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Uso de ordenanças e dogmas nas cartas de Paulo

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Uso de ordenanças e dogmas nas cartas de Paulo Empty Uso de ordenanças e dogmas nas cartas de Paulo




"Ordenanças" - grego = "dogmas" [dogmaV] = interpretação, dogma, doutrina de homens, etc. Esta expressão grega aparece no Novo Testamento sempre associado com "ordenanças de homens" nunca com ordenanças dadas por Deus. A palavra grega para ordenanças de Deus no Novo Testamento é dikaioma [dikaiwma] e não dogma.


Quanto à Torá para judeus e gentios vejamos o seguinte: Existem mandamentos que foram dados diretamente para os judeus (por exemplo: o uso de tsitsit (franjas) – Nm 15.37-41; Dt 22.12), como também existem mandamentos que são tanto para os judeus como para os gentios, chamamos os mesmos de mandamentos universais, por exemplo: A observância do Shabát (Gn 2.2,3; Êx 16.23-30; Mc 2.27: “O Shabat foi feito por causa do homem (ántropos – humanidade e não somente os judeus. Adám (Adão) e Chavá (Eva) ["ch" faz som de "rr" em hebraico] eram mais um casal de judeus ou os representantes não só dos mesmos, mas também de toda a humanidade???). O Shabat (Sábado) é, por conseguinte, um mandamento universal.

Portanto, cremos que à luz do exposto, os gentios que aceitavam Yeshua observavam o Shabát juntamente com os seus irmaõs judeus messiânicos. Temos evidência na Brít Chadashá (Nova Aliança) em Colossenses 2.16 que os judeus e os “gentios” crentes observavam as Festas Bíblicas dentro do Ciclo Hebraico (para evitar o contrário, certificamos-lhe que, pelo contexto, 2.4; 2.8; 2.18, 2.20 a 23, eram os gnósticos que preconizavam o culto aos anjos (judeu não adora anjo, adora o D-us Único), o ascetismo [abster-se de um prazer lícito não pecaminoso] com dogmas [ - mandamentos humanos – “não toques”, “não proves”, etc.(ver Lucas 2.1 “decreto ou dogma de César Augusto. É a palavra grega que aparece no texto grego de Cl 2.14, 20, diferente de dicaiomá (ordenança de D-us], como também seguiam “filosofias de rudimentos do mundo” não conforme o Messias Yeshua (interessante, a expressão grega - stoikeinon ton kosmos que foi traduzida como “rudimentos do mundo”, significa literalmente numa linguagem mística “espíritos elementares cósmicos” (fogo, água, ar, terra – os gnósticos diziam que havia espíritos para cada elemento mencionado acima. E também para cada dia da semana segundo a corrente gnóstica da época para cada dia da semana, épocas, estações eram denominados com divindades, um exemplo atual é com o nome dos dias nos EUA, Sunday – Dia do sol, Saturday – dia de saturno, etc.é isto que se deve entender de Gálatas 4.10), como também “signos do zodíaco cósmicos”. Esta palavra “stoikêinon” também aparece em Gálatas 4.9.( é interessante que Shaúl [Paulo] protesta contra os gentios crentes da Galácia dizendo: “Mas, quando não conhecíeis a D-us (o D-us Único e Verdadeiro de Israel), servíeis aos que por natureza não são deuses (fica claro que Shaúl estava se referindo diretamente aos gentios que foram pagãos antes de conhecer o Messias Yeshua). Mas agora, conhecendo a D-us (deixaram o paganismo idolátrico para aceitarem o D-us Único) ou antes sendo conhecidos por D-us, como tornais ‘outra vez’ a esses rudimentos (stoikêinon – espíritos elementares, sigos do zodíaco) fracos e pobres, aos quais ‘de novo’ quereis servir? Guardais dias, meses e anos.

