os Seus seguidores na batalha final da história da Terra. O secamento do Rio Eufrates prepara o caminho para a vitória final de Cristo e Seu povo no fim dos tempos. Na batalha do tempo do fim, o lado de Deus é chamado de “reis do oriente”.

Assim, os reis do sol nascente são realmente a confederação dos santos do tempo do fim (Apo. 14:12) de toda nação, tribo, línguas e povo (Apo. 14:6). Eles recebem variados nomes no Apocalipse. São o remanescente (Apo. 12:17), são os 144.000 (Apo. 7:4-9 e 14:1-5), são a grande multidão (Apo. 7:9-12), são aqueles que vigiam e guardam as suas vestes (Apo. 16:12). A chave para a sua vitória na batalha final é o secamento do Rio Eufrates.

Batalha Pelas Mentes
Nos últimos dias da história terrena, portanto, haverá uma confederação mundial dos santos. Por todo o mundo, haverá um povo que será fiel a Jesus e estará do Seu lado na crise final. Eles O adorarão e a Ele somente. Provavelmente não estarão bem organizados num sentido institucional. Mas são claramente definidos em termos de seu novo comportamento.

Mas que tipo de batalha é a Batalha do Armagedom? Que tipo de papel os santos terão nesse confronto? Meu estudo do Novo Testamento me diz que a Batalha do Armagedom não é tanto sobre tanques e aviões e artilharia, senão uma batalha pelas mentes de todo ser humano sobre a face da Terra (Apo. 14:7; 16:15). É uma batalha entre duas trindades, cada uma empregando um trio de anjos para persuadirem os seres humanos a estarem do seu lado no conflito (Apo. 14:6-12; 16:13,14).

O Armagedon será a conclusão de uma guerra que tem se desenrolado ao longo da história cristã. A mais clara descrição dessa guerra é encontrada na segunda carta de Paulo aos coríntios: “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais” (2 Cor. 10:3-4).

Uma Batalha Espiritual
Quais são as armas carnais? São armas que lhe despedaçam num sentido físico. Os rifles de assalto AK-47 são armas carnais. Um avião antitanque A-10 é uma arma carnal. Jatos militares F-15 são armas carnais. Tanques M1A1 são armas carnais. Paulo está nos dizendo que o tipo de combate em que estão envolvidos os seguidores de Cristo não tem o recurso de armas carnais. As armas de nossa luta espiritual são diferentes: “pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo” (2 Cor. 10:4-5).

Você teve que lutar com os seus pensamentos hoje? Isso tem tudo a ver com a batalha do Armagedom! É uma batalha pela mente. Uma batalha contra falsas idéias, uma batalha contra o poder do inimigo, uma batalha pelo domínio próprio. E nessa batalha Deus terá a Seu lado o Seu povo de toda nação, língua, tribo, e formação religiosa, uma confederação mundial dos santos.

Linguagem Militar Como Metáfora do Evangelho
A linguagem de Apocalipse 16 e 17 é de caráter militar. Isso tem levado muitas pessoas a presumirem que a grande batalha do fim dos tempos será a III Guerra Mundial, um conflito entre nações do mundo numa escala nunca vista antes. Mas as primeiras impressões nem sempre são as mais exatas. A linguagem da Batalha do Armagedom é militar, os nomes e conceitos são extraídos de batalhas do Velho Testamento, mas o sentido é espiritual. Linguagem militar é empregada como uma metáfora do evangelho.

Israel no Novo Testamento é uma metáfora para a Igreja, todos aqueles que adotam o evangelho e fielmente seguem o caminho de Jesus. Ciro se torna um símbolo de Cristo e Seu povo Babilônia e o Rio Eufrates tornaram-se metáforas dos inimigos globais de Deus ao final da história da Terra. No Apocalipse, as coisas nem sempre são como parecem.

Isso significa que a grande batalha no Final terá implicações extremamente pessoais. Cada pessoa sobre a Terra será levada a uma decisão em favor ou contra a Trindade verdadeira ou sua contrafação. O aspecto mais solene do ensino do Apocalipse é a asserção de que a decisão não pode ser postergada para sempre. Virá um tempo em que os anjos não mais segurarão os ventos, será tarde demais para o selamento (Apo. 7:1-3). Será tarde demais para ouvir a proclamação dos mistérios do evangelho (Apo. 10:7). Não mais haverá intercessor no templo celestial (Apo. 15:5-8). Os sujos e injustos permanecerão sendo sujos e injustos (Apo. 22:11). E esse encerramento do tempo de graça humano é coerentemente retratado como ocorrendo antes do Fim.
Segundo a perspectiva do Apocalipse, o destino de cada pessoa sobre a Terra será fixado, contudo a vida prosseguirá por um tempo. A maioria não saberá quando essa hora terrível terá lugar.

O quadro bíblico da Batalha do Armagedom, portanto, nos apela à responsabilidade. Nossas decisões e nossas ações importam muito no esquema derradeiro das coisas. Nas pequenas batalhas do dia-a-dia que temos com nossos pensamentos estamos praticando para a maior das batalhas pela frente. A maior batalha para o cristão é uma batalha pela mente--dar enfoque às reais prioridades da vida. A Batalha do Armagedom tem que ver com aliança intelectual, emocional, e espiritual. A grande tarefa que os cristãos defrontam agora é disciplinar a mente e controlar os pensamentos a fim de preparar-se para estar do lado de Deus na batalha final da história deste planeta. [/color]

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Mensagem em Dom Fev 14, 2010 10:06 am por Carlstadt

A ESCATOLOGIA DO AQUECIMENTO GLOBAL E O EMPENHO DE “SALVAR O PLANETA”
Tem-se sempre percebido que os homens tendem a se unir sob o temor muito mais facilmente do que sob uma promoção de boa vontade (do tipo “acordos ecumênicos”).

E o maior temor que afeta o mundo atualmente é o “aquecimento global”. Daí, as medidas que estão sendo propostas para isso é que causam preocupação, principalmente quando idéias e mais idéias são levantadas a partir de um poder que no passado já foi dominante sobre a sociedade humana, derrubando e impondo governantes sobre povos e nações.

A nova mantra do “salvemos o planeta” é uma jogada muito conveniente para o Vaticano apresentar-se como líder no mundo sob cuja guia todos devem dispor-se no objetivo comum de nos livrar de ameaças tremendas que se antecipam dada a crise climática global. Al Gore, o premiadíssimo militante da defesa do planeta disse que se em 10 anos não se encontrar uma solução para a crise do planeta, chegaremos a uma condição IRREVERSIVEL--ou seja, não haverá mais salvação para nosso mundo--espécies se extinguirão em massa, os oceanos invadirão ilhas e cidades praianas, secas terríveis afetarão regiões outrora férteis e bem regadas por chuvas e rios, enchentes noéticas dominarão terras outrora livres de tais fenômenos. . .

Recente edição da revista Time (31-12-07) traz uma entrevista com Al Gore, que ficou em segundo lugar na escolha da POY (“Person of the Year”), tradicional promoção de décadas da revista para escolher quem dentro do ano findo foi a pessoa que mais exerceu influência no mundo (para o bem ou para o mal). O escolhido este ano foi o chefão russo Vladimir Putin.

Eis um trecho significativo de sua entrevista:


Falando do “fracasso” evidente de todos os esforços para conter a maré montante de problemas ambientais, a despeito de toda a sua pregação e premiação (de seu filme-documentário “A Verdade Inconveniente” e do Prêmio Nobel), diz Al Gore:

Meu enfoque está em continuar galvanizando uma reação global. É a maior honra que eu já pude obter [receber o Prêmio Nobel], mas é difícil celebrar o reconhecimento de um esforço que até aqui tem fracassado. Eu não me dou por vencido, mas até agora, eu fracassei. Nós todos fracassamos.

E diante da pergunta do entrevistador Bryan Walsh, “Por que emprega a palavra fracassar?” o ex-vice-presidente americano responde:

Hoje estamos lançando 70 milhões de toneladas de poluentes que provocam aquecimento global no meio-ambiente e amanhã vamos lançar mais ainda, e não há qualquer reação eficaz da comunidade mundial. Até que comecemos a reduzir drasticamente a poluição que causa esse aquecimento global, sinto que falhei. Não há precedente para a mobilização requerida. Os exemplos mais próximos são quando as nações se mobilizam para a guerra.

Mais adiante ele prossegue pessimisticamente:

A calota polar do norte, segundo os melhores cientistas do mundo, como que desabou de um penhasco este ano. Os sinais de que o mundo está ficando fora de uma operação normal são cada vez mais difíceis de se deixar de interpretar como tal. A questão é como convencer suficiente número de pessoas para reunir uma massa crítica de opinião urgente, nos Estados Unidos e pelo resto do mundo”.

Tudo indica que a crise final terá que ver com essas questões que tanto preocupam líderes conscientes no mundo dos maus efeitos da desastrada mordomia do planeta exercida pelo homem. Estamos todos colhendo os maus frutos da má semeadura. E a sega de todo esse joio só começou. . . .

