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O fim da teoria econômica neoclássica

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08102011

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O fim da teoria econômica neoclássica  Empty O fim da teoria econômica neoclássica




Economia neoclássica é um termo utilizado para denominar diversas abordagens de estudo da Economia que objetivam determinar preços, produção e distribuição resultantes da interação da oferta e demanda dos mercados. Comumente são adotadas as hipóteses de maximização de funções utilidade dependentes da renda e/ou custos de indivíduos ou firmas, dados os fatores produtivos e a informação disponíveis. A Economia neoclássica, conjuntamente com a Escola keynesiana, forma a síntese neoclássica, a qual é considerada o método dominante no estudo econômico. [1] Há variadas críticas em relação à Economia neoclássica, muitas das quais são absorvidas pela própria teoria, de acordo com o evoluir da percepção sobre o problema econômico.

Surgida em fins do século XIX com o austríaco Carl Menger (1840-1921), o inglês William Stanley Jevons (1835-1882) e o suíço Léon Walras (1834-1910). Posteriormente, se destacaram o inglês Alfred Marshall (1842-1924), o sueco Knut Wicksell (1851-1926), o italiano Vilfredo Pareto (1848-1923) e o estadunidense Irving Fisher (1867-1947).

Pode ser dividida entre diferentes grupos, como a escola Walrasiana, a escola de Chicago, a escola austríaca. Os modelos Macroeconômicos são influenciados pelo pensamento keynesiano, através da adoção de postulados sobre rigidez de curto prazo. A influência clássica, por sua vez, se dá através da presença de microfundamentos. O estado da arte da macroeconomia neoclássica, entretanto, baseia-se no desenvolvimento de modelos dinâmicos estocásticos de equilíbrio geral (DSGE).

Nos anos 30, a teoria econômica neoclássica foi posta em causa por John Maynard Keynes. A teoria macroeconômica de Keynes previa que uma economia avançada poderia permanecer abaixo da sua capacidade, com taxas de desemprego altas tanto da mão de obra quanto dos outros fatores de produção, ao contrário do que previa a teoria neoclássica.

Keynes propôs intervenções estatais na economia com o objetivo de estimular o crescimento e baixar o desemprego. Para intervir, os estados deviam aumentar os seus gastos financiados e não aumentar seus impostos gerando uma diferença entre a arrecadação e os gastos. Esta diferença seria preenchida com a emissão de moeda, que por sua vez geraria inflação.

As idéias de Keynes permaneceram em voga nas políticas econômicas dos países ocidentais até os anos 70. A partir daí, a política econômica passou a ser orientada pelos economistas neoclássicos. Os keynesianos, contudo, ainda são muito numerosos. Apontam os neoclássicos que o estado empreendedor de Keynes era oneroso, burocrático e ineficiente e devia permitir o livre funcionamento do mercado.

Introdução

O capitalismo após o período de intensas mudanças, assumiu uma nova característica perante as modificações e as alterações do mercado, alguns clássicos econômicos seguiam estritamente a tradição utilitarista e neoclássica e raramente reconheciam que o capitalismo estava passando por mudanças turbulentas rejeitando toda perspectiva da teoria do valor do trabalho. Os 15 anos que seguiram após a Segunda Guerra Mundial, foi um período de profundo conservadorismo, foi uma época de pessimismo e de depressão no setor econômico, na economia acadêmica esta situação geral refletia-se no predomínio esmagador das idéias de Keynes e de Samuelson, isso tudo mudou drasticamente as décadas de 60 e 70, que foram décadas de crises sociais, econômicas e políticas que contribuíram para uma crise ideológica liberal da guerra fria e renasceram algumas teorias e progressos do renascimento da Economia Política Crítica.


Paralelo entre Keynes/Neoclássicos e a atual Economia Política Crítica

Um ponto em comum entre neoclássicos e Keynes seria a busca do equilíbrio na economia, o que Keynes chamava de pleno emprego, ou seja, a eficácia dos meios de produção, bem como o bem comum, ter o salário suficiente para se apropriar dos bens de consumo. A Economia do bem- estar ocupa no contexto de toda escola neoclássica um espaço importante, essa economia é referida como economia “paretiana” do bem estar, pois as idéias da maximização do lucro foram reformuladas e aprimoradas e foram levadas em consideração as curvas de “indiferença”. Através das curvas de indiferença o economista neoclássico ilustra graficamente o modo como o consumidor maximiza sua utilidade, quando existem apenas duas mercadorias para ele comprar e consumir, conseqüentemente o economista passa a ter uma visão beatifica e a “Felicidade Externa”. A eficácia é atingida quando, para qualquer combinação de mercadorias produzidas, o aumento da produção de qualquer mercadoria implica, obrigatoriamente, a diminuição de outras mercadorias.

