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O situacionismo: Há uma Norma Universal

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21092010

Mensagem 

O situacionismo: Há uma Norma Universal




Resenhado por Gilberto G. Theiss



GEISLER, Norman L., Ética Cristã: Alternativas e Questões Contemporâneas. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo-SP, 2008. pp. 52-65.

O situacionismo pode ser encontrado entre os extremos do legalismo e do antinomismo. Os antinomistas não tem leis, os legalistas têm leis para tudo, e o situacionismo de Fletcher tem uma só lei.
Esta visão ou ética está baseado no argumento de que há uma só lei para tudo, esta lei está enraizada no amor. Dentro deste exato contexto, procura fixar firmemente numa só norma absoluta que possa ser aplicada a qualquer situação ética especialmente as mais complexas.

Para este conceito mais específico na visão de Fletcher, todos que colocam as leis comuns acima do amor, não passam de verdadeiros legalistas. Os legalistas podem ser tanto judeus, quanto católicos e protestantes, pois acreditam no amor ao dever, enquanto que o situacionismo sustenta o dever do amor. O dever do amor se torna o único imperativo ético que a pessoa deve ter, e no que diz respeito as outras regras morais, elas são úteis mas não inquebráveis.

Conforme destaca Fletcher, há quatro princípios funcionais do situacionismo:

O pragmático - quer dizer que o correto é apenas aquilo que é útil em nossa maneira de comportar-nos. É aquilo que funciona ou satisfaz em prol do amor.

O relativismo – há um só absoluto; tudo o mais é relativo a ele. Assim como a estratégia é pragmática, as táticas são relativistas.

O positivismo – sustenta que os valores são derivados voluntariamente e não racionalmente. O homem decide sobre seus valores; não os deduz da natureza.

O personalismo – Os valores morais não são apenas o que as pessoas expressam; as pessoas são os valores morais ulteriores. Não há coisas inerentemente boas; somente as pessoas são inerentemente valiosas.

A posição situacional pode ser explicada por suas preposições e a discussão coloca como base a norma absoluta do amor, sendo elas: a) Somente uma coisa é intrinsecamente boa, a saber, o amor e nada mais. B) A norma predominante da decisão cristã é o amor, nada mais. C) O amor e a justiça são os mesmos, porque a justiça é o amor distribuído, nada mais. D) O amor deseja o bem do próximo, quer gostemos dele, quer não. E) Somente o fim justifica os meios, nada mais.

Para o situacionismo, a aplicação da norma do amor age em detrimento de qualquer outra norma. Mesmo o adultério, a prostituição, o aborto, o suicídio e o assassinato, podem deixar de ser imorais se forem cometidos por uma base lógica e razoável do amor, onde as pessoas recebem o devido valor em detrimento das regras e das coisas. Entretanto, podemos encontrar algumas insuficiências do situacionismo. Entre elas podemos destacar que: a) Uma só norma pode ser demasiadamente generalizada; b) A situação nem sempre vai determinar o significado do amor; c) no âmbito geral, há muitas normas universais; d) é possível uma norma universal ser diferente ou entrar em contraste com a norma única de Fletcher; e) Uma ética de muitas normas pode ser defensiva e menos evasiva.

A norma do amor como regra absoluta, sobre todo este contexto, para Fletcher deve ser unânime e absoluta mesmo em detrimento de qualquer outra situação e regra, pois para ele, somente esta base única poderá governar de forma sólida a ética humana em todas as suas singularidades.