E por cima disso tudo assistimos ainda o retorno da proliferação atômica como outro ângulo de problemas insolúveis que afetam os seres humanos. E onde está a ONU nesse contexto todo que não revela sua força decisiva para conter esses maus efeitos da atividade humana sobre o mundo físico, político e social?

Noutro fórum há quem, pretendendo-se “iluminado por Deus” com interpretações mirabolantes de profecias, veja a ONU como o grande fator de cumprimento profético, o que não bate de jeito nenhum com os fatos. . .

O Sumiço Gradual do ‘Terceiro Polo’
Geleiras do Himalaia Estão Desaparecendo, Pondo em Risco a Estabilidade Entre Três Potências Nucleares

Chamadas de “terceiro polo” as imponentes geleiras da cordilheira do Himalaia, onde se encontram os maiores picos do mundo, entre os quais o famoso Evereste, estão sofrendo os efeitos do aquecimento global em níveis assustadores. O derretimento da neve das geleiras ali sustenta o sistema fluvial mais poderoso do mundo, abrangendo os rios Ganges, Indu, Bramaputra, Mekong, Amarelo e os rios de Iangtze. Tal sistema fornece água para nada menos do que 3 bilhões de pessoas, quase metade da população mundial. Tais geleiras, nas terras do chamado Teto do Mundo, cobrem partes da Índia, Paquistão China, Nepal e Butão e seu derretimento gradual e persistente é causa de grande preocupação de autoridades na área e por todo o mundo.

A exemplo do que se tem dado com geleiras no Peru, Bolívia e outras regiões mundiais, tais geleiras vêm diminuindo de extensão ano após ano. O Instituto Peruano de Recursos Naturais afirmou que todas as 200 geleiras do país estão sob ameaça. Teme-se que antes de 2025 todas tenham desaparecido.

Desde 1960 quase um quinto da cobertura de gelo dos Himalaias indianos desapareceu e segundo o Painel Intergovernamental Sobre Mudança Climática, atuando para a ONU, as geleiras do Himalaia estão “recuando mais rápido do que quaisquer outras no mundo”. O aumento dessa redução antecipa situações catastróficas e conflitivas na região. O potencial para conflitos devido à escassez de água, que já se faz sentir acentuadamente em regiões da Índia e China, é especialmente preocupante na região himalaia. E a expectativa futura é de aumento das populações na região dado o crescimento econômico, o que aumentaria a competição por água para agricultura e indústria. Recorde-se que três das nações envolvidas são potências nucleares—Índia, Paquistão e China. Um relatório científico, chamado McKinsey Report, estima que o planeta como um todo terá 40% menos água do que necessita pelo ano 2030 se nada for feito para alterar os atuais padrões de consumo.

“Os países onde a água já é escassa serão os que ficarão realmente vulneráveis à mudança climática”, declara Colin Chartres, diretor geral do Instituto Internacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (sigla em inglês IWMI). A famosa geleira de Khumbu, perto do fim da trilha para a base do acampamento dos que se dedicam a subir o Monte Evereste recuou 5 km desde que o famoso pico mais alto do mundo foi conquistado por Tenzing Norgay e Edmund Hillary em 1953.

Embora não se tenham dados científicos precisos a respeito da situação, em parte dada a dificuldade de pesquisas de campo nas inóspitas e elevadas regiões onde as geleiras himalaias se encontram, um especialista indiano na matéria, Syed Hasnaim, não tem dúvida de que as geleiras estão derrendo depressa e que salvá-las é essencial para o seu país, a Índia, bem como para o resto da Ásia e para o mundo. Para tanto, a redução de emissão de carbono é essencial, um dos temas fundamentais no debate da conferência de Copenhagen sobre clima global, que se realiza esta semana. Mas para Hasnaim, “o debate terminou. Já temos dados científicos [suficientes]. Vemos a ameaça. O tempo para agir é agora”.

Um estudo de 2008 por outro pesquisador indiano, V. Ramanathan, especialista em climatologia na região, concluiu que mesmo que se detenha o aumento de emissão de gases de efeito estufa imediatamente, nas próximas décadas se terá um aumento de 4,3 graus Fahrenheit de aquecimento. A comunidade global, incluindo o grupo G-8, numa declaração no ano passado concordou em não permitir que a temperatura global aumente em 3,6 F acima dos níveis da Era Pré-Industrial, mas já se tem 1,37 F de aumento,

“Este não é um problema ambiental. É um problema humanitário global em escopo”, declara Frances Beinecke, presidente do grupo de advocacia ambiental Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. “Quanto mais tempo esperarmos para agir, mais caro essas mudanças serão”, conclui.

Há indícios de que no Himalaia o aquecimento climático ocorre mais rápido do que em outras regiões do planeta. O climatologista Ramanthan declara que prosseguir seguindo pelo atual caminho de comportamento de consumo mundial e falta de ação efetiva para controlar as emissões de gases de efeito estufa “equivale a cometer suicídio”. -- Condensado de “A River Ran Through It”, Time, 14 de dezembro de 2009, págs. 56-63.

* Artigo do jornal inglês The Guardian acentua paralização aos domingos para contrafazer aquecimento global:

Domingo: “solução simples” para o aquecimento
O movimento 10:10 apoiado pelo Guardian é uma maneira maravilhosa de capacitar as pessoas comuns a participar do grande movimento de mitigar o aquecimento global. Não podemos esperar até que os governos estejam iluminados o suficiente para legislar e superar as emissões de carbono. As questões são urgentes. Temos que agir agora, sem qualquer atraso. O poder da opinião pública e da ação popular terá forte impacto sobre a conferência sobre o clima realizada em Copenhagen.


Uma coisa que podemos facilmente fazer para alcançar esse objetivo: podemos declarar o domingo um dia livre de combustível fóssil ou um dia de baixo carbono ou, pelo menos, um dia de economia de energia. Podemos começar nesta semana, neste mês ou em 2010. Podemos começar individualmente e coletivamente. A longa viagem para reduzir as emissões de dióxido de carbono pode começar aqui e agora. Há não muito tempo, o domingo era usado para ser um dia de descanso, um dia de renovação espiritual, um dia para as famílias se reunirem, mas mudamos o domingo de um dia de descanso para um dia de compras, voos e direção de carros. No entanto, no contexto das emissões excessivas de dióxido de carbono na atmosfera, que estão trazendo transformações catastróficas, podemos e devemos restaurar o domingo para ser um dia de Gaia, um dia para a Terra.

Não haverá grandes dificuldades em reduzir o uso de todos os não essenciais e não urgentes combustíveis fósseis para um dia por semana. Podemos facilmente fechar supermercados, lojas e postos de gasolina.

O aquecimento global ou as mudanças climáticas são apenas um sintoma do nosso profundo desejo de consumir, consumir e consumir. O problema externo das emissões de carbono está relacionado com o problema interno do desejo. Se ficarmos numa corrida exaustiva 24 horas, sete dias por semana, somos obrigados a poluir o nosso espaço interior, bem como o espaço exterior. A -- The Guardian, 17-09-09.

Reflexões Escatológicas Sobre o Terremoto no Haiti
O centro dos problemas mundiais está, sem dúvida, na iniquidade humana. Daí que a profecia fala de Deus “destruir os que destroem a Terra” (Apo. 11:18).


Hoje o mundo defronta duas grandes crises--a ecológica, como temos discutido em quadros acima, e a sócio-econômica. Bilhões de criaturas vão para a cama à noite com fome, ou sem saber onde arranjar comida para si e os filhos. Daí que há os que pensam em mobilizações globais para resolver ambas as questões--a ecológica e a da pobreza global. Vejam o terrível terremoto havido no Haiti, um dos países mais pobres do mundo e que agora, somou miséria e sofrimento a destruição, que conduzirá a maior miséria e sofrimento.

Líderes mundiais já falam de “nova ordem econômica”, com o atual Papa Bento XVI até sugerindo o estabelecimento de uma “autoridade moral” para conduzir um plano que atue no enfrentamento desse problema. Só faltou ele apontar os 10 dedos das mãos para si próprio como devendo ser tal “autoridade moral” escolhida. . .

E sobre o terremoto do Haiti, vejam estas reflexões que postei noutro sítio internético:

Imagino que logo, logo os cientistas vão criar a tese de que os terremotos também são motivados pelo “aquecimento global”. Será que faz sentido? Eu vejo até certa lógica, pois água é coisa pesada. Quando vamos fazer compras no supermercado minha esposa sempre deixa pra mim a tarefa de apanhar os galões de detergente ou sucos porque são pesados. Claro, a água ou líquidos pesam. . .

Imaginem a quantidade de água extra que está sendo lançada nos oceanos dado o derretimento dos polos e, como noticiou recentemente a revista Time, do chamado “terceiro polo”--as imensas geleiras do Himalaia. Eu vi no Peru uma geleira, na viagem de trem de Cuzco para o destino final, Macchu Pichu. É impressionante ver aquela imensa massa de gelo espremida entre elevadas montanhas. Pois bem, também as geleiras do Peru estão desaparecendo em níveis preocupantes.

Todo esse peso sobre a superfície da Terra poderia causar desequilíbrios sobre as placas tectônicas, daí produzindo terremotos em regiões mais “frágeis” desse sistema. É um pensamento meu, sem comprovação científica, mas não acho difícil que isso se venha a comprovar. Agora, a questão é que toda essa crise ecológica levará a uma crise final tremenda, como está profetizado em Apoc. 13.