A teoria econômica neoclássica descende diretamente das idéias de Smith e de Ricardo denominadas pela perspectiva da utilidade ou da troca, mas ela cada vez mais, tem assumido a forma de análises matemáticas esotéricas, a ponto de um estudante de Economia aprendendo apenas os instrumentos e técnicas de análise, sem conseguir perceber os valores filosóficos, e sociais subjacentes à analise, os valores sociais e filosóficos, e morais, que são obscurecidos por idéias dos economistas neoclássicos contemporâneos, continuam idênticos aos valores economistas anteriores.

A economia do bem estar descende diretamente das doutrinas que Marx chamava de “Economia Vulgar”, um ponto de vista que se restringe à sistematização, de forma pedante, e à proclamação de verdades eternas, ás idéias vulgares da burguesia autocomplacente sobre o seu mundo, para ela o melhor mundo possível. O pensamento neoclássico ignora ou deixa de lado os conflitos e problemas sociais e importantes e acredita na visãoharmoniosa e beatífica da economia.

Keynes não tinha o menor interesse em usar o marxismo, por que tinha horror a qualquer doutrina que contivesse um apelo socialista revolucionário: “Não acredito que haja qualquer progresso econômico para a qual a revolução seja um instrumento necessário. Por outro lado, só temos a perder com métodos de mudança violentos. Nas condições industriais do Ocidente, a tática da Revolução Vermelha mergulharia toda a população num mar de pobreza e de morte”.

Para Keynes um dos pontos principais a serem discutidos era a liquidez da moeda, para qualquer tipo de negociação seria necessária que se tenha a moeda (que possui valor real) para que se possa aumentar a capacidade de consumo.

Keynes também acreditava que o governo tinha poder fundamental na economia, para proporcionar bens coletivos à sociedade, como produtor de bens e serviços, como regulador da moeda, intervindo no mercado financeiro para controlar o fluxo da moeda, como comprador, consumidor e agente econômico. Defendia a teoria do pleno emprego, que seria o uso eficaz de todos os fatores de produção (equilíbrio de mercado dos neoclássicos).

Uma contradição entre Keynes e os neoclássicos seria o fato de que ele queria dar aos governos capitalistas esclarecimentos teóricos que os ajudassem a salvar o capitalismo, e a segunda grande diferença entre Keynes e a teoria neoclássica da automaticidade do mercado era sua rejeição da teoria neoclássica de determinação da taxa de juros.

Com o renascimento da economia Política Crítica, houve uma influência ideológica e uma certa influência nas teorias anteriormente apresentadas, desenvolveu-se a teoria do valor do trabalho, para os economistas ortodoxos mais preparados sabiam que havia uma solução para o problema da transformação, os preços sempre seriam adequados ao trabalho, os mesmos negavam a intensificação de uma medida invariável de valor. Embora o capitalismo seja caracterizado por um planejamento racional e calculado a nível de empresa individual, a nível agregado, toda a economia continua, como sendo à anarquia e à irracionalidade do mercado.


Conclusão

Os economistas neoclássicos vêem o sistema capitalista como um sistema de harmonia natural e vantagens universais. O preço desta idéia sempre foi deixar de lado ou negar todos os problemas sociais e todos os conflitos sociais importantes. A recompensa desta idéia é, obviamente, pode sentar-se e descansar, esquecer todos os aspectos desagradáveis do mundo e aproveitar os sonhos de visão beatífica e da felicidade eterna. Ainda ansioso para convencer os capitalistas de que tenham em alta conta os seus interesses, Keynes assegurou aos que viviam de rendas que “não havia como defender o socialismo do estado”. Ele queria que o governo agisse de maneira a possibilitar a continuação do lucro, e estas funções do governo podiam ser introduzidas gradualmente e sem uma captura das tradições gerais da sociedade.

Toda teoria social se baseia em uma determinada teoria psicológica e ética, explicitamente exposta ou implicitamente aceita, quase todos os economistas neoclássicos baseiam uma teoria econômica na concepção utilitarista e hedonista da psicologia e da ética humana.

Bibliografia
HUNT, E. K. História do Pensamento Econômico,
CAMPUS 7º edição 1989. Rio de Janeiro
Autoria: Fabrício Fernandes Pinheiro

Os volteios da teoria económica

por Rick Wolff
O fim da teoria econômica neoclássica  Great_depression_2008 A maior parte dos economistas estado-unidenses são professores em faculdades e universidades. As suas posições académicas permitem-lhes investigar e ensinar, supostamente de modo independente dos interesses corporativos. Eles podiam, pelo menos hipoteticamente, proporcionar as visões críticas dos problemas económicos que são necessárias para a sua solução. Os economistas podem ajudar a propor, avaliar e debater o vasto leque de soluções possíveis – desde aquelas que mudam minimamente o status quo até as que implicam mudança social fundamental. Contudo, a história mostra que a maior parte dos economistas profissionais tem sido subserviente aos interesses corporativos ao invés de críticos construtivos. Eles celebraram o capitalismo, ignoraram ou puseram de lado sistemas económicos alternativos e só argumentam sobre como melhor administrar os enormes custos sociais da recorrente instabilidade do capitalismo. A vergonhosa subserviência corporativa dos economistas tem sido a ruína do país.