Terminantemente, ainda que se alegue que esta passagem se refere às Festas Judaicas e ao seu calendário, isto não é verdadeiro porque os gentios não poderiam “retornar” “de novo” para algo que eles não abraçaram. Fica claro mais uma vez, que Rabí Shaúl aludiu ao sistema místico-gnóstico pagão do qual vieram os gentios crentes a quem ele se dirige nos versos supracitados, que “de novo” queriam servir!
Outra coisa “a cédula que era contra nós” (Cl 2.14) que foi riscada e cravada pelo Mashíach (Messias) no madeiro em Seu sacrifício expiatório terminantemente não foi, como “costumam alegar alguns”, a Torá (Lei do Eterno). A palavra grega que aparece no referido texto é (queirográfôn) que significa “certificado de dívida de experiências da memória”, “de coisas do passado” com os dogmas (ordenanças humanas – as práticas pecaminosas (voltadas para os gnósticos pelo contexto – culto aos anjos, etc.). Lembre-se de que Yeshua morreu também pelos pecados de idolatria (também em âmbito místico – os gnósticos tinham suas práticas para “espíritos elementares cósmicos”, “signos do zodíaco”. Portanto, “os que por natureza não deuses” de Gálatas 4.9 e os “principados e potestades” de Colossenses 2.15 são os mencionados “espíritos elementares cósmicos”).

Yeshua, portanto veio para destruir no madeiro toda influência dos pecados na área mística e cancelar a dívida do pecado do homem diante de D-us. Por conseguinte, não se pode conceber que a Torá foi riscada com “dogmas” (ordenanças humanas. As Ordenanças da Torá são de D-us), visto que ela não foi abolida pelo Messias Yeshua conforme Matityáhu - Mateus 5.17: “Não cuideis que vim para destruir a Torá e os Profetas, não vim para abolir, mas para cumprir” . O termo que aparece como cumprir no texto grego da referida passagem bíblica é – “plerosái” que também significa “trazer à plenitude”, “completar”, “terminar uma construção iniciada” (e não “derrubar” a construção iniciada, ou seja, “ABOLIR A TORÁ”). Os mandamentos da Torá são cumpridos em plenitude (matar não é só tirar a vida, mas também odiar).
Voltando para a questão dos gnósticos, como eles tinham suas “épocas, estações, dias festivos”, eles estavam se infiltrando em Colossos para “julgar”, cativar com palavras persuasivas seus ex-companheiros de gnosticismo que abraçaram a fé no Messias judeu, por agora estarem seguindo um novo calendário com Dias Santos (Yomim Tovím – o Shabat semanal e os festivos – 1º e 7º dias de Pães Asmos, Dia de Pentecostes, Dia da Festa das Trombetas, etc. Leia Levítico 23), uma nova época festiva de início de mês (Festa da Lua Nova), novas condutas no comer e no beber (Levítico 11), novos períodos de Festas (não pagãs em um nível místico) Bíblicas (Páscoa, Pães Asmos, Pentecostes, Trombetas, Dia do Perdão e Tabernáculos) e Sábados (já foi mencionado acima). Um belo exemplo dos gentios celebrando Festa Bíblica está em 1 Co 5.8 onde Shaúl conclama os judeus juntamente com os gentios a “celebrarem” Péssach - a Festa da Páscoa (pelo texto, vê-se duas Festas: Péssach - Páscoa e Matsót - Pães Ásmos, mas como no primeiro as duas eram vistas como sendo uma só – ver Lucas 22.1- em função de tratarem de um só assunto – a redenção de nosso povo do Egito, o termo Páscoa abrange tanto o Cordeiro Pascal – simbolizado pelo Messias Yeshua e os Pães sem fermento juntamente com marór - as ervas amargas e os quatro cálices que usamos na celebração das referidas Festas). E isto aconteceu por todo o primeiro século até o início do 2º século quando “os gentios abandonaram o calendário hebraico-bíblico para adotarem o romano” veja o extrato seguinte: “Cerca do ano 190, os gentios crentes, agora separados dos seus irmãos judeus, os quais foram seus líderes ao princípio, começam também a adotar o calendário romano e a rejeitar o hebraico. Isto foi possível pela ação de três bispos influentes da época, todos os quais foram gentios convertidos ao movimento dos seguidores de Jesus: Vítor, bispo de Roma; Teófilo, bispo de Cesareia, e Narciso, nomeado bispo em Jerusalém.

Segundo Eusébio, estes três bispos, sob a autoridade do de Roma, fixaram uma data da ressurreição de Jesus diferente da que aparece no Novo Testamento e que tinha sido regulada pelos líderes e seguidores judeus de Jesus que tinham substituído os primeiros discípulos depois da sua morte.