Lá lemos sobre a formação de uma ditadura religiosa-política-econômica-filosófica-ecológica que imporá sobre o mundo um “sinal” sobre a mão direita ou sobre a testa--o famigerado “sinal da besta”. E algo vai acontecer pelo qual TODOS terão que decidir-se aceitando certa imposição dessa ditadura anticristã e antidemocrática, possivelmente numa situação de emergência, para “salvar o planeta”. E as medidas que vão tomar, inspiradas por Satanás que quer impor-se sobre o mundo inteiro como sempre foi seu ideal, afetarão algum princípio religioso que os fieis servos de Deus não poderão aceitar. Daí sofrerão boicote econômico ao ponto de não poderem comprar nem vender (ver Apoc. 13:18).

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Mensagem em Dom Maio 16, 2010 5:28 pm por Eduardo

Palestras sobre Profecias


Programação realizada na IASD Moema, no período de 09 a 11 de Outubro de 2.009, tratando da temática infra relacionada. Os materiais estão disponíveis para download em áudio e vídeo, bem como para acesso online nestas mesmas mídias.

a) A Nova Ordem Mundial (Áudio)(Vídeo)

01. A Nova Ordem Mundial - a luta pelo domínio político e religioso em contraposição à busca da ‘paz e segurança’: da queda do Império Romano até o Armagedon
02. Todas as igrejas deverão mudar, exceto a ICAR

b) As Duas Últimas Pragas (Áudio)(Vídeo)

03. O desfecho do grande conflito – as últimas duas pragas

c) Continuação dos Estudos das Profecias (Áudio)(Vídeo)

04. Dia do Senhor, dia da família – a santificação do domingo para salvar o planeta do colapso geral e obter ‘paz e segurança.
05. A Cúpula de Moscou – a preparação das primeiras leis opressoras.
06. A visita do papa aos EUA - alianças estratégicas dos três poderes globais.
07. Crise econômica global – significado político e religioso da situação econômica global segundo as profecias.

d) Santificação para Receber Jesus (Áudio)(Vídeo)

08. O cenário antes do decreto dominical: articulações para combater o povo de DEUS.
09. Intimidade para amar e ser feliz – o significado dos Dez Mandamentos para os últimos dias nessa Terra.
10. Santificação para receber JESUS – apelo final

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Mensagem em Qua Jun 02, 2010 9:34 pm por Eduardo

A precisão das profecias bíblicas



Rosangela Lira nasceu no dia 23 de dezembro de 1958, em São Paulo. Formou-se no curso de Teologia no antigo Instituto Adventista de Ensino (IAE, hoje Unasp), em 1981. Após a formatura, trabalhou três anos no Centro de Pesquisas Ellen G. White. Em seguida, trabalhou três anos na sede sul-americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Brasília. Desde 1996, tem-se dedicado à tradução da Lição da Escola Sabatina dos Jovens. Sua primeira tradução para a Casa Publicadora Brasileira foi a do livro Projeto Sunlight, e sua mais recente tradução foi a de uma obra de Marvin Moore, sobre as profecias de Apocalipse 13, a ser lançada em breve. Casada com o pastor Elizeu Lira, Rosangela tem um filho de 20 anos chamado Everton. Nesta entrevista, concedida a Michelson Borges, ela fala de uma de suas paixões: as profecias de Daniel:

Por que as profecias de Daniel e, especificamente, as de Daniel 8:14 e 9:24-27 são importantes para os adventistas?

Porque essas profecias tiveram papel importante, não só no movimento milerita da década de 1840, como no surgimento da Igreja Adventista. Elas formam a base da doutrina distintiva da igreja sobre a purificação do santuário celestial.

Você ajudou na preparação do manuscrito do livro Chronological Studies Related to Daniel 8:14 and 9:24-27, de Juarez Rodrigues de Oliveira, publicado em inglês pelo Unasp. Fale resumidamente sobre o conteúdo desse estudo.


O estudo de Juarez parte do pressuposto de que Daniel 8 e Daniel 9 estão correlacionados e que as profecias de ambos os capítulos se iniciam no mesmo ponto – assunto esse já exaustivamente abordado por vários autores no passado. A partir daí, ele prossegue, demonstrando que as datas tradicionalmente sustentadas pela Igreja Adventista como sendo o cumprimento de Daniel 8:14 e 9:24-27 (457 a.C., 31 d.C., 1844 d.C.) têm apoio bíblico, cronológico e astronômico. Ao mesmo tempo, o estudo visa a chamar a atenção para algumas declarações inconsistentes com relação a esses períodos, feitas por alguns autores denominacionais, que tornam a posição da igreja vulnerável a ataques por parte de críticos tanto internos quanto externos.

De que forma a Matemática e a História confirmam a exatidão dessa profecia?

A História, tanto secular quanto bíblica, nos fornece detalhes importantes que nos ajudam no estabelecimento das datas da profecia. Já a matemática nos ajuda a calcular os períodos proféticos com precisão, partindo do meio da septuagésima semana de Daniel 9 – o dia da morte de Cristo – para a fixação das datas (dia, mês e ano) de início e fim dos 2.300 anos. Ou seja, quando se parte da morte de Cristo (o dia da ceia pascoal, isto é, o 15º dia do primeiro mês lunar judaico no ano 31 d.C.), e se volta 69,5 semanas proféticas no passado (486,5 anos ou 177.690,33 dias), chega-se, interessantemente, ao Dia da Expiação, ou o décimo dia do sétimo mês lunar judaico, no ano 457 a.C.; a partir daí, avançam-se 2.300 anos solares, e se chega exatamente ao Dia da Expiação, o décimo dia do sétimo mês lunar judaico, em 1844 d.C. Somente é possível se partir de um Dia da Expiação, que é uma data no mês lunar, se avançar o tempo em anos solares, e se chegar novamente a um Dia da Expiação no mês lunar, porque o período de 2.300 anos é um ciclo astronomicamente perfeito, tendo um número exato de 28.447 lunações (meses lunares).

Então a Astronomia ajuda bastante na elucidação da cronologia profética de Daniel 8 e 9.

Sem dúvida. A astronomia nos ajuda principalmente no estabelecimento preciso das datas do calendário hebreu lunissolar relacionadas aos fatos da profecia. Uma vez que nesse calendário o primeiro dia de cada mês é estabelecido pelo aparecimento do crescente lunar no céu vespertino, a astronomia nos ajuda a calcular o dia mais provável para a visualização desse fenômeno. Para estabelecermos, por exemplo, a data da morte de Cristo em nosso calendário solar, precisamos saber qual foi o primeiro dia do mês lunar judaico, a fim de calcularmos o décimo quarto e o décimo quinto dias desse mês.

Por que podemos dizer que o adventismo surgiu num momento profético?

Porque a base do surgimento desse movimento foi uma profecia – a profecia de Daniel 8:14.

Há quem considere que a Igreja Adventista do Sétimo Dia nasceu no dia 23 de outubro de 1844, quando o pioneiro Hiran Edson caminhava num milharal em Nova York. Você concorda?

Sim, pois o discernimento que Edson obteve naquele dia levou à adoção da posição teológica que serviu de base para o surgimento da IASD – a de que o santuário a ser purificado em Daniel 8:14 era o santuário celestial.

Costumeiramente se diz que Edson havia compreendido os acontecimentos do dia anterior a 23 de outubro. Mas há quem considere que ele teve a visão em “tempo real”. É possível provar isso?

Não diria que é possível provar isso, mas que há indícios que apontam para isso. As palavras de Edson parecem apontar para mais do que um simples discernimento ou compreensão. Ao orar, ele tem a certeza de que receberia luz: “Continuamos em fervorosa oração até que foi dado o testemunho do Espírito de que nossas orações foram aceitas, e de que luz seria dada – nosso desapontamento explicado, esclarecido e resolvido.” Ele assim descreve sua experiência ao sair para fortalecer os irmãos: “Saímos, e ao passarmos através de um grande campo, fui parado mais ou menos na metade do campo. O Céu pareceu se abrir diante de meus olhos...” É interessante que ele não diz: “parei”, mas “fui parado”. Edson não nos diz a que horas teve esse discernimento, ou visão, no dia 23 de outubro; apenas nos diz que foi “após o desjejum.” Porém, é interessante notar que o horário de 7h da manhã, em Port Gibson, onde Edson estava, equivale a 15h em Jerusalém, ou seja, o momento do sacrifício da tarde, com o qual se encerrava o cerimonial do Dia da Expiação. Devemos ter em mente que o término do período profético de 2.300 anos deve ser considerado com base na cidade de Jerusalém, pois o início do período profético também está relacionado a esse local.

Por que Deus estabeleceu os tempos proféticos e tantos detalhes que exigem estudos aprofundados?

Creio que Deus deu as profecias para nos ajudar no preparo para os importantes eventos preditos por elas, e que cada detalhe cumprido fortalece nossa fé na veracidade da Sua Palavra. Cristo insistiu com os discípulos na importância do estudo profético. Referindo-Se a uma das profecias de Daniel, Ele disse: “Quem lê, entenda” (Mt 24:15). Podemos ter certeza de que o estudo das profecias terá a bênção de Deus e será ricamente recompensado.