O establishment profissional das Ciências Económicas nos EUA – seus membros auto-intitulam-se "corrente principal" ("mainstream") – nunca conduz. Ele sempre segue. Antes da Grande Depressão, os economistas da corrente principal abraçavam respeitosamente o que denominavam "teoria económica neoclássica". Esta "ciência" económica mostrava, diziam eles, que o que dava lucros para os negócios beneficiava toda a sociedade. Nesta perspectiva da corrente principal, a empresa privada e os mercados funcionavam melhor para toda a gente quando deixados livres da regulamentação ou interferência governamental. Os grandes negócios dirigiam e promoviam publicamente esta celebração do capitalismo. Faculdades e universidades procuravam contribuições financeiras dos negócios, dos seus proprietários e dos seus líderes. Eles precisavam inscrever os filhos destas pessoas (poucas outras podiam permitir-se arcar com os custos da educação superior). As administrações académicas nem queriam nem apoiavam professores que criticassem os interesses dos negócios privados ou de alguma forma os desagradassem (através, por exemplo, do desafio à corrente principal da ciência económica).

Após 1929, quando as empresas privadas e os mercados livres capitularam diante da Grande Depressão, os negócios em grande medida passaram a advogar intervenções maciças do governo para "consertar" a economia rompida (tal como faz hoje, outra vez). Excepto por uns poucos teimosos, os economistas profissionais rapidamente seguiram-nos e reverteram a sua "ciência". Eles descobriram um novo guru em John Maynard Keynes que exaltou as virtudes e clarificou os mecanismos das intervenções económicas governamentais. A corrente principal da ciência económica tornou-se keynesiana desde o fim da década de 1930 até a década de 1970. Por toda a parte os cursos de económicas nas faculdades ensinavam acerca de ciclos de negócios (a expressão polida para designar a instabilidade crónica do capitalismo). Os manuais instruíram uma geração de que políticas monetárias e fiscais do governo eram necessárias e meios eficazes de limitar, compensar e finalmente eliminar os ciclos de negócios.

Na década de 1970, a corrente principal reverteu o seu curso mais uma vez. A teoria económica keynesiana havia falhado para a ultrapassagem ou mesmo a prevenção dos ciclos de negócios capitalistas nos EUA. As políticas monetárias e fiscais não haviam proporcionado a prosperidade, crescimento e estabilidade prometidos pelos keynesianos. Enquanto isso, as corporações estado-unidenses haviam-se tornado bastante ricas e poderosas – ao passo que as memórias da Grande Depressão haviam-se desvanecido bastante – para minar as regulamentações e controles do governo provocados pela Grande Depressão. Porque os negócios ressentiam-se com as intervenções governamentais que limitavam lucros, os interesses corporativos promoveram a candidatura Reagan à presidência. A sua vida ao serviço dos interesses corporativos qualificava-o para reverter o New Deal. Cortes fiscais, especialmente para os negócios e os ricos, e desregulamentação tornaram-se fórmulas encantatórias para os líderes políticos de ambos os partidos. A América corporativa retomou a celebração anterior a 1929 da empresa privada e dos mercados livres.

Os economistas académicos também seguiram. Todos os curricula, manuais e conferências foram mudados. A teoria económica keynesiana foi afastada, a teoria económica neoclássica estava de volta e Milton Friedman era o novo guru. Ele fora um teimoso que se mantivera a celebrar a empresa privada e os mercados livres ao longo do período em que a corrente principal era keynesiana. Então, quando os negócios progressivamente decidiram que "a nossa economia não precisa mais da intervenção do governo" que constrangia os lucros, Friedman obteve o seu apoio para o departamento de ciências económicas da Universidade de Chicago. Assim, na nova América de Reagan, a profissão económica respeitosamente considerou que a teoria económica de Friedman era agora "correcta" e "científica". Ele e os seus apoiantes assumiram o comando da corrente principal. Eles marginalizaram os keynesianos e ardorosamente re-endossaram a velha teoria económica "neoclássica" anterior a 1929 que exaltava a empresa privada e os livres mercados como garantes da prosperidade.