Por exemplo, temos a evidência histórica que afirma que os líderes judeus (seguidores de Jesus) de Jerusalém anteriores a segunda guerra (2ª revolta judaica contra Roma em 135 d.C.), precatando-se de que os seguidores gentios estavam tomando um rumo diferente, estabeleceram um decreto para as congregações gentias, exortando-lhes a não mudar a data da ressurreição de Jesus nem da festa de Páscoa. Segundo o testemunho do historiador Epifânio (Veja Epiphanius, Adversus haereses 70,10, Patrologiae Graeca, 42,356.), eis o que disseram:

"Vocês não deverão mudar o cálculo do tempo, mas, sim, deverão celebrá-la na mesma data que os seus irmãos da circuncisão. Com eles, observem a Páscoa".
No entanto, fechando os seus ouvidos ao clamor dos seus irmãos judeus, o bispo de Roma decidiu continuar por um caminho diferente e, com o apoio do bispo de Cesaréia e do recentemente estabelecido em Jerusalém (todos gentios), foi estabelecida uma nova data para a celebração da Páscoa e a ressurreição. A influência destes três bispos sobre outras congregações não se fez esperar e muitas seguiram o seu costume”. (por Moisés Dias com inserções explicativas minhas).

Portanto, os gentios com o passar do tempo foram progressivamente abandonando as benção das quais são participantes pelo seu enxerto na Oliveira Natural (ler Romanos 11.17 com 15.27 e 9.4 e 5).

Quanto a Efésios 2.15, “Ele (o Messias) aboliu a Torá dos Mandamentos na forma de ordenanças, veja:

1. Mais uma vez aparece o termo grego “dogmas” em Ef 2.15 referindo-se como falei a mandamentos de homens e não aos mandamentos do Eterno (dikaioma). Pode muito bem ser traduzido assim: Ele aboliu na Sua carne a Torá dos Mandamentos na forma de dogmas (ordenanças humanas).

2. Na verdade, o que Yeshua veio fazer aqui “na sua carne” (na sua vida – Ver Hebreus 5.7 – “nos dias da sua carne”) foi abolir a “parede de separação que estava no meio” (provocativa da “inimizade” entre judeus e gentios). Aqui, no pensamento rabínico (já que Shaúl [Paulo] era rabi), Shaúl faz alusão a um fato registrado no Talmud (Obra Judaica escrita entre os séculos II e V – Sêder (Ordem) Nezikím (Agravos) – Maséchet (Tratado) Avót (Pais) ou, em resumo, o conhecido Tratado Pirkêi Avót ( Ética dos Pais - citação de época antes do Messias) 1.1que diz claramente: “...fazei um muro (cerca) em volta da Torá”. O termo "s'yág" que aparece em Pirkêi Avót 1.1 vem da raiz "yagah" que significa "afastar". Portanto, os rabinos colocaram uma “parede” ou “muro” ao redor da Torá. Este muro ou cerca vem a constituir os dogmas mencionados por Rabí Shaúl em Ef 2.15 que faziam com que houvesse inimizade (falta de comunhão com a comunidade de Israel) dos gentios para com os judeus. Quanto isto que mencionei ainda uso o seguinte comentário para solidificar ainda mais que o que Rabi Shaúl quis dizer o que mencionei acima: o Talmud Babilônico Ordem Moêd (Festividade) – Tratado Shabát 13b menciona as chamadas “18 medidas” aprovadas pela Escola de Shamái, as quais quis introduzir com o propósito de criar uma maior separação entre judeus e gentios, mas, a Escola de Rabí Hilel se opôs tenazmente às 18 medidas por não concordar com a inimizade ou separação para os gentios. Fica claro, portanto, que não foi a Torá que foi abolida. Rabí Shaúl nunca seria contra o próprio Messias (Mt 5.17).

O termo “judaizar” no contexto da Carta de Rabí Shaúl aos gálatas significa obrigar ao gentio a viver como judeu circuncidando-se, guardando toda a Torá como meio de salvação. Os evangélicos deveriam entender que o cálice da Ceia é um costume e tradição “judaico” (criado pelo Rabino Hilel antes de Yeshua nascer e que em nenhuma maneira é “subtituta” da Festa da Páscoa - como é alegado pelos cristãos [senão uma parte dela que Yeshua instituiu como Seu memorial – ver Atos 2.46 e 20.7] que é celebrada por “Estatuto Perpétuo” pelas gerações do Seu povo), Outro costume judaico é apresentar crianças no templo, dentre outros.