Quais os principais fatos que confirmam a veracidade dos anos 457 a.C. e 1844 d.C., no contexto da profecia das 2.300 tardes e manhãs?

É com base na fixação da data da morte de Cristo que estabelecemos essas datas, pois ainda permanecem algumas incertezas históricas quanto ao ano de 457 a.C. para a viagem de Esdras. Já o ano de 1844 d.C. é resultante da data inicial da profecia.

Daniel informa que o ministério e a morte de Jesus se constituem no “selo” da visão das 2.300 tardes e manhãs. Como provar, então, que o batismo e a morte de Jesus ocorreram respectivamente nos anos 27 e 31?

Dentro do período possível para a crucifixão (durante o governo de Pilatos, de 26 d.C. a 36 d.C.), a morte de Jesus no dia do sacrifício pascoal (14º dia do mês de Nisã) ou da ceia pascoal (15º dia do mês de Nisã) só poderia ter caído numa sexta-feira nos anos 30, 31 ou 33 d.C. As evidências históricas disponíveis apontam para os anos 26 ou 27 d.C. para o início do ministério de Cristo e para os anos 30 ou 31 d.C. para Sua morte. Astronomicamente, 30 d.C. admite uma sexta-feira como 14 de Nisã, e 31 d.C. admite uma sexta-feira como 15 de Nisã. Uma vez que, segundo os evangelhos sinóticos, Cristo participou da ceia pascoal, a qual ocorria logo após o pôr do sol que marcava o início do dia 15 de Nisã, pode-se concluir, portanto, que Cristo teria morrido pouco antes do pôr do sol que marcava o fim do 15 de Nisã. Há, porém, algumas declarações problemáticas no Evangelho de João. Se, no entanto, buscarmos uma harmonia entre os sinóticos e João, veremos que os problemas existentes no quarto evangelho podem ser satisfatoriamente resolvidos. E se Cristo morreu num dia 15 de Nisã, o único ano possível para Sua morte é 31 d.C.

Por que você acha importante estudar as profecias?

Creio que o estudo das profecias confirma nossa fé. Assim como a parte inicial do período profético das 2.300 tardes e manhãs – as 70 semanas que culminavam com o primeiro advento (Dn 9:24-27) – se cumpriram no tempo preciso, a última parte desse período profético – a purificação do santuário que culminará com o segundo advento – também teve seu cumprimento no tempo certo. Como ao fim da purificação do santuário terrestre o sumo sacerdote saía e abençoava o povo, podemos ter a certeza de que muito em breve, ao fim da purificação do santuário celestial, Cristo virá para abençoar Seu povo com a vida eterna. “Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração” (2Pd 1:19).

http://michelsonentrevistas.blogspot.com/2010/05/precisao-das-profecias-biblicas.html


"Apocalipse"



Série de estudos bíblicos sobre o Livro do Apocalipse,
Capítulo a Capítulo, verso a verso.


Desvendando o Apocalipse - Capítulo a Capítulo



Este estudo tem o objetivo de apresentar as verdades contidas no livro do Apocalipse de maneira direta e simples. Está livre de interpretações pessoais ou de alguma denominação religiosa. A Bíblia e a própria história da humanidade são as únicas fontes usadas nos textos.

Dirigida pelo advogado Mauro Braga de 54 anos, a série de estudos ora veiculada é resultado da classe bíblica iniciada na IASD Tatuapé e que hoje funciona na IASD Brooklin, todas as quartas-feiras, às 20 horas. Mauro Braga era membro da igreja do Belém e logo após o seu batismo, preocupado em evangelizar a família, decidiu se preparar para dar estudos bíblicos.

O que chama a atenção na série que resultou desta preparação, segundo o próprio palestrante, talvez seja a linguagem simples e direta com que os temas são ministrados e a forma de abordagem. Os temas abaixo estão disponíveis em áudio para download, também em formato de texto, diretamente na página do irmão e amigo Michelson Borges.

01) - Introdução ............................. (Download) (Texto)
02) - Capítulo 01............................. (Download) (Texto)
03) - Capítulo 02 - Parte 1................ (Download) (Texto)
04) - Capítulo 02 - Parte 2................ (Download) (Texto)
05) - Capítulo 03.............................. (Download) (Texto) (Texto)
06) - Capítulo 04.............................. (Download) (Texto)
07) - Capítulo 05.............................. (Download) (Texto)
08) - Capítulo 06.............................. (Download) (Texto)
09) - Capítulo 07.............................. (Download) (Texto)
10) - Capítulo 08.............................. (Download) (Texto)
11) - Capítulo 09.............................. (Download) (Texto)
12) - Capítulo 10.............................. (Download) (Texto)
13) - Capítulo 11.............................. (Download) (Texto)
14) - Capítulo 12.............................. (Download) (Texto)
15) - Capítulo 13 - Parte 1................ (Download) (Texto)
16) - Capítulo 13 - Parte 2................ (Download) (Texto)
17) - Capítulo 14.............................. (Download) (Texto)
18) - Capítulo 15.............................. (Download) (Texto)
19) - Capítulo 16.............................. (Download) (Texto)
20) - Capítulo 17.............................. (Download) (Texto)
21) - Capítulo 18.............................. (Download) (Texto)
22) - Capítulo 19.............................. (Download) (Texto)
23) - Capítulo 20.............................. (Download) (Texto)
24) - Capítulo 21.............................. (Download) (Texto)
25) - Capítulo 22.............................. (Download) (Texto)

É bom relembrar o convite à duplicação da mensagem, seja presenteando um familiar, amigo ou conhecido com um simples CD, seja "linkando" estes pela web ou email neste espaço. Assim, atenderemos ao "ide" do Mestre.

Descansem no Senhor.

Soli Deo Gloria

"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)

[Material publicado sob a autorização expressa do palestrante]

Também disponível para download, do mesmo palestrante, a série de estudos bíblicos "E conhecereis a verdade...".

Clique no link que segue para outros "Estudos Proféticos".

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Mensagem em Sex Ago 27, 2010 2:45 pm por Eduardo




As Profecias Bíblicas: O que se Cumpriu, O que está se Cumprindo, O que vai se Cumprir

Publicado em agosto 26, 2010 por Seventh Day




1. INTRODUÇÃO

Apresentamos uma relação das profecias que se encontram nas Sagradas Escrituras, que serve para estudos ou para confirmação da Bíblia como a palavra verdadeira e fiel de Deus aos homens. As profecias estão relacionadas de forma sucinta, apenas mencionadas, sem comentário a seu respeito. O objetivo foi permitir em pouco espaço divulgar o conjunto profético que já se cumpriu, que está se cumprindo e que ainda se cumprirá. A todos os que desejam enriquecer a sua fé na Bíblia, principalmente com relação aos acontecimentos que ainda estão pela frente, este material, temos certeza, trará contribuições concretas.

Profecia é a capacidade de falar com autoridade de parte de Deus, ou em seu nome, já que serve para predizer acontecimentos futuros ou declarar a sua vontade para o presente (ver Êxodo 3:10, 14 e 15; Deut. 18:15 e 18; II Sam. 23:2; Mateus 11:9 e 10; II S. Pedro 1:21). A profecia é o meio escolhido por Deus para comunicar-se com o homem (ver Núm. 12:6; Amós 3:7). A Bíblia chegou aos homens por este dom (ver II Tim. 3:16; II S. Pedro 1:20 e 21). As escrituras testificam de Jesus, e o dom de profecia é apropriadamente chamado “o testemunho de Jesus” (Apoc. 19:10; João 5:39; Apoc. 12:17). O dom de profecia manifesta-se por meio de visões, sonhos ou inspiração especial que chega à mente (ver Núm. 12:6; Apoc. 1:1-3); e então o instrumento humano converte-se no porta-voz de Deus (ver II Sam. 23:2; Mateus 3:3; II S. Pedro 1:21). Deus tem o propósito de que este importante dom do Espírito estivesse com Sua igreja até o fim dos tempos (ver Joel 2:28 e 29; Apoc. 12:17; 19:10). Na realidade, deve ser o sinal para identificar a verdadeira igreja de Deus nos últimos dias (Apoc. 12:17; 19:10). Isto é muito razoável, porque Deus sempre tem usado este meio para revelar-se e transmitir suas mensagens ao mundo desde a queda de Adão.

