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Mensagem por Eduardo Ter Ago 14, 2012 6:00 pm

Fidel Castro, o mítico e a certa altura julgado perpétuo líder de Cuba, completa hoje 86 anos. Não que eu esteja particularmente interessado em enviar-lhe as felicitações por isso ou na data em si; mas é um bom momento para perceber um pouco – no âmbito do interesse deste espaço – o que aquela nação centro-americana foi mas começa, lentamente, a deixar de ser.

Grosso modo, diríamos que durante décadas, Cuba estava para as Américas como a antiga União Soviética estava para a Europa: o grande bastião dos regimes comunistas que, então, lutavam com o capitalismo ocidental pela supremacia mundial, pela implantação e prevalência de um poder sobre o outro. Faz parte da História do século passado o conflito entre Cuba e Estados Unidos, entretanto amansado pela natural erosão e julgamento que o tempo sempre exerce sobre tudo e todos.

Por motivos de doença, Fidel abandonou o comando em favor do seu irmão Raul. Há seis anos no poder, este irmão mais novo tomou algumas medidas simplesmente impensáveis durante a liderança de Fidel, e que são mesmo históricas: em 2008, removeu restrições à compra de alguns produtos como computadores, electrodomésticos e telemóveis. Outro passo significativo foi a entrega da exploração de terrenos agrícolas não cultivados a privados.

Uma mudança que faz lembrar as polícias recentes da China: mais pragmática e favorável a uma política de livre mercado, sem declaradamente renunciar aos valores do comunismo quando, na verdade, a prática tende para um socialismo mercantilista, algo muito consistente com outras reformas anunciadas por Raul em abril de 2011.

Convém também referir as declarações de Raul sobre os Estados Unidos: “o povo americano está entre os nossos vizinhos mãos próximos. Devemos respeitar-nos mutuamente. Nunca tivemos nada contra o povo americano. Boas relações serão mutuamente vantajosas. Talvez não possamos resolver todos os nossos problemas, mas podemos resolver muitos deles”. Embora suave e não demasiadamente explícito, eis um voto de cooperação durante muito tempo não imaginado

Resumindo, desde a saída de Fidel, Cuba está apenas a acompanhar a tendência do mundo inteiro: uma aculturação americanizada de práticas e costumes.

Para evidenciar isso mesmo, veja esta imagem do globo - mostra os países com regimes declaradamente comunistas de um único partido: Cuba, Vietname, Laos e China.

Se quiser comparar com o que sucedia nas décadas de 1970/80, clique aqui. Arrisco dizer que estamos num processo mundial de erradicação da ideologia comunista...

Por isso – e salvaguardando o facto de atualmente estarmos a testemunhar que o capitalismo ocidental também tem falhado clamorosamente – Cuba tem seguido os passos do resto do mundo, que, por sua vez, está a seguir os passos da grande nação que são os Estados Unidos da América do Norte.

Qualquer dia, veremos os restaurantes McDonald’s estabelecidos na capital Havana – se acha que isso não vai acontecer, também se julgava impossível que a Praça Vermelha, em Moscovo, testemunhasse a chegada de Ronald; mas hoje, para quem trabalha no Kremlin, é só dar uns passos e estará de caras com os arcos amarelos e a figura do famoso palhaço americano…

Fidel Castro teve o seu tempo; agora, por motivo de doença, não mais o terá. E o seu afastamento, abriu claramente mais uma frecha no anteriormente considerado inexpugnável mundo fechado que eram as nações comunistas.

Por aqui, podemos fazer uma projeção para o que aí virá mais fortemente em todo o mundo: cada vez mais americanismo, acentuando a inclinação que se tem visto. Irremediavelmente.

Cuba depois de Fidel Castro
Eduardo
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