Não se sinta constrangido ou com “medo de cair da graça de D-us” por estar usufruindo de bençãos (celebrar as Festas Bíblicas, e não as pagãs como o Natal, Dia dos Namorados etc.) que o Eterno ordenou para o Seu povo assim como o dízimo que não é uma ordenança que você não encontra em nenhuma linha sequer das cartas de Shaúl (Paulo) e dos demais escritores. Mas sim, na Torá (Deuteronômio) e nos Profetas (Malaquias). Muitos até dizem: Mas o dízimo é antes da Lei, ai eu também afirmo categoricamente: O Sábado também é antes da Lei (Gn 2 e Êx 16). Portanto, o mesmo argumento para o dízimo é o mesmo para o Sábado.

Shaúl nunca deixou de ser observador da Torá, ele sempre a observou em toda a sua vida mesmo entre os gentios (leia Atos 25.8; 28.17 este texto alude às tradições judaicas que Shaúl ainda observava). Se Shaúl nunca deixou de ser judeu que guardava a Torá e as tradições judaicas. Nunca podemos dizer o contrário!

+++

O termo "ordenanças", no melhor sentido, são "instruções ritualísticas," dada a natureza do que Moisés prescrevera. Dois tipos de lei. São meras prescrições litúrgicas e isto não se aplica à lei moral. Compare-se com Hebreus 9:1. Ordenança "é um rito religioso ou cerimônia ordenada por autoridade divina ou eclesiástica – define, com propriedade, o autorizado Standard Dictionary. A lei real não pode ser riscada ou desfeita... como o foram as cerimônias transitórias dos israelitas. Ordenanças, segundo os melhores léxicos, são meras prescrições, ordens, instruções detalhadas sobre liturgia. e isso não se aplica à lei moral. O Standard Bible Dictionary define "ordenança" como um rito religioso ou cerimônia ordenada ou estabelecida por autoridade divina ou eclesiástica.


O termo "Ordenanças" no grego é o substantivo "dogmas" ]dogmaV] e halacha no hebraico, esta expressão pode ser traduzida como interpretação, dogma, doutrina de homens, etc. O termo deriva do grego δόγμα, que significa "o que parece uma opinião ou crença" ou senão da palavra δοκέω (dokeo) que significa "a pensar, supor, imaginar". Segundo, Henry George Liddell, Robert Scott, A Greek-English Lexicon, at Perseus:
δόγμα , ατος, to/, (δοκέω) - A. that which seems to one, opinion or belief, Pl.R.538c; “δ. πόλεως κοινόν” Id.Lg.644d, etc.; esp. of philosophical doctrines, Epicur.Nat.14.7, 15.28, Str.15.1.59, Ph.1.204, etc.; notion, Pl.Tht.158d, al.
Esta expressão grega aparece no Novo Testamento sempre associado com "ordenanças de homens" nunca com ordenanças dadas por D'us. Eram as tradições rabínicas que contrariavam os Mandamentos do Eterno na Torah ... e muitas dessas ordenanças apregoavam inimizades e separação entre judeus e gentios. Jo 4:9 e At 21:28 trazem alguns exemplos de consequências da inimizade étnica que havia. Em At 10:28 ("Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça"), inclusive traz às claras essa proibição que nem na Torah existe. Muitos ensinamentos rabínicos violavam a Torah e sua Verdadeira Essência, por isso Yeshua contrariava esses ensinos por diversas vezes: "Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?" (Mt 15:3).

Não se pode compreender corretamente um verso sem obervar o que o autor disse antes e depois. Veja o que Paulo disse em Ef 2:11:

"Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas".

É aqui que ele inicia o pensamento que é concluído no v. 16:
"e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade".

É fácil verificar qual era o tema do "discurso" de Paulo: a inclusão dos gentios como sendo parte do povo de Deus na Nova Aliança. Ou seja, a partir de Jesus, não seriam apenas os judeus que fariam parte do povo de Deus, mas TODOS aqueles que entregassem suas vidas ao Salvador, Jesus. Por algum tempo, alguns discípulos (inclusive Pedro) continuaram crendo que os gentios (os povos não-judeus) que se convertessem deveriam continuar obedecendo as "ordenanças" judaicas, ou seja, praticar os rituais do judaismo, em especial a circuncusão. Foi necessário que ocorresse um Concílio em Jerusalém para que estes pensamentos fossem combatidos (cf. Atos 15). Apesar de eles terem tomado o voto de não cobrarem dos gentios convertidos nada além do que realmente era importante, muitos ainda continuaram pensando que os rituais judaicos deveriam ser observadores por eles. A carta aos Gálatas é uma prova de que Paulo enfrentou duros debates sobre este tema (mesmo após o concílio de Jerusalém), e nesta carta ele chega a citar um momento de "discussão" que teve com Pedro sobre o assunto (cf. Gál. 2:11).