Sobre a profecia em geral, registram-se os seguintes versículos:

- É predição sobre acontecimentos futuros: Gênesis 49:1; Números 24:14; Dan 2:45
- Deus é seu autor: Isaias 44:7; 45:21;
- Deus as dá, por meio de Cristo: Apocalipse 1:1;
- Um dom de Cristo: Efésios 4:11; Apocalipse 11:3;
- Um dom do Espírito Santo: I Cor. 12:10;
- Não vem por vontade de homem: II Pedro 1:21;
- Dadas desde o princípio: Lucas 1:70;
- É uma palavra certa: II Pedro 1:19;
- Deus cumpre-a: Isaias 44:26; Atos 3:18;
- Cristo, seu grande tema: Atos 3:22-24; 10:43; I Pedro 1:10-11
- Cumpridas em Cristo: Lucas 24:44;
- Seu dom prometido: Joel 2:28; Atos 2:16 e 17;
- Para o benefício de outras gerações: I Pedro 1:12;
- Uma luz em lugar escuro: I Pedro 1:19;
- Não vem de particular elucidação: II Pedro 1:20;
- Não a desprezemos: I Tessalonicenses 5:20;
- Demos-lhe ouvidos: II Pedro 1:19;
- Recebamo-lha com fé: II Coríntios 20:20; Lucas 24:25;
- Bênção de lê-la, ouví-la e observa-la: Apoc. 1:3; 22:7;
- Culpa de pretender possuir o dom de profecia: Jeremias 14:14; 23:13 e 14; Ezequiel 13:2 e 3.

Serão castigados os que:

- Não lhe derem ouvidos: Neemias 9:30
- Adicionarem ou subtraírem algo: Apoc. 22:18 e 19;
- Fingir possuir seu dom: Deut. 18:20; Jeremias 14:15 e 23:15;
- Fingir estar convertidos: Números 24:2-9; I Sam. 19:20-23; Mateus 7:22; João 11:49-51; I Cor. 13:2;
- Como deve ser testada: Deut. 13:1-3; 18:22.

2 – PROFECIAS QUE JÁ SE CUMPRIRAM

Do cativeiro dos judeus
-
Sua predição: Deut.: 28:36; I Reis 14:15; Isaias 39:7; Jeremias 13:19; 25:8 a 12; Amós 7:11; Lucas 21:24.
- Seu Cumprimento: II Reis 15:29; 17:6; 18:11; 24:14; 25:11; II Crôn. 28:5. O cativeiro durou de 606 a 538 aC.

Da conversão dos gentios
-
Passagens em que foi profetizada: Gên. 22:18; Salmos 22:27; 86:9; Isaias 9:2; 49:6; 60:3; Daniel 7:14; Oséias 2:23; Efésios 3:6.
- Exemplos do cumprimento: Atos 2:41; 2:47; 4:4; 5:14; 6:7; 9:31; 11:1, 21 e 24; 13:12 e 48; 14:1; 15:7; 16:5 e 33-34; 17:4; 18:6 e 8; 28:28; Apoc. 11:15

Da destruição de Babilônia
- Profecias: Salmo 137:8; Isaias 13:19; 14:22; 21:9; 43:14; 47:1; 48:14; Jeremias 25:12; 50:1, 51:1; Daniel 2:37 a 39; 5:26 a 28.
- Babilônia foi conquistada pelos Medo Persas em 539 aC, sendo destruída em parte por Xerxes mais tarde, estando em completa ruína na época de 20 aC. Conforme a profecia, nunca mais foi reconstruída. A mesma profecia refere-se também à babilônia espiritual, o grande poder religioso no fim dos tempos, como se pode ver em Apoc. cap 18 e 19.

Da destruição de Jerusalém
-
Isaias 3:1; Jeremias 9:11; 19:8; 21:10; 25:18; Amós 2:5; Miquéias 3:12; Mateus 23:37 e 38; 24:15 a 21; Lucas 19:43 e 44; 21:24.
- Jerusalém foi destruída em 70 dC.

O grande período profético dos 2.300 anos de 457 aC a 1844.
Foi profetizado através de Daniel, que haveria um período de 2.300 anos, que se iniciaria no ano 457 aC, com o decreto da reconstrução de Jerusalém (Dan. 9:25) e concluiria com o início do juízo investigativo no céu, em 1844. Dan 8:14. Este grande período divide-se em sub-períodos.

Primeiro sub-período, de 490 anos, que se inicia em 457 aC e termina em 34 da nossa era. Foi destinado ao povo judeu para que aceitasse a Jesus Cristo (Atos 8:1 a 3 e 26:9 a 12), que como se sabe, com a apedrejamento de Estevão, em 34, rejeitaram de vez o evangelho. Nesse ano inicia-se outro sub-período de 1810 anos, até 1844, de pregação do evangelho aos gentios (não judeus) (Atos 13:46 e Dan 8:14). O primeiro sub-período divide-se em outros períodos menores, como, os 49 anos, de 457 aC até 408 aC, para a reconstrução dos muros de Jerusalém (Esdras 6:14; 7:6-26; Dan 9:25. Mais outros 434 anos se passaram até a unção de Jesus Cristo (Dan 9:25 e 26), até o ano 34. Para o final deste último período, Daniel profetizou um pequeno período de uma semana profética, 7 anos literais, do ano 27 a 34 dC. No ano 27 Jesus foi ungido (S. Mateus 3:13, 17 e Atos 10:38. Na metade da semana, foi crucificado, em 31, (Dan 9:26,27) e no ano 34 Estevão foi apedrejado (Atos 7:59-60; 6:8-15 e 8:1).

O terceiro sub-período, que se cumpriu fielmente, durou 1260 anos de perseguição aos que seguiam a Bíblia integralmente (Apoc. 11:2 e 3; 12:6 e 14; 13:5, e Dan. 7:25 e 12:7; Dan 9:22 – 27), que durou de 538, com o estabelecimento firme do papado, até 1798, com a deposição do Papa Pio VI pelo general francês Bertier, em 10/02/1798. Nesta data iniciou-se o tempo de fim (Dan. 12:9 e 4). Nesta data também terminou a grande perseguição (fogueiras, inquisição, arena de leões, gladiadores, leis dominicais, união da igreja com o estado, etc.) O que aconteceu durante os 1260 anos denomina-se o período da idade escura da humanidade, onde os maiores horrores aconteceram e que degradou espiritualmente o mundo, levando a desconfiança sobre a verdadeira intenção dos religiosos. Foram denominados “ópio do povo”, por líderes que não conheciam o verdadeiro evangelho.

Este grande período de Daniel 8:14 pode ser melhor estudado num diagrama preparado para tal fim, disponível aos que o desejarem.

Em síntese, as profecias de Daniel envolvem 16 cenários futuros:
1)
Babilônia perderia a hegemonia
2) Seria substituída pela Medo-Pérsia
3) Este reino seria inferior am glória e riqueza à Babilônia, e assim sucessivamente, cada reino inferior ao seu precedente
4) A Medo-Pérsia seria substituída pela Grécia
5) A Grécia seria substituída por Roma
6) Roma seria dividida em 10 reinos
7) Roma seria forte e fraca ao mesmo tempo
8) Haveria tentativas de implantar um reino mundial
9) Haveria alianças com semente humana
10) Estas tentativas de união não atingiriam seu objetivo
11) A figura apoteótica de Cristo sobre as nações
12) Sua segunda vinda – pedra cortada sem mãos
13) A pedra abarcaria o mundo todo
14) Não haveria mais impérios locais
15) Desmoronamento total da babilônia e de suas riquezas
16) Implantação do Reino de CRISTO

Pelo cálculo da probabilidade, as profecias de Daniel tem apenas uma possibilidade em 437.893.890.380.859.375 tentativas para dar certo integralmente, nessa ordem. Só DEUS conhece o fim desde o princípio.

- A grande profecia de Daniel 2:31-45, sobre a estátua que representa os reinos desde o império babilônico até os últimos dias. Todos os versículos referem-se a Daniel cap. 2.

- Cabeça de ouro (32, 37 e 38): Reino babilônico – de 606 a 538 aC;
- Peito de prata (32 e 39): Medo-Pércia – de 538 a 331 aC;
- Ventre e coxas de bronze (32 e 39): Grécia – de 331 a 168 aC;
- Pernas de ferro (33 e 40): Roma – de 168 aC a 476 dC;
- Pés em barro e ferro: Divisão o reino de Roma em dez reinos, que jamais formariam um império mundial;
- Não haverá mais império mundial: (43) – houveram casamentos entre nobres na Europa, porém não mais uniram-se os reinos divididos;
- A pedra que destruiu a estátua: (44 e 45) – é a profecia da segunda vinda de Jesus a este mundo.

- A grande profecia de Daniel 7 – os 4 animais. Todos os capítulos e versículos referem-se ao livro de Daniel.
- Leão com asas de águia (7:4): Reino da Babilônia, de 606 a 538 aC;
- Urso, que trazia entre os dentes três costelas (7:5): Império Medo-Persa, de 538 a 331. As três costelas simbolizam os principais poderes deste reino, ou seja, a Lídia, Babilônia e Egito.
- Leopardo, com quatro asas e quatro cabeças (7:6): Império grego de Alexandre o Grande, de 331 a 163. As quatro asas significam um reino muito veloz, como realmente foi, conquistou o mundo em menos de uma década, um feito sem precedentes. As quatro cabeças representam os quatro reinos em que se dividiu este império em 301 aC, que foram dominados por Ptolomeu, Cassandro, Seleuco e Lisímaco.
- Animal terrível e espantoso (Daniel não comparou com animais conhecidos), forte, com dentes de ferro e dez chifres e mais um chifre pequeno (7:7 e 8): Trata-se do império romano, de 168 aC a 476 dC. Os dentes de ferro representam a força destruidora deste reino; os dez chifres representam dez reinos bárbaros que sucederam Roma, ou seja os Ostrogodos, Visigodos, Francos, Vândalos, Suevos, Alamanos, Anglo-saxões, Hérulos, Lombardos e Burgúndios. O chifre pequeno representa Roma Papal, pequena no início mas que cresceu e superou os demais em poder.

