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Segurança Eterna ou "Uma Vez Salvo, Sempre Salvo" ?
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07032011
Segurança Eterna ou "Uma Vez Salvo, Sempre Salvo" ?
Segurança Eterna ou "Uma Vez Salvo, Sempre Salvo"
Há uma considerável confusão na terminologia quando se trata das concepções prevalecentes da certeza [cristã] no cenário teológico. Neste artigo quero esclarecer pelo menos uma diferença significante.
Calvinistas e arminianos concordam num ponto significante: todos os eleitos irão perseverar na fé. Aqueles que não perseveram na fé não são eleitos. Eles também concordam que a fé é o instrumento pelo qual Deus persevera os eleitos embora discordem sobre a natureza da participação humana na origem e na continuação da fé.
Mas uma outra perspectiva é bastante popular no contexto americano. Ela surgiu pela primeira vez do pensamento dispensacionalista do século 19, foi promovida pela Bíblia de Scofield, e é comumente achada entre as comunidades dos batistas do sul (embora nem todas) assim como em outras comunidades crentes. É algumas vezes chamada “Segurança Eterna” ou “Uma Vez Salvo, Sempre Salvo.” Bons exemplos desta perspectiva são encontrados em alguns pregadores batistas do sul (por exemplo, Charles Stanley) e promovidos pela Sociedade Evangélica da Graça.
A “Segurança Eterna” é entendida, nesta perspectiva, como a posse da vida eterna por um crente no momento em que ele crê e até mesmo se ele parar de crer. Uma pessoa está eternamente segura (salva) se continuar a crer ou não, se tiver pelo menos em um momento de sua vida confiado em Jesus. Não é simplesmente que somente a fé salva, mas que a fé eternamente salva no momento da crença ainda que mais tarde deixa-se de crer. Os textos de advertência na Escritura e o papel das boas obras é um tópico freqüentemente discutido entre os adeptos desta perspectiva, mas geralmente a função das obras e das advertências é sobre a natureza da recompensa no fim dos tempos do que sobre a entrada na graça do fim dos tempos. Em outras palavras, as obras e até mesmo a perseverança da fé determinará o nível de recompensa mas elas não têm nada a ver com a salvação em si.
Como exemplos, aqui estão algumas afirmações:
Charles Stanley, Eternal Security, 74: “A Bíblia claramente ensina que o amor de Deus por Seu povo é de tal grandeza que até mesmo aqueles que se afastam da fé não têm a menor possibilidade de escorregar de Sua mão.”
Bob Wilkin, “Savind Faith and Apostasy: Do Believers Ever Stop Believing?”: “Enquanto nossa salvação está garantida desde o momento em que confiamos em Cristo, nossa fé não está.”
Não pretendo me ocupar com uma crítica desta posição neste artigo. Antes, meu interesse é meramente chamar a atenção para o fato de que há uma enorme diferença entre a noção arminiana/calvinista da perseverança e esta definição particular da “segurança eterna.” A primeira reconhece que a fé salvadora persevera enquanto a última não acredita que a fé deve perseverar a fim de obter a salvação. Obviamente, os defensores desta convicção encorajam os crentes a perseverarem e considerariam prejudicial à natureza da recompensa celestial os crentes não admitirem a importância da santificação e do crescimento na fé.
Arminianos e calvinistas estão de comum acordo neste ponto. Aqui há acordo prático e eclesiástico, mas este acordo é freqüentemente perdido porque a posição identificada como “Segurança Eterna” é algumas vezes equivocadamente considerada como a posição calvinista. Calvinistas e arminianos compartilham a convicção de que a fé salvadora irá perseverar. Cada um deveria estimar isto no outro.
Segurança Eterna ou “Uma Vez Salvo, Sempre Salvo”
John Mark Hicks
John Mark Hicks
Há uma considerável confusão na terminologia quando se trata das concepções prevalecentes da certeza [cristã] no cenário teológico. Neste artigo quero esclarecer pelo menos uma diferença significante.
Calvinistas e arminianos concordam num ponto significante: todos os eleitos irão perseverar na fé. Aqueles que não perseveram na fé não são eleitos. Eles também concordam que a fé é o instrumento pelo qual Deus persevera os eleitos embora discordem sobre a natureza da participação humana na origem e na continuação da fé.
Mas uma outra perspectiva é bastante popular no contexto americano. Ela surgiu pela primeira vez do pensamento dispensacionalista do século 19, foi promovida pela Bíblia de Scofield, e é comumente achada entre as comunidades dos batistas do sul (embora nem todas) assim como em outras comunidades crentes. É algumas vezes chamada “Segurança Eterna” ou “Uma Vez Salvo, Sempre Salvo.” Bons exemplos desta perspectiva são encontrados em alguns pregadores batistas do sul (por exemplo, Charles Stanley) e promovidos pela Sociedade Evangélica da Graça.
A “Segurança Eterna” é entendida, nesta perspectiva, como a posse da vida eterna por um crente no momento em que ele crê e até mesmo se ele parar de crer. Uma pessoa está eternamente segura (salva) se continuar a crer ou não, se tiver pelo menos em um momento de sua vida confiado em Jesus. Não é simplesmente que somente a fé salva, mas que a fé eternamente salva no momento da crença ainda que mais tarde deixa-se de crer. Os textos de advertência na Escritura e o papel das boas obras é um tópico freqüentemente discutido entre os adeptos desta perspectiva, mas geralmente a função das obras e das advertências é sobre a natureza da recompensa no fim dos tempos do que sobre a entrada na graça do fim dos tempos. Em outras palavras, as obras e até mesmo a perseverança da fé determinará o nível de recompensa mas elas não têm nada a ver com a salvação em si.
Como exemplos, aqui estão algumas afirmações:
Charles Stanley, Eternal Security, 74: “A Bíblia claramente ensina que o amor de Deus por Seu povo é de tal grandeza que até mesmo aqueles que se afastam da fé não têm a menor possibilidade de escorregar de Sua mão.”
Bob Wilkin, “Savind Faith and Apostasy: Do Believers Ever Stop Believing?”: “Enquanto nossa salvação está garantida desde o momento em que confiamos em Cristo, nossa fé não está.”
Não pretendo me ocupar com uma crítica desta posição neste artigo. Antes, meu interesse é meramente chamar a atenção para o fato de que há uma enorme diferença entre a noção arminiana/calvinista da perseverança e esta definição particular da “segurança eterna.” A primeira reconhece que a fé salvadora persevera enquanto a última não acredita que a fé deve perseverar a fim de obter a salvação. Obviamente, os defensores desta convicção encorajam os crentes a perseverarem e considerariam prejudicial à natureza da recompensa celestial os crentes não admitirem a importância da santificação e do crescimento na fé.
Arminianos e calvinistas estão de comum acordo neste ponto. Aqui há acordo prático e eclesiástico, mas este acordo é freqüentemente perdido porque a posição identificada como “Segurança Eterna” é algumas vezes equivocadamente considerada como a posição calvinista. Calvinistas e arminianos compartilham a convicção de que a fé salvadora irá perseverar. Cada um deveria estimar isto no outro.

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Inscrição: 08/05/2010
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