Portanto, o tema que Paulo estava ensinando em Efés. 2:11-16, como vemos no texto, era exatamente esta "liberdade" que os gentios convertidos receberam com relação aos antigos rituais judaicos que prenunciavam a chegada do Messias (em especial, as festas de sacrifício - Lev. 23 - e a circuncisão).

O texto mostra que os 10 mandamentos não eram o alvo da declaração de Paulo, pois ele mesmo cita em Efés. 6:2 um dos 10 mandamentos, mostrando que eles tinham total validade para os crentes da Nova Aliança.

Seria uma incoerência absurda de Paulo dizer no capítulo 2 que os 10 mandamenos foram "abolidos", e citar logo seguida o 5º mandamento como sendo importante no trato entre pais e filhos. Não acha?!

Concluindo, em Efés. 2:15 Paulo está dizendo que as ordenanças judaicas perderam o sentido para os gentios convertidos, pois estes baseiam sua fé em algo muito mais importante e eficaz: o sacrifício de Jesus na cruz. A passagem nada tem que ver com os 10 Mandamentos, que Paulo considerava como sendo válidos para todos os crentes em Jesus.


Última edição por Eduardo em Sex Dez 24, 2010 8:07 pm, editado 4 vez(es)
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Uso de ordenanças e dogmas nas cartas de Paulo :: Comentários

Eduardo

Mensagem Sex Dez 24, 2010 5:45 pm por Eduardo

O QUE FOI PREGADO NA CRUZ?


A incompreensão tão comum do sentido do texto de Col. 2:14-17, empregado como verdadeiro “samba anti-sabático de uma nota só” por tantos anti-sabatistas é a falha de considerar a contextuação da passagem porque infelizmente as pessoas preconceituosas vão à Bíblia já com seus pressupostos definidos, em lugar de irem à Palavra de Deus com mente aberta para captar dela a real intenção do seu ensino à luz da contextuação histórica e literária. Como diz aquele dito comum entre crentes, “um texto fora do contexto é puro pretexto”. Essa declaração se aplica como uma luva nas interpretações que comumente se dão a tal texto, como se verá na exposição abaixo que tem por base a exposição erudita do texto da parte do Dr. Samuele Bacchiocchi.

INTRODUÇÃO

  PENSAMENTO-CHAVE: “Os anti-sabatistas são muito bons na obra de DESTRUIR, mas nada de melhor têm para oferecer no lugar da coisa destruída”.

  O primeiro problema nesse tópico [que trata do texto de Col. 2:14-16 com o intuito de desqualificar o mandamento do sábado] é que não se toma uma passagem da Bíblia isoladamente para daí formar-se doutrinas. Isso é típico de católicos, com Mateus 16:18 (Pedro supostamente nomeado primeiro papa), espíritas, com o episódio da aparição de um suposto espírito de Samuel a Saul, dos mórmons, com o texto isolado e pouco claro de 1 Cor. 15:29, para defender o batismo pelos mortos. . .

  Os temas da Bíblia devem ser entendidos levando-se em conta o TEOR GLOBAL de seu ensino, e não tomando-se passagens aparentemente “favoráveis”, esquecendo-se de ver o conjunto todo do que trata o autor, e a própria contextuação imediata da passagem.

  E se os próprios evangélicos em geral admitem que é bom ter um dia regular de descanso, e que Jesus confirmou isso ao dizer que “o sábado foi feito por causa do homem”, citar esta passagem do modo distorcido como fazem é uma NEGAÇÃO TOTAL do próprio princípio de um dia de descanso. E esse princípio de que o sábado foi feito por causa do homem, na criação do mundo, é o que tradicionalmente os cristãos entendem há séculos, como se percebe nas suas clássicas Confissões de Fé, Credos, Catecismos e Declarações Doutrinárias, além de ensino de grandes mestres nesse meio, não excluindo Lutero, Calvino e Wesley.