Profecias relacionadas ao capítulo 7 de Daniel:
-
O animal foi morto (v. 11) refere-se a destruição de poder romano por ocasião da segunda vinda de Cristo, ainda a ocorrer;
- Foi tirado o domínio dos outros animais anteriores (v. 12) refere-se aos reinos anteriores que perderam o poder, porém seus habitantes não foram exterminados, como será no caso do quarto animal, quando da segunda vinda de Cristo;
- Segunda vinda de cristo (v.13 e 14), refere-se a retorno de Cristo, ainda a ocorrer;
- O capítulo 7 de Daniel contém outras profecias que são detalhes da grande profecia acima mencionada. Estas profecias foram omitidas aqui para não tornar a relação profética muito extensa.

A grande profecia de Daniel capítulo 8, especificamente sobre os tempos finais. Em síntese, os elementos da profecia são:
- Um carneiro com dois chifres (reis da Média e da Pérsia);
- Surgiu um bode com um chifre notável entre os olhos (A Grécia, e o chifre, o seu primeiro rei) e destruiu o reino Medo-Persa;
- O chifre notável foi quebrado e em seu lugar vieram quatro chifres, significando os quatro reis que sucederam a Alexandre o Grande, com força inferior;
- De um dos quatro chifres saiu um chifre pequeno, que se tornou muito forte, para o oriente e para a terra gloriosa, cresceu até os céus (…) engrandeceu-se etc. Refere-se a Roma como império e a Roma papal, esta tornando-se um poder mundial, muito forte no período da Idade Média, perseguindo os cristãos que queriam obedecer fielmente os princípios bíblicos. Roma papal havia gradativamente alterado estes princípios, dando cumprimento à profecia. Há muitos detalhes a mais nesta profecia que merecem melhor atenção, em estudo particular.

- A profecia das sete igrejas, que se refere a história da igreja de Deus antecipadamente descrita. Apocalipse cap. 2 e 3.
Esta profecia encontra-se em Apocalipse capítulo 2 e 3. Apresentamos apenas as informações mais importantes a respeito. Esta profecia pode ser melhor estudada em diagrama que está disponível aos interessados.
- Primeira igreja: Éfeso, de 34 a 100 – Boas obras;
- Segunda igreja: Esmirna, de 100 a 313 – Igreja perseguida;
- Terceira igreja: Pérgamo, de 313 a 538 – Igreja popularizada;
- Quarta igreja: Tiatira, de 538 a 1517 – Igreja deturpada;
- Quinta igreja: Sardes, de 1517 a 1833 – Reforma espiritual;
- Sexta Igreja: Filadélfia, de 1833 a 1844 Igreja missionária;
- Sétima igreja: Laodicéia, de 1844 até o fim – Igreja morna.

- A profecia dos sete selos, que se refere à natureza da luta em que se envolvem as respectivas igrejas.
Esta profecia encontra-se em Apocalipse capítulo 6. Como a anterior, serão apresentadas apenas informações importantes. Também pode ser melhor estudado no diagrama acima mencionado.
- Primeiro selo – cavalo branco: de 34 a 100 – pureza;
- Segundo selo – cavalo vermelho: de 100 a 313 – perseguição;
- Terceiro selo – cavalo preto: de 313 a 538 – apostasia;
- Quarto selo – cavalo amarelo: de 538 a 1517 – trevas espirituais;
- Quinto selo – reforma espiritual: de 1517 a 1755 – almas em baixo do altar;
- Sexto selo – mensagem do advento: de 1755 a … – sinais do fim;
- Sétimo selo Apoc 8:1 – é a segunda vinda de Jesus Cristo, que não se cumpriu ainda, como sabemos.

As sete trombetas, que se refere as guerras de natureza política mas com conseqüências no mundo religioso. Igualmente apenas faremos referência. Pode ser estudado em diagrama. Apoc. 8: 6-13; 9:1-21; 10:15-19.
- Primeira trombeta: Invasão da Europa pelos Godos comandados por Alarico (Apoc. 8:6-7), com destruição de Roma.
- Segunda trombeta: Invasão pelos Vândalos de Genserico, vindo pelo mar e destruindo Roma em 455, saquendo-a por 14 dias e posterior destruição da esquadra naval com morte de 1/3 do exército romano, cerca de 30.000 soldados.
- Terceira trombeta: Invasão pelos Hunos de Átila, que em 452, na batalha às margens do Marne, eliminou 150.000 soldados romanos.
- Quarta trombeta: Invasão dos Érulos de Odoacro, que destruiu definitivamente o Império Romano Ocidental, em 476, sendo deposto Rômulo, o último dos Césares.
- Quinta trombeta: Período de muitas guerras, onde se distinguiram as conquistas dos Sarracenos, Maomé e os Otomanos, e que culminou com a Queda de Constantinopla, em 1453, e o fim do Império Romano Oriental. Terminou de todo o império romano.
- Sexta trombeta: Foi o período de supremacia turca e árabe, e que terminou em 11 de agosto de 1840 com o fim da supremacia turca e a queda do império otomano.
- Sétima trombeta, está em vigor, com nações iradas e preparo para o fim do mundo e segunda volta de Cristo.

- O escurecimento do Sol e da Lua e a chuva de meteoritos
Marcos 13:24 e 25; Isaias 13:10; Ezequiel 32:7; Joel 2:10; 11 e 30 a 32; Apoc 6;12 a 14; Lucas 21:25. Isto se cumpriu, quanto em 19/05/1780 ocorreu o escurecimento do Sol e a noite a Lua ficou como saco de silício, e em 13/11/1833 ocorreu a chuva de meteoritos, na América do Norte.

- O movimento religioso do séc. XIX, previsto no cap. 10 de Apocalipse.

- As duas testemunhas (velho e novo testamentos) oprimidas pelo papado, Apoc. 11:3-6.

- As duas testemunhas mortas pela França, Apoc. 11:7-14.

As profecias de Apocalipse 12
Apenas apresentamos os tópicos mais relevantes.
- A vitória de Cristo contra Satanás na Terra, (v. 1-5).
- A Igreja no deserto perseguida pelo papado, (v. 6-15).
- A reforma do séc. XVI (v. 16).
- Dragão vermelho (v. 3 – 4): representa o Império Romano e Satanás;
- tinha 7 cabeças (3 – 4): os fortes poderes romanos;
- dez chifres (3 – 4): divisão do império romano em 10 reinos, formando a Europa;
- cauda de dragão (3 – 4): representa a força do poder romano;
- parou diante da mulher (3 – 4): representa Herodes que quis matar Jesus;
- deu luz a um filho (5): Maria gerou a Jesus;
- a mulher fugiu para o deserto (6): Maria, com José, fugiram para o Egito escapando de Herodes;
- outra vez a mulher foi sustentada no deserto, por 1 tempo (1 ano profético), tempos (2 anos proféticos) e metade de um tempo (meio ano profético) perfazendo 1260 anos literais: Trata-se da grande perseguição que a Igreja católica empreendeu contra os seguidores da Bíblia, por 1260 anos, Idade Média, de 538 a 1798. Em 538, o Edito de Justiniano punia com pena de morte aos que não obedecessem o Bispo de Roma. Neste ano (538) foi estabelecido o Papa em Roma. Durante o Séc. V, aplica-se com todo o rigor a guarda do Domingo, até então muitos católicos ainda observavam o Sábado. Em 787, o Concílio de Nicéia estabelece o culto às imagens. Em 800, a lei dominical de Carlos Magno proíbe trabalho no Domingo. Em 1229 estabeleceu-se o tribunal da inquisição, que durou 500 anos. No Séc XII surgem os reformadores, movimento que culminou com o Protesto de Spira em 19/04/1529 e com a pregação das 95 teses de Lutero, em 31/10/1517, contra Roma. Em 1773, ocorreu o fim da grande perseguição (aqueles dias foram abreviados) e em 1798 cai o Papa pela espada de Napoleão.
- O dragão irou-se (outra vez) contra a mulher (igreja) (17): novamente, no fim da história, a igreja do Papa promoverá perseguição aos que guardam a Bíblia.

As profecias de Apocalipse 13

A primeira besta ou o papado na Idade Média, Apoc. 13:1-10.
- A besta que saiu do mar (Europa, onde tem muita gente), que tinha 7 cabeças e 10 chifres (v.7): Interpretação idem a Apoc 7:3 a 4.
- A besta é ferida de morte (3 a 4): Em 10/02/1798, Napoleão Bonaparte depos o Papa, que morreu em 29/08/1799.
- A chaga mortal foi curada (3 e 4): Em 14/03/1800 foi eleito novo Papa, Pio VII;
- e toda a terra se maravilhou após a besta (3 a 4): O mundo todo, cada vez mais, admira o papa, desde o seu reestabelecimento.
- Fez guerra contra os santos (5 – 10): Novamente referindo-se a grande perseguição já mencionada anteriormente, por 1260 anos, de 538 a 1798.