Crítica – Sem dúvida o situacionismo pode dar uma importante contribuição no que tange a regra áurea na ética contemporânea especialmente a cristã. Especialmente a cristã, pois, para aqueles que vivem sobre a dimensão viva dos valores cristãos, possuem razões definidas sobre a verdadeira essência da ética que permeia a vida religiosa. O amor é a base para toda a qualquer ética seja ela de âmbito cristão ou não. Por este motivo, com profunda convicção, acredito que o situacionismo peca ao desmerecer ou destronar as normas, sejam elas universais ou não. A razão de minha desqualificação do ponto de vista situacionista, se prende no fato de que, toda e qualquer norma jamais deve ser regida fora dos muros do amor. Creio que, as normas devem estar munidas ou permeadas da regra áurea. Não podemos supor que haja um dualismo ao considerar a regra do amor absoluto em detrimento da ética comum seja qual for ela. O amor não está acima das normas, assim como as normas não estão acima do amor. Este aparente dualismo deve ser incorporado num só valor unitário de padrão de ética. Para mim, lei sem amor não é lei, assim como amor sem lei também não pode ser amor. De alguma forma este casamento entre ambos não pode jamais ser encarado como uma espécie de jugo desigual, pelo contrário, mesmo em situações probantes, as duas normas devem agir como se fosse genuinamente apenas uma.

[i] Gilberto G. Theiss está Bacharelando em Teologia pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia. 2º ano A, 4° Período.

Norman Geisler

Norman L. Geisler (n. 1932) é um apologista cristão e co-fundador do Southern Evangelical Seminary localizado em Charlotte, Carolina do Norte. Ele foi professor universitário por cinqüenta anos e tem falado ou discutido em todos os estados americanos e em vinte e cinco países. Ele é Ph.D. em filosofia pela [i]Loyola University Chicago
.

Geisler é mais conhecido pela suas contribuições para os assuntos acadêmicos de apologética cristã, filosofia e calvinismo e é autor, co-autor, ou editor de mais de sessenta livros e centenas de artigos. É considerado por alguns como um dos principais apologistas protestante da atualidade.

Geisler também é conhecida pela sua abordagem filosófica da teologia. Os quatro volumes de sua Teologia Sistemática oferece uma mistura de filosofia e exegese bíblica. Teologicamente, Geisler é um evangélico conservador. Ele tem dedicado muito esforço para a causa da inerrância bíblica, e foi um contribuinte para a Chicago Statement on Biblical Inerrancy. Juntamente com William Nix, Geisler escreveu Introdução Geral à Bíblia, que ainda é considerado um livro para estudiosos evangélicos. Geisler deixou a Sociedade Teológica Evangélica em 2003, após o fracasso de expulsar Clark Pinnock e Greg Boyd, que defendem o Teísmo aberto [1] .

Referências



  1. Norman Geisler: Why I Resigned from The Evangelical Theological Society


Ligações externas



  • Norman Geisler Página Oficial


Última edição por Eduardo em Dom Out 23, 2011 9:00 pm, editado 1 vez(es)
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Mensagem em Dom Out 23, 2011 8:57 pm por Eduardo

A Bíblia, O Código de Ética Divino - Pr. Altair Germano

Nos últimos anos, ocorreram mudanças culturais e sociais de tão grandes proporções que muitas pessoas declaram que estamos vivenciando uma era muito diferente das gerações anteriores. As pessoas acreditavam que havia um centro de verdade que definia para todos uma visão unificada de certo e de errado (sociedade cristã). Contudo isso já não é mais assim. O mundo de hoje (sociedade pós-cristã e pós-moderna) aceita a idéia de que as normas comportamentais são invenções humanas. Já não se acredita que sejam derivadas de uma fonte fora da humanidade (Deus). A verdade também tornou-se relativa e individualizada. Conseqüentemente, as pessoas hoje são encorajadas por aqueles que formam a opinião pública (professores, profissionais da mídia, políticos, psicólogos, etc.) a viverem por suas próprias regras, a definir a verdade por elas mesmas e a fazer o seu próprio mundo.

Em meio a tais concepções pós-modernas, como saber definir o certo do errado? Diante do quadro atual, como deve se posicionar a igreja? Onde ficam as Escrituras com seus princípios que fornecem uma base importante para a conduta moral do indivíduo? É ai que observamos a importância não somente do estudo da ética bíblica e cristã, mas também da necessidade de uma apologia e, acima de tudo, da necessidade de vivenciarmos a mesma.