  Note-se que no texto aludido Paulo não diz nada que com o suposto “fim do sábado” algo diferente toma o seu lugar. Ou seja, estão fazendo Paulo eliminar o próprio princípio do dia de repouso. Os anti-sabatistas são muito bons na obra de DESTRUIR, mas nada de melhor têm para oferecer no lugar da coisa destruída.

  Mas por que Paulo iria fazer isso? Por que não é mais importante, válido e benéfico dedicar-se um dia regularmente ao Senhor? Se foi feito “por causa do homem” (independentemente de ser o 7o ou o 1o. dia da semana) estão fazendo Paulo ACABAR COM O PRINCÍPIO inteiramente!

  Notem que ele NÃO DIZ, que em lugar do sábado, guarde-se o domingo. E ele também NÃO DIZ que NÃO É para guardar o sábado, e sim que não se deixassem julgar por outros [quanto a sua prática de observância sabática]. Mas que tal examinar todo o contexto? Alguém disse que a devida consideração do contexto de uma passagem cobre uma multidão de pecados interpretativos:

  “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus. Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne”. (Col. 2:14-21).


  Notem uma série de fatos sobre este texto, como ressaltados em vários estudos a respeito pelo erudito adventista, Dr. Samuele Bacchiocchi:

   As tentativas de ler em Colossenses 2:14, seja a lei cerimonial ou tanto a lei moral ou a lei cerimonial, não tem fundamento por pelo menos duas razões: Primeiro, porque na epístola inteira a palavra lei-nomos, nem sequer aparece. Em segundo lugar, porque essas interpretações se desviam do argumento imediato, do vs. 13, que tem objetivo de provar quão completo é o perdão divino. A eliminação da lei moral ou cerimonial não propiciaria aos cristãos a divina segurança do perdão. A culpa não é removida pela destruição de códigos legais. Isso apenas deixaria a humanidade sem princípios morais.

O Sentido do Registro Que Era Contra Nós

  Outro exemplo é o termo cheirographon (“registro escrito à mão”) que só ocorre em Colossenses 2:14. O termo tem sido interpretado historicamente como referência, seja à lei cerimonial ou à lei moral, que supostamente foram pregadas na cruz. Isto é errado, pois estudos recentes do emprego do termo em literatura apocalíptica e rabínica têm demonstrado que era empregado para denotar “o livro de registro dos pecados” ou um “certificado de débito de pecado”, mas não a lei moral ou cerimonial. Esse sentido se encaixa bem no contexto imediato onde Paulo discute a extensão do perdão divino (v. 13). Também é apoiado pela cláusula “e este ele retirou do meio” (Col. 2:14-VKJ). “O meio” era a posição ao centro do tribunal ou assembléia pela testemunha de acusação. No contexto de Colossenses, a testemunha de acusação é o “livro de registro de pecados” que Deus em Cristo apagou e removeu do tribunal.

Por essa ousada metáfora, Paulo afirma quão completo é o perdão de Deus. Mediante Cristo, Deus “cancelou”, “pôs e parte”, e “pregou na cruz” “o registro escrito de nossos pecados que por causa dos regulamentos eram contra nós”. A base legal do registro de pecados eram os “estatutos”, ou “regulamentos” (tois dogmasin), mas o que Deus destruiu na cruz não foi a base legal (lei) para que fiquemos embaraçados no pecado, mas o registro escrito de nossos pecados.

Para aliviar as ansiedades daqueles leitores que crêem que o “documento escrito” que foi pregado na cruz era a lei cerimonial, vale declarar que não há dúvida de que a lei cerimonial foi pregada na cruz, mas não é isso que Colossenses 2:14 ensina. Reitere-se que o termo “lei-nomos” não ocorre uma única vez em toda a epístola de Colossenses, porque a questão teológica abordada por Paulo não é o abuso da lei mosaica como em Gálatas, mas uma filosofia gnóstica que ensinava salvação mediante a mediação dos anjos e “rudimentos do mundo” (Col. 2:8). Paulo desafia essa ((( teoria ))) reassegurando aos crentes colossenses que não há razão para buscarem a ajuda de mediadores inferiores, uma vez que Cristo propiciou completa redenção e perdão.