Foi tão completa a adopção da teoria económica neoclássica pela corrente principal académica que muito poucos estudantes aprenderam acerca da instabilidade do capitalismo. Os cursos sobre ciclos de negócios, outrora obrigatórios no curriculum de económicas, em grande medida desapareceram. Os economistas do governo Bush eram produtos de educações económicas que os incapacitavam para lidar com o maciço crash capitalista de hoje. Portanto, eles (1) deixaram de ver, muito menos impedir, o crash; (2) esperaram demasiado para actuar quando o crash se desenrolava no fim de 2007 e durante 2008, e (3) propuseram mal planeadas e pouco eficazes políticas governamentais, após a outra, desde meados de 2008. Os economistas reunidos por Obama são exemplos da mesma geração incapacitada.

A vergonhosa história de oportunismo desta profissão pode ser melhor ilustrada pela reunião anual de Janeiro de 2009 da suprema American Economics Association (AEA). O fim de 2008 assistiu os grandes negócios obterem milhões de milhões em salvamentos do governo. Destacados economistas da corrente principal na reunião da AEA covardemente anunciaram os erros dos seus antigos caminhos e advogaram o retorno à teoria económica keynesiana. Os economistas neoclássicos viam as suas carreiras em perigo e actuaram rapidamente. O repórter Louis Uchitelle, do New York Times, utilizou mesmo a expressão religiosa "conversão" para a comunicação apresentada por Martin Feldstein, de Harvard. Contudo, como muitos cristãos renascidos, os keynesianos renascidos não terão dúvidas em retroceder ao primeiro sinal de estabilização do sector financeiro.

Para resumir, as repetidas oscilações entre a teoria económica neoclássica e a keynesiana na definição da corrente principal revela a subserviência oportunista da profissão às necessidades dos negócios. A mesma subserviência explica porque ela se recusa firmemente a contratar os economistas que respondem à instabilidade do capitalismo advogando a mudança social para sistemas económicos alternativos. Na esteira de mais outro maciço colapso capitalista, entretanto, as nossas escolhas reais não precisam e não deveriam ser limitadas à teoria económica neoclássica ou keynesiana, para uma mera comutação entre formas de capitalismo privado e administrado pelo Estado. As razões para argumentar a favor de movimentos para além do capitalismo nunca foram tão fortes. A agora considerável literatura teórica sobre economias pós-capitalistas (por exemplo, S. Resnick e R. Wolff, Class Theory and History: Capitalism and Communism in the USSR ) e a acumulação de experiências locais e nacional com as mesmas proporciona amplos recursos e lições a fim de efectuar tais movimentos.

O original encontra-se em http://mrzine.monthlyreview.org/wolff180109.html

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Crise na economia
Carlos Alberto Cosenza e Francisco Antonio Doria (org)
Economia 192 páginas R$32,00
Formato: 14 x 21 cm Código: 0409 ISBN/ISSN: 9788571063945

Autores ortodoxos, de credenciais acadêmicas impecáveis, escrevem um livro heterodoxo. São professores titulares da UFRJ ou da USP, ou doutorados por estas universidades. Os dois coordenadores são professores eméritos da UFRJ, e lecionam no Programa de Engenharia de Produção da COPPE/UFRJ. E o objetivo deste livro é examinar o atual quadro de crise de capitalismo mundial com lentes que ajudem a enxergar além da ideologia neoliberal, que se firmou como rumo básico dos programas e políticas econômicas no final do século XX, com o nome-código de Consenso de Washington.

Temos aqui textos que examinam desde a ética e a economia até as raízes históricas da dessa crise. Autores ?malditos?, como Marx, Polányi, Kondratiev, são discutidos e analisados. O mercado financeiro é esmiuçado por dentro, em textos teóricos que, no entanto, e às vezes, lembram a sátira. O neoliberalismo, versão extremada da teoria econômica neoclássica, é mostrado como ideologia disfarçada das pompas de uma teoria científica. A crise não é nova: os coordenadores, numa detalhada introdução histórica, analisam diversas crises precedentes no capitalismo financeiro, desde o século XIV, e mostram como o neoliberalismo surgiu quando a teoria microeconômica substituiu e escondeu a macroeconomia estudada pelos economistas clássicos.

Compoem este livro os seguintes ensaios:


  • O que fazer depois da crise, João Paulo de Almeida Magalhães;
  • A idade da cooperação, José Carlos de Assis;
  • Quando um banco não é um banco? Instituições econômica e a crise de 2008, Roberto Bartholo e Domício Proença Júnior;
  • De ciclos e outros animais peculiares em economia, Francisco Antonio Doria;
  • A realidade contra-ataca; Renato Janine Ribeiro;
  • Bolhas especulativas, expectativas racionais e a escola de Estocolme, Marcelo Tsuji.
Eduardo
Eduardo

Mensagens : 5997
Idade : 54
Inscrição : 08/05/2010

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