A segunda besta ou os Estados Unidos, Apoc. 13:11.
- A besta que subiu da terra (11): Veio da terra, onde haviam na época poucos habitantes, ou seja, a América do Norte. Trata-se dos Estados Unidos da América, cuja independência foi proclamada em 04/07/1776, firmando-se como a nação mais poderosa do mundo.
- Tinha dois chifres de cordeiro (11): Representa a liberdade civil e religiosa nos EUA, garantidas pela constituição.
- Falava como o dragão (Satanás) (11): Por fim, os EUA falarão do mesmo modo como o papado, unindo-se a ele. É a atual união do protestantismo com a Igreja Católica, em breve com o apoio formal do estado americano. Os EUA darão força ao papado.
- Exercerá o poder da primeira besta (12): Fará o que o papado fez durante os 1260 anos. (é futuro próximo)
- Para adorar a primeira (papado) besta (12): Confirma a aliança dos EUA com o Vaticano. (é futuro próximo)
- Grandes sinais (13): Trata-se das maravilhas e prodígios realizados pelo espiritismo, que também se une ao catolicismo. Isto já é uma realidade hoje.
- Engana os que habitam na terra (14): Novamente voltarão os protestantes a seguir os preceitos da Igreja Católica, o que aliás já ocorre a tempo. O protestantismo (dos reformadores) foi esquecido pelos protestantes. É o atual ecumenismo ou união das igrejas, unindo catolicismo, protestantismo e espiritismo.
- Morte aos que não adorassem a imagem da besta (15): O protestantismo é a imagem (semelhança) da besta (papado), que unido ao estado (assim se concede vida a imagem da besta, que recebe poder formal), repetirá o que ocorreu na grande perseguição dos 1260 anos.
- Impondo o sinal da besta (16 e 17): O sinal da besta é a guarda do Domingo, não bíblico, instituído pelo Edito de Constantino, em 07/03/321, como o dia do Sol, que o papado sancionou mais tarde como o “dia do Senhor”. Foi adotado pelo protestantismo no século 17. Os EUA decretarão a imposição da guarda do Domingo.
- Número da besta (18) – 666: refere-se ao Papa, identificado na inscrição constante em sua coroa, comparada com os números romanos, ou seja: V (5); I (1); C (100); A: R: I (1); V (5); S; F; I (1); L (50); I (1); I (1); D (500); E; I (1); PERFAZENDO 666 DE APOC 13:18.
- A grande Babilônia do Apocalipse, cap. 17.
A maior parte destas profecias já se cumpriu ou está em pleno cumprimento. Pouco delas está pela frente.

Sobre os oponentes de Deus e seu povo – Em Apocalipse
- Roma e as nações modernas: Caps. 8; 9 e 11:15;
- O Papado, na idade média e futuro: Caps. 13; 12; 11:3-6;
- A revolução francesa inimiga da Bíblia: Cap. 11
- O protestantismo norte-americano: Cap. 13:11-18
- A grande Babilônia: Caps. 14:8; 18:1-4; 17; 16:13.

3 PROFECIAS ACERCA DE JESUS, QUE JÁ SE CUMPRIRAM

As profecias estão ordenadas cronologicamente e acompanhadas pelo seu cumprimento.

- Seria “semente de uma mulher”
Profecia: Gênesis 3:15
Cumprimento: Gálatas 4:4; Lucas 2:7; Apoc. 12:5; Mat. 1:18

- Seria descendente de Abraão
Profecia: Gênesis 18:18 (12:3)
Cumprimento: Atos 3:25; Mateus 1:1; Lucas 3:34; Gál. 3:16

- Seria descendente de Isaque (filho de Abraão)
Profecia: Gênesis 17:19
Cumprimento: Mateus 1:2; Lucas 3:34

- Seria descendente de Jacó (filho de Isaque)
Profecia: Números 24:17 e Gênesis 28:14
Cumprimento: Lucas 3:34; Mateus 1:2

- Descenderia da Tribo de Judá
Profecia: Gênesis 49:10
Cumprimento: Lucas 3:33; Mateus 1:2-3

- Descendente de Davi
Profecia: Jer. 23:5 e 6
Cumprimento: Mateus 22:41-46

- Seria herdeiro do trono de Davi
Profecia: Isaias 9:7 e 11:1-5; II Samuel 7:13
Cumprimento: Mateus 1:1 e 6

- Seu lugar de nascimento
Profecia: Miqueias 5:2
Cumprimento Mateus 2:1; Lucas 2:4-7

- A época de nascimento
Profecia: Daniel 9:25
Lucas: 2:1-2 e 2: 3-7

- Nascido de uma virgem
Profecia: Isaias 7:14
Cumprimento: Mateus 1:18; Lucas 1:26-35

- A matança dos meninos
Profecia: Jeremias 31:15
Cumprimento: Mateus 2:16-18

- A fuga para o Egito
Profecia: Oséias 11:1
Cumprimento: Mateus 2:14 e 15

- João Batista preparando o caminho
Profecia: Malaq. 3:1; Isa. 40:3; II Reis 1:8
Cumprimento: Mat. 3:3; Marc. 1:4 e 6

- Seu ministério na Galiléia
Profecia: Isaias 9:1 e 2
Cumprimento: Mateus 4:12-16

- Iria curar doenças, carregando Ele mesmo nossos sofrimentos
Profecia: Isaias 53:4
Cumprimento: Mat. 8:17

- Seu ministério na região de Zebulom e Naftali
Profecia: 9:1
Cumprimento: 4:15-16

- Como profeta
Profecia: Deuteronômios 18:15
Cumprimento: João 6:14; 1:45; Atos 3:19-26

- Como servo de DEUS
Profecia: Isaias 42:1-4
Cumprimento: Mateus 12:18-21

- Falaria por parábolas
Profecia: Salmos 78:2
Cumprimento: 13:35

- Seria sacerdote como Melquisedeque
Profecia: Salmos 110:4
Cumprimento: Habacuque 6:20; 5:5 e 6; 7:15-17

- O desprezo por parte do judeus
Profecia: Isaias 53:3
Cumprimento: João 1:11; 5:43; Lucas 4:29; 17:25; 23:18

- Algumas de suas características
Profecia: Isaias 11:2; Salmos 45:7; Isaias 11:3 e 4
Cumprimento: Lucas 2:52; 4:18

- Sua entrada triunfal em Jerusalém
Profecia: Zacarias 9:9; Isaias 62:11
Cumprimento: João 12:12-14; Mateus 21:1-11

- Seria traído por um amigo
Profecia: Salmos 41:9
Cumprimento: Marcos 14:10 e 43-45; Mateus 26:14-16

- Seria vendido por trinta moedas de prata
Profecia: Zacarias 11:12 e 13
Cumprimento: Mateus 26:15; 27:3-10

- O dinheiro seria devolvido para comprar um campo de um oleiro
Profecia: Zacarias 11:13
Cumprimento: Mateus 27:6 e 7; 27:3-5; 8-10

- O lugar de Judas deveria ser ocupado por outro
Profecia: Salmos 109:7 e 8
Cumprimento: Atos 1:16-20

- Testemunhas falsas o acusariam
Profecia: Salmos 27:12; 35:11
Cumprimento: Mateus 26:60 e 61

- Permaneceria em silêncio quando acusado
Profecia: Isaias 53:7; Salmos 38:13-14
Cumprimento: Mateus 26:62 e 63; 27:12-14

- Seria golpeado e cuspido
Profecia: Isaias 50:6
Cumprimento: Marcos 14:65; 15:17; João 19:1-3; 18:22

- Seria odiado sem motivo
Profecia: Salmos 69:4; 109:3-5
Cumprimento: João 15:23-25

- Sofreria em substituição a nós
Profecia: Isaias 53:4-6 e 12;
Cumprimento: Mateus 8:16 e 17; Rom. 4:25; I Col. 15:3

- Seria crucificado com pecadores
Profecia: Isaias 53:12
Cumprimento: Mateus 27:38; 15:27 e 28; Lucas 23:33

- Suas mãos e pés seriam traspassados
Profecia: Salmos 22:16; Zacarias 12:10
Cumprimento: João 20:27; 19:37; 20:25 e 26

- Seria escarnecido e insultado
Profecia: Salmos 22:6-8
Cumprimento: Mateus 27:30-44; Marcos 15:29-32

- Dariam a Ele fel e vinagre
Profecia: Salmos 69:21
Cumprimento: João 19:29; Mateus 27:34 e 48

- Ouviria palavras proféticas com zombaria
Profecia: Salmos 22:8
Cumprimento: Mateus 27:43

- Oraria por seus inimigos
Profecia: Salmos 109:4; Isaias 53:12
Cumprimento: Lucas 23:34

- Seu lado seria traspassado
Profecia: Zacarias 12:10
Cumprimento: João 19:34

- Os soldados lançariam sortes sobre suas roupas
Profecia: Salmos 22:18
Cumprimento: Marcos 15:24; João 19:24

- Seus ossos não seriam quebrados
Profecia: Salmos 34:20; Êxodo 12:46
Cumprimento: João 19:33