As concepções e idéias pós-modernas já vistas acima proporcionaram a elaboração de algumas alternativas éticas (GEISLER, 1984), conforme abaixo descritas:

1. O Antinomismo ( não há normas ) : A primeira alternativa no que diz respeito às normas éticas é que não existe norma alguma, ou pelo menos nenhuma norma objetiva. Ou seja, estamos literalmente sem lei para guiar ações éticas relevantes. Um dos grandes defensores deste pensamento foi Friedrich Nietzsche, que entre outras declarações polêmicas estão as seguintes: ” Para onde foi Deus? Pretendo contar-lhe! Nós o matamos, você e eu! Nós todos somos seus assassinos!…Não ouvimos o som dos coveiros que estão enterrando Deus? Não cheiramos a putrefação divina? Porque até os deuses apodrecem! Deus está morto! Deus permanece morto! E nós o matamos. (Sabedoria Alegre)” e ” A moralidade cristã é a forma mais maligna de toda falsidade… É realmente venenosa, decadente, debilitante. Produz simplórios e não homens. Produz simplórios e não homens… condeno o cristianismo e o confronto com a mais terrível acusação que um acusador já teve na sua boca. Na minha opinião é a maior corrupção da qual se pode conceber…Chamo-a de a única mancha imortal da raça humana. (Ecce Homo)”. Há uma concordância básica entre os pontos de vistas antinomistas. Em última análise, o que o homem deve fazer é determinado individualista e subjetivamente.2. O Generalismo ( não há normas universais ) : Os generalistas acreditam no valor das normas éticas para ajudar o indivíduo a determinar qual a ação provavelmente trará o máximo bem para o maior número de pessoas. Em resumo há “regras”, “crenças”, “códigos”, etc., morais válidos para guiar decisões humanas na direção de aumentar ao máximo o bem na sociedade, mas nenhuma destas regras é universal. Nenhuma delas está isenta de exceções; todas elas devem ser quebradas em prol do princípio da utilidade, ou seja “os fins justificam os meios”.

3. O Situacionismo ( há uma norma universal ) : De modo contrário àquilo que a palavra “situacionismo” talvez parece subtender, ela não é usada aqui para representar uma ética completamente sem normas. Conforme um dos seus proponentes mais vigorosos, Joseph Fletcher, o situacionismo está localizado entre os extremos do legalismo e do antinomismo. Os antinomistas não tem lei, os legalistas tem leis para tudo, e o situacionismo só tem uma lei, a lei do amor. “Um fim amoroso justifica qualquer meio”. Há uma dificuldade na aplicação do situacionismo quando acontece um conflito na aplicação do “amor”. Quando e como ter-mos a certeza que agimos por “amor” em tais casos.

4. O Absolutismo Não Conflitante ( há muitas normas universais não conflitantes ) : A posição mais comum entre os absolutistas tradicionais é sustentar ou dar a entender que há muitas normas absolutas que nunca entram realmente em conflito. Cada norma abrange sua própria área de experiência humana e nunca entra em conflito real com outra norma absoluta.

5. O Absolutismo Ideal ( há muitas normas universais conflitantes ) : O absolutismo ideal não admite que é certo em qualquer ocasião, desobedecer a qualquer norma absoluta. Para o absolutismo ideal, não é a questão de fazer o melhor de dois bens, mas, sim, é questão de cometer o menor dos dois males. Contudo a culpa de uma forma ou de outra estará sempre presente.

6. O Hierarquismo ( há normas universais hierarquicamente ordenadas ) : O hierarquismo ético é assim chamado porque sustenta um arranjo ou ordem hierárquica das normas éticas, baseada na escala relativa de valores que representam. Quando dois ou mais destes valores entrarem em conflito, a pessoa está isenta da sua obrigação, doutra forma inevitável, de uma norma inferior, tendo em vista a obrigação preferencial da norma superior, sem contrair para si mesmo culpa alguma.