Interpretação de Teólogos de Várias Confissões

  Recorde-se que a interpretação “tradicional” de Colossenses 2:16-17 (de que se refere a leis cerimoniais, e que a menção aos sábados não inclui o mandamento do dia de repouso semanal), não é só dos adventistas. Adam Clarke, Jamieson, Fausset and Brown, Albert Barnes, Charles Hodge e outros eruditos evangélicos entendiam que o texto não se refere ao sábado semanal, e sim aos cerimoniais. Isso se dá porque esses autores percebem o dilema de desfazer o princípio do sábado, ou dia de repouso, levando Paulo a anular o que Cristo declarou sobre ter sido feito “por causa do homem”. Isso afetaria o próprio domingo, pois se o dia de repouso era mero cerimonial, sombra de Cristo, então com o findar de toda a “cédula de ordenanças” iria de embrulho esse princípio de dedicar ao Senhor todo um dia de adoração. pois Paulo nada fala sobre substituição de um dia por outro.

  Portanto, a interpretação clássica de Col. 2:16, 17, segundo teólogos adventistas e outros, não está fora de propósito quando se percebe que o princípio do sábado é uma sombra da salvação em Cristo. Paulo não diz para não guardá-lo, apenas para que ninguém julgasse o seu semelhante pela forma de observá-lo, sem as restrições dos hereges colossenses.

  Para ilustrar a extensão do perdão de Deus, que é realmente o tema da discussão paulina, o Apóstolo emprega duas metáforas. Primeiro, a metáfora da circuncisão, depois a do livro de registro dos pecados. Mediante a metáfora da circuncisão ilustra a experiência de “despojamento do corpo da carne” pelo sepultamento com Cristo no batismo, e ressurreição para uma nova vida (vs. 11, 12).

  Ele menciona também a “incircuncisão” como uma metáfora de sua prévia condição pecaminosa, ou seja, “mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne” (vs. 13). Esse uso alegórico da circuncisão/incircuncisão pode parecer para alguns como referente à lei de Moisés, mas se há algo na metáfora a ser condenado, não é a circuncisão, e sim a incircuncisão.

  O que muitos perdem de vista é a ligação íntima entre os vs. 13 e 14. Observe-se que o vs. 13 encerra com a afirmação de perdão de “todos os vossos delitos”. O vs. 14 é construído sobre o 13 com a explicação e expansão da medida do perdão divino. O verso se inicia com o aoristo particípio exaleithas-”tendo cancelado,” que objetiva dizer-nos o que significa o perdão de Cristo de nossos pecados. Isso Cristo executou pregando na cruz, não um código de leis, mas o cheirographon, esse relatório de débito devido ao pecado, então desfeito pelo perdão, não pela abolição da lei.

O Real Problema dos Cristãos de Colossos

  O erudito adventista mostra adicionalmente que o argumento de que a referência de Paulo a “dias de festa”, “luas novas” e “sábados” (2:16), que são “sombra das coisas que haviam de vir” (vs. 17) . . . não indica realmente que Paulo está discutindo a lei de Moisés pregada na cruz. Paulo não está falando nada contra as observâncias dessas práticas, e sim contra quem quer que passe julgamento sobre o comer, beber e observar os tempos sagrados.

  Deve-se notar o fato de que o juiz que passa julgamento não é Paulo, mas os falsos mestres colossenses que impõem “ordenanças” (2:20) sobre como observar essas práticas a fim de se atingir “rigor ascético”. No verso 22 ele fala que tais ordenanças são “preceitos e doutrinas dos homens” que “com o uso se destroem”. Portanto, dificilmente ele iria referir-se às leis dadas por intermédio de Moisés como “doutrinas dos homens”.

  Ele cita um erudito evangélico, Prof. De Lacey, que corretamente comenta sobre Col. 2:16: “o juiz provavelmente seria um homem de tendências ascéticas que objeta ao comer e beber dos colossenses. O modo mais natural de entender-se o restante da passagem não é que ele também imponha um ritual de dias festivos, mas que faz objeção a certos elementos de tal observância” (p. 182). Presumivelmente o “juiz” desejava que a comunidade observasse essas práticas numa forma mais ascética (“rigor ascético”--2:23, 21), ou, para deixar em termos mais claros: menos festa e mais jejum.