- Seria sepultado com os ricos
Profecia: Isaias 53:9
Cumprimento: Mateus 27:57-60

- Sua ressurreição
Profecia: Salmos 16:10, 110; Isa. 53:8, 10; Zac. 6:12 e 13; Mateus 16:21; Atos 2: 24; 8:32 e 33
Cumprimento: Mateus 28:9; Lucas 24:36-48

- Sua ascensão
Profecia: Salmos 68:18
Cumprimento: Lucas 24:50 e 51; Atos 1:9

4. PROFECIAS QUE ESTÃO SE CUMPRINDO

(Retratam com fidelidade os dias atuais, embora escritas a 2.000 anos atrás, ou mais, se forem do velho testamento)

- Da propagação do evangelho
Isaias 2:2 e 3; 29:18; 52:7; 61:1; Dan. 12:3-10; Miq. 4:1; Mateus 24:14; 28:18-20; Marcos 13:10; 16:15; Lucas 24:14 e 47; Atos 1:8 e 2:17-21 (=Isa. 2:2-3); Colossenses 1:28; Apocalipse 14:6

- Dos últimos dias, suas condições econômicas e políticas
II Tim. 3:1 e 13; Mateus 24:6-7; Marcos 13:7-8; Luc. 21:9-11

- Do juízo final
Joel 2:11 e 31; Sofonias 1:14; Malaquias 4:1; Mateus 25:31 – 32; Habacuque 9:27 e 10:25; II Pedro 2:9; 3:7; I João 4:17; Romanos 2:5; II Tim. 1:12; Judas 6 e 15; Apoc. 6:17 e 20:12.

- Do derramamento do Espírito Santo
Isaias 32:15 e 59:21; Ezequiel 39:29; Joel 2:28; Zacarias 12:10; Mateus 3:11; Lucas 11:13 e 24:49; João 7:39, 14:16 e 16:7; Atos 1:8, 2:38 e 2:17-21; Rom. 5:5; Tito 3:5-6.

- Da perseguição da Igreja
Mateus 10:17 e 24:9; Lucas 21:12; Joel 15:20 e 16:2; II Tim. 3:12; Apoc. 2:10.

- Sinais do fim do mundo
Mateus capítulo 24; Marcos 13:6 a 32; Lucas 21:7 a 19

- Falsos cristos
Mateus 24:5 e 24; Marcos 13:6 e 22

- Contexto social (de corrupção e imoralidade) nos tempos do fim
II Timóteo 3:1-6 e 13; Lucas 17:26 e 28; II Pedro 3:3; Dan 12:9-10; Rom. 1:28-32; 3:10-18

- Angústia no fim dos tempos
S. Lucas 21:11 e 26

- Situação moral e homossexualismo
Rom. 1:18-27

- Sobre os zombadores das profecias, nos últimos tempos
II Pedro 3:3 e 4

- Os pés da estátua
Daniel capítulo 2:44 e 45

- Sobre a aparente “paz e segurança”, antes do fim
I Tes. 5:2 e 3

- Sobre a apostasia antes da vinda de Cristo
II Tes. 2:3 a 6; 11 e 12; I Tim. 1:19; 4:1 a 5; II Tim. 4:1-4; Heb.3:12; II Pedro 3:17; Lucas 18:8; Rom. 1:18-25

Profecias em cumprimento no Apocalipse
-
A Igreja de Laodicéia, cap. 3:14-22.
- A Corte do Universo, cap. 4.
- Quatro anjos detendo os ventos, cap. 7:1.
- A Igreja que adora no santuário, cap. 11:1-2.
- A sétima trombeta ou o movimento do advento, cap. 11:15-18.
- As duas primeiras mensagens angélicas, cap. 14:6-8.

5. PROFECIAS QUE AINDA SE CUMPRIRÃO

Estas profecias encontram-se todas no livro do Apocalipse.

Profecias que se cumprirão durante a crise final:
-
O selamento do povo de Deus, cap. 7:2-8.
- A Lei de Deus vista no santuário, cap. 11:2-8.
- O povo do advento perseguido, cap. 12:17.
- A opressão da segunda besta nos Estados Unidos, cap. 13:12-18.
- A destruição da terra pelo fogo, cap. 14:10; 20:10 e 15; 21:8
- O terceiro anjo e o sinal da besta, cap. 14;9-13.
- A vindima das uvas ímpias, cap. 14:17-20.
- Sobre o fim do tempo de graça (ou de escolha): Cap. 15:1, 5-8;
- As sete pragas: Cap 16;
- Sobre os três últimos impérios, cap. 17:9 e 10
- Sobre a ação final de Satanás, 17:11
- Sobre a organização do mundo para a batalha final, 17:12-14
- Sobre a revolta das nações contra a Besta, 17:16-17
- O alto clamor de terceiro anjo, cap. 18:1-4;
- A queda de babilônia (poder papal): Caps 18 e 19;

Profecias que se cumprirão após a crise final:
-
A abertura do sétimo selo, cap. 8:1;
- A segunda vinda de Cristo: Caps. 1:7; 3:3 e 11 14:14-20; 19:11-21;
- Todo o olho O verá: cap 1:7
- O milênio, após a segunda vinda: cap. 20;
- A prisão milenar de Satanás, cap. 20:1-3.

Profecias que se cumprirão na Nova Jerusalém
-
A nova Jerusalém: Cap. 21 e 22;
- Uma multidão incontável vitoriosa, cap. 7:9-17; 14:1-5; 15:2-4;
- Os 144.000 na glória, cap. 14:1-5;
- O regozijo da vitória dos 144.000 contra a besta, cap. 15:2-4;
- A festa das bodas do Cordeiro, cap. 19:1-10;
- O juízo dos ímpios no milênio: Cap 20:4-6.

Profecia a cumprir-se no fim do milênio
- O juízo executivo dos anjos e dos ímpios, cap. 20:7-10.

Profecias a cumprirem-se na restauração
- Novo céu e nova terra: Cap. 21:1-8; 7:13-17
- A metrópole da Nova Terra, cap. 21:9-22.
- Epílogo, cap. 22:6-21.

Profecias que se encontram em outros livros;
- A destruição da terra por fogo (trata-se da execução do juízo final, ou a segunda morte): II Pedro 2:4; 3:7; Malaquias 4:1; Mateus 3:12; 5:22 e 29; 10:28; 13:42; 18:9; 23:15 e 33; Isaias: 33:14; 66:24; I Tes. 1:8 e 9; II Ped. 3:7 e 10-12; marcos 9:43; Lucas 12:5; Tiago 3:6.
- O dia escuro antes da 2a Vinda: Isaias 13:9-11; Jó 34:20; Ezeq. 32: 7-8;
- Haverá um grande julgamento: Mateus 25:31 a 46; Dan. 7:10 e 22;
- A terra será destruída com a vinda de Cristo: II Pedro 3:10
- Os reinos deste mundo serão destruídos com a vinda de Cristo: Dan 7:12-26
- Haverá novo céu e nova terra: II Pedro 3:13; Daniel 7:14 e 18; João 14:3; Isaías 65:17-25 (as características do novo Céu); I Cor. 2:9
- A segunda vinda de Jesus: Daniel 2:44 e 45; 7:13 e 14; Mat. 24:44; Atos 1:11; II Ped. 3:10
- Aqueles que O traspassaram, o verão: João 19:37 (Zaq. 12:10); Apoc. 1:7 (todos O verão)
- Falsos profetas nos tempos finais: Mateus 24:4-5, 11 e 24; I João 4: 1; II João 7;
- Revelação do Anti-Cristo, no final dos tempos: II Tess. 2:3, 4, 7, 9 e 10 a 12; João 4:3;
- Ministério do engano: Atos 20: 29 a 30; II Tess. 2: 3 a 12;
- Tempos de angústia (apreensão, insegurança): Daniel 12:1; Isaias 13:9 a 11; 34:1 a 4; Ezequiel 32: 8 a 10; Lucas 21:26; Apoc. 6: 15 a 17;
- Fim do sistema Papal: Dan. 7:11 e 26;
- O Reino de Cristo será eterno: Dan 7:18;
- Os santos tomarão parte no julgamento, por 1000 anos: I Corr. 6:2 e 3; Apoc. 20:4.

Bibliografia consultada

BÍBLIA VIDA NOVA. São Paulo – SP, CPB, 1990.
CAIJ, Fernando. Preparação para a crise final. Santo André, SP. CPB, 1975.
Comentário Bíblico Adventista, Publicaciones Interamericanas, Division Hispana de la Pacific Press Publishing Assiciation (EUA). v. 4, p 206-7 e v. 6, p 766.
DANIEL S.D.A.B.C, FAT, 1979.
GOMES, Edson Pereira. Diagrama histórico religioso da terra. Castro, Paraná. Kugler Artes Gráficas Ltda, 1978.
MELLO, Araceli S. As verdades dobre as profecias do Apocalipse. São Paulo, 1982.
THOMPSON, Frank Charles. Bíblia de referência Thompson. Ed. Vida, 1993.
WITE. E. G. O Grande conflito. Santo André, SP. CPB, 1981.

Organização: Prof. Sikberto R. Marks

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