Os seguintes princípios são oferecidos como guia para fazer decisões, tendo em vista possíveis conflitos de valores:

a) As pessoas são mais valiosas do que as coisas : Há uma concordância geral no fato de que as pessoas são mais valiosas do que as coisas. É por isso que as pessoas devem ser amadas e as cosa devem ser usadas.







b) A pessoa infinita é mais valiosas que a pessoa(s) finitas : Deus é o valor infinito. Sempre que há um conflito entre o valor das pessoas finitas e do Ser infinito (Deus), este deve ser preferido. “importa antes obedecer a Deus do que aos homens (At 5.29)”, “Então se levantou Abraão pela manhã… e tomou consigo… seu filho… e foi ao lugar que Deus lhe dissera (Gn 22.3).”

c) Uma pessoa completa é mais valiosa do que uma pessoa incompleta : Uma pessoa incompleta é aquela que tem capacidades limitadas de receber ou expressar amor, e de receber ou entrar em relacionamentos interpessoais. O estado incompleto é freqüentemente ligado com alguma deficiência física ou mental, mas os deficientes não são, de modo algum, necessariamente incompletos em sua personalidade. Conflitos éticos deste tipo podem acontecer no campo da medicina e da guerra. De modo geral tanto as pessoas completas quanto as incompletas devem quando possível serem ajudadas sem qualquer negligência.

d) Uma pessoa real tem mais valor do que uma pessoa em potencial : Uma pessoa real é uma que existe, uma pessoa em potencial é uma que pode ser. A mão é uma pessoa real, enquanto o embrião é apenas uma pessoa em potencial no que tange a área das relações interpessoais.

c) As pessoas em potencial são mais valiosas do que coisas reais : Uma pessoa em potencial é de um valor tão grande que não deve ser sacrificada por nenhuma coisa no mundo.

d) Muitas pessoas são mais valiosas do que poucas pessoas : O valor maior não está baseado na mera quantidade de pessoas, mas sim, no potencial para os relacionamentos interpessoais e a valorização da personalidade de todas as pessoas envolvidas. Isto significa que se alguém fosse confrontado com uma decisão que envolva a possibilidade de salvar, ou cinco vidas, ou uma vida, neste caso deve salvar o maior número possível de vidas.

e) Atos pessoais que promovem a personalidade são melhores do que os que não a promovem: Há muitos atos realizados por pessoas com respeito a outras pessoas, mas não são todos de igual valor. Alguns atos são impessoais, como a indiferença para com outras pessoas nas suas necessidades. Alguns atos são anti pessoais, como o ódio para com os homens de outra raça, cor, religião, etc. Se alguém ficar preso num dilema moral em que deve escolher entre um número igual de pessoas que vivam ao passo que as demais morram, a decisão deve ser baseada em quais pessoas provavelmente promoverá os melhores relacionamentos verdadeiramente interpessoais se viver.

Dentre as alternativas éticas abordadas, entendemos ser o hierarquismo, o que mais se aproxima da ética cristã prescrita nas Escrituras. Um grande número de conflitos éticos pode surgir em nossas vidas, e, como servos de Deus que somos, deveremos sempre buscar em última estância a direção do seu Santo Espírito.

Diante do que acontece no mundo atual, nossos princípios e ações éticas não devem e não podem ficar confinados à vida congregacional ou ao círculo das relações cristãs. Ou nossa luz brilhará diante dos homens, influenciando assim nossa sociedade corrompida pelo pecado, ou seremos vencidos pelas trevas. Ou salgamos o mundo com a ética proposta por Jesus, ou seremos pelo pisados pelo mundo (Mt 5.13-16 ).

A ética do Reino de Deus, fundamentada nos princípios bíblicos e cristãos, sempre prevalecerá e produzirá um bem maior para os indivíduos e para a sociedade em geral, através da vida daqueles que se comprometem com Deus e com a sua palavra.

BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.

COLSON, Charles. E Agora Como Viveremos?. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.

GEISLER, Norman L. Ética Cristã. Vida Nova. 1984.

GRENZ, Stanley J. Dicionário de Teologia, Editora Vida, 2000.

Instituto Batista de Educação Teológica por Extensão. Introdução à Ética Cristã, 1985

PALMER, Micahael D. Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

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