  Por advertir contra o direito dos falsos mestres “passarem julgamento” sobre como observar os festivais, Paulo está desafiando não a validade dos festivais como tais, mas a autoridade dos falsos mestres de “julgar”, ou seja, legislar a respeito da modalidade de suas mencionadas práticas, que incluem a guarda do sábado.

  Para expressar doutro modo, o que Paulo está condenando não são as práticas em si, mas a perversão promovidas pelos falsos mestres.

Como Entender a Questão da “Sombra”

  Finalmente, a questão das “sombra” é assim discutido por Bacchiocchi: Col 2:17 declara que “tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir, porém o corpo é de Cristo”. Isto tem sido interpretado à luz de Heb 8:5 e 10:1 numa conclusão de que em ambos os casos a referência é à lei de Moises. Esta interpretação, contudo, ignora os respectivos contextos de ditas passagens. Em Hebreus o termo “sombra-skia” é empregado para estabelecer uma correspondência vertical entre o santuário celeste e o terrestre, sendo o terestre uma “sombra” ou “tipo” do celeste.

  Em Col. 2:17, contudo, o que antecede a “sombra” não parece absolutamente claro. O texto declara “tudo isso tem sido sombra das cousas que haviam de vir, porém o corpo é de Cristo” (Col 2:17). A que o pronome relativo “tudo isso” (ha em grego) se refere? Acaso faz referência às cinco práticas mencionadas no verso anterior, ou às “ordenanças (dogmata) concernentes a essas práticas promovidas pelos falsos mestres?

  Note-se primeiramente, que no vs. 16 Paulo não está advertindo contra os méritos ou deméritos da lei mosaica concernente a alimentos e festivais, mas contra as “ordenanças” a respeito dessas práticas, advogadas pelos falsos mestres. Destarte, é mais plausível admitir que as “ordenanças”, antes que as práticas mesmas, sejam o que antecede “tudo isso”.

  Em segundo lugar, nos versos que se seguem imediatamente, Paulo prossegue sua advertência contra os ensinos enganosos, declarando, por exemplo, “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade. . .” (2:18). “Por que . . . vos sujeitais a ordenanças: Não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro” (2:20-21)?

  Uma vez que o que precede e o que se segue a esse pronome relativo “isto tudo” trata com as “ordenanças” da filosofia colossense, concluímos que é o último item que Paulo descreve como “sombra das coisas que haviam de vir” (2:17).

  Presumivelmente, os proponentes da “filosofia” colossense mantinham que suas “ordenanças” representavam uma cópia que capacitasse o crente a ter acesso à realidade (“plenitude”). Em tal caso, Paulo está fazendo o argumento deles voltar contra eles ao declarar que suas ordenanças “têm sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo” (2:17). Ao dar ênfase ao fato de que Cristo é o “corpo” e “cabeça” (2:17, 19), Paulo indica que qualquer “sombra” lançada pelas ordenanças não tem valor significativo.

  Conclui-se que o que Paulo designa como “sombra” não é a lei mosaica ou o sábado, mas os ensinos enganosos da “filosofia” colossense que promovia práticas dietéticas e observância de tempos sagrados como meios auxiliares para a salvação. Então, parece que há duas “palavras-chave” nessa discussão: a) o sentido de cheirographon-escrito de dívidas, e b) de “sombra”. Sobre o primeiro termo, já discuti o suficiente para demonstrar que o sentido não é nenhum código de leis, pois estas não são CONTRA os filhos de Deus, mas os pecados registrados no escrito de dívidas. Aí, sim, faz sentido ser CONTRA nós.

  Deve-se notar que o verbo no original grego está no tempo presente--”são (estin) sombra”, NÃO no passado. Muitos evangélicos alteram o verbo para o passado como sendo “eram sombras”, ou, como consta de certas versões bíblicas, “têm sido sombra”, a fim de apoiarem sua alegação de que sua função havia cessado inteiramente com a vinda de Cristo. Todavia, esse verbo no tempo presente significa que, refira-se o “tudo isso” às cinco práticas mencionadas no verso anterior ou às “ordenanças” concernentes a essas práticas promovidas pelos falsos mestres, Paulo não está pondo em disputa sua legitimidade, mas situando-as em sua apropriada perspectiva com Cristo, por meio do contraste “sombra-realidade”.



Por Dr. Samuelle Bacchiocchi. Adaptado por Prof. Azenilto Brito.

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